SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 13
FreiFrei
Luís de SousaLuís de Sousa
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
O Texto Dramático
Texto principal
-Conjunto de estados,
ações ou acontecimentos
vividos pelas personagens
e expressos nas suas
réplicas
- Desenvolvimento em
diálogo, monólogo
(quando expressa
reflexões da personagem)
ou apartes (interação
entre a personagem e o
leitor/espetador)
Texto secundário
-configurado nas didascálicas
(marcadas por parênteses e tipo de
letra diferente da do texto principal)
-Correspondente às indicações
cénicas (conjunto de informações
que o dramaturgo fornece e que
complementam o texto principal)
- Informações relacionada com a
identificação dos interlocutores, a
sua indumentária, o modo como
devem proferir o discurso, os gestos
e tom de voz a adotar, a
movimentação, as referências
espácio-temporais…
Frei Luís de Sousa
• Segundo o biógrafo Francisco de Amorim, Frei Luís
de Sousa foi escrito entre março e abril de 1843 e a
sua leitura pública ocorreria a 6 de maio desse
mesmo ano, perante um público culto e selecionado.
• Em 1850, o público, em geral, acederá à sua
representação total, que decorreu no teatro D. Maria
II.
• Pensa-se que, para redigir o seu drama, Almeida
Garrett se socorreu de várias fontes.
Fontes de Frei Luís de Sousa
Fontes históricas - Manuel de Sousa Coutinho casara-
se com D. Madalena de Vilhena que fora casada em
primeiras núpcias com D. João de Portugal de quem
tivera três filhos, verificando-se, aqui, a primeira fuga ao
pendor histórico que enforma o drama garrettiano.
Fontes literárias - Garrett menciona na “Memória ao
Conservatório Real” a representação a que assistiu,
levada a cabo por uma companhia castelhana de teatro
ambulante. Cita ainda o drama O Cativo de Fez que lhe
despertar a atenção para o assunto, cuja representação
foi feita no Conservatório Real, em 1840, bem como as
insinuações de que foi alvo por ter imitado um assunto
abordado num romance de Ferdinand Denis, publicado
em Paris em 1835, mas que o Garrett desmente.
Fontes de Frei Luís de Sousa
• Fontes pessoais - a atribulada vida amorosa do autor pode
também ter sido usada como inspiradora do drama que
escreveu, especialmente do fim trágico que lhe conferiu. Com
efeito, Almeida Garrett teve um casamento fracassado com
Luísa Midosi, tendo-se envolvido com Adelaide Pastor que lhe
deixara uma filha que, aos olhos da sociedade, era
considerada ilegítima. As palavras finais da personagem
Maria de Noronha poderão, por isso, ilustrar as preocupações
que dominavam o autor relativamente ao futuro da filha.
• Das fontes que poderão estar na base do drama garrettiano,
aquelas que podem considerar-se mais credíveis são, sem
dúvida, aquelas a que o próprio alude no texto que antecede o
drama - as fontes literárias.
Estrutura de Frei Luís de Sousa
Estrutura Externa: divisão em três atos
(associados à mudança de cenário) e subdivisão
de cada um em cenas (correspondente à
entrada e saída de personagens):
Ato I - 12 cenas Ato II - 15 cenas
Ato III - 12 cenas
Estrutura Interna - diz respeito ao
desenrolar da ação ao longo dos atos e cenas.
O espaço em Frei Luís de Sousa
• Ato I - a ação, neste ato, decorre no palácio de Manuel de Sousa
Coutinho, em Almada, onde se situa a “câmara antiga, ornada com todo
o luxo e caprichosa elegância portuguesa dos princípios do século XVII”,
e onde, na cena I, se encontra D. Madalena a ler.
• Ato II - passa-se no palácio onde D. Madalena e D. João de Portugal
viveram, também em Almada, mais particularmente num “salão antigo,
de gosto melancólico e pesado, com grandes retratos de família”, de onde
se destacam o de el-rei D. Sebastião, de Camões e de D. João de Portugal.
• Ato III - este momento da ação desenrola-se na “parte baixa do palácio
de D. João de Portugal…” e na capela da Senhora da Piedade que com ela
comunica.
• O ambiente que caracteriza cada um destes espaços reflete o estado
