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Arcadismo
Neoclassicismo
PROFª RENATA
LÍNGUA PORTUGUESA
Arcadismo
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Barroco
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O Barroco é o movimento literário que
antecede o Arcadismo. Nessa escola o ser
humano é muito instável, rebuscado,
conflituoso, detalhista e exagerado.
No século XVIII, o ser humano vai sair desse
momento de dúvida e conflitos e vai assumir
uma posição. Entre religião e ciência, ele
opta pela ciência. Entre fé e razão, ele opta
pela razão.
O século XVIII fica conhecido como o século
das luzes, devido aos ideais Iluministas ( o
homem é iluminado pelas luzes da razão, do
conhecimento e da ciência).
Arcadismo ou Neoclassicismo
Surge na Europa, no século XVIII.
O nome faz referência à Árcadia, região
bucólica (pastoril, natureza), na Grécia
Antiga.
O Iluminismo influencia o momento de
ebulição da Revolução Francesa,
Independência dos Estados Unidos e no
Brasil, a Inconfidência Mineira.
O Arcadismo vai atingir várias
manifestações artísticas (literatura, pintura,
escultura e arquitetura).
Características
O Arcadismo procura a sensação de paz,
serenidade e equilíbrio. O contato com a
natureza também se torna uma busca
constante.
A poesia árcade sempre se passa em
paisagens naturais (bucolismo)
Nesse período os autores vão imitar os
clássicos gregos e romanos. (mimese)
Arte mais equilibrada, simples e
harmoniosa ( Racionalismo)
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As obras do Arcadismo
transmitem ideias que estão
presentes em expressões em latim
Fugere Urbem – Fuga do Urbano
Locus Amoenus – Local agradável
Inutilia truncat – Eliminar o inútil
Carpe diem – Aproveitar o dia com
tranquilidade
Aurea mediocritas – Buscar equilíbrio
Arcadismo em Portugal
Em Portugal, o Arcadismo tem início em 1756 com
a criação da Arcádia Lusitana, academia literária
onde os seus membros deveriam obedecer regras
clássicas e deveriam adotar pseudônimos (nomes
falsos) que fossem nomes de pastores.
O português Bocage (1765-1805), um dos maiores
poetas portugueses, é considerado o maior autor
árcade. Bocage satirizou a Igreja e a monarquia,
motivo que o levou a ser preso. Suas obras são
caracterizadas pela presença do bucolismo e da
mitologia, características que se destacam no
Arcadismo.
O pseudônimo de Bocage era Elmano Sadino e
suas principais obras são: Morte de D. Ignez de
Castro, Elegia, Idílios Marítimos.
Olha Marília, As Flautas Dos Pastores
Bocage
Olha Marília, as flautas dos pastores,
Que bem que soam, como são cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha: não sentes
Os Zéfiros* brincar por entre as flores?
Vê como ali, beijando-se, os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes
As vagas borboletas de mil cores!
Naquele arbusto o rouxinol suspira;
Ora nas folhas a abelhinha pára.
Ora nos ares sussurrando, gira.
Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a morte me causara.
*Zéfiro é um deus grego que personifica o vento oeste.
Arcadismo no Brasil
No Brasil, o Arcadismo começa em 1768 com a publicação de Obras
Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa.
Mas é em Vila Rica (1773), também da autoria de Cláudio Manuel da
Costa, que o Arcadismo transmite o desejo pela liberdade que as
pessoas sentiam na época.
O Arcadismo brasileiro tem início no momento em que se manifesta o
desejo pela independência entre os brasileiros. Cláudio Manuel da
Costa e Tomás Antônio Gonzaga - outro importante escritor da época -
estavam entre os líderes da Inconfidência Mineira, que tinha como
objetivo tornar Minas Gerais independente de Portugal.
Com a obra Uraguai, Basílio da Gama manifesta sua mentalidade anti-
jesuítica, o que revela a influência da racionalidade da filosofia
iluminista (fé x razão).
Por sua vez, Santa Rita Durão segue o modelo clássico de Camões, um
retorno aos ideais do Classicismo, que é uma característica do
Arcadismo.
Os principais autores do Arcadismo no Brasil são: Cláudio Manuel da
Costa, Basílio da Gama, Santa Rita Durão e Tomás Antônio Gonzaga.
Soneto de Cláudio Manuel da Costa
Pastores, que levais ao monte o gado,
Vêde lá como andais por essa serra;
Que para dar contágio a toda a terra,
Basta ver se o meu rosto magoado:
Eu ando (vós me vêdes) tão pesado;
E a pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma, que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.
Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro;
Mas não; tanto não sou vosso inimigo:
Deixai, não a vejais; eu vo-lo imploro;
Que se seguir quiserdes, o que eu sigo,
Chorareis, ó pastores, o que eu choro.