Do medo construir escadas
Uma abordagem à Educação Sexual em meio escolar

                            Formadora: Mafalda Branco
                                        Março | 2012
“A alegria não está nas coisas,
                 está em nós.”


                         Goethe
“É preciso coragem para crescer e
tornar-se o que você realmente é.“


                      E. E. Cummings
DESAFIO




          http://lugaraoafecto.blogspot.com/
A vida vive-se por etapas.
A sexualidade também…
AINDA NO ÚTERO…

• O sistema de resposta sexual começa-se a
desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados
do período de gestação;


• A resposta eréctil começa a aparecer mais ou
menos às 16 semanas;


• Pensa-se que a capacidade de lubrificação nos fetos
do sexo feminino se inicia também nesta altura
(embora não seja imediatamente observável).
DO NASCIMENTO AO 2.º ANO

• Importância das figuras de apego nos processos de
vinculação;


• Actividades rítmicas de satisfação oral – mamar,
chupar no dedo – que podem ser entendidas como
actividades eróticas não genitais;


• Exploração de diferentes partes do corpo, incluindo
os genitais.
DOS 2 AOS 6 ANOS


• Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano;
• Mostram o corpo e encaram o corpo do outro de
forma espontânea;
• Curiosidade pelo corpo da mãe e do pai e pelas
diferenças anatómicas entre os dois sexos;
• É a fase dos “porquês”;
• Sentem curiosidade em relação à sua origem;
• Por volta dos 6 anos inicia-se o processo natural de
construção do pudor.
DOS 6 AOS 12 ANOS

• Jogos sexuais infantis – exploração do corpo;
• Jogo do “faz-de-conta” – continuam a fazer a
exploração sexual;
• Mantém-se a curiosidade;
• Constituem grupos do mesmo sexo;
• Iniciam a selecção de amizades;
• Utilizam palavras relativas à sexualidade, mesmo sem
lhes conhecerem o sentido;
• Apaixonam-se frequentemente por pessoas mais
velhas (estrelas de cinema, jogadores de futebol, etc.).
ADOLESCÊNCIA


• Alterações pubertárias;
• O grupo assume um lugar privilegiado;
• Identidade, autonomia pessoal;
• Fantasias eróticas;
• Descoberta do próprio corpo – masturbação;
• Petting;
• Início da actividade sexual.
GÉNERO

A   expressão    “sexo”     é   uma   designação
biológica: sexo masculino e feminino. Quando
nascemos somos “meninos” ou “meninas”.



É utilizada para mencionar e comparar os
indivíduos com base na respectiva pertença a
uma das duas categorias demográficas possíveis,
em virtude das suas características biológicas:
sexo masculino e sexo feminino (Deaux, 1985,
citado por Vieira, 2006).
GÉNERO

A expressão “género” é o papel que a sociedade
atribui ao sexo masculino e feminino. É o que a
sociedade espera do rapaz e da rapariga, por
terem nascido com o sexo masculino e feminino.



Tem a ver com crenças que definem o que é
masculinidade e feminilidade, bem como com
expectativas criadas pelos próprios pais à volta
do que será e fará o seu filho se for rapaz ou
rapariga (Pereira e Freitas, 2001).

             “Era uma vez outra Maria”
               Diferenças de género
ESTEREÓTIPOS DE GÉNERO



                           São representações
                    generalizadas e socialmente
                   valorizadas acerca do que os
                         homens e as mulheres
                          devem ser (traços de
                     género) e fazer (papéis de
                                      género).
PROVÉRBIOS


“À mulher roca e ao marido espada.”
“Mulher ao volante, perigo constante.”
“A casa é das mulheres e a rua é dos homens.”
“Do homem a praça, da mulher a casa.”
“Mulher sem marido, barco sem leme.”
“Homem com fala de mulher nem Diabo o quer.”
“Vinho, mulheres e tabaco põem o homem fraco.”
“Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova.”
Por onde ir?...
INTERDISCIPLINARIDADE
METODOLOGIAS
DINÂMICAS DE GRUPO

Vantagens:


• descontracção
• comunicação
• expressão afectiva
• interacção/ integração grupal
• cooperação
• polaridade
• auto-estima
• auto-conhecimento
•…
DINÂMICAS DE GRUPO

Papel do moderador:


•   Facilitar o desenrolar da dinâmica, mais do que
    orientar;
•   Evitar dar conselhos;
•   Evitar intervir com exposições teóricas;
•   Criar um clima de confiança total entre os
    elementos do grupo;
•   Observar (Elementos líder? Elementos
    isolados? Rejeição? Dificuldades do grupo ou
    individuais).
TÉCNICAS EM EDUCAÇÃO SEXUAL




Técnicas de informação;

Técnicas de clarificação e debate de opiniões,
valores e atitudes;

Técnicas de treino de competências;

