Oito idades do homem

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Eik Erikson - As oito idades do homem

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  • Erik Homburger Erikson (Frankfurt, 15 de junho de 1902 — Harwich, 12 de maio de 1994) foi um psiquiatra responsável pelo desenvolvimento da Teoria do Desenvolvimento Psicosocial na Psicologia e um dos teóricos da Psicologia do desenvolvimento.
    Erik Homburger Erikson nasceu em Frankfurt-sobre-o-Meno, Alemanha, em 15 de Junho de 1902. Começou a sua vida como artista plástico. Em 1927, depois de estudar arte e viajar pela Europa, passou a leccionar em Viena a convite de Anna Freud, filha de Sigmund Freud. Sob orientação dela, submeteu-se à psicanálise e tornou-se ele próprio psicanalista, embora tenha tecido criticas à psicanálise por esta não ter em conta as interacções entre o individuo e o meio, assim como por privilegias os aspectos patológicos e defensivos da personalidade. No início da carreira, o interesse de Erikson esteve voltado para o tratamento de crianças e as suas concepções de desenvolvimento e de identidade influenciaram as pesquisas posteriores, nomeadamente sobre a adolescência. A si se deve a expressão "crise da adolescência".
    Em 1933 emigrou para os Estados Unidos e naturalizou-se americano. Leccionou nas universidades de Harvard, Berkeley e Yale. Na década de 1930, tendo mesmo habitado na reserva dos índios Sioux, as suas experiências pessoais em antropologia, muito referidas nas suas obras, deram-lhe uma perspectiva social marcante. As investigações com os índios confrontaram-no com o sentimento de desenraizamento e de ruptura que estes experienciavam entre a história do seu povo e a cultura americana. Em 1936 transferiu-se para um centro de estudos de relações humanas e começou a estudar a influência de factores culturais no desenvolvimento psicológico.
    Com base nessas pesquisas formulou a teoria segundo a qual as sociedades criam mecanismos institucionais que propiciam e enquadram o desenvolvimento da personalidade, embora as soluções específicas para problemas similares variem de cultura para cultura. Na década de 1940, Erikson concebeu o modelo que expôs em ´Infância e sociedade´ (1950). Erikson publicou livros sobre Martinho Lutero, Gandhi e Hitler e escreveu ensaios em que relaciona a psicanálise com a história, política, filosofia e teologia, tais como ´A história da vida e o momento histórico´ (1975).
    Criador da expressão ´crise de identidade´, Erik Erikson morreu em 12 de maio de 1994, em Harwich, estado de Massachusetts. As suas concepções revolucionaram a psicologia do desenvolvimento, continuando, nos dias de hoje, a motivar investigações e reflexões várias.
  • Pode-se comparar o desenvolvimento emocional e social da criança à construção de uma casa: a fundação da casa precisa ser firme para que o primeiro andar se sustente, e assim por diante até o último andar. De nada adianta um bom acabamento de primeira se o projeto esconde erros estruturais graves. Da mesma forma, cada fase do desenvolvimento da criança é importante para que a próxima fase possa ser superada sem problemas.
    Erik afirmava que a existência do ser humano depende de três processos de organização que devem complementar-se: processo biológico da organização hierárquica dos sistemas de órgãos que constituem o corpo (soma), processo psíquico que organiza a experiência individual através da síntese do ego (psique) e o processo comunal da organização cultural da interdependência das pessoas (ethos) (idem p. 27). Estes três processos, por sua vez, relacionam-se com a tensão somática, ansiedade individual ou pânico social. Isto fica claro quando, por exemplo, nesta vida agitada e louca que vivemos correndo de um lado para outro, nosso corpo reage aos problemas de nossa ansiedade somatizando nossas angústias e frustrações.
    “Feliz os bebês que chegam a este mundo com bons genes, pais amorosos e, inclusive, avós que prontamente se relacionam com eles entusiasticamente e os apreciam imensamente”. ( Erik Erikson. O Ciclo da vida completo. Porto Alegre: Artmed, p. 90).
    "Deixemos que cada um se torne tudo aquilo que pode vir a ser segundo a capacidade que recebeu ao ser criador" (p. 15) (CARLYLE, Thomas). "A vida não exige que estejamos sempre no topo. Pede apenas que demos o melhor de nós em cada experiência vivida. Isso é o que pessoas bem-sucedidas fazem em algumas das mais importantes áreas da vida".
  • Este slide apresentamos um “mapa” dos componentes de um estágio de desenvolvimento. Por exemplo, a maneira de bebê se relacionar com o outro (mãe) é pela boca. É pela boca que ela suga o leite materno e incorpora no seu mundo os estímulos. Por isso dizemos que ela está num modo incorporativo. A primeira crise que ela enfrenta é um senso de confiança básico vs. Desconfiança básica. Ou seja, a criança pode experimentar que está sendo acolhida, acarinhada pela mãe, como pode experimentar que está sendo rejeitada pela mãe. É nessa fase que ela percebe que vale a pena viver, seguir confiante ou se retrair. É nessa fase que ela se abre a um Outro primal e que determinará sua busca de encontro ao longo da vida.
  • O primeiro estágio constitui uma das etapas mais importante do ser humano, pois vai influenciar a pessoa pelo resto da vida. É neste estágio que a criança o sentimento de confiança básico e com esta desenvolve também a força da esperança. A confiança básica é a confirmação da esperança que lhe servirá de escudo protetor contra as tribulações e precariedades da vida. A criança desenvolve também um sentimento de desconfiança básico que a ajudará a se proteger e não atirar-se inadvertidamente aos perigos. Entretanto, esta desconfiança não pode ser maior que sua confiança, pois do contrário contaminará toda a sua vida.
    Neste estágio a mãe (pessoa maternal) estabelece um raio de relações significativas com a criança. Através da amamentação a criança, o ato de sugar é a primeira modalidade social aprendida na vida e é aprendida em relação à pessoa materna, o outro primal do primeiro espelhamento narcisíaco e apego amoroso. “Assim, ao conseguir o que é dado e ao aprender a fazer com que alguém dê aquilo que é desejado, o bebê desenvolve as bases adaptativas necessárias para, algum dia, conseguir ser um doador”.
    Com a irrupção da dentição, a criança desenvolve o prazer de morder coisas, morder através delas e arrancar pedaços delas
    O primeiro estágio – confiança/desconfiança – ocorre aproximadamente durante o primeiro ano de vida. A criança adquire ou não uma segurança e confiança em relação a si próprio e em relação ao mundo que a rodeia, através da relação que tem com a mãe. Se a mãe não responde às suas necessidades, a criança pode desenvolver medos, receios, sentimentos de desconfiança que poderão vir a reflectir-se nas relações futuras. Se a relação é de segurança e as suas necessidades são satisfeitas, a criança vai ter melhor capacidade de adaptação às situações futuras, às pessoas e aos papéis socialmente requeridos.
    Promovendo o desenvolvimento do bebê
    Como pai ou mãe, você terá um papel importante na determinação do tipo de pessoa que seu filho eventualmente se tornará. Como aprendemos na página anterior, o QI de uma criança pode variar bastante dependendo de sua criação. Tome a dianteira e promova o desenvolvimento cognitivo de seu filho, fornecendo a ele um ambiente seguro e acalentador.
    2006 Publications International, Ltd.
    Os pais que promovem um sentimento de confiança básico permitem que seus filhos desenvolvam relacionamentos mais profundos no futuro
    Promovendo o máximo de desenvolvimento.
    Crianças que são amadas como são e não pelo que virão a ser desenvolvem um sentimento de segurança e inclusão. Os pais que promovem um sentimento de confiança básico permitem que seus filhos desenvolvam relacionamentos mais profundos no futuro e, desta forma, contribuem de maneira positiva para a formação das personalidades de seus filhos. Ao construir sentimentos de confiança, honestidade, integridade e confiabilidade, os pais podem ir longe na tentativa de promover o desenvolvimento máximo.
    O ideal é que seu papel na promoção do desenvolvimento do seu filho comece no momento do nascimento, pois é o contato corporal que dá início ao processo de criação de vínculo. Quando essa proximidade física inicial com a mãe não é possível por alguma razão, o vínculo pode ser conquistado mais tarde através de amor e toques físicos. Os primeiros três anos de vida da criança são extremamente importantes para o desenvolvimento e os maiores presentes que você pode dar a ela durante esse período são o seu tempo e entusiasmo pelas habilidades que ela está desenvolvendo. Ela precisa aprender durante cada momento acordada, e o melhor que você pode fazer não é ensinar, mas sim fornecer um ambiente estimulante e uma atmosfera repleta de apoio emocional. Siga as pistas que sua criança dá, em vez de forçá-la e tentar apressá-la. Para que a brincadeira seja recompensadora e criativa, ela precisa não só dos brinquedos apropriados, mas também de calor humano, atenção e orientações. Se tiver de confiar os cuidados diários da sua criança a outra pessoa, escolha com cautela. As crianças devem estar com pessoas que as amam e valorizam para que aprendam a amar e valorizar a si mesmas e aos outros.
    Mesmo os bebês precisam de privacidade e tempo para si mesmos. O ambiente em que seu bebê aprende e se desenvolve deveria ser um ambiente protetor e seguro. Ele precisa de um lugar calmo e silencioso para dormir e, quando acordado, não deve estar constantemente no meio de uma tarefa ativa demais. Mantenha os estímulos visuais e auditivos em um tom baixo para gerar uma atmosfera calma na qual o bebê possa desenvolver suas percepções sobre o mundo exterior.
