III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia 10/10/2011 - Guarulhos - SP Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Pro...
Do Saber Médico Popular à Fitoterapia   Apresentação Pessoal Bacharel em Ciências Sociais pela UFRJ/IFCS com concentração ...
III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia 10/10/2011 - Guarulhos - SP Dedicamos este trabalho aos seus verdadei...
Do Saber Médico Popular à Fitoterapia   Índice (1) <ul><li>1.  O Pensamento Mágico (1) </li></ul><ul><li>2.  O Pensamento ...
Do Saber Médico Popular à Fitoterapia  Índice (2) <ul><li>29.  Praticantes (Umbandista) </li></ul><ul><li>30.  Praticantes...
Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Índice (3) <ul><li>57.  História da  Fitoterapia  2 </li></ul><ul><li>58.  História ...
René Dubos (1901-1982) Um grande número de medicamentos ainda hoje em uso como o ópio, a quinina, a digitalina, a reserpin...
1. O Pensamento Mágico (1) A crença na magia não é muito diferente das crenças científicas, pois cada sociedade tem a sua ...
2. O Pensamento Mágico (2) O mago primitivo conhece a magia no seu aspecto prático; nunca analisa os processos mentais nos...
3. Os Princípios do Pensamento Mágico <ul><li>Princípio da Contiguidade </li></ul><ul><li>Princípio da Similaridade </li><...
4. O Princípio da Contiguidade (1) As bruxas medievais A antropofagia ritual dos tupinambá
5. O Princípio da Contiguidade (2)  Este princípio estabelece que tudo o que está em contato imediato com a pessoa – os de...
6.  Chelidonium majus  L. (1753) Celidônia, Figatil PAPAVERACEAE O princípio da similaridade
7.  Veratrum album  L. (1753) Heléboro Branco MELIANTHACEAE O princípio da similaridade
8.  Mandragora officinarum  L. (1753) Mandrágora SOLANACEAE O princípio da similaridade
9.  Panax ginseng  Meyer (1843) Ginseng SOLANACEAE O princípio da similaridade
10. O Princípio da Similaridade  Para definir o princípio da similaridade, basta dizer que o semelhante produz o semelhant...
11. O Princípio da Contrariedade (1)
12. O Princípio da Contrariedade (2) O princípio da contrariedade está ligado diretamente com o princípio da similaridade....
13. O Sistema Classificatório Popular (1) O sistema classificatório popular é utilizado para denominar doenças, plantas, a...
14. O Sistema Classificatório Popular (2) O sistema africano, através das diferentes línguas faladas pelas etnias trazidas...
15. A Medicina Indígena (1)
16. A Medicina Indígena (2)
17. A Medicina Indígena (3)
18. A Medicina Indígena (4)
19. A Medicina Indígena (5)
20. A Medicina Indígena (6)
21. A Medicina Indígena (7) A própria experiência ensinou aos rudes brasis que suas plantas medicinais não são eficazes em...
22. A Medicina Popular Brasileira  <ul><li>A  medicina popular é um saber construído e exercido por usuários e praticantes...
23. A Medicina Popular Primária  A medicina popular exercida pelos praticantes é resultado de experimentações intensas ao ...
24. A Medicina Popular Secundária  A medicina popular secundária, formada por usuários que não respeitam os rituais popula...
25. Os Praticantes da Medicina Popular <ul><li>O Mateiro </li></ul><ul><li>O Rezador </li></ul><ul><li>A Parteira Popular ...
26. Os Praticantes da Medicina Popular Mateiro O MATEIRO: é o coletor de ervas ou comerciante de ervas medicinais, geralme...
27. Os Praticantes da Medicina Popular Rezador O REZADOR: é o praticante que trata seus pacientes exclusivamente com rezas...
28. Os Praticantes da Medicina Popular Parteira Popular A PARTEIRA: é a praticante, obrigatoriamente do sexo feminino, que...
29. Os Praticantes da Medicina Popular Umbandista O UMBANDISTA: é o praticante que somente trata de seus pacientes através...
30. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (1) O RAIZEIRO: é o praticante que utiliza exclusivamente a matéria médica...
31. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (2) Joaquim, raizeiro e rezador da região de Citrolândia.  Profundo conhec...
32. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (3) Florentino, raizeiro  da região de Batinga - BA. Profundo conhecedor d...
33. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (4) Sinais, letras e figuras desenhadas na areia, para solicitar proteção ...
34. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (5) Teodoro – Trabalhou como guarda da reserva ambiental.  Profundo conhec...
35. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (6) Cabo Antônio, militar reformado, que manipulava preparados fitoterápic...
36. Os Praticantes da Medicina Popular Os praticantes da medicina popular no Brasil localizam-se geralmente na área rural ...
37. A Atuação dos Praticantes da Medicina Popular (1) - dispersão dos praticantes atuando de maneira isolada dos demais pr...
38. A Atuação dos Praticantes da Medicina Popular (2) - estruturalidade do pensamento médico popular seguindo os princípio...
39. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria– Dedaleira (1) Digitalis purpurea      digita...
40. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria–  Rauvolfia serpentina  (2) Rauvolfia serpenti...
41. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria –  Ephedra distachya  (3) Ephedra distachya   ...
42. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Quina peruana (4) Cinchona calisaya      qu...
43. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Curare Indígena (5) Strychnos toxifera     ...
44. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Ipecacuanha (6) Cephaelis ipecacuanha     e...
45. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Salgueiro Branco (7) Salix alba     ácido a...
46. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Quebra-Pedra (8) Phyllanthus niruri  (quebra...
47. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Espinheira-Santa (9) Maytenus ilicifolia  (e...
48. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Nim (10) Azadirachta indica  (nim)    prote...
49. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Sangue-de-Dragão (11) Croton urucurana  (san...
50. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria (12) Vacinação preventiva da varíola humana (a...
51. O Exercício da Fitoterapia (1) <ul><li>Medicina Popular. </li></ul><ul><li>Fitoterapia empírica (exercida por médicos ...
52. O Exercício da Fitoterapia (2) <ul><li>Medicina alopática fitoterápica (utilizando extratos secos e líquidos, complexo...
53. Farmácias Vivas (1) O Projeto Farmácias Vivas foi criado em 1983 na UFC, em Fortaleza, para designar as hortas de plan...
54. Farmácias Vivas (2) Com a instalação do Horto de Plantas Medicinais, Tóxicas e Aromáticas, um constante trabalho de re...
55. Farmácias Vivas (3) O fluxograma resume a sequência de operações seguidas internacionalmente, durante os processos de ...
56. História da Fitoterapia no Brasil (1) Pioneiros 1687 1707 1752-1811 1768-1823 1758 1742-1811 João Ferreira da ROSA Mig...
57. História da Fitoterapia no Brasil (2) Pioneiros 1812-1881 1872 1842-1909 Napoleão CHERNOVIZ Theodoro LANGGAARD João BA...
58. História da Fitoterapia no Brasil (3) Fundadores 1874-1934 1857-1929 1889-1931 1871 1933 1896-1955 1882-1959 Manuel PI...
59. História da Fitoterapia no Brasil (4) Fundadores 1876-1963 1930-2005 1924-2008 1912-2006 Orestes SCAVONE Padre Jean-Lo...
60. Crime de Curandeirismo no Brasil Código Penal de 11/07/1984  (Art. 284) Curandeirismo Art. 284 - Exercer o curandeiris...
61.  Herreria salsaparilha  Mart. (1828) Salsaparrilha AGAVACEAE Cipó volúvel que vegeta nas florestas, especialmente nas ...
62.  Amaranthus viridis  L. (1763) Caruru-de-Porco AMARANTHACEAE Alimentícia, planta rica em cálcio (538 mg.) mucilaginosa...
63.  Chenopodium ambrosioides  L. (1753) Erva-de-Santa-Maria Estomáquica, anti-reumática, vermífuga, calcificante,  fungic...
64.  Chenopodium murale  L. (1753) Erva-Elétrica Anti-inflamatória, calcificante. Indicada para tratamento da síndrome do ...
65.  Sarcocornia ambigua  Al. & Crespo (2008)   Erva-de-Sal AMARANTHACEAE Baixo teor de sódio (26 % menos do que NaCl) Hip...
66.  Ceratocephalus pilosus  (L.) Rich. (1801) Picão-Preto ASTERACEAE Diúrética, desobstruente do fígado, emenagoga, bacte...
