SlideShare uma empresa Scribd logo
Graciliano Ramos
O autor
• Graciliano Ramos de Oliveira foi um
  romancista, cronista, contista e jornalista do
  século XX, mais conhecido por seu livro Vidas
  Secas (1938)
Obra de referência
O livro, narrado em terceira pessoa, aborda
uma família de retirantes do sertão brasileiro
condicionada a sua vida subumana, diante de
problemas sociais como a seca, a pobreza, e a
fome, e, consecutivamente, no caleidoscópio
de sentimentos e emoções que essa sua
condição lhe obriga a viver e a procurar meios
de sobrevivência, criando, assim, uma ligação
ainda muito forte com a situação social do
Brasil hoje.
Estrutura da narrativa
• No que diz respeito à estrutura, o livro apresenta treze
  capítulos, dentre os quais alguns podem até ser lidos
  em outra ordem (romance desmontável).
• Entretanto, alguns capítulos, como o primeiro,
  "mudança", e o último, "fuga", devem ser lidos nesta
  ordem. Esses dois capítulos reforçam a ideia de que
  toda a miséria que circunda os personagens de "Vidas
  Secas" representa um ciclo, em que, quando menos se
  espera, a situação se agrava e a família é obrigada a se
  retirar, repetidas e repetidas vezes.
A pobreza na literatura
• A obra de Graciliano pode ser considerada um
  marco para a literatura brasileira, em especial o
  Modernismo Brasileiro, visto que há a implícita
  (e, em alguns casos, até explícita) crítica social a
  toda pobreza no sertão nordestino, que atinge
  uma boa parcela da população, e que, de fato,
  acaba por prejudicar todo o país, impedindo
  maiores desenvolvimentos.
• Há a tentativa, portanto, de se mostrar a
  desarticulação dessa região com o resto do país
  (um Brasil pobre dentro de todo o Brasil).
Título : chave interpretativa
• O próprio título da obra, se analisado corretamente,
  nos dará pistas importantes da mensagem que
  Graciliano quer passar: "Vidas" se opõe a "Secas" pois
  a primeira tem sentido de abundância, enquanto, a
  segunda, de vazio, de falta, configurando um
  paradoxo.
• Além disso, denotativamente, o adjetivo "secas" se
  refere a "vidas", e, dessa forma, teria o sentido de que
  a família sofre com a seca.
• Por outro lado, conotativamente, pode-se relacionar
  aquele adjetivo a uma vida privada, miserável.
Principais características
•   Nesta obra não é a personagem que ressalta nele, mas o narrador que se faz sentir pelo
    discurso indireto, construído em frases curtas, incisivas, enxutas, quase sempre em períodos
    simples.
•   A obra pertence a um gênero intermediário entre romance e livro de contos.
•   Possui 13 capítulos até certo ponto autônomos, mas que se ligam pela repetição de alguns
    motivos e temas, como a paisagem árida, a zoomorfização das criaturas, os pensamentos
    fragmentados das personagens e seu conseqüente problema de linguagem.



    Também as personagens são focalizadas uma por vez, o que mostra o afastamento existente
    entre elas. Cada uma tem sua vida particular, acentuando-se a solidão em que vivem.
•   Vidas Secas é, portanto, a dramática descrição de pessoas que não conseguem comunicar-se.
•   Nem os opressores comunicam-se com os oprimidos, nem cada grupo comunica-se entre si.
•   A nota predominante do livro é o desencontro dos seres.
•   Os diálogos são raros e as palavras ou frases que vêm diretamente da boca das personagens
    são apenas xingatórios, exclamações, ou mesmo grunhidos.
•   A terra é seca, mas sobretudo o homem é seco.
João Cabral de Melo Neto
• João Cabral de Mello Neto nasceu em Recife,
  Pernambuco, em 1920.
• Poeta e diplomata, ingressou no Itamaraty em
  1945. Em 1947, vai à Barcelona, ocupando-se da
  divulgação da cultura brasileira. Foi cônsul na
  Inglaterra (Londres e Liverpool), França
  (Marselha), Espanha (Madrid, Sevilha e
  Barcelona) e Suíça (Genebra). É, também,
  membro da Academia Brasileira de Letras.
Interesse poético
• Mostra-se interessado em afastar o
  sentimentalismo de seus versos.
• Todo seu trabalho está marcado pela
  preocupação formal.
•
• Sua poética é auto-explicativa e sua principal
  temática é a reflexão do fazer poético em que
  a linguagem aparece reduzida ao essencial.
  Morte e Vida Severina, "auto de Natal
  pernambucano", é, segundo Alfredo Bosi, "o
  seu poema longo mais equilibrado entre rigor
  formal      e      temática      participante".

