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Práticas Integrativas e Complementares
Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) para o ...
Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s
- Todas as AÇÕES decorrentes das políticas nacionais voltadas à integração ...
Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares tem como OBJE...
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Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s
-  Com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC...
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Plantas Medicinais e Fitoterápicas
Plantas Medicinais: História
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Plantas Medicinais: História
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Plantas Medicinais: História
Ø  Raízes	
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Fitoterápicos
São medicamentos obtidos empregando-se exclusivamente
derivados de drogas vegetais como ativos;
Excipientes ...
Medicamentos fitoterápicos
Definições
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LEGISLAÇÃO E FITOTERÁPICOS
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Regulamentações diversas

Plantas medicinais
Ø Dispensadas em farmácias e ervanarias (Lei
5991/73).
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Registro: fitoterápico = medicamento
Ø  Todo	
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Quem pode produzir fitoterápicos?
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Medicamento fitoterápico
Segurança

Controle de Qualidade

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Segurança e eficácia
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Ø  Referências em literatura científica (RE 88/04);
Ø  Registro simplificado (RE 89/04);
Ø...
Controle de qualidade
Ø  Droga vegetal;
Ø  Derivado de droga;
Ø  Produto acabado.
Centella asiatica

CQ: droga vegetal

Ø  Laudo de identificação botânica;
Ø  Métodos de secagem, estabilização e conserv...
CQ: derivado da droga
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CQ: produto acabado
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Ø  Descrição	
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Espécies vegetais mais registradas
Planta

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Ginkgo biloba (Ginkgo)

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Hypericum perforatum L.

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Exemplo: Ginkgo biloba (ginkyo: damasco prateado)

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•  Parte empregada: fol...
Exemplo: Ginkgo biloba (ginkyo:
damasco prateado)

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Exemplo: Valeriana officinalis (valeriana)
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Exemplo: Valeriana officinalis (valeriana)
	
  
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Plantas Medicinais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ø Renascimento do interesse pelo tema;
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Medicina Tradicional Chinesa - acupuntura e práticas corporais
Histórico - Medicina Tradicional Chinesa (MTC)
•  Técnicas utilizadas pela civilização chinesa há
mais de cinco mil anos, ...
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•  Dinastia Qing (século 19) missionários do
ocidente levaram medicamentos,...
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(ocidental e chinesa tradicional), e ainda está...
Medicinas associadas
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de MTC;
•  Quase todos os médicos dos hospitais prati...
Racionalidade da MTC
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Anatomia;
Fisiologia;
Fisiopatologia;
Sistema de diagnóstico: anamnese e exame
físico (L...
No Brasil
•  Terapias conhecidas: acupuntura (incluindo
moxabustão e ventosaterapia), exercícios físicos
(qigong, tai chi ...
Acupuntura
•  Inserção de finas agulhas em pontos
determinados anatomicamente, para equilibrar
corpo/mente;
•  Várias técn...
Acupuntura - Revisões Cochrane
Evidências positivas:
• Cefaléia tensional;
• Profilaxia migrania;
• Cervicalgia.
Qigong - Histórico
Qigong é uma técnica, dentre várias, da medicina
tradicional chinesa.
De acordo com registros histórico...
Qigong
Qigong é um método terapêutico, onde são
utilizados exercícios, que são realizados de forma
suave e lenta, associad...
Categoria de Qigong
Existem diversas categorias e estilos de Qigong,
que se originaram em diferentes períodos
históricos, ...
Racionalidade do Qigong
• 
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Anatomia;
Fisiologia;
Fisiopatologia;
Sistema de diagnóstico: anamnese e
exame físico...
No Brasil
Práticas conhecidas:
• Daoyin (導引)
• Ba Duan jin (八段錦)
• Yi Jin Jing (易筋經)
• Nei gong (內功)
• Lian Gong (練功)
• Xi...
Tai Chi Chuan - Histórico
Zhang San Feng, 張三豊 (1247-?), lendário monge
taoista chinês, que muitos acreditam ter conquistad...
Tai Chi Chuan
•  Taijiquan é uma arte marcial, realizada de forma
suave e lenta, associada à respiração, ao
relaxamento e ...
Na China
Vários estilos de tai chi chuan:
• Estilo Chen; 
• Estilo Yang; 
• Estilo Wu; 
• Estilo Wu/Hao; 
• Estilo Sun.
No Brasil
Práticas conhecidas:
• Estilo Chen; 
• Estilo Yang; 
• Estilo Pai Lin.
Qigong e Tai Chi Chuan –
Revisões Cochrane

•  Evidências positivas – revisão de 77 estudos
Medicina Antroposófica
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ANTROPOSOFIA
	
  
Cosmologia
	
  
	
  
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   Cosmologia	
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ANTROPOSOFIA
	
  
Cosmologia
	
  
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ANTROPOSOFIA
	
  
Histórico
	
  
Segundo	
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ANTROPOSOFIA
	
  
Histórico
	
  
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ANTROPOSOFIA
	
  
Histórico
	
  
	
  

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ANTROPOSOFIA
	
  
Doutrina	
  Médica
	
  
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  cientfica	
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ANTROPOSOFIA
	
  
Doutrina	
  Médica
	
  
	
  

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Doutrina	
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ANTROPOSOFIA
	
  
Doutrina	
  Médica
	
  
	
  

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ANTROPOSOFIA
	
  
Morfologia
	
  
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   uma	
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ANTROPOSOFIA
	
  
Morfologia
	
  
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• Os	
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  bio&pos	
  estão	
  também	
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ANTROPOSOFIA
	
  
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   uma	
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• 

ANTROPOSOFIA
	
  
Dinâmica	
  Vital	
  (Fisiologia)	
  
	
  
Do	
   ponto	
   de	
   vista	
   orgânico	
   a	
   &pol...
Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos
Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos
Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos
Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos
Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos
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Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos

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O curso é gratuito e aberto, basta acessar a Comunidade de Práticas pelo link: www.atencaobasica.org.br
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Apresentaçãoo PNPIC e PICs - histórico e conceitos

