SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 21
Sem dúvida, Luís Vaz de Camões é o maior nome da
literatura portuguesa e um dos maiores da literatura universal.
Escreveu poesias líricas, uma poesia épica, 3 peças
teatrais e algumas cartas.
Sua vida é repleta de incertezas. Não se sabe ao certo o
ano de seu nascimento, porém alguns estudos arriscam em
dizer que foi em 1524.
Veio de uma família decadente e frequentou por algum
tempo a Universidade de Coimbra, também serviu como
militar na África onde perdeu o olho direito.
Após permanecer um ano preso por ter agredido um
oficial do rei, é exilado por 17 anos, morou inclusive em Macau
(colônia portuguesa na China).
Retorna para Portugal em 1570 com Os Lusíadas pronto.
O grande escritor, que hoje é reconhecido mundialmente,
morreu na miséria e foi enterrado como indigente.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te;
Roga a Deus que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, para mais m´espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado:
Assi que, só para mim
anda o mundo concertado.
Os Lusíadas
Luís Vaz de Camões
Sistematização dos Cantos
Camões na Gruta de Macau, A.-J. Desenne (1817)
Viagem de Vasco da Gama &
Cantos d’Os Lusíadas
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto I
ASSUNTO Estâncias
Proposição (Apresentação) 1 – 3
Invocação (Tágides, ninfas do rio Tejo) 4 – 5
Dedicatória (Rei D. Sebastião) 6 – 18
Narração
(a viagem de Vasco da Gama às Índias, a narrativa da história de Portugal e as lutas e intervenções
dos deuses do Olimpo)
19
Consílio dos deuses no Olimpo. 20 – 41
Armada na ilha de Moçambique. 42 – 72
Traição de Baco. 73 – 81
Cilada do Régulo (chefe mouro), instigado por Baco; triunfo dos portugueses na praia ; Régulo simula
arrependimento e oferece um falso piloto.
82 – 99
Intervenção de Vênus, afastando a armada de Quíloa; nova investida fracassada do Mouro. 100 – 102
Chegada a Mombaça. 103 – 104
Intervenção do Poeta, refletindo sobre os riscos da vida humana. 105 – 106
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto II
ASSUNTO Estâncias
O rei de Mombaça, influenciado por Baco, prepara uma cilada à armada. Vasco da Gama envia dois
condenados a terra, a fim de se inteirarem da situação.
1 – 9
Baco, disfarçado de sacerdote, engana os condenados, dando-lhes informações falsas. 10 – 18
Vênus e as Nereidas impedem que as naus aportem em Mombaça. 19 – 24
Fuga do piloto e dos mouros , com receio de terem sido descobertos pelos portugueses. 25 – 28
Vasco da Gama pede à «Divina Guarda» que lhe mostre a terra desejada – a Índia. 29 – 32
Vénus vai até ao «Sexto Céu», com o intuito de pedir proteção a Júpiter para os portugueses. 33 – 41
Júpiter atende aos pedidos da filha e profetiza feitos grandiosos para os Lusitanos. 42 – 55
Mercúrio é enviado a terra, a fim de preparar a receção dos portugueses em Melinde e para, em
sonhos, inspirar a Gama o caminho a seguir.
56 – 63
Partida da armada. 64 – 71
Chegada a Melinde, onde os portugueses são recebidos com pompa e circunstância. 72 – 77
Vasco da Gama envia a terra um «embaixador prestante», a fim de celebrar as «pazes» com o rei. 78 – 84
O rei de Melinde recebe pacificamente o emissário de Vasco da Gama. 85 – 88
Manifestações de contentamento e de regozijo em terra e no mar (frota). 89 – 91
O rei de Melinde visita a armada portuguesa. 92 – 108
O rei de Melinde pede ao «valeroso Capitão» que lhe conte a História de Portugal e factos da viagem. 109 – 113
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto III
ASSUNTO Estâncias
Invocação a Calíope. (musa grega da poesia épica) 1 – 2
