SlideShare uma empresa Scribd logo
Poemas 
de Alberto 
Caeiro
Fernando Pessoa 
Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em 
13 de junho de 1888 em Lisboa. 
É considerado um dos maiores poetas da língua 
portuguesa e da literatura universal. 
Como poeta, era conhecido por suas múltiplas 
personalidades, os heterônimos, que eram e 
são até hoje objeto da maior parte dos estudos 
sobre sua vida e sua obra, sendo os principais 
Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto 
Caeiro.
Alberto Caeiro 
Antes de analisar sobre Alberto Caeiro é 
necessário saber um pouco sobre o 
poeta. Alberto da Silva, heterônimo criado 
por Fernando Pessoa, é considerado 
o Mestre Ingênuo dos restantes 
heterônimos e do próprio poeta.
 Mestre 
◦ Viver sem dor; 
◦ Envelhecer sem angústia e morrer sem desespero; 
◦ Não procurar encontrar sentido para a vida e para as 
coisas que o rodeiam; 
◦ Sentir sem pensar; 
◦ Ser um ser uno (não fragmentado). 
 Poeta do real objetivo. 
 Poeta da Natureza, a natureza é a única verdade 
 Temporalidade estática, vive no presente, não 
quer saber do passado ou do futuro. 
 Antimetafísico, pois deseja abolir a consciência 
dos seus próprios pensamentos (o vício de 
pensar). 
 A sua existência é o seu próprio significado.
Guardador de rebanho 
O Meu Olhar 
O meu olhar é nítido como um girassol. 
Tenho o costume de andar pelas estradas 
Olhando para a direita e para a esquerda, 
E de, vez em quando olhando para trás... 
E o que vejo a cada momento 
É aquilo que nunca antes eu tinha visto, 
E eu sei dar por isso muito bem... 
Sei ter o pasmo essencial 
Que tem uma criança se, ao nascer, 
Reparasse que nascera deveras... 
Sinto-me nascido a cada momento 
Para a eterna novidade do Mundo... 
Creio no mundo como num malmequer, 
Porque o vejo. Mas não penso nele 
Porque pensar é não compreender ... 
O Mundo não se fez para pensarmos nele 
(Pensar é estar doente dos olhos) 
Mas para olharmos para ele e estarmos de 
acordo... 
Eu não tenho filosofia: tenho 
sentidos... 
Se falo na Natureza não é porque 
saiba o que ela é, 
Mas porque a amo, e amo-a por isso, 
Porque quem ama nunca sabe o que 
ama 
Nem sabe por que ama, nem o que é 
amar ... 
Amar é a eterna inocência, 
E a única inocência não pensar...
Análise 
A primeira estrofe entende-se que ele observa a 
tudo sem se perder ou confundir. E a cada 
momento que ele observa a tudo, se surpreende 
com o mundo, como se tivesse acabado de 
nascer e começasse a descobri-lo. 
Já na segunda, diz que viver é não pensar,uma 
recusa do pensamento abstrato, já que era como 
o oposto do sentir, viver apenas das emoções. 
Na terceira afirma novamente o seu desgosto 
pela metafísica. Além de falar sobre a natureza, 
demonstrando seu amor por ela, no qual, amar é 
não pensar, mas não necessariamente precisa 
de uma resposta, não precisa muito menos saber 
o que é o amor. 
E conclui seu poema, afirmando que amar é não 
pensar.
Pastor amoroso 
O amor é uma companhia 
O amor é uma companhia. 
Já não sei andar só pelos caminhos, 
Porque já não posso andar só. 
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa 
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo 
tudo. 
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. 
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. 
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores 
altas. 
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na 
ausência dela. 
Todo eu sou qualquer força que me abandona. 
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a 
cara dela no meio.
Análise 
O eu-lírico diz que o amor é uma 
companhia, que não faz sentindo ele 
andar sozinho, pois ele deveria andar com 
o seu amor. 
Mesmo o seu amor ausente, ele sente a 
presença dela, ela é a sua força, mas 
também sua fraqueza, perde suas força 
sem ela. Ela é tudo para ele, mesmo 
ausente. 
Quando ele está com ela, ele perdi suas 
forças, elas o abandonam... E toda a sua 
realidade é uma flor, pois essa flor é o seu 
amor.
Poemas inconjuntos 
Criança desconhecida 
Criança desconhecida e suja brincando à minha porta, 
Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos. 
Acho-te graça por nunca te ter visto antes, 
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança, 
Nem aqui vinhas. 
Brinca na poeira, brinca! 
Aprecio a tua presença só com os olhos. 
Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez 
que conhecê-la, 
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez, 
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar. 
O modo como esta criança está suja é diferente do modo 
como as outras estão sujas. 
Brinca! Pegando numa pedra que te cabe na mão, 
Sabes que te cabe na mão. 
Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior? 
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
Analise 
O eu - lírico conta como observa uma 
criança pobre a brincar frente à sua porta 
e a admira, sujeito à sua simplicidade. Ele 
não questiona a presença da criança 
e entende que não há nada mais que isso, 
e é exatamente isso que faz a situação 
especial. Explica que só assiste a criança 
brincando, e que vê-la vale muito mais 
que conhecê-la. Conta como a criança é 
diferente por ser como é, desconhecida e 
suja, e que brinca com pedras sem 
filosofia; se tivesse filosofia não brincaria 
frente à sua porta.
Professora Claudia 
Literatura 
2°A 
Grupo: 
Amanda Garcia n°2 
Amanda Lira n°3 
Leonardo Arinelli n°19