67.  Ageratum conyzoides  L. (1753) Erva-de-São João ASTERACEAE PROPRIEDADES: hemostática, cicatrizante de ferimentos, ana...
68.  Sedum multiceps  Coss. e Durieu (1862) Alegria-da-Mulher CRASSULACEAE Indicada como afrodisíaca feminina.
69.  Momordica charantia  L. (1793) Melão-de-São-Caetano CUCURBITACEAE Cipó escandente, ruderal, procedente da África, atu...
70.  Momordica cochinchinensis  (Lour.) Spr. (1826) Gac, Vinaga Vietnam, pub. Mensal,  n. 70/2008 CUCURBITACEAE Indicada c...
71.  Salvia hispanica  L. (1753) Chía LAMIACEAE Originária de regiões semi-desérticas do México. Planta cultivada pelos as...
72.  Ocimum gratissimum   Alfavaca-Cravo LAMIACEAE Antissético, bactericida, analgésico (até 12:00 h., teor máximo de euge...
73.  Peperomia pellucida  (L.) Kunth (1815) Erva-de-Jaboti PIPERACEAE Hemostático, antiinflamatório, antidisentérico, blen...
74.  Plantago major  L. (1753) Tanchagem PLANTAGINACEAE Diurética,  expectorante, hemostática, emenagoga, laxante, depurat...
75.  Plantago psyllium  L. (1753) Psyllium PLANTAGINACEAE E moliente, laxante, normalizadora do funcionamento dos intestin...
76.  Fagopyrum esculentum  Moench (1794) Trigo Sarraceno POLYGONACEAE Sementes alimentícias, forrageiras, protéicas (13%)....
77.  Eichhornia crassipes  (M.) Solms   (1883) Aguapé As folhas podem ser usadas como adubo e como ração animal.  Pode ser...
Bibliografia Consultada (1) ALMEIDA, Eduardo & Luiz PEAZÊ: 2007 -  O Elo Perdido da Medicina - O Afastamento da Noção de V...
Bibliografia Consultada ARAÚJO, Alceu Maynard (1913-1974): 1979 -  Medicina Rústica  - 3ª Ed. - Ed. C.E.N. - São Paulo - B...
Bibliografia Consultada BALBACH, Alfons (1926- ): 1969 -  A Flora Nacional na Medicina Doméstica  – 2 Vol. - 1ª Ed. - Ed. ...
Bibliografia Consultada BERTONI, Moisés Santiago (1857-1929): 1927 -  La Civilización Guarani - P. III - La Higiene - La M...
Bibliografia Consultada BOURDOUX, Jean-Louis (1876-1963): 1983 -  Plantes Medicinales de la Flore Amazonienne  - 1ª Ed. - ...
Bibliografia Consultada MELLO, Carlos Gentile de (1920-1982) & Douglas Carrara (1943- ): 1982 -  Saúde Oficial, Medicina P...
Bibliografia Consultada CARRARA, Douglas (1943- ): 1995 -  Possangaba, - O Pensamento Médico Popular  - 1ª Ed. - Ed. Ribro...
Bibliografia Consultada COIMBRA, Raul (1905-1979): 1994 -  Manual de Fitoterapia  - 2ª Ed. - Ed. Cejup - Belém - Brasil - ...
Bibliografia Consultada CORRÊA, Manoel Pio (1874-1934): 1926 -  Diccionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cul...
Bibliografia Consultada CUNHA, Narciso Soares da: 1941 -  De Von Martius aos Ervanários da Bahia  - 1ª Ed. - Ed. Dois Mund...
Bibliografia Consultada FERNANDEZ, Fiz Antonio (1916- ): 1977 -  Antropologia, Cultura y Medicina Indígena en América  - 1...
Bibliografia Consultada GARCÍA, Hernan & A. SIERRA & G. BALÁM: 2006 -  Medicina Maya Tradicional - Confrontación con el Si...
Bibliografia Consultada HOEHNE, F. C. (1882-1959): 1939 -  Plantas e Substâncias Vegetais, Tóxicas e Medicinais  - 1ª Ed. ...
Bibliografia Consultada LAPLANTINE, François: 1991 -  Antropologia da Doença  - 1ª Ed. - Ed. Martins Fontes - São Paulo - ...
Bibliografia Consultada LÉVI-STRAUSS, Claude (1908-2009): 1970 -  O Pensamento Selvagem (La Pensée Sauvage)  - 1ª Ed. - Ed...
Bibliografia Consultada (16) LOYOLA, Maria Andréa: 1984 -  Médicos e Curandeiros - Conflito Social e Saúde  - 1ª Ed. - Ed....
Bibliografia Consultada LORENZI, Harri (1949- ) & F. J. de Abreu MATOS (1924-2008): 2008 -  Plantas Medicinais no Brasil -...
Bibliografia Consultada MATOS, Francisco José de Abreu (1924-2008): 1997 -  O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da...
Bibliografia Consultada MATOS, Francisco José de Abreu (1924-2008): 1996 -  Farmácias Vivas - Sistema de Utilização de Pla...
Bibliografia Consultada MAUSS, Marcel (1872-1950): 1974 -  Sociologia e Antropologia (Sociologie et Anthopologie)  - 1ª Ed...
Bibliografia Consultada MESSÉGUÉ, Maurice (1921- ): 1972 -  C'Est la Nature Qui a Raison - Secrets de Santé et de Beauté  ...
Bibliografia Consultada NOVA & Joaquim Alberto Cardoso de Melo & Elza Ferreira Lobo & Douglas Carrara & Antonio Rafael da ...
Bibliografia Consultada PANIZZA, Sylvio (1930-2005): 1998 -  Plantas Que Curam - Cheiro de Mato  - 4ª Ed. - Ed. Ibrasa - S...
Bibliografia Consultada PAULO, Fernando São (1887-1973): 1970 -  Linguagem Médica Popular no Brasil  – 2 Volumes - 2ª Ed. ...
Bibliografia Consultada PECH, J.- L. (1889- ): 1968 -  Ameaças contra sua Vida - A Epidemia do Século XX: As Mortes Súbita...
Bibliografia Consultada PIVA, Maria da Graça (1952- ): 2002 -  O Caminho das Plantas Medicinais  - 1ª Ed. - Ed. Mondrian -...
Bibliografia Consultada REGO, Terezinha de Jesus Almeida Silva:  2008 -  Fitogeografia das Plantas Medicinais no Maranhão ...
Bibliografia Consultada RODRIGUES, J. Barbosa (1842-1909): 1905 -  Mbaé Kaá Tapyiyeté Enoyndaua  - ou A Botânica e a Nomen...
Bibliografia Consultada (28) SAINT-MARTIN, Juracyr G. A.: 2006 -  O Direito nas Terapias Naturais  - 1ª Ed. - Ed. OAB - Br...
Bibliografia Consultada SHIVA, Vandana: 2001 -  Biopirataria: - A Pilhagem da Natureza e do Conhecimento (Biopiracy - The ...
Bibliografia Consultada SILVA, José Ribeiro Monteiro da: 1950 -  A Flora Medicinal em seu Lar  - 4ª Ed. - Ed. J. Monteiro ...
Bibliografia Consultada STASI, Luiz Claudio di & A.BRITO & L. MING & M. FURLAN & P. FERRI: 1996 -  Plantas Medicinais: - A...
Bibliografia Consultada (32) VIEIRA, Lúcio Salgado (1930-1999): 1992 -  Fitoterapia da Amazônia - Manual das Plantas Medic...
III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia  10/10/2011 - Guarulhos - SP Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Pr...
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Do Saber Médico Popular à Fitoterapia

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A produção de conhecimento em fitoterapia tem origem na medicina tradicional praticada por sociedades consideradas "primitivas", e que, apesar de pouco desenvolvidas tecnologicamente, são em muitos aspectos mais evoluídas do que nossa civilização, especialmente do ponto vista alimentar e do estilo de vida.
Palestra apresentada no III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia em Guarulhos - SP em 10/10/2011, promovido pelo Instituto Nacional de Naturopatia Aplicada (INNAP) e Projeto Plátano dirigido pelo Prof. Edomar Cunha.

