7 alteração de crescimento e diferenciação

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7 alteração de crescimento e diferenciação

  1. 1. Alteração de crescimento e diferenciação
  2. 2. Introducao • Quando se aborda sobre o desenvolvimento de um indivíduo, imediatamente deve-se pensar nos processos de crescimento e de diferenciação, elementos essenciais para a dinâmica de formação do ser. • Através da mudança quantitativa (o crescimento) e qualitativa (diferenciação) das células, obtêm-se as variantes de forma e de função teciduais.
  3. 3. Distúrbios de desenvolvimento e crescimento. • Estes podem ser divididos em distúrbios congênitos e distúrbios adquiridos. • Os distúrbios congênitos estão presentes ao nascimento.Especificamente para os distúrbios congênitos, existe uma disciplina que se dedica somente a ele (denominada Teratologia). • Os distúrbios adquiridos desenvolvem-se após o nascimento durante os processos de renovação das populações celulares (a qual também envolve morte, multiplicação e diferenciação).
  4. 4. EMBRIOLOGIA E TERATOLOGIA • A Teratologia (teratos = monstro; logus = estudo) consiste no estudo das malformações congênitas, ou seja, das anomalias de desenvolvimento que provocam alterações morfológicas presentes ao nascimento. • As alterações morfológicas, citadas no conceito, podem variar de uma formação defeituosa de um ou mais órgãos até a ausência completa destes
  5. 5. Indução embrionária • A indução embrionária consiste na capacidade de um tecido orientar a diferenciação e evolução de tecidos vizinhos. • Assim, um grupo primário de células determina (induz) a multiplicação e a diferenciação de um segundo grupo celular, que por sua vez age em um terceiro, e assim sucessivamente. • O desenvolvimento embrionário, pois, pode ser definido como uma série sucessiva de induções de ordem crescente, ou seja, em que há, a cada indução, influência de um grupo cada vez maior de células.
  6. 6. • Os agentes teratogênicos - ou teratógenos - são os responsáveis pelo aparecimento das malformações. • Podem ser de origem genética ou ambiental.
  7. 7. FATORES GENÉTICOS • a) fatores gênicos: envolvem a herança dos genes que causam a anomalia. Um exemplo de malformação oriunda desse fator é a polidactilia (o indivíduo apresenta mais de cinco dedos, principalmente nas mãos). • b) fatores cromossômicos: abordam as aberrações cromossômicas representadas pelo número anormal de cromossomos. Um exemplo seria a Síndrome de Down.
  8. 8. FATORES AMBIENTAIS • a) Agentes infecciosos: um teratógeno desse tipo é o vírus da rubéola, cuja infecção, nas primeiras quatro semanas após a concepção, possui altos riscos de gerar malformações do tipo lesões cardíacas, microcefalia (encéfalo pequeno), retardo no crescimento etc.
  9. 9. • b) agentes químicos: envolvem substâncias químicas e drogas. Exemplos clássicos seriam o álcool (causando hipoplasia maxilar (maxila pequena), microcefalia (encéfalo pequeno) e retardo do crescimento) e a talidomida,uma droga utilizada no passado durante a gestação para alívio de enjôo (provocando focomelia, ou seja, mãos e pés inseridos diretamente no tronco) etc.
  10. 10. • c) agentes físicos: destaca-se, principalmente, a radiação. Pode causar cegueira, defeitos cranianos e microcefalia (encéfalo pequeno).
  11. 11. ALTERAÇÕES DE DESENVOLVIMENTO • As alterações de desenvolvimento constituem modificações da forma original devido a algum desequilíbrio durante a ação do binômio crescimento- diferenciação. Podem ser grupo de células, um órgão inteiro ou um indivíduo como um todo. • Dependendo do grau de acometimento e do grupo celular afetado, as alterações de desenvolvimento adquirem particularidades morfológicas, as quais recebem nomenclaturas de agenesia,aplasia,hipoplasia, atresia,ectopia.
  12. 12. • AGENESIA: ausência total ou parcial de um orgão. Comum nas anomalias congênitas. Um exemplo é agenesia de dentes (principalmente de incisivos laterais). Em alguns casos, a agenesia de algum órgão (como encéfalo - anencefalia) pode não ser compatível com a vida. • APLASIA: há somente um esboço embrionário de uma região ou órgão, sem o completo desenvolvimento destes.
  13. 13. • HIPOPLASIA (hipo = escassez; plasia = formação): formação deficiente de parte ou totalidade de um órgão ou tecido. Há diminuição do número de células, porém, estas conservam morfologia e função normais; o tecido ou órgão é que tem o volume e a função diminuídos. • Em algumas situações, como em órgãos pares, a hipoplasia pode passar despercebida
  14. 14. • ATRESIA: quando não há o completo desenvolvimento de um órgão oco ou de um ducto, não permitindo a distinção dos lúmens desses órgãos. • ECTOPIA: quando um tecido ou órgão se localiza em local não comumente observado. Por exemplo, glândulas sebáceas na mucosa bucal (grânulos de Fordyce)
  15. 15. ALTERAÇÕES DE DIFERENCIAÇÃO • As alterações de diferenciação envolvem modificações qualitativas das células, ou seja, há alterações em seu comportamento. • São distinguidas as seguintes nomenclaturas em metaplasia,displasia e anaplasia.
  16. 16. • METAPLASIA (meta = mudança; plasia= formação): uma célula adulta passa a adquirir características de outro tipo de célula adulta. Pode se desenvolver em tecidos expostos a prolongados traumatismos ou a irritações crônicas. • Ex.: a célula cilíndrica dos epitélios respiratórios pode adquirir características de célula escamosa (semelhante a do epitélio cutâneo). Esse processo é denominado de metaplasia escamosa.
  17. 17. • DISPLASIA (dis = diferente; plasia = formação): proliferação celular excessiva, acompanhada de ausência ou escassez de diferenciação. Precedido por uma irritação ou inflamação crônica, o processo displásico pode regredir se retirada a causa irritante. Constitui uma forma reduzida de anaplasia.
  18. 18. • ANAPLASIA: desdiferenciação celular, ou seja, as células adultas adquirem características mais primitivas (embrionárias). Indica desvios da normalidade mais acentuados do que na displasia, além de ser irreversível. • Representa o melhor critério para o diagnóstico de malignidade dos tumores (neoplasias).
  19. 19. Metaplasia escamosa em cisto localizado na cavidade nasal. Este cisto está recoberto por epitélio estratificado e células com formato ovóide e poligonal (epitélio escamoso). Vemos aqui células epiteliais anaplásicas, ou seja, mais indiferenciadas (próximas da forma embrionária). Uma das características mais marcantes é a grande variabilidade de tamanhos que elas possuem, bem como o hipercromatismo nuclear (setas). Mitoses ditas atípicas são também observadas com essas células, as quais caracterizam as neoplasias.

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