Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos em Acupuntura/MTC

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Esta apresentação de slides foi desenvolvida para o curso introdutório em Medicina Tradicional Chinesa, na Comunidade de Práticas . Acesse: https://cursos.atencaobasica.org.br/courses/16683
Material produzido pelo Ministério da Saúde (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares) e Instituto Communitas.

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Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos em Acupuntura/MTC

  1. 1. Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos em Acupuntura/MTC CURSO INTRODUTÓRIO EM MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
  2. 2. RECURSOS DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA - MTC •Acupuntura •Moxabustão •Ventosoterapia •Fitoterapia Chinesa •Tuina ou Tui Ná (massagem) •Dietoterapia (terapia alimentar chinesa) •Auriculoterapia (tratamento pelo microssistema auricular) •Práticas Corporais (exercícios integrados a respiração e circulação de energia, e meditação como: Chi Kung, o Tai Chi Chuan.
  3. 3. Nossa abordagem no Curso Introdutório de MTC Laserpuntura; Cromopuntura; Fitopuntura; Dietoterapia Chinesa; Auriculopuntura.
  4. 4. ACUPUNTURA
  5. 5. AS AGULHAS A agulhas são instrumentos filiformes perfurantes, de ponta não cortante, e sem cânula, por isso não é um instrumento de punção, e sim de inserção, de dimensões e calibres variados. (Maciocia, G. 2007) Figura 1: Agulhas Filiformes
  6. 6. AS AGULHAS São os estímulos mais utilizados, denominadas agulhas filiformes (Sistêmicas) são introduzidas nos Acupontos (depressões, buracos) anatômicos localizados ao longo do trajeto dos meridianos. O ponto quando estimulado desencadeia uma efeito denominado “The Qi” ou “sensação acupuntural” que pode apresentar-se como choque elétrico, peso, calor, frio, sudorese. (Wen, T.S. 2008)
  7. 7. A inserção da agulha no sentido do fluxo do meridiano exerce efeito de Tonificação. A inserção da agulha no sentido contrário ao fluxo da energia (Qi) exerce efeito de Sedação.(Ross, J. 1994) Figura 2: Agulhamento Abdominal AS AGULHAS
  8. 8. AS AGULHAS Outras técnicas denominadas tradicionais e antigas são também utilizadas para potencialização dos efeitos terapêuticos.
  9. 9. Alterações nos ciclos de Geração, Dominação e Contra Dominação resultam em alterações de estados energéticos patogênicos, onde o desequilíbrio de um único Elemento em maior ou menor grau irá determinar condições agudas ou crônicas de Xie Qi (Patógenos/Doenças), conforme a agressão em cada ciclo. (Souza,J.L.2003)
  10. 10. Método de Localização de Acupontos pela Acupuntura/MTC   A MTC possui um sistema próprio para localização dos Acupontos, para auxiliar na localização dos pontos as denominadas “Polegadas Chinesas” também mensuração denominadas “Tsun” ou “Cun”. (Wen,T.S. 2014).
  11. 11. Cada parte do corpo divide-se longitudinalmente e transversalmente, de forma proporcional as diversas partes do corpo, essa medida é denomina “Cun” ou “Tsun”.
  12. 12. Figura 3: Polegadas Chinesas CUN / TSUN 12
  13. 13. • A vantagem do método, é que o mesmo pode ser utilizado em adultos, crianças, jovens, adultos, magros e obesos, sendo proporcional e individual para cada pessoa. • Utilizando-se os dedos do próprio paciente, podemos identificar cinco diferentes referenciais:
  14. 14. Largura das quatro falanges, ao nível da articulação interfalangiana corresponde a 3 cun Largura da primeira falange interfalangiana, unindo-se os dedos indicador é médio, corresponde a 1,5 cun
  15. 15. Realizando-se a flexão da falange média do dedo médio, a distância entre a falange distal e proximal corresponde a 1 cun A distância entre a primeira articulação interfalangiana do dedo indicador e a ponta do mesmo dedo (indicador) corresponde a 2 cun A largura da falange do dedo polegar, medida em nível transversal corresponde a 1 cun
  16. 16. MEDIDAS TRANSVERSAIS Temos algumas medidas transversais como: distância entre os dois mamilos 8 cun, distância da linha cubital do cotovelo até a linha do punho 12 cun, distância da linha da axila até a linha cubital 9 cun, entre outras mensurações que podem ser observadas.