    Além disso, eles também precisam de momentos de paz e silêncio longe de pessoas e atividades. Precisam de tempo para recarregar as baterias, para descansar e organizar suas vidas interiores. Crianças que são estimuladas em excesso passam seus dias em lugares lotados e nunca ficam sozinhas, exceto na hora de dormir, tendem a se excitar facilmente, ser dependentes de outros para se divertir e não conhecer suas próprias habilidades.
    Outra coisa essencial no desenvolvimento de seu filho é sua orientação: a definição de limites e estabelecimento de fronteiras. Uma criança precisa de pais que definam limites apropriados a sua idade de acordo com cada passo do desenvolvimento. O autocontrole e a disciplina se desenvolvem somente após os limites terem sido definidos com firmeza. A consistência geral é importante porque constrói sentimentos de segurança na criança.
    A idéia básica é tentar atingir um equilíbrio entre a rotina e a variedade, o igual e o diferente, proteção e liberdade. Confie em seus instintos, aconselha o proeminente pediatra T. Berry Brazelton. As crianças são extremamente adaptáveis e não podemos falhar em promover o desenvolvimento máximo se o objetivo for fornecer um relacionamento profundo e caloroso com a criança, assim como um mundo de brinquedos, experiências e instrução apropriados.
    Reconhecendo que seu filho é único
    As influências ambientais por si só não podem explicar a variabilidade no desenvolvimento de uma criança. O temperamento do seu filho tem um papel significativo e ativo na interação com o seu próprio estilo como pai/mãe. Infelizmente, algumas vezes acontecem combinações mal sucedidas entre os temperamentos dos pais e dos filhos. Por mais profundo que seja o amor e respeito que eles têm um pelo outro, esses pais e filhos simplesmente não conseguem conviver em paz, em situações que podem durar a vida inteira. É importante que os pais venham a entender as diferenças entre eles e seus filhos, o que é que move seus filhos e qual a melhor maneira de ajudá-los e guiá-los. Em casos especialmente difíceis, um programa de gerenciamento específico instituído por um terapeuta pode ajudar a melhorar a relação.
    O termo temperamento significa o comportamento único de cada indivíduo. Muitos psicólogos e outros profissionais descreveram o que acreditam ser as características mais facilmente identificáveis dos vários tipos de temperamentos e personalidades. Por exemplo, uma categoria de temperamento a que se refere com freqüência é a "criança fácil".
    A criança fácil tem como característica a regularidade biológica (dos intestinos, bexiga e alimentação) e a adaptabilidade. No outro extremo do espectro, a "criança difícil" possui irregularidades biológicas, foge de situações novas, tem variações de humor e se adapta lentamente. E também há a "criança morna" que está em algum ponto no meio da escala, combinando os dois tipos de temperamento.
    Tenha em mente que termos como "fácil" e "difícil" são subjetivos. O temperamento e experiência dos pais também são importantes. O que é fácil ou difícil para uma pessoa pode não ser para outra. Além disso, cuidado para não associar "fácil" com "bom" ou "difícil" com "mau". E finalmente, repare que o temperamento não é necessariamente estável, especialmente durante os primeiros meses de vida.
    Então, o que esperar do seu filho? Vá para a próxima página para ter uma visão geral das teorias cognitivas dos quatro maiores especialistas da área: Benjamin Spock, Jean Piaget, Erik Erikson e Arnold Gesell.
  • Ritualização: é o “diálogo” ou a interação entre a criança em desenvolvimento e os adultos que cuidam dela. O termo “ritualização” é tomado da etologia, o estudo do comportamento animal. Foi cunhado por Julaian Huxley (1966) para certos atos “cerimoniais” realizados filogeneticamente nos assim chamados animais sociais, como as cerimônias exuberantes de saudação de certos pássaros.... Exemplos de rtualizações: as maneiras como a mãe saúda seu bebê quando ele acorda ou, inclusive, as maneiras pelas quais a mesma mãe alimenta ou limpa seu bebê ou o coloca para dormir... Esta ritualização apóia aquela necessidade conjunta de uma mutualidade de reconhecimento, pelo rosto e pelo nome...
    Erik Erikson chega a afirmar que “ O mútuo reconhecimento entre a mãe e o bebê poderia ser um modelo de alguns dos encontros mais exaltados pelo resto da vida. Isto, de fato, pode agora tornar plausível que as ritualizações de cada um dos estágios mais importantes da vida correspondam a algumas das instituições mais importantes na estrutura das sociedades – e aos seus rituais. Eu proponho que esta afirmação inicial e mais vaga da polaridade descrita de “Eu” e “Outro” é básica para as necessidades rituais e estéticas do ser humano de uma qualidade disseminada que chamamos de numinosa: a aura de uma presença santificada. O numinoso nos assegura , continuamente, da nossa condição separada transcendida e também da nossa distintividade confirmada e, portanto, da própria base de um senso de “eu”. A religião e a arte são as instituições que tradicionalmente mais reivindica o cultivo da numinosidade, como podemos discernir nos detalhes dos rituais em que o numinoso é compartilhado por congregação de outros “Eus” – todos agora compartilhando um EU SOU (Iaweh) que abarca tudo (O ciclo de vida completo, p. 43). Continua Erik Erikson: As monarquias competiam com esta reivindicação e, na época moderna, as ideologias evidentemente assumiram a função numinosa, com o rosto do líder multiplicado em milhares de insignias” (idem p. 43). Entretanto adverte que a necessidade do numinoso em certas condições se transforma facilmente em idolatria (psicose em massa).
  • Meu filho, que hoje já tem 22 anos, quando tinha de 2 a e anos, tinha um problema esfincteriano: não conseguia por dias fazer coco, retendo as fezes (conteúdo intestinal) por dois, três, quatro dias até. Nós ficávamos desesperados. Então o médico receitou um supositório para que nos momentos críticos pudesse amenizar a situação. O caso virou um drama: ele fugia e tínhamos que segurá-lo à força, deitá-lo no colo de costas, descer sua roupa e e aplicar o bendito supositório. Ele esperneava, se retraía perante aquela violência. Hoje, já crescido, recordando este fato, ele disse que nunca havia esquecido aquilo e sentia-se como que estuprado. E com razão, porque uma criança ao olhar no espelho apenas vê o que está na frente e não vê o que está atrás de seu corpo. O que ela tem às suas costas é algo misterioso para ela. Invadir este território desconhecido pode levá-la a um sentimento de violação, de dominação e de vergonha. Talvez se tivéssemos sidos orientados a procurar um psicanalista, teríamos resolvido a situação mais positivamente. Talvez ele retivesse o conteúdo intestinal pelo fato de ele ter perdido sua babá que voltou para o interior.
    Erik Erikson relata o caso de um garoto que não evacuava por uma semana. Quando a mãe o colocava no vaso e ordenava que ele não levantasse até ter terminado, ele não terminava e só levantou quando a mãe desistiu. Certo dia o menino lhe disse: “Veja, o trem entrou no túnel e no túnel escuro morreu”. Pensando e analisando o que o menino havia dito, Erik chegou à conclusão tinha uma fantasia de estar cheio de alguma coisa preciosa e viva; se ele a conservasse, o destruiria, e se a pusesse para fora, podia sair ferida ou morta. Em suma o garoto tinha uma fantasia de estar grávido. Ele foi explicando ao garoto como nascia os filhotes, que havia duas saídas, uma para o intestino e outra para os bebês. Por fim foram descobrir que todo o problema estava relacionado à perda de sua babá que tentando lhe explicar dizia que sempre mudava quando os bebês cresciam e que gostava mais de cuidar de bebês. Então ele regrediu ao estágio de bebê e em seu desespero, para evitar novas perdas, reteve.
  • Quem é pai lembra como era o comportamento de seus filhos quando tinham de dois a três anos aproximadamente: eram surpreendentemente voluntariosos, determinados, agarrando objetos e brinquedos, prontos para serem independentes. Querem tudo e da sua maneira. Sentiam-se poderosos, omnipotentes. Entretanto, muitas vezes passavam dos limites e perdiam o controle, então eram repreendidos muitas vezes com regidez, provocando neles um sentimento de vergonha e falta de auto-confiança, a baixa estima, por transgredir regras que será carregada pelo resto da vida. Surge então o princípio de ritualização JUDICIOSO (isto pode, isto não pode, isto é certo, isto é errado, isto é bom, isto é ruim, isto é pecado, isto é vergonhoso, isto é meu, isto é seu) que pode levar a uma submissão exageradamente compulsiva ou a uma impulsividade compulsiva. Os pais nem sempre conseguem sustentar uma ritualização produtiva caindo num ritualismo compulsivo ou impulsivo (legalismo).
    Isto guarda uma relação com as instituições enraizadas nesta fase da vida as quais definem por lei a liberdade de ação do indivíduo. “Os rituais correspondentes são encontrados no sistema judicial, que torna totalmente visível no palco público dos tribunais um drama familiar à vida interior de todos os indivíduos, pois a lei, devemos ser forçados a acreditar, é incansalvelmente vigilante, como é, infelizmente nossa consciência; e ambas precisam nos declarar livres e condenar os culpados. (VER CASO DE ISABELLA, quando todo um país, nas pessoas de juizes e de populares, se mobilizam para condenar e fazer justiça).
    “Ficar em seus próprios (dois) pés, adquirindo uma firmeza de posição vertical que cria novas perspectivas com vários significados decisivos (homo erectus)...
