Estádios de desenvolvimento de erikson

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Estádios de Desenvolvimento Erikson

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Estádios de desenvolvimento de erikson

  1. 1. Estádios de Desenvolvimento Erikson 12ºM Grupo 2 Psicologia A Ano lectivo 2011/2012
  2. 2. CaracterísticasOs estádios têm as seguintes características:• cada estádio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva euma negativa, sendo as duas vertentes necessárias;• é essencial sobrepor a vertente negativa;• a vertente positiva é essencial ao desenvolvimento, pois a forma como cada pessoaenfrenta cada crise determina e promove forças para ser bem sucedido no estádioseguinte.
  3. 3. Erikson propõe oito estádios de desenvolvimento tendo em conta aspectos biológicos,individuais e sociais.Cada estádio é atravessado por uma crise psicossocial:• 1ª idade - Confiança versus Desconfiança (0 - 18 meses)• 2ª idade - Autonomia versus Dúvida e Vergonha (18 meses - 3 anos)• 3ª idade - Iniciativa versus Culpa (3 - 6 anos)• 4ª idade - Indústria/Mestria versus Inferioridade (6 - 12 anos)• 5ª idade - Identidade versus Difusão/Confusão (12 - 18/20 anos)• 6ª idade - Intimidade versus Isolamento (18/20 - 30 e tal anos)• 7ª idade - Generatividade versus Estagnação (30 e tal - 60 e tal anos)• 8ª idade - Integridade versus Desespero (depois dos 65 anos)
  4. 4. 1ª idade - Confiança versus Desconfiança Nesta idade a criança vai aprender o que é ter ou não confiança, esta está muitorelacionada com a relação entre o bebé e a mãe. A confiança é demonstrada pelo bebé nacapacidade de dormir de forma pacífica, alimentar-se confortavelmente e de excretar de formarelaxada. Devido à confiança do bebé e à familiaridade com a mãe, que adquire com situações deconforto por ela proporcionadas, atinge uma realização social, que consiste na aceitação em queela pode ausentar-se e na certeza que ela voltará. O bebé ganha experiência no contacto com os adultos, aprendendo a confiar e adepender deles, assim como a confiar em si mesmo. A desconfiança é a parte negativa deste estádio, que é equilibrada com a segurançaproporcionada pela confiança. Todas as confirmações desta formam-se a partir da relação entre a mãe e o bebé. Àmedida que o bebé vai adquirindo experiência, ele aprende que as esperanças que um dia eramprioridades, deixam de o ser, sendo superadas por outras de um nível mais elevado. Este estádio é o da ritualização da divindade, na medida que opera o senso do bebé dapresença abençoada da mãe, ao o olhar, tocar, no fundo em reconhecê-lo. São interacçõespessoais e culturalmente ritualizadas; a falta do reconhecimento pode trazer alienação napersonalidade do bebé, um senso de abandono e separação. A forma pervertida do ritual dadivindade materna expressa-se na vida adulta pelo idolismo, em que a pessoa idolatra um herói.
  5. 5. 2ª idade - Autonomia versus Vergonha e Dúvida Durante este estádio a criança vai aprender quais os seus privilégios, obrigações elimitações. Há por ela, uma necessidade de auto-controle e de aceitação do controle porparte das outras pessoas, desenvolvendo-se um senso de autonomia. A vertente negativadeste estágio é a vergonha e a dúvida quando perde o senso de auto-controle, os paiscontribuem neste processo ao usarem a vergonha na repressão da teimosia. A vontade tem origem na própria vontade treinada e no exemplo dado devontade superior apresentado pelos outros, esta é responsável pela aceitação progressivado que é permitido e necessário. Os elementos desta são progressivamente aumentadospelas experiências ao nível da consciência, manipulação, verbalização e locomoção.
  6. 6. 3ª Idade: Iniciativa Versus Culpa Relativamente ao terceiro estádio estipulado por Erikson. Nesta fase a criança encontra-se nitidamente mais avançada e maisorganizada tanto a nível físico como mental. É a capacidade de planejar as suas tarefase metas a atingir que a define como autónoma e por consequência a introduz nestaetapa. No entanto este estádio define-se também como perigoso, pois a criançabusca exaustivamente e de uma forma entusiasta atingir as suas metas que implicamfantasias genitais e o uso de meios agressivos a manipulativos para alcançar a essasmetas. Ela encontra-se num estado de ansiedade porque quer aprender bem e apartir daqui amplia o seu sentido de obrigação e desempenho. A sua principalactividade é o brincar e o propósito é a virtude que surge neste estádio dedesenvolvimento. Este chamado propósito define-se como o resultado do seu brincar,das suas tentativas e dos seus fracassos. Para além dos jogos físicos com os seus brinquedos ela constrói também os chamadosjogos mentais tentando imitar os adultos e entrando no mundo do faz de conta. Oobjectivo deste jogo é tentar perceber até que ponto ela pode ser como eles. O poder da imaginação e a forma desinibida como o faz é fulcral para odesenvolvimento da criança.