  Fonte: USP
Trecho de início da obra
• O meu nome é Severino,
  como não tenho outro de pia.
  Como há muitos Severinos,
  que é santo de romaria,
  deram então de me chamar
  Severino de Maria
  como há muitos Severinos
  com mães chamadas Maria,
  fiquei sendo o da Maria
  do finado Zacarias.
Graciliano ramos
Graciliano ramos

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
Andrieli Muhl
 
Graciliano Ramos - Pesquisa 301
Graciliano Ramos - Pesquisa 301Graciliano Ramos - Pesquisa 301
Graciliano Ramos - Pesquisa 301
Júnior Souza
 
Clarice lispector- A hora da Estrela
Clarice lispector- A hora da EstrelaClarice lispector- A hora da Estrela
Clarice lispector- A hora da Estrela
Giuliane Alves Berchele
 
João Guimarães Rosa
João Guimarães RosaJoão Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa
Colégio Santa Luzia
 
Triste fim de policarpo quaresma
Triste fim de policarpo quaresmaTriste fim de policarpo quaresma
Triste fim de policarpo quaresma
Evandro Moraes
 
A hora da estrela
A hora da estrelaA hora da estrela
A hora da estrela
Cláudio César
 
Análise da obra cinco minutos
Análise da obra cinco minutosAnálise da obra cinco minutos
Análise da obra cinco minutos
mariliagaspar09
 
Angústia, de Graciliano Ramos
Angústia, de Graciliano RamosAngústia, de Graciliano Ramos
Angústia, de Graciliano Ramos
Cláudia Heloísa
 
Clarice Lispector - A hora da estrela.
Clarice Lispector - A hora da estrela.Clarice Lispector - A hora da estrela.
Clarice Lispector - A hora da estrela.
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
CrisBiagio
 
Modernismo Brasileiro
Modernismo BrasileiroModernismo Brasileiro
Modernismo Brasileiro
Andrea Dressler
 
Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
eeadolpho
 
Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosa
Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosaGrande Sertão - Veredas (Guimarães rosa
Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosa
Adilson P Motta Motta
 
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Josie Ubiali
 
2ª Fase do Modernismo (Poesia)
2ª Fase do Modernismo (Poesia)2ª Fase do Modernismo (Poesia)
2ª Fase do Modernismo (Poesia)
rkhelena
 
Análise 'A cartomante'
Análise 'A cartomante'Análise 'A cartomante'
Análise 'A cartomante'
Ana Paula Ribeiro de Oliveira
 
Blog segunda fase modernista - prosa
Blog    segunda fase modernista - prosaBlog    segunda fase modernista - prosa
Blog segunda fase modernista - prosa
Luciene Gomes
 
3ª fase do modernismo - Clarice Lispector
3ª fase do modernismo - Clarice Lispector3ª fase do modernismo - Clarice Lispector
3ª fase do modernismo - Clarice Lispector
Colégio Santa Luzia
 
Parnasianismo
ParnasianismoParnasianismo
Parnasianismo
Walace Cestari
 
A geração de 45
A geração de 45A geração de 45
A geração de 45
Claudia Ribeiro
 

Mais procurados (20)

Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
 
Graciliano Ramos - Pesquisa 301
Graciliano Ramos - Pesquisa 301Graciliano Ramos - Pesquisa 301
Graciliano Ramos - Pesquisa 301
 
Clarice lispector- A hora da Estrela
Clarice lispector- A hora da EstrelaClarice lispector- A hora da Estrela
Clarice lispector- A hora da Estrela
 
João Guimarães Rosa
João Guimarães RosaJoão Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa
 
Triste fim de policarpo quaresma
Triste fim de policarpo quaresmaTriste fim de policarpo quaresma
Triste fim de policarpo quaresma
 
A hora da estrela
A hora da estrelaA hora da estrela
A hora da estrela
 
Análise da obra cinco minutos
Análise da obra cinco minutosAnálise da obra cinco minutos
Análise da obra cinco minutos
 
Angústia, de Graciliano Ramos
Angústia, de Graciliano RamosAngústia, de Graciliano Ramos
Angústia, de Graciliano Ramos
 