    “Para a criatura que fica de pé em posição vertical, a cabeça (a princípio um tanto oscilante) está em cima, os olhos na frente. A nossa visão estereoscópica nos faz `encarar` o que está na frente e adiante de nós. O que está atrás também está por trás e existem outros combinações significativas: à frente e acima, frente e abaixo atrás e acima, e atrás e abaixo, e todas elas recebem em diferentes línguas conotações fortes e variadas. O que está à frente e acima pode me orientar como uma luz, e o que está abaixo e diante de mim pode me fazer tropeçar, como uma cobra. Quem ou o que está atrás não é visível, embora possa me ver, assim, a vergonha não se relaciona apenas à consciência de termos costas – e especialmente um “atrás”. Aqueles que “estão atrás de mim” enquadram-se em categorias contraditórias ou como pessoas que estão “me apoiando” e me orientando para seguir em frente, ou como pessoas que estão me olhando seu eu saber, ou ainda como pessoas que estão “atrás de mim”, tentando “me pegar”. Abaixo e atrás são aquelas coisas e pessoas que posso ter deixado para trás simplesmente por ter crescido” (O ciclo... P. 40). (CONTAR O CASO DO IGOR – SUPOSITÓRIO)
    Autonomia x vergonha
    desmame, controle dos intestinos e bexiga, locomoção (sobe nas coisas, escorrega); manipulação de objetos, linguagem, agir sozinha exploração do espaço (começa a fazer artes)
    Ela precisa de encorajamento, orientação, de limites, regras, mas sem envergonhá-la ou expô-la ao ridículo...
    Segunda idade: autonomia x vergonha (1 ano e meio a 3 anos), corresponde à fase anal da teoria freudiana. Com a crescente maturação física da criança, vem o desmame, a possibilidade de se locomover sem auxílio e a capacidade de controlar os intestinos e a bexiga, vai aos poucos se tornando independente de sua mãe, dando a ela um sentimento de autonomia, sentindo grande necessidade de fazer várias atividades sozinhas. Há também o desejo de explorar o ambiente, pegando objetos, abrindo e fechando gavetas, etc. Inicia-se também a linguagem, precisando de encorajamento e modelos para progredir na fala, porém sem exageros na correção da linguagem da criança, pois poderá surgir um sentimento de vergonha, se em suas primeiras tentativas para falar, ela for criticada por não falar do jeito certo.
    Este estágio é caracterizado por uma contradição entre a vontade própria (os impulsos) e as normas e regras sociais que a criança tem que começar a integrar. É altura de explorar o mundo e o seu corpo e o meio deve estimular a criança a fazer as coisas de forma autónoma, não sendo alvo de extrema rigidez, que deixará a criança com sentimentos de vergonha. De facto, afirmar uma vontade é um passo importante na construção de uma identidade.
  • Embora a criança neste estágio de desenvolvimento encontra-se numa fase edípica*, é absorvida pelo brincar e ela própria cultiva sua ritualização, cujo elemento básico é a forma infantil do dramático.O dramático se junta aos elementos numinoso e judicial. As instituições que correspondem à esfera do brincar são o teatro, o cinema, os games, que se especializam na expressão impressionante ou humorística do dramático, ou outras arenas circunscritas (o forum, o templo, o tribunal, a praça...) em que acontecem eventos dramáticos. Na idade do brincar está enraizado o moralismo.
    * Regressão edípica: caso do irmão de Simone (Após assistir a uma festa de rodeio em uma cidade próxima, o namorado convidou a namorada e os irmãos para pernoitarem em sua casa. O irmão armou então o maior barraco, ficou furioso tão furioso que esmurrou o parabrisa do carro, atrapalhou todo o transito do estacionamento, agrediu o namorado com palavras e gestos. Obrigou a irmã entrar no carro e alta velocidade dirigiu-se para casa. Crise de ciúmes. Sem namorada, isolado, depois ficou durante 48 prostrado na cama sem comer.
    “... Os adultos têm o poder de usar a recreatividade e o planejamento para os propósitos mais destrutivos; o brincar pode-se tornar um jogo numa escala gigantesca, e jogar o próprio jogo pode significar destruir o dos outros” (O ciclo... p. 48).
    Teorias sobre o brincar: teoria catártica: livrar a criança de emoções confinadas e encontrar alívio imaginário para frustrações passadas.
    Outra teoria: à medida que a criança vai dominando os brinquedos, ela cria situações de brincadeiras que lhe dão a ilusão de também dominar alguma situação difícil.
    Teoria de Freud: o brincar transforma a passividade forçada numa atividade imaginária.
    Teoria de Erik Erikson: a criança brinca em três esferas: auto-esfera: brinca com as sensações do corpo; micro-esfera: brinca com brinquedos; macro-esfera: brinca com os outros. Implicações destas fases na idade adulta: fase 1 - auto-manipulação do corpo (tatuagens, piercings, bebidas, drogas injetáveis, auto-estimulação; fase 2: brincar com o brinquedo carro: rachas, esportes radicais, ou escrever, produzir arte; 3 fase: bandas de músicas, tomar o outro como um objeto de brincadeiras...
    “O poder ritualizador do brincar é a forma infantil da capaciade humana de lidar com a experiência, ao criar situações-modelo e ao dominar a realidade através do experimento e do planejamento. É em fases cruciais de seu trabalho que o adulto também “brinca” com experiências passadas e tarefas antecipadas, começando com aquela atividade na auto-esfera chamado pensamento. Mas, além disso, ao construir situações-modelo não apenas em dramatizações claras (como peças teatrais e na ficção), mas também no laboratório e na prancha de desenho, nós inventivamente antecipamos o futuro do ponto de vista vantajoso de um passado corrigido e compartilhado, conforme compensamos os nossos fracassos e reforçamos nossas experiências” (idem p. 47).
    ***
    O terceiro estágio – iniciativa/culpa – é o prolongamento da fase anterior mas de forma mais amadurecida: a criança já deve ter capacidade de distinguir entre o que pode fazer e o que não pode fazer. Este estágio marca a possibilidade de tomar iniciativas sem que se adquire o sentimento de culpa: a criança experimenta diferentes papéis nas brincadeiras em grupo, imita os adultos, têm consciência de ser “outro” que não “os outros”, de individualidade. Deve-se estimular a criança no sentido de que pode ser aquilo que imagina ser, sem sentir culpa.
    Iniciativa x culpa (3 a 6 anos), que corresponde a fase fálica descrita por Freud. Nesta fase a criança desenvolve sua identidade como menino ou menina. È importante fazer com que a criança se sinta segura, e não fazê-la se sentir culpada por expressar seus desejos. Essa é a idade em que a criança tem necessidade de receber esclarecimento sexual, à medida que manifeste curiosidade e capacidade de compreensão.
    La educación que estamos dando a los niños ha estado basada en la obediencia, la competencia, el miedo y la culpa en lugar de la colaboración, el respeto y la autonomía.
    El error se penaliza y se castiga en lugar de aprovecharse como oportunidad de oro para innovar y progresar. Esos niños crecen y se convierten en adultos generalmente egoístas y temerosos.
  • Latência: “período escolar marcado por certa dormência da sexualidade infantil e um adiamento da maturidade genital. Assim , o futuro parceiro sexual e progenitor pode primeiro ser submetido ao método de escolarização oferecido por sua sociedade e aprender os rudimentos técnicos e sociais de uma situação de trabalho” (O ciclo... p. 65)
    Crises psicossociais: Diligência vs. Inferioridade: Diligência: senso básico de atividade competente adaptada tanto às leis do mundo instrumental quanto às regras de cooperação em procedimentos planejados e esquematizados. E, novamente, podemos dizer que uma criança neste estágio aprende a amar o aprender e o brincar e a aprender avidamente aquelas técnicas que estão de acordo com o etos da produção. Uma certa hierarquia de papéis de trabalho já entrou na imaginação infantil relativa ao brincar e ao aprender, através de exemplos ideiais, reais ou míticos, que agora se apresentam nas pessoas dos adultos que as instruem e nos heróis das lendas, história e ficção” (O Ciclo... p. 65-66).
    Inferioridade:”Como a antítese de um senso de diligência, nós postulamos um senso de inferioridade, novamente um senso distônico necessário, que ajuda a impulsionar os melhores trabalhadores, ao mesmo tempo em que pode paralisar (temporariamente) os piores.
    Patologia central, antipatias básicas: Inércia. Como patologia nuclear deste estágio, todavia, a inferioridade pode incluir um conflito decisivo: ela pode levar a criança à competição excessiva ou induzi-la a regredir − o que só pode significar uma renovação do conflito-genital e ediico e, assim, uma preocupação na fantasia com personagens conflituais, em vez de um encontro real com os personagens capazes de ajudar que estão bem à mão” (O ciclo... P. 66).
    Força básica: Competência: Mas a força rudimentar que se desenvolve neste estágio é a competência, um senso de que no ser humano em desenvolvimento gradualmente devem se integrar todos os métodos em amadurecimento de verificar e dominar a factualidade e de compartilhar a realidade daqueles que cooperam na mesma situação produtiva” (idem, p. 66).
    Patologia central, antipatias básicas: Inércia. É a contrapartida antipática da diligência, o sensode domínio competente a ser experimentado na idade escolar, é a inércia que ameaça constantemente paralisar a vida produtiva do indivíduo e, evidentemente, está decisivamente relacionada à inibição da idade precedente, a do brincar.
  • Muitas vezes nossos pais quando fazíamos alguma coisa errada nos chamava de “burro”, “idiota”, “sem destreza”, “preguiçoso”... Certa vez um pai e um filho durante o almoço na roça estavam conversando e fazendo planos de comprar uma égua. A eguinha apanharia cria e quem sabe poderia parir um potrinho. Então, o menino todo entusiasmado virou para o pai e disse: “Aí eu vou montar no potrinho...”. O pai, então, virou um tabefe no pé do ouvido do filho, xingando: “Burro, idiota, você quer descadeirar o potrinho?”
