Objetivo do Pré-Natal
Prestar assistência à gestante de maneira adequada e eficaz com
acesso facilitado, possibilitando a detecção precoce e
acompanhamento de qualquer agravo que comprometa o binômio
mãe/filho.
Captar a gestante o mais precocemente possível pela equipe de Saúde
da Família, evitando barreiras de acessibilidade.
Diagnóstico da Gravidez
Toda mulher da área de abrangência e com história de atraso
menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe a
realizar o Teste Rápido de Gravidez se disponível ou Dosagem de
Gonadotrofina Coriônica Humana (BHCG) que será solicitado pelo
médico ou enfermeiro.
A gestante encaminhada para o Pré-Natal de Alto Risco (PNAR) deverá
continuar sendo acompanhada pela equipe de ESF, por meio de
consultas médicas e de enfermagem, visita domiciliar, busca ativa, ações
educativas de acordo com o grau de risco e as necessidades da gestante
(BRASIL, 2016).
Em todas as consultas o médico e o enfermeiro devem reavaliar o risco
gestacional.
A GESTANTE DEVE SAIR DA SUA CONSULTA COM A PRÓXIMA JÁ
AGENDADA.
Roteiro de Consulta
ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA
Na pesquisa de sintomas relacionados à gravidez também deverá ser
questionada a existência de náuseas, vômitos, dor abdominal,
constipação, cefaléia, síncope, sangramento ou corrimento vaginal,
disúria, polaciúria e edemas (DUNCAN et al., 2013).
HISTÓRIA CLÍNICA
Identificação
Dados socioeconômicos
Antecedentes familiares
Antecedentes pessoais
Antecedentes ginecológicos
Sexualidade
Antecedentes obstétricos (não esquecer da DUM/ IG / GPA)
Gestação atual
Hábitos
Exame Físico
Dados vitais
Avaliar sentada ou em decúbito lateral esquerdo:
• pulso;
• frequência respiratória;
• Aferição de pressão arterial (PA);
• frequência cardíaca;
• temperatura axilar.
Hipertensão crônica: estado hipertensivo registrado antes do início
da gestação no período que precede a 20ª semana de gravidez. Esta
condição não está associada a edema e proteinúria (salvo se houver
dano renal antes da gravidez);
Hipertensão gestacional: aumento da pressão arterial que ocorre
após a 20ª semana de gestação, mais frequentemente perto do
parto ou no puerpério imediato, sem proteinúria;
Pré-eclâmpsia: aparecimento de hipertensão e proteinúria (300mg
ou mais de proteína em urina de 24h), após 20 semanas de gestação,
em gestante previamente normotensa;
Eclâmpsia: corresponde à pré-eclâmpsia complicada por convulsões
que não podem ser atribuídas a outras causas;
Valores persistentes de PA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥
90 mmHg (em três ou mais avaliações de saúde, em dias diferentes,
com duas medidas em cada avaliação) caracterizam hipertensão
arterial (HA) na gestação e devem ser acompanhadas no alto risco.
PA entre 140/90 e 160/110 mmHg, assintomática e sem ganho de
peso > 500 g semanais, fazer proteinúria, agendar consulta médica
imediata, solicitar USG e referir ao alto risco para avaliação.
Elevação ≥ 30 mmHg da PA sistólica e/ou ≥ 15 mmHg de diastólica
em relação à PA anterior à gestação ou até a 16a semana, controlar
com maior frequência para identificar HA. Se assintomática e PA <
140/90 mmHg, reavaliar frequentemente e orientar medidas
alimentares.
PA > 160/110 mmHg ou PA > 140/90 mmHg e proteinúria positiva e/
ou sintomas de cefaleia, epigastralgia, escotomas e reflexos
tendíneos aumentados, referir com urgência à maternidade.
Gestantes com HAS prévia e em uso de medicação anti-hipertensiva
devem ser acompanhadas no pré-natal de alto risco.
Avaliação Nutricional
Medida de peso em todas as avaliações
e medida inicial de altura
1.
Cálculo do IMC e classificação do
estado nutricional baseado na semana
gestacional
2.
Monitoramento do ganho de peso de
acordo com a classificação inicial
nutricional ou pela curva no Gráfico de
Acompanhamento Nutricional da
Gestante, do Cartão da Gestante,
baseado no IMC semanal
3.
Região cervical
• Palpação de tireoide.
Abordagem Posterior
Abordagem anterior
Mamas
• Inspeção estática e dinâmica, avaliando simetria, alterações do
contorno, abaulamento ou espessamento da pele, coloração,
textura, circulação venosa, tipo de mamilo.
• Palpação de mamas, região supraclavicular e axilar em busca de
alterações de textura, nódulos, abaulamentos, entre outros.
Edema
• Inspeção na face e membros superiores.
• Palpação da região sacra, com a gestante sentada ou em decúbito lateral.
• Palpação de membros inferiores (MMII), região prémaleolar e pré-tibial, com a
gestante em decúbito dorsal ou sentada, sem meias.
• Observar varizes e sinais flogísticos
(-) ou ausente – monitorar rotineiramente.
(+) apenas no tornozelo – observar; pode ser postural, pelo aumento de
temperatura ou tipo de calçado.
(++) em membros inferiores + ganho de peso + hipertensão – orientar decúbito
lateral esquerdo, pesquisar sinais de alerta e movimentos fetais, agendar
retorno em sete dias; se hipertensão e/ou proteinúria presente, encaminhar ao
alto risco.
(+++) em face, membros e região sacra, ou edema observado ao acordar pela
manhã, independentemente de ganho de peso e hipertensão. Suspeita de pré-
eclâmpsia; encaminhar para avaliação médica e ao alto risco.
Unilateral de MMII, com sinais flogísticos e dor – suspeita de tromboflebite e
trombose venosa profunda; encaminhar para avaliação médica e ao alto risco.
Exame especular
• Realizar colpocitopatologia oportuna, de acordo com a necessidade
• Não há contraindicação no uso da escova endocervical, não havendo
mudanças na coleta da gestante.
• Não há restrição quanto à idade gestacional para a coleta da citologia.
Abdome
• Palpação abdominal obstétrica
• Para identificação da situação e apresentação fetal (polo cefálico, pélvico e
dorso fetal) e acompanhamento da altura uterina.