  1. 1. UNIVERSIDADE  FEDERAL  DE  SÃO  PAULO     Pró-­‐Reitoria  de  Extensão  (PROEX)  -­‐  Núcleos  Associadaos   Núcleo  de  Medicina  e  PráEcas    IntegraEvas  (NUMEPI)  e   parceiros  
  2. 2.   Colaboradores           UNIFESP/parcerias        -­‐  Acary  Souza  Bulle  Oliveira  →  NUCI/NUMEPI    -­‐  Andréa  Romero  LaRerza  →  NUCI    -­‐  Débora  Amado  Scerni  →  NUCI/NUMEPI    -­‐  Gislaine  CrisEna  Abe  →  SIDNM/MTC/NUCI    -­‐  Jorge  Kioshi  Hosomi  →  NUMA/NUMEPI    -­‐  José  Peccinini  Petri  →  SBT/NUCI    -­‐  Márcia  Regina  Donatoni  Urbano  →  NUCI/NUMEPI    -­‐  Mary  Uchiyama  Nakamura  →  NUMA/NUMEPI    -­‐  Moacyr  Mendes  de  Morais  →  NUCI/NUMEPI    -­‐  Nélida  Amélia  Fontana  →  SBT/NUCI    -­‐  Paulo  Eduardo  Ramos  →  SIDNM/MTC/NUCI    -­‐  Ricardo  Ghelman  →  NUMA/NUMEPI    -­‐  Ricardo  Tabach  →  CEBRID/NUMEPI    -­‐  Romeu  Carillo  Junior  →  ABRAH/HSPM-­‐SP/NUCI    -­‐  Selda  Pantalena  de  Sousa  SBT/NUCI    -­‐  Sérgio  Felipe  de  Oliveira  →  NUCI/NUMEPI    -­‐  Sissy  Veloso  Fontes  →  NUCI/NUMEPI      
  3. 3. UNIVERSIDADE  FEDERAL  DE  SÃO  PAULO PRÓ-­‐REITORIA  DE  EXTENSÃO  -­‐  PROEX Núcleo  de  Medicina  e  PráEcas  IntegraEvas  -­‐  NUMEPI ORGANOGRAMA  DOS  SUBNÚCLEOS/DEPARTAMENTOS  PARTICIPANTES  e  PARCERIAS   NUMEPI   (Núcleo  de  Medicina  e  PráEcas  IntegraEvas)   Pró-­‐Reitoria  de  Extensão  da  Unifesp Departamento  de  Obstetrícia   Núcleo  de  Medicina  Antroposófica:  NUMA Profa.  Dra.  Mary  Uchiyama  Nakamura   Dr.  Ricardo  Ghelman   Ms.  Jorge  Kioshi  Hosomi   Associação  Brasileira  de  Reciclagem  e   Atualização  em  HomeopaEa:  ABRAH     Clínica  de  HomeopaEa  do  Hospital  do  Servidor   Público  Municipal  de  São  Paulo:  HSPM-­‐SP   Ms.  Romeu  Carillo  Junior     Departamento  de  Neurologia  e  Neurocirurgia   Núcleo  de  Cuidados  IntegraEvos:  NUCI   Profa.  Dra.  Sissy  Veloso  Fontes   Prof.  Dr.  Acary  Souza  Bulle  Oliveira   Profa.  Dra.  Débora  Amado  Scerni   Ms.  Márcia  Regina  Donatoni  Urbano   Ms.  Andréa  Romero  LaRerza   Ms.  Sérgio  Felipe  de  Oliveira   Esp.  Moacyr  Mendes  de  Morais   Sociedade  Brasileira  de  Termalismo:  SBT   Esp.  Nélida  Amélia  Fontana   Esp.  Selda  Pantalena  de  Sousa   José  Peccinini  Petri   Setor  de  InvesEgação  em  Doenças   Neuromusculares:  SIDN/MTC  –  UNIFESP   Ambulatório  de  Medicina  Tradicional  Chinesa:  MTC   Departamento  de  Medicina  PrevenEva   Centro  Brasileiro  de  Informações  sobre  Drogas  Psicotrópicas:  CEBRID   Prof.  Dr.  Ricardo  Tabach   Ms.  Gislaine  Cris-na  Abe   Esp.  Paulo  Eduardo  Ramos  
  4. 4. Introdução
  5. 5. •  Polí&ca  Nacional  de  Atenção  Básica   -­‐    -­‐    -­‐  Portaria  nº  648,  de  28  de  Março  de  2006     ATENÇÃO   BÁSICA   EM   SAÚDE:   é   “um   conjunto   de   ações   de   saúde   desenvolvidas   em   âmbito   Individual   e   Cole&vo   que   abrangem   a   PROMOÇÃO   E   PROTEÇÃO   DA   SAÚDE,   prevenção  de  agravos,  diagnós&co,  tratamento,  reabilitação  e  manutenção  da  saúde”  É  o   primeiro  ponto  de  contato  do  cidadão  com  o    Sistema  de  Saúde.     PRINCÍPIOS:   universalidade,   acessibilidade,   coordenação,   vínculo,   con&nuidade,     integração,  responsabilidade,  humanização,  equidade  e  par&cipação  social.   CONSIDERA   O   SUJEITO:   em   sua   singularidade,   complexidade,   integralidade,   inserção   sociocultural. (Brasil,  2006  -­‐  PNAB)         • Portaria  GM  Nº  154,   de  24  de   Janeiro   de   2008,   Republicada   em  04  de  março  de  2008.     ₋    VISA:  ampliar  a  abrangência  e   o   escopo   das   AÇÕES   DA   ATENÇÃO   BÁSICA,   bem   como   sua  resolubilidade.       Atividade Física/ Práticas Corporais   Serviço Social, Saúde da Criança, da Mulher, do Idoso e Mental Assistência Farmacêutica Práticas Integrativas e Complementares Reabilitação, Alimentação e Nutrição
  6. 6. Práticas Integrativas e Complementares
  7. 7. Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) para o SUS (Diário Oficial, portaria No. 971 de 03/05/06 do Ministério da Saúde) - O campo das PIC´s contempla SISTEMAS MÉDICOS COMPLEXOS (racionalidade médica) E RECURSOS TERAPÊUTICOS, também denominados pela OMS de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa (MT/MCA). - Cosmologia/Cosmovisão: doutrina médica, diagnóstico, sistemas terapêuticos, morfologia (anatomia), dinâmica vital (fisiologia). (Madel T. Luz, 2006) “Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde – Organização Mundial de Saúde (OPAS-OMS), Medicina Tradicional é o total de conhecimento técnico e procedimentos baseado nas teorias, crenças e, experiências indígenas de diferentes culturas, sejam ou não explicáveis pela ciência, usados para a manutenção da saúde, como também para a prevenção, diagnose e tratamento de doenças físicas e mentais. São exemplos: a medicina tradicional chinesa, a ayurvédica hindu, a medicina unani árabe e as diversas formas medicina indígena. Abrange terapias como a medicação à base de ervas, partes de animais ou minerais, e terapias sem medicação, como a acupuntura, as terapias manuais e as terapias espirituais”. (Traditional Medicine Strategy. Genebra: WHO, 2010) - Visam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias efetivas e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na INTEGRAÇÃO do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do CUIDADO HUMANO, especialmente do AUTOCUIDADO. http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php
  8. 8. Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s - Todas as AÇÕES decorrentes das políticas nacionais voltadas à integração das práticas integrativas e complementares ao SUS, perpassam pelo entendimento e valorização da MULTICULTURALIDADE E INTERCULTURALIDADE, por gestores e profissionais de saúde, para MAIOR EQUIDADE E INTEGRALIDADE DA ATENÇÃO. “Interculturalidade pode ser entendida como modo de coexistência no qual os indivíduos, grupos e instituições, com características culturais e posições diferentes, convivem e interagem de forma aberta, inclusiva, horizontal, respeitosa e se reforçam mutuamente, em um contexto compartilhado. Assim, a Política Nacional considera o sujeito em sua singularidade e inserção sociocultural, buscando produzir a atenção integral”. - Na relação intercultural, busca-se favorecer o ENTENDIMENTO DE PESSOAS COM CULTURAS DIFERENTES, em que a ESCUTA e o enriquecimento dos DIVERSOS ESPAÇOS DE RELAÇÃO são facilitados e promovidos visando ao fortalecimento da IDENTIDADE PRÓPRIA, do AUTOCUIDADO, da AUTOESTIMA, da VALORAÇÃO DA DIVERSIDADE E DAS DIFERENÇAS, além de proporcionar o desenvolvimento de uma CONSCIÊNCIA DE INTERDEPENDÊNCIA para o benefício e DESENVOLVIMENTO COMUM. http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php
  9. 9. Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares tem como OBJETIVOS: 1. Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao CUIDADO continuado, humanizado e INTEGRAL em saúde; 2. Contribuir ao aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso; 3. Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades e; 4. Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde. http://dab.saude.gov.br/portaldab/pnpic.php
  10. 10. Procedimentos
  11. 11. Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s -  Com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) institucionalizou-se até 10/13 no (SUS): http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php •  A HOMEOPATIA: Sistema médico complexo, de caráter holístico, baseado no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes, enunciada por Hipócrates, no século IV a.C. A homeopatia desenvolvida por Samuel Hahnemann, no século XVIII, utiliza como recurso diagnóstico a matéria médica e o repertório e, como recurso terapêutico, o medicamento homeopático. •  AS PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICAS: Terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A prática da fitoterapia incentiva o desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social. Os serviços podem oferecer os seguintes produtos: planta medicinal in natura, planta medicinal seca (droga vegetal), fitoterápico manipulado e/ou fitoterápico industrializado. •  A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA/ACUPUNTURA E PRÁTICAS CORPORAIS: Sistema médico integral originado há milhares de anos na China que se fundamenta nas teorias do yin-yang e dos cinco movimentos. Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e língua e possui como abordagens terapêuticas plantas medicinais e fitoterápicos, dietoterapia, práticas corporais e mentais, ventosa, moxa e acupuntura. •  A MEDICINA ANTROPOSÓFICA: A medicina antroposófica apresenta-se como abordagem médicoterapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde. Entre os recursos que acompanham a abordagem médica, destacase o uso de medicamentos baseados na homeopatia, na fitoterapia e outros específicos da medicina antroposófica. Integrada ao trabalho médico, está prevista a atuação de outros profissionais da área da saúde, de acordo com as especificidades de cada categoria. •  TERMALISMO SOCIAL-CRENOTERAPIA: O termalismo compreende as diferentes maneiras de utilização da água mineral e sua aplicação em tratamentos de saúde. A crenoterapia consiste na indicação e uso de águas minerais com finalidade terapêutica, atuando de maneira complementar aos demais tratamentos de saúde.
  12. 12. Homeopatia
  13. 13. •    HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico     A   Homeopa&a   segue   o   modelo   de   atenção   centrado   na   saúde,   colocando   todas  as  dimensões  do  indivíduo  no  centro  desse  paradigma.       •  Tem   como   caracterís&ca   fortalecer   o   paciente   tanto   nas   suas   capacidades   biológicas   de   manutenção   da   saúde   como   nas   de   autocuidado,   além   de   promover  a  humanização  da  atenção.       •  A   experiência   vem   demonstrando   sua   capacidade   de   reduzir   a   fármaco-­‐ dependência   e   a   demanda   por   intervenções   e   emergências,   diminuindo   os   custos  dos  serviços  públicos  e,  melhorando  a  qualidade  de  vida.  
