BONADEI, Aldo (1906-74). Nascido e falecido em São Paulo (SP). Aos nove anos pintou sua
primeira natureza-morta - Goiabas -, e de então até 1923 realizou, autodidaticaniente, uma
série de outras pinturas, dando provas de enorme precocidade. Disposto a aprimorar seus
dotes naturais para as artes, matriculou-se em 1923 como aluno de Pedro Alexandrino, assim
permanecendo por cinco anos. Do velho mestre acadêmico, autor de opulentas naturezas-
mortas vinculadas à grande tradição clássica francesa, recebeu não apenas conselhos de
cozinha pictórica, mas até mesmo uma influência que iria revelar-se duradoura. Além do mais,
Pedro Alexandrino prodigalizou-lhe os frutos de sua longa experiência, em frases como essa: -
Em pintura não existe distração.

Em 1925 cursou ainda, por alguns meses, aulas de Desenho no Liceu de Artes e Ofícios de
São Paulo. A partir de 1928 começou a mostrar publicamente seus quadros, participando até
1933 das Exposições Gerais de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na de 1928, aliás, conquistou
uma menção honrosa de primeiro grau, com o óleo Cúmplices, de conotação ainda
acentuadamente realista. No ano seguinte, numa sala alugada do centro de São Paulo, efetuou
sua primeira individual, que passaria praticamente desapercebida. Sentindo a necessidade de
se aprimorar, embarcou em 1930 para a Itália, terra de seus ancestrais, freqüentando por cerca
de um ano as aulas de Felice Carena e Ennio Pozzi na Academia de Belas Artes de Florença.

Em 1931 acha-se novamente em São Paulo, onde retoma sua atividade pictórica - que alterna
aliás a um modesto ganha-pão como bordadeiro (incrível como possa parecer, somente em
1960 Bonadei viveria exclusivamente de e para a pintura!). Já em 1932 realiza em Campinas
sua segunda individual, que obteve discreto sucesso. De 1934 em diante envia pinturas tanto
para o Salão Nacional de Belas Artes quanto para o Salão Paulista de Belas Artes, recebendo
no primeiro, já na vigência da Divisão Moderna, medalha de prata em 1940 e medalha de ouro
em 1950, e no segundo, Prêmio Prefeitura de São Paulo em 1934 e menção honrosa em 1937.

Em meados da década de 1930 a pintura de Bonadei já não revela a marca inicial de Pedro
Alexandrino e nem a de seus mestres italianos, antes podendo ser definida como de um
modernismo atenuado, modesta e sensível. É por esse momento, 1935, que o artista se une a
um grupo de pintores, proletários como ele, que costumavam freqüentar o escritório-ateliê de
Rebolo Gonzales no Palacete Santa Helena, para trocarem idéias, fazerem o modelo-vivo e
praticarem, em suma, a pintura. Dois anos mais tarde, será um dos integrantes da Família
Artística Paulista, de cujas mostras de 1937 e 1939 em São Paulo e de 1940 no Rio de Janeiro
participará com destaque. Seria também presença constante nas exposições anuais do
Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, entre 1938 e 1949.

BONADEI, Aldo (1906-74). Nascido e falecido em São Paulo (SP). Aos nove anos pintou sua
primeira natureza-morta - Goiabas -, e de então até 1923 realizou, autodidaticaniente, uma
série de outras pinturas, dando provas de enorme precocidade. Disposto a aprimorar seus
dotes naturais para as artes, matriculou-se em 1923 como aluno de Pedro Alexandrino, assim
permanecendo por cinco anos. Do velho mestre acadêmico, autor de opulentas naturezas-
mortas vinculadas à grande tradição clássica francesa, recebeu não apenas conselhos de
cozinha pictórica, mas até mesmo uma influência que iria revelar-se duradoura. Além do mais,
Pedro Alexandrino prodigalizou-lhe os frutos de sua longa experiência, em frases como essa: -
Em pintura não existe distração.

Em 1925 cursou ainda, por alguns meses, aulas de Desenho no Liceu de Artes e Ofícios de
São Paulo. A partir de 1928 começou a mostrar publicamente seus quadros, participando até
1933 das Exposições Gerais de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na de 1928, aliás, conquistou
uma menção honrosa de primeiro grau, com o óleo Cúmplices, de conotação ainda
acentuadamente realista. No ano seguinte, numa sala alugada do centro de São Paulo, efetuou
sua primeira individual, que passaria praticamente desapercebida. Sentindo a necessidade de
se aprimorar, embarcou em 1930 para a Itália, terra de seus ancestrais, freqüentando por cerca
de um ano as aulas de Felice Carena e Ennio Pozzi na Academia de Belas Artes de Florença.