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Do Saber Médico Popular à Fitoterapia

  1. 1. III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia 10/10/2011 - Guarulhos - SP Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Prof. Douglas Carrara Antropólogo e Professor
  2. 2. Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Apresentação Pessoal Bacharel em Ciências Sociais pela UFRJ/IFCS com concentração em Antropologia (1971/1977). Atualmente é professor, escritor, antropólogo, agroecologista, restaurador de livros, livreiro e pesquisador de medicina popular e fitoterapia. Ministra conferências, cursos e palestras na área de medicina popular, fitoterapia brasileira, alimentação orgânica, medicina integral e antropologia da saúde desde 1977, assim como tem participado de congressos e simpósios de plantas medicinais, terapias naturais e fitoterapia. Autor do livro “Possangaba – O Pensamento Médico Popular”, com base em pesquisa realizada através da FIOCRUZ (Programa Peses/Peppe) na região de Magé (RJ). Coordenador da Biblioteca e Herbário Chico Mendes com sede em Maricá – RJ ( www.bchicomendes.com ) e do Programa de computador Naturo- Data de informatização da fitoterapia brasileira (530 plantas medicinais catalogadas e 6.000 volumes. Leciona atualmente no Instituto Ecologia da Mente no Rio de Janeiro (Recreio dos Bandeirantes) e Estação Paraíso no Rio de Janeiro.
  3. 3. III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia 10/10/2011 - Guarulhos - SP Dedicamos este trabalho aos seus verdadeiros autores: os mateiros, rezadores, pais-de-santo, parteiras, curadores de cobra, pajés e raizeiros que, no exercício de uma autêntica vocação médica, produziram e utilizam um sistema médico que tem sido, no Brasil, a medicina que a cultura popular reconhece e legitima como a sua medicina.
  4. 4. Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Índice (1) <ul><li>1. O Pensamento Mágico (1) </li></ul><ul><li>2. O Pensamento Mágico (2) </li></ul><ul><li>3. Princípios do Pensamento Mágico </li></ul><ul><li>4. O Princípio da Contiguidade (1) </li></ul><ul><li>5. O Princípio da Contiguidade (2) </li></ul><ul><li>6. Chelidonium majus </li></ul><ul><li>7. Veratrum album </li></ul><ul><li>8. Mandragora officinarum </li></ul><ul><li>9. Panax ginseng </li></ul><ul><li>10. O Princípio da Similaridade </li></ul><ul><li>11. O Princípio da Contrariedade (1) </li></ul><ul><li>12. O Princípio da Contrariedade (2) </li></ul><ul><li>13. Sistema Classificatório (1) </li></ul><ul><li>14. Sistema Classificatório (2) </li></ul><ul><li>15. A Medicina Indígena (1) </li></ul><ul><li>16. A Medicina Indígena (2) </li></ul><ul><li>17. A Medicina Indígena (3) </li></ul><ul><li>18. A Medicina Indígena (4) </li></ul><ul><li>19. A Medicina Indígena (5) </li></ul><ul><li>20. A Medicina Indígena (6) </li></ul><ul><li>21. A Medicina Indígena (7) </li></ul><ul><li>22. A Medicina Popular Brasileira </li></ul><ul><li>23. A Medicina Popular Primária </li></ul><ul><li>24. A Medicina Popular Secundária </li></ul><ul><li>25. Praticantes da Medicina Popular </li></ul><ul><li>26. Praticantes (Mateiro) </li></ul><ul><li>27. Praticantes (Rezador) </li></ul><ul><li>28. Praticantes (Parteira Popular) </li></ul>
  5. 5. Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Índice (2) <ul><li>29. Praticantes (Umbandista) </li></ul><ul><li>30. Praticantes ( Raizeiro ) (1) </li></ul><ul><li>31. Praticantes ( Raizeiro ) (2) </li></ul><ul><li>32. Praticantes ( Raizeiro ) (3) </li></ul><ul><li>33. Praticantes ( Raizeiro ) (4) </li></ul><ul><li>34. Praticantes ( Raizeiro ) (5) </li></ul><ul><li>35. Praticantes ( Raizeiro ) (6) </li></ul><ul><li>36. Os Praticantes da Med . Popular </li></ul><ul><li>37. Atuação dos Praticantes (1) </li></ul><ul><li>38. Atuação dos Praticantes (2) </li></ul><ul><li>39. Processo de Expropriação (1) </li></ul><ul><li>40. Processo de Expropriação (2) </li></ul><ul><li>41. Processo de Expropriação (3) </li></ul><ul><li>42. Processo de Expropriação (4) </li></ul><ul><li>43. Processo de Expropriação (5) </li></ul><ul><li>44. Processo de Expropriação (6) </li></ul><ul><li>45. Processo de Expropriação (7) </li></ul><ul><li>46. Processo de Expropriação (8) </li></ul><ul><li>47. Processo de Expropriação (9) </li></ul><ul><li>48. Processo de Expropriação (10) </li></ul><ul><li>49. Processo de Expropriação (11) </li></ul><ul><li>50. Processo de Expropriação (12) </li></ul><ul><li>51. Exercício da Fitoterapia (1) </li></ul><ul><li>52. Exercício da Fitoterapia (2) </li></ul><ul><li>53. Farmácias Vivas (1) </li></ul><ul><li>54. Farmácias Vivas (2) </li></ul><ul><li>55. Farmácias Vivas (3) </li></ul><ul><li>56. História da Fitoterapia 1 </li></ul>
  6. 6. Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Índice (3) <ul><li>57. História da Fitoterapia 2 </li></ul><ul><li>58. História da Fitoterapia 3 </li></ul><ul><li>59. História da Fitoterapia 4 </li></ul><ul><li>60. Crime de Curandeirismo </li></ul><ul><li>61. Salsaparrilha </li></ul><ul><li>62. Caruru de Porco </li></ul><ul><li>63. Erva-de-Santa-Maria </li></ul><ul><li>64. Erva-Elétrica </li></ul><ul><li>65. Erva-de-Sal </li></ul><ul><li>66. Picão-Preto </li></ul><ul><li>67. Erva-de-São-João </li></ul><ul><li>68. Alegria-da-Mulher </li></ul><ul><li>69. Melão de São Caetano </li></ul><ul><li>70. Vinaga </li></ul><ul><li>71. Chía </li></ul><ul><li>72. Alfavacão -Cravo </li></ul><ul><li>73. Erva-Jaboti </li></ul><ul><li>74. Tanchagem </li></ul><ul><li>75. Psyllium </li></ul><ul><li>76. Trigo Sarraceno </li></ul><ul><li>77. Aguapé </li></ul><ul><li>Fim </li></ul><ul><li>Bibliografia Consultada (1) </li></ul><ul><li>Bibliografia Consultada (28) </li></ul><ul><li>Bibliografia Consultada (32) </li></ul>
  7. 7. René Dubos (1901-1982) Um grande número de medicamentos ainda hoje em uso como o ópio, a quinina, a digitalina, a reserpina e o salicilato foram descobertos e usados pela primeira vez empiricamente há muito tempo por práticos que desconheciam a ciência médica. O Despertar da Razão – Por uma Ciência mais Humana
  8. 8. 1. O Pensamento Mágico (1) A crença na magia não é muito diferente das crenças científicas, pois cada sociedade tem a sua ciência igualmente difusa, cujos princípios foram algumas vezes transformados em dogmas religiosos. Marcel Mauss ( 1872-1950)
  9. 9. 2. O Pensamento Mágico (2) O mago primitivo conhece a magia no seu aspecto prático; nunca analisa os processos mentais nos quais sua prática está baseada e nunca reflete sobre os princípios abstratos arraigados nas suas ações. James Frazer (1854-1941) Processo mental inconsciente Para ele, como para a maioria dos homens, a lógica é implícita, não explícita; relaciona exatamente como digere seus alimentos. A magia é sempre uma arte e nunca será uma ciência.