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante""Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
VniaRodrigues30
 
O amor em Memorial do Convento
O amor em Memorial do ConventoO amor em Memorial do Convento
O amor em Memorial do Convento
António Teixeira
 
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da InfânciaFernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
Samuel Neves
 
Viriato
ViriatoViriato
Viriato
ElisaCosta44
 
Estrutura mensagem
Estrutura mensagemEstrutura mensagem
Estrutura mensagem
ameliapadrao
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
Dina Baptista
 
Características de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposCaracterísticas de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de Campos
Aline Araújo
 
Fernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-OrtónimoFernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-Ortónimo
Margarida Rodrigues
 
Análise do poema Nao sei quantas almas tenho
Análise do poema Nao sei quantas almas tenhoAnálise do poema Nao sei quantas almas tenho
Análise do poema Nao sei quantas almas tenho
Ricardo Santos
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
ameliapadrao
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
fromgaliza
 
Deíticos
DeíticosDeíticos
Deíticos
Paula Angelo
 
Uma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deUma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição de
Fernanda Pantoja
 
"Não sei se é sonhe, se realidade"
"Não sei se é sonhe, se realidade""Não sei se é sonhe, se realidade"
"Não sei se é sonhe, se realidade"
MiguelavRodrigues
 
Ceifeira
CeifeiraCeifeira
características temáticas de Fernando Pessoa - ortónimo
características temáticas de Fernando Pessoa - ortónimocaracterísticas temáticas de Fernando Pessoa - ortónimo
características temáticas de Fernando Pessoa - ortónimo
Dina Baptista
 
Apresentação do Simbolismo N`Os Maias
Apresentação do Simbolismo N`Os MaiasApresentação do Simbolismo N`Os Maias
Apresentação do Simbolismo N`Os Maias
Neizy Mandinga
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
guest3fc89a1
 
Resumo do conto george
Resumo do conto georgeResumo do conto george
Resumo do conto george
estado
 
Memorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. VMemorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. V
12º A Golegã
 

Mais procurados (20)

"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante""Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
"Mensagem" de Fernando Pessoa- "O Infante"
 
O amor em Memorial do Convento
O amor em Memorial do ConventoO amor em Memorial do Convento
O amor em Memorial do Convento
 
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da InfânciaFernando Pessoa Nostalgia da Infância
Fernando Pessoa Nostalgia da Infância
 
Viriato
ViriatoViriato
Viriato
 
Estrutura mensagem
Estrutura mensagemEstrutura mensagem
Estrutura mensagem
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
 
Características de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposCaracterísticas de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de Campos
 
Fernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-OrtónimoFernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-Ortónimo
 