• Em torno da 36 ª semana, recomenda-se a determinação da apresentação fetal
(cefálica e pélvica).
• Determinar a situação fetal (longitudinal, transversa e oblíqua) colocando as
mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as em direção à escava pélvica e
abarcando o polo fetal que se apresenta. A situação longitudinal é a mais comum.
• Manobra de Leopold
Medida da altura uterina
• Indica o crescimento fetal e a medida deve ficar dentro da faixa que delimita
os percentis 10 e 90 do gráfico de crescimento uterino de acordo com a idade
gestacional
• Após delimitar o fundo uterino e a borda superior da sínfise púbica, fixar a
extremidade da fita métrica inelástica na primeira e deslizá-la com a borda
cubital da mão pela linha mediana do abdome até a altura do fundo uterino.
Todas as consultas, após a 12ª semana de gestação
Traçados iniciais abaixo ou acima da faixa devem ser medidos
novamente em 15 dias para descartar erro da idade gestacional e
risco para o feto.
Nas avaliações subsequentes, traçados persistentemente acima ou
abaixo da faixa e com inclinação semelhante indicam provável erro
de idade gestacional; encaminhar para avaliação médica para
confirmação da curva, verificar a necessidade de solicitação de
ultrassonografia ou referência ao alto risco. Se a inclinação for
diferente, encaminhar para o alto risco.
até a 6ª semana, não ocorre alteração do tamanho uterino;
8ª semana – o útero corresponde ao dobro do tamanho normal;
10ª semana – o útero corresponde a três vezes o tamanho habitual;
12ª semana – o útero enche a pelve, de modo que é palpável na
sínfise púbica;
16ª semana – o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e
a cicatriz umbilical;
pela percepção do início dos movimentos fetais (entre a 18a e 20a
semana em geral);
20ª semana – o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz
umbilical;
20ª até 30a semana – relação direta entre as semanas da gestação
e a medida da altura uterina;
30ª semana em diante – parâmetro menos fiel.
Ausculta dos batimentos cardiofetais (BCF)
• Audível com uso de sonar doppler a partir da 10ª/12a semana;
• Audível com uso de estetoscópio de Pinard a partir da 20a semana;
• Verificar ritmo, frequência e regularidade dos BCF. Contar número de
BCF em um minuto. A frequência esperada é de 110 a 160 bpm.
BCF: curto, duplo e as vezes triplo, comparável ao “Galope”
Cordão umbilical: soproso, único e isócrono com os BCF
Ruído Placentário: Abafado e comparado ao vento em redemoínho
linha mediana infra-umbilical
• Alterações persistentes da frequência dos BCF devem ser avaliadas
pelo médico ou na maternidade de referência, assim como BCF não
audíveis com Pinard após a 24a semana e não percepção de
movimentos fetais e/ou se não ocorreu crescimento uterino.
• Ocorre aumento transitório da frequência na presença de contração
uterina, movimento fetal ou estímulo mecânico. Se ocorrer
desaceleração durante e após contração, pode ser sinal de
preocupação. Nestas condições, referir para avaliação em serviço de
maior densidade tecnológica ou maternidade
Vitaminas da Gestante
Prescrição de Sulfato Ferroso e Ácido Fólico
A suplementação de Ferro com um comprimido ao dia (40 mg de
Ferro Elementar), indicado a partir do conhecimento da gravidez e
manter no pós parto e pós-aborto por 3 meses (BRASIL, 2016).
A administração preventiva de ácido fólico no período pré-
gestacional, para a prevenção de anormalidades congênitas do tubo
neural, deve ser iniciada de 60 a 90 dias antes da concepção
(BRASIL, 2012; BRASIL, 2012a).
Exames Laboratoriais
Solicitação dos exames de rotina no
pré-natal de baixo risco
Hemoglobina e hematócrito
Hemoglobina > 11g/dl – normal.
Hemoglobina entre 8 e 11 g/dl – anemia leve a moderada.
Hemoglobina < 8 g/dl – anemia grave.
Se anemia presente, tratar e acompanhar hemoglobina após 30 e 60
dias, conforme descrito no Fluxograma a seguir.
Se anemia grave, encaminhar ao pré-natal de alto risco.
Gestante apresentando quadro de anemia
(hemoglobina < 11 g/dl)
Hemoglobina entre 8 g/dl e 11 g/dl: Anemia leve a moderada
200 mg/dia de sulfato ferroso, uma hora antes das refeições (dois
cp. antes do café, dois cp. antes do almoço e um cp. antes do jantar),
de preferência com suco de frutas cítricas.
Avaliar a presença de parasitose intestinal e tratá-la.
Repetir hemoglobina em 60 dias.
Manter tratamento até hemoglobina > 11 g/dl, depois manter dose
profilática.
Hemoglobin a < 8 g/dl
Anemia grave Encaminhar ao prénatal de alto risco
A anemia durante a gestação pode estar associada a um risco aumentado
de baixo peso ao nascer, mortalidade perinatal e trabalho de parto
prematuro.
Sulfato ferroso: um comprimido de 200 mg de Fe = 40 mg de ferro
elementar. Administrar longe das refeições e preferencialmente com suco
cítrico.
Profilático: 1 comprimido (indicada suplementação diária a partir do
conhecimento da gravidez até o terceiro mês após parto).
Tratamento: quatro a seis comprimidos.
Atentar para os diagnósticos prévios ou no pré-natal de talassemia,
doença falciforme, entre outros, avaliando a necessidade de
acompanhamento no alto risco
Eletroforese de hemoglobina*
HbAA: sem doença falciforme;
HbAS: heterozigose para hemoglobina S ou traço falciforme, sem
doença falciforme.
HbAC: heterozigose para hemoglobina C, sem doença falciforme.
HbA com variante qualquer: sem doença falciforme;
HbSS ou HbSC: doença falciforme.
As gestantes com traço falciforme devem receber informações e
orientações genéticas pela equipe de Atenção Básica.
As gestantes diagnosticadas com doença falciforme devem ser
encaminhadas ao serviço de referência (pré-natal de alto risco,
hematologista ou outra oferta que a rede de saúde ofertar).