psicológico das personagens, verificando-se o estreitamento do espaço
dramático à medida que o desenlace se aproxima.
O tempo em Frei Luís de Sousa
Tempo da ação:
Ato I - fim de tarde
Ato II - oito dias depois
Ato III - altas horas da noite
Tempo dramático:
Vem desde o casamento de D. Madalena com D. João de
Portugal (antes de 1578); passa pelos sete anos em que se
procurou saber do paradeiro de D. João; integra os catorze
anos em que D. Madalena esteve casada com Manuel de Sousa,
os oito dias em que viveu no palácio de D. João de Portugal, os
três dias (1 a 3 de agosto) que este levou até chegar à presença
de D. Madalena, até ao dia 4 de agosto - “Hoje”.
Como se pode verificar, também o tempo dramático se vai
estreitando à medida que o fim trágico se aproxima.
As personagens em Frei Luís de Sousa
• Manuel de Sousa Coutinho;
• Maria de Noronha;
• D. João de Portugal;
• Telmo Pais;
• Frei Jorge
• Tal como acontece na tragédia clássica, as personagens
são nobres e reveladoras de grande dignidade. Mesmo
Telmo (um serviçal) nunca perde o aprumo.
• São caracterizadas direta e indiretamente e podem
considerar-se modeladas, uma vez que é o conflito
interior, a profundidade e a sua densidade psicológica
que desencadeiam a tensão dramática.
A linguagem em Frei Luís de
Sousa
• Esta é culta mas há, por vezes, um tom
declamatório, configurado nas inúmeras
exclamações, interrogações e reticências, bem ao
jeito do gosto romântico. Aparece adequada às
circunstâncias e às personagens. Por isso, carrega-
se de inquietação e angústia em D. Madalena;
respeitosa, digna, mas também familiar em Telmo;
elegante, nobre e assumindo, frequentemente, um
tom didático-moralizador em Manuel de Sousa;
confidencial e de tom religioso em Frei Jorge;
austera e dramática no Romeiro.
Características românticas em
Frei Luís de Sousa:
- o assunto é nacional, impregnado do messianismo
necessário à reação contra a dominação espanhola;
- as personagens, sobretudo de D. Madalena, são
verdadeiras heroínas românticas pelo comportamento
emotivo, o recurso à religião consoladora para minimizar
o sofrimento (D. Madalena e Manuel de Sousa ingressam
na vida conventual);
- a sensibilidade cristã percorre toda a obra e o próprio
conflito tem origem na ética cristã;
- a morte de uma personagem em cena é admissível no
romantismo mas não no classicismo;
- a linguagem e o estilo apresentam características
românticas.
Características clássicas em
Frei Luís de Sousa:
- há unidade de ação e os acontecimentos progridem
dramaticamente até ao clímax;
- o pathos (sofrimento) apodera-se das personagens e dos
espetadores de forma progressiva até à catástrofe;
- o desafio (hybris) é visível na ação de incendiar o palácio;
- a fatalidade atua permanentemente bem como o destino;
- os presságios (lançados por Telmo e cuja função se pode
aproximar à do coro da tragédia clássica) estão presentes ;
- dá-se o reconhecimento (agnórise) que origina a catástrofe;
- as personagens são nobres (aristocráticas) e sempre poucas em
cena.
Porém, não obedece à unidade de tempo e de espaço e não é
escrita em verso.
Classificação da obra
• Como se depreende pela leitura da obra e das características
atrás enunciadas, o texto garrettiano poderia ser classificado
de tragédia pelo conteúdo mas drama pela forma, uma vez
que está escrita em prosa. Assim, poderia dizer-se que se trata
de uma tragédia moderna, dado que a matéria não é
fornecida pela mitologia nem pela história grega, mas pela
história nacional bem ao gosto da estética romântica.
Contudo, é o próprio autor quem afirma na “Memória ao
Conservatório Real” que se contenta com a designação de
drama para a sua obra, reconhecendo, todavia, que “se na
forma desmerece da categoria (de tragédia), pela índole há de
ficar pertencendo sempre ao antigo género trágico”.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Amor de perdição algumas notas
Amor de perdição   algumas notasAmor de perdição   algumas notas
Amor de perdição algumas notasBruno Duarte
 
Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"gracacruz
 
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVAMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVEmília Maij
 
Os Maias - Capítulo XVI
Os Maias - Capítulo XVIOs Maias - Capítulo XVI
Os Maias - Capítulo XVISara Leonardo
 
Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"
Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"
Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"Maria Góis
 
Os Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IVOs Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IVDina Baptista
 
A dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptx
A dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptxA dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptx
A dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptxCecliaGomes25
 
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição - Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição - Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição - Camilo Castelo BrancoClaudia Ribeiro
 
Frei luís de sousa Contextualização
Frei luís de sousa Contextualização Frei luís de sousa Contextualização
Frei luís de sousa Contextualização Sofia Yuna
 
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoLurdes Augusto
 
D. Madalena -Frei Luis de Sousa
D. Madalena -Frei Luis de SousaD. Madalena -Frei Luis de Sousa
D. Madalena -Frei Luis de Sousananasimao
 
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesSíntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesCatarina Castro
 
Os Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagensOs Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagensLurdes Augusto
 

Mais procurados (20)

Amor de perdição algumas notas
Amor de perdição   algumas notasAmor de perdição   algumas notas
Amor de perdição algumas notas
 
Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"Power point "Frei Luís de Sousa"
Power point "Frei Luís de Sousa"
 
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IVAMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
AMOR DE PERDIÇÃO análise capítulo IV
 
Os Maias - Capítulo XVI
Os Maias - Capítulo XVIOs Maias - Capítulo XVI
Os Maias - Capítulo XVI
 
Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"
Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"
Estruturas externa-e-interna de "Frei Luís de Sousa"
 
Frei Luís de Sousa, síntese
Frei Luís de Sousa, sínteseFrei Luís de Sousa, síntese
Frei Luís de Sousa, síntese
 
Os Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IVOs Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IV
 
Frei luís de sousa
Frei luís de sousaFrei luís de sousa
Frei luís de sousa
 
Frei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa  Frei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa
 
A dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptx
A dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptxA dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptx
A dimensão trágica em _Frei Luís de Sousa_.pptx
 
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição - Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição - Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
 
Um auto de gil vicente
Um auto de gil vicenteUm auto de gil vicente
Um auto de gil vicente
 
Frei luís de sousa Contextualização
Frei luís de sousa Contextualização Frei luís de sousa Contextualização
Frei luís de sousa Contextualização
 
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
 
Os maias a intriga
Os maias   a intrigaOs maias   a intriga
Os maias a intriga
 
Capítulo i
Capítulo iCapítulo i
Capítulo i
 
D. Madalena -Frei Luis de Sousa
D. Madalena -Frei Luis de SousaD. Madalena -Frei Luis de Sousa
D. Madalena -Frei Luis de Sousa
 
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos PeixesSíntese Sermão de Santo António aos Peixes
Síntese Sermão de Santo António aos Peixes
 
. Maias simplificado
. Maias simplificado. Maias simplificado
. Maias simplificado
 
Os Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagensOs Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagens
 

Destaque

Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoDina Baptista
 
Wildlife of amur tiger
Wildlife of amur tigerWildlife of amur tiger
Wildlife of amur tigerGyörgy Vámos
 
Santo António. sermao aos peixes
Santo António. sermao aos peixesSanto António. sermao aos peixes
Santo António. sermao aos peixesJoão Félix
 
Frei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei Jorge
Frei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei JorgeFrei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei Jorge
Frei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei JorgePatricia Martins
 
Catálogo preparação para exames Português e Matemática
Catálogo preparação para exames Português e MatemáticaCatálogo preparação para exames Português e Matemática
Catálogo preparação para exames Português e MatemáticaMargarida Botelho da Silva
 