    O quarto estágio – indústria/inferioridade – decorre na idade escolar antes da adolescência. A criança percebe-se como pessoa trabalhadora, capaz de produzir, sente-se competente. Neste estádio, a resolução positiva dos anteriores tem especial relevância: sem confiança, autonomia e iniciativa, a criança não poderá afirmar-se nem sentir-se capaz. O sentimento de inferioridade pode levar a bloqueios cognitivos e a atitudes regressivas: a criança deverá conseguir sentir-se integrada na escola, uma vez que este é um momento de novos relacionamentos interpessoais importantes.
    Já este fato aconteceu com minha filha, que estudava aqui no Bairro do Ipiranga. Um dia durante uma atividade de educação física a professora pediu para que sua amiguinha escolhesse uma parceira, e este escolheu minha filha. Então a professora virou e disse para a menina que havia escolhido minha filha: Eu mandei que você escolhesse uma, não duas, querendo dizer que minha filha era gorda e obesa. Nunca mais ele conseguiu fazer uma atividade de educação física.
    Quarta idade: domínios x inferioridade (6 aos 12 anos), corresponde à fase da latência.A principal realização deste estágio é aprender habilidades, tanto na escola como fora dela. É a idade em que a criança aprende a ler, escrever, calcular, jogar futebol, xadrez, remar, tocar um instrumento musical, nadar, andar de bicicleta. Energia e motivação são muito acentuadas nessa idade. O professor deve ter como objetivo estimular na criança os sentimentos de competência e de domínio e relação às atividades escolares e evitar que nela se instale o sentimento de inferioridade.
    "Quando estamos motivados face a uma determinada atividade, a nossa persistência aumenta, bem como o tempo, a determinação e a energia que dedicamos a essa atividade, mesmo quando encontramos dificuldades ou obstáculos. Quando somos bem-sucedidos na realização de uma tarefa, isso aumenta a nossa autoconfiança e auto-estima, uma vez que, a partir daí, sabemos que podemos vir a ser bem sucedido numa tarefa em que o nosso esforço foi envolvido. Assim, a motivação é um dos fatores, como a utilização de estratégias ou os conhecimentos anteriores, que determinam se iremos adquirir o conhecimento, compreensão ou habilidade na realizaçao em que estamos empenhados
  • Terminada a infância, começa a adolescência. Começa-se o estirão.
    “O sentimento de identidade do ego, então, é a segurança acumulada de que a coerência e a continuidade interiores elaboradas no passado equivalem à coerência e a continuidade do próprio significado para os demais, tal como se evidencia na promessa tangível de uma “carreira”.
    “Na maioria dos casos, entretanto, o que perturba individualmente os jovens é a incapacidade de fixar-se em uma identidade ocupacional. Para se manter juntos, superindentificam-se temporiariamente até o ponto de uma aparente perda de identidade com os heróis dos grupinhos e das multidões. Isso inicia a etapa da paixão, que não é, de modo algum, total ou sequer fundamentalmente um problema sexual, a não ser que os costumes o exijam.
    Em grande parte, o amor no adolescente é uma tentativa de chegar a uma definição de sua identidade projetando a própria imagem difusa do ego em outra pessoa para, assim, vê-la refletida e gradualmente definida. É por essa razão que em tão grande extensão o amor de um adolescente se limita à conversação”.
    “ A mente do adolescente é essencialmente uma mente do moratorium, que é uma etapa psicossocial entre a infância e a idade adulta, entre a moral aprendida peloa criança e a ética a ser desenvolvida no adulto. É uma mente ideológica e, de fato, é a visão edeológica de uma sociedade a que ageta mais claramente o adolescente ansioso por se afirmar perante seus iguais e que está preparado para se ver confirmado pelos rituais, credos e programas que definem ao mesmo tempo o que é mau, fantástico e hostil” .(Infância e sociedade, p. 241ss).
    “A identidade e a fidelidade, por sua vez, precisam começar a comprometer-se com escolhas que envolvam certas combinações finitas de atividades e valores” (O ciclo... P. 68)
    Quinta idade: Identidade x confusão de papéis (12 aos 18 anos), segundo ele o adolescente está na idade da identidade versus confusão de papéis, quando tem início, na doutrina freudiana, a fase genital. Durante todo o desenvolvimento, a criança teve uma longa série de identificações e, assim foi adquirindo algumas características dos pais, professores e de muitas outras pessoas. Tendo uma necessidade intensa de pertencer a um grupo social, onde esses o auxiliam a encontrar sua identidade no contexto social. Afirma que, para ajudá-los a crescer, necessita-se atribuir-lhes, cada vez mais, independência e responsabilidade.
    O quinto estágio – identidade/confusão de identidade – marca o período da adolescência. É neste estádio que se adquire uma identidade psicossocial: o adolescente precisa de entender o seu papel no mundo e tem consciência da sua singularidade. Há uma recapitulação e redefinição dos elementos de identidade já adquiridos – esta é a chamada crise da adolescência. Factores que contribuem para a confusão da identidade são: perda de laços familiares e falta de apoio no crescimento; expectativas parentais e sociais divergentes do grupo de pares; dificuldades em lidar com a mudança; falta de laços sociais exteriores à família (que permitem o reconhecimento de outras perspectivas) e o insucesso no processo de separação emocional entre a criança e as figuras de ligação.
  • Intimidade: a capacidade de se confiar a filiações e associações concretas e de desenvolver a força ética necessária para ser fiel a essas ligações, mesmo que elas empenham sacrifícios e compromissos significativos (Infância e sociedade, p. 242-243).
    “Os jovens adultos, emergindo da busca adolescente de um senso de identidade, podem estar ansiosos e dispostos a fundir suas identidades na mútua intimidade e a compartilhá-las com individuos que, no trabalho, na sexualidade e na amizade prometem revelar-se complementares. Podemos frequentemente estar “apaixonados” ou ter intimidades, mas a intimidade em questão é a capacidade de comprometer-se com associações concretas que podem exigir sacrifícios e compromissos significativos” (O ciclo, p. 62).
    “A antitese psicossocial da intimidade, todavia, é o isolamento, o medo de permanecer separado e “não-reconhecido”, que proporciona uma motivação profunda para a ritualização fascinada de uma experiência “eu-tu”, agora genitalmente madura, como a que marcou o início da nossa existência. Um senso de isolamento, então, é a patologia nuclear potencial da idade adulta inicial. De fato, existem associações que são uma uma isolation à deux”, protegendo ambos os parceiros da necessidade de enfrentar o próximo desenvolvimento crítico – o da Generatividade. Mas o maior perigo do isolamento é um reviver regressivo e hostil do conflito de identidade e, no caso da da prontidão para a regressão, uma fixação no primeiríssimo conflito com o Outro Primal. Isso pode emergir como uma patologia “bordeline”. A partir da resolução da antítese entre a intimidade e o isolamento, todavia, emerge o amor, aquela mutualidade de dedicação madura que promete resolver os antagonismos inerentes na função dividida.
    Ritualismo: Elitismo: cultiva todas as panelinhas e clãs assinalados mais pelo esnobismo do que pelo estilo de vida (O ciclo p. 63).
    A contraforça antipática para a intimidade e o amor do jovem adulto é a exclusivdade, que, em forma e função, está naturalmente muito ligada à rejeição que emerge na idade adulta. Novamente, certa exclusividade é tão essencial para a intimidade quanto a rejeição para a generatividade; no entanto, ambas podem tornar-se extremamente destrutivas e autodestrutivas. Pois a capacidade de rejeitar e excluir qualquer coisa só pode levar a uma execessiva auto-rejeição e, por assim dizer, à auto-exclusão (O ciclo, p. 62-63).
    O sexto estágio – intimidade/isolamento – ocorre entre os vinte e os 30 anos, aproximadamente. A tarefa essencial deste estádio é o estabelecimento de relações íntimas do jovem adulto com outras pessoas. A vertente negativa é o isolamento, pela parte dos que não conseguem estabelecer compromissos nem troca de afetos com intimidade.
  • O amor na idade adulta jovem é inspirado por sonhos daquilo que podemos ser capazes de fazer e do que podemos cuidar juntos. Com o amor e o cuidado na idade adulta, entretanto, surge gradualmente um fator extremamente crítico do meio da vida: a evidência de um estreitamento de escolhas por condições já irreversivelmente escolhidas pelo destino ou por nós mesmos. Agora, as condições, circunstância e associações se tornaram a nossa realidade única de vida. O cuidado adulto deve, portanto, concedntrar-se nos meios de cuidadr vitaliciamente daqueko que a pessoa escolheu irrevogavelmente , ou, na verdade, foi forçada a escolher pelo destino, de modo a cuidar disso dentro das exigências tecnológicas do momento histórico. Gradualmente , então, e com nova força, surge um novo senso de tempo juntamente com um senso de identidade irrevogável: tornando-se gradualmente aquilo que a pessoa fez com que ela própria se tornasse, ela finalmente será aquilo que foi. (...) a pessoa adulta precisa perceber que aquilo que ela gerar vai sobreviver a ela. Não que isso seja extremamente consciente; pelo contrário, parece que o estágio da generatividade, na media em que um senso ameaçador de estagnação é mantido a distância, é globalmente caracterizado por uma desconsideração da morte supremamente sancionada. A juventude , à sua maneira, está mais consciente da morte do que os adultos, embora eles, ocupados como estão com “manter o mundo”, participam dos grandiosos rituais da religião, arte e política, todos os quais mitologizam e cerimonializam a morte, dando-lhe significado ritual e, portanto, uma presença intensamente social. A juventude e a velhice, então, são as épocas que sonham com o renascimento, enquanto a idade adulta está ocupada demais, cuidando dos nascimentos reais, e é recompensada por isso com um senso único de realidade histórica impetuoso e intemporal – um senso que pode parecer um tanto irreal para os jovens e os velhos, pois ele nega a visão do não-ser... (cf. O ciclo p. 69).