  14. 14. HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico     •  Em   1796,   Hahnemann,   o   fundador   da   Homeopa&a   publicou   um   ar&go   in&tulado:   “Ensaio   sobre   um   novo  princípio  para  descobrir  as  virtudes  cura@vas  das  substâncias  medicinais,  seguido  de  algumas   exposições   sumárias   sobre   os   princípios   aceitos   até   os   nossos   dias”.   O   Dr.   Richar   Haehl,   seu   melhor   biógrafo,  considera  essa  publicação  como  o  marco  inaugural  da  Homeopa&a.   •  A  importância  desse  trabalho  reside  na  fundamentação  da  base  experimental  dessa  ciência  médica,   isto  é,  no  seu  alicerce  empírico.  Denis  Demarque,  renomado  homeopata  francês,  chegou  a  escrever   um   livro   in&tulado:   “Homeopa@a,   Medicina   de   Base   Experimental”,   infelizmente   há   muito   esgotado,  que  ressalta  essa  caracterís&ca  metodológica  desse  sistema  médico-­‐terapêu&co.     •  Hahnemann   se   referia   ao   que   chamou   de   Patogenesia,   isto   é,   a   capacidade   das   substâncias   alterarem   a   saúde   dos   indivíduos   saudáveis.   Assim   como   nos   Ensaios   Clínicos   de   nossos   dias,   experimentadores   voluntários   passavam   (e   ainda   passam,   no   caso   das   experimentações   que   con&nuam  a  ser  realizadas)  a  ser  observados  após  ingerirem  determinadas  substâncias.     •  O   resultado   dessas   observações,   representado   pelo   conjunto   de   sintomas   produzidos   por   essas   substâncias,   compõem   o   que   se   chama   Matéria   Médica   Homeopá@ca.   Esse   tratado   ainda   é   composto  por  sintomas  re&rados  da  Toxicologia,  Farmacologia  e  experiência  clínica,  na  sua  quase   totalidade.  
  15. 15. •  HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico     O   obje&vo   final   da   construção   da   Matéria   Médica   Homeopá&ca   é   a   u&lização   das   substâncias   nela   con&das   como   medicamentos   segundo   o   princípio   da   Semelhança,   enunciado   por   Hipócrates   (480   –   370   a.C.):   “Aquilo   que   provoca  a  doença  onde  não  existe,  cura  a  doença  que  existe”.   •  Em   outras   palavras,   u&lizar   algo   que   provoque   uma   doença   ar&ficial  para  curar  uma  natural.  O  Pai  da  Medicina  formulou   esse   aforisma   baseado   na   observação   de   que   determinadas   substâncias   que   provocavam   certos   transtornos   podiam   curar   os   mesmos   transtornos   e,   portanto,   na   observação   clínica,   o   que  se  chamaria  hoje  de  “Medicina  Baseada  em  Evidências”.  
  16. 16. •  •  •  •  HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico   Esses  dois  princípios:  o  da  experimentação  em  voluntários  sadios  e  u&lização  das     substâncias  estudadas  como  medicamentos  pela  semelhança  formariam  o  que  se   pode   chamar   de   vertente   empírica   ou   posi&vista   da   Homeopa&a.   No   entanto,   assim  como  em  outros  ramos  da  Ciência,  como  a  Física,  por  exemplo,  no  caso  do   modelo   atômico   a   Homeopa&a   também   é   cons&tuída   por   uma   vertente   “construcionista”  baseada  num  modelo  vitalista.     Para   Hahnemann,   a   doença   não   é   material   e   sim   dinâmica,   resultado   do   desequilíbrio   da   Força   Vital,   que   tem   a   responsabilidade   de   manter   o   organismo   em  harmoniosa  operação  vital  com  relação  às  suas  funções  e  sensações.     O   vitalismo   de   Hahnemann,   baseado   na   corrente   filosófica   ternária   de   Barthez,   tornou-­‐se  uma  forte  corrente  de  oposição  ao  dogma&smo  da  Medicina  do  século   XVIII.   Resta  ainda  o  tema  das  altas  diluições.  Estas  surgiram  depois  de  estabelecidos  os   princípios   anteriores,   qual   sejam   o   da   experimentação   e   da   semelhança.   A   Farmacotécnica  Homeopá&ca  desenvolvida  por  Hahnemann,  que  além  de  remover   os   efeitos   tóxicos   dos   “venenos”   possibilitou   a   u&lização   de   substâncias   inertes,   elevou  as  possibilidades  terapêu&cas  a  um  nível  muito  mais  alto.  
  17. 17. •  •  •  •  HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico   Um   dos   mais   importantes   trabalhos   do   fundador   da   Homeopa&a,   qual   seja   o     Tratado  das  Doenças  Crônicas,  desenvolvido  entre  1816  e  1827.  Na  referida  obra,   Hahnemann  descreveu  três  síndromes  onde  aloca  todos  os  &pos  de  manifestações   crônicas.   Segundo   o   próprio   autor,   esse   foi   um   divisor   de   águas   na   terapêu&ca   homeopá&ca.     As  doenças  agora  não  eram  mais  consideradas  como  males  isolados  e  idiopá&cos,   mas  &nham  origens  e  fisiopatologias  comuns,  dentro  do  que  resolveu  chamar  de   “Miasmas”.  Considerou  ainda  sua  transmissão  hereditária  e  a  possibilidade  de  se   apresentarem  de  forma  simples,  isto  é,  uma  de  cada  vez,  ou  complexa.     A   prescrição   do   medicamento   homeopá&co   agora   já   não   estaria   simplesmente   baseada  em  sintomas,  mas  nos  sintomas  da  doença  crônica  que  se  pretende  curar.   A   Homeopa&a   teve   seu   desenvolvimento   mais   marcante   na   segunda   metade   do   século  XIX  e  início  do  XX.       A   expansão   nos   Estados   Unidos,   por   exemplo,   se   deu   de   maneira   extraordinária   graças  a  Constan&no  Hering  que,  em  1848,  fundou  com  Williamson  e  Jeanes  “The   Hahnemann  Medical  College”,  na  Filadélfia.  Em  pouco  tempo  agregaram-­‐se,  a  essa   escola   um   hospital   e   uma   policlínica,   onde   milhares   de   médicos   receberam   formação  homeopá&ca.  
  18. 18. •  HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico   Graças   ao   impulso   dado   por   Hering,   outros   estabelecimentos   foram   construídos.   em  1857  a  de  Saint-­‐Louis,  em  1859  a     Em  1850  a   Escola  homeopá@ca  de  Cleveland,   de  Chicago,  e  em  1860  a  de  Nova  Iorque.       •    •  Paralelamente   a   isso,   mul&plicavam-­‐se   as   escolas   ditas   eclé&cas,   onde   eram   ensinadas   as   ciências   fundamentais   e   diversas   terapêu&cas:   alopá&ca,   homeopá&ca,  naturista  e  quiroprá&ca.   A   Homeopa&a   desenvolveu-­‐se   também   na   Europa,   notadamente   na   França,   sustentada   por   homeopatas   do   mais   alto   gabarito   como   Vannier,   Henri   Bernard,   Zissu,   Demarque   e   muitos   outros,   que   ajudaram   a   desenvolver   e   modernizar   o   modelo  criado  por  Hahnemann.  Hoje,  países  como  a  Inglaterra,  se  u&lizam  dessa   terapêu&ca  em  larga  escala.    
  19. 19. •  HomeopaEa   Cosmologia  e  breve  histórico   No   Brasil,   como   especialidade   médica   desde   1980,   a   Homeopa&a   vem     galgando  lugar  de  destaque  entre  as  possibilidades  terapêu&cas  na  saúde   pública.     •  A   portaria   3237,   de   2007,   do   Ministério   da   Saúde,   passou   a   incluir   os   medicamentos   que   integram   a   Farmacopéia   Homeopá&ca   Brasileira   na   rede  do  SUS  conforme  recomenda  a  PNPIC.     •  A  Polí&ca  Nacional  de  Prá&cas  Integra&vas  e  Complementares  no  SUS  foi   publicada   na   forma   das   Portarias   Ministeriais   no.   971   em   03   de   maio   de   2006  e  no.  1.600  de  17    de  julho  de  2006.     •  A   saúde   pública   brasileira   está   pronta   para   a   Homeopa&a   e   o   desafio   agora  é  formar  profissionais  bem  preparados  e  em  número  suficiente  para   suprir  a  crescente  demanda  dos  pacientes  com  relação  à  essa  terapêu&ca   que,   por   suas   caracterís&cas   focadas   no   indivíduo   e   em   seu   bem   estar,   sem   dúvida   alguma   poderá   ajudar   a   modificar   para   melhor   o   cenário   da   saúde  em  nosso  país.    
  20. 20. HomeopaEa   Fisiologia  e  Fisiopatologia   •    •    •  A  Homeopa&a  segue  os  princípios  da  Fisiologia  e  Fisiopatologia  Sistêmicas,  isto  é,   todos  os  órgãos  e  tecidos  apresentam  relações  entre  si  e,  o  ser  integral  também  se   relaciona   com   o   ambiente   em   que   vive.   Veja-­‐se   o   que   ocorre   quando   o   coração   perde  parcialmente  a  capacidade  de  bombeamento  e  o  sgado  passa  a  represar  o   sangue   para   evitar   uma   sobrecarga   cardíaca.   Nesse   caso,   a   função   hepá&ca   é   adaptada  para  favorecer  o  sistema  como  um  todo.     Uma   úlcera   gástrica,   por   exemplo,   pode   surgir   em   decorrência   de   um   processo   de   stress,   uma   vez   que   este   promove   uma   maior   produção   de   cor&sol   pela   suprarrenal,   que   aumenta   a   produção   de   ácido   clorídrico   do   estômago,   além   de   diminuir  a  espessura  da  sua  mucosa  protetora.   Em   contrapar&da,   a   Alopa&a   atua   diretamente   sobre   o   órgão   deficiente,   no   primeiro   caso   com   um   cardiotônico   e   no   segundo   com   um   an&ácido,   seguindo   a   lógica  de  uma  Fisiologia  e  Fisiopatologia  linear  e  fragmentária.  Para  compreender   a   atuação   dessas   duas   formas   terapêu&cas   e   suas   possibilidades,   é   necessário   primeiro   compreender   como   o   organismo   se   mantém   em   equilíbrio   ou   melhor,   como  se  autorregula,  o  que  seria  tema  de  um  curso  específico.    
  21. 21. HomeopaEa   Fisiologia  e  Fisiopatologia   •    •    •    Apenas  a  ttulo  de  esclarecimento,  a  autorregulação  é  uma  capacidade  própria  de   todo  ser  vivo  e,  cumpre  a  função  de  manter  as  suas  constantes  internas  (pressão   arterial   ou   humor,   por   exemplo)   em   constante   variação   de   acordo   com   as   circunstâncias   (a   pressão   arterial   deve   subir   com   a   frequência   cardíaca,   assim   como  o  humor  varia  de  acordo  com  a  circunstância).  Quando  essa  propriedade  se   torna  deficiente  diz-­‐se  que  o  indivíduo  está  doente.     A  lógica  do  tratamento  alopá&co  é  atuar  diretamente  sobre  o  órgão  que  deveria   produzir  o  resultado  esperado  e  não  sobre  o  sistema  que  tem  a  função  de  atuar   sobre  o  referido  órgão  (no  caso  da  hipertensão  arterial  se  usa  vasodilatador  e  na   variação  de  humor  um  tranquilizante  ou  estabilizador  do  humor).     Em   outras   palavras,   o   medicamento   alopá&co   faz   aquilo   que   o   sistema   de   autorregulação   deficiente   não   consegue   fazer.   Por   outro   lado,   a   lógica   do   tratamento  homeopá&co  é  a  de  es&mular  o  sistema  de  autorregulação  com  uma   “doença  medicamentosa”  ar&ficial  semelhante  a  natural  para  que  ele  busque  um   caminho  adapta&vo  para  uma  possível  solução  do  problema.  