Tipo sanguíneo e fator Rh
A(+), B(+), AB(+), O(+): tipo sanguíneo + fator Rh positivo.
A(-), B(-), AB(-), O(-): tipo sanguíneo + fator Rh negativo.
Se o fator Rh for negativo e o pai desconhecido ou pai com fator Rh
positivo, realizar exame de Coombs indireto.
Antecedente de hidropsia fetal ou neonatal, independentemente do
Rh, realizar exame de Coombs indireto
Coombs indireto
Coombs indireto positivo: gestante sensibilizada.
Coombs indireto negativo: gestante não sensibilizada.
A partir da 24ª semana
Coombs indireto positivo: Referenciar ao alto risco.
Coombs indireto negativo: repetir exame de 4/4 semanas.
Glicemia em jejum
Até 92mg/dl
Teste de tolerância à glicose (jejum e 2 horas
pós sobrecarga com 75 g de glicose anidro)
Diagnóstico de DMG na presença de qualquer um dos seguintes
valores:
1h – 180mg/dl
2h – 153mg/dl
24ª-28ª semanas
Urina tipo I
Leucocitúria: presença acima de 10.000 células por ml ou cinco células
por campo.
Hematúria: presença acima de 10.000 células por ml ou de três a cinco
hemácias por campo.
Proteinúria: alterado > 10 mg/dl.
Presença de outros elementos: não necessitam de condutas especiais.
Na presença de traços de proteinúria: repetir em 15 dias; caso se
mantenha, encaminhar a gestante ao pré-natal de alto risco.
Na presença de traços de proteinúria e hipertensão e/ou edema: é
necessário referir a gestante ao pré-natal de alto risco.
Urocultura e antibiograma
Urocultura negativa: < 100.000 unidades formadoras de colônias
por mL (UFC/mL).
Urocultura positiva: > 100.000 UFC/mL.
Antibiograma: indica os antibióticos que podem ser utilizados no
tratamento.
Teste rápido para sífilis ou VDRL
Teste rápido não reagente ou VDRL negativo: normal.
Teste rápido reagente e VDRL positivo: verificar titulação para
confirmar sífilis
Teste rápido para HIV ou sorologia (antiHIV I e II)
Teste rápido não reagente: normal.
Teste rápido reagente e sorologia positiva: confirmar HIV positivo.
Sorologia hepatite B (HBsAg)
HBsAg não reagente: normal.
HBsAg reagente: solicitar HBeAg e transaminases (ALT/TGP e
AST/TGO).
HBsAg reagente e HBeAg reagentes: deve ser encaminhada ao
serviço de referência para gestação de alto risco.
HBsAg não reagente: se esquema vacinal desconhecido ou
incompleto, indicar vacina após 1º trimestre. Toda gestante HBsAg
não reagente deve receber a vacina para hepatite B ou ter seu
calendário completado, independentemente da idade.
Toxoplasmose IgG e IgM
IgG e IgM reagentes: avidez de IgG fraca ou gestação > 16 semanas:
possibilidade de infecção na gestação – iniciar tratamento
imediatamente; avidez forte e gestação < 16 semanas: doença prévia
– não repetir exame.
IgM reagente e IgG não reagente: doença recente – iniciar
tratamento imediatamente e repetir o exame após três semanas.
IgM não reagente e IgG reagente: doença prévia – não repetir o
exame.
IgM e IgG não reagente: suscetível – orientar medidas de prevenção
e repetir o exame no 3º trimestre.
Vacinas da Gestante
Avaliação da Situação Vacinal
A gestante só deverá ser considerada vacinada quando apresentar
comprovação/ registro em cartão de vacina/ cartão de gestante ou
prontuário.
Vacinação dupla do tipo adulto – dT
(difteria e tétano)
A vacina dT é indicada para a proteção da gestante contra o tétano
acidental e a prevenção do tétano neonatal. A vacina está contraindicada
nas seguintes situações segundo Brasil (2012):
Ocorrência de hipersensibilidade após o recebimento de dose anterior;
História de hipersensibilidade aos componentes de qualquer um dos
produtos;
História de choque anafilático após administração da vacina;
Síndrome de Guillain-Barré nas seis semanas após a vacinação anterior
contra difteria e/ou tétano.
ATENÇÃO- A Terceira Dose de dT deve ser de dTpa.:
Vacinação contra influenza (fragmentada)
A vacina contra a influenza é recomendada a todas as gestantes em
qualquer período gestacional. O Programa Nacional de Imunização
(PNI) disponibiliza esta vacina a todas as gestantes durante a
campanha anual contra influenza sazonal. O esquema consta de uma
dose no período da campanha (BRASIL, 2012).
Vacinação contra Hepatite B
(recombinante)
Por considerar os riscos da gestante não vacinada de contrair a
doença e de haver transmissão vertical, é importante que a gestante
receba a vacina contra a hepatite B na gestação,
independentemente da idade gestacional e faixa etária. O esquema
desta vacina deve ser seguido conforme os calendários de vacinação
do adolescente e do adulto.
Vacinação Difteria, Tétano e Coqueluche
Acelular (dTpa)
A vacina tipo adulto- dTp acelular (dTpa) deve ser administrada a
partir da 20ª semana de gestação até a 36ª semana de gestação,
preferencialmente a partir 27ª semana sendo a idade ideal entre 32ª
a 34ª semanas e poderá ser administrada até no máximo 20 dias
antes da data provável do parto
Gestantes não vacinadas durante a gestação, receber uma dose de
dTpa no puerpério, o mais precoce possível.
