Centro de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências da Saúde
COMPLICAÇÕES PUERPERAIS
Docente: Lucas Batista Ferreira
NATAL/RN
2018
 Doenças crónicas ou decorrentes da gravidez e do parto;
 Anemias, Desnutrição;
 Rotura prematura de membranas;
 Gravidez múltiplas, Multiparidade;
 Condições socioeconômica desfavoráveis;
 Violação das normas de atenção a gravidez, parto e puerpério.
HEMORRAGIAS INFECÇÕES MASTITES
TROMBOFLEBITES DEPRESSÃO PSICOSE
 Perdas sanguíneas superior a
500 ml de sangue durante o
parto ou nas 24 horas pós-
parto.
 Uma perda sanguínea de 1000
ml é considerada uma
hemorragia severa, constituindo
um risco particularmente sério
para a vida da mulher
 Gestação múltipla, Feto grande;
 Analgesia;
 Trabalho de parto prolongado - fadiga muscular;
 Multiparidade (mais que 5 partos anteriores);

 Tocotraumatismo (uso de fórceps);
 Sangramento anterior (placenta prévia);
• Hipotonia uterina- 90% dos casos;
• Atonia uterina
PRECOCE ( Surgem até 24 horas)
• Lacerações de trajeto: vulva, vagina, colo, episiotomia.
• Retenção de membranas
• Hematomas puerperais
TARDIA (Após 24 horas)
 Dificuldade da musculatura uterina em
permanecer contraída após o parto.
 Principal causa da hemorragia e choque
hipovolêmico após a dequitação.
 Caracteriza-se por: sangramento acentuado;
útero flácido, amolecido e aumentado
 As lacerações cervicais, na vagina ou períneo podem
diminuir significamente o volume sanguíneo.
 Os sinais e sintomas são: perdas vaginais, hipotensão,
palidez, vertigens, inquietação, pulso fraco e rápido,
sudorese, dispnéia e choque.
 Os restos placentário retidos -
podem interferir na constrição dos
vasos sanguíneos uterinos,
causando a hemorragia.
 Os restos retidos podem ser
removidos – curetagem ou AMIU.
 No puerpério, o útero constitui
ambiente extremamente favorável
ao crescimento de
microrganismos.
 A decomposição de restos das
membranas fetais e a presença
dos lóquios fazem com que esse
órgão torne-se excelente meio de
cultura.
 Infecção do tecido glandular das
mamas
◦ Invasão do tecido mamário por
microorganismos patogênicos
 As massagens incorretas e a má
drenagem do leite contribuem .
• Edema, calor, rubor, tumoração com turgência.
• Calafrios, temperatura de 39 a 40ºC
• Mal estar geral, cefaleia, inapetência e as vezes,náuseas e
vômitos.
SINTOMAS
• Cultura do leite
• A mãe pode continuar amamentando
• Esvaziar a mama (ordenha)
• Bolsa de gelo antes de esvaziar
• Repouso e drogas analgésicas
• Abcesso - Drenagem
CONDUTA
 A depressão pós-parto, assim como a maioria dos transtornos
psicológicos, tem como causas fatores biológicos, psicológicos
e sociais.
 Desencadeantes...
◦ Alterações hormonais durante a gravidez e a diminuição após o
parto;
◦ Relação entre suporte social principalmente do parceiro e família /
planejamento da gravidez / problemas de saúde da criança /
dificuldade em voltar ao trabalho / dificuldade socioeconômica e
estado civil.
 Tristeza / Desesperança
 Baixa auto-estima / Culpa
 Distúrbios de sono
 Cansaço e falta de energia
 Desinteresse sexual
 Aumento na ansiedade
 Irritabilidade
 Sentimento de incompetência
 Isolamento social
 Quadro delirante, frequentemente
alucinatório, grave e agudo que aparece
do segundo dia a 3 meses depois do
parto.
 Inicia-se com sintomas depressivos, que
rapidamente progridem para delírios,
alucinações e agitação psicomotora.
 Tentativas de homicídio contra o bebê
podem acontecer.
 A mãe deve ser separada da criança
até melhora do quadro, para
prevenir infanticídio e suicídio.
 A amamentação deve ser
interrompida até que a mãe possa
voltar a cuidar da criança.