Em 1931 acha-se novamente em São Paulo, onde retoma sua atividade pictórica - que alterna
aliás a um modesto ganha-pão como bordadeiro (incrível como possa parecer, somente em
1960 Bonadei viveria exclusivamente de e para a pintura!). Já em 1932 realiza em Campinas
sua segunda individual, que obteve discreto sucesso. De 1934 em diante envia pinturas tanto
para o Salão Nacional de Belas Artes quanto para o Salão Paulista de Belas Artes, recebendo
no primeiro, já na vigência da Divisão Moderna, medalha de prata em 1940 e medalha de ouro
em 1950, e no segundo, Prêmio Prefeitura de São Paulo em 1934 e menção honrosa em 1937.

Em meados da década de 1930 a pintura de Bonadei já não revela a marca inicial de Pedro
Alexandrino e nem a de seus mestres italianos, antes podendo ser definida como de um
modernismo atenuado, modesta e sensível. É por esse momento, 1935, que o artista se une a
um grupo de pintores, proletários como ele, que costumavam freqüentar o escritório-ateliê de
Rebolo Gonzales no Palacete Santa Helena, para trocarem idéias, fazerem o modelo-vivo e
praticarem, em suma, a pintura. Dois anos mais tarde, será um dos integrantes da Família
Artística Paulista, de cujas mostras de 1937 e 1939 em São Paulo e de 1940 no Rio de Janeiro
participará com destaque. Seria também presença constante nas exposições anuais do
Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, entre 1938 e 1949.

                                Paisagem, óleo s/ tela, 1946;
                           0,47 X 0,70, Museus Castro Maya, RJ.

                          Paisagem com casas, óleo s/ tela, 1947;
                         0,63 X 0,91, Palácio dos Bandeirantes, SP.

                             Natureza morta, óleo s/ tela, 1951;
                    0,46 X 0,55, Museu de Arte Contemporânea da USP.