Risco Gestacional
Identificação de Risco Obstétrico
Consulta pré-concepcional
Identificação e modificação de fatores de risco
Controle de condições prévias a gestação
Identificação de Risco Obstétrico
Marcadores de risco presentes anteriormente a gestação
Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis:
Idade > 35 ou menor que 15 ou menarca < 2 anos
Altura < 1,45m ou Peso pré-gestacional <45 ou > 75kg (IMC<19 e >30)
Anormalidades estruturais nos órgãos reprodutivos
Situação conjugal insegura, Conflitos familiares ou Baixa escolaridade
Condições ambientais desfavoráveis
Dependência de drogas lícitas ou ilícitas / Hábitos de vida: fumo/álcool
Exposição a riscos ocupacionais: carga horária, rotatividade, exposição
a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse
Identificação de Risco Obstétrico
Marcadores de risco presentes anteriormente a gestação:
História reprodutiva anterior:
Abortamento habitual, Morte perinatal explicada e inexplicada;
História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado;
Parto pré-termo anterior; Esterilidade/infertilidade;
Intervalo interpartal menor que 2 anos ou maior que 5 anos;
Nuliparidade e grande multiparidade;
Síndrome hemorrágica ou hipertensiva, Diabetes gestacional;
Cirurgia uterina anterior (incluindo 2 ou mais cesáreas anteriores)
Marcadores de risco presentes anteriormente a gestação:
Condições clínicas preexistentes:
Hipertensão arterial; Cardiopatias;
Pneumopatias; Nefropatias; Hemopatias; Epilepsia;
Endocrinopatias (principalmente DM e tireoidopatias);
Doenças infecciosas, Doenças autoimunes;
Ginecopatias; Neoplasias
Identificação de Risco Obstétrico
Identificação de Risco Obstétrico
Fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir
no decorrer da gestação transformando-a em uma gestação de alto risco:
Doença obstétrica na gravidez atual:
Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido
amniótico;
Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;
Ganho ponderal inadequado;
Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
Diabetes gestacional;
Amniorrexe prematura;
Hemorragias da gestação;
Insuficiência istmo-cervical;
Identificação de Risco Obstétrico
Fatores de risco referem-se a condições ou complicações que
podem surgir no decorrer da gestação transformando-a em uma
gestação de alto risco:
Exposição indevida ou acidental a fatores teratogênicos.
Intercorrências clínicas:
Doenças infectocontagiosas vividas durante a presente
gestação (ITU, doenças do trato respiratório, rubéola,
toxoplasmose etc.);
Doenças clínicas diagnosticadas pela primeira vez nessa
gestação
Identificação de Risco Obstétrico
Condições existente
Hipertensão
SOP
DM
Doença renal
Doença autoimune
Doença tiroideana
Infertilidade
Obesidade
HIV/AIDS
Idade
Adolescência ou idade >35
anos
Estilo de vida
Uso de álcool
Tabagismo
Condições da gravidez
Gestação múltipla
DMG
Pré-eclâmpsia/
eclâmpsia
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica
Fatores relacionados às características individuais e às condições sociodemográficas
desfavoráveis:
Idade: >15 e <35 anos;
Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário,
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse;
Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se tratando de
adolescente
Situação conjugal insegura;
Baixa escolaridade (< 5 anos);
Condições ambientais desfavoráveis;
Altura menor do que 1,45m;
IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que permitem a realização do pré-natal pela equipe de
atenção básica
Fatores relacionados à história reprodutiva anterior:
Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado;
Macrossomia fetal;
Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas;
Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos;
Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos);
Cirurgia uterina anterior;
Três ou mais cesarianas.
Fatores relacionados à gravidez atual:
Ganho ponderal inadequado;
Infecção urinária;
Anemia
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que Indicam encaminhamento ao pré- natal especializado
Fatores relacionados às condições prévias:
Cardiopatias;
Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica);
Nefropatias graves (como IRC e em casos de transplantados);
Endocrinopatias (especialmente DM, hipotireoidismo e
hipertireoidismo);
Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia);
HASc e/ou caso de paciente que faça uso de anti-hipertensivo
(PA>140/90mmHg antes de 20 semanas);
Doenças neurológicas (como epilepsia);
Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses,
depressão grave etc.);
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré- natal de alto risco
Fatores relacionados às condições prévias:
Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras colagenoses);
Alterações genéticas maternas;
Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar;
Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e outras);
Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção
pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras DST
(condiloma);
Hanseníase;
Tuberculose;
Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;
Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento especializado.
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-natal de alto risco
Fatores relacionados à história reprodutiva anterior:
Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente se for de causa
desconhecida;
História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado obstétrico e/ou
perinatal (interrupção prematura da gestação, morte fetal intrauterina, síndrome Hellp,
eclâmpsia, internação da mãe em UTI);
Abortamento habitual;
Esterilidade/infertilidade.
Fatores relacionados à gravidez atual:
Restrição do crescimento intrauterino;
Polidrâmnio ou oligoidrâmnio;
Gemelaridade;
Malformações fetais ou arritmia fetal;
Distúrbios hipertensivos da gestação (HASc preexistente, HAS gestacional ou
transitória);
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-natal de alto risco
Fatores relacionados à gravidez atual:
ITU de repetição ou 2 ou mais episódios de pielonefrite (toda gestante com
pielonefrite deve ser inicialmente encaminhada ao hospital de referência, para
avaliação);
Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato ferroso;
Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV,
sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras DST (condiloma);
Infecções como a rubéola e a CMV adquiridas na gestação atual;
Evidência laboratorial de proteinúria;
Diabetes mellitus gestacional;
Desnutrição materna grave;
Obesidade mórbida;
NIC III;
Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-rads III ou mais
Adolescentes com fatores de risco psicossocial.
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que indicam encaminhamento à urgência/emergência
obstétrica
Síndromes hemorrágicas
Suspeita de pré-eclâmpsia: pressão arterial > 140/90, medida após um mínimo
de 5 minutos de repouso, na posição sentada. Quando estiver associada à
proteinúria, pode-se usar o teste rápido de proteinúria;
Eclâmpsia (crises convulsivas em pacientes com pré-eclâmpsia)
Crise hipertensiva (PA > 160/110);
Amniorrexe prematura: perda de líquido vaginal
Anemia grave (hemoglobina < 8);
Trabalho de parto
IG a partir de 41 semanas confirmadas;
Hipertermia (Tax > = 37,8C), na ausência de sinais ou sintomas clínicos de Ivas;
Suspeita/diagnóstico de abdome agudo em gestantes;
Identificação de Risco Obstétrico
Classificação de risco
Fatores de risco que indicam encaminhamento à urgência/emergência obstétrica
Suspeita/diagnóstico de pielonefrite, infecção ovular ou outra infecção que
necessite de internação hospitalar;
Suspeita de TVP;
Investigação de prurido gestacional/icterícia;
Vômitos incoercíveis não responsivos ao tratamento, com comprometimento
sistêmico com menos de 20 semanas;
Vômitos inexplicáveis no 3º trimestre;
Restrição de crescimento intrauterino;
Oligoidrâmnio.