Análise do poema Nao sei quantas almas tenho
Análise do poema Nao sei quantas almas tenhoAnálise do poema Nao sei quantas almas tenho
Análise do poema Nao sei quantas almas tenho
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
Deíticos
DeíticosDeíticos
Deíticos
 
Uma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deUma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição de
 
"Não sei se é sonhe, se realidade"
"Não sei se é sonhe, se realidade""Não sei se é sonhe, se realidade"
"Não sei se é sonhe, se realidade"
 
Ceifeira
CeifeiraCeifeira
Ceifeira
 
características temáticas de Fernando Pessoa - ortónimo
características temáticas de Fernando Pessoa - ortónimocaracterísticas temáticas de Fernando Pessoa - ortónimo
características temáticas de Fernando Pessoa - ortónimo
 
Apresentação do Simbolismo N`Os Maias
Apresentação do Simbolismo N`Os MaiasApresentação do Simbolismo N`Os Maias
Apresentação do Simbolismo N`Os Maias
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
 
Resumo do conto george
Resumo do conto georgeResumo do conto george
Resumo do conto george
 
Memorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. VMemorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. V
 

Destaque

Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
FilipaFonseca
 
Aprendendon A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendon A Olhar Com Alberto CaeiroAprendendon A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendon A Olhar Com Alberto Caeiro
Espacoinovarte
 
O Meu Olhar é Nítido Como Um Girassol
O Meu Olhar é Nítido Como Um GirassolO Meu Olhar é Nítido Como Um Girassol
O Meu Olhar é Nítido Como Um Girassol
guestd53d60
 
"Segue o teu destino" - Ricardo Reis
"Segue o teu destino" - Ricardo Reis"Segue o teu destino" - Ricardo Reis
"Segue o teu destino" - Ricardo Reis
Razze
 
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando PessoaPoemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
vestibular
 
Alberto Caeiro - Temática Amor
Alberto Caeiro - Temática AmorAlberto Caeiro - Temática Amor
Alberto Caeiro - Temática Amor
Tânia Patrícia
 
Fernando Pessoa(Power Point)
Fernando Pessoa(Power Point)Fernando Pessoa(Power Point)
Fernando Pessoa(Power Point)
guestcb31cc
 
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
Higor Lopes Gonçalves
 
Autopsicografia e Isto
Autopsicografia e IstoAutopsicografia e Isto
Autopsicografia e Isto
Paula Oliveira Cruz
 
O guardador de rebanhos
O guardador de rebanhosO guardador de rebanhos
O guardador de rebanhos
euequesei
 
Alberto Caeiro
Alberto CaeiroAlberto Caeiro
Alberto Caeiro
guestde10d2
 
Poema Apontamento de Álvaro de Campos
Poema Apontamento de Álvaro de CamposPoema Apontamento de Álvaro de Campos
Poema Apontamento de Álvaro de Campos
Oxana Marian
 
Analise de poemas
Analise de poemasAnalise de poemas
Analise de poemas
Paula CAA
 
Alberto caeiro eu nunca guardei rebanhos- análise
Alberto caeiro   eu nunca guardei rebanhos- análiseAlberto caeiro   eu nunca guardei rebanhos- análise
Alberto caeiro eu nunca guardei rebanhos- análise
Anabela Fernandes
 
Análise de poemas
Análise de poemasAnálise de poemas
Análise de poemas
Ana Clara San
 
Mensagem
MensagemMensagem
Programa da disciplina de Português 12º ano
Programa da disciplina de Português 12º anoPrograma da disciplina de Português 12º ano
Programa da disciplina de Português 12º ano
Dina Baptista
 
Linhas de análise ela canta pobre ceifeira
Linhas de análise ela canta pobre ceifeiraLinhas de análise ela canta pobre ceifeira
Linhas de análise ela canta pobre ceifeira
Ana Isabel Falé
 
Tópicos de análise do espaço social em memorial do convento
Tópicos de análise do espaço social em memorial do conventoTópicos de análise do espaço social em memorial do convento
Tópicos de análise do espaço social em memorial do convento
Ana Isabel Falé
 
Análise de poemas de Fernando Pessoa
Análise de poemas de Fernando PessoaAnálise de poemas de Fernando Pessoa
Análise de poemas de Fernando Pessoa
Margarida Rodrigues
 

Destaque (20)

Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
Ricardo Reis - Análise do poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"...
 