  22. 22. HomeopaEa   Fisiologia  e  Fisiopatologia   •  Por  esses  exemplos  é  fácil  perceber  que  o  tratamento  alopá&co  consegue  manter   ar&ficialmente   a   constante   interna   em   níveis   adequados   (no   caso   do   exemplo   a   pressão   arterial)   mas,   re&ra   grada&vamente   do   sistema   a   sua   capacidade   de   se   autorregular  (o  que  não  é  usado  atrofia)  o  que  jus&fica  a  cronicidade  dos  quadros   e  o  seu  gradual  agravamento,  além  da  dependência  crescente  do  fármaco.     •  A   Homeopa&a,   de   outra   forma,   ao   es&mular   o   sistema   de   autorregulação,   pode   levar  a  cura  de  doenças  consideradas  como  incuráveis.     •  Portanto,  o  médico  e  todo  o  agente  de  saúde,  devem  dominar  ambas  as  técnicas  e   atuar   de   forma   palia&va   quando   necessário   para   preservar   a   integridade   do   indivíduo   e   de   forma   a   es&mular   a   sua   capacidade   de   autorregulação   quando   possível,   minimizando   a   u&lização   de   medicamentos   potencialmente   tóxicos   e   favorecendo  a  cura.       •  A   formação   do   médico,   do   terapeuta   e   ou   do   cuidador   da   saúde,   em   geral   deve   contemplar   essas   duas   vertentes   complementares,   o   palia&vo   e   o   cura&vo,   em   proporções   e   momentos   adequados   para   o   restabelecimento   da   saúde   ssica,   mental  e  espiritual.  
  23. 23. HomeopaEa   Sistema  DiagnósEco   •  A  Homeopa&a,  como  a  Medicina  Convencional,  se  u&liza  da  Semiologia  e   dos   exames   complementares   para   o   diagnós&co   e   ins&tuição   do   tratamento.     •  Talvez,   a   maior   diferença   se   encontre   no   foco   de   uma   e   de   outra.   A   famosa   frase   de   William   Osler,   o   “Pai   da   Medicina   Moderna”,   reflite   um   pouco   a   diferença   entre   os   dois   pensamentos:   “It’s   more   important   to   know  what  sort  of  person  this  disease  has,  than  what  sort  of  disease  this   person   has”.   Se   imaginarmos   que   a   Semiologia   está   mais   centrada   no   conhecimento  do  indivíduo  e  o  exame  complementar  mais  na  sua  doença,   pode-­‐se  entender  a  importância  de  uma  e  do  outro  em  cada  abordagem   terapêu&ca.     •  No  caso  da  Alopa&a  pode-­‐se  esperar  um  menor  tempo  de  Semiologia  com   uma   maior   quan&dade   de   exames   complementares,   enquanto   que,   na   Homeopa&a   um   maior   tempo   semiológico   com   menos   exames   complementares.    
  24. 24. HomeopaEa   Sistema  DiagnósEco   •  •  •  •  A   atenção   sobre   o   indivíduo   doente,   e   não   sobre   a   doença,   resulta   em   caracterís&cas   semiológicas   par&culares   com   relação   à   Homeopa&a,   embora   os   princípios   básicos   da   Semiologia  sejam  sempre  seguidos.     Iden&ficação   do   paciente,   queixa   e   duração,   interrogatório   sobre   os   diversos   aparelhos,   história  pregressa  da  doença  atual,  antecedentes  familiares,  exame  ssico  e  diagnós&co  clínico   são  imprescindíveis  em  qualquer  anamnese.     No  entanto,  o  item  “história  pregressa  da  doença  atual”,  por  exemplo,  pode  ser  subs&tuído   por   “biopatografia”   ou   histórico   de   doença   e   saúde,   incluindo   eventos   biopsicossociais   do   indivíduo,   desde   a   sua   gestação   até   o   momento   da   consulta.   Tal   cronologia   de   eventos   torna-­‐ se   indispensável   para   a   compreensão   do   estado   atual   do   indivíduo   na   medida   em   que   se   considere   as   doenças   como   instabilidades   do   sistema,   que   se   apresentam   sob   formas   variadas.   Este   fato   parece   cada   vez   mais   reconhecido   pela   Medicina   hegemônica,   donde   proveem,   por   exemplo,   pesquisas   demonstrando   a   relação   de   uma   atopia   na   infância   com   hiperuricemia  no  adulto.   Nesse   sen&do,   as   “síndromes”   de   Hahnemann   ou   miasmas,   como   ele   resolveu   chamar   as   doenças   crônicas   (veja   o   breve   histórico   acima),   de   caráter   hereditário,   manifestam-­‐se   durante   a   vida   do   indivíduo   de   diversas   formas   através   de   doenças   diferentes   quanto   à   sua   apresentação,   mas   com   a   mesma   origem   fisiopatológica.   O   reconhecimento   dessas   alternância   entre   manifestações   de   diferentes   doenças   crônicas   herdadas   durante   a   vida   é   de   fundamental   importância   para   o   diagnós&co   homeopá&co,   que   visa   justamente   o   tratamento   das  referidas  instabilidades.  
  25. 25. HomeopaEa   Sistema  DiagnósEco   •  •  •  Desnecessário   falar,   portanto,   da   importância   dos   antecedentes   familiares,   isto   é,   dos   antecedentes   das   referidas   doenças   crônicas   na   família,   uma   vez   que   o   seu   aparecimento   na   descendência   representa   compa&bilidade   de   tendência,   o   que   se   chama   de   compa&bilidade   diatésica.   A   importância   da   iden&ficação   da   compa&bilidade   se   encontra   justamente   no   fato   de   poder-­‐se   deparar   com   uma   incompa&bilidade,   isto   é,   uma   doença   crônica   que   não   foi   transmi&da  hereditariamente,  mas  provocada  por  algo  suficientemente  forte  e  persistente  para   modificar  as  tendências  do  indivíduo.     Hahnemann  chamava  esse  evento  de  “falsa  doença  crônica”  e  dava  as  citava  como:  “doenças   profissionais   ou   resultantes   de   envenenamentos   ou   tratamento   alopá@co   violento”.   Nos   dias   de   hoje   são   muito   comuns   das   chamadas   “doenças   medicamentosas”,   como   por   exemplo   as   causadas   pelo   uso   prolongado   de   cor&coides,   neurolép&cos,   an&convulsivantes,   quimioterapia,   radioterapia   e   inumeráveis   outras   patologias   bastante   graves   e   difundidas,   cujo   tratamento   homeopá&co  diferenciado  poderá  ser  abordado  num  momento  oportuno.   Uma   vez   que   nada   é   independente   no   sistema,   as   questões   cogni&vas,   afe&vas,   intelec&vas   também   devem   constar   da   semiologia   homeopá&ca.   O   psiquismo   caracteriza   o   indivíduo   e   revela   suas   relações   consigo   próprio   e   com   os   outros.   Muitos   diagnós&cos   equivocados   surgem   em  decorrência  de  não  se  considerar  as  relações  do  indivíduo  com  o  meio  em  que  vive,  como  a   escola  e  a  família.  Alguns  &pos  de  comportamento  infan&l  classificados  como  patológicos  são,   em  grande  parte  das  vezes,  apenas  tenta&vas  de  adaptação  ao  meio  “hos&l”  em  que  vivem.  
  26. 26. HomeopaEa   Sistema  DiagnósEco   •    •    Embora   possam   exis&r   as   chamadas   “Linhas”,   a   Homeopa&a   moderna   pode   e   deve   ser  capaz  não  apenas  de  abarcar  todas  elas  mas  criar  uma  união  dialé&ca  onde  o   produto   final   seja   mais   (e   menos   ao   mesmo   tempo)   do   que   o   simples   somatório   delas.  A  Semiologia  homeopá&ca  deve  primar  pela  valorização  do  “todo”  com  suas   “partes”   e   das   “partes”   dentro   do   “todo”   e   cons&tuir-­‐se   na   base   das   tomadas   de   decisões  terapêu&cas,  sejam  elas  medicamentosas  ou  de  outra  natureza  qualquer,   buscando-­‐se  as  mais  uteis  para  a  preservação  da  saúde  do  indivíduo  e  da  sociedade   em  que  vive.   Nos   trinta   anos   de   ambulatório-­‐escola   da   Clínica   de   Homeopa&a   do   Hospital   do   Servidor   Público   Municipal   de   São   Paulo,   vem   sendo   desenvolvida   uma   técnica   semiológica   capaz   de   preencher   esses   quesitos   e   uma   ficha   clínica,   atualmente   digitalizada,  que  lhe  dá  sustentação  e  possibilidade  de  avaliação  de  eficácia/custo,   além   de   facilitar   os   levantamentos   para   pesquisas   clínicas.   Assim,   uma   forma   semiológica  bastante  ampla,  uniformizada  por  uma  ficha  clínica  adequada  é  muito   mais  do  que  meio  caminho  andado  para  um  bom  tratamento  homeopá&co.  
  27. 27. •    •  HomeopaEa   Intervenções  terapêuEcas     A  Homeopa&a  é  um  sistema  terapêu&co  que  se  u&liza  de  medicamentos  fabricados  através   de   farmacotécnica   específica   já   adotada   pelo   SUS   desde   2007   pela   portaria   3237   do   Ministério  da  Saúde.  No  entanto,  por  suas  par&cularidades  quanto  à  abordagem  do  processo   saúde/doença,   que   envolve   um   necessário   aprofundamento   do   conhecimento   sobre   o   sujeito,   acaba   por   apresentar   uma   propriedade   emergente,   como   diria   Bateson,   da   qual   nascem   outras   possibilidades.   O   envolver-­‐se   com   o   doente   e   vice-­‐versa,   o   que   se   chama   relação   médico-­‐paciente,   um   necessário   retorno   “às   origens”,   para   que   não   se   diga   “Humanização  da  Medicina”,  traz  possibilidades  de  intervenções  sobre  as  quais  o  médico  e   cuidador  modernos  também  devem  estar  afeitos,  o  que  se  traduz  em  conhecimentos  básicos   de  Psicologia,  Antropologia  e  Filosofia,  que  envolvem  questões  é&cas,  morais  e  espirituais.   Dentre   as   intervenções   medicamentosas,   a   Homeopa&a   apresenta   uma   variedade   de   possibilidades.   Veja-­‐se,   por   exemplo,   as   instabilidades   desencadeadas   por   fatores   predominantemente  extrínsecos  ao  sistema  como  o  caso  de  uma  fratura.  Deve-­‐se  u&lizar  o   termo   “predominantemente”   porque   nenhuma   instabilidade   do   sistema   depende   exclusivamente   dele   ou   de   um   fator   extrínseco   desencadeante,   mas   ambos   sempre   estão   presentes  em  graus  variáveis  de  importância.  Esse  &po  de  instabilidade  pode  ser  tratada  com   medicamento  homeopá&co  específico  para  o  melhor  restabelecimento  dos  tecidos  afetados   (ossos,  músculos,  nervos,  vasos,  pele,  etc).  