  • Ritualismo: “O ritualismo potencialmente rampante na idade adulta é, na minha opinião, o autoritarismo − o uso não-generoso e não-generativo do puro poder para a arregimentação da vida familiar. A gneratividade genuina, evidentemente, inclui uma medida de autoridade verdadeira” (O ciclo, p. 62).
    “A idade adulta madura, entretanto, emerge da idade adulta jovem, que, psicossexualmente falando, depende de uma mutualidade genital pós-adolescência como um modelo libidinal de verdadeira intimidade. Um imenso poder de verificação está presente neste encontro de corpos e tempramen tos depois da idade pré-adulta humana perigosamente longa” (idem p. 62)
    O sétimo estágio – generatividade/estagnação – é caracterizado pela necessidade em orientar a geração seguinte, em investir na sociedade em que se está inserido. É uma fase de afirmação pessoal no mundo do trabalho e da família. A vertente negativa leva o indivíduo à estagnação nos compromissos sociais, à falta de relações exteriores, à centralização em si próprio.
  • “Só aquele que de alguma forma tem cuidado de coisas e pessoas e tem-se adaptado aos triunfos e desilusões inerentes à sua condição de criador de outros seres humanos e gerador de produtos e idéias, somente nele pode amadurecer o fruto dessas sete etapas” (Infância e sociedade, p. 247). E isto chama-se integridade do ego.
    “É A ACEITAÇÃO DO PRÓPRIO E ÚNICO CICLO DE VIDA COMO ALGUMA COISA QUE TINHA QUE SER (MISSÃO NA TERRA?) E QUE, NECESSÁRIAMENTE, NÃO ADMITIA SUBSTITUIÇÕES: SIGNIFICA ASSIM UM NOVO, UM DIFERENTE AMOR AOS PRÓPRIOS PAIS” (Infancia... p. 247).
    Ritualização: o velho começa a filosofar, pois, ao manter certa ordem e significado na desintegração do corpo e da mente, ela também pode proteger uma esperança durável na sabedoria (O ciclo... p. 58)
    Integridade: um senso de coerência e inteireza que certamente corre um risco supremo naquelas condições terminais que incluem uma perda de vínculos nos três processos organizadores: no soma, o enfraquecimento geral da interação tônica nos tecidos conectores, vasos que distribuem o sangue e sistema muscular; na psique, a gradual perda de coerência mnemônica da experiência, passada e presente, e, no Etos, a ameaça de uma perda súbita e quase total da função responsável pela interação generativa (O ciclo p. 58).
    ... Se os velhos em certos aspectos se tornam novamente crianças, a questão é se esta “volta” é para uma condição infantil temperada com sabedoria ou para uma condição infantil fintia. (Os velhos podem-se tornar, ou querer se tornar, velhos demais muito rapidamente ou permanecer jovem demais por um tempo longo demais.) (O ciclo p. 58).
    “Embora ciente da relatividade dos dicersos estilos de vida que deram significação ao esforço humano, o pussuidor de integridade está preprado para defender a dignidade de seu próprio estilo de vida contra todas as ameaças físicas e econômicas; pois sabe que uma vida individual é uma coincidência acidental de um só ciclo de vida com um único segmento da história; e que para ele toda integridade humana perdura ou perece com o único estilo de integridade de que participa.
    A falta ou a perda dessa integração acumulada do ego é simbolizada no temor da morte: o uno e único ciclo de vida não é aceito como o limite extremo da vida. A desesperança exprime o sentimento de que o tempo já é curto, demasiado curto para a tentativa de começar outra vida e para experimentar rotas alternativas para a integridade. O descontentamento de si mesmo oculta a desesperança, ainda que quase sempre na forma de “mil pequenos desgostos” que não valem um pequeno remorso... (Infancia p. 247).
    A antítese dominante na velhice – a última crise – consiste na integridade vs. Desespero. A idoso atingiu o ponto mais alto e ponto mais alto assinala o fim total do curso de vida específico. É neste ponto da evolução de sua vida que ele pode contar com a força básica da sabedoria.
  • ... as crianças sadias não temerão a vida se seus antepassados tiveram integridade bastante para não temer a morte (Infancia p. 248).
    “Se, então, o ciclo da vida final volta ao início, resta alguma coisa na anatomia da esperança madura e numa variedade de fés (“a menos que você de a volta e se torne uma criança...”, o que confirma a esperança como a mais infantil de todas as qualidades humanas” (O ciclo p. 56).
    “Os velhos podem e precisam manter uma função gnerativa de avós (J. Não tem coisa mais gostosa do que ser avô!....). Pois, não há dúvida de que, atualmente, a descontinuidade da vida familiar como resultado de deslocamento contribui grandemente para a ausência, na velhice, daquele mínimo de envolvimento vital necessário para se permanecer realmente vivo. A ausência de envolvimento vital, muitas vezes, parece ser o tema nostálgico oculto nos sintomas manifestos que trazem as pessoas velhas à psicoterapia. Grande parte de seu desespero é, de fato, um continuado senso de estagnação.
    ... Fazem luto não só pelo tempo perdido e o espaço esvaziado, mas também pela autonomia enfraquecida, iniciativa perdida, intimidade ausente, generatividade negligenciada, - para não falar dos potenciais de identidade ignorados ou, na verdade, de uma identidade vivida extremamente limitante (O ciclo p. 57).
    .... Na velhice todas as qualidades do passado assume novos valores...
    Por fim, o oitavo estágio – integridade/desespero – ocorre a partir dos sessenta anos e é favorável uma integração e compreensão do passado vivido. Quando se renega a vida, se sente fracassado pela falta de poderes físicos, sociais e cognitivos, este estádio é mal ultrapassado.
  • a partir dos 50 - SABEDORIA - integridade do ego ao invés de desesperança
    “Mesmo os corpos mais bem-cuidados começam a enfraquecer e não funcionam com anates. Apesar de todos os esforços para manter a força e o controle, o corpo continua a perder sua autonomia. O desespero, que assombra o oitavo estágio, é um companheiro proximo no nono, porque é quase impossível sabermos que emergências e perdas de capacidade física estão iminentes. Na media em que a independência e o controle são desafiados, a autor-estima e a confiança enfraquecem. A esperança e a confiança, que outroa proporcionavam um sólido apoio, já não mais os sustentáculos vigorosos de épocas anteriores. Enfrentar o desespero com fé e humildade apropriada talvez seja o curso mais sábio” ( O ciclo, p. 89-90)
    Com a velhice chega o momento de reflexão sobre a vida e seu papel no mundo. É a hora do balanço de suas conquistas e seus fracassos. Se a pessoa está satisfeita com a vida que teve e sente que existe uma união entre ela e as pessoas que a rodeiam, aceitará a morte com integridade. Citando Erikson, a criança saudável não teme a vida, e o idoso saudável não teme a morte. Porém, se o indivíduo chega a essa idade insatisfeito e arrependido, muito provavelmente viverá momentos de desesperança e temor da morte.
    Os anos passam ....Não se pode fazer parar o tempo, não se pode prender os anos.
    Quando se fala de velhice, parece que sentimos o frio a chegar :a velhice é o outono da vida .
    Mas a velhice não é o naufrágio, a ruina, a tristeza, as dores e os malesda vida do que se fala.A velhice é o resumo de toda uma vida. Ela é apesar de tudo umasdas belezas da vida e certamente umas das mais altas harmonias.
    O idoso tem a faculdade preciosa de esquecer. Tudo que foi fútil ou inútil na sua vidaapaga-se da sua memória. Só guarda o essencial.
    A velhice também pode ser colheita, plenitude e alegria :a velhice é a estação das colheitas, dos trigos maduros.A luz do sol que se põe é tão bonita como a luz do sol que se levanta.É essa luz que ilumina os nossos últimos passos na terra.
    Gerotranscência: é uma mudança de meta perspectiva, de uma visão materialista e racional para uma visão mais cósmica e transcendente, normalmente seguida por um aumento de satisfação de vida (paz de espírito). É considerada como um estágio final num processo natural rumo à maturação e à sabedoria. O indivíduo experiencia um novo sentimento de comunhão cósmica com o espírito do universo, uma redefinição de tempo, espaço, vida e morte, e uma redefinição de si mesmo. Pode experienciar um descréscimo de interesse por coisas materiais e uma maior necessidade de “meditação” solitária.
    1 “Existe um novo sentimento de comunhão cósmica com o espírito do universo”.
    2 O tempo está circunscrito ao agora, ou talvez à próxima semana, porovaovelmente para todas as pessoas com mais de noventa anos; além disso a vista é nebulosa.
    3 O espaço possui dimensões que diminuem lentamente dentro do raio das nossas capacidades físicas.
    4 A morte torna-se sintônica, a trajetória de todas as coisas vivas.
    5 O senso de self (de si mesmo) da pessoa se amplia para incluir uma variedade mais ampla de outros inter-relacionados (O ciclo, p. 103-104).
    O autor firma que os velhos buscam um lugar seguro para refletir sobre seu estado de espírito na privacidade e no isolamento. Somente assim poderão encontar paz e aceitação das mudanças que o tempo impõe ao corpo e à mente. A corrida e a competição estão terminadas. Libertar-se da pressa e da tensão é obrigatório na velhice. Trata-se de um retraimento querido ou por vezes de um retraimento forçado.
    Somos chamados a nos nos tornar cada vez mais humanos; precisamos descobrir a liberdade de ir além dos limites impostos a nós pelo nosso mundo e buscar a plenitude. No início, somos aquilo que recebemos. No meio da vida, quando finalmente aprendemos a ser independentes, aprendemos que para completar a nossa vida, somos chamados a dar aos outros, de modo que, ao deixar este mundo, possamos ser aquilo que demos. A morte, desta perspectiva pode-se transformar no nosso presente final...
