WAKABAYASHI, Kazuo (1931). Nascido em Kobe (Japão). Foi aluno de Konosuke Tamura,
de 1947 a 1950, tendo ainda cursado a academia Niki, em sua terra natal. Emigrando em 1961
para o Brasil, radicou-se em São Paulo, optando em 1968 pela nacionalidade brasileira. Suas
primeiras exposições foram efetuadas ainda no Japão, entre 1957 e 1961, dando-se a primeira
em solo brasileiro em 1963 no Rio de Janeiro, na Galeria Tenreiro, com apresentação de
Manabu Mabe. Seguiram-se numerosas outras individuais - em São Paulo, Salvador, Santos,
Brasília, Washington, Kobe, Tóquio e Nova Iorque, sendo de destacar, a mostra retrospectiva
de 1993 no Paço das Artes, em São Paulo. Por outro lado, Wakabayashi tem participado de
coletivas como o Salão Paulista de Arte Moderna, o Salão Nacional de Arte Moderna, o Salão
Seibi, a Bienal de São Paulo e ainda das mostras Nipo-Brazilian Painting Today (Washington,
Oakland e Tóquio, 1965), Três Aspectos da Arte Contemporânea Brasileira (América Latina,
1968), Artistas Nipo-Brasileiros (Escandinávia, 1969), Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
(Quioto, Tóquio, Atami, São Paulo e Rio de Janeiro, 1983), Tradição e Ruptura (São Paulo,
1984) e Bienal Brasil Século XX (São Paulo, 1994), entre muitas outras.

Tendo chegado ao Brasil já artista feito, senhor de seu ofício e manipulando com superioridade
uma linguagem plena de entonações originais, Wakabayashi pratica uma arte não-figurativista
em que as formas, de contornos bem definidos, são vitalizadas por bons efeitos de textura e
por uma acentuada pesquisa de cor. Chamando a seus quadros "matéria espiritualizada",
Walter Zanini define-o como "um metafísico dos valores espaciais"; há nesse pintor, com efeito,
certa busca de transcendência que ultrapassa de muito o mero jogo de texturas, formas e
cores, e que antes corresponderia a uma necessidade íntima de sua personalidade, à
materialização de uma visão interior rica e pessoal.

                               Abstração azul, óleo s/ tela, 1967;
                       1,11 X 1,29, Pinacoteca do Estado de São Paulo.

                          Vermelho em expansão, óleo s/ tela, 1967;
                 1,75 X 2,18, Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, RJ

Wakabayashi, kazuo

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    WAKABAYASHI, Kazuo (1931).Nascido em Kobe (Japão). Foi aluno de Konosuke Tamura, de 1947 a 1950, tendo ainda cursado a academia Niki, em sua terra natal. Emigrando em 1961 para o Brasil, radicou-se em São Paulo, optando em 1968 pela nacionalidade brasileira. Suas primeiras exposições foram efetuadas ainda no Japão, entre 1957 e 1961, dando-se a primeira em solo brasileiro em 1963 no Rio de Janeiro, na Galeria Tenreiro, com apresentação de Manabu Mabe. Seguiram-se numerosas outras individuais - em São Paulo, Salvador, Santos, Brasília, Washington, Kobe, Tóquio e Nova Iorque, sendo de destacar, a mostra retrospectiva de 1993 no Paço das Artes, em São Paulo. Por outro lado, Wakabayashi tem participado de coletivas como o Salão Paulista de Arte Moderna, o Salão Nacional de Arte Moderna, o Salão Seibi, a Bienal de São Paulo e ainda das mostras Nipo-Brazilian Painting Today (Washington, Oakland e Tóquio, 1965), Três Aspectos da Arte Contemporânea Brasileira (América Latina, 1968), Artistas Nipo-Brasileiros (Escandinávia, 1969), Exposição de Belas Artes Brasil-Japão (Quioto, Tóquio, Atami, São Paulo e Rio de Janeiro, 1983), Tradição e Ruptura (São Paulo, 1984) e Bienal Brasil Século XX (São Paulo, 1994), entre muitas outras. Tendo chegado ao Brasil já artista feito, senhor de seu ofício e manipulando com superioridade uma linguagem plena de entonações originais, Wakabayashi pratica uma arte não-figurativista em que as formas, de contornos bem definidos, são vitalizadas por bons efeitos de textura e por uma acentuada pesquisa de cor. Chamando a seus quadros "matéria espiritualizada", Walter Zanini define-o como "um metafísico dos valores espaciais"; há nesse pintor, com efeito, certa busca de transcendência que ultrapassa de muito o mero jogo de texturas, formas e cores, e que antes corresponderia a uma necessidade íntima de sua personalidade, à materialização de uma visão interior rica e pessoal. Abstração azul, óleo s/ tela, 1967; 1,11 X 1,29, Pinacoteca do Estado de São Paulo. Vermelho em expansão, óleo s/ tela, 1967; 1,75 X 2,18, Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, RJ