  10. 10. 3. Os Princípios do Pensamento Mágico <ul><li>Princípio da Contiguidade </li></ul><ul><li>Princípio da Similaridade </li></ul><ul><li>Princípio da Contrariedade </li></ul>
  11. 11. 4. O Princípio da Contiguidade (1) As bruxas medievais A antropofagia ritual dos tupinambá
  12. 12. 5. O Princípio da Contiguidade (2) Este princípio estabelece que tudo o que está em contato imediato com a pessoa – os dentes, a saliva, os excrementos, as vestes, a marca de seus passos ou de seu corpo sobre a cama, a própria cama, os objetos que habitualmente faz uso e até mesmo o seu nome são assimilados à totalidade da pessoa. Por meio deles é possível agir sobre a pessoa. Assim a parte vale pelo todo. Marcel Mauss ( 1872-1950)
  13. 13. 6. Chelidonium majus L. (1753) Celidônia, Figatil PAPAVERACEAE O princípio da similaridade
  14. 14. 7. Veratrum album L. (1753) Heléboro Branco MELIANTHACEAE O princípio da similaridade
  15. 15. 8. Mandragora officinarum L. (1753) Mandrágora SOLANACEAE O princípio da similaridade
  16. 16. 9. Panax ginseng Meyer (1843) Ginseng SOLANACEAE O princípio da similaridade
  17. 17. 10. O Princípio da Similaridade Para definir o princípio da similaridade, basta dizer que o semelhante produz o semelhante ou que o semelhante age sobre o semelhante e, especialmente, cura o semelhante. Nesse caso, a imagem está para a coisa, assim como a parte está para o todo. Marcel Mauss ( 1872-1950)
  18. 18. 11. O Princípio da Contrariedade (1)
  19. 19. 12. O Princípio da Contrariedade (2) O princípio da contrariedade está ligado diretamente com o princípio da similaridade. Na verdade eles se complementam. Assim como o semelhante age sobre o semelhante, o contrário é anulado pelo seu contrário. O pensamento mágico sempre especula a respeito dos contrários: a sorte ou o azar, o frio e o quente, o cru e o cozido, a água e o fogo, o macho e a fêmea, a chuva e o sol. Marcel Mauss ( 1872-1950)
  20. 20. 13. O Sistema Classificatório Popular (1) O sistema classificatório popular é utilizado para denominar doenças, plantas, animais, minerais, localidades, através do qual reúne vocábulos oriundos das três vertentes culturais básicas que formam a cultura brasileira .
  21. 21. 14. O Sistema Classificatório Popular (2) O sistema africano, através das diferentes línguas faladas pelas etnias trazidas da África, especialmente o iorubá e o quimbundo. O sistema europeu ou português, através de vocáculos da língua portuguesa. O sistema indígena, através do tronco linguístico tupi, cujos dialetos eram falados pelas tribos do litoral. Os jesuítas elaboraram um língua geral para facilitar o processo de catequese religiosa.
  22. 22. 15. A Medicina Indígena (1)
  23. 23. 16. A Medicina Indígena (2)
  24. 24. 17. A Medicina Indígena (3)
  25. 25. 18. A Medicina Indígena (4)
  26. 26. 19. A Medicina Indígena (5)
  27. 27. 20. A Medicina Indígena (6)
  28. 28. 21. A Medicina Indígena (7) A própria experiência ensinou aos rudes brasis que suas plantas medicinais não são eficazes em qualquer época do ano. Exemplo desse conhecimento já citamos alhures, isto é, como um índio explicava que a infusão fria do lenho do cipó cururu só era eficaz na febre gástrica, se o arbusto já tivesse passado da fase de floração para a de maturação dos frutos. von Martius (1794-1868)
  29. 29. 22. A Medicina Popular Brasileira <ul><li>A medicina popular é um saber construído e exercido por usuários e praticantes de origem camponesa. </li></ul><ul><li>Transmitem, através da tradição oral, um conjunto de categorias nosológicas, uma matéria médica, uma prática, uma filosofia e uma semiologia específicas. </li></ul><ul><li>Constitui um pensamento médico que, apesar de seus efetivos cuidados médicos jamais terem sido computados em estatísticas médicas, desde a era pré-colombiana, sempre teve papel significativo no tratamento das doenças que afligem as classes subalternas da sociedade brasileira. </li></ul><ul><li>Podemos dividi-la em dois níveis distintos. </li></ul><ul><li>Medicina popular primária </li></ul><ul><li>Medicina popular secundária. </li></ul>
  30. 30. 23. A Medicina Popular Primária A medicina popular exercida pelos praticantes é resultado de experimentações intensas ao longo da histórica e recebida fundamentalmente através da tradição oral. Deve-se obedecer ao ritual de coleta, exigência considerada necessária para que os remédios obtenham resultados positivos. Trata-se nesse caso da medicina popular primária exercido pelos raizeiros, rezadores e parteiras que realmente experimentam as receitas populares em si mesmos e em seus pacientes. A transmissão do saber popular está condicionada pelo parentesco ou pelo merecimento do receptor.
  31. 31. 24. A Medicina Popular Secundária A medicina popular secundária, formada por usuários que não respeitam os rituais populares de coleta, e, além disso, não experimentam as receitas, mas as divulgam de forma superficial e incompleta. Os rituais de transmissão do saber não são respeitados.
  32. 32. 25. Os Praticantes da Medicina Popular <ul><li>O Mateiro </li></ul><ul><li>O Rezador </li></ul><ul><li>A Parteira Popular </li></ul><ul><li>O Umbandista </li></ul><ul><li>O Raizeiro </li></ul>
  33. 33. 26. Os Praticantes da Medicina Popular Mateiro O MATEIRO: é o coletor de ervas ou comerciante de ervas medicinais, geralmente encontrado nas feiras-livres, com distribuição através do CEASA. Cosme - Mateiro de Nova Taquara – RJ - Conhecedor das espécies da mata Atlântica. Oferecia apoio ao terreiro de candomblé de Nova Taquara. Valcides – Mateiro, coletor de ervas para venda no mercado de feiras da região. Magé - RJ
  34. 34. 27. Os Praticantes da Medicina Popular Rezador O REZADOR: é o praticante que trata seus pacientes exclusivamente com rezas e rituais de cura. Placidino - Rezava os pacientes em sua oficina de carpintaria. Diagnosticava a espinhela-caída, o quebrante, e receitava plantas medicinais. Não permitiu a gravação de entrevista, apenas a fotografia. Alegava que não estava autorizado pelos representantes do mundo espiritual. Guapimirim – RJ.
  35. 35. 28. Os Praticantes da Medicina Popular Parteira Popular A PARTEIRA: é a praticante, obrigatoriamente do sexo feminino, que assiste os partos, ajudando ou socorrendo as parturientes em sua residência.  Zizinha - Parteira popular, esposa do mestre da Folia de Reis e também bandeirista. Suruí - RJ
  36. 36. 29. Os Praticantes da Medicina Popular Umbandista O UMBANDISTA: é o praticante que somente trata de seus pacientes através de entidades espirituais incorporadas no indivíduo, podendo também indicar receituário com base nas plantas medicinais.
  37. 37. 30. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (1) O RAIZEIRO: é o praticante que utiliza exclusivamente a matéria médica popular para tratar seus pacientes. Talvez seja o maior depositário do conhecimento popular sobre a ação farmaco-dinâmica das plantas medicinais. Além disso, conhece também em profundidade os biomas, não somente plantas, mas animais, aves, insetos, suas trilhas na florestas e seus hábitos.
  38. 38. 31. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (2) Joaquim, raizeiro e rezador da região de Citrolândia. Profundo conhecedor da mata Atlântica. Bastava solicitar a espécie para que ele identificasse o habitat onde poderia encontrá-la e nos levasse até o local. Profundamente religioso, aprendeu a ler sozinho com a ajuda da Bíblia. Trabalhava como agricultor e apesar de possuir poucos recursos, ajudava os vizinhos, colhendo ervas e tratando as pessoas da região que o procuravam. Algumas plantas, apenas ele conhecia. Tinha uma fórmula especial para emagrecimento e que muitas pessoas da região utilizavam. Citrolândia – RJ.
  39. 39. 32. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (3) Florentino, raizeiro da região de Batinga - BA. Profundo conhecedor da mata dos chapadões e da caatinga. Vendia seus produtos medicinais na feira da cidade. Atendia também seus pacientes em sua casa. Viveu durante 10 anos com índios Maxakali, aprendeu a língua indígena e, através do pajé, conheceu inúmeras plantas e suas propriedades.
  40. 40. 33. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (4) Sinais, letras e figuras desenhadas na areia, para solicitar proteção e ajuda às entidades da floresta para auxiliarem na localização de plantas medicinais. Florentino
  41. 41. 34. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (5) Teodoro – Trabalhou como guarda da reserva ambiental. Profundo conhecedor das espécies medicinais da região e dos hábitos dos animais da mata Atlântica. Paraíso - RJ
  42. 42. 35. Os Praticantes da Medicina Popular Raizeiro (6) Cabo Antônio, militar reformado, que manipulava preparados fitoterápicos em sua própria residência. No quintal cultivava inúmeras espécies para utilização nas garrafadas para tratamento de gastrite, úlcera nervosa, dores de coluna, artrite, bronquite, anemia. Piabetá - RJ
  43. 43. 36. Os Praticantes da Medicina Popular Os praticantes da medicina popular no Brasil localizam-se geralmente na área rural ou na periferia dos grandes centros urbanos e compõem-se de indivíduos trabalhadores agrícolas. Os usuários da medicina popular eventualmente também receitam e se automedicam. Todos os princípios do pensamento mágico podem ser identificados no discurso médico popular, tais como, a similaridade, a contrariedade e a contigüidade.