Pré natal de baixo risco enfermagem neonatal

  • 2.
    Objetivo do Pré-Natal Prestarassistência à gestante de maneira adequada e eficaz com acesso facilitado, possibilitando a detecção precoce e acompanhamento de qualquer agravo que comprometa o binômio mãe/filho. Captar a gestante o mais precocemente possível pela equipe de Saúde da Família, evitando barreiras de acessibilidade.
  • 3.
    Diagnóstico da Gravidez Todamulher da área de abrangência e com história de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe a realizar o Teste Rápido de Gravidez se disponível ou Dosagem de Gonadotrofina Coriônica Humana (BHCG) que será solicitado pelo médico ou enfermeiro.
  • 6.
    A gestante encaminhadapara o Pré-Natal de Alto Risco (PNAR) deverá continuar sendo acompanhada pela equipe de ESF, por meio de consultas médicas e de enfermagem, visita domiciliar, busca ativa, ações educativas de acordo com o grau de risco e as necessidades da gestante (BRASIL, 2016). Em todas as consultas o médico e o enfermeiro devem reavaliar o risco gestacional. A GESTANTE DEVE SAIR DA SUA CONSULTA COM A PRÓXIMA JÁ AGENDADA.
  • 10.
  • 11.
    ROTEIRO DA PRIMEIRACONSULTA Na pesquisa de sintomas relacionados à gravidez também deverá ser questionada a existência de náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação, cefaléia, síncope, sangramento ou corrimento vaginal, disúria, polaciúria e edemas (DUNCAN et al., 2013).
  • 12.
    HISTÓRIA CLÍNICA Identificação Dados socioeconômicos Antecedentesfamiliares Antecedentes pessoais Antecedentes ginecológicos Sexualidade Antecedentes obstétricos (não esquecer da DUM/ IG / GPA) Gestação atual Hábitos
  • 13.
    Exame Físico Dados vitais Avaliarsentada ou em decúbito lateral esquerdo: • pulso; • frequência respiratória; • Aferição de pressão arterial (PA); • frequência cardíaca; • temperatura axilar.
  • 14.
    Hipertensão crônica: estadohipertensivo registrado antes do início da gestação no período que precede a 20ª semana de gravidez. Esta condição não está associada a edema e proteinúria (salvo se houver dano renal antes da gravidez); Hipertensão gestacional: aumento da pressão arterial que ocorre após a 20ª semana de gestação, mais frequentemente perto do parto ou no puerpério imediato, sem proteinúria; Pré-eclâmpsia: aparecimento de hipertensão e proteinúria (300mg ou mais de proteína em urina de 24h), após 20 semanas de gestação, em gestante previamente normotensa; Eclâmpsia: corresponde à pré-eclâmpsia complicada por convulsões que não podem ser atribuídas a outras causas;
  • 15.
    Valores persistentes dePA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg (em três ou mais avaliações de saúde, em dias diferentes, com duas medidas em cada avaliação) caracterizam hipertensão arterial (HA) na gestação e devem ser acompanhadas no alto risco. PA entre 140/90 e 160/110 mmHg, assintomática e sem ganho de peso > 500 g semanais, fazer proteinúria, agendar consulta médica imediata, solicitar USG e referir ao alto risco para avaliação.
  • 16.
    Elevação ≥ 30mmHg da PA sistólica e/ou ≥ 15 mmHg de diastólica em relação à PA anterior à gestação ou até a 16a semana, controlar com maior frequência para identificar HA. Se assintomática e PA < 140/90 mmHg, reavaliar frequentemente e orientar medidas alimentares. PA > 160/110 mmHg ou PA > 140/90 mmHg e proteinúria positiva e/ ou sintomas de cefaleia, epigastralgia, escotomas e reflexos tendíneos aumentados, referir com urgência à maternidade. Gestantes com HAS prévia e em uso de medicação anti-hipertensiva devem ser acompanhadas no pré-natal de alto risco.
  • 17.
    Avaliação Nutricional Medida depeso em todas as avaliações e medida inicial de altura 1. Cálculo do IMC e classificação do estado nutricional baseado na semana gestacional 2. Monitoramento do ganho de peso de acordo com a classificação inicial nutricional ou pela curva no Gráfico de Acompanhamento Nutricional da Gestante, do Cartão da Gestante, baseado no IMC semanal 3.
  • 18.
    Região cervical • Palpaçãode tireoide. Abordagem Posterior Abordagem anterior
  • 19.
    Mamas • Inspeção estáticae dinâmica, avaliando simetria, alterações do contorno, abaulamento ou espessamento da pele, coloração, textura, circulação venosa, tipo de mamilo. • Palpação de mamas, região supraclavicular e axilar em busca de alterações de textura, nódulos, abaulamentos, entre outros.
  • 23.
    Edema • Inspeção naface e membros superiores. • Palpação da região sacra, com a gestante sentada ou em decúbito lateral. • Palpação de membros inferiores (MMII), região prémaleolar e pré-tibial, com a gestante em decúbito dorsal ou sentada, sem meias. • Observar varizes e sinais flogísticos
  • 25.
    (-) ou ausente– monitorar rotineiramente. (+) apenas no tornozelo – observar; pode ser postural, pelo aumento de temperatura ou tipo de calçado. (++) em membros inferiores + ganho de peso + hipertensão – orientar decúbito lateral esquerdo, pesquisar sinais de alerta e movimentos fetais, agendar retorno em sete dias; se hipertensão e/ou proteinúria presente, encaminhar ao alto risco. (+++) em face, membros e região sacra, ou edema observado ao acordar pela manhã, independentemente de ganho de peso e hipertensão. Suspeita de pré- eclâmpsia; encaminhar para avaliação médica e ao alto risco. Unilateral de MMII, com sinais flogísticos e dor – suspeita de tromboflebite e trombose venosa profunda; encaminhar para avaliação médica e ao alto risco.
  • 26.
    Exame especular • Realizarcolpocitopatologia oportuna, de acordo com a necessidade • Não há contraindicação no uso da escova endocervical, não havendo mudanças na coleta da gestante. • Não há restrição quanto à idade gestacional para a coleta da citologia.
