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ADOLESCÊNCIA E IDENTIDADE
Erik Erikson e o Humanismo em Psicologia A  Psicologia Humanista  surge nos Estados Unidos, na década de 60, como um movimento contrário às “forças” predominantes do Behaviorismo e da Psicanálise.  Movimento conhecido como a  Terceira Força , pois queria substituir o comportamentalismo e a psicanálise, as duas outras forças da psicologia.
[object Object],Erik Erikson, psicanalista, desenvolveu estudo sobre as oito fases psicossociais, em detrimento das quatro fases psicossexuais de Freud, onde todas as fases eram interdependentes, e não necessariamente determinam as fases posteriores; para ele o homem sempre irá se desenvolver, não parando na primeira infância.
Dados biográficos:  Erik Erikson nasceu na Alemanha. Uniu-se ao grupo de Freud em 1927. Psiquiatra infantil, emigrou para os EUA em 1933. Harvard: Psiquiatria e Desenvolvimento Humano. . Erik Erikson (1902-1994)
Erikson acreditava que Freud dava destaque demais às forças sexuais e seu efeito sobre o desenvolvimento humano. Sua Teoria Psicossocial enfatiza a interação entre maturação de base biológica e as demandas sociais. Para ele a identidade tem seu maior desenvolvimento na adolescência. Dividiu o ciclo vital em oito estágios, cada um com uma tarefa psicológica e uma crise psicossocial . Erik Erikson
A Teoria do Desenvolvimento da Identidade   , de Erikson, foi apresentada no livro “Infância e Sociedade” de 1950, para ele as motivações inconscientes são elementos fundamentais para o Desenvolvimento Humano da Personalidade, entretanto  dá ênfase aos processos relacionais familiares, a socialização e a realidade histórica - cultural na qual o ego infantil se desenvolve.
O Diagrama Epigenético
Confiança  X  Desconfiança   O que está em jogo para a criança é o desenvolvimento de um sentido de confiança básica na previsibilidade do mundo e na sua habilidade de afetar os acontecimentos ao seu redor.
Confiança  X  Desconfiança
Confiança  X  Desconfiança   Erikson acredita que o comportamento da pessoa que cuida da criança  (geralmente a mãe) é crítico para a resolução bem sucedida desta crise pela criança. As crianças que emergem do primeiro ano com um firme sentido de confiança são aquelas cujos pais são amorosos e respondem previsível e prontamente à criança. A criança que desenvolve um sentido de confiança irá para os outros relacionamentos humanos levando esse sentido consigo; mas aqueles bebês que viveram um relacionamento com alguém oscilante ou áspero, podem desenvolver a desconfiança; e eles também levarão consigo este sentimento nas suas relações posteriores
Autonomia X Vergonha e dúvida
Autonomia X Vergonha e dúvida   Erikson considera que a maior mobilidade da criança é a principal mudança dessa época. Agora ela pode andar por si própria e isso forma a base do sentido de independência ou autonomia.
Autonomia X Vergonha e dúvida   Se os esforços de independência da criança não forem guiados cuidadosamente pelos pais e ela experimentar repetidos fracassos ou ridículo, o resultado de todas essas novas oportunidades de mobilidade e exploração pode ser a vergonha e a dúvida, ao invés de um sentido básico de autocontrole e valor próprio. Como o treino dos hábitos higiênicos ocorre durante esse período, ele pode criar dificuldades adicionais para os pais, pois há nesta área tabus e mais oportunidades para o surgimento do fracasso e ridículo.
Iniciativa X Culpa
Iniciativa X Culpa   Esta fase corresponde ao estágio fálico de Freud e ocorre em torno dos 4 ou 5 anos; Uma vez mais, Eriksson mostra-se menos preocupado com o tipo de desenvolvimento sexual que preocupava Freud, embora ele o admitisse, e mais interessado no impacto de novas habilidades e capacidades da criança.
