Aula sindrome impacto e lesão manguito rotador

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Aula síndrome do impacto e lesão do manguito rotador do ombro. Dr. Mauricio Custódio Fabiani, Residente ortopedia e traumatologia Chapecó-SC

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Aula sindrome impacto e lesão manguito rotador

  1. 1. PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA Traumatologia-Ortopedia Mauricio Custódio Fabiani R2
  2. 2. Síndrome do impacto e lesões do manguito rotador
  3. 3. NEER 1972: - Atrito entre a porção tendinosa do manguito rotador do ombro com a porção antero-inferior do acrômio, lig. Coracoacromial e articulação acromio-clavicular levando a uma degeneração e ruptura do manguito rotador do ombro
  4. 4. • Manguito Rotador  Conjunto de 4 músculos - Mm. Supra-espinhal N. Supraescapular - Mm. Infra-espinhal N. Supraescapular - Mm. Redondo menor N. Axilar - Mm. Subescapular N. Subescapular sup. e inferior
  5. 5. • Supefície inferior e anterior do acromio • Ligamento coracoacromial • Articulação acromioclavicular
  6. 6. • Suprimento sanguíneo primário - Aa. Circunflexa umeral Anterior e Posterior - Aa. Subescapular - Aa. Supraescapular • Área crítica de Codman - Local onde inicia degeneração do manguito - Próximo a inserção do Supra e junto ao TM - Cerca de 1cm de largura - Local vulnerável onde ocorre o impacto
  7. 7. • Estabilidade dinâmica a cabeça umeral - Equilibra as forças do deltóide e peitoral maior durante os movimentos • Abraça 2/3 da cabeça umeral • Reforça a capsula articular • Coapta a cabeça na glenóide • Depressores da cabeça do úmero (Rm, IE, SE) • Nutrição da articulação gleno-umeral
  8. 8. Lesão manguito rotador • Prevalência 7 –40% • ↑ com idade - Geralmente início na 5ª década - Mais comum entre 60 e 70 anos
  9. 9. Neer  95% lesões relacionadas com impacto - Trauma - Lesões degenerativas - Relacionadas c/ idade ou esforços repetitivos * Levam a falência do manguito mas não necessariamente a dor - Impacto subacromial - Hipovascularização
  10. 10. • Tendão do supraespinhal  Mais comumente lesado • Inicia na porção articular e profunda do tendão - Progride de profundo para superficial e Anterior para posterior • Manguito perde capacidade estabilizar a cabeça umeral  Migração proximal da cabeça • Tendão cabo longo do bíceps  Torna-se o principal estabilizador primário
  11. 11. • Progressão da lesão  Lesão do subescapular • Lesão maciça - Atinge mais de um tendão - Possui diâmetro maior do que 5cm • Progressão da lesão do subescapular  luxação medial da cabeça longa do bíceps  aumento da Instabilidade  Degeneração articular  Artropatia do manguito rotador
  12. 12. • Fator extrínseco - Neer  Impacto mecânico - Lesões do MR pela síndrome do impacto • Fator intrínseco – Uthoff e Matsen  Hipovascularização tendínea - Envelhecimento, sobre-uso ou lesão traumática • Fukuda: multifatorial
  13. 13. Mudanças degenerativas relacionadas a idade como consequência de microtraumas; Envelhecimento do tendão – entesopatia • Avascularidade • Idade • Sobrecarga de uso
  14. 14. Estágio I: • Edema e hemorragia no tendão • Movimentos repetitivos com braço acima da cabeça • Reversível com repouso • Jovem atleta (esporte de arremesso)
  15. 15. • Repetição da lesão ao longo do tempo • Fibrose do tendão e espessamento da bursa subacromial • Idade 25 a 40 anos • Dor recorrente durante atividade física
  16. 16. • Rotura tendinosa e suas conseqüências - Lesão parcial ou total do manguito • Ruptura do bíceps alterações ósseas ao RX • Pacientes > 40 anos • Dor e progressiva piora da função
  17. 17. • Alterações degenerativas do MR pelo tempo de evolução e envelhecimento biológico: – Aspecto isquêmico e atrófico – Consistência friável – Afilamento – Delaminação longitudinal – Retração variável dos cotos tendinosos rotos
  18. 18. • Inserção do supraespinhal e margem posterior da glenóide • Atletas jovens – esporte de arremesso • Movimentos de Abdução e Rotação externa • Jogadores de vôlei e tênnis • Degeneração da face articular do tendão e até rotura completa
  19. 19. • Alongamento progressivo da cápsula (Natação)  Aumento de volume capsular  Instabilidade  Microtraumas nos tendões (choque com arco coracoacromial)
  20. 20. • Duração: - Crônica ou aguda • Extensão - parcial ou total • Etiologia - Traumática ou degenerativa
  21. 21. • Grau 1: Rotura de menos de ¼ espessura do tendão e profundidade < 3mm • Grau 2: Rotura menor que ½ da espessura e profundiade entre 3 e 6mm • Grau 3: Rotura maior que ½ da espessura e mais de 6mm profundidade