  44. 44. 37. A Atuação dos Praticantes da Medicina Popular (1) - dispersão dos praticantes atuando de maneira isolada dos demais praticantes.  - espontaneidade e informalidade no tratamento indicado.  - afetividade na relação médico/paciente.  - legitimidade popular junto à comunidade.  - muita intimidade com a ação das drogas utilizadas na matéria médica popular.  - difusão dos conhecimentos sobre plantas medicinais entre a comunidade.  - transmissão do saber através da tradição oral. - uniformidade do saber ao longo da história. 
  45. 45. 38. A Atuação dos Praticantes da Medicina Popular (2) - estruturalidade do pensamento médico popular seguindo os princípios do pensamento mágico.  - descontinuidade na prática médica popular.  - precariedade das práticas por falta de recursos financeiros.  - desorganização institucional.  - categorias nosológicas próprias diferentes eventualmente das categorias médicas científicas.  - a história terapêutica de cada planta medicinal confirma a relativa uniformidade na prática médica popular.  - padrões de medida individuais utilizados pelos praticantes da medicina popular.  
  46. 46. 39. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria– Dedaleira (1) Digitalis purpurea  digitalina (digoxina) (tônico cardíaco)
  47. 47. 40. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria– Rauvolfia serpentina (2) Rauvolfia serpentina  reserpina (hipotensor, tranquilizante)
  48. 48. 41. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Ephedra distachya (3) Ephedra distachya  efedrina (agente cardiovascular, expectorante) 
  49. 49. 42. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Quina peruana (4) Cinchona calisaya  quinina (antimalárico)  
  50. 50. 43. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Curare Indígena (5) Strychnos toxifera  curare (paralisante muscular indígena utilizado na guerra e na caça)
  51. 51. 44. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Ipecacuanha (6) Cephaelis ipecacuanha  emetina (anti-amebiano)  
  52. 52. 45. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Salgueiro Branco (7) Salix alba  ácido acetil-salicílico (AAS) (analgésico, antifebril)
  53. 53. 46. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Quebra-Pedra (8) Phyllanthus niruri (quebra-pedra)  hepatite B
  54. 54. 47. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Espinheira-Santa (9) Maytenus ilicifolia (espinheira-santa)  úlceras pépticas
  55. 55. 48. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Nim (10) Azadirachta indica (nim)  proteção p/ dentes, inseticida
  56. 56. 49. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria – Sangue-de-Dragão (11) Croton urucurana (sangue-de-dragão)  anti-herpético, cicatrizante, antiinflamatório
  57. 57. 50. Processo de Expropriação Científica da Medicina Popular ou Biopirataria (12) Vacinação preventiva da varíola humana (armênios, árabes, ingleses e chineses)  Edward Jenner (1798) Vacina Soro-Anti-Ofídico Indus (faquires), persas, Grécia (Mitridates VI, rei do Ponto)  Calmette (1907) e Vital Brasil (1911). Antibióticos Fungos (bolores) (emplastros de laranja, queijo, miolo de pão, bisso, feno embolorados)  Antiguidade, Europeus (1745), Brasil, EUA  Fleming (1932)
  58. 58. 51. O Exercício da Fitoterapia (1) <ul><li>Medicina Popular. </li></ul><ul><li>Fitoterapia empírica (exercida por médicos e terapeutas) (brasileira, ayurveda, chinesa, etc.) </li></ul><ul><li>Medicina homeopática (matéria médica vegetal, experimentação em homem são) (médicos e não médicos). </li></ul><ul><li>Farmácias Vivas (horta, oficina, ambulatório). </li></ul><ul><li>Laboratórios Fitoterápicos (Flora Medicinal, Herbarium, Weleda, Catarinense, Guertzenstein, Klein, Rodomonte, Japuíba, Catedral) </li></ul>Empirismo Médico
  59. 59. 52. O Exercício da Fitoterapia (2) <ul><li>Medicina alopática fitoterápica (utilizando extratos secos e líquidos, complexos) (tebonin, umckan, chophytol, hypericum, primula, cimicifuga, etc). </li></ul><ul><li>Medicina alopática (utilizando princípios ativos isolados) (digitalis, efedrina, vincristina, vimblastina, etc). </li></ul><ul><li>Medicina alopática (utilizando princípios ativos sintéticos) (taxol, AAS, emetina) </li></ul>Racionalismo Médico
  60. 60. 53. Farmácias Vivas (1) O Projeto Farmácias Vivas foi criado em 1983 na UFC, em Fortaleza, para designar as hortas de plantas medicinais padronizadas. O projeto tem por finalidade oferecer assistência farmacêutica fitoterápica de base científica, através do aproveitamento de plantas de ocorrência local. Francisco José de Abreu MATOS ( 1924-2008)
  61. 61. 54. Farmácias Vivas (2) Com a instalação do Horto de Plantas Medicinais, Tóxicas e Aromáticas, um constante trabalho de revisão bibliográfica e de experimentação laboratorial tem permitido selecionar as plantas medicinais para serem incluídas no projeto. Esta seleção é baseada na avaliação prévia de seu grau de tolerância agronômica às condições ecológicas próprias da região nordeste. Francisco José de Abreu MATOS ( 1924-2008)
  62. 62. 55. Farmácias Vivas (3) O fluxograma resume a sequência de operações seguidas internacionalmente, durante os processos de criação ou de produção de medicamentos industrializados a partir de plantas medicinais, comparado com o caminho mais curto do Farmácias Vivas. Francisco José de Abreu MATOS ( 1924-2008)
  63. 63. 56. História da Fitoterapia no Brasil (1) Pioneiros 1687 1707 1752-1811 1768-1823 1758 1742-1811 João Ferreira da ROSA Miguel Dias PIMENTA Manuel Arruda da CÂMARA Bernardino Antonio GOMES Francisco Antonio SAMPAIO Frei José Mariano da ConceiçãoVELLOZO 1540-1591 1533-1597 1611-1678 1610-1643 1620-1686 Gabriel Soares de SOUZA José de ANCHIETA Guilherme PISO Georg MARCGRAVE Simão Pinheiro MORÃO
  64. 64. 57. História da Fitoterapia no Brasil (2) Pioneiros 1812-1881 1872 1842-1909 Napoleão CHERNOVIZ Theodoro LANGGAARD João BARBOSA RODRIGUES 1779-1853 1809-1858 1823-1871 1835-1896 1794-1868 1816-1882 Auguste de SAINT-HILAIRE Benoit de MURE Joaquim de Almeida PINTO Joaquim Monteiro CAMINHOÁ Karl Friedrich Philipp von MARTIUS Alexandre José de MELLO MORAES
  65. 65. 58. História da Fitoterapia no Brasil (3) Fundadores 1874-1934 1857-1929 1889-1931 1871 1933 1896-1955 1882-1959 Manuel PIO CORREA Moises Santiago BERTONI RODOLPHO ALBINO Dias da Silva Julio Eduardo da SILVA ARAUJO Frederico W. FREISE Ramon PARDAL Frederico Carlos HOEHNE 1822-1912 1910 1912 1870-1954 1869-1960 Theodor PECKOLT Manoel Cipriano d’ÁVILA José Ribeiro MONTEIRO DA SILVA Alfredo da MATTA Francisco DIAS DA ROCHA
  66. 66. 59. História da Fitoterapia no Brasil (4) Fundadores 1876-1963 1930-2005 1924-2008 1912-2006 Orestes SCAVONE Padre Jean-Louis BOURDOUX Sylvio PANNIZZA Francisco José de Abreu MATOS Walter ACCORSI 1919-1990 1934 1888-?) 1885-1968 1920-2008 Padre RAULINO REITZ Sebastião BARROSO G. L. CRUZ FLORIANO DE LEMOS Walter MORS
  67. 67. 60. Crime de Curandeirismo no Brasil Código Penal de 11/07/1984 (Art. 284) Curandeirismo Art. 284 - Exercer o curandeirismo: I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; II - usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; III - fazendo diagnósticos: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único - Se o crime é praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeito à multa. Forma qualificada: Art. 285 - Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave, a pena privativa de liberdade é aumentada de metade; se resulta morte, é aplicada em dobro. No caso de culpa, se do fato resulta lesão corporal, a pena aumenta-se de metade; se resulta morte, aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo, aumentada de um terço. (Art. 258)
  68. 68. 61. Herreria salsaparilha Mart. (1828) Salsaparrilha AGAVACEAE Cipó volúvel que vegeta nas florestas, especialmente nas matas do litoral fluminense, até mesmo próximo à praia. Planta de grande importância comercial, suas raízes espessadas, carnosas, tuberiformes, alongadas e de cor vinosa, em estado fresco, são empregadas, em decocção, na sífilis e nas dermatoses. É, portanto, considerada um depurativo do sangue.