  28. 28. •    •    •    HomeopaEa   Intervenções  terapêuEcas     Dentre   as   intervenções   medicamentosas,   a   Homeopa&a   apresenta   uma   variedade   de   possibilidades.   Veja-­‐se,   por   exemplo,   as   instabilidades   desencadeadas   por   fatores   predominantemente  extrínsecos  ao  sistema  como  o  caso  de  uma  fratura.  Deve-­‐se  u&lizar  o   termo   “predominantemente”   porque   nenhuma   instabilidade   do   sistema   depende   exclusivamente   dele   ou   de   um   fator   extrínseco   desencadeante,   mas   ambos   sempre   estão   presentes  em  graus  variáveis  de  importância.  Esse  &po  de  instabilidade  pode  ser  tratada  com   medicamento  homeopá&co  específico  para  o  melhor  restabelecimento  dos  tecidos  afetados   (ossos,  músculos,  nervos,  vasos,  pele,  etc).   No   caso   de   uma   doença   epidêmica,   cuja   origem   é   mista,   isto   é,   existe   um   grau   de   importância   aproximadamente   igual   entre   o   fator   extrínseco   desencadeante   e   o   intrínseco   (individual),   surge   a   possibilidade   de   um   medicamento   para   o   tratamento   da   Epidemia.   Hahnemann,   no   caso   do   Cólera,   indicava   três   medicamentos   (Veratrum   álbum,   Cuprum   metallicum  e  Camphora)  na  dependência  das  caracterís&cas  da  Epidemia.   As  doenças  crônicas  (verdadeiras  e  não  as  causadas  por  fatores  extrínsecos  violentos  como   visto   anteriormente)   têm   causa   predominantemente   intrínseca   ao   sistema,   onde   a   individualidade,   portanto,   tem   a   maior   influência.   Nesses   casos,   o   medicamento   será   escolhido  segundo  um  elevado  grau  de  semelhança  com  as  caracterís&cas  da  doença  crônica   que  se  pretende  curar  dentro  das  ma&zes  do  indivíduo  que  a  apresenta.  
  29. 29. •  •  HomeopaEa   Intervenções  terapêuEcas     Dessa  breve  exposição  se  conclui  que  o  tempo  de  tratamento  está  diretamente  relacionado   ao   &po   de   instabilidade   que   se   pretende   tratar.   O   mito   de   que   a   Homeopa&a   é   “boa   mas   lenta”   repousa   sobre   o   fato   de   um   grande   número   de   pessoas   que   a   procuram   serem   portadoras  das  instabilidades  predominantemente  intrínsecas  ao  sistema  além  de  trazerem   as  doenças  crônicas  medicamentosas  decorrentes  de  “tratamentos”  prolongados  com  drogas   violentas   e   ineficazes.   A   Homeopa&a,   nos   casos   agudos,   por   exemplo,   habitualmente   apresenta  resultados  bastante  eficazes  e  rápidos.   Outro  tema  bastante  interessante  e,  sumamente  importante  é  o  das  intervenções  nos  casos   crônicos   que   vêm   usando   medicamentos   alopá&cos   durante   muito   tempo   e,   cuja   re&rada   coloca  em  risco  a  integridade  do  indivíduo.  Essa  circunstância,  por  sinal,  é  a  mais  comumente   encontrada   pelo   médico   homeopata,   mormente   o   que   atua   na   Rede   Pública.   Como   apresentado   anteriormente,   o   medicamento   alopá&co   atua   sobre   o   órgão   efetor   para   produzir   um   resultado   adequado   ar&ficialmente   enquanto   o   medicamento   homeopá&co   atua   na   autorregulação   es&mulando   o   sistema   a   produzir   naturalmente   esse   resultado.   Existe   antagonismo   entre   as   duas   terapêu&cas   na   medida   em   que   a   Alopa&a   atrofia   o   sistema   de   autorregulação   e   a   Homeopa&a   es&mula.   Por   outro   lado,   existe   algo   sinérgico   entre   as   duas   na   medida   em   que   ambas   buscam   um   resultado   adequado.   Portanto,   o   homeopata   deve   estar   preparado   para   essa   circunstância   e   conhecer   as   técnicas   mais   adequadas  para  a  desmedicalização  sem  colocar  o  indivíduo  em  risco.  
  30. 30. •  HomeopaEa   Intervenções  terapêuEcas   Poder-­‐se-­‐ia   abrir   um   parênteses     para   abordar   as   doenças   profissionais,   intoxicações   e   medicamentosas,   onde   a   Homeopa&a,   mais   precisamente   a   Isoterapia,   tem   demonstrado   grande   eficácia,   como   nas   intoxicações   pelo   chumbo   ou  mercúrio  ou  mesmo  nos  efeitos  colaterais  da  quimioterapia.       •    •    Ainda   existe   um   vasto   campo   a   ser   explorado   pela   Homeopa&a   nos   casos   de   transplante  de  órgão  e  no  implante  de  células  tronco,  além  da  sua  já  consagrada   u&lização  na  síndrome  do  climatério  e  outros  transtornos  hormonais.   Pelo   exposto,   desnecessário   dizer   que   não   existe   nada   que   a   Homeopa&a   não   possa  estar  incluída  num  plano  de  tratamento.  A  Homeopa&a  é  uma  terapêu&ca   centrada   no   indivíduo   e   suas   intervenções   são   fundamentadas   nele.   Não   há   indivíduo  que  não  possa  ser  tratado  homeopa&camente.  
  31. 31. Plantas Medicinais e Fitoterápicas
  32. 32. Plantas Medicinais: História •  Plantas  medicinais:   u&lização  como   medicamento  tão  an&ga   quanto  o  próprio  homem;   •  Método  da  tenta&va  e  erro   –  experimentação  para   saber  qual  planta  deveria   ser  u&lizada  para  cada  mal.    
  33. 33. Plantas Medicinais: História Ø  Sumérios:  4000  anos  a.C.:  Rio  Tigres/Eufrates                   ü  inscrições  em  placas  de  barro:  ópio/alcaçuz     Ø  China:  3000  anos  a.C.:  Medicina  Herbal  Chinesa     Ø  Índia:  Medicina  Ayuvérdica  ⇒  início  da  era  Cristã:  associações   de  plantas  (prevenção)      
  34. 34. Plantas Medicinais: História Ø  Raízes   culturais   da   civilização:   gerações   transmitem   ensinamentos   sobre  a  flora  e  suas  propriedades  cura&vas;     Ø  As   substâncias   presentes   nas   plantas   con&nuam   sendo   a   base   de   uma  proporção  grande  dos  medicamentos  u&lizados  atualmente;     Ø  O   uso   de   plantas   medicinais   e   fitoterápicos,   com   finalidade   profilá&ca,  cura&va,  palia&va  ou  para  fins  de  diagnós&co,  passou  a  ser   oficialmente  reconhecido  pela  Organização  Mundial  de  Saúde  (OMS)   em  1978,  durante  a  conferência  em  Alma-­‐Ata    na  an&ga  URSS.  
  35. 35. Fitoterápicos São medicamentos obtidos empregando-se exclusivamente derivados de drogas vegetais como ativos; Excipientes e outros componentes não ativos da fórmula podem ser de outras origens que não a vegetal; São caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, como também pela constância de sua atividade.
  36. 36. Medicamentos fitoterápicos
  37. 37. Definições Planta  medicinal:  planta  usada  tradicionalmente  com     finalidade  terapêu&ca.   Droga  vegetal:  planta  medicinal  ou  suas  partes,  após   processos  de  coleta,  estabilização  e  secagem,   podendo  ser  íntegra,  rasurada,  triturada  ou   pulverizada.   Derivado   de   droga   vegetal:   produtos   de   extração   da   matéria-­‐prima   vegetal.   É   caracterizado   pela   reprodu&bilidade   e   constância  de  sua  qualidade.  
  38. 38. LEGISLAÇÃO E FITOTERÁPICOS Ø ANVISA   /   MS:   exigência   de   estudos   cientficos   que   comprovem   a   eficácia   do   produto   e   a   ausência   de   riscos  à  saúde;     Ø Estudos  pré-­‐clínicos  e  clínicos;     Ø Combate  à  comercialização  ilegal  de  medicamentos.  
  39. 39. Regulamentações diversas Plantas medicinais Ø Dispensadas em farmácias e ervanarias (Lei 5991/73). - “A dispensação de plantas medicinais é privativa das farmácias e ervanarias, observados o acondicionamento adequado e a classificação botânica.” - As embalagens não podem ter alegações terapêuticas.
  40. 40. Registro: fitoterápico = medicamento Ø  Todo   fitoterápico   industrializado   deve   ser   registrado  previamente  à  comercialização;   Ø  Tem   que   apresentar   critérios   de   qualidade,   segurança   e   eficácia   exigidos   pela   ANVISA   para  todos  os  medicamentos  alopá&cos.   “A venda de produtos não registrados é considerado crime grave contra a saúde pública.” (Cod. Penal Art. 273 § 1º B-I)
  41. 41. Quem pode produzir fitoterápicos? Laboratórios   farmacêu&cos,   públicos   ou   privados,   com   autorização   de   funcionamento,   licença   sanitária   e     condição   sa&sfatória  de  produção  (CBPFC).  
  42. 42. Medicamento fitoterápico Segurança Controle de Qualidade Eficácia
  43. 43. Segurança e eficácia
  44. 44. Há 4 formas de comprovar S/E Ø  Referências em literatura científica (RE 88/04); Ø  Registro simplificado (RE 89/04); Ø  Ensaios pré-clínicos (RE 90/04) e clínicos (CNS 196/96 e 251/97); Ø  Levantamento etnofarmacológico.
  45. 45. Controle de qualidade Ø  Droga vegetal; Ø  Derivado de droga; Ø  Produto acabado.
  46. 46. Centella asiatica CQ: droga vegetal Ø  Laudo de identificação botânica; Ø  Métodos de secagem, estabilização e conservação; Ø  Pureza e integridade; Ø  Referências Farmacopeica: Brasileira ou RDC 79/03 + RDC 169/06;
  47. 47. CQ: derivado da droga vegetal Tanacetum  parthenium   Ø  Nomenclatura  botânica  oficial;   Ø  Parte  u&lizada;   Ø  Solventes,  excipientes  e/ou  veículos;   Ø  Testes  de  auten&cidade;  pureza  e  integridade;   Ø  Análise  qualita&va  e  quan&ta&va.  
  48. 48. CQ: produto acabado Uncaria tomentosa GUACO Ø  Descrição   das   metodologias   u&lizadas,   com   métodos  validados;   Ø  Análise  quan&ta&va  e  qualita&va;   Ø  EET;   Ø  Estabilidade/especificações  de  embalagem;   Ø  CBPF.
  49. 49. Espécies vegetais mais registradas Planta No de registros Ginkgo biloba (Ginkgo) 33 Aesculus hippocastanum (Castanha da índia) 29 Cynara scolymus (Alcachofra) 21 Hypericum perforatum (Hipérico) 20 Glycine max (Soja) 20 Valeriana officinalis (Valeriana) 20 Panax ginseng (Ginseng) 17 Senna alexandrina (Sene) 14 Cimicifuga racemosa (Cimicífuga) 14 Mikania glomerata (Guaco) 14 Maytenus ilicifolia (Espinheira-Santa) 13 Peumus boldus (Boldo) 13 Paullinia cupana (Guaraná) 12