  17. 17. MOXABUSTÃO • Existe ainda, método com utilização de bastão em forma de pistonagem como movimentos de sobe e desce sobre o ponto, sem no em tanto entrar em contato com o ponto, e o método de “passar roupa”, utilizado ao longo do trajeto de um respectivo meridiano. • Suas indicações são aumentar o fluxo de Xue (sangue) e dispersar o frio, recuperar o yang, utilizada principalmente em afecções crônicas. (Maciocia, G. 2005) Figura 4: Moxaterapia- Botão nos Acupontos do Meridiano da Bexiga
  18. 18. SALMOXOTERAPIA Técnica utilizada sobre o umbigo (Salmoxaterapia) com efeitos vermífugos e imunológicos, preservação da essência ancestral (Jing Qi), energia inata de origem parental, gerada no momento da concepção que se mantém segundo a MTC/Acupuntura armazenada nos Rins, dela depende toda energia yang ancestral do corpo, entre outros. (Susman, D. 1995) Figura 5: Salmoxaterapia no Meridiano Vaso Governador
  19. 19. VENTOSOTERAPIA
  20. 20. É a utilização de copos, tradicionalmente de barro, bambu e vidros, hoje de plástico ou silicone, onde pelo meio do vácuo queimando-se o oxigênio de dentro do recipiente com fogo, ou eliminado o ar através da sucção com pistão de vácuo, produz-se um tracionamento da pele em graus leve, moderado e forte, promovendo a liberação do Xue (Sangue) e Qi ( energia) estagnados. (Brasil, M.S. 2006). Figura 6: Ventosas de Vidro e Bambú Figura 7: Ventosaterapia na Região Dorsal
  21. 21. Modernamente é entendida como uma técnica de liberação miofascial que libera toxinas, melhora a vascularização, irrigação e oxigenação dos tecidos, com consequente liberação dos impulsos nervosos que chegam as placas mio neurais, facilitando assim a recuperação de tecidos lesados.
  22. 22. Purifica o sangue (xue), elimina o vento, efeitos sobre a pele (glândulas sudoripas), efeitos articulares, musculares, sobre o sistema nervoso autônomo, quando utilizada em pontos laterais a coluna vertebral em ramo próximo ao processos espinhosos da coluna vertebral (linha espondiléia), Figura 8: Conjunto de Ventosas de Acrílico
  23. 23. que corresponde na MTC/Acupuntura ao Meridiano da Bexiga, em quais pontos denominado Pontos Shu Dorsais, tem efeito diretamente sobre os gânglios da cadeia simpática atuando diretamente sobre a função dos órgão vísceras (Zang/Fu). (Auteroche, B. 1986) A Ventosa pode ser associada a moxabustão, acupuntura e a técnicas de sangrias.
  24. 24. MAGNETOTERAPIA
  25. 25. Utilização de imãs (magnetos de ferro), de acordo com os polos Sul e Norte, de forma específica para tratamento de disfunções, principalmente miosteoarticulares. Os magnetos são colocados na pele e fixados com micro poro, de acordo com princípios de tonificação e sedação de cada polo (NORTE/SUL). (Matheus,M. 1987).  
  26. 26. Sedação e Tonificação • Pontos que devem ser sedados - POLO NORTE em contato com a pele: afecções agudas;   • Pontos que devem ser tonificados - Polo SUL em contato com a pele: afecções crônicas. (Matheus,M. 1987).
  27. 27. ELETROACUPUNTURA
  28. 28. Utilização de estímulos elétricos em Acupontos, por meio de correte elétrica de baixa voltagem e baixa amperagem, através de estímulos elétricos que variam de frequências entre 1 e 1000Hz. A Eletroacupuntura é mais frequentemente utilizada em trajetos de meridianos, principalmente em dores agudas com trajeto neural específicos que coincidem com o trajetos dos Canais de Energia (Meridianos). (Souza, J.L. 2003).  Figura 9: Eletroacupuntura na Articulação do joelho
  29. 29. LASERPUNTURA
  30. 30. Utilização de laser de baixa potência, em zona neuroativa de acupuntura com laser de baixa potencia com fins terapêuticos, produzidos por equipamentos específicos. A Laserpuntura possui efeitos energéticos, (através da transferência de gradiente energético ao longo do meridiano), efeitos antiinflamatórios, cicatriciais, fibrinolítico, drenagem venosa. (Lacerda, P. 2002).