Frei Luís de Sousa - Classificação.
Frei Luís de Sousa - Classificação.Frei Luís de Sousa - Classificação.
Frei Luís de Sousa - Classificação.nelsonalves70
 
Fernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino Médio
Fernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino MédioFernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino Médio
Fernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino MédioFelipe De Souza Costa
 
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)Alexandra Soares
 
Aulas digitais memorial do convento
Aulas digitais memorial do conventoAulas digitais memorial do convento
Aulas digitais memorial do conventoDulce Gomes
 
Frei luis de sousa
Frei luis de sousaFrei luis de sousa
Frei luis de sousaMaria da Paz
 
Gigante Adamastor, d'Os Lusíadas
Gigante Adamastor, d'Os LusíadasGigante Adamastor, d'Os Lusíadas
Gigante Adamastor, d'Os LusíadasDina Baptista
 

Destaque (15)

Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-Sistematização
 
O texto dramático
O texto dramáticoO texto dramático
O texto dramático
 
Wildlife of amur tiger
Wildlife of amur tigerWildlife of amur tiger
Wildlife of amur tiger
 
Frei Luís de Sousa
Frei Luís de SousaFrei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa
 
Santo António. sermao aos peixes
Santo António. sermao aos peixesSanto António. sermao aos peixes
Santo António. sermao aos peixes
 
Frei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei Jorge
Frei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei JorgeFrei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei Jorge
Frei Luis de Sousa - Manuel de Sousa Coutinho e Frei Jorge
 
Catálogo preparação para exames Português e Matemática
Catálogo preparação para exames Português e MatemáticaCatálogo preparação para exames Português e Matemática
Catálogo preparação para exames Português e Matemática
 
Frei Luís de Sousa - Classificação.
Frei Luís de Sousa - Classificação.Frei Luís de Sousa - Classificação.
Frei Luís de Sousa - Classificação.
 
Fernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino Médio
Fernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino MédioFernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino Médio
Fernando Pessoa e Heterônimos: Uma proposta intertextual para o Ensino Médio
 
Alberto Caeiro
Alberto CaeiroAlberto Caeiro
Alberto Caeiro
 
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
Corridas do hipodromo (Cap. X - Os Maias)
 
O resumo de Os Maias
O resumo de Os MaiasO resumo de Os Maias
O resumo de Os Maias
 
Aulas digitais memorial do convento
Aulas digitais memorial do conventoAulas digitais memorial do convento
Aulas digitais memorial do convento
 
Frei luis de sousa
Frei luis de sousaFrei luis de sousa
Frei luis de sousa
 
Gigante Adamastor, d'Os Lusíadas
Gigante Adamastor, d'Os LusíadasGigante Adamastor, d'Os Lusíadas
Gigante Adamastor, d'Os Lusíadas
 

Semelhante a Frei Luís de Sousa: Análise da Obra Dramática de Almeida Garrett

Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39
Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39
Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39luisprista
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94luisprista
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66luisprista
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66luisprista
 
Enc11 frei luis_sousa_sintese_unidade
Enc11 frei luis_sousa_sintese_unidadeEnc11 frei luis_sousa_sintese_unidade
Enc11 frei luis_sousa_sintese_unidadeFernanda Pereira
 
frei luis_sousa_sintese_unidade
 frei luis_sousa_sintese_unidade frei luis_sousa_sintese_unidade
frei luis_sousa_sintese_unidadeRita Carvalho
 
enc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdf
enc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdfenc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdf
enc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdfFranciscoBatalha1
 
Os Maias - análise
Os Maias - análise Os Maias - análise
Os Maias - análise nanasimao
 
Frei Luís de Sousa- Resumo das cenas
Frei Luís de Sousa- Resumo das cenasFrei Luís de Sousa- Resumo das cenas
Frei Luís de Sousa- Resumo das cenasNome Sobrenome
 
Frei Luis de Sousa- Resumo R.pdf
Frei Luis de Sousa- Resumo R.pdfFrei Luis de Sousa- Resumo R.pdf
Frei Luis de Sousa- Resumo R.pdfLibnioCarvalhais1
 