    Se esperamos subir a montanha, quer a meditaçao nos acene quer não, a viagem deve ser leve e sem carga. Uma vida de treinamento é necessária para termos sucesso. É tão fácil culpar o terreno, a luz, o vento, pelos fracassos e recuos. Nomentos de descanso são obrigatórios, mas não há tempo para a autopiedade e o enfraquecimento dos propósitos. A luz também é necessária, pois o caminho e os dias são curtos demais. A música é alegre à meia-luz. A escuridão proporciona libertação e nos faz sonhar com aqueles que nos são próximos e queridos e muito amados” (O ciclo p. 107).
  • Uma matrioska, matriosca, matrioshka, Matriochka, matrioschka ou Matryoshka (Cirílico матрёшка ou матрешка) ou Boneca russa é um brinquedo tradicional da Rússia, constituída por uma série de de bonecas, feitas de diversos materiais, ainda que o mais frequente seja a madeira, que são colocadas umas dentro das outras, da maior (exterior) até a menor (a única que não é oca). A palavra provém do diminutivo do nome próprio "Matryona".
    O número de figuras que se conseguem encaixar é, geralmente de 6 ou 7, ainda que existam algumas com um número impressionante de peças. A sua forma é simples, mais ou menos cilíndrica e arredondada e mais estreita na parte superior, onde se situa a cabeça da boneca. Não têm mãos (a não ser as que são pintadas na(s) sua(s) superfície(s)). O grau de sofisticação das matrioscas reside, de facto, na complexidade dos motivos pintados. Outra característica que diferencia as diversas peças são as figuras que encarnam: desde figuras femininas vestidas com trajes tradicionais campesinos, a personagens de contos de fadas, até aos antigos líderes da União Soviética.
    A versão feminina é designada, por exemplo, na Sérvia, como babouchka (бабушка em russo) que significa "avozinha", enquanto que a versão masculina é designada como dedouchka (дедушка) ou "avozinho".
    Conta-se que Sergei Maliutin, um pintor artesanal de Abramtsevo, viu uma série de bonecos de madeira representando os Shichi-fuku-jin, os Sete Deuses da Fortuna, encaixados de forma semelhante às bonecas actuais.
  • http://www.psychology.ccsu.edu/salinas/GeneralPsy/Image1.gif
  • Cada um de nós já passamos por vários estágios de desenvolvimento, que resultaram em várias e variadas reconstruções de si mesmo. É como se fôssemos uma “boneca russa”, uma “matriochka”, vários de nós encaixados em nós mesmos. Muitos destes “encaixes”, ou “reconstruções” certamente não ficaram bem ajustados, “bem resolvidos” e foram se arrastando ao longo de nossas vidas. Talvez em nosso primeiro encaixe ficou faltando um pouco de confiança em relação a nós mesmos, ao relação ao mundo e às pessoas que nos rodeiam. Nossos pais não responderam às nossas necessidades, por isso desenvolvemos medos, receios, sentimentos de desconfiança, os quais têm-nos acompanhados ao longo dos dos nossos dias. Em consequencia disso, falta-nos a capacidade para nos adaptar às situações que a vida a dois nos impõem. Porque não estamos bem “encaixados” em nós mesmos, projetamos nossa falta de confiança nas pessoas que estão ao nosso lado. Projetamos nossos medos e receios em nosso companheiro ou em nossos filhos. Fica então a pergunta: quando devemos começar a cuidar de um relacionamento para que este dê certo? Alguém já disse que a educação de uma criança deve começar há 20, 30, 40 anos antes de seu nascimento... Assim nossa educação para uma vida a dois já deveria ter começado a gerações e gerações antes de nosso nascimento... mediante o aperfeiçoamento do espírito humano... Contudo, em vez de progredirmos no aperfeiçoamento de nossos relacionamentos afetivos, preferimos a tutela ilusória dos avanços tecnológicos que nos prometem a felicidade do bem estar social.
    “...contemplando este tumulto, esta agitação, esta luta sem fim, vemos logo, em pleno turbilhão, dois enamorados cujos olhares se cruzam cheios de desejos. “Mas por que se ocultam?” – perguntamos. “ Por que tanto mistério e esse ar dissimulado e tímido?” Porque esses dois amantes trabalham secretamente para perpetuar a miséria do mundo; são traidores de seus semelhantes cujas dores e desgraça acabariam rapidamente se eles não se houvessem proposto eternizá-las, como fizeram outros antes deles” (Shopenhauer. A vontade de amar, p. 49).
  • Muitos relacionamentos conjugais não sobrevivem porque os conjuges vivem uma contradição entre a vontade própria (os impulsos) e as normas e regras morais e religiosas que o estado conjugal e a instituição família lhes impõem. Não conseguem viver a autonomia de suas vidas, preservando suas identidades, acabando por anular-se um diante do outro. São atormentados por dúvidas e vergonha e jamais conseguem escapar à rigidez, reprimindo seus desejos mais íntimos (até quando?). Um relacionamento afetivo autêntico exige o exercício da autonomia, da responsabilidade. Na visão de Erikson, a passagem por cada estágio deixa afeta positivamente ou negativamente o indívíduo. Coisas não resolvidas, mal-ajustadas terão seu reflexo na vida futura do indivíduo. Como uma “matriochka” cada um pode esconde, inconscientemente, em seu interior uma faceta cheia de dúvidas e vergonha, vergonha por não ser autêntico e por dissimular que tudo vai bem.
  • Erik Homburger Erikson (Frankfurt, 15 de junho de 1902 — Harwich, 12 de maio de 1994) foi um psiquiatra responsável pelo desenvolvimento da Teoria do Desenvolvimento Psicosocial na Psicologia e um dos teóricos da Psicologia do desenvolvimento.
    Erik Homburger Erikson nasceu em Frankfurt-sobre-o-Meno, Alemanha, em 15 de Junho de 1902. Começou a sua vida como artista plástico. Em 1927, depois de estudar arte e viajar pela Europa, passou a leccionar em Viena a convite de Anna Freud, filha de Sigmund Freud. Sob orientação dela, submeteu-se à psicanálise e tornou-se ele próprio psicanalista, embora tenha tecido criticas à psicanálise por esta não ter em conta as interacções entre o individuo e o meio, assim como por privilegias os aspectos patológicos e defensivos da personalidade. No início da carreira, o interesse de Erikson esteve voltado para o tratamento de crianças e as suas concepções de desenvolvimento e de identidade influenciaram as pesquisas posteriores, nomeadamente sobre a adolescência. A si se deve a expressão "crise da adolescência".
    Em 1933 emigrou para os Estados Unidos e naturalizou-se americano. Leccionou nas universidades de Harvard, Berkeley e Yale. Na década de 1930, tendo mesmo habitado na reserva dos índios Sioux, as suas experiências pessoais em antropologia, muito referidas nas suas obras, deram-lhe uma perspectiva social marcante. As investigações com os índios confrontaram-no com o sentimento de desenraizamento e de ruptura que estes experienciavam entre a história do seu povo e a cultura americana. Em 1936 transferiu-se para um centro de estudos de relações humanas e começou a estudar a influência de factores culturais no desenvolvimento psicológico.
    Com base nessas pesquisas formulou a teoria segundo a qual as sociedades criam mecanismos institucionais que propiciam e enquadram o desenvolvimento da personalidade, embora as soluções específicas para problemas similares variem de cultura para cultura. Na década de 1940, Erikson concebeu o modelo que expôs em ´Infância e sociedade´ (1950). Erikson publicou livros sobre Martinho Lutero, Gandhi e Hitler e escreveu ensaios em que relaciona a psicanálise com a história, política, filosofia e teologia, tais como ´A história da vida e o momento histórico´ (1975).
    Criador da expressão ´crise de identidade´, Erik Erikson morreu em 12 de maio de 1994, em Harwich, estado de Massachusetts. As suas concepções revolucionaram a psicologia do desenvolvimento, continuando, nos dias de hoje, a motivar investigações e reflexões várias.
    "Uma idéia central para a compreensão das concepções de Vygotsky sobre o desenvolvimento humano como processo sócio-histórico é a idéia de mediação: enquanto sujeito do conhecimento o homem não tem acesso direto aos objetos, mas acesso mediado, através de recortes do real, operados pelos sistemas simbólicos de que dispõe, portanto enfatiza a construção do conhecimento como uma interação mediada por várias relações, ou seja, o conhecimento não está sendo visto como uma ação do sujeito sobre a realidade, assim como no construtivismo e sim, pela mediação feita por outros sujeitos. O outro social pode apresentar-se por meio de objetos, da organização do ambiente, do mundo cultural que rodeia o indivíduo.
  • DESENVOLVIMENTO SÓCIO-EMOCIONAL Segundo Erik Erikson, psiquiatra que desenvolveu a teoria da personalidade e seus "Oito Estágios de Desenvolvimento", a socialização da criança pode ser dividida em oito fases distintas, formuladas a partir do trabalho psicoterapêutico de Erikson com crianças e adolescentes de todas as camadas sociais.Cada fase é responsável por um "conflito sócio-emocional" do indivíduo, exigindo uma superação dessa crise para que se chegue ao estágio seguinte. Pode-se comparar o desenvolvimento emocional e social da criança à construção de uma casa: a fundação da casa precisa ser firme para que o primeiro andar se sustente, e assim por diante até o último andar. Da mesma forma, cada fase do desenvolvimento da criança é importante para que a próxima fase possa ser superada sem problemas.