Primeira palavras de Vasco da Gama ao rei de Melinde. 3 – 5
Descrição da Europa e localização de Portugal. 6 – 21
História da fundação de Portugal (de Luso a Viriato). 22
Referência ao Conde D. Henrique. 23 – 28
Reinado de D. Afonso Henriques. 29 – 84
Reinado de D. Sancho I. 85 – 89
Reinado de D. Afonso II. 90
Reinado de D. Sancho II. 91 – 93
Reinado de D. Afonso III. 94 – 95
Reinado de D. Dinis. 96 – 98
Reinado de D. Afonso IV:
- episódio da fermosíssima Maria;
- Batalha do Salado
- episódio de Inês de Castro (est. 118 – 135).
99 – 135
Reinado de D. Pedro. 136 – 137
Reinado de D. Fernando. 138 – 143Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto IV
ASSUNTO Estâncias
Interregno após a morte de D. Fernando; crise dinástica de 1383-1385. 1 – 13
Reinado de D. João I:
- Discurso de Nuno Álvares Pereira;
- Batalha de Aljubarrota (est. 28 – 45);
- Conquista de Ceuta.
14 – 50
Reinado de D. Duarte. 51 – 53
Reinado de D. Afonso V. 54 – 59
Reinado de D. João II. 60 – 65
Reinado de D. Manuel I:
- Sonho profético do monarca;
- Despedidas em Belém (est. 83 – 93);
- Velho do Restelo (est. 94 – 104).
66 – 104
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto V
ASSUNTO Estâncias
Continuação da narração da viagem, feita por Vasco da Gama ao rei de Melinde:
- Largada de Lisboa;
- Cruzeiro Sul;
- Fogo de Santelmo;
- Tromba Marítima;
- Aventura de Veloso;
- Gigante Adamastor (est. 37 – 60);
- Escorbuto;
- Chegada a Melinde.
1 – 85
Vasco da Gama elogia a tenacidade dos portugueses. 86 – 91
Considerações do Poeta: desilusão e desencanto perante os seus contemporâneos que desprezam a
poesia.
92 – 100
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto VI
ASSUNTO Estâncias
Festas de despedida em Melinde e continuação da viagem rumo à Índia. 1 – 5
Baco desce ao palácio de Netuno e convoca um consílio dos deuses marinhos, a fim de Éolo soltar os
ventos contra os portugueses.
6 – 37
A armada prossegue a sua rota e, para lutar contra o sono, contam-se histórias, entre as quais a dos
«Doze de Inglaterra», narrada por Fernão Veloso.
38 – 69
Tempestade. 70 – 91
A armada chega a Calecute (Índia) e Vasco da Gama agradece a Deus. 92 – 93
Considerações do Poeta acerca do verdadeiro valor da glória. 95 - 99
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto VII
ASSUNTO Estâncias
Chegada à barra de Calecute. 1
Considerações do Poeta: elogio do espírito de cruzada dos Lusitanos e dura crítica contra as outras
nações que não seguem o seu exemplo.
2 – 15
Porto de Calecute. 16
Descrição da Índia. 17 – 22
Vasco da Gama envia um mensageiro, a fim de anunciar a sua chegada. 23 – 27
O Monçaide visita a armada. 28 – 41
Vasco da Gama desembarca, acompanhado de nobres portugueses. 42 – 43
O capitão português é recebido pelo Catual, governador da cidade; depois, dirigem-se para o palácio
de Samorim.
44 – 56
O Samorim recebe Vasco da Gama e este apresenta-lhe os objetivos da sua viagem: estabelecer laços
de paz, amizade e comércio; os portugueses são acolhidos nos aposentos do Samorim.
57 – 66
O Catual obtém informações sobre os portugueses junto do Monçaide e este aconselha-o a visitar as
naus.
67 – 72
Paulo da Gama recebe o Catual que o questiona sobre os motivos desenhados nas bandeiras. 73 – 77
Camões invoca as ninfas do Tejo e do Mondego e tece algumas considerações acerca do seu
infortúnio, lamentando-se da ingratidão dos seus contemporâneos que não lhe dão o devido valor.
78 – 87
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto VIII
ASSUNTO Estâncias
Paulo da Gama explica ao Catual a simbologia das bandeiras e das figuras históricas nelas
representadas.
1 – 42
