<ul><li>[linhas 1-7] </li></ul><ul><li>A vida de Frei Luís de Sousa já fora tratada num livro escrito por  Ferdinand Denis...
<ul><li>[8-16] </li></ul><ul><li>É característico dos  episódios e   personagens  da história portuguesa serem muito  simp...
<ul><li>[17-20] </li></ul><ul><li>Exemplo dessa simplicidade característica dos episódios com heróis portugueses é a paixã...
<ul><li>[21-30] </li></ul><ul><li>Na história da família de  Manuel de Sousa Coutinho , tal como foi fixada na tradição, v...
<ul><li>[31-35] </li></ul><ul><li>Por exemplo, após a «catástrofe», Madalena e Manuel não morrem propriamente, apenas  se ...
<ul><li>[36-53] </li></ul><ul><li>(E faz-se uma comparação entre alguns motivos, e episódios, da cultura  clássica/antiga/...
<ul><li>[54-85]   </li></ul><ul><li>Garrett adoptou « drama » como indicação de género da sua obra, mas, no fundo, reconhe...
<ul><li>[86-92] </li></ul><ul><li>Garrett não quis retirar força à  acção  (já tão trágica e dramática), e por isso prefer...
<ul><li>[93-95] </li></ul><ul><li>No entanto, tem consciência da  dificuldade/temeridade/arrojo  da sua empresa.  </li></ul>
<ul><li>[96-106] </li></ul><ul><li>Segue-se um parágrafo em que se contrasta a parcimónia de processos de  Frei Luís de So...
<ul><li>[107-111] </li></ul><ul><li>Modestamente (ou, mais provavelmente, com falsa modéstia), Garrett declara ter dúvidas...
<ul><li>[112-126] </li></ul><ul><li>Finalmente, adverte não se ter preocupado em seguir sempre a  verdade [histórica] . Dá...
<ul><li>7. </li></ul><ul><li>Os acontecimentos são dirigidos pelo destino, cujo poder se revela por meio de presságios e i...
<ul><li>A intriga inclui os três elementos essenciais da tragédia clássica: a peripécia (chegada dos espanhóis, que leva M...
<ul><li>O coro trágico é corporizado na personagem de  Telmo , bem como no grupo de frades que recita o ofício litúrgico d...
<ul><li>1.  </li></ul><ul><li>a)  rara  (beleza); </li></ul><ul><li>b)  doce  (sopro);  subtil  (tremor);  </li></ul><ul><...
<ul><li>2.1.  </li></ul><ul><li>absoluta,  nobre , austero,  puro , fortes, franca,  viril , rasgada, indominável. </li></ul>
<ul><li>2.2.  </li></ul><ul><li>O adjectivo «absoluta» concorda com o nome « ventura » (feminino, singular); «nobre» conco...
<ul><li>3.  </li></ul><ul><li>Nas frases  a) ,  b) ,  e) , os adjectivos são interpretados objectivamente. Os adjectivos d...
<ul><li>4.1.   </li></ul><ul><li>Expressões adjectivais:  entreaberto , nervoso,  lentos , pesados,  lívido , mudo,  grand...
<ul><li>4.2.  </li></ul><ul><li>Expressões adjectivais mais subjectivas: nervoso,  espectral ,  sufocados , esgazeados.  <...
<ul><li>4.3.  </li></ul><ul><li>Adjectivos participiais [no  Práticas  está mal escrito: é claro que «participial» vem de ...
 
<ul><li>Romances   Inícios  Finais </li></ul><ul><li>O Crime do Padre Amaro 4 F </li></ul><ul><li>O Primo Basílio 8 H </li...