  50. 50. Exemplos: Hypericum perforatum L. Ø  Ø  Ø  Ø  Nome popular: erva de São João; Partes utilizadas: partes aéreas da planta florida; Indicação: para depressão leve ou moderada (extratos padronizados); É um dos principais antidepressivos vendidos no mundo.
  51. 51. Exemplos: Hypericum perforatum L Ø  Ø  Ø  Ø  Ø  Ø  Flavonóides Floroglucinóis Taninos Hipericina Xantonas Hiperforina
  52. 52. Hypericum perforatum L. Exemplos: Hypericum perforatum L n  n  n  n  n  n  n  Hyperico® Iperisan® Börnin® Fiotan® Jarsin® Hiperex® Extrato padronizado (LI 160)
  53. 53. Exemplo: Ginkgo biloba (ginkyo: damasco prateado) •  Planta milenar (considerada um fóssil vivo); •  Parte empregada: folhas; •  Princípios ativos: ginkgolídeos e bilobalídeos.
  54. 54. Exemplo: Ginkgo biloba (ginkyo: damasco prateado) •  Inúmeros  trabalhos  mostrando  os  benescios  do  extrato  de  Ginkgo  biloba   nos   processos   cogni&vos   (memória,   atenção,   aprendizagem),   especialmente  nos  casos  onde  existe  um  déficit  inicial;     •  É  u&lizada  no  tratamento  da  doença  de  Alzheimer;   •  Ação:   an&oxidante,   ↓   viscosidade   sanguínea   e   ↑   a   circulação   sanguínea:   ↑  aporte  de  oxigênio  e  glicose  para  os  neurônios.  
  55. 55. Exemplo: Valeriana officinalis (valeriana) •  Originária   da   Europa   e   oeste   da   Ásia;     •  Parte  U&lizada:  raízes;     •  A m p l a m e n t e   u & l i z a d a   n a   composição   de   um   grande   número  de  produtos.    
  56. 56. Exemplo: Valeriana officinalis (valeriana)   •  C o m p o s t o s :   ó l e o s   v o l á t e i s   ( s e d a & v o )   e   v a l e p o t r i a t o s   (ansiolí&co);       •  Mecanismo   de   ação:   inibição   da   GABA-­‐transaminase,   interação   com   receptor,   alteração   na   liberação/recaptação  de  GABA.  
  57. 57. Plantas Medicinais CONSIDERAÇÕES FINAIS Ø Renascimento do interesse pelo tema; Ø Lucro com a análise objetiva da ciência médica; Ø Fitoterapia vem crescendo em importância; Ø Grande procura por medicamentos; Ø Opção terapêutica eficaz; Ø baixo custo / menores efeitos colaterais.
  58. 58. Medicina Tradicional Chinesa - acupuntura e práticas corporais
  59. 59. Histórico - Medicina Tradicional Chinesa (MTC) •  Técnicas utilizadas pela civilização chinesa há mais de cinco mil anos, baseadas na experiência empírica de líderes intelectuais curandeiros, replicadas com sucesso pelos discípulos através das gerações subsequentes; •  Influenciada pelo contexto sócio-cultural e religioso; •  Praticada não somente na China, mas em países vizinhos, como Japão e Coréia. Palmeira, 1990
  60. 60. Histórico - Medicina Tradicional Chinesa (MTC) •  Dinastia Qing (século 19) missionários do ocidente levaram medicamentos, e houve a introdução da Medicina ocidental na China; •  1950 – estruturação do ensino da MTC, com eliminação de aspectos considerados supersticiosos. A formação do médico de MTC passa a ser nas universidades. Dong Z, 2008
  61. 61. Medicinas associadas •  Desde o século 19 a China adota ambas as medicinas (ocidental e chinesa tradicional), e ainda está em processo de adaptação, o estudo da medicina integrativa. Palmeira, 1990 Xu J, 2009 •  Evento marcante - epidemia de SARS em 2003: redução de 80% na taxa de mortalidade em Beinjin após a associação de MTC no tratamento dos doentes (taxa de mortalidade chinesa: 6,5 / taxa de mortalidade mundial: 9,5). Xu J, 2009
  62. 62. Medicinas associadas •  90% dos hospitais gerais têm um departamento de MTC; •  Quase todos os médicos dos hospitais praticam ambas as medicinas (ocidental e chinesa tradicional); •  Custo financeiro da MTC é muito menor; •  Bom resultado em doenças crônicas; •  Orientação OMS: ações preventivas e autocuidado. Xu J, 2009
  63. 63. Racionalidade da MTC •  •  •  •  Anatomia; Fisiologia; Fisiopatologia; Sistema de diagnóstico: anamnese e exame físico (Língua e Pulso) próprios; •  Terapias da MTC. Nascimento, 2012
  64. 64. No Brasil •  Terapias conhecidas: acupuntura (incluindo moxabustão e ventosaterapia), exercícios físicos (qigong, tai chi chuan, meditação), massagens (tuiná), fitoterapia chinesa, dietoterapia chinesa. Palmeira, 1990 •  Técnica de diagnóstico: exame da língua adaptado para medicina integrativa. Abe, 2012
  65. 65. Acupuntura •  Inserção de finas agulhas em pontos determinados anatomicamente, para equilibrar corpo/mente; •  Várias técnicas: acupuntura sistêmica, auricular, escalpeana, eletroacupuntura; •  Sistematização do procedimento – SUS.
  66. 66. Acupuntura - Revisões Cochrane Evidências positivas: • Cefaléia tensional; • Profilaxia migrania; • Cervicalgia.
  67. 67. Qigong - Histórico Qigong é uma técnica, dentre várias, da medicina tradicional chinesa. De acordo com registros históricos, tem uma história de 5.000 anos, remontando ao período neolítico (entre 10.000 e 4.000 anos atrás). É um método original de orientações e cuidados médicos, que os antepassados da nação chinesa criaram gradualmente, acumulando e organizando suas experiências de prática ao longo de suas vidas. Wang & Huan, 1992; Ramos, 2012
  68. 68. Qigong Qigong é um método terapêutico, onde são utilizados exercícios, que são realizados de forma suave e lenta, associados à respiração, ao relaxamento e à concentração, bem como a manipulação em pontos específicos de acupuntura, a fim de recuperar, manter e prevenir doenças. Ramos, 2012
  69. 69. Categoria de Qigong Existem diversas categorias e estilos de Qigong, que se originaram em diferentes períodos históricos, podendo ser: • Jing Gong (práticas estáticas, de serenidade, tranquilidade); • Dong Gong (práticas de movimento, dinâmicas). Ramos, 2010
  70. 70. Racionalidade do Qigong •  •  •  •  Anatomia; Fisiologia; Fisiopatologia; Sistema de diagnóstico: anamnese e exame físico (Língua e Pulso) próprios. Yang, 2006
  71. 71. No Brasil Práticas conhecidas: • Daoyin (導引) • Ba Duan jin (八段錦) • Yi Jin Jing (易筋經) • Nei gong (內功) • Lian Gong (練功) • Xiang Gong (香功) • Taijiquan (tai chi chuan – 太極拳)
  72. 72. Tai Chi Chuan - Histórico Zhang San Feng, 張三豊 (1247-?), lendário monge taoista chinês, que muitos acreditam ter conquistado a imortalidade, enquanto estava meditando, ele viu uma serpente sair do buraco; nesse momento, um pássaro desceu da árvore para enfrentá-la. Após a luta, o pássaro voou de volta para a árvore e a serpente rastejou de volta para o buraco. No dia seguinte, a mesma cena se repetiu. Foi a partir da observação desse fato, que Zhang San Feng criou o Taijiquan, 太極拳. 孔德, 2011
  73. 73. Tai Chi Chuan •  Taijiquan é uma arte marcial, realizada de forma suave e lenta, associada à respiração, ao relaxamento e à concentração. Estimula respostas naturais de cura do organismo, que atuam na prevenção de agravos, recuperação da saúde e na visão ampliada do autocuidado; •  Atualmente é reconhecida pela UNESCO, como patrimônio da humanidade.
  74. 74. Na China Vários estilos de tai chi chuan: • Estilo Chen; • Estilo Yang; • Estilo Wu; • Estilo Wu/Hao; • Estilo Sun.
  75. 75. No Brasil Práticas conhecidas: • Estilo Chen; • Estilo Yang; • Estilo Pai Lin.
  76. 76. Qigong e Tai Chi Chuan – Revisões Cochrane •  Evidências positivas – revisão de 77 estudos
  77. 77. Medicina Antroposófica
  78. 78. •  •  •  •  •  ANTROPOSOFIA   Cosmologia     Um   princípio   fundamental   da   Cosmologia   antroposófica   é   de   que   o   Ser   Humano   é   composto   em   sua   natureza   por   dimensões   minerais,   vegetais,   animais   e   humanas,   individuais  e  ao  mesmo  tempo  universais.     Estas   dimensões   são   resultado   da   criação   do   Cosmos,   de   tal   forma   que   o   mundo   microcósmico  pessoal  está  em  ín&ma  conexão  com  o  macrocosmo.     Estas  dimensões  organizadas  como  reinos  da  natureza,  correspondem  a  ações  de  quatro   forças   dinâmicas   de   natureza   não   perceptvel   aos   sen&dos   criadas   pelo   macrocosmo   com   naturezas   próprias   que   se   integram   com   as   substâncias   corporais   e   com   as   substâncias  dos  medicamentos  naturais.     Toda   esta   complexidade   é   ordenada   por   forças   espirituais,   ou   seja,   não   perceptveis   aos   sen&dos   como   forças   gravitacionais,   forças   vitais,   forças   anímicas   e   forças   da   individualidade.     Os  períodos  de  desenvolvimento  humano  refletem  os  períodos  de  desenvolvimento  da   humanidade,   de   maneira   que   7   anos   de   existência   humana   correspondem   a   aproximadamente  2000  anos  de  história  da  humanidade.  
  79. 79. •  ANTROPOSOFIA   Cosmologia   Somos   uma   síntese   organizada   do   desenvolvimento   ao   longo   dos   milhões   de   anos     filogené&cos  e  anos  de  vida.     •  No   primeiro   ano   de   vida,   recapitulamos   o   desenvolvimento   neurológico   motor   dos   vertebrados.   Como   neonatos,   nos   movimentamos   como   peixes.   Aos   3   meses,   com   um   ano   de   existência,   iniciamos   a   aquisição   de   nosso   tônus   muscular   cervical   em   direção   crânio-­‐podálica.  Com  isso,  assim  como  os  ansbios,  sustentamos  a  cabeça.  Com  7  meses   enga&nhamos   como   quadrúpedes   rep&lianos.   Com   8   meses   enga&nhamos   como   mamíferos   com   cruzamento   no   movimento   dos   membros.   Com   11   meses   ficamos   de   cócoras  como  primatas  e  andamos  com  apoio  e  braços  elevados.  Com  1  ano  terminamos   o  ciclo  e  com  o  tônus  alcançando  os  pés,  iniciamos  a  marcha  ereta.     •  Nos   primeiros   três   anos   adquirimos   o   Andar   Ereto   com   liberação   das   mãos   –   fase   Homo   erectus   e   Homo   habilis   e   Consciência   reflexiva   e   Fala   complexa   (Auto-­‐Consciência)   como   Homo   sapiens.     Da   mesma   forma   nosso   cérebro   possui   regiões   que   foram   se   desenvolvendo  na  filogênese.  O  nosso  cérebro  primi&vo  voluntarioso  ou  Arquicortex  se   desenvolveu  com  os  répteis,  o  nosso  cérebro  intermediário  sen&mental  ou  Paleocortex   se  desenvolveu  com  os  mamíferos  e,  o  cérebro  racional  ou  Neocortex  com  os  primatas.   Apenas  a  área  pré-­‐frontal  de  nosso  cérebro  surgiu  conosco.    