Iniciativa X Culpa   Tendo alcançado novas capacidades cognitivas, a criança então as explorará e tentará conquistar o mundo ao seu redor. Ela tentará andar sozinha pela rua; ela pode desmontar um brinquedo, descobrir depois que não consegue reconstruí-lo e devolve-lo, em todas as suas partes para sua mãe. Esta é uma época de ações vigorosas e de comportamentos que os pais podem considerar agressivos. O risco aqui é que a criança pode ir excessivamente longe com sua força. Ela pode quebrar um brinquedo favorito ou machucar seu pai ou sua mãe. O que os pais precisam fazer é ajudar a criança a voltar-se para coisas adequadas, dirigir toda sua energia e iniciativa para atividades aceitáveis, de modo que a culpa seja minimizada.
Indústria X Inferioridade
Indústria X Inferioridade   A escolarização é a maior força neste estágio. A criança enfrenta agora a necessidade de conseguir aprovação através da produtividade, através da aprendizagem da leitura, escrita, cálculos aritméticos e outras capacidades específicas. A tarefa desse período é, portanto, desenvolve o repertório de habilidades sociais. O perigo óbvio é que por alguma razão a criança possa ser incapaz de desenvolver as capacidades esperadas e desenvolva então um sentimento de inferioridade.
Identidade X Confusão de Identidade  A puberdade – o estágio genital de Freud, é a tarefa que faz com que o adolescente reexamine sua identidade e os papéis que deverá ocupar.Eriksson sugere que estão envolvidas duas identidades – a identidade sexual e a identidade ocupacional. O que deve emergir desse período é um senso de integridade do eu, do que se deseja ser ou fazer, e um papel sexual adequado. O risco é o da confusão, proveniente da profusão de papéis à frente do adolescente.
Intimidade X Isolamento
Intimidade X Isolamento   Este é o primeiro dos três estágios adultos. O foco central desse período é a necessidade de intimidade, de unir a própria identidade com a de outrem. Isso só  é  possível se você já definiu um firme sentido de identidade. Se sua identidade básica não for suficientemente forte para suportar a intimidade real, então pode surgir um sentimento de isolamento.
Generatividade X Estagnação
Generatividade X Estagnação Erikson considera que nesta idade, a maturidade e intimidade sexual com um parceiro não é suficiente. Cada adulto também sente uma necessidade de gerar em algum sentido, de ter e criar crianças, criar algo útil num trabalho, treinar os outros, produzir trabalhos artísticos, ou qualquer outra coisa. Qualquer adulto que não seja bem sucedido em algum dos aspectos da generatividade pode viver um sentimento de estagnação. E é  exatamente o sentimento de estagnação – “o que eu fiz com minha vida?” – o que está no núcleo da crise da meia idade nos 40 anos.
Integridade X Desespero
Integridade X Desespero   O último passo é reunir tudo, é aceitar o que você é, o que tem feito e o que pode fazer. Eriksson considera que para alcançar uma identidade real do ego, você deve ter sido razoavelmente bem sucedido nas sete crises anteriores. Se você não foi, se deixou muitas coisas por resolver, você provavelmente experimentará o desespero, rancor e desesperança em seus últimos anos de vida .
Origem do Comportamento Humano: Adolescência A busca da Identidade : este é o foco central nos anos da adolescência. Para Erikson, esta busca por uma identidade faz parte de um processo saudável do desenvolvimento e está fundamentada em realizações de estágios anteriores. Para o adolescente “tudo é possível”; entretanto esta é um período da vida em que se deverá decidir qualuais atitudes deverá tomar diante da vida, quanto a escolha sexual, profissão, princípios e, uma identidade própria. Devem gradativamente avaliar e adotar seus novos próprios  valores, assumir relacionamentos consistentes com o outro, e  descobrir-se a si mesmo.
A principal tarefa da adolescência  é confrontar a Crise de Identidade com uma Confusão de Identidade: o adolescente deve passar por uma série de conflitos e tornar-se um adulto originalnico com um senso de identidade coerente e um papel definido e valorizado na sociedade em que vive. -  A Crise de Identidade dificilmente é resolvida total e  completamente na adolescência, questões relativas a Identidade podem surgir de modo recorrente na Idade Adulta em qualquer uma de suas fases. -  Para formar uma Identidade, os adolescentes devem afirmar e organizar suas habilidades, necessidades, interesses e desejos expressando-se em um contexto social em suas relações com os diversos grupos.