  69. 69. 62. Amaranthus viridis L. (1763) Caruru-de-Porco AMARANTHACEAE Alimentícia, planta rica em cálcio (538 mg.) mucilaginosa, emoliente, galactagoga, diurética, resolutiva e laxativa.
  70. 70. 63. Chenopodium ambrosioides L. (1753) Erva-de-Santa-Maria Estomáquica, anti-reumática, vermífuga, calcificante, fungicida, inseticida. Bronquite, tuberculose pulmonar (estágio primário), contusões, fraturas ósseas. AMARANTHACEAE
  71. 71. 64. Chenopodium murale L. (1753) Erva-Elétrica Anti-inflamatória, calcificante. Indicada para tratamento da síndrome do tunel do carpo, provocada por LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo), tenossinovite (operadores de computadores, pianistas, escrivães). AMARANTHACEAE
  72. 72. 65. Sarcocornia ambigua Al. & Crespo (2008) Erva-de-Sal AMARANTHACEAE Baixo teor de sódio (26 % menos do que NaCl) Hipotensiva. Condimento funcional.
  73. 73. 66. Ceratocephalus pilosus (L.) Rich. (1801) Picão-Preto ASTERACEAE Diúrética, desobstruente do fígado, emenagoga, bactericida. Indicada na hepatite A. Nas úlceras crônicas, em forma de cataplama.
  74. 74. 67. Ageratum conyzoides L. (1753) Erva-de-São João ASTERACEAE PROPRIEDADES: hemostática, cicatrizante de ferimentos, analgésica, aclerar as contrações durante o parto. INDICAÇÕES: febres, gripes, cólicas intestinais e menstruais, artrose (dores), inseticida, dismenorréia.
  75. 75. 68. Sedum multiceps Coss. e Durieu (1862) Alegria-da-Mulher CRASSULACEAE Indicada como afrodisíaca feminina.
  76. 76. 69. Momordica charantia L. (1793) Melão-de-São-Caetano CUCURBITACEAE Cipó escandente, ruderal, procedente da África, atualmente subespontâneo. A planta inteira é empregada em banhos e em infusão como abortiva e emenagoga. Utiliza-se também nas bronquites, na pneumonia e nas febres. As lavadeiras costumam utilizar as folhas para clarear a roupa, assim como para afugentar piolhos. Durante a gripe espanhola, em Minas, foi utilizada como curativa e preventiva da gripe. (G.L. Cruz)
  77. 77. 70. Momordica cochinchinensis (Lour.) Spr. (1826) Gac, Vinaga Vietnam, pub. Mensal, n. 70/2008 CUCURBITACEAE Indicada contra o câncer, fortalecer o sistema imune, reduzir colesterol, diabetes e efeitos das radiações, dioxina e outros tóxicos.
  78. 78. 71. Salvia hispanica L. (1753) Chía LAMIACEAE Originária de regiões semi-desérticas do México. Planta cultivada pelos astecas. Denominada por eles chian (oleosa). Muito rica em ômega 3 e fibras. (Mendoza e Florentine Codex) (Simeon).
  79. 79. 72. Ocimum gratissimum Alfavaca-Cravo LAMIACEAE Antissético, bactericida, analgésico (até 12:00 h., teor máximo de eugenol). Expectorante, balsâmico, antissético pulmonar (teor máximo de eucaliptol, à tarde até o dia seguinte pela manhã). Carminativo, sudorífico, diurético, antigripal.
  80. 80. 73. Peperomia pellucida (L.) Kunth (1815) Erva-de-Jaboti PIPERACEAE Hemostático, antiinflamatório, antidisentérico, blenorragia, leucorréia, alimentícia, hipotensor, diurético, coceiras, tosse e dor de garganta e frieiras. Indicado como preventivo do infarto do miocárdio.
  81. 81. 74. Plantago major L. (1753) Tanchagem PLANTAGINACEAE Diurética, expectorante, hemostática, emenagoga, laxante, depurativa, cicatrizante e antiinflamatória. Bronquite crônica, úlceras pépticas, amidalite, gengivite, dores de ouvido, desintoxicante das vias respiratórias de fumantes.
  82. 82. 75. Plantago psyllium L. (1753) Psyllium PLANTAGINACEAE E moliente, laxante, normalizadora do funcionamento dos intestinos, calmante para os olhos. Queimaduras, ferimentos, colites, diverticulites, obstipação crônica, controle do colesterol.
  83. 83. 76. Fagopyrum esculentum Moench (1794) Trigo Sarraceno POLYGONACEAE Sementes alimentícias, forrageiras, protéicas (13%). Farinha emoliente, excelente para cataplasmas. Atua também como protetor dos capilares sanguíneos (rutina). Flores melíferas. Planta invasora e rústica. (RS, PR, ES)
  84. 84. 77. Eichhornia crassipes (M.) Solms (1883) Aguapé As folhas podem ser usadas como adubo e como ração animal. Pode ser usada também alimentação humana, como fonte de proteínas. As cinzas do aguapé possuem bons índices de iodo. PONTEDERIACEAE
  85. 85. Bibliografia Consultada (1) ALMEIDA, Eduardo & Luiz PEAZÊ: 2007 - O Elo Perdido da Medicina - O Afastamento da Noção de Vida e Natureza - 1ª Ed. - Ed. Imago - Rio de Janeiro - Brasil - 252 p. - 350 g. (Português) [ISBN: 978-85-3121017-8] [ BCM : 185.032.01] (02/08/2007) [ALM.01] ALMEIDA, Eduardo: 2011 - As Razões da Terapêutica - Racionalismo e Empirismo na Medicina - 2ª Ed. - Ed. Eduff/ARZT - Niterói - Brasil - 205 p. - 246 g. (Português) [ISBN: 85-2280560-0] [ BCM : 185.032.03] (22/08/2011) [ALM.03]
  86. 86. Bibliografia Consultada ARAÚJO, Alceu Maynard (1913-1974): 1979 - Medicina Rústica - 3ª Ed. - Ed. C.E.N. - São Paulo - Brasil - 293 p. (Português) [ BCM : 051.068.01] [ARA.01] BERG, Maria Elisabeth van den: 1982 - Plantas Medicinais na Amazônia - Contribuição ao seu Conhecimento Sistemático - 1ª Ed. - Ed. CNPQ/Museu Goeldi - Belém - Brasil - 223 p. (Português) [ BCM : 082.077.01] [BER.01]
  87. 87. Bibliografia Consultada BALBACH, Alfons (1926- ): 1969 - A Flora Nacional na Medicina Doméstica – 2 Vol. - 1ª Ed. - Ed. A Edificação do Lar - São Paulo - Brasil - 562 p. [ BCM: 080.018.01/02 ] [BAL.01/02]
  88. 88. Bibliografia Consultada BERTONI, Moisés Santiago (1857-1929): 1927 - La Civilización Guarani - P. III - La Higiene - La Medicina - 1ª Ed. - Ed. Ex Sylvis - Puerto Bertoni - Paraguai - 531 p. - 1300 g. [ BCM ] [Ref. 177.021.01] [MSB.03] BETTOLO, G. B. Marini: 1977 - Quimiotaxonomia e Medicina Popular - 1ª Ed. - Ed. Imp. Universitária-UFAL - Maceió - Brasil - 35 p. - 85 g. (Português)  [ BCM : 084.001.01] [BET.01]
