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Nascido em Lucca
na Itália em 14 de
abril de 1896
Veio para o Brasil, no ano
seguinte, com os pais, que
emigraram para São Paulo.
Desde pequeno gostava de
misturar tintas e criar novas
cores.
     Esse talento o levou a
trabalhar como pintor de frisos,
florões e painéis nas paredes
das mansões paulistanas.
Estudou na Escola
Profissional Masculina do Brás e
trabalhou como marceneiro,
entalhador e encadernador. Aos
16, ele pintou sua primeira
aquarela.
     Aos 18 anos de idade, ele
pintou sua primeira obra de arte,
sobre a tampa de uma caixa de
charutos, usando tinta a óleo.
Em 1925 iniciou sua
participação em mostras coletivas.
Até se firmar como pintor, exerceu
vários ofícios, como o de decorador
de interiores.
      Autodidata em artes, tornou-se
membro do Grupo Santa Helena,
nos anos 1940, onde conheceu o
pintor paulista Ernesto de Fiori, que
iria influenciá-lo de maneira decisiva.
O grupo era formado por artistas
paulistas que se reuniam no palacete
Santa Helena, desenvolvendo, durante as
décadas de 30 e 40, pinturas que
retratavam cenas da vida e da paisagem
dos arredores de São Paulo.
     Participou das primeiras
manifestações artísticas contra os
modernistas de 1922, junto com outros
pintores do Grupo Santa Helena, como
Bonadei, Rebolo, Clóvis Graciano,
Pennacchi.
Volpi expôs no Salão de Maio e na 1ª. Exposição
da Família Artística Paulista, em 1938, ambos em São
Paulo. No ano seguinte, depois de uma viagem a
Itanhaém, no litoral sul paulista, começou a pintar
paisagens marinhas.
       Participou do 7º Salão Paulista de Belas-Artes
em 1940.
       Treze anos depois, ganhou o prêmio de melhor
pintor brasileiro, na 2ª Bienal de São Paulo. A partir daí,
tornou-se um pintor famoso. Bienal de Veneza, várias
retrospectivas (exposições com a obra do autor) em
museus e galerias, precederam a exposição Volpi 90
anos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no
aniversário do artista, dois anos antes de sua morte.
Ao longo de quase um século de
existência, Volpi passou por várias
fases, recebeu influências de pintores
impressionistas e clássicos como
Cézanne, Giotto, Ucello, encontrando
seu próprio caminho. Volpi criou sua
própria linguagem na pintura e
evoluiu naturalmente das
representações de cenas da natureza
para produções mais intelectuais,
concebidas em seu estúdio.
Daí em diante suas obras seriam
dominadas pelas cores e pelo estilo
abstrato geométrico.
      Exemplo marcante disso são suas
bandeirinhas multicoloridas, que se
tornaram sua marca registrada. As
formas geométricas e as trocas
cromáticas começaram nos anos 1970:
Volpi preparava várias pinturas
parecidas, alterando cores, no que os
críticos definem como uma combinação
inventiva.
É a fase das bandeirinhas, sua
maior contribuição para a arte brasileira
moderna, expressa em seu trabalho
Bandeiras e Mastros.
     Só pintava com a luz do sol e se
envolvia totalmente com a criação de sua
obra, o que incluía esticar o linho para as
telas. Depois de dominar a técnica da
têmpera com clara de ovo, o artista
nunca mais usou tintas industriais - "elas
criam mofo e perdem vida com o passar
do tempo", dizia.
Num processo típico de um
pintor do Renascimento, fazia suas
próprias tintas, diluídas em uma
emulsão de verniz e clara de ovo,
em que ele adicionava pigmentos
naturais purificados (terra, ferro,
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Volpi

  • 1. Nascido em Lucca na Itália em 14 de abril de 1896
  • 2. Veio para o Brasil, no ano seguinte, com os pais, que emigraram para São Paulo. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Esse talento o levou a trabalhar como pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas.
  • 3. Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás e trabalhou como marceneiro, entalhador e encadernador. Aos 16, ele pintou sua primeira aquarela. Aos 18 anos de idade, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo.
  • 4. Em 1925 iniciou sua participação em mostras coletivas. Até se firmar como pintor, exerceu vários ofícios, como o de decorador de interiores. Autodidata em artes, tornou-se membro do Grupo Santa Helena, nos anos 1940, onde conheceu o pintor paulista Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva.
  • 5. O grupo era formado por artistas paulistas que se reuniam no palacete Santa Helena, desenvolvendo, durante as décadas de 30 e 40, pinturas que retratavam cenas da vida e da paisagem dos arredores de São Paulo. Participou das primeiras manifestações artísticas contra os modernistas de 1922, junto com outros pintores do Grupo Santa Helena, como Bonadei, Rebolo, Clóvis Graciano, Pennacchi.
  • 6. Volpi expôs no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, em 1938, ambos em São Paulo. No ano seguinte, depois de uma viagem a Itanhaém, no litoral sul paulista, começou a pintar paisagens marinhas. Participou do 7º Salão Paulista de Belas-Artes em 1940. Treze anos depois, ganhou o prêmio de melhor pintor brasileiro, na 2ª Bienal de São Paulo. A partir daí, tornou-se um pintor famoso. Bienal de Veneza, várias retrospectivas (exposições com a obra do autor) em museus e galerias, precederam a exposição Volpi 90 anos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no aniversário do artista, dois anos antes de sua morte.
  • 7. Ao longo de quase um século de existência, Volpi passou por várias fases, recebeu influências de pintores impressionistas e clássicos como Cézanne, Giotto, Ucello, encontrando seu próprio caminho. Volpi criou sua própria linguagem na pintura e evoluiu naturalmente das representações de cenas da natureza para produções mais intelectuais, concebidas em seu estúdio.
  • 8. Daí em diante suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico. Exemplo marcante disso são suas bandeirinhas multicoloridas, que se tornaram sua marca registrada. As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os críticos definem como uma combinação inventiva.
  • 9. É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho Bandeiras e Mastros. Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais - "elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo", dizia.
  • 10. Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol. Alfredo Volpi morreu em 28 de maio de 1988, aos 92 anos.