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Os adolescentes que superam suas crises de Identidade de forma satisfatória desenvolvem a  virtude da fidelidade  = lealdade, fé ou um sentimento de pertencer a alguém que ou a amigos e companheiros de grupos. A fidelidade também pode significar uma identificação com um conjunto de valores sociais, uma ideologia , uma religião, um movimento político, um engajamento de cidadania, uma busca criativa, etc. A identificação pessoal surge quando os adolescentes escolhem os princípios e as pessoas aos quais serão leais, ao contrário de simplesmente aceitarem as escolhas de seus pais
Erikson vê a adolescência como um momento crítico de integração das etapas anteriores (a esta fase), mas procura demonstrar que é neste momento, que se dá uma primeira percepção correta da  ‘unidade de personalidade ’ e capacidade de percepção correta do mundo e da própria pessoa, remete o indivíduo a outras etapas de integração individual e das relações sociais.
Os jovens devem tornar-se pessoas totais por seu próprio esforço, e isto durante um estágio de desenvolvimento caracterizado por uma diversidade de mudanças no crescimento físico, maturação genital e consciência social. Eu denominei sentido de identidade interior a totalidade a ser alcançada neste estágio. A fim de experimentar a totalidade, o jovem deve sentir uma continuidade progressiva entre aquilo que ele vem sendo durante os longos anos da infância e o que promete converter-se num futuro antecipado; entre aquilo que ele se concebe ser e o que percebe que os outros vêem nele e esperam dele.
Individualmente falando, a identidade inclui a soma de todas as sucessivas identificações daqueles primeiros anos quando a criança queria ser, e era freqüentemente forçada a tornar-se àquilo que as pessoas de quem dependia queriam que ela fosse. A identidade é um produto único, que encontra agora uma crise a ser resolvida apenas através de novas identificações com os companheiros de mesma idade e com as figuras dos líderes, fora da família. (ERIKSON, 1968,  apud , GALLATIN, 1978, p. 15-16).

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A busca da identidade na adolescência segundo Erikson

  • 2. Erik Erikson e o Humanismo em Psicologia A Psicologia Humanista surge nos Estados Unidos, na década de 60, como um movimento contrário às “forças” predominantes do Behaviorismo e da Psicanálise. Movimento conhecido como a Terceira Força , pois queria substituir o comportamentalismo e a psicanálise, as duas outras forças da psicologia.
  • 3.
  • 4. Dados biográficos: Erik Erikson nasceu na Alemanha. Uniu-se ao grupo de Freud em 1927. Psiquiatra infantil, emigrou para os EUA em 1933. Harvard: Psiquiatria e Desenvolvimento Humano. . Erik Erikson (1902-1994)
  • 5. Erikson acreditava que Freud dava destaque demais às forças sexuais e seu efeito sobre o desenvolvimento humano. Sua Teoria Psicossocial enfatiza a interação entre maturação de base biológica e as demandas sociais. Para ele a identidade tem seu maior desenvolvimento na adolescência. Dividiu o ciclo vital em oito estágios, cada um com uma tarefa psicológica e uma crise psicossocial . Erik Erikson
  • 6. A Teoria do Desenvolvimento da Identidade , de Erikson, foi apresentada no livro “Infância e Sociedade” de 1950, para ele as motivações inconscientes são elementos fundamentais para o Desenvolvimento Humano da Personalidade, entretanto dá ênfase aos processos relacionais familiares, a socialização e a realidade histórica - cultural na qual o ego infantil se desenvolve.
  • 8. Confiança X Desconfiança O que está em jogo para a criança é o desenvolvimento de um sentido de confiança básica na previsibilidade do mundo e na sua habilidade de afetar os acontecimentos ao seu redor.