  • 27.
    Abdome • Palpação abdominalobstétrica • Para identificação da situação e apresentação fetal (polo cefálico, pélvico e dorso fetal) e acompanhamento da altura uterina. • Em torno da 36 ª semana, recomenda-se a determinação da apresentação fetal (cefálica e pélvica). • Determinar a situação fetal (longitudinal, transversa e oblíqua) colocando as mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as em direção à escava pélvica e abarcando o polo fetal que se apresenta. A situação longitudinal é a mais comum. • Manobra de Leopold
  • 28.
    Medida da alturauterina • Indica o crescimento fetal e a medida deve ficar dentro da faixa que delimita os percentis 10 e 90 do gráfico de crescimento uterino de acordo com a idade gestacional • Após delimitar o fundo uterino e a borda superior da sínfise púbica, fixar a extremidade da fita métrica inelástica na primeira e deslizá-la com a borda cubital da mão pela linha mediana do abdome até a altura do fundo uterino. Todas as consultas, após a 12ª semana de gestação
  • 29.
    Traçados iniciais abaixoou acima da faixa devem ser medidos novamente em 15 dias para descartar erro da idade gestacional e risco para o feto. Nas avaliações subsequentes, traçados persistentemente acima ou abaixo da faixa e com inclinação semelhante indicam provável erro de idade gestacional; encaminhar para avaliação médica para confirmação da curva, verificar a necessidade de solicitação de ultrassonografia ou referência ao alto risco. Se a inclinação for diferente, encaminhar para o alto risco.
  • 30.
    até a 6ªsemana, não ocorre alteração do tamanho uterino; 8ª semana – o útero corresponde ao dobro do tamanho normal; 10ª semana – o útero corresponde a três vezes o tamanho habitual; 12ª semana – o útero enche a pelve, de modo que é palpável na sínfise púbica; 16ª semana – o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical; pela percepção do início dos movimentos fetais (entre a 18a e 20a semana em geral); 20ª semana – o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical; 20ª até 30a semana – relação direta entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina; 30ª semana em diante – parâmetro menos fiel.
  • 31.
    Ausculta dos batimentoscardiofetais (BCF) • Audível com uso de sonar doppler a partir da 10ª/12a semana; • Audível com uso de estetoscópio de Pinard a partir da 20a semana; • Verificar ritmo, frequência e regularidade dos BCF. Contar número de BCF em um minuto. A frequência esperada é de 110 a 160 bpm.
  • 32.
    BCF: curto, duploe as vezes triplo, comparável ao “Galope” Cordão umbilical: soproso, único e isócrono com os BCF Ruído Placentário: Abafado e comparado ao vento em redemoínho linha mediana infra-umbilical
  • 33.
    • Alterações persistentesda frequência dos BCF devem ser avaliadas pelo médico ou na maternidade de referência, assim como BCF não audíveis com Pinard após a 24a semana e não percepção de movimentos fetais e/ou se não ocorreu crescimento uterino. • Ocorre aumento transitório da frequência na presença de contração uterina, movimento fetal ou estímulo mecânico. Se ocorrer desaceleração durante e após contração, pode ser sinal de preocupação. Nestas condições, referir para avaliação em serviço de maior densidade tecnológica ou maternidade
  • 34.
  • 35.
    Prescrição de SulfatoFerroso e Ácido Fólico A suplementação de Ferro com um comprimido ao dia (40 mg de Ferro Elementar), indicado a partir do conhecimento da gravidez e manter no pós parto e pós-aborto por 3 meses (BRASIL, 2016). A administração preventiva de ácido fólico no período pré- gestacional, para a prevenção de anormalidades congênitas do tubo neural, deve ser iniciada de 60 a 90 dias antes da concepção (BRASIL, 2012; BRASIL, 2012a).
  • 37.
  • 38.
    Solicitação dos examesde rotina no pré-natal de baixo risco
  • 40.
    Hemoglobina e hematócrito Hemoglobina> 11g/dl – normal. Hemoglobina entre 8 e 11 g/dl – anemia leve a moderada. Hemoglobina < 8 g/dl – anemia grave. Se anemia presente, tratar e acompanhar hemoglobina após 30 e 60 dias, conforme descrito no Fluxograma a seguir. Se anemia grave, encaminhar ao pré-natal de alto risco.
  • 41.
    Gestante apresentando quadrode anemia (hemoglobina < 11 g/dl) Hemoglobina entre 8 g/dl e 11 g/dl: Anemia leve a moderada 200 mg/dia de sulfato ferroso, uma hora antes das refeições (dois cp. antes do café, dois cp. antes do almoço e um cp. antes do jantar), de preferência com suco de frutas cítricas. Avaliar a presença de parasitose intestinal e tratá-la. Repetir hemoglobina em 60 dias. Manter tratamento até hemoglobina > 11 g/dl, depois manter dose profilática.
  • 42.
    Hemoglobin a <8 g/dl Anemia grave Encaminhar ao prénatal de alto risco A anemia durante a gestação pode estar associada a um risco aumentado de baixo peso ao nascer, mortalidade perinatal e trabalho de parto prematuro. Sulfato ferroso: um comprimido de 200 mg de Fe = 40 mg de ferro elementar. Administrar longe das refeições e preferencialmente com suco cítrico. Profilático: 1 comprimido (indicada suplementação diária a partir do conhecimento da gravidez até o terceiro mês após parto). Tratamento: quatro a seis comprimidos. Atentar para os diagnósticos prévios ou no pré-natal de talassemia, doença falciforme, entre outros, avaliando a necessidade de acompanhamento no alto risco
  • 43.
    Eletroforese de hemoglobina* HbAA:sem doença falciforme; HbAS: heterozigose para hemoglobina S ou traço falciforme, sem doença falciforme. HbAC: heterozigose para hemoglobina C, sem doença falciforme. HbA com variante qualquer: sem doença falciforme; HbSS ou HbSC: doença falciforme.
  • 44.
    As gestantes comtraço falciforme devem receber informações e orientações genéticas pela equipe de Atenção Básica. As gestantes diagnosticadas com doença falciforme devem ser encaminhadas ao serviço de referência (pré-natal de alto risco, hematologista ou outra oferta que a rede de saúde ofertar).