  31. 31. CROMOPUNTURA
  32. 32. Utilização de estímulos luminosos de diferentes frequências do expecto por meio de canetas, lâmpadas em pontos de acupuntura com fins terapêuticos. 
  33. 33. A inervação da pele por frequências nervosas específicas de cada nervo, em cada área anatômica do corpo, permitem uma alteração específica de foto percepção cutânea, frequência essa que se altera em estados patológicos e que podem ser normalizada pela aplicação de frequências específicas em regiões determinadas pela frequência normal, com a devida cor na mesma frequência ( Frequências de Nogier: 2,5Hz; 5Hz; 10hz; 20 Hz; 40Hz; 80Hz; 160 Hz), essas frequências encontram-se no pavilhão auricular, face e por todo o corpo humano. (Souza, J.L. 2003).  
  34. 34. FITOPUNTURA Utilização de sementes de diversas frutas e cereais com fins terapêuticos, onde o principio ativo energético da semente é transferido para o Acuponto por meio da presença de umidade e calor do corpo ser um ambiente propicio para transferência da energia latente germinativa da semente. (Franceschini,S. 2014).
  35. 35. DIETOTERAPIA CHINESA Os chineses consideram que a maioria do alimentos são medicinais, e que quando segue-se uma dieta adequada, se realiza um pouco de exercício e se incluem exercícios respiratórios, se cuida da higiene pessoal, se pode remediar as doenças leves. (Yamamura, I. 2001).
  36. 36. DIETOTERAPIA CHINESA A dieta segundo a MTC adaptará a alimentação do paciente a sua constituição física, ao clima e seu estado de saúde atual. A dietética chinesa em conjunto com a Acupuntura, Fitoterapia e a massagem, formam parte dos pilares terapêuticos fundamentais da MTC. (Yamamura, I. 2001).
  37. 37. DIETOTERAPIA CHINESA Com a Acupuntura e Massagem mobilizamos e regulamos a energia, com a fitoterapia e a dieta preservamos e nutrimos a essência.
  38. 38. DIETOTERAPIA CHINESA Se a nutrição é adequada, a energia será abundante, os órgãos estarão bem nutridos e o “SHEN” florescerá ( o sistema nervoso, nossas emoções estarão em harmonia).
  39. 39. DIETOTERAPIA CHINESA A alimentação é essencial para lograr o equilíbrio, a harmonia e por tanto a saúde será integral. A MTC classifica os alimentos segundo a energia intrínseca e a natureza do alimento. (Yamamura, I. 2001).
  40. 40. Alimentos quentes e temperados tonificam, esquentam, ascendem e movem. Alimentos neutros, estabilizam, harmonizam e vão para o centro. Alimentos frescos e frios, refrescam, sedam, adstringentes e hidratam.
  41. 41. ALIMENTOS SEGUNDO O SABOR Cada sabor tem uma característica energética diferente segundo o efeito que produzem no organismo e traduz sua digestão. Em quantidade moderada, cada sabor, tonifica o órgão, em excesso pode danificá-lo. Uma dieta equilibrada deve conter todos os sabores, porem com preponderância do sabor doce.
  42. 42. Sabor Ácido: Tonifica o elemento Madeira, o Fígado e a Vesícula Biliar, tem natureza YIN, com função nutritiva e de absorção, controla a energia que se dirige para dentro do Fígado e Vesícula Biliar ( Elemento Madeira).
  43. 43. Os alimentos ácidos são uteis na perda de liquido orgânico, sudorese excessiva e hemorragias, promovem a secreção biliar, desintoxica, são alcalinizantes, evitam o estancamento do Qi, atuam diretamente sobre os tendões, em excesso podem causar e criar umidade.