  80. 80. •  •  •  •  ANTROPOSOFIA   Histórico   Segundo   a   Federação   Internacional    das   Associações   Médicas   Antroposóficas   (Interna@onale   Vereinigung   Anthroposophischer   Ärztegesellscha^en)   es&ma-­‐se   que   os   medicamentos  antroposóficos  são  prescritos  por  mais  de  30.000  médicos  em  65  países   de   todo   mundo,   reunidos   em   30   associações   nacionais   de   médicos   antroposóficos.   A   origem   da   Medicina   Antroposófica   (MA)   remonta   ao   início   do   século   XX,   tendo   sido   desenvolvida  pela  médica  Ita  Wegman  (1876  –  1943),  graduada  em  Medicina  na  Suíça,   em  parceria  com  o  filósofo  austríaco  Rudolf   Steiner  (1861-­‐1925).   A   Medicina   Antroposófica   (MA)   está   presente   no   Sistema   de   Saúde   Pública   na   Alemanha,  Suíça,  Itália,  Holanda,  Brasil,  Suécia,  Áustria  Reino  Unido  e  Estados  Unidos  e  é   legalmente  reconhecida  também  na  Dinamarca,  Finlândia  e  Reino  Unido.     No   Brasil,   a   Medicina   Antroposófica   foi   introduzida   na   década   de   1950   e,   desde   2006   integra  a  Polí&ca  Nacional  de  Prá&cas  Integra&vas  e  Complementares  e,  é  reconhecida   como  prá&ca  médica  pelo  parecer  21/93  do  Conselho  Federal  de  Medicina.   No   Brasil,   a   medicina   antroposófica   tem   seu   exercício   organizado   pela   Associação   Brasileira   de   Medicina   Antroposófica   (ABMA)   -­‐   www.abmanacional.com.br,   e   possui   sete  regionais,  nos  estados  de  São  Paulo,  Minas  Gerais,  Santa  Catarina,  Rio  Grande  do   Sul,  Rio  de  Janeiro,  Sergipe,  Pernambuco  e  Distrito  Federal.    
  81. 81. •  •  •  ANTROPOSOFIA   Histórico   O   exercício   da   farmácia   antroposófica     regulamentado   pelo   Conselho   Federal   de é     Farmácia   (CFF)   através   do   RDC   465   de   24   de   julho   de   2007.   Oficialmente,   a   Agência   Nacional  de  Vigilância  Sanitária  (ANVISA)  reconhece  os  medicamentos  antroposóficos  na   categoria   de   medicamentos   industrializados   dinamizados   (RDC   No   26,   de   30   de   março   de   2007,   RDC   No   67,   de   08   de   outubro   de   2007   e   RDC   No   87,   de   21   de   novembro   de   2008).     A   Medicina   Antroposófica   (MA)   surgiu   na   Europa   Central   nas   primeiras   décadas   do   século   XX   e   está   entre   os   sistemas   médicos   que   consideram   que   o   ser   humano   possui   uma   natureza   que   transcende   a   dimensão   ssico-­‐química,   biológica   e   psico-­‐social,   adicionando   a   estas   bases   as   dimensões   da   vitalidade   e   de   individualidade   tanto   nos   âmbitos   orgânicos,   através   dos   processos   regenera&vos   e   imunológicos   respec&vamente,  como  psíquicos  através  da  capacidade  de  adequado  enfrentamento  e   busca   de   sen&do   na   vida.   Estes   dois   conceitos   são   fundamentais   para   o   desenvolvimento  do  estado  de  saúde  ou  salutogênese.   A  MA  com  sua  concepção  de  um  ser  humano  em  constante  evolução  biográfica,  tem  por   obje&vo  ampliar  a  visão  da  medicina  acadêmica  de  forma  complementar,  se  propondo  a   enriquecer  a  atuação  do  médico  e  do  profissional  da  saúde.    
  82. 82. •  •  •  ANTROPOSOFIA   Histórico     Essa   abordagem   sistêmica   e   integra&va   tem   como   referencial   a   Antroposofia,   cujo   significado   e&mológico   é   Sabedoria   do   Homem   (“anthropos”-­‐   homem,   ser   humano;   “sofia”-­‐   sabedoria,   conhecimento).   Os   estudos   cientficos   de   Wolfgang   von   Goethe   (1749-­‐1832),   reconhecidos   como   precursores   de   uma   metodologia   cientfica   fenomenológica,   influenciaram   profundamente   Rudolf   Steiner,  e  chamaram  a  atenção  para  a  existência  das  forças  arquetpicas  nos  reinos  da  natureza.  Os   trabalhos  de  Goethe,  integrando  ciência  e  arte,  irrigaram  com  poesia,  esté&ca  e  sen&mento  a  “fria   e   seca”   ciência   quan&ta&va   do   século   XVIII,   antecipando   a   moderna   mudança   de   paradigma   na   ciência  do  século  XX,  na  direção  de  uma  ciência  qualita&va  .   Oferece   um   amplo   campo   de   atuação   nas   Atenções   Primária,   Secundária   e   Terciária,   gerando   bons   índices   de   resolu&vidade   através   do   uso   integrado   de   orientações   preven&vas   e   cura&vas,   de   escuta   qualificada,   da   u&lização   preferencial   de   duas   farmacopéias   (dinamizada   antroposófica   e   fitoterápica),  de  uma  equipe  de  saúde  transdisciplinar  composta  por  profissionais  da  saúde  e  por   um   conjunto   de   diversas   terapias   e   técnicas,   incluindo   todos   os   recursos   clínico-­‐cirúrgicos   e   laboratoriais  da  Biomedicina  (Medicina  convencional).  Assim,  a  MA  possui  um  caráter  de  Medicina   Complementar  e  não  alterna&vo.     Desde   o   seu   nascimento,   na   década   de   20   do   século   XX   foi   pra&cada   de   maneira   transdisciplinar   atuando  de  maneira  integrada  e  ar&culada  na  promoção  da  qualidade  de  vida,  na  busca  da  cura  e   da  recuperação  no  modelo  de  comunidade  terapêu&ca.  Possibilita,  dessa  maneira,  uma  abordagem   essencialmente  humanís&ca  e  humanizadora,  afinada  com  os  princípios  da  Organização  Mundial  de   Saúde  (OMS)  e  com  o  Sistema  Único  de  Saúde  (SUS).  
  83. 83. •    •    •    •  ANTROPOSOFIA   Doutrina  Médica   MA  desenvolve  metodologia  cientfica  própria.  Desenvolve  uma  abordagem  unificada  da     fisiologia,  fisiopatologia  e  terapêu&ca  baseado  na  ideia  de  sistemas  e  organizações.   A  Metodologia  cientfica  antroposófica  ou  Fenomenologia  de  Goethe  é  uma  proposta  de   integração  Arte  &  Ciência.  A  fenomenologia  de  Goethe  é  baseada  na  observação  exata,   que   u&liza   a   arte   no   método   e,   que   se   aplica   tanto   no   estudo   de   pacientes   como   da   terapêu&ca.   Esta  metodologia  parte  da  descrição  da  realidade  percebida  e  se  aprofunda  através  da   intencionalidade   no   estudo   das   relações   e   do   desenvolvimento   dos   fenômenos   em   direção  à  percepção  da  totalidade,  desenvolvendo  o  conceito  de  ‘arqué&po’.   O   profissional   de   saúde   antroposófico   se   empenha   junto   ao   paciente   e   a   família   em   perceber   o   significado   da   doença,   na   visão   do   desenvolvimento   noo-­‐psico-­‐somá&co   (noé&ca   =   dimensão   espiritual   humana)   sobre   o   pano   de   fundo   do   estudo   racional   de   sua  biografia.  
  84. 84. •  •  •  •  •  •  •  ANTROPOSOFIA   Doutrina  Médica     Para   MA,     saúde   é   o   resultado   de   um   equilíbrio   rítmico   e   harmonioso   entre   os   cons&tuintes   do   ser   humano,    e  doença  é  consequência  de  desequilíbrio  entre  estes  cons&tuintes  e  com  o  habitat.     Os   cons&tuintes   do   Ser   Humano   são   o   Corpo   ou   Soma,   a   Alma   ou   Psique   e   a   Individualidade   ou   Espírito.     O  Corpo  é  compreendido  por  uma  Morfologia  e  Fisiologia  ordenadas  por  quatro  organizações  ou   campos  de  forças  que  se  comportam  em  três  sistemas.     A   Psique   compreende   a   organização   das   vontades,   sen&mentos   e   pensamentos   em   interação   psicossomá&ca  com  estes  três  sistemas.     A   Individualidade   (ou   pyrus)   é   a   essência   humana   que   gera   autoconsciência   na   psique   e   iden&dade   imunológica  no  corpo.  A  Cura  corresponde  ao  reequilíbrio  destes  sistemas  de  forças.   Estes   três   cons&tuintes   se   desenvolvem   ao   longo   da   biografia,   de   forma   tríplice,   dos   0   as   21   anos   o   maior   desenvolvimento   é   corporal,   dos   21   aos   42   anos   o   maior   desenvolvimento   é   psicológico   e   dos  42  em  diante,  o  maior  desenvolvimento  é  espiritual.     O  Corpo  também  é  compreendido  de  forma  sistêmica  pela  sua  natureza  tríplice  em  três  sistemas   orgânicos  funcionais:     ü  SISTEMA  NEURO-­‐SENSORIAL(SNS)    -­‐  associado  ao  ectoderma   ü  SISTEMA  RÍTMICO  (SR)  -­‐  associado  ao  mesoderma   ü  SISTEMA  METABÓLICO  –  MOTOR  (SMM)  -­‐  associado  ao  endoderma  
  85. 85. •  •  •  •  •  ANTROPOSOFIA   Doutrina  Médica     Quanto  à  organização  quádrupla  estamos  falando  de  sistemas  dinâmicos.  As  quatro  organizações   são  Organização  Física  (OF),  Organização  Vital  (OV),  Organização  Anímica  (OA)  e  Organização  do  Eu   (OE).     A  OF  é  avaliada  através  do  peso  (quan&ta&vo  e  qualita&vo),  pela  tendência  a  mineralização,  rigidez   e  edema.  No  aspecto  psíquico  é  inves&gada  pelo  grau  de  melancolia  (peso  d’alma),  rigidez,  dureza   mental  e  cristalização  de  ideias  fixas.   A   OV   é   avaliada   pelas   formas   convexas   (formas   infan&s),   pela   leveza,   pela   capacidade   de   regeneração   e   crescimento,   pelo   turgor   úmido   e   maciez   da   pele,   pela   falta   de   cansaço   e   fácil   recuperação.   Psiquicamente   pela   boa   memória,   pela   profundidade   do   sono,   pelo   temperamento   fleumá&co  e  pela  adaptabilidade.   A   OA   é   avaliada   pelo   tônus   muscular,   motricidade,   sensibilidade,   agilidade,   distribuição   da   gordura   e   sua   absorção,   sensibilidade   gástrica,   pressão   arterial,   frequência   cardíaca   e   respiratória   e   pela   distribuição   de   gases.   Psiquicamente   pela   irritabilidade,   ansiedade,   atenção,   vigília,   animação,   dispersão  e  temperamento  sanguíneo.   A   OE   é   avaliada   pelo   equilíbrio,   postura,   capacidade   de   manter   a   temperatura,   olhar   presente   e   imunocompetência.   Psiquicamente   pela   capacidade   de   concentração,   pela   ‘presença   de   espírito’,   pela  determinação  e  atuação,  pelo  temperamento  colérico  e  pela  coerência.  Estas  manifestações  se   traduzem   como   Resiliência,   auto-­‐regulação,   Salutogênese   -­‐   termos   que   expressam   a   atuação   da   Individualidade.  