  • 45.
    Tipo sanguíneo efator Rh A(+), B(+), AB(+), O(+): tipo sanguíneo + fator Rh positivo. A(-), B(-), AB(-), O(-): tipo sanguíneo + fator Rh negativo. Se o fator Rh for negativo e o pai desconhecido ou pai com fator Rh positivo, realizar exame de Coombs indireto. Antecedente de hidropsia fetal ou neonatal, independentemente do Rh, realizar exame de Coombs indireto
  • 46.
    Coombs indireto Coombs indiretopositivo: gestante sensibilizada. Coombs indireto negativo: gestante não sensibilizada. A partir da 24ª semana Coombs indireto positivo: Referenciar ao alto risco. Coombs indireto negativo: repetir exame de 4/4 semanas.
  • 48.
  • 49.
    Teste de tolerânciaà glicose (jejum e 2 horas pós sobrecarga com 75 g de glicose anidro) Diagnóstico de DMG na presença de qualquer um dos seguintes valores: 1h – 180mg/dl 2h – 153mg/dl 24ª-28ª semanas
  • 50.
    Urina tipo I Leucocitúria:presença acima de 10.000 células por ml ou cinco células por campo. Hematúria: presença acima de 10.000 células por ml ou de três a cinco hemácias por campo. Proteinúria: alterado > 10 mg/dl. Presença de outros elementos: não necessitam de condutas especiais.
  • 51.
    Na presença detraços de proteinúria: repetir em 15 dias; caso se mantenha, encaminhar a gestante ao pré-natal de alto risco. Na presença de traços de proteinúria e hipertensão e/ou edema: é necessário referir a gestante ao pré-natal de alto risco.
  • 52.
    Urocultura e antibiograma Uroculturanegativa: < 100.000 unidades formadoras de colônias por mL (UFC/mL). Urocultura positiva: > 100.000 UFC/mL. Antibiograma: indica os antibióticos que podem ser utilizados no tratamento.
  • 53.
    Teste rápido parasífilis ou VDRL Teste rápido não reagente ou VDRL negativo: normal. Teste rápido reagente e VDRL positivo: verificar titulação para confirmar sífilis
  • 54.
    Teste rápido paraHIV ou sorologia (antiHIV I e II) Teste rápido não reagente: normal. Teste rápido reagente e sorologia positiva: confirmar HIV positivo.
  • 55.
    Sorologia hepatite B(HBsAg) HBsAg não reagente: normal. HBsAg reagente: solicitar HBeAg e transaminases (ALT/TGP e AST/TGO). HBsAg reagente e HBeAg reagentes: deve ser encaminhada ao serviço de referência para gestação de alto risco. HBsAg não reagente: se esquema vacinal desconhecido ou incompleto, indicar vacina após 1º trimestre. Toda gestante HBsAg não reagente deve receber a vacina para hepatite B ou ter seu calendário completado, independentemente da idade.
  • 56.
    Toxoplasmose IgG eIgM IgG e IgM reagentes: avidez de IgG fraca ou gestação > 16 semanas: possibilidade de infecção na gestação – iniciar tratamento imediatamente; avidez forte e gestação < 16 semanas: doença prévia – não repetir exame. IgM reagente e IgG não reagente: doença recente – iniciar tratamento imediatamente e repetir o exame após três semanas. IgM não reagente e IgG reagente: doença prévia – não repetir o exame. IgM e IgG não reagente: suscetível – orientar medidas de prevenção e repetir o exame no 3º trimestre.
  • 57.
  • 58.
    Avaliação da SituaçãoVacinal A gestante só deverá ser considerada vacinada quando apresentar comprovação/ registro em cartão de vacina/ cartão de gestante ou prontuário.
  • 59.
    Vacinação dupla dotipo adulto – dT (difteria e tétano) A vacina dT é indicada para a proteção da gestante contra o tétano acidental e a prevenção do tétano neonatal. A vacina está contraindicada nas seguintes situações segundo Brasil (2012): Ocorrência de hipersensibilidade após o recebimento de dose anterior; História de hipersensibilidade aos componentes de qualquer um dos produtos; História de choque anafilático após administração da vacina; Síndrome de Guillain-Barré nas seis semanas após a vacinação anterior contra difteria e/ou tétano. ATENÇÃO- A Terceira Dose de dT deve ser de dTpa.:
  • 61.
    Vacinação contra influenza(fragmentada) A vacina contra a influenza é recomendada a todas as gestantes em qualquer período gestacional. O Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza esta vacina a todas as gestantes durante a campanha anual contra influenza sazonal. O esquema consta de uma dose no período da campanha (BRASIL, 2012).
  • 62.
    Vacinação contra HepatiteB (recombinante) Por considerar os riscos da gestante não vacinada de contrair a doença e de haver transmissão vertical, é importante que a gestante receba a vacina contra a hepatite B na gestação, independentemente da idade gestacional e faixa etária. O esquema desta vacina deve ser seguido conforme os calendários de vacinação do adolescente e do adulto.
  • 64.
    Vacinação Difteria, Tétanoe Coqueluche Acelular (dTpa) A vacina tipo adulto- dTp acelular (dTpa) deve ser administrada a partir da 20ª semana de gestação até a 36ª semana de gestação, preferencialmente a partir 27ª semana sendo a idade ideal entre 32ª a 34ª semanas e poderá ser administrada até no máximo 20 dias antes da data provável do parto Gestantes não vacinadas durante a gestação, receber uma dose de dTpa no puerpério, o mais precoce possível.
  • 68.
  • 70.
    Identificação de RiscoObstétrico Consulta pré-concepcional Identificação e modificação de fatores de risco Controle de condições prévias a gestação
  • 71.
    Identificação de RiscoObstétrico Marcadores de risco presentes anteriormente a gestação Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis: Idade > 35 ou menor que 15 ou menarca < 2 anos Altura < 1,45m ou Peso pré-gestacional <45 ou > 75kg (IMC<19 e >30) Anormalidades estruturais nos órgãos reprodutivos Situação conjugal insegura, Conflitos familiares ou Baixa escolaridade Condições ambientais desfavoráveis Dependência de drogas lícitas ou ilícitas / Hábitos de vida: fumo/álcool Exposição a riscos ocupacionais: carga horária, rotatividade, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse
  • 72.