  44. 44. Sabor Salgado: Tonificam o elemento AGUA (Rim e Bexiga), tem natureza yin, movem a energia para baixo e para dentro, acima e abaixo, suaviza diretamente sobre os ossos. Em quantidade moderada umidifica , lubrifica, abranda, suaviza, desintoxica, quanto em excesso, estimula os Rins e em consequência também pode danificá-los, debilita os ossos, o sangue e o coração.
  45. 45. Sabor Doce: Tonificam o Elemento TERRA (Baço Pâncreas e Estômago), tem natureza YAN ( ajudam a descer a energia). Em quantidade moderada, Harmoniza, refresca, tonifica, promove a produção de líquidos orgânicos (lubrifica).Em excesso favorece a produção de umidade e fleuma. Os alimentos doces segundo a MTC atuam diretamente sobre a carne (músculos) e estão em maior ou menor quantidade em muitos os alimentos.
  46. 46. Picante: Tonifica o elemento Metal ( Pulmão e Intestino Grosso), tem natureza YANG, .,(ajuda a descer e a ascender a energia, para cima e para fora). Em quantidade moderada promove a circulação do XUE e Qi, evitando as estagnações, e os excessos, estimula os Pulmões movimentando o Qi e o Sangue (XUE). (Yamamura, I. 2001).
  47. 47. Nota Os alimentos podem ter mais de um sabor.
  48. 48. ALIMENTOS SEGUNDO A COR A cor é vibração, energia e portanto cada elemento, segundo sua cor, afetará de diferentes formas o organismo.
  49. 49. • Vermelho: tem afinidade com o Coração, promove a circulação de sangue, tonifica, aquece, revitaliza e estimula a sexualidade; • Amarelo: laranjas, mamão, -tem afinidade pelo Baço e Pâncreas e Estômago, estabilizam e o equilibram.
  50. 50. • Verde: tem afinidade pelo Fígado, tonifica o sangue do Fígado, desintoxica e depura; • Negro: é a cor mais YIN e mais profundo: tem a afinidade pelo Rim e pela Bexiga, nutrem a energia, mais profunda do organismo ( JING) e do Sangue, adstringente e refresca; • Branco: reforça o Pulmão e o Intestino Grosso. Purifica. (Yamamura, I. 2001).
  51. 51. ALIMENTOS SEGUNDO A DIREÇÃO • Ascendente: os alimentos que induzem a ascensão da energia são em especial, os de sabor DOCÊ + PICANTE, de natureza QUENTE + TEMPERADA: cebola, alho, gengibre, pimenta, canela, cravo, tomilho, orégano, castanhas e nozes; • São usados em: prolapsos, diarreias, metrorragias, pesos nas pernas, cansaço, apatia.
  52. 52. • Descendente: são em especial os de sabor AMARGO + SALGADO, são de natureza FRIA +FRESCA: Chicória, Chá, Cerveja de Trigo, e Algas são usados como laxantes e diuréticos, em cefaleias, dores em parte da cabeça, hipertensão, náuseas e vômitos. (Yamamura, I. 2001).
  53. 53. •Movimento: induz a concentrar a energia para cima e para dentro, são adstringentes. •São em especial, os sabor ÁCIDO + SALGADO são de natureza FRESCA + NEUTRA: framboesa, Laranja, Tangerina, Escargô, Azuki, Tomate, Algas.
  54. 54. • São usados em caso de perda de líquidos orgânicos: suor, diarreia, hemorragias, vômitos, em pessoas em convalescência, no inverno; • Devem ser evitados em caso de febre, resfriado, pois podem auxiliar o fator patógeno para dentro (interiorização).
  55. 55. • DISPERSANTES: Induzem a dispersar a energia para cima e para fora são afrodisíacos, são em especial os de sabor PICANTE. Os alimentos; • PICANTES e QUENTES são utilizados para eliminar o VENTO FRIO: alho, pimenta, gengibre, canela; • Os PICANTES E FRIOS se usam para eliminar o VENTO CALOR: menta, rabanete.
  56. 56. ALIMENTOS SEGUNDO O IMPACTO NO MERIDIANO Exemplos: •Pera pelo Meridiano do Pulmão; •Espinafre: pelo Meridiano do Fígado; •Laranja: pelo Meridiano do Baço Pâncreas; •Castanhas: pelo Meridiano do Coração; •Azuki: pelo Rins. (Yamamura, I. 2001).
