UNIDADE I
CONCEITOS DA EDUCAÇÃO
A DISTÂNCIA (EAD)
AMBIENTE VIRTUAL
DE APRENDIZAGEM
1.1 Conceito de EaD:
A Educação a Distância foi regulamentada pelo
Decreto-Lei nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, do
Ministério da Educação, regulamentando o Art. 80 da
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Entre
outras disposições, determina que a educação a
distância será oferecida por instituições
especificamente credenciadas pela União. Caberá
também à União regulamentar requisitos para
realização de exames e para registro de diplomas
relativos ao curso.
O conceito de Educação a Distância é amplo e, a
princípio, pode ser aplicado a qualquer nível de
ensino, desde que cuidadosamente planejado e
adequadamente disponibilizado aos
interessados. Freqüentemente, esse termo tem
sido usado como referência aos programas nos
quais estudantes e professores estão separados
em termos de espaço físico. Sendo que a
comunicação entre ambos se dá através de um
ou mais meios de comunicação de massa e mais
recentemente pela Internet.
A Educação a Distância, durante muito tempo, foi
entendida como uma forma do chamado ensino
não-tradicional ou como uma modalidade do
ensino independente, no qual o estudante ou
cursista tem certo nível de autonomia para
decidir tempo e local de estudos.No Brasil, o
Decreto nº 2.494, de10 de fevereiro de 1998 da
Presidência da República, que regulamenta o
artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), diz, em seu primeiro artigo que:
Educação a Distância é uma forma de
ensino que possibilita a auto
aprendizagem, com a mediação de
recursos didáticos sistematicamente
organizados, apresentados em diferentes
suportes de informação, utilizados
isoladamente ou combinados, e veiculados
pelos diversos meios de
comunicação(BRASIL, 1998).
Para Llamas et al (apud ALVES; ZAMBALDE;
FIGUEIREDO, 2004), a EAD é uma
estratégia educativa baseada na “aplicação
da tecnologia à aprendizagem e, por isso,
não obedece a limites de lugar, tempo,
ocupação ou idade. Situação que gera
novos papéis para alunos e professores,
bem como novas atitudes e novos
enfoques metodológicos”.
A EAD pode também ser definida como uma
“relação professor-aluno ou ensino-
aprendizagem mediada pedagogicamente e
mediatizada por diversos materiais
instrucionais e pela orientação tutorial. Isto é
válido tanto para ambientes pedagógicos
tradicionais quanto para aqueles que usam as
novas tecnologias” (RIANO, 1997, p. 20). Por sua
vez, Moran (2002) caracteriza a EAD por ser um
“processo de ensino aprendizagem, mediado
pela tecnologia, no qual professores e alunos
não se encontram no mesmo lugar ao mesmo
tempo”.
A Educação a Distância apresenta características
específicas, rompendo com a concepção da
presencialidade no processo de ensino-aprendizagem.
Para a EAD, o ato pedagógico não é mais centrado na
figura do professor e não parte mais do pressuposto de
que a aprendizagem só acontece a partir de uma aula
realizada com a presença do docente e do aluno. Sua
concepção se fundamenta no fato de que o processo
de ensino-aprendizagem pode ser visto como a busca
de “uma aprendizagem autônoma, independente, em
que o aluno se converte em sujeito de sua própria
aprendizagem e centro de todo o sistema” (RIANO,
1997, p.21).
De acordo com Leite (1997, p. 38) as ações de
EAD são norteadas por alguns princípios, dentre
os quais se citam:
Flexibilidade, permitindo mudanças durante o processo, não só
para os professores, mas também, para os alunos;
Contextualização, satisfazendo com rapidez demandas e
necessidades educativas ditadas por situações socioeconômicas
específicas de regiões ou localidades;
Diversificação, gerando atividades e materiais que permitam
diversas formas de aprendizagem;
Abertura, permitindo que o aluno administre seu tempo e espaço
de força autônoma.
No quadro abaixo, algumas
características da Educação a Distância
em relação à Educação Presencial
serão mostradas, tornando-se possível
evidenciar as principais diferenças
entre as respectivas modalidades.