A sala das perguntas
A sala das perguntasA sala das perguntas
A sala das perguntasfortealer
 
Memórias de um_sargento_de_milícias_-_material
Memórias de um_sargento_de_milícias_-_materialMemórias de um_sargento_de_milícias_-_material
Memórias de um_sargento_de_milícias_-_materialrafabebum
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94luisprista
 
Ficha informativa frei luís de sousa
Ficha informativa frei luís de sousaFicha informativa frei luís de sousa
Ficha informativa frei luís de sousaMargarida Valente
 

Semelhante a Frei Luís de Sousa: Análise da Obra Dramática de Almeida Garrett (20)

O texto dramático
O texto dramáticoO texto dramático
O texto dramático
 
Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39
Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39
Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39
 
. O texto dramático
. O texto dramático. O texto dramático
. O texto dramático
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 93-94
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 65-66
 
. A obra e o contexto
. A obra e o contexto. A obra e o contexto
. A obra e o contexto
 
Enc11 frei luis_sousa_sintese_unidade
Enc11 frei luis_sousa_sintese_unidadeEnc11 frei luis_sousa_sintese_unidade
Enc11 frei luis_sousa_sintese_unidade
 
frei luis_sousa_sintese_unidade
 frei luis_sousa_sintese_unidade frei luis_sousa_sintese_unidade
frei luis_sousa_sintese_unidade
 
enc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdf
enc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdfenc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdf
enc11_frei_luis_sousa_sintese_unidade.pptx.pdf
 
Os Maias - análise
Os Maias - análise Os Maias - análise
Os Maias - análise
 
Frei Luís de Sousa- Resumo das cenas
Frei Luís de Sousa- Resumo das cenasFrei Luís de Sousa- Resumo das cenas
Frei Luís de Sousa- Resumo das cenas
 
Almeida garett
Almeida garettAlmeida garett
Almeida garett
 
Frei Luis de Sousa- Resumo R.pdf
Frei Luis de Sousa- Resumo R.pdfFrei Luis de Sousa- Resumo R.pdf
Frei Luis de Sousa- Resumo R.pdf
 
A sala das perguntas
A sala das perguntasA sala das perguntas
A sala das perguntas
 
Memórias de um_sargento_de_milícias_-_material
Memórias de um_sargento_de_milícias_-_materialMemórias de um_sargento_de_milícias_-_material
Memórias de um_sargento_de_milícias_-_material
 
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94
Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 93-94
 
Frei Luís de Souza - 2ª A - 2011
Frei Luís de Souza  -  2ª A - 2011Frei Luís de Souza  -  2ª A - 2011
Frei Luís de Souza - 2ª A - 2011
 
Ficha informativa frei luís de sousa
Ficha informativa frei luís de sousaFicha informativa frei luís de sousa
Ficha informativa frei luís de sousa
 
Memorias Sentimentais de João Miramar - 3ª A - 2011
Memorias Sentimentais de João Miramar - 3ª A - 2011Memorias Sentimentais de João Miramar - 3ª A - 2011
Memorias Sentimentais de João Miramar - 3ª A - 2011
 

Mais de ameliapadrao

Espaco social_memorial
 Espaco social_memorial Espaco social_memorial
Espaco social_memorialameliapadrao
 
Exp12cdr ppt tempo_memorial
Exp12cdr ppt tempo_memorialExp12cdr ppt tempo_memorial
Exp12cdr ppt tempo_memorialameliapadrao
 
Exp12cdr ppt felizmente_sintese
Exp12cdr ppt felizmente_sinteseExp12cdr ppt felizmente_sintese
Exp12cdr ppt felizmente_sinteseameliapadrao
 
Exp12cdr ppt concecao messianica
Exp12cdr ppt concecao messianicaExp12cdr ppt concecao messianica
Exp12cdr ppt concecao messianicaameliapadrao
 
Estrutura mensagem
Estrutura mensagemEstrutura mensagem
Estrutura mensagemameliapadrao
 
Exp12cdr ppt camoes_pessoa
Exp12cdr ppt camoes_pessoaExp12cdr ppt camoes_pessoa
Exp12cdr ppt camoes_pessoaameliapadrao
 