O Catual mostra interesse pelas narrativas ouvidas , questionando avidamente Paulo da Gama. 43
O Catual regressa a terra. 44
O Samorim pede aos arúspices para prever o futuro e estes anunciam desgraças e destruição com a
chegada dos portugueses.
45 – 46
Baco aparece em sonhos a um sacerdote muçulmano instigando-o contra os portugueses. 47 – 50
Revolta contra a armada portuguesa, devido à influência de Baco. 51 – 59
Vasco da Gama, inspirado por Vénus, procura esclarecer o Samorim, garantindo-lhe que os boatos são
falsos e que apenas pretende a troca de fazendas europeias por especiarias orientais.
60 – 75
O Samorim acredita em Vasco da Gama e desconfia da honestidade dos seus conselheiros. 76 – 78
O Catual prepara uma cilada à armada lusitana, com o intuito de a destruir; Vasco da Gama apercebe-
se de tudo e é feito prisioneiro, pelo que pede para ir à presença do Samorim.
79 – 90
Receoso de ser descoberto pelo Samorim, o Catual resolve libertá-lo, em troca de mercadorias. 91 – 94
Vasco da Gama regressa a bordo. 95
Considerações do Poeta: reflexão sobre o vil poder do ouro. 95 – 99
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto IX
ASSUNTO Estâncias
Os dois feitores portugueses que tinham vindo a terra são retidos, com o intuito de retardar a partida
da armada, possibilitando a sua destruição por uma frota proveniente de Meca.
1 – 4
O Monçaide informa Vasco da Gama do plano traiçoeiro. 5 – 7
Não conseguindo reaver os feitores portugueses, Gama retém nas naus alguns mercadores locais,
como garantia, e ordena a partida.
8 – 11
O Samorim ordena a libertação dos feitores e dá-se a troca dos reféns. 12
Regresso a Portugal. 13 – 17
Vénus, com a ajuda de Cupido, seu filho, prepara uma recompensa aos portugueses – uma ilha
paradisíaca: a Ilha dos Amores – onde pudessem repousar e desfrutar de momentos aprazíveis.
18 – 50
Os marinheiro avistam a Ilha dos Amores e assiste-se à sua descrição. 51 – 63
Desembarque. 64 – 67
Os nautas descobrem as ninfas e começam a persegui-las, dando lugar a relacionamentos amorosos
entre ambos.
68 – 84
Tétis explica a Vasco da Gama a razão de tal recompensa e leva-o ao seu palácio. 85 – 87
Explicação do valor simbólico da Ilha: «prêmio (…) bem merecido» pelos muitos sacrifícios e trabalhos
passados ao longo da viagem.
88 – 92
Exortação do Poeta a todos aqueles que aspiram a imortalidade. 93 – 95
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Canto X
ASSUNTO Estâncias
Tétis e as ninfas oferecem um banquete aos marinheiros. 1 – 4
Uma ninfa, cantando, enumera os feitos futuros dos portugueses. 5 – 7
Camões interrompe os vaticínios da ninfa e invoca Calíope, a fim de que esta lhe restitua «o gosto de
escrever», dada a aproximação do «outono» da vida.
8 – 9
A ninfa prossegue o seu discurso, referindo as ações futuras dos heróis e governadores da Índia. 10 – 74
Tétis conduz Vasco da Gama ao cimo de um monte, onde lhe mostra a «máquina do Mundo». 75 – 90
Tétis apresenta a Gama os vários lugares onde os portugueses hão de praticar altos e heroicos feitos. 91 – 141
Despedida da Ilha dos Amores e regresso à pátria. 142 – 143
Chegada a Lisboa. 144
Considerações do Poeta: lamentações e exortações ao rei D. Sebastião, para que reconheça o mérito
dos seus súbditos; vaticínios de futuras glórias do monarca em causa.
145 – 156
Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
Camões e as Tágides, Columbano Bordalo Pinheiro (1885)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Singularidades de uma rapariga loura
Singularidades de uma rapariga louraSingularidades de uma rapariga loura
Singularidades de uma rapariga loura
 