  57. 57. NO PREPARO • Alimentos mais FROS: menos fogo, menos pressão, mais água e menos sal; • Alimentos mais Quentes: mais fogo, mais pressão, menos agua, mais sal.
  58. 58. ALIMENTOS SEGUNDO O MÉTODO DE PREPARO Métodos de preparo interferem na energia do alimento: •FRIO: Cru •FRESCO: Escaldado •NEUTRO: Vapor – Fervido •TIBIO: Frito – Empanado •CALIENTE: Cozido, Assado, Reaquecido (Yamamura, I. 2001).
  59. 59. ALIMENTOS SEGUNDO O CONSTITUCIONAL • YANG: tomar alimentos frescos e neutros, evitar alimentos quentes e frios; • Ante o excesso de YANG, se deve evitar alimentos como nata, manteiga, carnes defumadas, macarrão, espaguetes, cebola, gengibre, pimenta do reino e frutos secos.
  60. 60. As pessoas com muito Yang são corpulentas, hiperativas com , costumam temer o calor e comem e bebem em excesso. São propensas a enfermidades como hipertensão, cefaleia, insônia e consequentes problemas psicológicos.
  61. 61. Quando existe uma deficiência de Yang, a dieta segundo a MTC, recomenda-se alimentos como: alho, canela, batatas, frutos secos, trigo, arroz, soja ,milho, berinjela, aipo, são alimentos que colocam a energia em movimento.
  62. 62. As pessoas com pouco Yang, são delgadas, com voz suave, e baixa, sentem frio, tem tendência a cronificar as enfermidades, principalmente no inverno: inflamações, faringites, amigdalites, bronquites, são doenças mais comuns nessa época, também podem padecerem de asma, cefaleia.
  63. 63. • As pessoas YIN: ingerir alimentos neutros, pouco de alimentos quentes , moderadamente alimentos frescos y evitar os frios. • Quando ocorre um excesso de yin a dieta segundo a MTC, nesse caso se devem evitar alimentos como cebola, gengibre, cravo, aipo, carnes como exemplo de cordeiro e frango, milho, castanhas, frutos secos, figos.
  64. 64. Os indivíduos com excesso de YIN, tendem a serem obesos por serem acometidos por retenção de líquidos, tem extremidades sempre frias, com seus movimentos lentos, precisam dormir , tem tendência a serem pessimistas, são fortes candidatos a sofrerem anomalias como falta de ilusão, depressão, hipotireoidismo, hipotensão e hipoglicemias.
  65. 65. Quando ocorrer deficiência de Yin a dieta segundo a MTC, deve se: •Para se fazer subir o YIN, os alimentos indicados são berinjelas, pepino, espinafres, Champion, limão, figos, mexericas, mamão, melões, peras, maças e mangas.
  66. 66. Os indivíduos com o yin baixo são delgados, tem face escura e pele seca, com corpo quente, mas com temperatura corporal baixa, não ficam doentes fácil, porem quando adoecem são por doenças que se tornam crônicas fácil, são pessimistas, melancólicos, impacientes, dentem a desenvolverem lombalgias, ciatalgias, cálculos renais, problemas digestivos, possuem uma digestão lenta e pesada. Precisam comer em intervalos regulares. (Yamamura, I. 2001).
  67. 67. ALIMENTOS SEGUNDO O DESEQUILÍBRIO Patologias tipo Frio Alimentos de natureza neutra. Tomar algumas vezes alimentos quentes , evitar os frescos y proibir os frios. (Yamamura, I. 2001).
  68. 68. ALIMENTOS SEGUNDO O DESEQUILÍBRIO Patologias do Tipo Calor Alimentos frescos e neutros, algo de alimentos frios, proibir os quentes.
  69. 69. ALIMENTOS SEGUNDO A ESTAÇÃO DO ANO • Inverno: Alimentos neutros, algo de quente (sem excesso), reduzir alimentos frescos e evitar os frios. • Verão: Alimentos frescos o neutros, algo de frio (sem excesso), evitar os alimentos quentes.