  89. 89. Bibliografia Consultada BOURDOUX, Jean-Louis (1876-1963): 1983 - Plantes Medicinales de la Flore Amazonienne - 1ª Ed. - Ed. Mato Grosso - Aubigny - França - 256 p. (Francês) [ BCM : 080.092.01] [BOU.01] CANGUILHEM, Georges (1904-1995): 1971 - Lo Normal y lo Patologico (Le Normal et le Pathologique) - 1ª Ed. - Ed. Siglo XXI - Buenos Aires - Argentina - 242 p. - 490 g. [ BCM : 168.043.01 ] (01/06/1974)
  90. 90. Bibliografia Consultada MELLO, Carlos Gentile de (1920-1982) & Douglas Carrara (1943- ): 1982 - Saúde Oficial, Medicina Popular - 1ª Ed. - Ed. Marco Zero - Rio de Janeiro - Brasil - 115 p. [ BCM ] [051.157.01] [DOU.01] BUCHILLET, Dominique: 1991 - Medicinas Tradicionais e Medicina Ocidental na Amazônia - Contribuições Científicas Apresentadas no Encontro de Belém (27/11/1989-1/12/1989) - 1ª Ed. - Ed. Cejup - Belém - Brasil - 504 p. - 672 g.  [ BCM : 051.134.01 ] [BUC.01]
  91. 91. Bibliografia Consultada CARRARA, Douglas (1943- ): 1995 - Possangaba, - O Pensamento Médico Popular - 1ª Ed. - Ed. Ribro Soft - Maricá - Brasil - 260 p. (Português) [ BCM : 051.133.01] [DOU.02] CARRARA, Douglas (1943- ): 2011 - Possangaba - O Pensamento Médico Popular - 2ª Ed. - Ed. Ponto da Cultura - Maricá - Brasil - 266 p. - 319 g. (Português) [ISBN: 978-85-8097017-3] [ BCM : 051.133.02] (28/09/2011) [DOU.03]
  92. 92. Bibliografia Consultada COIMBRA, Raul (1905-1979): 1994 - Manual de Fitoterapia - 2ª Ed. - Ed. Cejup - Belém - Brasil - 335 p. (Português)  [ BCM : 080.004.02] [COI.02]
  93. 93. Bibliografia Consultada CORRÊA, Manoel Pio (1874-1934): 1926 - Diccionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas – 6 Volumes - 1ª Ed. - Ed. Imprensa Nacional - Rio de Janeiro - Brasil - 747 p. [BCM: 094.033.01] [PIO.01/06] CRUZ, G. L. (1888- ): 1965 - Livro Verde das Plantas Medicinais e Industriais do Brasil – 2 Vol. - 1ª Ed. - Ed. Rodomonte - Belo Horizonte - Brasil - 573 p. (Português) [ BCM : 080.015.01/02]
  94. 94. Bibliografia Consultada CUNHA, Narciso Soares da: 1941 - De Von Martius aos Ervanários da Bahia - 1ª Ed. - Ed. Dois Mundos - Salvador - Brasil - 52 p. (Português) [ BCM : 082.001.01] [CUN.01] DUBOS, René (1901-1982): 1972 - O Despertar da Razão - Por uma Ciência mais Humana (Reason Awake) - 1ª Ed. - Ed. Melhoramentos - São Paulo - Brasil - 196 p. (Português) [ BCM : 030.018.02] [DUB.02]
  95. 95. Bibliografia Consultada FERNANDEZ, Fiz Antonio (1916- ): 1977 - Antropologia, Cultura y Medicina Indígena en América - 1ª Ed. - Ed. Conjunta - Buenos Aires - Argentina - 566 p. (Espanhol) [ BCM : 177.002.01] [FIZ.01] FOURNIER, P. (1877-1964): 1947 - Le Livre des Plantes Médicinales et Vénéneuses de France - 1ª Ed. - Ed. Lechevalier - Paris - França - 447 p.  [ BCM: 055.001.01 ] [FOU.01]
  96. 96. Bibliografia Consultada GARCÍA, Hernan & A. SIERRA & G. BALÁM: 2006 - Medicina Maya Tradicional - Confrontación con el Sistema Conceptual Chino - 2ª Ed. - Ed. EDUCE - Ciudad de Mexico - México - 304 p. [ BCM : 177.006.01] (05/08/2008) [HGA.01] GRAÇA, J. A. Borralho da & Luís Filipe M. AIRES: 1984 - Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais - 1ª Ed. - Ed. Reader's Digest - Lisboa - Portugal - 463 p. - 1539 g. (Português)  [ BCM : 055.015.01] [JAB.01]
  97. 97. Bibliografia Consultada HOEHNE, F. C. (1882-1959): 1939 - Plantas e Substâncias Vegetais, Tóxicas e Medicinais - 1ª Ed. - Ed. Instituto de Botânica - São Paulo - Brasil - 355 p.  [BCM: 094.042.22] [HOE.22] HOEHNE, F. C. (1882-1959): 1920 - O Que Vendem os Hervanários da Cidade de São Paulo - 1ª Ed. - Ed. Serv. Sanitário de SP - São Paulo - Brasil - 248 p. (Português) [ BCM : 082.042.24] [HOE.24]
  98. 98. Bibliografia Consultada LAPLANTINE, François: 1991 - Antropologia da Doença - 1ª Ed. - Ed. Martins Fontes - São Paulo - Brasil - 274 p. - 350 g. [ BCM ] [051.063.01] LECLERC, Henri (1870-1955): 1954 - Précis de Phytothérapie - Thérapeutique par les Plantes Françaises - 4ª Ed. - Ed. Masson & Cie - Paris - França - 363 p. (Francês)  [ BCM : 055.007.01] [HLE.01]
  99. 99. Bibliografia Consultada LÉVI-STRAUSS, Claude (1908-2009): 1970 - O Pensamento Selvagem (La Pensée Sauvage) - 1ª Ed. - Ed. C.E.N./EDUSP - São Paulo - Brasil - 331 p. (Português) [ BCM : 199.015.03] LÉVI-STRAUSS, Claude (1908-2009): 1967 - Antropologia Estrutural (Anthropologie Structurale) - 1ª Ed. - Ed. Tempo Brasileiro - Rio de Janeiro - Brasil - 458 p. (Português)  [ BCM : 199.015.02]
  100. 100. Bibliografia Consultada (16) LOYOLA, Maria Andréa: 1984 - Médicos e Curandeiros - Conflito Social e Saúde - 1ª Ed. - Ed. Difel - São Paulo - Brasil - 198 p. - 256 g. (Português)  [ BCM : 051.103.01]
  101. 101. Bibliografia Consultada LORENZI, Harri (1949- ) & F. J. de Abreu MATOS (1924-2008): 2008 - Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e Exóticas - 2ª Ed. - Ed. Plantarum - Nova Odessa - Brasil - 577 p. [ISBN: 85-8671428-3] [ BCM: 085.002.02 ] [HAR.14] MARTIUS, Karl F. Philipp von (1794-1868): 1979 - Natureza, Doenças, Medicina - e Remédios dos Índios Brasileiros (Das Naturell, die Krankheiten, das Arztthum und die Heilmitt) - 2ª Ed. - Ed. C.E.N. - São Paulo - Brasil - 183 p. (Português) [ BCM : 177.070.01] [MAR.04]
  102. 102. Bibliografia Consultada MATOS, Francisco José de Abreu (1924-2008): 1997 - O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha (1869-1960) - 2ª Ed. - Ed. EUFC - Fortaleza - Brasil - 258 p. (Português) [ISBN: 85-7282035-3] [ BCM : 080.022.03] [DDR.02] MATOS, Francisco José de Abreu (1924-2008): 2000 - Plantas Medicinais - Guia de Seleção e Emprego de Plantas Usadas em Fitoterapia (no Nordeste do Brasil) - 2ª Ed. - Ed. EUFC - Fortaleza - Brasil - 344 p. (Português) [ISBN: 85-7485008-X] [ BCM : 080.022.04]
  103. 103. Bibliografia Consultada MATOS, Francisco José de Abreu (1924-2008): 1996 - Farmácias Vivas - Sistema de Utilização de Plantas Medicinais Projetado para (Pequenas Comunidades) - 2ª Ed. - Ed. EUFC - Fortaleza - Brasil - 182 p. (Português) [ISBN: 85-7282008-6] [ BCM : 080.022.01] [FJA.01] MATTA, Alfredo Augusto da (1870-1954): 1913 - Flora Médica Braziliense - 1ª Ed. - Ed. Imprensa Oficial - Manaus - Brasil - 318 p. (Português)  [ BCM : 080.074.01] [MAT.01]