Louvor das virtudes aos peixes
Louvor das virtudes aos peixesLouvor das virtudes aos peixes
Louvor das virtudes aos peixes
 
Os Lusíadas - Canto VII
Os Lusíadas -  Canto VIIOs Lusíadas -  Canto VII
Os Lusíadas - Canto VII
 
Cap iii louvores particular
Cap iii louvores particularCap iii louvores particular
Cap iii louvores particular
 
Os Lusíadas canto II
Os Lusíadas   canto IIOs Lusíadas   canto II
Os Lusíadas canto II
 
Os Lusíadas: sistematização dos Cantos
Os Lusíadas: sistematização dos CantosOs Lusíadas: sistematização dos Cantos
Os Lusíadas: sistematização dos Cantos
 
Dedicatória
DedicatóriaDedicatória
Dedicatória
 
Cantigas trovadorescas
Cantigas trovadorescasCantigas trovadorescas
Cantigas trovadorescas
 
Os lusiadas - camões
Os lusiadas - camõesOs lusiadas - camões
Os lusiadas - camões
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros  meus, má fortuna, amor ardenteErros  meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
 
Os Lusíadas Canto 8
Os Lusíadas Canto 8Os Lusíadas Canto 8
Os Lusíadas Canto 8
 
Os Planos d'Os Lusíadas
Os Planos d'Os LusíadasOs Planos d'Os Lusíadas
Os Planos d'Os Lusíadas
 
Os lusiadas
Os lusiadasOs lusiadas
Os lusiadas
 
Bocage
BocageBocage
Bocage
 
Canto viii 96_99
Canto viii 96_99Canto viii 96_99
Canto viii 96_99
 
Esparsa ao desconcerto mundo
Esparsa  ao desconcerto mundoEsparsa  ao desconcerto mundo
Esparsa ao desconcerto mundo
 
Os lusíadas luís vaz de camões fogo de santelmo tromba marítima
Os lusíadas luís vaz de camões fogo de santelmo tromba marítimaOs lusíadas luís vaz de camões fogo de santelmo tromba marítima
Os lusíadas luís vaz de camões fogo de santelmo tromba marítima
 
Ilha dos Amores
Ilha dos AmoresIlha dos Amores
Ilha dos Amores
 
Categorias da Narrativa em "A Aia"
Categorias da Narrativa em "A Aia"Categorias da Narrativa em "A Aia"
Categorias da Narrativa em "A Aia"
 
Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas
 

Semelhante a Viagem de Vasco da Gama à Índia e os Cantos de Os Lusíadas

Camões, vida e epopeia
Camões, vida e epopeiaCamões, vida e epopeia
Camões, vida e epopeiamaria.j.fontes
 
Os Dez Cantos d´Os Lusíadas
Os Dez Cantos d´Os LusíadasOs Dez Cantos d´Os Lusíadas
Os Dez Cantos d´Os LusíadasMaria Gomes
 
Camões os lusíadas
Camões os lusíadasCamões os lusíadas
Camões os lusíadasPedro Lopes
 
Camões os lusíadas
Camões os lusíadasCamões os lusíadas
Camões os lusíadasPedro Lopes
 
Tudo sobre "Os lusíadas"
Tudo sobre "Os lusíadas"Tudo sobre "Os lusíadas"
Tudo sobre "Os lusíadas"Inês Santos
 
lusiadas_lexicoenarradores.docx
lusiadas_lexicoenarradores.docxlusiadas_lexicoenarradores.docx
lusiadas_lexicoenarradores.docxFamIndisciplinadAA
 
Os lusíadas resumo
Os lusíadas resumoOs lusíadas resumo
Os lusíadas resumoMirceya Lima
 
Os_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptx
Os_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptxOs_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptx
Os_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptxCatiaLeitao2
 
Ft28 Quadro Global Lusiadas
Ft28 Quadro Global LusiadasFt28 Quadro Global Lusiadas
Ft28 Quadro Global LusiadasFernanda Soares
 
Literatura portuguesa
Literatura portuguesaLiteratura portuguesa
Literatura portuguesaEry Pereira
 
LuíS Vaz De CamõEs
LuíS Vaz De CamõEsLuíS Vaz De CamõEs
LuíS Vaz De CamõEsdavidalvares
 
O classicismo em portugal
O classicismo em portugalO classicismo em portugal
O classicismo em portugalma.no.el.ne.ves
 
_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt
_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt
_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.pptSandra Ameixinha
 

Semelhante a Viagem de Vasco da Gama à Índia e os Cantos de Os Lusíadas (20)

Camões, vida e epopeia
Camões, vida e epopeiaCamões, vida e epopeia
Camões, vida e epopeia
 
Os-lusiadas - resumo
 Os-lusiadas - resumo Os-lusiadas - resumo
Os-lusiadas - resumo
 
Os Dez Cantos d´Os Lusíadas
Os Dez Cantos d´Os LusíadasOs Dez Cantos d´Os Lusíadas
Os Dez Cantos d´Os Lusíadas
 
Camões os lusíadas
Camões os lusíadasCamões os lusíadas
Camões os lusíadas
 
Camões os lusíadas
Camões os lusíadasCamões os lusíadas
Camões os lusíadas
 
Tudo sobre "Os lusíadas"
Tudo sobre "Os lusíadas"Tudo sobre "Os lusíadas"
Tudo sobre "Os lusíadas"
 
lusiadas_lexicoenarradores.docx
lusiadas_lexicoenarradores.docxlusiadas_lexicoenarradores.docx
lusiadas_lexicoenarradores.docx
 