Exp12cdr ppt caeiro
Exp12cdr ppt caeiroExp12cdr ppt caeiro
Exp12cdr ppt caeiroameliapadrao
 
Processos fonologicos
Processos fonologicosProcessos fonologicos
Processos fonologicosameliapadrao
 
Sermodesantoantnioaospeixes
SermodesantoantnioaospeixesSermodesantoantnioaospeixes
Sermodesantoantnioaospeixesameliapadrao
 
Sermão aos peixes cap. i
Sermão aos peixes   cap. iSermão aos peixes   cap. i
Sermão aos peixes cap. iameliapadrao
 
funções sintaticas
 funções sintaticas funções sintaticas
funções sintaticasameliapadrao
 

Mais de ameliapadrao (20)

Espaco social_memorial
 Espaco social_memorial Espaco social_memorial
Espaco social_memorial
 
Exp12cdr ppt tempo_memorial
Exp12cdr ppt tempo_memorialExp12cdr ppt tempo_memorial
Exp12cdr ppt tempo_memorial
 
Exp12cdr ppt felizmente_sintese
Exp12cdr ppt felizmente_sinteseExp12cdr ppt felizmente_sintese
Exp12cdr ppt felizmente_sintese
 
Exp12cdr ppt concecao messianica
Exp12cdr ppt concecao messianicaExp12cdr ppt concecao messianica
Exp12cdr ppt concecao messianica
 
Estrutura mensagem
Estrutura mensagemEstrutura mensagem
Estrutura mensagem
 
Exp12cdr ppt camoes_pessoa
Exp12cdr ppt camoes_pessoaExp12cdr ppt camoes_pessoa
Exp12cdr ppt camoes_pessoa
 
Exp12cdr ppt caeiro
Exp12cdr ppt caeiroExp12cdr ppt caeiro
Exp12cdr ppt caeiro
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Processos fonologicos
Processos fonologicosProcessos fonologicos
Processos fonologicos
 
Episodios maias
Episodios maiasEpisodios maias
Episodios maias
 
Frei luis
Frei luisFrei luis
Frei luis
 
Pt9 cdr relativas
Pt9 cdr relativasPt9 cdr relativas
Pt9 cdr relativas
 
P.antónio v.
P.antónio v.P.antónio v.
P.antónio v.
 
Sermodesantoantnioaospeixes
SermodesantoantnioaospeixesSermodesantoantnioaospeixes
Sermodesantoantnioaospeixes
 
Sermão aos peixes cap. i
Sermão aos peixes   cap. iSermão aos peixes   cap. i
Sermão aos peixes cap. i
 
Aspeto modalidade
Aspeto modalidadeAspeto modalidade
Aspeto modalidade
 
funções sintaticas
 funções sintaticas funções sintaticas
funções sintaticas
 
La négation _8_
La négation _8_La négation _8_
La négation _8_
 
9monumentsdeparis
9monumentsdeparis9monumentsdeparis
9monumentsdeparis
 

Último

Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?MrciaRocha48
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbyasminlarissa371
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundonialb
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoSilvaDias3
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfaulasgege
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 anoAdelmaTorres2
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxIsabelaRafael2
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfAnaGonalves804156
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...Martin M Flynn
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
HABILIDADES ESSENCIAIS - MATEMÁTICA 4º ANO.pdf
HABILIDADES ESSENCIAIS  - MATEMÁTICA 4º ANO.pdfHABILIDADES ESSENCIAIS  - MATEMÁTICA 4º ANO.pdf
HABILIDADES ESSENCIAIS - MATEMÁTICA 4º ANO.pdfdio7ff
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfangelicass1
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfIedaGoethe
 

Último (20)

Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
HABILIDADES ESSENCIAIS - MATEMÁTICA 4º ANO.pdf
HABILIDADES ESSENCIAIS  - MATEMÁTICA 4º ANO.pdfHABILIDADES ESSENCIAIS  - MATEMÁTICA 4º ANO.pdf
HABILIDADES ESSENCIAIS - MATEMÁTICA 4º ANO.pdf
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
 