    Identificação de RiscoObstétrico Marcadores de risco presentes anteriormente a gestação: História reprodutiva anterior: Abortamento habitual, Morte perinatal explicada e inexplicada; História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado; Parto pré-termo anterior; Esterilidade/infertilidade; Intervalo interpartal menor que 2 anos ou maior que 5 anos; Nuliparidade e grande multiparidade; Síndrome hemorrágica ou hipertensiva, Diabetes gestacional; Cirurgia uterina anterior (incluindo 2 ou mais cesáreas anteriores)
  • 73.
    Marcadores de riscopresentes anteriormente a gestação: Condições clínicas preexistentes: Hipertensão arterial; Cardiopatias; Pneumopatias; Nefropatias; Hemopatias; Epilepsia; Endocrinopatias (principalmente DM e tireoidopatias); Doenças infecciosas, Doenças autoimunes; Ginecopatias; Neoplasias Identificação de Risco Obstétrico
  • 74.
    Identificação de RiscoObstétrico Fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir no decorrer da gestação transformando-a em uma gestação de alto risco: Doença obstétrica na gravidez atual: Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico; Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada; Ganho ponderal inadequado; Pré-eclâmpsia e eclâmpsia; Diabetes gestacional; Amniorrexe prematura; Hemorragias da gestação; Insuficiência istmo-cervical;
  • 75.
    Identificação de RiscoObstétrico Fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir no decorrer da gestação transformando-a em uma gestação de alto risco: Exposição indevida ou acidental a fatores teratogênicos. Intercorrências clínicas: Doenças infectocontagiosas vividas durante a presente gestação (ITU, doenças do trato respiratório, rubéola, toxoplasmose etc.); Doenças clínicas diagnosticadas pela primeira vez nessa gestação
  • 76.
    Identificação de RiscoObstétrico Condições existente Hipertensão SOP DM Doença renal Doença autoimune Doença tiroideana Infertilidade Obesidade HIV/AIDS Idade Adolescência ou idade >35 anos Estilo de vida Uso de álcool Tabagismo Condições da gravidez Gestação múltipla DMG Pré-eclâmpsia/ eclâmpsia
  • 77.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica Fatores relacionados às características individuais e às condições sociodemográficas desfavoráveis: Idade: >15 e <35 anos; Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse; Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se tratando de adolescente Situação conjugal insegura; Baixa escolaridade (< 5 anos); Condições ambientais desfavoráveis; Altura menor do que 1,45m; IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade
  • 78.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica Fatores relacionados à história reprodutiva anterior: Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado; Macrossomia fetal; Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas; Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos; Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos); Cirurgia uterina anterior; Três ou mais cesarianas. Fatores relacionados à gravidez atual: Ganho ponderal inadequado; Infecção urinária; Anemia
  • 79.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que Indicam encaminhamento ao pré- natal especializado Fatores relacionados às condições prévias: Cardiopatias; Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica); Nefropatias graves (como IRC e em casos de transplantados); Endocrinopatias (especialmente DM, hipotireoidismo e hipertireoidismo); Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia); HASc e/ou caso de paciente que faça uso de anti-hipertensivo (PA>140/90mmHg antes de 20 semanas); Doenças neurológicas (como epilepsia); Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses, depressão grave etc.);
  • 80.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré- natal de alto risco Fatores relacionados às condições prévias: Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras colagenoses); Alterações genéticas maternas; Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar; Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e outras); Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras DST (condiloma); Hanseníase; Tuberculose; Dependência de drogas lícitas ou ilícitas; Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento especializado.
  • 81.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-natal de alto risco Fatores relacionados à história reprodutiva anterior: Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente se for de causa desconhecida; História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado obstétrico e/ou perinatal (interrupção prematura da gestação, morte fetal intrauterina, síndrome Hellp, eclâmpsia, internação da mãe em UTI); Abortamento habitual; Esterilidade/infertilidade. Fatores relacionados à gravidez atual: Restrição do crescimento intrauterino; Polidrâmnio ou oligoidrâmnio; Gemelaridade; Malformações fetais ou arritmia fetal; Distúrbios hipertensivos da gestação (HASc preexistente, HAS gestacional ou transitória);
  • 82.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-natal de alto risco Fatores relacionados à gravidez atual: ITU de repetição ou 2 ou mais episódios de pielonefrite (toda gestante com pielonefrite deve ser inicialmente encaminhada ao hospital de referência, para avaliação); Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato ferroso; Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras DST (condiloma); Infecções como a rubéola e a CMV adquiridas na gestação atual; Evidência laboratorial de proteinúria; Diabetes mellitus gestacional; Desnutrição materna grave; Obesidade mórbida; NIC III; Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-rads III ou mais Adolescentes com fatores de risco psicossocial.
  • 83.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que indicam encaminhamento à urgência/emergência obstétrica Síndromes hemorrágicas Suspeita de pré-eclâmpsia: pressão arterial > 140/90, medida após um mínimo de 5 minutos de repouso, na posição sentada. Quando estiver associada à proteinúria, pode-se usar o teste rápido de proteinúria; Eclâmpsia (crises convulsivas em pacientes com pré-eclâmpsia) Crise hipertensiva (PA > 160/110); Amniorrexe prematura: perda de líquido vaginal Anemia grave (hemoglobina < 8); Trabalho de parto IG a partir de 41 semanas confirmadas; Hipertermia (Tax > = 37,8C), na ausência de sinais ou sintomas clínicos de Ivas; Suspeita/diagnóstico de abdome agudo em gestantes;
  • 84.
    Identificação de RiscoObstétrico Classificação de risco Fatores de risco que indicam encaminhamento à urgência/emergência obstétrica Suspeita/diagnóstico de pielonefrite, infecção ovular ou outra infecção que necessite de internação hospitalar; Suspeita de TVP; Investigação de prurido gestacional/icterícia; Vômitos incoercíveis não responsivos ao tratamento, com comprometimento sistêmico com menos de 20 semanas; Vômitos inexplicáveis no 3º trimestre; Restrição de crescimento intrauterino; Oligoidrâmnio.