Aprendendon A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendon A Olhar Com Alberto CaeiroAprendendon A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendon A Olhar Com Alberto Caeiro
 
O Meu Olhar é Nítido Como Um Girassol
O Meu Olhar é Nítido Como Um GirassolO Meu Olhar é Nítido Como Um Girassol
O Meu Olhar é Nítido Como Um Girassol
 
"Segue o teu destino" - Ricardo Reis
"Segue o teu destino" - Ricardo Reis"Segue o teu destino" - Ricardo Reis
"Segue o teu destino" - Ricardo Reis
 
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando PessoaPoemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
 
Alberto Caeiro - Temática Amor
Alberto Caeiro - Temática AmorAlberto Caeiro - Temática Amor
Alberto Caeiro - Temática Amor
 
Fernando Pessoa(Power Point)
Fernando Pessoa(Power Point)Fernando Pessoa(Power Point)
Fernando Pessoa(Power Point)
 
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
Autopsicografia e Isto
Autopsicografia e IstoAutopsicografia e Isto
Autopsicografia e Isto
 
O guardador de rebanhos
O guardador de rebanhosO guardador de rebanhos
O guardador de rebanhos
 
Alberto Caeiro
Alberto CaeiroAlberto Caeiro
Alberto Caeiro
 
Poema Apontamento de Álvaro de Campos
Poema Apontamento de Álvaro de CamposPoema Apontamento de Álvaro de Campos
Poema Apontamento de Álvaro de Campos
 
Analise de poemas
Analise de poemasAnalise de poemas
Analise de poemas
 
Alberto caeiro eu nunca guardei rebanhos- análise
Alberto caeiro   eu nunca guardei rebanhos- análiseAlberto caeiro   eu nunca guardei rebanhos- análise
Alberto caeiro eu nunca guardei rebanhos- análise
 
Análise de poemas
Análise de poemasAnálise de poemas
Análise de poemas
 
Mensagem
MensagemMensagem
Mensagem
 
Programa da disciplina de Português 12º ano
Programa da disciplina de Português 12º anoPrograma da disciplina de Português 12º ano
Programa da disciplina de Português 12º ano
 
Linhas de análise ela canta pobre ceifeira
Linhas de análise ela canta pobre ceifeiraLinhas de análise ela canta pobre ceifeira
Linhas de análise ela canta pobre ceifeira
 
Tópicos de análise do espaço social em memorial do convento
Tópicos de análise do espaço social em memorial do conventoTópicos de análise do espaço social em memorial do convento
Tópicos de análise do espaço social em memorial do convento
 
Análise de poemas de Fernando Pessoa
Análise de poemas de Fernando PessoaAnálise de poemas de Fernando Pessoa
Análise de poemas de Fernando Pessoa
 

Semelhante a Poemas de Alberto Caeiro

Principais Temáticas de Alberto Caeiro
Principais Temáticas de Alberto CaeiroPrincipais Temáticas de Alberto Caeiro
Principais Temáticas de Alberto Caeiro
Dina Baptista
 
Amar é a eterna Inocência
Amar é a eterna InocênciaAmar é a eterna Inocência
Amar é a eterna Inocência
guestd53d60
 
Fernando Pessoa
Fernando  PessoaFernando  Pessoa
Poesia Heterônima de Alberto Caiero
 Poesia Heterônima de Alberto Caiero Poesia Heterônima de Alberto Caiero
Poesia Heterônima de Alberto Caiero
Lindolfo Teixeira
 
Portfólio robson reis
Portfólio robson reisPortfólio robson reis
Portfólio robson reis
Portfolio2015
 
Alberto Caeiro
Alberto CaeiroAlberto Caeiro
Alberto Caeiro
Sandro Gomes
 
Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendo A Olhar Com Alberto CaeiroAprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
vida simples
 