Frei Luís de Sousa: Análise da Obra Dramática de Almeida Garrett

  • 2. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS O Texto Dramático Texto principal -Conjunto de estados, ações ou acontecimentos vividos pelas personagens e expressos nas suas réplicas - Desenvolvimento em diálogo, monólogo (quando expressa reflexões da personagem) ou apartes (interação entre a personagem e o leitor/espetador) Texto secundário -configurado nas didascálicas (marcadas por parênteses e tipo de letra diferente da do texto principal) -Correspondente às indicações cénicas (conjunto de informações que o dramaturgo fornece e que complementam o texto principal) - Informações relacionada com a identificação dos interlocutores, a sua indumentária, o modo como devem proferir o discurso, os gestos e tom de voz a adotar, a movimentação, as referências espácio-temporais…
  • 3. Frei Luís de Sousa • Segundo o biógrafo Francisco de Amorim, Frei Luís de Sousa foi escrito entre março e abril de 1843 e a sua leitura pública ocorreria a 6 de maio desse mesmo ano, perante um público culto e selecionado. • Em 1850, o público, em geral, acederá à sua representação total, que decorreu no teatro D. Maria II. • Pensa-se que, para redigir o seu drama, Almeida Garrett se socorreu de várias fontes.
  • 4. Fontes de Frei Luís de Sousa Fontes históricas - Manuel de Sousa Coutinho casara- se com D. Madalena de Vilhena que fora casada em primeiras núpcias com D. João de Portugal de quem tivera três filhos, verificando-se, aqui, a primeira fuga ao pendor histórico que enforma o drama garrettiano. Fontes literárias - Garrett menciona na “Memória ao Conservatório Real” a representação a que assistiu, levada a cabo por uma companhia castelhana de teatro ambulante. Cita ainda o drama O Cativo de Fez que lhe despertar a atenção para o assunto, cuja representação foi feita no Conservatório Real, em 1840, bem como as insinuações de que foi alvo por ter imitado um assunto abordado num romance de Ferdinand Denis, publicado em Paris em 1835, mas que o Garrett desmente.
  • 5. Fontes de Frei Luís de Sousa • Fontes pessoais - a atribulada vida amorosa do autor pode também ter sido usada como inspiradora do drama que escreveu, especialmente do fim trágico que lhe conferiu. Com efeito, Almeida Garrett teve um casamento fracassado com Luísa Midosi, tendo-se envolvido com Adelaide Pastor que lhe deixara uma filha que, aos olhos da sociedade, era considerada ilegítima. As palavras finais da personagem Maria de Noronha poderão, por isso, ilustrar as preocupações que dominavam o autor relativamente ao futuro da filha. • Das fontes que poderão estar na base do drama garrettiano, aquelas que podem considerar-se mais credíveis são, sem dúvida, aquelas a que o próprio alude no texto que antecede o drama - as fontes literárias.
  • 6. Estrutura de Frei Luís de Sousa Estrutura Externa: divisão em três atos (associados à mudança de cenário) e subdivisão de cada um em cenas (correspondente à entrada e saída de personagens): Ato I - 12 cenas Ato II - 15 cenas Ato III - 12 cenas Estrutura Interna - diz respeito ao desenrolar da ação ao longo dos atos e cenas.
  • 7. O espaço em Frei Luís de Sousa • Ato I - a ação, neste ato, decorre no palácio de Manuel de Sousa Coutinho, em Almada, onde se situa a “câmara antiga, ornada com todo o luxo e caprichosa elegância portuguesa dos princípios do século XVII”, e onde, na cena I, se encontra D. Madalena a ler. • Ato II - passa-se no palácio onde D. Madalena e D. João de Portugal viveram, também em Almada, mais particularmente num “salão antigo, de gosto melancólico e pesado, com grandes retratos de família”, de onde se destacam o de el-rei D. Sebastião, de Camões e de D. João de Portugal. • Ato III - este momento da ação desenrola-se na “parte baixa do palácio de D. João de Portugal…” e na capela da Senhora da Piedade que com ela comunica. • O ambiente que caracteriza cada um destes espaços reflete o estado psicológico das personagens, verificando-se o estreitamento do espaço dramático à medida que o desenlace se aproxima.