     
    As Oito Fases do Desenvolvimento Emocional Humano segundo Erikson
     
    0 a 1 ano - CONFIANÇA - aprendendo a confiar ao invés de desconfiar
    Durante os primeiros dois anos de vida, a criança desenvolve a confiança básica, a segurança e o otimismo. Como ela depende dos pais para tudo (alimentação, afeto, proteção), ela precisa confiar inteiramente neles. Para isso, é preciso que os pais a tratem com muito amor, atenção, apoio e paciência. Caso contrário, crescerá insegura e desconfiada.
     
     
    1 a 2 anos - AUTONOMIA - a aprendendo a ser independente ao invés de sentir vergonha
    O segundo conflito psicológico, segundo Erikson, ocorre durante a primeira infância, dos 18 meses aos 4 anos de idade. Nessa fase, a criança dá um grande salto no desenvolvimento: aprende a andar, a falar, a ir ao banheiro, torna-se independente e ganha auto-confiança.A criança que tiver uma boa orientação dos pais sairá dessa fase segura de si mesma, feliz com suas novas conquistas e orgulhosa, ao invés de tímida. É importante incentivar a autonomia das crianças nessa fase, mas isso não pode ser sinônimo de indisciplina. É comum que as crianças de 2 ou 3 anos façam cenas no meio da rua, se recusem a dar a mão para atravessar a rua, e digam "não" com muita facilidade. Cabe aos pais explicar carinhosamente o que a criança pode ou não pode fazer sem impedir que se desenvolva. A super-proteção também atrapalha o desenvolvimento e torna a criança dependente dos pais.
     
    3 a 6 anos - INICIATIVA - aprendendo a ter iniciativa ao invés de sentir culpa
    A terceira crise psicossocial ocorre entre os 4 e os 7 anos de idade. Nessa fase, a criança saudável aprende: (1) a imaginar, a brincar no mundo do faz-de-conta e da fantasia; (2) a cooperar com os outros; e (3) a dar e a receber ordens. Aprendem a equilibrar diversão e responsabilidade. A criança que é reprimida pelos pais nessa fase, sente-se culpada, cresce com medo, fica deslocada dentro do grupo, não tem iniciativa (depende muito dos adultos) e não desenvolve satisfatoriamente a imaginação e a criatividade. É importante que as crianças sejam encorajadas pelos pais a desenvolver sua criatividade, aprendendo a controlar seus impulsos sem se tornarem indisciplinadas.
     
    6 a 12 anos - PRODUTIVIDADE - aprendendo a construir ao invés de se sentir inferior
    A quarta fase surge no início da vida escolar (escola primária). Nessa fase a criança adquire noções básicas para a vida em sociedade, como: (1) relacionar-se com em grupo de acordo com regrais sociais; (2) brincar em grupo de forma organizada, seguindo regras; (3) ir à escola, aprender aritmética, leitura e estudos sociais. O dever de casa é uma tarefa que incentiva a auto-disciplina, que aumenta a cada ano do desenvolvimento. A criança que aprendeu, nos anos anteriores, a confiar, a ser independente e a ter iniciativa, será uma criança competente na escola e sem complexo de inferioridade perante os colegas.
     
    12 a 18 anos - IDENTIDADE - descobrindo quem é para não se perder
    Dos 12 aos 18 anos, o adolescente aprende a responder à pergunta "Quem sou eu?". Porém até mesmo os adolescentes mais saudáveis psicologicamente vivem um momento de difusão da identidade: a granda maioria deles envolve-se em menor ou maior grau com delinqüência, confusão e revolta. Segundo Erikson, durante a adolescência sadia o indivíduo amadurece sua perspectiva de tempo. Este é o momento psicológico mais importante da vida do indivíduo: o jovem descobre o seu caminho e, a partir de suas dúvidas, define sua identidade. Caso os conflitos anteriores não tenham sido bem resolvidos, o adolescente terá dificuldades para enfrentar este grande momento de definição. Se tiver sucesso, assumirá papéis construtivos dentro da sociedade, ao invés de seguir o caminho da delinqüência, como acontece com o adolescente mal preparado psicologicamente. O adolescente saudável é capaz de planejar seu futuro, antever suas realizações e a lutar por elas, ao invés de ficar paralizado devido a sentimentos de inferioridade. Caso contrário, não conseguirá definir sua vocação profissional, sua orientação sexual e seu papel na sociedade.
     
    19 aos 30 anos - INTIMIDADE - descobrindo o outro para não se isolar
    O adulto jovem e saudável já está preparado psicologicamente para ter intimidade afetiva e sexual com outra pessoa. Independente de seu sucesso profissional, o indivíduo só estará plenamente desenvolvido quando for capaz de ter intimidade com alguém. Aquele que não tiver alcançado a noção de intimidade terá problema para manter relacionamentos, terá medo de se envolver afetivamente e a depender de outra pessoa.
     
    30 a 50 anos - CRIAÇÃO - aprendendo a gerar para evitar a estagnação
    Na vida adulta, o indivíduo precisa produzir, criar, seja através da maternidade ou paternidade, seja trabalhando produtiva e criativamente. Segundo Erikson, as pessoas que são capazes de olharem para fora de si, para a família, terão a sensação de estarem contribuindo para as futuras gerações. Os indivíduos que não constituem família poderão sentir-se estagnados na meia idade. Caso o indivíduo supere as sete etapas anteriores do desenvolvimento psicossocial, é capaz de fazer julgamentos com maturidade e integridade. Sabe confiar, é independente e não tem medo de desafios. Trabalha pesado, enconrou seu caminho na vida e tem uma imagem de si mesmo que o satisfaz. Consegue manter uma vida íntima sem culpa, controle, arrependimento ou falta de realismo. Tem orgulho do que produz: seu trabalho, seus filhos, seus hobbies. Se uma ou mais etapas do desenvolvimento psicossocial não for bem resolvida, o indivíduo pode ter uma imagem ruim de si mesmo, viver insatisfeito, arrependido e desesperado.
     
    a partir dos 50 - SABEDORIA - integridade do ego ao invés de desesperança
    Com a velhice chega o momento de reflexão sobre a vida e seu papel no mundo. É a hora do balanço de suas conquistas e seus fracassos. Se a pessoa está satisfeita com a vida que teve e sente que existe uma união entre ela e as pessoas que a rodeiam, aceitará a morte com integridade. Citando Erikson, a criança saudável não teme a vida, e o idoso saudável não teme a morte. Porém, se o indivíduo chega a essa idade insatisfeito e arrependido, muito provavelmente viverá momentos de desesperança e temor da morte.
    http://www.viver-na-alemanha.de/Filhos/socio-emocional.htm
  • Oito idades do homem

    1. 1. ERIK ERIKSON (1902-1994) . Psicanalista alemão, radicado nos Estados Unidos, responsável pela Teoria do Desenvolvimento psico-social. . Epigênese: crescimento passo a passo e a seu tempo dos órgãos (contribuição da embriologia que reforma a visão que o homem medieval tinha da concepção – homúnculo. OBRAS Infância e sociedade; O ciclo de vida completo
    2. 2. Erik Erikson - Estágios de desenvolvimento emocional e social da criança (e do adulto) “... Nossos instintos inatos e o mundo que nos cercam sendo o que são, eu não poderia deixar de dizer que o amor não é menos essencial para a sobrevivência da raça humana do que coisas como a tecnologia” (Freud).
    3. 3. 1º ESTÁGIO – IDADE DO BEBÊ (de 0 aos 1,5 meses) Confiança básica vs. Desconfiança básica I Estágio: Idade do bebê Estágios e modos psicossexuais: Oral- respiratório, sensório- cinestésico (Modos incorporativos) Crises psicossociais: Confiança básica vs. Desconfiança básica Raio de relações significativas: Pessoa maternal Força básica: Esperança  Patologia central, antipatias básicas: Retraimento  Princípio relacionado de ordem social: Ordem cósmica  Ritualizações de união: Numinosas  Ritualismo: Idolismo
    4. 4. 1º ESTÁGIO – (de 0 a 1,5 anos) confiança x desconfiança: esperança  Positivo (sintônico): Adquire segurança e confiança em si própria, em relação ao mundo que a rodeia, através da relação que tem com sua mãe...  Negativo (distônico): Se a relação for de insegurança e de insatisfação de suas necessidades, a criança terá dificuldades em se adaptar às situações futuras. Tornar-se-á retraída e insegura, medrosa e desconfiada, situações que ela arrastará pela vida afora.
    5. 5. 1º ESTÁGIO – (de 0 a 1,5 anos) confiança x desconfiança: esperança Crianças que são amadas como são e não pelo que virão a ser desenvolvem um sentimento de segurança e inclusão (intercâmbio positivo).
    6. 6. 2º ESTÁGIO – Infância inicial (meninice) (de 1,5 3 anos) Autonomia vs. Vergonha, Dúvida 2 Estágio: Infância inicial Estágios e modos psicossexuais: Anal-uretral, muscular (Retentivo- Eliminativo) Crises psicossociais: Autonomia vs. Vergonha, Dúvida Raio de relações significativas: Pessoas parentais Força básica: Vontade  Patologia central, antipatias básicas: Compulsão  Princípio relacionado de ordem social: “Lei e Ordem”  Ritualizações de união: Judiciosas  Ritualismo: Legalismo
    7. 7. 2º ESTÁGIO – (de 1,5 a 3 anos) autonomia x vergonha e dúvida: vontade - compulsão  Positivo: Vontade própria (impulsos) x normas e regras sociais; Processo exploratório (locomoção, linguagem): o mundo das coisas e das pessoas que giram em seu entorno, seu corpo, a linguagem...  Negativo: sentimento de vergonha quando os pais a tratam com muita rigidez, quando a colocam em situações constrangedoras.