  • 9. Confiança X Desconfiança
  • 10. Confiança X Desconfiança Erikson acredita que o comportamento da pessoa que cuida da criança (geralmente a mãe) é crítico para a resolução bem sucedida desta crise pela criança. As crianças que emergem do primeiro ano com um firme sentido de confiança são aquelas cujos pais são amorosos e respondem previsível e prontamente à criança. A criança que desenvolve um sentido de confiança irá para os outros relacionamentos humanos levando esse sentido consigo; mas aqueles bebês que viveram um relacionamento com alguém oscilante ou áspero, podem desenvolver a desconfiança; e eles também levarão consigo este sentimento nas suas relações posteriores
  • 11. Autonomia X Vergonha e dúvida
  • 12. Autonomia X Vergonha e dúvida Erikson considera que a maior mobilidade da criança é a principal mudança dessa época. Agora ela pode andar por si própria e isso forma a base do sentido de independência ou autonomia.
  • 13. Autonomia X Vergonha e dúvida Se os esforços de independência da criança não forem guiados cuidadosamente pelos pais e ela experimentar repetidos fracassos ou ridículo, o resultado de todas essas novas oportunidades de mobilidade e exploração pode ser a vergonha e a dúvida, ao invés de um sentido básico de autocontrole e valor próprio. Como o treino dos hábitos higiênicos ocorre durante esse período, ele pode criar dificuldades adicionais para os pais, pois há nesta área tabus e mais oportunidades para o surgimento do fracasso e ridículo.
  • 15. Iniciativa X Culpa Esta fase corresponde ao estágio fálico de Freud e ocorre em torno dos 4 ou 5 anos; Uma vez mais, Eriksson mostra-se menos preocupado com o tipo de desenvolvimento sexual que preocupava Freud, embora ele o admitisse, e mais interessado no impacto de novas habilidades e capacidades da criança.
  • 16. Iniciativa X Culpa Tendo alcançado novas capacidades cognitivas, a criança então as explorará e tentará conquistar o mundo ao seu redor. Ela tentará andar sozinha pela rua; ela pode desmontar um brinquedo, descobrir depois que não consegue reconstruí-lo e devolve-lo, em todas as suas partes para sua mãe. Esta é uma época de ações vigorosas e de comportamentos que os pais podem considerar agressivos. O risco aqui é que a criança pode ir excessivamente longe com sua força. Ela pode quebrar um brinquedo favorito ou machucar seu pai ou sua mãe. O que os pais precisam fazer é ajudar a criança a voltar-se para coisas adequadas, dirigir toda sua energia e iniciativa para atividades aceitáveis, de modo que a culpa seja minimizada.
  • 18. Indústria X Inferioridade A escolarização é a maior força neste estágio. A criança enfrenta agora a necessidade de conseguir aprovação através da produtividade, através da aprendizagem da leitura, escrita, cálculos aritméticos e outras capacidades específicas. A tarefa desse período é, portanto, desenvolve o repertório de habilidades sociais. O perigo óbvio é que por alguma razão a criança possa ser incapaz de desenvolver as capacidades esperadas e desenvolva então um sentimento de inferioridade.
  • 19. Identidade X Confusão de Identidade A puberdade – o estágio genital de Freud, é a tarefa que faz com que o adolescente reexamine sua identidade e os papéis que deverá ocupar.Eriksson sugere que estão envolvidas duas identidades – a identidade sexual e a identidade ocupacional. O que deve emergir desse período é um senso de integridade do eu, do que se deseja ser ou fazer, e um papel sexual adequado. O risco é o da confusão, proveniente da profusão de papéis à frente do adolescente.
  • 21. Intimidade X Isolamento Este é o primeiro dos três estágios adultos. O foco central desse período é a necessidade de intimidade, de unir a própria identidade com a de outrem. Isso só é possível se você já definiu um firme sentido de identidade. Se sua identidade básica não for suficientemente forte para suportar a intimidade real, então pode surgir um sentimento de isolamento.