Os lusíadas resumo
Os lusíadas resumoOs lusíadas resumo
Os lusíadas resumo
 
Os lusiadas resumo
Os lusiadas resumoOs lusiadas resumo
Os lusiadas resumo
 
Os_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptx
Os_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptxOs_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptx
Os_Lusíadas_Estrutura(adaptado).pptx
 
Camões 2.0
Camões 2.0Camões 2.0
Camões 2.0
 
Camões
CamõesCamões
Camões
 
Os lusíadas
Os lusíadasOs lusíadas
Os lusíadas
 
Ft28 Quadro Global Lusiadas
Ft28 Quadro Global LusiadasFt28 Quadro Global Lusiadas
Ft28 Quadro Global Lusiadas
 
Literatura portuguesa
Literatura portuguesaLiteratura portuguesa
Literatura portuguesa
 
Os lusíadas
Os lusíadasOs lusíadas
Os lusíadas
 
LuíS Vaz De CamõEs
LuíS Vaz De CamõEsLuíS Vaz De CamõEs
LuíS Vaz De CamõEs
 
Luís vaz de camões (1524 – 1580
Luís vaz de camões (1524 – 1580Luís vaz de camões (1524 – 1580
Luís vaz de camões (1524 – 1580
 
O classicismo em portugal
O classicismo em portugalO classicismo em portugal
O classicismo em portugal
 
_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt
_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt
_Os Lusíadas__ reflexões do poeta.ppt
 

Mais de Andriane Cursino

Resumos obras - Romantismo
Resumos obras - RomantismoResumos obras - Romantismo
Resumos obras - RomantismoAndriane Cursino
 
Simple present tense - Answers
Simple present tense - AnswersSimple present tense - Answers
Simple present tense - AnswersAndriane Cursino
 
2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração românticaAndriane Cursino
 
Romantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geraçãoRomantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geraçãoAndriane Cursino
 
Exercises simple past - Answers
Exercises simple past - AnswersExercises simple past - Answers
Exercises simple past - AnswersAndriane Cursino
 
Gabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ ArcadismoGabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ ArcadismoAndriane Cursino
 
Classicismo / Renascimento
Classicismo / RenascimentoClassicismo / Renascimento
Classicismo / RenascimentoAndriane Cursino
 
O velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil VicenteO velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil VicenteAndriane Cursino
 
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil VicenteFarsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil VicenteAndriane Cursino
 
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)Andriane Cursino
 
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAXO PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAXAndriane Cursino
 
Exercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literáriosExercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literáriosAndriane Cursino
 
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / ConcretismoModernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / ConcretismoAndriane Cursino
 
2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) 2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) Andriane Cursino
 
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Andriane Cursino
 

Mais de Andriane Cursino (20)

Resumos obras - Romantismo
Resumos obras - RomantismoResumos obras - Romantismo
Resumos obras - Romantismo
 
Simple present tense - Answers
Simple present tense - AnswersSimple present tense - Answers
Simple present tense - Answers
 
Gabarito - Romantismo
Gabarito -  RomantismoGabarito -  Romantismo
Gabarito - Romantismo
 
Romantismo - Prosa
Romantismo - ProsaRomantismo - Prosa
Romantismo - Prosa
 
2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica
 
Romantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geraçãoRomantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geração
 
Exercises simple past - Answers
Exercises simple past - AnswersExercises simple past - Answers
Exercises simple past - Answers
 
Gabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ ArcadismoGabarito Barroco/ Arcadismo
Gabarito Barroco/ Arcadismo
 
Quinhentismo
QuinhentismoQuinhentismo
Quinhentismo
 
Classicismo / Renascimento
Classicismo / RenascimentoClassicismo / Renascimento
Classicismo / Renascimento
 
O velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil VicenteO velho da horta - Gil Vicente
O velho da horta - Gil Vicente
 
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil VicenteFarsa de Inês Pereira - Gil Vicente
Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
 
Humanismo - Literatura
Humanismo - LiteraturaHumanismo - Literatura
Humanismo - Literatura
 
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
Função do paralelismo nas cantigas (trovadorismo)
 