    8. 8. 3º ESTÁGIO – Idade de Brincar (de 3 aos 6 anos) Iiniciativa vs. Culpa 3 Estágio: Idade do brincar Estágios e modos psicossexuais: Infantil-genital, Locomotor (Intrusivo-Inclusivo) Crises psicossociais: Iniciativa vs. Culpa Raio de relações significativas: família básica Força básica: Propósito/determinação  Patologia central, antipatias básicas: Inibição  Princípio relacionado de ordem social: Protótipos ideais  Ritualizações de união: Dramáticas  Ritualismo: Moralismo
    9. 9. 3º ESTÁGIO – (de 3 a 6 anos: idade do brincar) Iniciativa x culpa: propósito/inibição Ritualização: dramática/moralismo  Positivo: Amadurecimento da fase anterior; capacidade de tomar iniciativa sem se sentir culpada; brincadeiras: diversos papéis; individualidade: tem consciência de ser “outro” e não “os outros”  Negativo: Quando tem a sensação de que nada pode fazer, de que faz tudo errado, sem ter poder de escolha...
    10. 10. 4º ESTÁGIO – IDADE ESCOLAR) - LATÊNCIA (de 6 aos 12 anos) DILIGÊNCIA (indústria) vs. INFERIORIDADE  IV Estágio: Idade escolar  Estágios e modos psicossexuais: latência  Crises psicossociais: Diligência vs. Inferioridade  Raio de relações significativas: vizinhança e escola  Força básica: Competência  Patologia central, antipatias básicas: inércia  Princípio relacionado de ordem social: ordem tecnológica  Ritualizações de união: formais (técnicas)  Ritualismo: Formalismo
    11. 11. 4º ESTÁGIO – IDADE ESCOLAR) - LATÊNCIA (de 6 aos 12 anos) DILIGÊNCIA (indústria) vs. INFERIORIDADE  Positivo: A confiança, autonomia e iniciativa levam a criança ao sentimento de que é capaz.  Negativo: A falta de confiança, de autonomia e de iniciativa levam-na ao sentimento de inferioridade (“Sou idiota, burra, faço tudo errado, sem inteligência).
    12. 12. Esporte ao longo da vida
    13. 13. 5º ESTÁGIO – ADOLESCÊNCIA (de 12 aos 18 anos) Identidade e confusão de identidade IV Estágio: adolescência Estágios e modos psicossexuais: Puberdade Crises psicossociais: Identidade vs. confusão de identidade Raio de relações significativas: grupos de iguais, e outros grupos, modelos, liderança Força básica: Fidelidade  Patologia central, antipatias básicas: Repúdio  Princípio relacionado de ordem social: visão de mundo ideológica  Ritualizações de união: ideológicas  Ritualismo: totalismo
    14. 14. 5º ESTÁGIO – Adolescência (de 12 aos 18 anos) Identidade e confusão de identidade  Positivo: Crise da adolescência: começa a ter consciência de sua identidade psicossocial (consciência de seu papel no mundo); de sua singularidade;  Negativo: estado de confusão pela perda dos laços familiares e falta de apoio em seu crescimento; oscilação de humor, pela dificuldade de emancipação: às vezes sente-se ao mesmo tempo cobrada como uma pessoa adulta e tratada como criança ou adolescente...
    15. 15. 6º ESTÁGIO – Idade adulta jovem (de 18 anos a 30 anos) – Identidade vs. isolamento 6 Estágio: Idade adulta jovem Estágios e modos psicossexuais: genitalidade Crises psicossociais: Identidade vs. isolamento Raio de relações significativas: parceiros de amizade, sexo, competição, cooperação Força básica: amor  Patologia central, antipatias básicas: Exclusividade  Princípio relacionado de ordem social: padrões de cooperação e competição  Ritualizações de união: Associativas  Ritualismo: Elitismo
    16. 16. 6º ESTÁGIO – (de 18 aos 30 anos) Intimidade x isolamento  Positivo (sintônico): Estabelecer relações íntimas do jovem adulto com outras pessoas.  Negativo (distônico): o jovem não consegue estabelecer compromissos nem trocas de afetos com intimidade
    17. 17. 7º ESTÁGIO – Idade adulta (de 30 aos 65 anos) Generatividade vs. Estagnação 7 Estágio: Idade adulta Estágios e modos psicossexuais: procriatividade Crises psicossociais: Generatividade vs. Estagnação Raio de relações significativas: trabalho dividido e família e lar compartilhado Força básica: Cuidado  Patologia central, antipatias básicas: Rejeição  Princípio relacionado de ordem social: Correntes de educação e Tradição  Ritualizações de união: Geracionais  Ritualismo: autoritarismo
    18. 18. 7º ESTÁGIO – (de 30 aos 65 anos) generatividade x estagnação  Positivo: Afirmação social no mundo do trabalho e da família, da cidadania.  Passar experiências às novas gerações. Deixar sua contribuição para um mundo melhor.  Negativo: centralização em si próprio; estagnar- se, fechando-se em si mesmo  Afastamento dos outros ou da sociedade
    19. 19. 8º ESTÁGIO – Velhice (de 65 a ...) Integridade vs. desespero 8 Estágio: velhice Estágios e modos psicossexuais: generalização de modo sensuais Crises psicossociais: Integridade vs. desespero Raio de relações significativas: Gênero humano, meu gênero Força básica: Sabedoria  Patologia central, antipatias básicas: Desdém  Princípio relacionado de ordem social: Sabedoria  Ritualizações de união: Filosóficas  Ritualismo: Dogmatismo
    20. 20. 8º ESTÁGIO – (de 65 anos....) Integridade x Desespero Positivo (sintônico): integração e compreensão do passado vivido Negativo (distônico): negação da vida, sentimento de fracasso; não aceitação das limitações físicas e perda de poder
    21. 21. A partir dos 60 - SABEDORIA - integridade do ego ao invés de desesperança A criança saudável não teme a vida, e o idoso saudável não teme a morte
    22. 22. Considerações gerais  Nós e a Matriochka, a boneca russa: uma analogia
    23. 23. Estágios de desenvolvimento – Erik Erikson
    24. 24. Nossa existência: a somatória das reconstruções de nós  Quando se deve começar a cuidar de uma relacionamento para que dê certo?  Seria possível passar por todos os estágios de forma positiva?  Será que temos controle total sobre nossos atos?
    25. 25. Quem ama não descuida 1. Confiança x desconfiança 2. Autonomia x vergonha, dúvida 3. Iniciativa x culpa 4. Domínio x inferioridade 5. Identidade do eu x confusão de papéis 6. Intimidade x isolamento 7. Generatividade x estagnação 8. Integridade x desespero 1. Esperança, fé x percepão distorcida e fuga da realidade 2. Vontade, determinação x impulsividade e compulsão 3. Objetivo, coragem x falta de resiliência, ambição 4. Competencia x limitação, inércia 5. Fidelidade, lealdade x fanatismo, rejeição - repulsão 6. Amor x promiscuidade, exclusivismos 7. Cuidado x sobreexceder- rejeição 8. Sabedoria x presunção-desespero
    26. 26. Erik Erikson - Estágios de desenvolvimento (conflitos a serem resolvidos) 8) 65... (maturidade) Intregridade x desespero 7) 30 aos 65 anos (idade adulta) – Generatividade x estagnação 6) 18 aos 30 anos (jovem adulto) - Intimidade x isolamento 5) 12 aos 18 anos (adolescência) – Identidade do eu x confusão de papéis 4) 7 aos 12 anos (infância) Industriosidade x inferioridade 3) 3 aos 6 anos – iniciativa x culpa 2) 1,5 aos 3 anos - autonomia x vergonha e dúvida 1) 0 a 1,5 anos – confiança x desconfiança
    27. 27. Estágio A Estágio e modos psicossexuais B Crises psicossociai s C Raio de relações significativa s D Forças básica s E Patologia central, antipatia s básicas F Princípios relaciona dos de ordem social G Ritualiz ações de união H Ritualism o I Período (bebê) Oral- respiratório, Sensório- cinestésico (modos incorporativos) Confiança básica vs. Desconfiança básica Pessoa maternal Esperan ça Retraimen to Ordem cósmica Numinos as Idolismo II Infância inicial Anal-uretral, muscular (retentivo- eliminativo) Autonomia vs. Vergonha, Dúvida Pessoas parentais Vontad e Compulsã o Lei e ordem Judicios as Legalismo III Idade do brincar Infantil-genital, locomotor (intrusivo, inclusivo) Iniciativa vs. culpa Família básica Propósit o Inibição Protótipos ideais Dramáti cas Moralismo IV Idade escolar Latência Diligência vs. Inferioridade Vizinhança, Escola Compet ência Inércia Ordem tecnológic a Formais (técnica s) Formalism o V Adolesc ência Puberdade Identidade vs. Confusão de identidade Grupo de iguais e outros grupos; modelos de liderança Fidelida de Repúdio Visão de mundo ideológica Ideológi cas Totalismo VI Idade adulta jovem Genitalidade Intimidade vs. isolamento Parceiros de amizade, sexo, competição, cooperação Amor Exclusivid ade Padrões de cooperaçã o e competiçã o Associati vas Elitismo VII Idade adulta Procriatividade Generatividad e vs. Estagnação Trabalho dividido e Família e lar compartilhado s Cuidado Rejeiçã o Correntes de Educação e Tradição Geracion ais Autoritaris mo VIII Velhice (Generalização de modos sensuais) Integridade vs. desespero “Gênero humano”, “Meu gênero” Sabedo ria Desdém Sabedoria Filosófic os Dogmatis mo

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