Clarice Lispector - A hora da estrela.
Clarice Lispector - A hora da estrela.Clarice Lispector - A hora da estrela.
Clarice Lispector - A hora da estrela.
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
Modernismo Brasileiro
Modernismo BrasileiroModernismo Brasileiro
Modernismo Brasileiro
 
Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
 
Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosa
Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosaGrande Sertão - Veredas (Guimarães rosa
Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosa
 
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)
 
2ª Fase do Modernismo (Poesia)
2ª Fase do Modernismo (Poesia)2ª Fase do Modernismo (Poesia)
2ª Fase do Modernismo (Poesia)
 
Análise 'A cartomante'
Análise 'A cartomante'Análise 'A cartomante'
Análise 'A cartomante'
 
Blog segunda fase modernista - prosa
Blog    segunda fase modernista - prosaBlog    segunda fase modernista - prosa
Blog segunda fase modernista - prosa
 
3ª fase do modernismo - Clarice Lispector
3ª fase do modernismo - Clarice Lispector3ª fase do modernismo - Clarice Lispector
3ª fase do modernismo - Clarice Lispector
 
Parnasianismo
ParnasianismoParnasianismo
Parnasianismo
 
A geração de 45
A geração de 45A geração de 45
A geração de 45
 

Destaque

Biografia Graciliano Ramos
Biografia Graciliano RamosBiografia Graciliano Ramos
Biografia Graciliano Ramos
Evonizio Castro
 
A segunda geração modernista no brasil
A segunda geração modernista no brasilA segunda geração modernista no brasil
A segunda geração modernista no brasil
Maria De Lourdes Ramos
 
Vidas secas
Vidas secas Vidas secas
Vidas secas
milton junior
 
Vanguardas européias
Vanguardas européiasVanguardas européias
Vanguardas européias
Silvanalucineisouto
 
São Bernardo, de Graciliano Ramos - análise
São Bernardo, de Graciliano Ramos - análiseSão Bernardo, de Graciliano Ramos - análise
São Bernardo, de Graciliano Ramos - análise
jasonrplima
 
Graciliano ramos
Graciliano ramosGraciliano ramos
Graciliano ramos
VeuDSilva
 
Graciliano ramos
Graciliano ramosGraciliano ramos
Graciliano ramos
marianaghani
 
São bernardo i graciliano ramos
São bernardo i  graciliano ramosSão bernardo i  graciliano ramos
São bernardo i graciliano ramos
Valéria Sousa
 
Regulamento 23º Festival de Poesia da UFMA
Regulamento 23º Festival de Poesia da UFMARegulamento 23º Festival de Poesia da UFMA
Regulamento 23º Festival de Poesia da UFMA
mavideosdebolso
 
Modernismo romance de 30
Modernismo   romance de 30Modernismo   romance de 30
Modernismo romance de 30
Cynthia Funchal
 
Slides Sesc
Slides SescSlides Sesc
Slides Sesc
guest70476b1
 
Vidas secas - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano RamosVidas secas - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano Ramos
Gustavo de Melo
 
Patativa
PatativaPatativa
Patativa
marciorosana
 
História de uma vida: Patativa do Assaré
História de uma vida: Patativa do AssaréHistória de uma vida: Patativa do Assaré
História de uma vida: Patativa do Assaré
Karen Santos
 
Patativa do assaré
Patativa do assaréPatativa do assaré
Patativa do assaré
Gabriella Bezerra de Lima
 
São bernardo especial
São bernardo especialSão bernardo especial
São bernardo especial
Ana Batista
 
Vidas secas de graciliano ramos
Vidas secas de graciliano ramosVidas secas de graciliano ramos
Vidas secas de graciliano ramos
Alef Santana
 
Sobre vidas secas -Graciliano Ramos
Sobre vidas secas -Graciliano RamosSobre vidas secas -Graciliano Ramos
Sobre vidas secas -Graciliano Ramos
julykathy
 
São Bernardo
São BernardoSão Bernardo
São Bernardo
Ana Batista
 
Resumo e resenha
Resumo e resenhaResumo e resenha
Resumo e resenha
Cynthia Funchal
 

Destaque (20)

Biografia Graciliano Ramos
Biografia Graciliano RamosBiografia Graciliano Ramos
Biografia Graciliano Ramos
 
A segunda geração modernista no brasil
A segunda geração modernista no brasilA segunda geração modernista no brasil
A segunda geração modernista no brasil
 
Vidas secas
Vidas secas Vidas secas
Vidas secas
 
Vanguardas européias
Vanguardas européiasVanguardas européias
Vanguardas européias
 