  104. 104. Bibliografia Consultada MAUSS, Marcel (1872-1950): 1974 - Sociologia e Antropologia (Sociologie et Anthopologie) - 1ª Ed. – 2 Vol. - Ed. EDUSP - São Paulo - Brasil - 239 p. (Português) [ BCM : 199.065.02] MESA, Juan Tomás Roig y (1877-1971): 1988 - Plantas Medicinales, Aromáticas o Venenosas de Cuba – A/Z – 2 Vol. - 2ª Ed. - Ed. Cientifico-Tecnica - La Habana - Cuba - 1125 p. (Espanhol) [ BCM : 090.001.01/02] [ROI.01/02]
  105. 105. Bibliografia Consultada MESSÉGUÉ, Maurice (1921- ): 1972 - C'Est la Nature Qui a Raison - Secrets de Santé et de Beauté - 1ª Ed. - Ed. Robert Laffont - Paris - França - 365 p. - 520 g. (Francês) [ISBN: ] [ BCM : 055.079.01] [MES.01] MESSÉGUÉ, Maurice (1921- ): 1971 - Des Hommes et des Plantes - 1ª Ed. - Ed. Robert Laffont - Paris - França - 364 p. - 523 g. (Francês) [ISBN: ]  [ BCM : 055.079.02] [MES.02]
  106. 106. Bibliografia Consultada NOVA & Joaquim Alberto Cardoso de Melo & Elza Ferreira Lobo & Douglas Carrara & Antonio Rafael da Silva & Paulo Dantas: 1984 - Saúde e Educação Popular - 1ª Ed. - Ed. Vozes/NOVA - Petrópolis - Brasil - 93 p. (Português) [ BCM : 026.011.07] [NOV.07] OLIVEIRA, Elda Rizzo de (1952- ): 1985 - O Que É Medicina Popular - 2ª Ed. - Ed. Abril - São Paulo - Brasil - 91 p. - 150 g.  [ BCM : 051.116.02] (25/05/1998)
  107. 107. Bibliografia Consultada PANIZZA, Sylvio (1930-2005): 1998 - Plantas Que Curam - Cheiro de Mato - 4ª Ed. - Ed. Ibrasa - São Paulo - Brasil - 279 p. (Português) [ISBN: 85-3480067-7] [ BCM : 080.180.01] [PAN.01] PARDAL, Ramon (1896-1955): 1937 - Medicina Aborigen Americana - 1ª Ed. - Ed. Jose Anesi - Buenos Aires - Argentina - 377 p. (Espanhol) [ BCM : 177.035.01] [PAR.01]
  108. 108. Bibliografia Consultada PAULO, Fernando São (1887-1973): 1970 - Linguagem Médica Popular no Brasil – 2 Volumes - 2ª Ed. - Ed. Itapuã - Salvador - Brasil - 384 p. - 548 g. (Português)  [ BCM : 051.009.01] (01/05/1975) [PAU.01/02]
  109. 109. Bibliografia Consultada PECH, J.- L. (1889- ): 1968 - Ameaças contra sua Vida - A Epidemia do Século XX: As Mortes Súbitas (Menaces sur votre Vie) - 1ª Ed. - Ed. Forense - Rio de Janeiro - Brasil - 240 p. (Português) [ BCM : 182.065.01] [PEH.01] PEREIRA, Ana Maria Soares & Degmar FERRO: 2010 - 10º Encontro de Estudos Avançados em Plantas Medicinais - Ed. Reserva Ecocerrado Brasil - Araxá - Brasil - 388 p. - 1004 g. (Português) [ BCM : 080.031.01] (14/05/2011) [DEG.01]
  110. 110. Bibliografia Consultada PIVA, Maria da Graça (1952- ): 2002 - O Caminho das Plantas Medicinais - 1ª Ed. - Ed. Mondrian - Rio de Janeiro - Brasil - 320 p. (Português) [ISBN: 85-8861506-1] [ BCM : 080.006.01] [PIV.01]
  111. 111. Bibliografia Consultada REGO, Terezinha de Jesus Almeida Silva: 2008 - Fitogeografia das Plantas Medicinais no Maranhão - 1ª Ed. - Ed. Edufma - São Luís - Brasil - 150 p. - 200 g. (Português)  [ BCM : 080.028.01] (17/09/2010) [REG.01] REGO, Terezinha de Jesus Almeida Silva: 1995 - 50 Chás Medicinais da Flora do Maranhão - 1ª Ed. - Ed. Edufma - São Luís - Brasil - 30 p. - 50 g. (Português) [ BCM : 080.028.02] (17/09/2010) [REG.02]
  112. 112. Bibliografia Consultada RODRIGUES, J. Barbosa (1842-1909): 1905 - Mbaé Kaá Tapyiyeté Enoyndaua - ou A Botânica e a Nomenclatura Indígena - 1ª Ed. - Ed. Imprensa Nacional - Rio de Janeiro - Brasil - 87 p. (Português) [ BCM : 048.072.02] [ROD.01] RODRIGUES, Roberto M. : 1989 - A Flora da Amazônia - 1ª Ed. - Ed. Cejup - Belém - Brasil - 463 p. (Português) [ BCM : 094.100.01] [ROB.01]
  113. 113. Bibliografia Consultada (28) SAINT-MARTIN, Juracyr G. A.: 2006 - O Direito nas Terapias Naturais - 1ª Ed. - Ed. OAB - Brasília - Brasil - 312 p. (Português) [ISBN: 85-9830489-1] [ BCM : 028.023.01]
  114. 114. Bibliografia Consultada SHIVA, Vandana: 2001 - Biopirataria: - A Pilhagem da Natureza e do Conhecimento (Biopiracy - The Plunder of Nature and Knowledge) - 1ª Ed. - Ed. Vozes - Petrópolis - Brasil - 152 p. - 200 g.  [ BCM : 030.013.01] (30/01/2001) SHIVA, Vandana: 1994 - Monocultivos y Biotecnologia (Monocultures of the Mind) - 1ª Ed. - Ed. Inst. del Tercer Mundo - Montevideo - Uruguai - 192 p. - 200 g. [ISBN: 99-7457404-8] [ BCM : 030.013.02] (27/01/2004)
  115. 115. Bibliografia Consultada SILVA, José Ribeiro Monteiro da: 1950 - A Flora Medicinal em seu Lar - 4ª Ed. - Ed. J. Monteiro da Silva & C. - Rio de Janeiro - Brasil - 99 p. (Português)  [ BCM : 080.014.01] [MON.01] SILVA, José Ribeiro Monteiro da: 1951 - O Brasil e suas Possibilidades - Coletânea de vários artigos publicados em alguns jornais do RJ e SP - Ed. Autor - Rio de Janeiro - Brasil - 174 p. (Português) [ BCM : 080.014.03] [MON.03]
  116. 116. Bibliografia Consultada STASI, Luiz Claudio di & A.BRITO & L. MING & M. FURLAN & P. FERRI: 1996 - Plantas Medicinais: - Arte e Ciência - Um Guia de Estudo Interdisciplinar - 1ª Ed. - Ed. UNESP - São Paulo - Brasil - 230 p. [ISBN: 85-7139117-3] [ BCM : 085.098.02] [STA.02] TESKE, Magrid & Anny Margaly M. TRENTINI: 1997 - Compêndio de Fitoterapia - 3ª Ed. - Ed. Herbarium - Curitiba - Brasil - 317 p.  [ BCM : 080.002.01 ] [TRE.01]
  117. 117. Bibliografia Consultada (32) VIEIRA, Lúcio Salgado (1930-1999): 1992 - Fitoterapia da Amazônia - Manual das Plantas Medicinais - A Farmácia de Deus - 2ª Ed. - Ed. Ceres - São Paulo - Brasil - 347 p. (Português) [ISBN: 85-3180003-X] [ BCM : 080.017.01] [VIE.01]
  118. 118. III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia 10/10/2011 - Guarulhos - SP Do Saber Médico Popular à Fitoterapia Prof. Douglas Carrara Biblioteca Chico Mendes www. bchicomendes .com [email_address] (21) 2638-5160 (21) 7513-1615 O resumo da palestra estará disponível na Internet no seguinte endereço: www.slideshare.net/douglascarrara/dosaber

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