  • 8. O tempo em Frei Luís de Sousa Tempo da ação: Ato I - fim de tarde Ato II - oito dias depois Ato III - altas horas da noite Tempo dramático: Vem desde o casamento de D. Madalena com D. João de Portugal (antes de 1578); passa pelos sete anos em que se procurou saber do paradeiro de D. João; integra os catorze anos em que D. Madalena esteve casada com Manuel de Sousa, os oito dias em que viveu no palácio de D. João de Portugal, os três dias (1 a 3 de agosto) que este levou até chegar à presença de D. Madalena, até ao dia 4 de agosto - “Hoje”. Como se pode verificar, também o tempo dramático se vai estreitando à medida que o fim trágico se aproxima.
  • 9. As personagens em Frei Luís de Sousa • Manuel de Sousa Coutinho; • Maria de Noronha; • D. João de Portugal; • Telmo Pais; • Frei Jorge • Tal como acontece na tragédia clássica, as personagens são nobres e reveladoras de grande dignidade. Mesmo Telmo (um serviçal) nunca perde o aprumo. • São caracterizadas direta e indiretamente e podem considerar-se modeladas, uma vez que é o conflito interior, a profundidade e a sua densidade psicológica que desencadeiam a tensão dramática.
  • 10. A linguagem em Frei Luís de Sousa • Esta é culta mas há, por vezes, um tom declamatório, configurado nas inúmeras exclamações, interrogações e reticências, bem ao jeito do gosto romântico. Aparece adequada às circunstâncias e às personagens. Por isso, carrega- se de inquietação e angústia em D. Madalena; respeitosa, digna, mas também familiar em Telmo; elegante, nobre e assumindo, frequentemente, um tom didático-moralizador em Manuel de Sousa; confidencial e de tom religioso em Frei Jorge; austera e dramática no Romeiro.
  • 11. Características românticas em Frei Luís de Sousa: - o assunto é nacional, impregnado do messianismo necessário à reação contra a dominação espanhola; - as personagens, sobretudo de D. Madalena, são verdadeiras heroínas românticas pelo comportamento emotivo, o recurso à religião consoladora para minimizar o sofrimento (D. Madalena e Manuel de Sousa ingressam na vida conventual); - a sensibilidade cristã percorre toda a obra e o próprio conflito tem origem na ética cristã; - a morte de uma personagem em cena é admissível no romantismo mas não no classicismo; - a linguagem e o estilo apresentam características românticas.
  • 12. Características clássicas em Frei Luís de Sousa: - há unidade de ação e os acontecimentos progridem dramaticamente até ao clímax; - o pathos (sofrimento) apodera-se das personagens e dos espetadores de forma progressiva até à catástrofe; - o desafio (hybris) é visível na ação de incendiar o palácio; - a fatalidade atua permanentemente bem como o destino; - os presságios (lançados por Telmo e cuja função se pode aproximar à do coro da tragédia clássica) estão presentes ; - dá-se o reconhecimento (agnórise) que origina a catástrofe; - as personagens são nobres (aristocráticas) e sempre poucas em cena. Porém, não obedece à unidade de tempo e de espaço e não é escrita em verso.
  • 13. Classificação da obra • Como se depreende pela leitura da obra e das características atrás enunciadas, o texto garrettiano poderia ser classificado de tragédia pelo conteúdo mas drama pela forma, uma vez que está escrita em prosa. Assim, poderia dizer-se que se trata de uma tragédia moderna, dado que a matéria não é fornecida pela mitologia nem pela história grega, mas pela história nacional bem ao gosto da estética romântica. Contudo, é o próprio autor quem afirma na “Memória ao Conservatório Real” que se contenta com a designação de drama para a sua obra, reconhecendo, todavia, que “se na forma desmerece da categoria (de tragédia), pela índole há de ficar pertencendo sempre ao antigo género trágico”.