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAXO PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
O PARALELISMO COMO RECURSO ESTILÍSTICO DAS CANTIGAS DE MARTIM CODAX
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Exercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literáriosExercícios sobre gêneros literários
Exercícios sobre gêneros literários
 
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / ConcretismoModernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
Modernismo (1945 - atuais) 3ª fase / Concretismo
 
2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) 2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945)
 
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
 

Último

PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoSilvaDias3
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfAnaGonalves804156
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAlexandreFrana33
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalSilvana Silva
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASEdinardo Aguiar
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdfProfGleide
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfaulasgege
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.HildegardeAngel
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxkarinasantiago54
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfErasmo Portavoz
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 

Último (20)

PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
 
(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..
(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..
(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppttreinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 

Viagem de Vasco da Gama à Índia e os Cantos de Os Lusíadas

  • 1.
  • 2. Sem dúvida, Luís Vaz de Camões é o maior nome da literatura portuguesa e um dos maiores da literatura universal. Escreveu poesias líricas, uma poesia épica, 3 peças teatrais e algumas cartas. Sua vida é repleta de incertezas. Não se sabe ao certo o ano de seu nascimento, porém alguns estudos arriscam em dizer que foi em 1524. Veio de uma família decadente e frequentou por algum tempo a Universidade de Coimbra, também serviu como militar na África onde perdeu o olho direito. Após permanecer um ano preso por ter agredido um oficial do rei, é exilado por 17 anos, morou inclusive em Macau (colônia portuguesa na China). Retorna para Portugal em 1570 com Os Lusíadas pronto. O grande escritor, que hoje é reconhecido mundialmente, morreu na miséria e foi enterrado como indigente.
  • 3.
  • 4. Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
  • 5. Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer-te Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa, sem remédio, de perder-te; Roga a Deus que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te, Quão cedo de meus olhos te levou.
  • 6. Os bons vi sempre passar no mundo graves tormentos; e, para mais m´espantar, os maus vi sempre nadar em mar de contentamentos. Cuidando alcançar assim o bem tão mal ordenado, fui mau, mas fui castigado: Assi que, só para mim anda o mundo concertado.
  • 7. Os Lusíadas Luís Vaz de Camões Sistematização dos Cantos Camões na Gruta de Macau, A.-J. Desenne (1817)
  • 8.
  • 9.
  • 10. Viagem de Vasco da Gama & Cantos d’Os Lusíadas Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 11. Canto I ASSUNTO Estâncias Proposição (Apresentação) 1 – 3 Invocação (Tágides, ninfas do rio Tejo) 4 – 5 Dedicatória (Rei D. Sebastião) 6 – 18 Narração (a viagem de Vasco da Gama às Índias, a narrativa da história de Portugal e as lutas e intervenções dos deuses do Olimpo) 19 Consílio dos deuses no Olimpo. 20 – 41 Armada na ilha de Moçambique. 42 – 72 Traição de Baco. 73 – 81 Cilada do Régulo (chefe mouro), instigado por Baco; triunfo dos portugueses na praia ; Régulo simula arrependimento e oferece um falso piloto. 82 – 99 Intervenção de Vênus, afastando a armada de Quíloa; nova investida fracassada do Mouro. 100 – 102 Chegada a Mombaça. 103 – 104 Intervenção do Poeta, refletindo sobre os riscos da vida humana. 