Técnicas de descontracção.
PALAVRAS NEUTRAS




    Técnica de clarificação e debate de opiniões, valores e atitudes

10 março

  • 1.
    Do medo construirescadas Uma abordagem à Educação Sexual em meio escolar Formadora: Mafalda Branco Março | 2012
  • 2.
    “A alegria nãoestá nas coisas, está em nós.” Goethe
  • 3.
    “É preciso coragempara crescer e tornar-se o que você realmente é.“ E. E. Cummings
  • 4.
    DESAFIO http://lugaraoafecto.blogspot.com/
  • 5.
    A vida vive-sepor etapas. A sexualidade também…
  • 6.
    AINDA NO ÚTERO… •O sistema de resposta sexual começa-se a desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados do período de gestação; • A resposta eréctil começa a aparecer mais ou menos às 16 semanas; • Pensa-se que a capacidade de lubrificação nos fetos do sexo feminino se inicia também nesta altura (embora não seja imediatamente observável).
  • 7.
    DO NASCIMENTO AO2.º ANO • Importância das figuras de apego nos processos de vinculação; • Actividades rítmicas de satisfação oral – mamar, chupar no dedo – que podem ser entendidas como actividades eróticas não genitais; • Exploração de diferentes partes do corpo, incluindo os genitais.
  • 8.
    DOS 2 AOS6 ANOS • Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano; • Mostram o corpo e encaram o corpo do outro de forma espontânea; • Curiosidade pelo corpo da mãe e do pai e pelas diferenças anatómicas entre os dois sexos; • É a fase dos “porquês”; • Sentem curiosidade em relação à sua origem; • Por volta dos 6 anos inicia-se o processo natural de construção do pudor.
  • 9.
    DOS 6 AOS12 ANOS • Jogos sexuais infantis – exploração do corpo; • Jogo do “faz-de-conta” – continuam a fazer a exploração sexual; • Mantém-se a curiosidade; • Constituem grupos do mesmo sexo; • Iniciam a selecção de amizades; • Utilizam palavras relativas à sexualidade, mesmo sem lhes conhecerem o sentido; • Apaixonam-se frequentemente por pessoas mais velhas (estrelas de cinema, jogadores de futebol, etc.).
  • 10.
    ADOLESCÊNCIA • Alterações pubertárias; •O grupo assume um lugar privilegiado; • Identidade, autonomia pessoal; • Fantasias eróticas; • Descoberta do próprio corpo – masturbação; • Petting; • Início da actividade sexual.
  • 11.
    GÉNERO A expressão “sexo” é uma designação biológica: sexo masculino e feminino. Quando nascemos somos “meninos” ou “meninas”. É utilizada para mencionar e comparar os indivíduos com base na respectiva pertença a uma das duas categorias demográficas possíveis, em virtude das suas características biológicas: sexo masculino e sexo feminino (Deaux, 1985, citado por Vieira, 2006).
  • 12.
    GÉNERO A expressão “género”é o papel que a sociedade atribui ao sexo masculino e feminino. É o que a sociedade espera do rapaz e da rapariga, por terem nascido com o sexo masculino e feminino. Tem a ver com crenças que definem o que é masculinidade e feminilidade, bem como com expectativas criadas pelos próprios pais à volta do que será e fará o seu filho se for rapaz ou rapariga (Pereira e Freitas, 2001). “Era uma vez outra Maria” Diferenças de género
  • 13.
    ESTEREÓTIPOS DE GÉNERO São representações generalizadas e socialmente valorizadas acerca do que os homens e as mulheres devem ser (traços de género) e fazer (papéis de género).
  • 14.
    PROVÉRBIOS “À mulher rocae ao marido espada.” “Mulher ao volante, perigo constante.” “A casa é das mulheres e a rua é dos homens.” “Do homem a praça, da mulher a casa.” “Mulher sem marido, barco sem leme.” “Homem com fala de mulher nem Diabo o quer.” “Vinho, mulheres e tabaco põem o homem fraco.” “Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova.”
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
    DINÂMICAS DE GRUPO Vantagens: •descontracção • comunicação • expressão afectiva • interacção/ integração grupal • cooperação • polaridade • auto-estima • auto-conhecimento •…
  • 19.
    DINÂMICAS DE GRUPO Papeldo moderador: • Facilitar o desenrolar da dinâmica, mais do que orientar; • Evitar dar conselhos; • Evitar intervir com exposições teóricas; • Criar um clima de confiança total entre os elementos do grupo; • Observar (Elementos líder? Elementos isolados? Rejeição? Dificuldades do grupo ou individuais).
  • 20.
    TÉCNICAS EM EDUCAÇÃOSEXUAL Técnicas de informação; Técnicas de clarificação e debate de opiniões, valores e atitudes; Técnicas de treino de competências; Técnicas de descontracção.
  • 21.
    PALAVRAS NEUTRAS Técnica de clarificação e debate de opiniões, valores e atitudes