  7. 7. 4ª Idade: Diligência Versus Inferioridade Nesta fase a criança necessita controlar a sua imaginação exuberante e dedicara sua atenção à educação formal. Ela não só desenvolve um senso de aplicação comoaprende as recompensas da perseverança e da diligência.O prazer de brincar, o interesse pelos seus brinquedos são gradualmente desviados parainteresses por algo mais produtivo utilizando outro tipo de instrumentos para os seustrabalhos que não são os seus brinquedos. Também neste estádio existe um perigo eminente que se caracteriza pelosentimento de inferioridade aquando da sua incapacidade de dominância das tarefasque lhe são propostas pelos pais ou professor. Ao longo deste estádio da diligência desponta a virtude de competência, istoporque os estádios anteriores proporcionaram uma visão, embora que não muitonítida, mas futura em relação a algumas tarefas. Nesta fase ela sente-se pronta paraconhecer e utilizar os instrumentos e máquinas e métodos para desempenhar o trabalhoadulto, trabalho esse que implica responsabilidades como ir à escola, fazer as tarefas decasa, aprender habilidades, de modo a evitar sentimentos de inferioridade.
  8. 8. 5ª Idade: Identidade Versus Confusão/Difusão Esta 5ª idade localiza-se usual e aproximadamente dos 12 aos 18/20 anos,ou seja, na adolescência, puberdade, precisamente na idade em que na vertentepositiva, o adolescente vai adquirir uma identidade psicossocial, isto é, compreende asua singularidade, o seu papel no mundo. Não se pode encarar os diferentes estádios como estanques isolados, logoas fases anteriores irão deixar marcas que vão influenciar a forma como se vivênciaesta crise, desembocando uma perspectiva histórica na qual o adolescente se vaiperceber e integrar elementos identitários adquiridos nas idades anteriores. Exemplodeste parágrafo é a identidade, que se forma numa continuidade e une as diferentestransformações num processo cumulativo de desenvolvimento. Neste estádio os indivíduos estão recheados de novas potencialidadescognitivas, exploram e ensaiam estatutos e papéis sociais, devido à sociedadefornecer este espaço de experimentação ao adolescente.A vertente negativa menciona os aspectos, sentimentos relacionados àconfusão/difusão de quem ainda não se descobriu a si próprio, e não sabe o quepretende, tendo dificuldade em optar. É de se referir que nesta idade emergem um conjunto particular de valores aque Erikson denominou por fidelidade.
  9. 9. 6ª Idade: Intimidade Versus Isolamento Este estádio caracteriza-se pelo facto de pela primeira vez o indivíduo poderdesfrutar de uma genitalidade sexual verdadeira, mutuamente com o alvo do seu amor.Tal situação deve-se à realidade de que o indivíduo nos estágios anteriores limitava-se àdemanda da identidade sexual e a um anseio por intimidades efémeras. É então a idadede jovem adulto que, com uma identidade assumida, possibilita o estabelecer derelações de intimidade com os outros, em que o amor é a virtude dominante douniverso, pois apesar de estar presente nos estádios anteriores, neste ganha novatextura. A força do ego depende do parceiro com que está preparado para compartilharsituações tão peculiares como a criação de um filho, a título exemplificativo. Os indivíduos encaram a tarefa desenvolvimental de construir relações comos outros numa comunicação profunda expressa no amor e nas relações de amizade. A vertente negativa traduz-se no isolamento de quem não consegue partilharafectos com intimidade nas relações privilegiadas.
  10. 10. 7ª Idade: Generatividade Versus Estagnação É um dos mais extensos estádios psicossociais e resume-se no conflito entreeducar, cuidar do futuro, criar e preocupar-se exclusivamente com os seus interesses enecessidades. Usualmente dá-se desde os 30 aos 60 anos, não havendo porem umaidade comum a todas as pessoas. A generatividade denota a possibilidade de se sercriativo e produtivo em diversas áreas da vida. Bem mais do que educar e criar osfilhos representa uma preocupação com o contentamento das gerações seguintes,uma descentração e expansão do Ego empenhado em converter o mundo num lugarmelhor para viver, como tal, a generatividade representa o desejo de realizar algo quenos sobreviva. Se o desenvolvimento e descentração do Ego não ocorre, ou seja, se sedá o fracasso na expansão da generatividade, o indivíduo pode estagnar, preocupar-sequase unicamente com o seu bem-estar e a posse de bens materiais. O egocentrismoé para Erikson, sinónimo de ineficácia e de decadência vital precoce. O egocêntricofecha-se nas suas ambições e pouco ou nada dá de si aos outros.
  11. 11. 8ª Idade: Integridade Versus Desespero A última idade do desenvolvimento psicossocial é marcada por um olharretrospectivo, que faz com que, ao aproximarmo-nos do final vida sentamos anecessidade de aquilatar o que dela fizemos, revendo escolhas, realizações, opções efracassos. Na duplicidade emocional «integridade versus desespero», a integridadeindica que o indivíduo considera positivo o seu percurso vital, ou seja, toma consciênciaque a vida teve sentido e que foi feito o melhor possível dadas as circunstâncias e as suascapacidades.

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