105 – 106 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 12. Canto II ASSUNTO Estâncias O rei de Mombaça, influenciado por Baco, prepara uma cilada à armada. Vasco da Gama envia dois condenados a terra, a fim de se inteirarem da situação. 1 – 9 Baco, disfarçado de sacerdote, engana os condenados, dando-lhes informações falsas. 10 – 18 Vênus e as Nereidas impedem que as naus aportem em Mombaça. 19 – 24 Fuga do piloto e dos mouros , com receio de terem sido descobertos pelos portugueses. 25 – 28 Vasco da Gama pede à «Divina Guarda» que lhe mostre a terra desejada – a Índia. 29 – 32 Vénus vai até ao «Sexto Céu», com o intuito de pedir proteção a Júpiter para os portugueses. 33 – 41 Júpiter atende aos pedidos da filha e profetiza feitos grandiosos para os Lusitanos. 42 – 55 Mercúrio é enviado a terra, a fim de preparar a receção dos portugueses em Melinde e para, em sonhos, inspirar a Gama o caminho a seguir. 56 – 63 Partida da armada. 64 – 71 Chegada a Melinde, onde os portugueses são recebidos com pompa e circunstância. 72 – 77 Vasco da Gama envia a terra um «embaixador prestante», a fim de celebrar as «pazes» com o rei. 78 – 84 O rei de Melinde recebe pacificamente o emissário de Vasco da Gama. 85 – 88 Manifestações de contentamento e de regozijo em terra e no mar (frota). 89 – 91 O rei de Melinde visita a armada portuguesa. 92 – 108 O rei de Melinde pede ao «valeroso Capitão» que lhe conte a História de Portugal e factos da viagem. 109 – 113 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 13. Canto III ASSUNTO Estâncias Invocação a Calíope. (musa grega da poesia épica) 1 – 2 Primeira palavras de Vasco da Gama ao rei de Melinde. 3 – 5 Descrição da Europa e localização de Portugal. 6 – 21 História da fundação de Portugal (de Luso a Viriato). 22 Referência ao Conde D. Henrique. 23 – 28 Reinado de D. Afonso Henriques. 29 – 84 Reinado de D. Sancho I. 85 – 89 Reinado de D. Afonso II. 90 Reinado de D. Sancho II. 91 – 93 Reinado de D. Afonso III. 94 – 95 Reinado de D. Dinis. 96 – 98 Reinado de D. Afonso IV: - episódio da fermosíssima Maria; - Batalha do Salado - episódio de Inês de Castro (est. 118 – 135). 99 – 135 Reinado de D. Pedro. 136 – 137 Reinado de D. Fernando. 138 – 143Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 14. Canto IV ASSUNTO Estâncias Interregno após a morte de D. Fernando; crise dinástica de 1383-1385. 1 – 13 Reinado de D. João I: - Discurso de Nuno Álvares Pereira; - Batalha de Aljubarrota (est. 28 – 45); - Conquista de Ceuta. 14 – 50 Reinado de D. Duarte. 51 – 53 Reinado de D. Afonso V. 54 – 59 Reinado de D. João II. 60 – 65 Reinado de D. Manuel I: - Sonho profético do monarca; - Despedidas em Belém (est. 83 – 93); - Velho do Restelo (est. 94 – 104). 66 – 104 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 15. Canto V ASSUNTO Estâncias Continuação da narração da viagem, feita por Vasco da Gama ao rei de Melinde: - Largada de Lisboa; - Cruzeiro Sul; - Fogo de Santelmo; - Tromba Marítima; - Aventura de Veloso; - Gigante Adamastor (est. 37 – 60); - Escorbuto; - Chegada a Melinde. 1 – 85 Vasco da Gama elogia a tenacidade dos portugueses. 86 – 91 Considerações do Poeta: desilusão e desencanto perante os seus contemporâneos que desprezam a poesia. 92 – 100 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 16. Canto VI ASSUNTO Estâncias Festas de despedida em Melinde e continuação da viagem rumo à Índia. 1 – 5 Baco desce ao palácio de Netuno e convoca um consílio dos deuses marinhos, a fim de Éolo soltar os ventos contra os portugueses. 6 – 37 A armada prossegue a sua rota e, para lutar contra o sono, contam-se histórias, entre as quais a dos «Doze de Inglaterra», narrada por Fernão Veloso. 38 – 69 Tempestade. 70 – 91 A armada chega a Calecute (Índia) e Vasco da Gama agradece a Deus. 92 – 93 Considerações do Poeta acerca do verdadeiro valor da glória. 95 - 99 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 17. Canto VII ASSUNTO Estâncias Chegada à barra de Calecute. 1 Considerações do Poeta: elogio do espírito de cruzada dos Lusitanos e dura crítica contra as outras nações que não seguem o seu exemplo. 2 – 15 Porto de Calecute. 16 Descrição da Índia. 17 – 22 Vasco da Gama envia um mensageiro, a fim de anunciar a sua chegada. 23 – 27 O Monçaide visita a armada. 28 – 41 Vasco da Gama desembarca, acompanhado de nobres portugueses. 