 O uso de antipsicóticos está
indicado
 Pode ocorrer a internação
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SÍNDROMES HIPERTENSIVAS
NATAL/RN
2018
Hipertensão crônica
Hipertensão
gestacional
Pré-
eclâmpsia/eclâmpsia
Pré-eclâmpsia
superajuntada à
hipertensão crônica
Hipertensão: PA ≥ 140 x 90 mmHg
Proteinúria: ≥ 300 mg/l ou 300 mg em urina de 24h
Início do quadro após 20 semanas de gestação
Edema: mãos / face / abdome / generalizado
Edema oculto: ganho de peso > 500 g / sem
 Síndrome específica da gravidez.
 Reduzida perfusão sanguínea relacionada a vasoespasmo
generalizado.
Leve
•PA ≥ 140x90 e proteinúria
Grave
•PA ≥ 160 x 110 mmHg
•Proteinúria de 2.0 g em 24 h (2+ or 3+)
•Creatinina sérica elevada (>1,2 mg/dL)
•Plaquetas < 100.000 / mm3
•Elevação de enzimas hepáticas ou bilirrubinas
•Cefaléia persistente ou outros sintomas neurológicos ou visuais
•Oligúria, edema pulmonar
•Dor epigástrica ou hipocôndrio direito persistentes
•Coagulopatia
Dieta e
repouso
Controle de
peso
Tratamento
clínico
Serviço de
referência
•Ataque
•Hidralazina
•Nifedipina
•Manutenção
•Metildopa
•Pindolol
•Nifedipina
•ß-bloqueador
•Córtico-indução
•Conduta obstétrica
Tratamento hipotensor
 Cefaléia
 Alterações Visuais
 Agitação psicomotora
 Dor epigástrica
 Náuseas
 Vômitos
 Hiperreflexia
• Sulfato de Mg a 50% (1 amp.+10 ml ABD) lentamente em 20 min.
• Sulfato de Mg a 50% ( 1 amp. + 100 ml de SG a 5%) em bomba
de infusão a 200 ml/h
DOSE DE ATAQUE
• Sulfato de Mg a 50% (2 amps. + 500ml de soro glicosado) em
bomba de infusão por 24 h a 100 ml/h.
DOSE DE MANUTENÇÃO.
 Convulsões generalizadas, excluindo causas neurológicas,
anestésicas, farmacológicas ou metabólicas.
 Complicações
◦ Edema pulmonar
◦ Hemorragia cerebral
◦ Sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal)
◦ Descolamento prematuro da placenta (hiperatividade uterina,
sangramento e sofrimento fetal)
 Medidas Gerais
 Terapia anti-hipertensiva
 Terapia anti-convulsivante
 Resolução da gestação
 Vias aéreas livres
 Decúbito elevado a 30°
 Cabeça lateralizada e aspiração de VAS
 Oxigenação (5l/min)
 Cânula de Guedel
 Sondagem vesical de demora e controle do débito urinário
 Ambiente tranqüilo, silencioso, pouca luz
 Punção venosa calibrosa
 Coleta de sangue para exames
 Monitorização cardíaca
 Controle dos sinais vitais no máximo de 2/2h
 Manter material de urgência acessível
 Deve objetivar a interrupção da convulsão atual mas,
sobretudo, a prevenção de nova crise.
 Droga de eleição: Sulfato de Magnésio
◦ Sulfato de Mg a 50% (1 amp.+10 ml ABD) lentamente em 20
min ou (1 amp. Sulfato de Mg 50% + SG 5% 100 ml) a 200
ml/h. DOSE DE ATAQUE.
◦ Sulfato de Mg a 50% (2 amps. + 500ml de soro glicosado) em
bomba de infusão por 24 h a 100 ml/h. DOSE DE
MANUTENÇÃO.
• Hipotensão brusca (hidratação EV)
• Fogachos, boca seca, náuseas e vômitos ( veloc. infusão)
• Depressão respiratória (infusão, hidratação, GluCa)
• Parada cardíaca
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DIABETES GESTACIONAL
NATAL/RN
2018
DIABETES GESTACIONAL
 É definido como a intolerância à glicose que aparece ou é
primeiramente reconhecido na gravidez, mas que
desaparece após o parto.
 Idade ≥ a 35 anos
 História pessoal
 Antecedentes familiares
 Antecedentes obstétricos
 Macrossomia
 Malformações
 Restrição do crescimento fetal
 DIETA: NUTRICIONISTA
 Perfil glicêmico após 15
dias
 Glicemia de jejum diária
 Suspender insulina (70% DMG)
 Reclassificação após 6 a 12 semanas
 Encaminhar ao Endocrinologista
 Planejamento familiar
Aula 9 -_complicacoes_puerperais__dm_hm

Aula 9 -_complicacoes_puerperais__dm_hm

  • 1.