  86. 86. •  •  •  •  •  ANTROPOSOFIA   Doutrina  Médica     O  desenvolvimento  das  quatro  organizações  de  forças:  os  quatro  Partos.  Estes  partos  nos  primeiros   21  anos  de  vida,  criam  as  condições  para  o  amadurecimento  das  quatro  organizações  de  forças  que   organizam  nosso  corpo  humano.   Na   Maternidade   ou   em   casa   acontece   o   Parto   Físico   (parto   normal   ou   cesariana),   quando   a   criança   se  separa  fisicamente  da  mãe.     Ao   final   da   primeira   infância,   quando   termina   um   ciclo   de   7   anos   (setênio)   ocorre   a   troca   dos   dentes,   o   fim   da   mielinização   (bainha   de   gordura   termina   de   envolver   os   neurônios),   o   fim   da   produção  de  células  de  gordura  e  o  pulmão  amadurece.  A  esta  passagem  para  a  segunda  infância,   quando  a  criança  passa  de  um  nível  de  consciência  de  fantasia  para  um  mais  racional,  com  muito   maior   consciência   do   mundo   e   muitas   perguntas   que   surgem,   chamamos   de   segundo   Parto   ou   Parto  da  Vitalidade.     O  terceiro  parto  é  bem  visível,  pois  aquela  criança  começa  a  transformar  seu  corpo  dos  10  aos  14   anos,   surge   uma   vida   animal   intensa   chamada   Puberdade   quando   nascem   pelos,   mudam   de   comportamento   para   uma   vida   solitária   ou   em   bandos   e     aumenta   muito   a   consciência   dos   sen&mentos  próprios.  Chamamos  este  processo  de  Parto  Anímico  ou  Animal.     O  quarto  e  úl&mo  parto  acontecem  por  volta  dos  21  anos  e  se  chama  Maioridade  ou  Parto  do  Eu,   quando   surgem   perguntas   de   iden&dade   como   Quem   Sou   Eu?   -­‐   Qual   minha   Vontade?   –   Qual   o   Sen&do  da  Vida  ?  
  87. 87. •  •  •  •    •    ANTROPOSOFIA   Doutrina  Médica   Para  a  organização  héptupla  vinculadas  aos  arqué&pos  clássicos  dos  sete  planetas  e  da   mitologia  grega,  adotamos  uma  Tipologia     ue  caracteriza  psiquicamente  cada  um  destes q   arqué&pos  como  traços  de  personalidade.     Os   &pos   1,   2   e   3   estão   associados   aos   arqué&pos   -­‐   Lua,   Mercúrio   e   Vênus,   respec&vamente,   se   organizam   a   cada   setênio   do   nascimento   aos   21   anos   de   idade   e   são  &pos  &picamente  femininos.   Os   &pos   5,   6   e   7   estão   associados   aos   arqué&pos   Marte,   Júpiter   e   Saturno,   respec&vamente,  se  organizam  a  cada  setênio  dos  42  anos  aos  63  anos  de  idade  e  são   &pos  &picamente  masculinos.     O   &po   4   solar,   de   natureza   integrada   e   não   sexual,   se   desenvolve   entre   21   e   42   anos   de   idade  e  corresponde  ao  equilíbrio  entre  os  6  &pos  complementares.     Nossa   Epologia   denomina   os   aspectos   psíquicos   destes   sete   Epos   como   Tipo   1:   Cuidador(a)/  Maternal,  Tipo  2:    ComunicaEvo(a)/Sociável,  Tipo  3:  Sensual/EstéEco(a),   Tipo   4:   Altruísta/Cordial,   Tipo   5:   Empreendedor(a)/ExecuEvo(a),   Tipo   6:   Estratégico(a)/Organizador(a)  e  Tipo  7:  Disciplinado(a)/Rígido(a)/Formal.    
  88. 88. ANTROPOSOFIA   Morfologia   TRIMEMBRAÇÃO:     • O   SNS   está   mais   vinculado   à   epiderme,   cabeça   e   pescoço,   músculos   estriados   esquelé&cos,   sistema   nervoso   somá&co,   sistema   nervoso   autônomo   simpá&co,   órgãos   dos   sen&dos,   &reoide,   sistema   arterial   e   as   plaquetas.   Possui   como   caracterís&cas   um   centro   cranial,   mineralização   periférica   nos   ossos   chatos,   simetria   lateral,   baixa   capacidade   regenera&va,   tendência   a   imobilidade,   permite   sensação,   percepção   e   consciência,   ação   catabolizante,   configurante,  ordenador  e  promotor  de  frio  corporal.   • O  SR  está  mais  vinculado  à  derme,  tórax  e  mamas,  o  aparelho  cardiovascular,  o  aparelho   respiratório,   a   série   vermelha   do   sangue   e   o   sistema   linfá&co.   Seu   papel   é   conciliador,   harmonizador,  curador  e  integrador.   • O   SMM   tem   está   mais   vinculado   a   hipoderme,   musculatura   lisa,   o   aparelho   digestório   e   seus   anexos,   sistema   nervoso   autônomo   parassimpá&co,   o   sistema   locomotor,   o   sistema   endócrino-­‐metabólico  (exceto  &reóide),  o  aparelho  geniturinário,  sistema  venoso,  o  sistema   re&culoendotelial   e   a   série   branca   sanguínea.   Possui   as   seguintes   caracterís&cas:   centro   caudal,   mineralização   central   nos   ossos   longos   tubulares,   assimetria   e   forma   espiral,   enorme   capacidade   regenera&va,   não   permite   sensação,   percepção   e   consciência,   ação   anabolizante,  tendência  ao  movimento,  sen&do  centrífugo,  dissolvente  e  gerador  de  calor.  
  89. 89. ANTROPOSOFIA   Morfologia   QUADRIMEMBRAÇÃO:     • Entendemos   que   cada   uma   destas   quatro   organizações   se   manifesta,   respec&vamente,   como   quatro   lemniscatas   ver&cais   (forma   do   infinito,   do   número   8),   que   se   relacionam   diretamente   com   os   três   sistemas   orgânicos   e   psíquicos.   Assim   temos   para   a   OF   a   lemniscata   esquelé&ca   composta   por   tecidos   cristalizados,   para   a   OV   a   lemniscata   muscular   de  caráter  fluido  (80%  de  água),  para  a  OA  a  lemniscata  nervosa  de  natureza  lipídica  e,  para   a  OE  a  lemniscata  circulatória  de  natureza  calórica.       • Os   órgãos   e   tecidos   da   OF   (órgãos   terra)   são   os   órgãos   sensoriais,   ossos   (tecidos   mineralizados)  e  pulmão.  A  OV  (órgãos  agua)  está  presente  no  sgado,  músculos  (não  placa   motora),   medula   óssea,   mucosas   diges&vas   e   folículos   pilosos     (vulneráveis   à   quimioterapia).   A   OA   (órgãos   ar)   se   manifesta   nos   órgãos   gordurosos   (SNC,   sistema   urogenital),   órgãos   musculares   e/ou   ácidos,   aerados,   catabolizantes   ou   anabolizantes   (estômago,   boca,   &reóide,   adrenais,   hipófise,   etc).   A   OE   (órgãos   fogo)   está   vinculada   a   pineal   (centro   do   SNS),   ao   coração   (centro   do   SR)   e   baço,   pâncreas   (centro   do   SM),   além   do   sgado   e   medula   óssea.   Os   quatro   órgãos   cardinais   são   pulmão   (terra),   sgado   (água),   rins   (ar)  e  coração  (fogo).    
  90. 90. ANTROPOSOFIA   Morfologia   HEPTAMEMBRAÇÃO:       • Os  sete  bio&pos  estão  também  vinculados  aos  órgãos  da  seguinte  maneira:     ü o  &po  1  ao  SNC,  órgãos  dos  sen&dos  e  gônadas;     ü o  &po  2  ao  pulmão,  intes&no  e  pâncreas;     ü o  &po  3  aos  rins,  adrenais  e  veias;   ü o  &po  4  ao  coração;     ü o  &po  5  a  vesícula  biliar,  &reóide,  placa  motora  e  artérias;     ü o  &po  6  ao  sgado  anabólico,  hipófise  e  ar&culações;     ü o  &po  7  ao  baço,  ao  sistema  imune,  pineal  e  ossos.  
  91. 91. •  •  •  •  ANTROPOSOFIA   Dinâmica  Vital  (Fisiologia)       Existe   uma   Lei   da   Polaridade   entre   os   sistemas   polares   SNS   e   SMM.   O   SNS   tem   seu   centro  no  pólo  cefálico  e  o  SMM  tem  seu  centro  no  pólo  abdominal.  O  Sistema  Rítmico   promove  uma  equilíbrio  dinâmico  entre  os  polos.     O   SNS   está   associado   a   geração   dos   processos   crônico-­‐degenera&vos,   em   geral   associado   a  um  processo  inflamatório  crônico  que  evolui  para   esclerose.   Fica   mais   a&vo   após   os   42   anos   de   idade.   O   Sistema   Metabólico-­‐Motor   (SMM)   está   envolvido   na   gênese   da   inflamação   aguda   e   predomina   sua   a&vidade   até   os   21   anos.   O   Sistema   Rítmico   (SR),   que   predomina   sua   ação   harmoniosa   entre   os   21   e   42   anos   de   idade   é   promotor  de  homeostase  e  saúde.     Na  inflamação  aguda  existe  uma  “intensificação”  das  4  organizações  no  corpo  humano,   que  se  manifestam  nos  quatro  sinais  inflamatórios  respec&vamente:  rubor,  edema,  dor   e  calor.   Na   menstruação   ocorre   afastamento   da   OE   -­‐   localmente   com   perda   de   relação   com   o   sangue   que   cai   na   gravidade,   hipotermia,   baixa   de   imunidade,   perda   do   “centramento   e   espaço   aberto   para   outro   Eu”   (filho).   Na   ovulação,   ao   contrário,   existe   um   pico   de   aumento  de  temperatura  e,  maior  “centramento”  revelando  maior  a&vidade  da  OE.  
  92. 92. •  ANTROPOSOFIA   Dinâmica  Vital  (Fisiologia)     Do   ponto   de   vista   orgânico   a   &pologia   da   heptamembração   procura   caracterizar   os     processos   patológicos   em   seis   padrões,   além   do   padrão   de   equilíbrio   (Tipo   4)   e   mencionamos  os  metais  associados  aos  arqué&pos  para  auxiliar  o  raciocínio  terapêu&co.   Tipo   1   (Argentum):   &po   juvenil,   brevilíneo   e   anabolismo;   Tipo   2   (Mercurius):   fluxo,   movimento,  inflamação  aguda  e  absorção;  Tipo  3  (Cuprum):  calor,  circulação  e  redução   de  tônus;  Tipo  4  (Aurum):  saudável  e  radiante;  Tipo  5  (Ferrum):  intensidade  de  atuação   e  função,  secreção,  voz,  aumento  de  tônus;  Tipo  6  (Stannum):  deformações,  condições   amorfas,   cistos,   nódulos   e   fibroses;   Tipo   7   (Plumbum):   &po   longilíneo,   catabolismo,   esclerose   e   envelhecimento   precoce.   Podemos   relacionar   os   &pos   1,   2   e   3,   de   uma   forma   geral,   com   os   processos   inflamatórios   agudos   e   com   o   SMM.   De   forma   análoga   podemos   relacionar   os   &pos   5,   6   e   7   aos   processos   crônico-­‐degenera&vos   e   ao   SNS,   assim  como  relacionar  o  &po  4  à  saúde.     •  Existem   12   sen&dos,   em   três   grupos   de   quatro   sen&dos,   que   estão   vinculados,   respec&vamente  as  dimensões  corporal,  psíquica  e  espiritual:   a)  Percepção  dos  fenômenos  corporais:  tato,  orgânico  ou  vida,  movimento,  equilíbrio;     b)  Percepção  dos  fenômenos  naturais  e  psíquicos:  olfato,  paladar,  visão,  sen&do  térmico;   c)  Percepção  dos  fenômenos  culturais  e  espirituais:  audição,  linguagem,  pensamento,  Eu  do   outro.  

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