  70. 70. •No verão em países quentes pela manhã podemos ingerir alimentos neutros, frescos, alguns frios como: cereais, frutas; •No inverno em países frios a noite, podemos tomar alimentos neutros, quentes como arroz, castanhas, nozes, cebola, algo picante. (Yamamura, I. 2001).
  71. 71. OBSERVAÇÕES GERAIS De acordo com os critérios e segundo o diagnóstico de cada pessoa determinar os alimentos mais convenientes para corrigir os desequilíbrios existentes.
  72. 72. • Se desejamos ficar mais ativos fisicamente e mentalmente deve os ingerir alimentos mas quentes, tipo YANG; • Se desejamos estar mais relaxados e tranquilos escolheremos alimentos neutros e frescos, tipo yin. (Yamamura, I. 2001).
  73. 73. Auriculoterapia/Auriculopuntura
  74. 74. Auriculoterapia/Auriculopuntura: Método terapêutico e analgésico e de regulação pisiquico orgânica, através de estímulos no Pavilhão Auricular. (Souza, J.L.2004)
  75. 75. ESCOLAS • Escola Chinesa utiliza como base para sua fundamentação a filosofia chinesa, denominanda-se de Auriculopuntura; • A Escola Francesa, escola de Paulo Nogier, tem uma fundamentação fisiológica e embriológica denominada de Auriculoterapia. (Garcia, E.G. 1989).
  76. 76. Ambas as escolas realizam a localização de pontos e suas cartografias considerando o pavilhão auricular como um feto em posição pré-parto. Figura 10: Somatotopia Auricular Feto
  77. 77. A ESCOLA BRASILEIRA Utilizando uma junção de conceitos entre as Escolas Francesa de (Auriculoterapia) e Escola Chinesa de (Auriculopuntura) originou-se a Escola Brasileira que compõem-se da fusão dos conceitos das duas Escolas.
  78. 78. MICROSSISTEMA DA ORELHA “Assim como é em cima é em baixo” •O Macrocosmo e o Microcosmo •Microssistema = a parte pelo todo •Microssistemas do corpo: Língua, Couro Cabeludo, Face, Mão, Pés, Dentes e a Orelha.
  79. 79. A orelha é o microssistema mais utilizado porque os estímulos no pavilhão auricular, além de serem conduzidos até o Sistema Nervoso Central, mais rapidamente, produzindo seus efeitos, podem ser mantidos por um período de tempo mais prolongando, prolongando também os efeitos terapêuticos.
  80. 80. TRATAMENTOS PELA CAUTERIZAÇÃO Figura 11: Cautérios de Percy 80
  81. 81. • Na antiguidade os Acupontos Auriculares eram cauterizados, essa técnica foi descrita por vários autores • Abaixo figura demonstrando tipo de cautér utilizado no pavilhão auricular Figura 12: Cauterização do Hélix Auricular
  82. 82. Áreas para Tratamento da Ciática: abaixo, principais pontos Cauterizados localizados no Pavilhão Auricular, para tratamento da Ciática, esse fato levou Paul Nogier a se interessar pelo tema quando viu pacientes com áreas auriculares cauterizadas. Figura 13: Área de Cauterização Somatotopia - Ciática
  83. 83. No Sirilanka se conhece 89 pontos para controle de deambulação dos Elefantes Nilos, através de estímulos no pavilhão auricular. (Dulcetti, O. 1994). Figura 14: Pontos de Controle da Deambulação Auricular
  84. 84. Na Grécia, Hipócrates já utilizava pontos com sangria pra tratamento da esterilidade, hipertensão, ente outras afecções.
  85. 85. “Jardim das Delicias” Obra de Jerônimo Bosch já retrata o uso de auriculopuntura em 1850, como pontos representando aparelho genital e tratamento da libido. (Dulcetti, O. 1994). Figura 15: Obra : Trípito de Jerônimo Bosch – Museu do Prado
  86. 86. Figura 16: Obra : Trípito de Jerônimo Bosch – Museu do Prado 86
  87. 87. A seguir, detalhe das duas orelhas justapostas, na obra representando os testículos, a lancha representa o pênis e uma flecha transfixa a área que representa o aparelho reprodutor masculino e ou feminino. Ao mesmo tempo um diabrete lancetando o ponto da libido.