    Centro de EnsinoProfissionalizante do Rio Grande do Norte Centro de Ciências da Saúde COMPLICAÇÕES PUERPERAIS Docente: Lucas Batista Ferreira NATAL/RN 2018
  • 2.
     Doenças crónicasou decorrentes da gravidez e do parto;  Anemias, Desnutrição;  Rotura prematura de membranas;  Gravidez múltiplas, Multiparidade;  Condições socioeconômica desfavoráveis;  Violação das normas de atenção a gravidez, parto e puerpério.
  • 3.
  • 4.
     Perdas sanguíneassuperior a 500 ml de sangue durante o parto ou nas 24 horas pós- parto.  Uma perda sanguínea de 1000 ml é considerada uma hemorragia severa, constituindo um risco particularmente sério para a vida da mulher
  • 5.
     Gestação múltipla,Feto grande;  Analgesia;  Trabalho de parto prolongado - fadiga muscular;  Multiparidade (mais que 5 partos anteriores);   Tocotraumatismo (uso de fórceps);  Sangramento anterior (placenta prévia);
  • 6.
    • Hipotonia uterina-90% dos casos; • Atonia uterina PRECOCE ( Surgem até 24 horas) • Lacerações de trajeto: vulva, vagina, colo, episiotomia. • Retenção de membranas • Hematomas puerperais TARDIA (Após 24 horas)
  • 7.
     Dificuldade damusculatura uterina em permanecer contraída após o parto.  Principal causa da hemorragia e choque hipovolêmico após a dequitação.  Caracteriza-se por: sangramento acentuado; útero flácido, amolecido e aumentado
  • 8.
     As laceraçõescervicais, na vagina ou períneo podem diminuir significamente o volume sanguíneo.  Os sinais e sintomas são: perdas vaginais, hipotensão, palidez, vertigens, inquietação, pulso fraco e rápido, sudorese, dispnéia e choque.
  • 10.
     Os restosplacentário retidos - podem interferir na constrição dos vasos sanguíneos uterinos, causando a hemorragia.  Os restos retidos podem ser removidos – curetagem ou AMIU.
  • 11.
     No puerpério,o útero constitui ambiente extremamente favorável ao crescimento de microrganismos.  A decomposição de restos das membranas fetais e a presença dos lóquios fazem com que esse órgão torne-se excelente meio de cultura.
  • 12.
     Infecção dotecido glandular das mamas ◦ Invasão do tecido mamário por microorganismos patogênicos  As massagens incorretas e a má drenagem do leite contribuem .
  • 13.
    • Edema, calor,rubor, tumoração com turgência. • Calafrios, temperatura de 39 a 40ºC • Mal estar geral, cefaleia, inapetência e as vezes,náuseas e vômitos. SINTOMAS • Cultura do leite • A mãe pode continuar amamentando • Esvaziar a mama (ordenha) • Bolsa de gelo antes de esvaziar • Repouso e drogas analgésicas • Abcesso - Drenagem CONDUTA
  • 14.
     A depressãopós-parto, assim como a maioria dos transtornos psicológicos, tem como causas fatores biológicos, psicológicos e sociais.  Desencadeantes... ◦ Alterações hormonais durante a gravidez e a diminuição após o parto; ◦ Relação entre suporte social principalmente do parceiro e família / planejamento da gravidez / problemas de saúde da criança / dificuldade em voltar ao trabalho / dificuldade socioeconômica e estado civil.
  • 15.
     Tristeza /Desesperança  Baixa auto-estima / Culpa  Distúrbios de sono  Cansaço e falta de energia  Desinteresse sexual  Aumento na ansiedade  Irritabilidade  Sentimento de incompetência  Isolamento social
  • 16.
     Quadro delirante,frequentemente alucinatório, grave e agudo que aparece do segundo dia a 3 meses depois do parto.  Inicia-se com sintomas depressivos, que rapidamente progridem para delírios, alucinações e agitação psicomotora.  Tentativas de homicídio contra o bebê podem acontecer.
  • 17.
     A mãedeve ser separada da criança até melhora do quadro, para prevenir infanticídio e suicídio.  A amamentação deve ser interrompida até que a mãe possa voltar a cuidar da criança.  O uso de antipsicóticos está indicado  Pode ocorrer a internação
  • 18.