42 – 43 O capitão português é recebido pelo Catual, governador da cidade; depois, dirigem-se para o palácio de Samorim. 44 – 56 O Samorim recebe Vasco da Gama e este apresenta-lhe os objetivos da sua viagem: estabelecer laços de paz, amizade e comércio; os portugueses são acolhidos nos aposentos do Samorim. 57 – 66 O Catual obtém informações sobre os portugueses junto do Monçaide e este aconselha-o a visitar as naus. 67 – 72 Paulo da Gama recebe o Catual que o questiona sobre os motivos desenhados nas bandeiras. 73 – 77 Camões invoca as ninfas do Tejo e do Mondego e tece algumas considerações acerca do seu infortúnio, lamentando-se da ingratidão dos seus contemporâneos que não lhe dão o devido valor. 78 – 87 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 18. Canto VIII ASSUNTO Estâncias Paulo da Gama explica ao Catual a simbologia das bandeiras e das figuras históricas nelas representadas. 1 – 42 O Catual mostra interesse pelas narrativas ouvidas , questionando avidamente Paulo da Gama. 43 O Catual regressa a terra. 44 O Samorim pede aos arúspices para prever o futuro e estes anunciam desgraças e destruição com a chegada dos portugueses. 45 – 46 Baco aparece em sonhos a um sacerdote muçulmano instigando-o contra os portugueses. 47 – 50 Revolta contra a armada portuguesa, devido à influência de Baco. 51 – 59 Vasco da Gama, inspirado por Vénus, procura esclarecer o Samorim, garantindo-lhe que os boatos são falsos e que apenas pretende a troca de fazendas europeias por especiarias orientais. 60 – 75 O Samorim acredita em Vasco da Gama e desconfia da honestidade dos seus conselheiros. 76 – 78 O Catual prepara uma cilada à armada lusitana, com o intuito de a destruir; Vasco da Gama apercebe- se de tudo e é feito prisioneiro, pelo que pede para ir à presença do Samorim. 79 – 90 Receoso de ser descoberto pelo Samorim, o Catual resolve libertá-lo, em troca de mercadorias. 91 – 94 Vasco da Gama regressa a bordo. 95 Considerações do Poeta: reflexão sobre o vil poder do ouro. 95 – 99 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 19. Canto IX ASSUNTO Estâncias Os dois feitores portugueses que tinham vindo a terra são retidos, com o intuito de retardar a partida da armada, possibilitando a sua destruição por uma frota proveniente de Meca. 1 – 4 O Monçaide informa Vasco da Gama do plano traiçoeiro. 5 – 7 Não conseguindo reaver os feitores portugueses, Gama retém nas naus alguns mercadores locais, como garantia, e ordena a partida. 8 – 11 O Samorim ordena a libertação dos feitores e dá-se a troca dos reféns. 12 Regresso a Portugal. 13 – 17 Vénus, com a ajuda de Cupido, seu filho, prepara uma recompensa aos portugueses – uma ilha paradisíaca: a Ilha dos Amores – onde pudessem repousar e desfrutar de momentos aprazíveis. 18 – 50 Os marinheiro avistam a Ilha dos Amores e assiste-se à sua descrição. 51 – 63 Desembarque. 64 – 67 Os nautas descobrem as ninfas e começam a persegui-las, dando lugar a relacionamentos amorosos entre ambos. 68 – 84 Tétis explica a Vasco da Gama a razão de tal recompensa e leva-o ao seu palácio. 85 – 87 Explicação do valor simbólico da Ilha: «prêmio (…) bem merecido» pelos muitos sacrifícios e trabalhos passados ao longo da viagem. 88 – 92 Exortação do Poeta a todos aqueles que aspiram a imortalidade. 93 – 95 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 20. Canto X ASSUNTO Estâncias Tétis e as ninfas oferecem um banquete aos marinheiros. 1 – 4 Uma ninfa, cantando, enumera os feitos futuros dos portugueses. 5 – 7 Camões interrompe os vaticínios da ninfa e invoca Calíope, a fim de que esta lhe restitua «o gosto de escrever», dada a aproximação do «outono» da vida. 8 – 9 A ninfa prossegue o seu discurso, referindo as ações futuras dos heróis e governadores da Índia. 10 – 74 Tétis conduz Vasco da Gama ao cimo de um monte, onde lhe mostra a «máquina do Mundo». 75 – 90 Tétis apresenta a Gama os vários lugares onde os portugueses hão de praticar altos e heroicos feitos. 91 – 141 Despedida da Ilha dos Amores e regresso à pátria. 142 – 143 Chegada a Lisboa. 144 Considerações do Poeta: lamentações e exortações ao rei D. Sebastião, para que reconheça o mérito dos seus súbditos; vaticínios de futuras glórias do monarca em causa. 145 – 156 Os Lusíadas - Sistematização dos Cantos
  • 21. Camões e as Tágides, Columbano Bordalo Pinheiro (1885)