  22. 22. • Tamanho: – Pequena: <1 cm – Média: 1-3 cm – Grande: 3-5 cm – Maciça: > 5 cm
  23. 23. • Dor – principal sintoma – Inicio insidioso e longa duração – Região antero - lateral do ombro e face lateral do braço – Intensidade variável – Maioria: dor noturna e não deita sobre o lado doloroso • Arco de movimento pode estar diminuído • Crepitação • Perda de força muscular • Hipotrofia
  24. 24. Quadro Clínico • Teste de Neer
  25. 25. Quadro Clínico • Teste de Hawkins
  26. 26. • Manobra de Yokum
  27. 27. Quadro Clínico • Teste de Jobe
  28. 28. Quadro Clínico • Teste de Patte
  29. 29. Quadro Clínico • Teste de Gerber
  30. 30. • História • Exame físico • Testes irritativos • Teste da Xilocaína: - 8 a 10ml xilocaína 1% no espaço subacromial - Alívio imediato da dor - Excelente para diagnóstico diferencial
  31. 31. • Rx Simples  ajuda limitada • Ap verdadeiro (inclinação caudal 45°) • Ap Rotação Interna + Externa • Axilar • Túnel do supra • Inclinação caudal 30 graus (Rockwood)
  32. 32. • Artrose acromio- clavicular e Os acromiale • Em pé ou deitado com filme sobre o ombro • Raio em direção da axila
  33. 33. • Usado para classificar os tipos de acrômio • Pcte em pé ou deitado • Raio na direção da espinha da escápula (acrômio em perfil • Inclinação caudal 15 a 25°
  34. 34. • Ap simples (não verdadeiro) • 30° inclinação caudal • Avalia porção anterior do acrômio • Procurar esporão ântero-inferior
  35. 35. – Osteopenia e cistos subcondrais no TM – Osteófito no LCA e artrose e osteófitos na AAC – Diminuição do espaço umeroacromial (<7mm) lesão maciça – Deformidade da cabeça do úmero, deformidade e adelgaçamento do acromio
  36. 36. Forma do acrômio: Morrison e Bigliani • Tipo I ou plano (32%) • Tipo II ou curvo (42%) • Tipo III ou ganchoso (26%) 81% das rupturas do MR tipo curvo
  37. 37. – Baixo custo e segurança – Demonstra: - Espessura dos tendões e da bursa - Alterações cabeça longa bíceps (porção intra- articular) – Mostra lesões maiores que 1cm – Desvantagem  Examinador dependente
  38. 38. • Padrão-ouro para avaliação do MR • Sensibilidade/Especificidade > 90% • Artro-Rm  Resultados ainda melhores • Descontinuidade do tendão  Hipersinal • Demonstra: - Tamanho da laceração - Grau de retração da lesão - Atrofia ou alterações ósseas associadas
  39. 39. • Avaliação da degeneração gordurosa – Grau 0 = sem depósito de gordura – Grau 1 = Pequenas estrias de gordura – Grau 2 = mais músculo que gordura – Grau 3 = quantidade de músculo igual a de gordura – Grau 4 = menos músculo que gordura
  40. 40. • Artrose gleno-umeral • Capsulite adesiva • Artrose Acromio-clavicular • Radiculopatia cervical • Artrite reumatóide • Os acromiale
  41. 41. Objetivos: - Combate da dor - Recuperação do arco de movimento - Recuperação da força do ombro TRATAMENTO CONSERVADOR: - Inflamação da Bursa e do Tendão - Lesões parciais em sedentários ou desportistas eventuais - Estágio 3 acima de 70 anos (Considerar idade fisiológica)
  42. 42. Divide-se em 3 fases: A) Alívio da dor B) Estiramento capsular C) Reforço muscular
  43. 43. • AINE • Tipóia • Gelo local • Fisioterapia de calor profundo (US,laser,OC) • Suspensão de atividades com ombro elevado acima de 90° e atividades repetitivas • Infiltração - Corticóide + xilocaína se não alívio da dor em 10 dias - Máximo 2 ou 3 doses - Acima de 4 dose  Dano irreversível aos tecidos
  44. 44. • Retração capsular determina aumento do impacto entre grande tuberosidade e acrômio inferior • Programa de reabilitação adequado
  45. 45. • Exercícios isométricos e de contra-resistência • Fortalecimento dos rebaixadores da cabeça umeral - Cabeça longa do bíceps - Rotadores internos e externos - Cintura escapular • Afasta dinamicamente a cabeça do úmero do acrômio • Tratamento Conservador  3 a 6 meses
  46. 46. • CONTROLE DA INFLAMAÇÃO / DEGENERAÇÃO / DOR • EVITAR COMPLICAÇÕES • REPARAR TENDÕES DO MANGUITO = BIOMECÂNICA (FUNÇÃO DEPRESSORA DA CABEÇA) • RETORNO A FUNÇÃO • MELHORA NA QUALIDADE DE VIDA (TOTAL OU PARCIAL)
  47. 47. • Fase II  70% respondem ao tratamento conservador - 3 a 6 meses de tto conservador • Falha do tratamento conservador  Descompressão subacromial
  48. 48. - Regularização da borda ântero-inferior do acrômio - Ressecção do esporão ósseo e excesso da curvatura acromial - Ressecção de osteófitos acrômio-claviculares e sinovectomia subacromial-subdeltoideana • Não seccionar o ligamento coracoacromial  importante na estabilização ascensional da cabeça do úmero.