São Bernardo, de Graciliano Ramos - análise
São Bernardo, de Graciliano Ramos - análiseSão Bernardo, de Graciliano Ramos - análise
São Bernardo, de Graciliano Ramos - análise
 
Graciliano ramos
Graciliano ramosGraciliano ramos
Graciliano ramos
 
Graciliano ramos
Graciliano ramosGraciliano ramos
Graciliano ramos
 
São bernardo i graciliano ramos
São bernardo i  graciliano ramosSão bernardo i  graciliano ramos
São bernardo i graciliano ramos
 
Regulamento 23º Festival de Poesia da UFMA
Regulamento 23º Festival de Poesia da UFMARegulamento 23º Festival de Poesia da UFMA
Regulamento 23º Festival de Poesia da UFMA
 
Modernismo romance de 30
Modernismo   romance de 30Modernismo   romance de 30
Modernismo romance de 30
 
Slides Sesc
Slides SescSlides Sesc
Slides Sesc
 
Vidas secas - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano RamosVidas secas - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano Ramos
 
Patativa
PatativaPatativa
Patativa
 
História de uma vida: Patativa do Assaré
História de uma vida: Patativa do AssaréHistória de uma vida: Patativa do Assaré
História de uma vida: Patativa do Assaré
 
Patativa do assaré
Patativa do assaréPatativa do assaré
Patativa do assaré
 
São bernardo especial
São bernardo especialSão bernardo especial
São bernardo especial
 
Vidas secas de graciliano ramos
Vidas secas de graciliano ramosVidas secas de graciliano ramos
Vidas secas de graciliano ramos
 
Sobre vidas secas -Graciliano Ramos
Sobre vidas secas -Graciliano RamosSobre vidas secas -Graciliano Ramos
Sobre vidas secas -Graciliano Ramos
 
São Bernardo
São BernardoSão Bernardo
São Bernardo
 
Resumo e resenha
Resumo e resenhaResumo e resenha
Resumo e resenha
 

Semelhante a Graciliano ramos

3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase
3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase
3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase
jacsonufcmestrado
 
Aula 26 modernismo no brasil - 3ª fase
Aula 26   modernismo no brasil - 3ª faseAula 26   modernismo no brasil - 3ª fase
Aula 26 modernismo no brasil - 3ª fase
Jonatas Carlos
 
Capitulo 09 - Baleia
Capitulo 09 - Baleia Capitulo 09 - Baleia
Capitulo 09 - Baleia
Jordanna Dias Carvalhaes
 
Socialização 3° a vidas secas
Socialização 3° a vidas secasSocialização 3° a vidas secas
Socialização 3° a vidas secas
Aparecida Prado Gregio
 
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptxmodernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
VivianeSilva230677
 
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptxmodernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
VivianeSilva230677
 
Obra Vidas Secas
Obra Vidas SecasObra Vidas Secas
Obra Vidas Secas
Cesarguto
 
Respostas do roteiro de vidas secas
Respostas do roteiro de vidas secasRespostas do roteiro de vidas secas
Respostas do roteiro de vidas secas
BriefCase
 
Modernismo iii fase(7)
Modernismo iii fase(7)Modernismo iii fase(7)
Modernismo iii fase(7)
claudia murta
 
Segunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismoSegunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismo
Nádia França
 
2º tarefa do facegrupo
2º tarefa do facegrupo2º tarefa do facegrupo
2º tarefa do facegrupo
Gabriel Mendes
 
Atividade 02
Atividade 02Atividade 02
Atividade 02
Reberth Siqueira
 
Livros da literatura brasileira
Livros da literatura brasileiraLivros da literatura brasileira
Livros da literatura brasileira
Joao Vitor Ckp
 
Livros essenciais da literatura brasileira
Livros essenciais da literatura brasileiraLivros essenciais da literatura brasileira
Livros essenciais da literatura brasileira
Thalita Dias
 
Trabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefaTrabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefa
1998-0206
 
Modernismo Segunda Fase Brasil
Modernismo Segunda Fase BrasilModernismo Segunda Fase Brasil
Modernismo Segunda Fase Brasil
ggmota93
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
manuudias
 
10 livros para se ler
10 livros para se ler10 livros para se ler
10 livros para se ler
David Souza
 
1º resumo lp
1º resumo lp1º resumo lp
1º resumo lp
Ana Borges
 
Primeiras estórias, de Guimarães Rosa - análise
Primeiras estórias, de Guimarães Rosa - análisePrimeiras estórias, de Guimarães Rosa - análise
Primeiras estórias, de Guimarães Rosa - análise
jasonrplima
 