  88. 88. Figura 17: Recorte Trípito de Jerônimo Bosch 88
  89. 89. • ZACUTUS LUZITANUS (Médico Português – Século XVII), realizava cauterização Auriculares para tratar ciática; • Dr. Ralken Curicimati (1850) sem conhecer a Acupuntura realizou cauterização no Hélix para tratamento da ciática; • Dr. Luciciani de Batista (1850), também publicou o trabalho sobre a cauterização Hélix na cura da ciática, odontalgia;
  90. 90. MARCO HISTÓRICO DA AURICULOTERAPIA Figura 18: Paul Nogier •Década de 50 a 60 •A representação na orelha de um feto em posição pré-natal foi dada por um médico francês P. Nogier, o qual também em 1958 realizou um estudo sobre a relação de certas zonas do pavilhão auricular com os órgãos internos. (Dulcetti, O. 1994).
  91. 91. Auriculoterapia em 1950 é reconhecida pela OMS Figura 19: Convenção da OMS – Reconhecimento da Auriculoterapia 91
  92. 92. REFLEXO VÁSCULO NEURAL DE NOGIER O Reflexo Vásculo Neural de Nogier demonstra que a realização de um estímulo periférico, no polegar, por exemplo, levando a uma vasoconstrição local, levará a uma vasodilatação em área específica somatotópica no pavilhão auricular. (Dulcetti, O. 1994).
  93. 93. Tipos de Estímulos utilizados para tratamento no pavilhão auricular
  94. 94. TIPOS DE ESTÍMULOS UTILIZADOS PARA TRATAMENTO NO PAVILHÃO AURICULAR • Agulhas Semi-permanentes; • Agulhas Filiformes; • Moxa; • Elétricos; • Sementes ( Mostarda e Vacaria); • Pastilhas de Stiper; • Pontos Ouro, Prata, Inox, Cobre; • Sangrias; • Laserauriloterapia; • Cromoterápico. (Souza, J.L.2003)
  95. 95. Figura 20: Agulha Semi Permanente em Tamanho Aumentado 95
  96. 96. Figura 21: Agulha Filiforme na Orelha 96
  97. 97. Figura 22: Auriculoterapia Sementes-Mostarda (Vacaria) 97
  98. 98. Figura 23: Auriculoterapia Agulha Semi Permanentes 98
  99. 99. Figura 24: Eletroestimulação Auricular 99
  100. 100. Auriculoterapia / Auriculopuntura Auriculoterapia/Aruriculopuntura Tem caráter profilático; Tem eficiência para uso em massa – vasto acesso no SUS ( Sistema Único de Saúde); Possui potenciais reais na estimulação de defesa do organismo doente, como já atestavam os tratados antigos. (Souza, J.L. 2003). 7 de julho de 2015 100
  101. 101. OS efeitos gerais da Auriuloterapia são: •Analgésicos; •Antiinflamatórios; •Neuromusculares; •Imunológicos; •Efeitos Funcionais de Órgãos e Sistemas; •Efeitos Psíquicos. (Souza,J.L.2003).
  102. 102. Referências Bibliográficas • BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria MS/GM nº 971, de 3 de maio de 2006 – Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil – Edição Número 84, p. 20-24. Brasília, DF, de 04 de maio de 2006. • GARCIA, E. G. Auriculoterapia. Escola Huang li Chun. São Paulo: Rocca, 1999. • DULCETTI, O. J. Acupuntuta e Auriculoterapia, Auriculopuntura. Parma. São Paulo 1994. • FRANCESCHINI, S.F. Fitopuntura. Roca. São Paulo 2014. • LACERDA, P. Manual de Laser Acupuntura em Medicina e Odontologia. Codi. Rio de Janeiro 2002. • MACIOCIA, G. Os fundamentos da medicina chinesa: um texto abrangente para Acupunturistas e fisioterapeutas. São Paulo: Roca, 2007.