1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
guest71f8245
 
106
106106
Fernando Pessoa Ficcoes Do Interludio
Fernando Pessoa Ficcoes Do InterludioFernando Pessoa Ficcoes Do Interludio
Fernando Pessoa Ficcoes Do Interludio
guestfd29b755
 
Dia da filosofia
Dia da filosofiaDia da filosofia
Dia da filosofia
Carla Teixeira
 
Dia da filosofia
Dia da filosofiaDia da filosofia
Dia da filosofia
Carla Teixeira
 
A saudade fala___português
A saudade fala___portuguêsA saudade fala___português
A saudade fala___português
Ivonelage
 
Alberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhos
Alberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhosAlberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhos
Alberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhos
Bruno Meirim
 
Saudades
SaudadesSaudades
Saudades
Marcos M
 
Saudades
SaudadesSaudades
Saudades
Marlene Camargo
 
Apresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Apresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaApresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Apresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
MatheusCEBREC
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
Naisha Br
 
Calendário Mensal: Agosto 2010
Calendário Mensal: Agosto 2010Calendário Mensal: Agosto 2010
Calendário Mensal: Agosto 2010
Gisele Santos
 
A saudade fala português
A saudade fala portuguêsA saudade fala português
A saudade fala português
paulomaes
 

Semelhante a Poemas de Alberto Caeiro (20)

Principais Temáticas de Alberto Caeiro
Principais Temáticas de Alberto CaeiroPrincipais Temáticas de Alberto Caeiro
Principais Temáticas de Alberto Caeiro
 
Amar é a eterna Inocência
Amar é a eterna InocênciaAmar é a eterna Inocência
Amar é a eterna Inocência
 
Fernando Pessoa
Fernando  PessoaFernando  Pessoa
Fernando Pessoa
 
Poesia Heterônima de Alberto Caiero
 Poesia Heterônima de Alberto Caiero Poesia Heterônima de Alberto Caiero
Poesia Heterônima de Alberto Caiero
 
Portfólio robson reis
Portfólio robson reisPortfólio robson reis
Portfólio robson reis
 
Alberto Caeiro
Alberto CaeiroAlberto Caeiro
Alberto Caeiro
 
Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendo A Olhar Com Alberto CaeiroAprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
 
1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
1 Aprendendo A Olhar Com Alberto Caeiro
 
106
106106
106
 
Fernando Pessoa Ficcoes Do Interludio
Fernando Pessoa Ficcoes Do InterludioFernando Pessoa Ficcoes Do Interludio
Fernando Pessoa Ficcoes Do Interludio
 
Dia da filosofia
Dia da filosofiaDia da filosofia
Dia da filosofia
 
Dia da filosofia
Dia da filosofiaDia da filosofia
Dia da filosofia
 
A saudade fala___português
A saudade fala___portuguêsA saudade fala___português
A saudade fala___português
 
Alberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhos
Alberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhosAlberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhos
Alberto Caeiro - poema I do guardador de rebanhos
 
Saudades
SaudadesSaudades
Saudades
 
Saudades
SaudadesSaudades
Saudades
 
Apresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Apresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaApresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Apresentação2aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
Calendário Mensal: Agosto 2010
Calendário Mensal: Agosto 2010Calendário Mensal: Agosto 2010
Calendário Mensal: Agosto 2010
 
A saudade fala português
A saudade fala portuguêsA saudade fala português
A saudade fala português
 

Último

UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
Manuais Formação
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Pedro Luis Moraes
 
Reino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptx
Reino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptxReino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptx
Reino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptx
CarinaSantos916505
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
Manuais Formação
 
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
JoanaFigueira11
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
TomasSousa7
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
todorokillmepls
 
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões.          pptxRimas, Luís Vaz de Camões.          pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
TomasSousa7
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
Manuais Formação
 
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
fagnerlopes11
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
silvamelosilva300
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
SILVIAREGINANAZARECA
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
mamaeieby
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
DouglasMoraes54
 