Semelhante a Graciliano ramos (20)

3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase
3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase
3373897 literatura-aula-26-modernismo-no-brasil-3-fase
 
Aula 26 modernismo no brasil - 3ª fase
Aula 26   modernismo no brasil - 3ª faseAula 26   modernismo no brasil - 3ª fase
Aula 26 modernismo no brasil - 3ª fase
 
Capitulo 09 - Baleia
Capitulo 09 - Baleia Capitulo 09 - Baleia
Capitulo 09 - Baleia
 
Socialização 3° a vidas secas
Socialização 3° a vidas secasSocialização 3° a vidas secas
Socialização 3° a vidas secas
 
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptxmodernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
 
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptxmodernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
modernismo-2a-fase-30-a-45.pptx
 
Obra Vidas Secas
Obra Vidas SecasObra Vidas Secas
Obra Vidas Secas
 
Respostas do roteiro de vidas secas
Respostas do roteiro de vidas secasRespostas do roteiro de vidas secas
Respostas do roteiro de vidas secas
 
Modernismo iii fase(7)
Modernismo iii fase(7)Modernismo iii fase(7)
Modernismo iii fase(7)
 
Segunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismoSegunda fase-modernismo
Segunda fase-modernismo
 
2º tarefa do facegrupo
2º tarefa do facegrupo2º tarefa do facegrupo
2º tarefa do facegrupo
 
Atividade 02
Atividade 02Atividade 02
Atividade 02
 
Livros da literatura brasileira
Livros da literatura brasileiraLivros da literatura brasileira
Livros da literatura brasileira
 
Livros essenciais da literatura brasileira
Livros essenciais da literatura brasileiraLivros essenciais da literatura brasileira
Livros essenciais da literatura brasileira
 
Trabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefaTrabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefa
 
Modernismo Segunda Fase Brasil
Modernismo Segunda Fase BrasilModernismo Segunda Fase Brasil
Modernismo Segunda Fase Brasil
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
10 livros para se ler
10 livros para se ler10 livros para se ler
10 livros para se ler
 
1º resumo lp
1º resumo lp1º resumo lp
1º resumo lp
 
Primeiras estórias, de Guimarães Rosa - análise
Primeiras estórias, de Guimarães Rosa - análisePrimeiras estórias, de Guimarães Rosa - análise
Primeiras estórias, de Guimarães Rosa - análise
 

Último

Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e MateusAtividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
Mary Alvarenga
 
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdfCADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
NatySousa3
 
Pintura Romana .pptx
Pintura Romana                     .pptxPintura Romana                     .pptx
Pintura Romana .pptx
TomasSousa7
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
DeuzinhaAzevedo
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
Manuais Formação
 
Aula01 - ensino médio - (Filosofia).pptx
Aula01 - ensino médio - (Filosofia).pptxAula01 - ensino médio - (Filosofia).pptx
Aula01 - ensino médio - (Filosofia).pptx
kdn15710
 
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdfEJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
Escola Municipal Jesus Cristo
 
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptxApresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
JulianeMelo17
 
iNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdf
iNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdfiNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdf
iNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdf
andressacastro36
 
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdfBiologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
Ana Da Silva Ponce
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
AdrianoMontagna1
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
RenanSilva991968
 
Química orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptxQuímica orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptx
KeilianeOliveira3
 
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
Mary Alvarenga
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
DanielCastro80471
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
profesfrancleite
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
sthefanydesr
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
Manuais Formação
 
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
Escola Municipal Jesus Cristo
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
analuisasesso
 

Último (20)

Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e MateusAtividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
 
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdfCADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
 
Pintura Romana .pptx
Pintura Romana                     .pptxPintura Romana                     .pptx
Pintura Romana .pptx
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
 
Aula01 - ensino médio - (Filosofia).pptx
Aula01 - ensino médio - (Filosofia).pptxAula01 - ensino médio - (Filosofia).pptx
Aula01 - ensino médio - (Filosofia).pptx
 
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdfEJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
 
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptxApresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
 
iNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdf
iNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdfiNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdf
iNTRODUÇÃO À Plantas terrestres e Plantas aquáticas. (1).pdf
 
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdfBiologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
 
Química orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptxQuímica orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptx
 