<ul><li>Cria estes textos-fragmentos: </li></ul><ul><li>Continuação de um dos começos  de Eça.  (Identifica-o pelo algaris...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39

1.702 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.702
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
531
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
26
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação para décimo primeiro ano, aula 39

  1. 2. <ul><li>[linhas 1-7] </li></ul><ul><li>A vida de Frei Luís de Sousa já fora tratada num livro escrito por Ferdinand Denis/Fernando Dinis , que Garrett considera ter prejudicado a história do grande escritor que começara por se chamar Manuel de Sousa Coutinho. </li></ul>
  2. 3. <ul><li>[8-16] </li></ul><ul><li>É característico dos episódios e personagens da história portuguesa serem muito simples , o que os torna mais apropriados a enredo de tragédia do que a assunto de outros géneros teatrais, como o drama , ou, para referir também a prosa, do que ao romance . </li></ul>
  3. 4. <ul><li>[17-20] </li></ul><ul><li>Exemplo dessa simplicidade característica dos episódios com heróis portugueses é a paixão de Inês e Pedro , que ninguém soube tratar tão bem como Camões , o único que prescindiu de burilar/enfeitar a narrativa. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>[21-30] </li></ul><ul><li>Na história da família de Manuel de Sousa Coutinho , tal como foi fixada na tradição, vemos a mesma simplicidade das tragédias gregas, condimentada, porém, com a sensibilidade típica da cultura cristã. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>[31-35] </li></ul><ul><li>Por exemplo, após a «catástrofe», Madalena e Manuel não morrem propriamente, apenas se retiram/abdicam da vida secular. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>[36-53] </li></ul><ul><li>(E faz-se uma comparação entre alguns motivos, e episódios, da cultura clássica/antiga/grega e as atitudes dos heróis de Frei Luís de Sousa , para que concluamos que são estas as mais sublimes .) </li></ul>
  7. 8. <ul><li>[54-85] </li></ul><ul><li>Garrett adoptou « drama » como indicação de género da sua obra, mas, no fundo, reconhece que a peça tem características de um outro género, a tragédia . Uma das razões que o fizeram escolher aquela designação foi não estar a peça escrita em verso . Tendo Frei Luís de Sousa ( aka Manuel de Sousa Coutinho) sido um brilhante prosador , não podia o dramaturgo pôr a personagem respectiva a exprimir-se em rima/versos/poesia . </li></ul>
  8. 9. <ul><li>[86-92] </li></ul><ul><li>Garrett não quis retirar força à acção (já tão trágica e dramática), e por isso preferiu não lhe acrescentar situações por si inventadas . </li></ul>
  9. 10. <ul><li>[93-95] </li></ul><ul><li>No entanto, tem consciência da dificuldade/temeridade/arrojo da sua empresa. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>[96-106] </li></ul><ul><li>Segue-se um parágrafo em que se contrasta a parcimónia de processos de Frei Luís de Sousa com o que era habitual nas tragédias e com as peripécias a que vinha recorrendo o drama (género que, nas linhas 101-104, Garrett não se esquece de caricaturar/ridicularizar ). </li></ul>
  11. 12. <ul><li>[107-111] </li></ul><ul><li>Modestamente (ou, mais provavelmente, com falsa modéstia), Garrett declara ter dúvidas de ter conseguido galvanizar o público , mas acrescenta logo que o dramaturgo que alcance esse objectivo (sem usar, é claro, os «truques fáceis» a que se aludira no parágrafo anterior) terá então encontrado a fórmula da « tragédia nova ». </li></ul>
  12. 13. <ul><li>[112-126] </li></ul><ul><li>Finalmente, adverte não se ter preocupado em seguir sempre a verdade [histórica] . Dá mais importância à Literatura do que à História , ainda que não tenha deixado de estudar/investigar as fontes acerca do mesmo assunto . </li></ul>