Bonadei, aldo

  • 1.
    BONADEI, Aldo (1906-74).Nascido e falecido em São Paulo (SP). Aos nove anos pintou sua primeira natureza-morta - Goiabas -, e de então até 1923 realizou, autodidaticaniente, uma série de outras pinturas, dando provas de enorme precocidade. Disposto a aprimorar seus dotes naturais para as artes, matriculou-se em 1923 como aluno de Pedro Alexandrino, assim permanecendo por cinco anos. Do velho mestre acadêmico, autor de opulentas naturezas- mortas vinculadas à grande tradição clássica francesa, recebeu não apenas conselhos de cozinha pictórica, mas até mesmo uma influência que iria revelar-se duradoura. Além do mais, Pedro Alexandrino prodigalizou-lhe os frutos de sua longa experiência, em frases como essa: - Em pintura não existe distração. Em 1925 cursou ainda, por alguns meses, aulas de Desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. A partir de 1928 começou a mostrar publicamente seus quadros, participando até 1933 das Exposições Gerais de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na de 1928, aliás, conquistou uma menção honrosa de primeiro grau, com o óleo Cúmplices, de conotação ainda acentuadamente realista. No ano seguinte, numa sala alugada do centro de São Paulo, efetuou sua primeira individual, que passaria praticamente desapercebida. Sentindo a necessidade de se aprimorar, embarcou em 1930 para a Itália, terra de seus ancestrais, freqüentando por cerca de um ano as aulas de Felice Carena e Ennio Pozzi na Academia de Belas Artes de Florença. Em 1931 acha-se novamente em São Paulo, onde retoma sua atividade pictórica - que alterna aliás a um modesto ganha-pão como bordadeiro (incrível como possa parecer, somente em 1960 Bonadei viveria exclusivamente de e para a pintura!). Já em 1932 realiza em Campinas sua segunda individual, que obteve discreto sucesso. De 1934 em diante envia pinturas tanto para o Salão Nacional de Belas Artes quanto para o Salão Paulista de Belas Artes, recebendo no primeiro, já na vigência da Divisão Moderna, medalha de prata em 1940 e medalha de ouro em 1950, e no segundo, Prêmio Prefeitura de São Paulo em 1934 e menção honrosa em 1937. Em meados da década de 1930 a pintura de Bonadei já não revela a marca inicial de Pedro Alexandrino e nem a de seus mestres italianos, antes podendo ser definida como de um modernismo atenuado, modesta e sensível. É por esse momento, 1935, que o artista se une a um grupo de pintores, proletários como ele, que costumavam freqüentar o escritório-ateliê de Rebolo Gonzales no Palacete Santa Helena, para trocarem idéias, fazerem o modelo-vivo e praticarem, em suma, a pintura. Dois anos mais tarde, será um dos integrantes da Família Artística Paulista, de cujas mostras de 1937 e 1939 em São Paulo e de 1940 no Rio de Janeiro participará com destaque. Seria também presença constante nas exposições anuais do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, entre 1938 e 1949. BONADEI, Aldo (1906-74). Nascido e falecido em São Paulo (SP). Aos nove anos pintou sua primeira natureza-morta - Goiabas -, e de então até 1923 realizou, autodidaticaniente, uma série de outras pinturas, dando provas de enorme precocidade. Disposto a aprimorar seus dotes naturais para as artes, matriculou-se em 1923 como aluno de Pedro Alexandrino, assim permanecendo por cinco anos. Do velho mestre acadêmico, autor de opulentas naturezas- mortas vinculadas à grande tradição clássica francesa, recebeu não apenas conselhos de cozinha pictórica, mas até mesmo uma influência que iria revelar-se duradoura. Além do mais, Pedro Alexandrino prodigalizou-lhe os frutos de sua longa experiência, em frases como essa: - Em pintura não existe distração. Em 1925 cursou ainda, por alguns meses, aulas de Desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. A partir de 1928 começou a mostrar publicamente seus quadros, participando até 1933 das Exposições Gerais de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na de 1928, aliás, conquistou uma menção honrosa de primeiro grau, com o óleo Cúmplices, de conotação ainda acentuadamente realista. No ano seguinte, numa sala alugada do centro de São Paulo, efetuou sua primeira individual, que passaria praticamente desapercebida. Sentindo a necessidade de se aprimorar, embarcou em 1930 para a Itália, terra de seus ancestrais, freqüentando por cerca de um ano as aulas de Felice Carena e Ennio Pozzi na Academia de Belas Artes de Florença. Em 1931 acha-se novamente em São Paulo, onde retoma sua atividade pictórica - que alterna aliás a um modesto ganha-pão como bordadeiro (incrível como possa parecer, somente em 1960 Bonadei viveria exclusivamente de e para a pintura!). Já em 1932 realiza em Campinas
  • 2.
    sua segunda individual,que obteve discreto sucesso. De 1934 em diante envia pinturas tanto para o Salão Nacional de Belas Artes quanto para o Salão Paulista de Belas Artes, recebendo no primeiro, já na vigência da Divisão Moderna, medalha de prata em 1940 e medalha de ouro em 1950, e no segundo, Prêmio Prefeitura de São Paulo em 1934 e menção honrosa em 1937. Em meados da década de 1930 a pintura de Bonadei já não revela a marca inicial de Pedro Alexandrino e nem a de seus mestres italianos, antes podendo ser definida como de um modernismo atenuado, modesta e sensível. É por esse momento, 1935, que o artista se une a um grupo de pintores, proletários como ele, que costumavam freqüentar o escritório-ateliê de Rebolo Gonzales no Palacete Santa Helena, para trocarem idéias, fazerem o modelo-vivo e praticarem, em suma, a pintura. Dois anos mais tarde, será um dos integrantes da Família Artística Paulista, de cujas mostras de 1937 e 1939 em São Paulo e de 1940 no Rio de Janeiro participará com destaque. Seria também presença constante nas exposições anuais do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, entre 1938 e 1949. Paisagem, óleo s/ tela, 1946; 0,47 X 0,70, Museus Castro Maya, RJ. Paisagem com casas, óleo s/ tela, 1947; 0,63 X 0,91, Palácio dos Bandeirantes, SP. Natureza morta, óleo s/ tela, 1951; 0,46 X 0,55, Museu de Arte Contemporânea da USP.