Conflitos de Interesse na Medicina

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Apresentação no III Congresso Sul-Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade

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Conflitos de Interesse na Medicina

  1. 1. Guilherme Brauner Barcellos - 2012
  2. 2. Quem sou eu?  Médico intensivista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre  Iniciativas em prol de educação médica mais independente:  Congressos médicos sem participação da indústria farmacêutica  Eventos específicos sobre o tema:  Bob Goodman – No Free Lunch – 2006  Edwin Gale - 2010  Criador e coordenador até final de 2010 da Campanha Alerta – www.campanhaalerta.com.br  Agora com www.alertaindependente.blogspot.com
  3. 3. www.campanhaalerta.com.br
  4. 4. Folha de São Paulo: Médico faz evento sem verba de laboratórios em Florianópolis - 16/11/2010
  5. 5. Indústria Farmacêutica: Lobos em pele de cordeiro? Importância da indústria farmacêutica: ☺Geração de renda e empregos  Pesquisa Economia da Saúde, uma Perspectiva Macroeconômica 2000 - 2005, recentemente divulgada pelo IBGE: 112 mil postos de trabalho ☺Descobertas, avanços científicos
  6. 6. Indústria Farmacêutica  Muitas vezes apenas estabelece ações ao encontro de sua missão e visão. O comércio e a promoção são obrigações das farmacêuticas.  Em outras ocasiões têm ultrapassado limites éticos e morais. Assim como os médicos.  Nossa obrigação como corporação: Discutir potenciais efeitos negativos de uma estratégia de marketing que em 2002, nos EUA, determinou um gasto médio de U$ 10.000/médico/ano e maneiras de manter “cada um no seu quadrado”.
  7. 7. Revista Ser Médico – CREMESP Como podemos avançar nesta discussão a partir de 5 diferentes perspectivas....  Descriminalização do debate  Foco no problema  Menos críticas e mais hipóteses, em busca por soluções.  Mais ciência e menos “achismo”: testar, avaliar, rediscutir, modificar.  Mudança de cultura em todos os níveis
  8. 8. Como lidamos com Conflitos de Interesse: 1. Declaração de conflitos de interesse 2. Declaração de conflitos de interesse 3. Declaração de conflitos de interesse 4. Declaração de conflitos de interesse 5. Declaração de conflitos de interesse 6. Declaração de conflitos de interesse 7. Declaração de conflitos de interesse 8. Declaração de conflitos de interesse 9. Declaração de conflitos de interesse 10. Declaração de conflitos de interesse
  9. 9. Descriminalização do debate  Para lugar nenhum iremos quando se busca somente e obsessivamente os “médicos corruptos”. Isto apenas aumenta a cortina de fumaça sobre o tema.  É preciso compreender como efetivamente as relações de dão no varejo.  A cadeia de causalidade que vai do patrocínio à prescrição é longa, complexa, difícil de delinear e compreender e, se jogada no terreno da moralidade, geradora de barreiras cognitivas que tornam os profissionais impermeáveis ao debate.  Necessitamos de fóruns de discussão e avaliação de caráter não punitivo. Que AJUDEM os médicos a compreender e administrar eticamente estas relações. A mediar conflitos de interesse que, per se, não podem ser caracterizados como antiéticos ou imorais, sob pena de criminalização do cotidiano das relações humanas.
  10. 10. • “ Lapsos éticos quase nunca são casos de pessoas ruins, tomando atitudes ruins, por motivos ruins. Ao contrário, são boas pessoas, fazendo coisas ruins, por bons motivos.”
  11. 11. Foco no problema  Tem sido freqüente a instrumentalização desse debate por ativismos de todo tipo (anti-capitalismo, anti- Medicina, anti-medicações, anti-psiquiatria, e suas contrapartes), produzindo um cenário confuso, que inviabiliza a construção de um espaço de “ética possível”, como se houvesse uma condição ideal a priori, da qual não se pode abrir mão.  A ética das relações humanas é uma construção histórica e social, portanto é possível sua existência em qualquer tempo, lugar ou sistema econômico.
  12. 12. Menos críticas e mais hipóteses, em busca por soluções.  Qual o valor e a eficácia das declarações de conflitos?  Quais as interfaces eticamente admissíveis? Quais os limites de cada interface e da relação delas com o todo?  Como garantir Diretrizes de maior qualidade e credibilidade?  E na educação médica (básica ou continuada) e nos congressos, simpósios satélites, e áreas de exposição, o que pode e o que não pode? Como verdadeiramente garantir que essas orientações sejam efetivas?  Precisamos de novos modelos de financiamento para os eventos? Fundo único para os eventos anuais das sociedades oficiais e que emitem pontuação para a recertificação do título de especialista?  Como pontua aquele profissional que já não aceita viagens e desejaria atualização profissional mais independente da indústria?  O principal conflito de interesse a ser trabalhado entre os médicos é realmente o financeiro, ou o que envolve facilidades para reconhecimento e status?
  13. 13. Mais ciência e menos “achismo”: testar, avaliar, rediscutir, modificar.  Experiências com a indústria farmacêutica  Experiência com o PASHA2010  Experiência com Portal de Educação Continuada
  14. 14. Mudança de cultura em TODOS os níveis  Quem ocupa cargos de lideranças teria automaticamente maior capacidade de gerenciar conflitos de interesse ?  A regulação tem que começar por quem tem mais poder e transbordar para o dia-a-dia do médico mais comum.  É um equívoco supervalorizarem o efeito do presente recebido pessoalmente do laboratório, em detrimento dos grandes financiamentos “institucionais”.
  15. 15. É preciso avançar! E sejamos protagonistas deste movimento, para sermos vistos como parte da solução – e não como o problema em si. OBRIGADO ! www.alertaindependente.blogspot.com

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