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua PortuguesaD20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
eaiprofpolly
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
joseanesouza36
 
slides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentarslides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentar
JoeteCarvalho
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
MarceloMonteiro213738
 

Último (20)

UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
 
Reino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptx
Reino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptxReino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptx
Reino-Vegetal plantas e demais conceitos .pptx
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
 
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
 
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões.          pptxRimas, Luís Vaz de Camões.          pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
 
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
 
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua PortuguesaD20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
 
slides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentarslides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentar
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
 

Poemas de Alberto Caeiro

  • 2. Fernando Pessoa Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888 em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal. Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterônimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra, sendo os principais Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro.
  • 3. Alberto Caeiro Antes de analisar sobre Alberto Caeiro é necessário saber um pouco sobre o poeta. Alberto da Silva, heterônimo criado por Fernando Pessoa, é considerado o Mestre Ingênuo dos restantes heterônimos e do próprio poeta.
  • 4.  Mestre ◦ Viver sem dor; ◦ Envelhecer sem angústia e morrer sem desespero; ◦ Não procurar encontrar sentido para a vida e para as coisas que o rodeiam; ◦ Sentir sem pensar; ◦ Ser um ser uno (não fragmentado).  Poeta do real objetivo.  Poeta da Natureza, a natureza é a única verdade  Temporalidade estática, vive no presente, não quer saber do passado ou do futuro.  Antimetafísico, pois deseja abolir a consciência dos seus próprios pensamentos (o vício de pensar).  A sua existência é o seu próprio significado.
  • 5. Guardador de rebanho O Meu Olhar O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de, vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender ... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe por que ama, nem o que é amar ... Amar é a eterna inocência, E a única inocência não pensar...
  • 6. Análise A primeira estrofe entende-se que ele observa a tudo sem se perder ou confundir. E a cada momento que ele observa a tudo, se surpreende com o mundo, como se tivesse acabado de nascer e começasse a descobri-lo. Já na segunda, diz que viver é não pensar,uma recusa do pensamento abstrato, já que era como o oposto do sentir, viver apenas das emoções. Na terceira afirma novamente o seu desgosto pela metafísica. Além de falar sobre a natureza, demonstrando seu amor por ela, no qual, amar é não pensar, mas não necessariamente precisa de uma resposta, não precisa muito menos saber o que é o amor. E conclui seu poema, afirmando que amar é não pensar.
  • 7. Pastor amoroso O amor é uma companhia O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos, Porque já não posso andar só. Um pensamento visível faz-me andar mais depressa E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo. Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela. Todo eu sou qualquer força que me abandona. Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
  • 8.
  • 9. Análise O eu-lírico diz que o amor é uma companhia, que não faz sentindo ele andar sozinho, pois ele deveria andar com o seu amor. Mesmo o seu amor ausente, ele sente a presença dela, ela é a sua força, mas também sua fraqueza, perde suas força sem ela. Ela é tudo para ele, mesmo ausente. Quando ele está com ela, ele perdi suas forças, elas o abandonam... E toda a sua realidade é uma flor, pois essa flor é o seu amor.
  • 10. Poemas inconjuntos Criança desconhecida Criança desconhecida e suja brincando à minha porta, Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos. Acho-te graça por nunca te ter visto antes, E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança, Nem aqui vinhas. Brinca na poeira, brinca! Aprecio a tua presença só com os olhos. Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la, Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez, E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar. O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas. Brinca! Pegando numa pedra que te cabe na mão, Sabes que te cabe na mão. Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior? Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
  • 11. Analise O eu - lírico conta como observa uma criança pobre a brincar frente à sua porta e a admira, sujeito à sua simplicidade. Ele não questiona a presença da criança e entende que não há nada mais que isso, e é exatamente isso que faz a situação especial. Explica que só assiste a criança brincando, e que vê-la vale muito mais que conhecê-la. Conta como a criança é diferente por ser como é, desconhecida e suja, e que brinca com pedras sem filosofia; se tivesse filosofia não brincaria frente à sua porta.
  • 12. Professora Claudia Literatura 2°A Grupo: Amanda Garcia n°2 Amanda Lira n°3 Leonardo Arinelli n°19