  • 23. Generatividade X Estagnação Erikson considera que nesta idade, a maturidade e intimidade sexual com um parceiro não é suficiente. Cada adulto também sente uma necessidade de gerar em algum sentido, de ter e criar crianças, criar algo útil num trabalho, treinar os outros, produzir trabalhos artísticos, ou qualquer outra coisa. Qualquer adulto que não seja bem sucedido em algum dos aspectos da generatividade pode viver um sentimento de estagnação. E é exatamente o sentimento de estagnação – “o que eu fiz com minha vida?” – o que está no núcleo da crise da meia idade nos 40 anos.
  • 25. Integridade X Desespero O último passo é reunir tudo, é aceitar o que você é, o que tem feito e o que pode fazer. Eriksson considera que para alcançar uma identidade real do ego, você deve ter sido razoavelmente bem sucedido nas sete crises anteriores. Se você não foi, se deixou muitas coisas por resolver, você provavelmente experimentará o desespero, rancor e desesperança em seus últimos anos de vida .
  • 26. Origem do Comportamento Humano: Adolescência A busca da Identidade : este é o foco central nos anos da adolescência. Para Erikson, esta busca por uma identidade faz parte de um processo saudável do desenvolvimento e está fundamentada em realizações de estágios anteriores. Para o adolescente “tudo é possível”; entretanto esta é um período da vida em que se deverá decidir qualuais atitudes deverá tomar diante da vida, quanto a escolha sexual, profissão, princípios e, uma identidade própria. Devem gradativamente avaliar e adotar seus novos próprios valores, assumir relacionamentos consistentes com o outro, e descobrir-se a si mesmo.
  • 27. A principal tarefa da adolescência é confrontar a Crise de Identidade com uma Confusão de Identidade: o adolescente deve passar por uma série de conflitos e tornar-se um adulto originalnico com um senso de identidade coerente e um papel definido e valorizado na sociedade em que vive. - A Crise de Identidade dificilmente é resolvida total e completamente na adolescência, questões relativas a Identidade podem surgir de modo recorrente na Idade Adulta em qualquer uma de suas fases. - Para formar uma Identidade, os adolescentes devem afirmar e organizar suas habilidades, necessidades, interesses e desejos expressando-se em um contexto social em suas relações com os diversos grupos.
  • 28.
  • 29. Os adolescentes que superam suas crises de Identidade de forma satisfatória desenvolvem a virtude da fidelidade = lealdade, fé ou um sentimento de pertencer a alguém que ou a amigos e companheiros de grupos. A fidelidade também pode significar uma identificação com um conjunto de valores sociais, uma ideologia , uma religião, um movimento político, um engajamento de cidadania, uma busca criativa, etc. A identificação pessoal surge quando os adolescentes escolhem os princípios e as pessoas aos quais serão leais, ao contrário de simplesmente aceitarem as escolhas de seus pais
  • 30. Erikson vê a adolescência como um momento crítico de integração das etapas anteriores (a esta fase), mas procura demonstrar que é neste momento, que se dá uma primeira percepção correta da ‘unidade de personalidade ’ e capacidade de percepção correta do mundo e da própria pessoa, remete o indivíduo a outras etapas de integração individual e das relações sociais.
  • 31. Os jovens devem tornar-se pessoas totais por seu próprio esforço, e isto durante um estágio de desenvolvimento caracterizado por uma diversidade de mudanças no crescimento físico, maturação genital e consciência social. Eu denominei sentido de identidade interior a totalidade a ser alcançada neste estágio. A fim de experimentar a totalidade, o jovem deve sentir uma continuidade progressiva entre aquilo que ele vem sendo durante os longos anos da infância e o que promete converter-se num futuro antecipado; entre aquilo que ele se concebe ser e o que percebe que os outros vêem nele e esperam dele.
  • 32. Individualmente falando, a identidade inclui a soma de todas as sucessivas identificações daqueles primeiros anos quando a criança queria ser, e era freqüentemente forçada a tornar-se àquilo que as pessoas de quem dependia queriam que ela fosse. A identidade é um produto único, que encontra agora uma crise a ser resolvida apenas através de novas identificações com os companheiros de mesma idade e com as figuras dos líderes, fora da família. (ERIKSON, 1968, apud , GALLATIN, 1978, p. 15-16).