    Centro de EnsinoProfissionalizante do Rio Grande do Norte Centro de Ciências da Saúde SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NATAL/RN 2018
  • 19.
  • 20.
    Hipertensão: PA ≥140 x 90 mmHg Proteinúria: ≥ 300 mg/l ou 300 mg em urina de 24h Início do quadro após 20 semanas de gestação Edema: mãos / face / abdome / generalizado Edema oculto: ganho de peso > 500 g / sem
  • 21.
     Síndrome específicada gravidez.  Reduzida perfusão sanguínea relacionada a vasoespasmo generalizado.
  • 22.
    Leve •PA ≥ 140x90e proteinúria Grave •PA ≥ 160 x 110 mmHg •Proteinúria de 2.0 g em 24 h (2+ or 3+) •Creatinina sérica elevada (>1,2 mg/dL) •Plaquetas < 100.000 / mm3 •Elevação de enzimas hepáticas ou bilirrubinas •Cefaléia persistente ou outros sintomas neurológicos ou visuais •Oligúria, edema pulmonar •Dor epigástrica ou hipocôndrio direito persistentes •Coagulopatia
  • 23.
  • 24.
  • 25.
     Cefaléia  AlteraçõesVisuais  Agitação psicomotora  Dor epigástrica  Náuseas  Vômitos  Hiperreflexia
  • 26.
    • Sulfato deMg a 50% (1 amp.+10 ml ABD) lentamente em 20 min. • Sulfato de Mg a 50% ( 1 amp. + 100 ml de SG a 5%) em bomba de infusão a 200 ml/h DOSE DE ATAQUE • Sulfato de Mg a 50% (2 amps. + 500ml de soro glicosado) em bomba de infusão por 24 h a 100 ml/h. DOSE DE MANUTENÇÃO.
  • 27.
     Convulsões generalizadas,excluindo causas neurológicas, anestésicas, farmacológicas ou metabólicas.  Complicações ◦ Edema pulmonar ◦ Hemorragia cerebral ◦ Sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal) ◦ Descolamento prematuro da placenta (hiperatividade uterina, sangramento e sofrimento fetal)
  • 28.
     Medidas Gerais Terapia anti-hipertensiva  Terapia anti-convulsivante  Resolução da gestação
  • 29.
     Vias aéreaslivres  Decúbito elevado a 30°  Cabeça lateralizada e aspiração de VAS  Oxigenação (5l/min)  Cânula de Guedel  Sondagem vesical de demora e controle do débito urinário  Ambiente tranqüilo, silencioso, pouca luz  Punção venosa calibrosa  Coleta de sangue para exames  Monitorização cardíaca  Controle dos sinais vitais no máximo de 2/2h  Manter material de urgência acessível
  • 30.
     Deve objetivara interrupção da convulsão atual mas, sobretudo, a prevenção de nova crise.  Droga de eleição: Sulfato de Magnésio ◦ Sulfato de Mg a 50% (1 amp.+10 ml ABD) lentamente em 20 min ou (1 amp. Sulfato de Mg 50% + SG 5% 100 ml) a 200 ml/h. DOSE DE ATAQUE. ◦ Sulfato de Mg a 50% (2 amps. + 500ml de soro glicosado) em bomba de infusão por 24 h a 100 ml/h. DOSE DE MANUTENÇÃO.
  • 31.
    • Hipotensão brusca(hidratação EV) • Fogachos, boca seca, náuseas e vômitos ( veloc. infusão) • Depressão respiratória (infusão, hidratação, GluCa) • Parada cardíaca
  • 32.
    Centro de EnsinoProfissionalizante do Rio Grande do Norte Centro de Ciências da Saúde DIABETES GESTACIONAL NATAL/RN 2018
  • 33.
    DIABETES GESTACIONAL  Édefinido como a intolerância à glicose que aparece ou é primeiramente reconhecido na gravidez, mas que desaparece após o parto.
  • 34.
     Idade ≥a 35 anos  História pessoal  Antecedentes familiares  Antecedentes obstétricos  Macrossomia  Malformações  Restrição do crescimento fetal
  • 35.
     DIETA: NUTRICIONISTA Perfil glicêmico após 15 dias
  • 37.
     Glicemia dejejum diária  Suspender insulina (70% DMG)  Reclassificação após 6 a 12 semanas  Encaminhar ao Endocrinologista  Planejamento familiar