  49. 49. • “Via aberta” descrita por NEER • Videoartroscopia: - Vantagens fundamentais: 1 - Pouca agressividade (poupa a origem do deltóide) 2 - Redução da dor e da morbidade pós-cirúrgica 3 - Retorno precoce ao trabalho lazer 4 - Possibilidade de diagnóstico e tratamento de lesões associadas intra e extra-articulares glenoumerais * Maior visão espacial e de melhor qualidade, sem sangramento, com visão direta da participação de cada estrutura
  50. 50. • Lesões associada  30% pacientes submetidos a tratamento cirúrgico para síndrome do impacto - Sinovite inespecífica (Sinovectomia articular artroscópica) - Lesões labrais - Corpos livres articulares - Lesões parciais localizadas na superfície articular (inferior) • Provável resultado insatisfatório se tratados pela via clássica aberta nesses casos
  51. 51. • Fase III (Rotura tendinosa)  Tratamento cirúrgico - Idade < 60 anos  Indicação formal - Idade > 70 anos  Cirurgia é exceção - Idade 60-70 anos  Indicação relativa • Idade < 60 anos  Potencial de recuperação tecidual • Avaliar atividades produtivas e prática desportiva
  52. 52. • Tratamento cirúrgico fase III: - Descompressão subacromial + acromioplastia ântero-inferior - Reparação dos tendões e reinserção óssea dos mesmos - Artrose acromioclavicular  Artroplastia de ressecção
  53. 53. Reparação dos tendões rotos: • Tendão/tendão • Tendão/osso: âncora, microparafusos • Sutura sem tensão estando o braço ao lado do corpo
  54. 54.  REINSERÇÃO “IN SITO” (McLaughlin)  UTILIZAÇÃO DA C. L. B. COMO ENXERTO  ROTAÇÃO RETALHOS * SUBESCAPULAR * INFRA-ESPINHAL * REDONDO MAIOR (Celli) * GRANDE DORSAL (Gerber)
  55. 55. LESÃO EXTENSA REPARÁVEL Canaleta tm Canaleta
  56. 56. LESÃO EXTENSA REPARÁVEL Canaleta TM tm Sub Supra b LCA
  57. 57. Articulação acromioclavicular: • Ver se tem relação com sintomas • Infiltrar lidocaina 1% intra-articular • Se necessário: excisão da extremidade externa da clavícula
  58. 58. • PACIENTE - IDADE, MOTIVAÇÃO ( psiquismo) • LESÃO - EXTENSÃO, TEMPO DE EVOLUÇÃO, GRAU DE DEGENERAÇÃO GORDUROSA • CIRURGIA - EXPERIÊNCIA, MATERIAL ADEQUADO • REABILITAÇÃO PÓS-OP. - 50% DO SUCESSO
  59. 59. • PENDULARES PRECOCES PO - 5° • CINÉSIO PASSIVA PARA ADM PO - 10° (NÃO FAZER EXT. e R.E.) • REFORÇO MUSCULAR PO - 20° • RESULTADOS DEFINITIVOS APÓS 6 MESES
  60. 60. • DOR RESIDUAL • DESINSERÇÃO DO DELTÓIDE • RIGIDEZ PÓS-OPERATÓRIA • RE - RUPTURA ACROMIOPLASTIA INSUFICIENTE FALTA DE ABORDAGEM DA A.A.C.
  61. 61. LESÕES IRREPARÁVEIS

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