  103. 103. Referencias Bibliográficas • MATHEUS, S. Magnetoterapia, uma maneira natural para recuperar a saúde. 2ª. Edição. M.Matheus de Souza.DC.DM. São Paulo 1989. • ROMOLI, M. Diagnóstico Acupuntura Auricular. Roca Eugim. São Paulo 2003. • ROSS, J. Zang Fu: Sistemas de órgãos e vísceras da medicina tradicional chinesa. São Paulo: Roca, 1994. • SOUZA, JEAN LUIS: Sistema de Ensino em Acupuntura (SEA), Módulo 1: Taoísmo. Uberlândia, Center Fisio-Imes, 2003. • SUSSMANN, DAVID J.; Acupuntura Teoria Y Práctica, Kier Editoda S.A., Buenos Aires- Argentina, 1995. • WEN, TOM SINTAN; Acupuntura clássica chinesa / - [2.ed., 3. Reimp.] – São Paulo: Cultrix, 2014. • WEN, TOM SINTAN; Manual terapêutico de acupuntura / editor Wu Tu Hsing; tradutora Míriam Akemi Kumatsu. – Barueri, SP: Manole, 2008. • YAMAMURA, Y. Alimentos: aspectos energéticos. A essência dos alimentos na saúde e na doença. São Paulo: Triom, 2001.
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  105. 105. Figura 5 – Disponível em: http://quickmassagepassoapasso.com.br/moxabustao/ Acesso em Agosto de 2015 Figura 6 – Disponível em: http://www.ebramec.com.br/detalhe-galeria.asp?pasta=Ventosa Acesso em Agosto de 2015 Figura 7 – Disponível em: http://ipersonae.net.br/site/ventosaterapia/ Acesso em Agosto de 2015 Figura 8 – Disponível em: http://www.universodaacupuntura.com.br/produtos/ventosas/kit-ventosa-17-copos/ Acesso em Agosto de 2015
  106. 106. Figura 9 – Disponível em: http://www.tudoporumamassagem.com.br/eletroacupuntura/ Acesso em Agosto de 2015 Figura 10 – Disponível em: http://templodeluxor.blogspot.com.br/2011/07/segundo-esta-terapia-existe- relacao.html Acesso em Agosto de 2015 Figura 11 – Disponível em: ROMOLI, M. Diagnóstico Acupuntura Auricular. Roca Eugim. São Paulo, 2003. Figura 12 – Disponível em: ROMOLI, M. Diagnóstico Acupuntura Auricular. Roca Eugim. São Paulo, 2003. Figura 13 – Disponível em: ROMOLI, M. Diagnóstico Acupuntura Auricular. Roca Eugim. São Paulo, 2003.
  107. 107. Figura 14 – Disponível em: DULCETTI, O. J. Acupuntuta e Auriculoterapia, Auriculopuntura. Parma. São Paulo 1994. Figura 15 – Disponível em: http://www.marxist.com/hieronymus-bosch-e-arte-morte-agonica-do-feudalismo.htm Acesso em Agosto de 2015 Figura 16 – Disponível em: http://www.marxist.com/hieronymus-bosch-e-arte-morte-agonica-do-feudalismo.htm Acesso em Agosto de 2015 Figura 17 – Disponível em: http://www.marxist.com/hieronymus-bosch-e-arte-morte-agonica-do-feudalismo.htm Acesso em Agosto de 2015
  108. 108. Figura 18 – Disponível em: http://www.karinsteinke.de/therapie/aurikulo.htm Acesso em Agosto de 2015 Figura 19 – Disponível em: http://www.portalunisaude.com.br/arquivos/auriculoterapia.pdf Acesso em Agosto de 2015 Figura 20 – Disponível em: http://iimanature.com/es/2009/11/sterile-press-needle/ Acesso em Agosto de 2015 Figura 21 – Disponível em: http://www.pontomar.com.br/home/ Acesso em Agosto de 2015
  109. 109. Figura 22 – Disponível em: http://www.tuasaude.com/acupuntura/ Acesso em Agosto de 2015 Figura 23 – Disponível em: https://eneidaacupuntura.wordpress.com/2012/08/23/auriculoterapia/ Acesso em Agosto de 2015 Figura 24 – Disponível em: Neves; M. Lisboa: Manual Prático de Auriucloterapia;Editora Merithus, Porto Alegre – RS, 2013.

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