  13. 14. <ul><li>7. </li></ul><ul><li>Os acontecimentos são dirigidos pelo destino, cujo poder se revela por meio de presságios e indícios de fatalidade: a profecia do regresso de D. Sebastião; os pressentimentos e receios de D. Madalena ; os sonhos e visões de Maria; as falas agourentas de Telmo ; os diálogos carregados de ameaças suspensas; o carácter funesto do tempo (sete anos, sexta-feira, «dia fatal», «hora fatal»). </li></ul>
  14. 15. <ul><li>A intriga inclui os três elementos essenciais da tragédia clássica: a peripécia (chegada dos espanhóis, que leva Manuel de Sousa a incendiar o palácio e a deslocar-se para o espaço fatal); a anagnórise (reconhecimento do Romeiro como D. João de Portugal ); a catástrofe (morte de Maria e clausura dos pais ). </li></ul>
  15. 16. <ul><li>O coro trágico é corporizado na personagem de Telmo , bem como no grupo de frades que recita o ofício litúrgico dos mortos. </li></ul><ul><li>As personagens principais pertencem à nobreza e gozam de boa fortuna até a desgraça se abater sobre elas em consequência de um erro involuntário (provocado pelo destino) cometido no passado (o «crime» de D. Madalena). </li></ul>
  16. 17. <ul><li>1. </li></ul><ul><li>a) rara (beleza); </li></ul><ul><li>b) doce (sopro); subtil (tremor); </li></ul><ul><li>c) incorpórea (voz); </li></ul><ul><li>d) dulcíssima (esposa); mortal (perigo); </li></ul><ul><li>e) indiscretas (perguntas), celestes (maravilhas). </li></ul>
  17. 18. <ul><li>2.1. </li></ul><ul><li>absoluta, nobre , austero, puro , fortes, franca, viril , rasgada, indominável. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>2.2. </li></ul><ul><li>O adjectivo «absoluta» concorda com o nome « ventura » (feminino, singular); «nobre» concorda com « paz » (feminino, singular); «austero» e «puro» concordam com o nome « homem » (masculino, singular); «fortes» concorda com « almas » (feminino, plural). </li></ul>
  19. 20. <ul><li>3. </li></ul><ul><li>Nas frases a) , b) , e) , os adjectivos são interpretados objectivamente. Os adjectivos das frases c) e d) implicam já alguma subjectividade e o da frase f tem uma interpretação ainda mais subjectiva (faz-se uma hipálage [ver glossário, em Antologia , 297]). </li></ul>
  20. 21. <ul><li>4.1. </li></ul><ul><li>Expressões adjectivais: entreaberto , nervoso, lentos , pesados, lívido , mudo, grande , espectral, sufocado , vermelhos, esgazeados , cheios (de horror). </li></ul>
  21. 22. <ul><li>4.2. </li></ul><ul><li>Expressões adjectivais mais subjectivas: nervoso, espectral , sufocados , esgazeados. </li></ul><ul><li>(implicam um olhar particular, uma sensibilidade pessoal por parte de quem representa uma realidade, neste caso um comportamento humano). </li></ul>
  22. 23. <ul><li>4.3. </li></ul><ul><li>Adjectivos participiais [no Práticas está mal escrito: é claro que «participial» vem de «particípio»]: entreaberto , sufocado, esgazeado . </li></ul>
  23. 25. <ul><li>Romances Inícios Finais </li></ul><ul><li>O Crime do Padre Amaro 4 F </li></ul><ul><li>O Primo Basílio 8 H </li></ul><ul><li>O Mandarim 7 C </li></ul><ul><li>A Relíquia 6 D </li></ul><ul><li>A Ilustre Casa de Ramires 9 A </li></ul><ul><li>A Cidade e as Serras 5 E </li></ul><ul><li>A Capital! 1 I </li></ul><ul><li>O Conde de Abranhos 2 B </li></ul><ul><li>Alves & C.ª 3 G </li></ul>
  24. 26. <ul><li>Cria estes textos-fragmentos: </li></ul><ul><li>Continuação de um dos começos de Eça. (Identifica-o pelo algarismo.) </li></ul><ul><li>Antecedente de uma das conclusões de romances de Eça. (Identifica-a pela letra.) </li></ul><ul><li>Pastiche (= redacção ao estilo de...) de romance de Eça. Inventarás título e criarás o início e o fim desse romance apócrifo. </li></ul>

×