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
 
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
 

Graciliano ramos

  • 2. O autor • Graciliano Ramos de Oliveira foi um romancista, cronista, contista e jornalista do século XX, mais conhecido por seu livro Vidas Secas (1938)
  • 3. Obra de referência O livro, narrado em terceira pessoa, aborda uma família de retirantes do sertão brasileiro condicionada a sua vida subumana, diante de problemas sociais como a seca, a pobreza, e a fome, e, consecutivamente, no caleidoscópio de sentimentos e emoções que essa sua condição lhe obriga a viver e a procurar meios de sobrevivência, criando, assim, uma ligação ainda muito forte com a situação social do Brasil hoje.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
  • 7. Estrutura da narrativa • No que diz respeito à estrutura, o livro apresenta treze capítulos, dentre os quais alguns podem até ser lidos em outra ordem (romance desmontável). • Entretanto, alguns capítulos, como o primeiro, "mudança", e o último, "fuga", devem ser lidos nesta ordem. Esses dois capítulos reforçam a ideia de que toda a miséria que circunda os personagens de "Vidas Secas" representa um ciclo, em que, quando menos se espera, a situação se agrava e a família é obrigada a se retirar, repetidas e repetidas vezes.
  • 8. A pobreza na literatura • A obra de Graciliano pode ser considerada um marco para a literatura brasileira, em especial o Modernismo Brasileiro, visto que há a implícita (e, em alguns casos, até explícita) crítica social a toda pobreza no sertão nordestino, que atinge uma boa parcela da população, e que, de fato, acaba por prejudicar todo o país, impedindo maiores desenvolvimentos. • Há a tentativa, portanto, de se mostrar a desarticulação dessa região com o resto do país (um Brasil pobre dentro de todo o Brasil).
  • 9. Título : chave interpretativa • O próprio título da obra, se analisado corretamente, nos dará pistas importantes da mensagem que Graciliano quer passar: "Vidas" se opõe a "Secas" pois a primeira tem sentido de abundância, enquanto, a segunda, de vazio, de falta, configurando um paradoxo. • Além disso, denotativamente, o adjetivo "secas" se refere a "vidas", e, dessa forma, teria o sentido de que a família sofre com a seca. • Por outro lado, conotativamente, pode-se relacionar aquele adjetivo a uma vida privada, miserável.
  • 10. Principais características • Nesta obra não é a personagem que ressalta nele, mas o narrador que se faz sentir pelo discurso indireto, construído em frases curtas, incisivas, enxutas, quase sempre em períodos simples. • A obra pertence a um gênero intermediário entre romance e livro de contos. • Possui 13 capítulos até certo ponto autônomos, mas que se ligam pela repetição de alguns motivos e temas, como a paisagem árida, a zoomorfização das criaturas, os pensamentos fragmentados das personagens e seu conseqüente problema de linguagem. Também as personagens são focalizadas uma por vez, o que mostra o afastamento existente entre elas. Cada uma tem sua vida particular, acentuando-se a solidão em que vivem. • Vidas Secas é, portanto, a dramática descrição de pessoas que não conseguem comunicar-se. • Nem os opressores comunicam-se com os oprimidos, nem cada grupo comunica-se entre si. • A nota predominante do livro é o desencontro dos seres. • Os diálogos são raros e as palavras ou frases que vêm diretamente da boca das personagens são apenas xingatórios, exclamações, ou mesmo grunhidos. • A terra é seca, mas sobretudo o homem é seco.
  • 11. João Cabral de Melo Neto • João Cabral de Mello Neto nasceu em Recife, Pernambuco, em 1920. • Poeta e diplomata, ingressou no Itamaraty em 1945. Em 1947, vai à Barcelona, ocupando-se da divulgação da cultura brasileira. Foi cônsul na Inglaterra (Londres e Liverpool), França (Marselha), Espanha (Madrid, Sevilha e Barcelona) e Suíça (Genebra). É, também, membro da Academia Brasileira de Letras.
  • 12.
  • 13. Interesse poético • Mostra-se interessado em afastar o sentimentalismo de seus versos. • Todo seu trabalho está marcado pela preocupação formal. •
  • 14. • Sua poética é auto-explicativa e sua principal temática é a reflexão do fazer poético em que a linguagem aparece reduzida ao essencial. Morte e Vida Severina, "auto de Natal pernambucano", é, segundo Alfredo Bosi, "o seu poema longo mais equilibrado entre rigor formal e temática participante". Fonte: USP
  • 15. Trecho de início da obra • O meu nome é Severino, como não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias.