Histórico das PICs

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Curso Gestão de Práticas Integrativas - Etapa 1 - Histórico das PICs

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Histórico das PICs

  1. 1. Histórico Da Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia, Medicina Antroposófica e Termalismo
  2. 2. I. Histórico da AcupunturaI. Histórico da Acupuntura  Conceito: técnica milenar de inserção de agulhas em pontos específicos chamados de “Acupontos” e em vários níveis de profundidade da pele.  Faz parte da Medicina Tradicional Chinesa juntamente com outras técnicas, quais sejam: Auriculoterapia; Gua- Sha (raspagem da pele); aquecimento (moxabustão); Fitoterapia (farmacoterapia); Tui-na (massagem terapêutica manipulativa) e Liang gong (ginástica terapêutica) e a utilização de laser.
  3. 3. Histórico da AcupunturaHistórico da Acupuntura  Provável origem: de acordo com Ramey (2004) e Ernst (2006), remonta ao período neolítico (8000-5000 a.C.), com a prática da tatuagem, dos rituais de sangue, da perfuração da pele e introdução de adereços no corpo, em práticas de magia e curas xamânicas, com o intuito de proteção contra a possessão demoníaca e cura.
  4. 4. Histórico da AcupunturaHistórico da Acupuntura  Rituais de sangrias e punção de abcessos: uso provável de pedras e ossos afiados descobertos na China, de aproximadamente 6000 aC, que foram interpretados como instrumentos de Acupuntura (Epler, 1980; Ma, 1992; Huang, 1996 Basser 1999).  Agulhamento: ajustaria o fluxo vital da substância sutil chamada Qi no corpo, que circularia numa rede de 12 "canais" principais: os meridianos.
  5. 5. Histórico da AcupunturaHistórico da Acupuntura  Fonte primária: Manual de Medicina Interna “Huang Di Nei Jing” também conhecido como o “Cânone do Imperador Amarelo” no século 2 aC  Década de 1950 – introduzida no Brasil por Frederico Spaeth, fisioterapeuta e massoterapeuta. Criação do ensino irrestrito aos profissionais de saúde ao ministrar o primeiro Curso de Formação em Acupuntura.
  6. 6. Histórico da AcupunturaHistórico da Acupuntura  1961 – é fundado o Instituto Brasileiro de Acupuntura (IBRA), de onde sairia mais tarde a primeira diretoria da Associação Brasileira de Acupuntura (ABA).  1972 - a Acupuntura vive grande impulso em nível mundial.  2006 – é incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. O PL 7703/2006 tenta tornar a aplicação da acupuntura exclusiva à classe médica.  2007 - ABA inicia uma nova turma, aberta para médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, dentistas e demais profissionais da área da saúde.
  7. 7. II. Histórico da FitoterapiaII. Histórico da Fitoterapia  Conceito: é a terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal (BRASIL, 2006).
  8. 8. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  Primeiros manuscritos: Papiro de Ebers (1500 aC.), que descreve centenas de plantas medicinais.  No Egito, várias plantas são mencionadas nos papiros e na Grécia, Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais.
  9. 9. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  Hipócrates (460-361 aC.) utilizava drogas de origem vegetal em seus pacientes e deixou a obra Corpus Hippocraticum, considerada a mais clara e completa da Antiguidade no que se refere à utilização de plantas medicinais (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALONSO, 1998; WAGNER e WISENAUER, 2006).
  10. 10. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  No mundo, a Fitoterapia desenvolveu-se dentro das Medicinas Chinesa e Ayurvédica. A Fitomedicina na Europa tornou-se uma forma de tratamento predominante.  No Brasil, a terapêutica popular foi desenvolvida com as contribuições dos negros, indígenas e portugueses (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALVIM et al. 2006; WAGNER e WISENAUER, 2006)
  11. 11. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  A partir do século XX, o desenvolvimento da indústria farmacêutica e os processos de produção sintética dos princípios ativos existentes nas plantas contribuíram para a desvalorização do conhecimento tradicional (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALONSO, 1998; WAGNER e WISENAUER, 2006).
  12. 12. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  Ao final da década de 1970, a Organização Mundial da Saúde (OMS) cria o Programa de Medicina Tradicional, com objetivos de proteger e promover a saúde dos povos do mundo, incentivando a preservação da cultura popular sobre os conhecimentos da utilização de plantas medicinais e da Medicina Tradicional (BRASIL, 2006; WHO, 2002;)
  13. 13. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  A OMS lançou três volumes de monografias de plantas medicinais, fruto de uma ampla revisão sistemática da literatura científica e revisão de especialistas do mundo inteiro, com objetivos de auxiliar a segurança e efetividade no uso da Fitoterapia nos sistemas de saúde (WHO, 1999; WHO, 2001; WHO, 2007).
  14. 14. Histórico da FitoterapiaHistórico da Fitoterapia  2006: foi criado no Brasil o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, com objetivo de “garantir à população brasileira o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional” (BRASIL, 2006).
  15. 15. III. Histórico da HomeopatiaIII. Histórico da Homeopatia  Conceito: sistema terapêutico que tem como base o princípio da semelhança enunciado por Hipócrates, no séc. IV aC., e mais tarde desenvolvido por Samuel Hahnemann no séc. XVIII.  Segundo Black (1994), embora não se possa comparar a antiguidade da homeopatia com a medicina chinesa ou indiana, ela é a modalidade estabelecida de Medicina Alternativa e Complementar mais antiga da Europa.
  16. 16. Histórico da HomeopatiaHistórico da Homeopatia  Hahnemann acreditava que se o paciente tinha uma doença, ela poderia ser curada com uma medicina que, se fosse ministrada a uma pessoa saudável, poderia produzir sintomas semelhantes àquela mesma doença, mas num nível mais suave.  1939 - o “Food, Drug and Cosmetic Act” dos EEUU permitia a venda livre de remédios homeopáticos no mercado. Cinco hospitais homeopáticos foram fundados no Reino Unido, em Londres e Glasgow, com unidades de internação.
  17. 17. Histórico da HomeopatiaHistórico da Homeopatia  1840 – chegou ao Brasil, com a vinda de especialistas franceses, tornando-se rapidamente uma opção de tratamento à medicina oficial vigente;  1912 - Faculdade Hahnemanniana, criada pelo Instituto Hahnemanniano;  1923 - o Conselho Superior de Ensino solicitou a mudança do nome para Escola de Medicina e Cirurgia do Instituto Hahnemanniano do Rio de Janeiro;  1932 - o Conselho Nacional de Educação determinou que o ensino da homeopatia se tornasse facultativo na referida Escola de Medicina. A homeopatia irá decair neste período e ressurge nos anos 1970.
  18. 18. Histórico da HomeopatiaHistórico da Homeopatia  1952 - foi tornado obrigatório o ensino da Farmacotécnica Homeopática em todas as faculdades de farmácia do Brasil.  1976 - foi oficializada a Farmacopeia Homeopática Brasileira.  1980 - a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira (AMB) e, no ano seguinte, o Conselho Federal de Medicina (CFM) a incluiu no rol de suas especialidades.
  19. 19. Histórico da HomeopatiaHistórico da Homeopatia  2006 - é incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (SUS).  Atualmente, as 10 doenças mais tratadas por homeopatas (em ordem de frequência) são: asma, depressão, otite média, rinite alérgica, dor de cabeça e enxaqueca, desordens neuróticas, alergias não específicas, artrite e hipertensão.
  20. 20. IV. Histórico da Medicina AntroposóficaIV. Histórico da Medicina Antroposófica (MA)(MA)  A MA nasce do movimento antroposófico que o filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) fundou como um ramo dissidente da Sociedade Teosófica. Sua filosofia se baseia numa síntese de pensamentos de Goethe, esoterismo germânico do início do século XX e esoterismo oriental.  Ita Wegman (1874-1943) desenvolveu as bases desta medicina, que combina homeopatia europeia, plantas medicinais, elementos provenientes de minerais e animais, remédios naturais e elementos alopáticos.
  21. 21. Histórico da Medicina AntroposóficaHistórico da Medicina Antroposófica  No Brasil: a chegada da Antroposofia ocorreu no período pós 1ª Guerra Mundial, com a formação de áreas colonizadas por imigrantes alemães na região sudeste do Brasil, com destaque para a região sul da cidade de São Paulo.  Dra. Gudrun K. Burkhard - pioneira do movimento médico antroposófico é a formada pela Universidade de São Paulo, começando a clinicar em 1956.
  22. 22. Histórico da Medicina AntroposóficaHistórico da Medicina Antroposófica  1969 - 1ª clínica: com o apoio da Associação Beneficente Tobias, a Dra. Gudrun inaugura a primeira clínica de Medicina Antroposófica no Brasil (Clínica Tobias), situada em São Paulo, com oito leitos para internação;  1982 - nasce a Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA);  1993 - após processo consulta 1818/93 ao CFM (Conselho Federal de Medicina), a Medicina Antroposófica é reconhecida como prática médica através do parecer 21/93.
  23. 23. Histórico da Medicina AntroposóficaHistórico da Medicina Antroposófica  2006 - é incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares como observatório.  Em Belo Horizonte a MA está inserida no SUS, bem como em São João del Rey e em Juiz de Fora. Em São Paulo é aplicada no Ambulatório Social da Associação Monte Azul.
  24. 24. V. Histórico do Termalismo/CrenoterapiaV. Histórico do Termalismo/Crenoterapia  Conceito: o uso das Águas Minerais para tratamento de saúde é um procedimento dos mais antigos, utilizado desde a época do Império Grego. Foi descrita por Heródoto (450 a.C.), autor da primeira publicação científica termal.  Termalismo: compreende as diferentes maneiras de utilização da água mineral e sua aplicação em tratamentos de saúde.  Crenoterapia: consiste na indicação e uso de águas minerais com finalidade terapêutica atuando de maneira complementar aos demais tratamentos de saúde.
  25. 25. Histórico do Termalismo/CrenoterapiaHistórico do Termalismo/Crenoterapia  Na Europa: Espanha, França, Itália, Alemanha e Hungria e outros adotam, desde o início do século XX, o Termalismo Social como maneira de ofertar às pessoas idosas tratamentos em estabelecimentos termais especializados , seja para recuperar ou tratar sua saúde, assim como preservá-la.  No Brasil: a Crenoterapia foi introduzida junto com a colonização portuguesa. Durante algumas décadas foi disciplina conceituada e valorizada, presente em escolas médicas, como a UFMG e a UFRJ.
  26. 26. Histórico do Termalismo/Crenoterapia  Década de 1920: fundação da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro. Já havia um trabalho científico sobre as águas radioativas de Lindóia, Minas Gerais, realizado pelo médico cientista Dr. Celestino Bourroul.  1928 - a estância recebe a visita da renomada cientista polonesa, radicada na França, Madame Curie, Prêmio Nobel de Química.  1940 - O complexo hidrotermal do Barreiro, em Araxá é inaugurado. Neste ano, pesquisadores publicam os resultados da análise de águas minerais feitas pelo IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP.
  27. 27. Histórico do Termalismo/Crenoterapia  1964 – fundação da Estância Thermas Pousada do Rio Quente.  O Termalismo, contemplado nas resoluções Ciplan de 1988, manteve-se ativo em alguns serviços municipais de saúde de regiões com fontes termais como é o caso de Poços de Caldas, em Minas Gerais.  Década de 1990: a Medicina Termal passou a dedicar-se a abordagens coletivas, tanto de prevenção quanto de promoção e recuperação da saúde, inserindo neste contexto o conceito de Turismo Saúde e de Termalismo Social, cujo alvo principal é a busca e a manutenção da saúde.
  28. 28. Histórico do Termalismo/Crenoterapia  A resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 343, de 07 de outubro de 2004, fortalece as ações governamentais que envolvem a revalorização dos mananciais das águas minerais, o seu aspecto terapêutico, a definição de mecanismos de prevenção, fiscalização, controle, além do incentivo à realização de pesquisas na área (MS, 2006).  2006 - é incluído na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.
  29. 29. Referências bibliográficas: (ACUP) • Ernst E. Acupuncture a critical analysis. J Intern Med. 2006; 259(2): 125-137. • Ramey D, Buell PD. A true history of acupuncture. Focus Altern Complement Ther. 2004; 9: 269-273. • Epler D. Bloodletting in early Chinese medicine and its relation to the origin of acupuncture. Bull Hist Med. 1980; 54: 357-367. • Ma KW. The roots and development of Chinese acupuncture: from prehistory to early 20th century. Acupunct Med. 1992; 10(Suppl): 92-99. • Huang KC. Acupuncture: The Past and the Present. New York: Vantage; 1996. • Basser S. Acupuncture: a history. Sci Rev Altern Med. 1999; 3: 34-41. • Associação Brasileira de Acupuntura (ABA) – disponível em: • http://www.abapuntura.com.br/2011-10-26-20-37-46/2011-10-26-20-38- 55/historia-da- acupuntura.html [acesso 6 dez 2013].
  30. 30. Referências bibliográficas: (FITO) • ALMASSY JÚNIOR, Alexandre; LOPES, Reginalda Célia; ARMOND, Cíntia; da SILVA, Francieli; CASALI, Vicente Wagner Dias. Folhas de Chá – plantas medicinais na Terapêutica Humana. UFV: Viçosa, 2005. • ALONSO, Jorge. Tratado de Fitomedicina: Bases clínicas e farmacológicas. Argentina, Rosário: Corpus Libros, 1998. • ALVIM et al. O uso de plantas medicinais como recurso terapêutico: das influências da formação profissional às implicações éticas e legais de sua aplicabilidade como extensão da prática de cuidar realizada pela enfermeira. Latino-am Enfermagem, v.14, n.3, mai./jun. 2006. • Associação Paulista de Naturologia (Apanat), disponível em: http://www.apanat.org.br/site/fitoterapia/ [acesso em 6 dez 2013]. • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, DF, 2006b. • WAGNER, Hildebert e WISENAUER, Markus. Fitoterapia – Fitofármacos, Farmacologia e Aplicações Clínicas. 2.ed. São Paulo: Pharmabooks, 2006. • WHO. Guidelines for the appropriate use of herbal medicines. Manila: WHO, 1998. • ______. Who Monographs on Selected Medicinal Plants, v. 1. Geneva: WHO, 1999.; v.2. 2001; v.3. 2007. • ______. Traditional medicine strategy 2002-2005. Geneva, 2002.65p.
  31. 31. Referências bibliográficas: (Homeopatia) • http://www.amhb.org.br/conteudo/206/157/institucional.html http://homeopatia.bvs.br/php/level.php?lang=pt&component=35&item=2 • Irvine Loudon. A brief history of homeopathy. J R Soc Med. 2006 December; 99(12): 607– 610. • Black D. Complementary Medicine. In: Walter J, Walton L, Jeremiah A, Barondess JA, Lock S (eds). The Oxford Medical Companion. Oxford: Oxford University Press, 1994. Referências bibliográficas: (Medicina Antroposófica) • http://www.abmanacional.com.br/index.php?link=8&id=1 • http://www.abmarj.com.br/?pg=quem-somos • Referências bibliográficas: (Termalismo/Crenoterapia) • Brasil, MS. PNPIC, 2006 • Ortiz AD, Tuono B. et al. Reestruturação do Balneário para o atrativo turístico em Águas de São Pedro. Águas de S. Pedro, 2005. • Lima GTN. O natural e o construído: a estação balneárea de Araxá nos anos 1920-1940. Rev. Bras. Hist. [serial online] 2006, vol.26, n.51 [cited 2010-05-20], pp. 227-250 .

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