(Quadro 1)
Quadro 1 - Comparação entre EAD e
Educação Presencial
Educação a Distância Educação Presencial
Espaço Físico:
aulas não presenciais ou semipresenciais, os
professores e alunos podem ou não estar
separados fisicamente.
Flexibilidade de Horário:
Maior flexibilidade em relação ao horário,
pois os alunos realizam as atividades de
acordo com o tempo que possui durante a
semana.
Perfil do aluno: requer um aluno
autodidata, responsável, disciplinado,
curioso e com autonomia.
Contato físico:
mais limitado ou inexistente.
Espaço Físico:
as aulas ocorrem sempre em um mesmo
local físico.
Flexibilidade de Horário:
geralmente, não possui flexibilidade em
relação ao horário.
Perfil do aluno:
dependente mais do sistema escolar,
porém, a maioria dos alunos é receptora
- passiva.
Contato físico:
afetivo e emocional com os colegas e
professor.
Educação a Distância Educação Presencial
Dependência tecnológica:
Muito dependente da tecnologia da
informação, principalmente em cursos que
usam a Internet e um Ambiente Virtual de
Aprendizagem com as suas ferramentas
como os fóruns, livros, vídeos, chats, entre
outros.
Limitação de Vagas:
Possibilita a presença de muitos alunos por
conta do uso das tecnologias.
Acesso:
possibilita o ensino a regiões que possuem
dificuldade no acesso a escola, diminuindo as
desigualdades sociais.
Dependência Tecnológica:
não depende da tecnologia da
informação e sim de uma infra-estrutura
física de sala de aula (carteiras, mesas,
quadro, giz, pincel etc.).
Limitação de Vagas:
impede a presença de muitos alunos por
limitações de local físico, locomoção ou
tempo.
Acesso:
depende de um investimento maior
para alcançar as áreas de difícil acesso.
1.2 O papel do professor no ensino EAD
De acordo com Laudrillard (1995), podemos compreender o
papel do professor, neste caso na EaD, em quatro diferentes
tipos de abordagem, podendo ser mediados pelas diversas
Tecnologia da Informação e Comunicação:
O Professor como contador de história, utilizando vídeos,
programas de rádio, teleconferências e etc.
O Professor assume o papel de negociador, o ensino
desenvolve-se por meio de discussão das temáticas deflagradas
pelo uso de textos, filmes, observações como objetos de
aprendizagem sensibilizadores, são utilizados textos impressos
e digitais, sites, filmes estudo de casos.
Através da aprendizagem por descoberta o aluno assume o
papel de pesquisador e o professor de organizador dos
conhecimentos aprendidos.
Alunos e professores como parceiros e colaboradores
O papel do professor no ensino EAD
É de suma importância, uma vez que o mesmo terá de ser o
mediador e criador de situações didáticas que satisfaçam as
necessidades e interesses dos alunos, mobilizando-os a lidarem
com projetos e situações de aprendizagem em ambientes
virtuais. O docente deverá constantemente, averiguar a
funcionalidade de seu planejamento interagindo com seus
alunos em espaços de discussões pertinentes aos temas
trabalhados, ao mesmo tempo, que serve de termômetro para
avaliar a aprendizagem dos alunos, o professor poderá se auto-
avaliar e realizar ajustes necessários em seus planejamentos.
Além disto, cabe a este profissional elaborar os materiais
didáticos; selecionar conteúdos, que devem ser sempre
atualizados, conhecer seus alunos, enfim, é um “conteudista”.
1.3 O papel do aluno no ensino EAD
Na EaD o aluno não pode ser dependente do professor.
Para tanto, precisa ter disciplina, organização e
disponibilidade temporal. Saber trabalhar em grupo e ter
empenho e vontade de aprender como qualquer aluno da
Educação Presencial. Ou seja, o indivíduo na condição de
estudante no contexto da EaD passa a gerir seu processo
de aprendizado, sendo pró-ativo, autônomo, criativo e
comprometido com o processo de aprendizagem
(KRATOCHWILL, 2009).
O papel do aluno no ensino EAD
É de responsabilidade e comprometimento, uma vez que
o mesmo deverá estudar pesquisar, interpretar e
autogerenciar o seu aprendizado participando
ativamente na construção do seu próprio conhecimento.
Contudo, o aluno deverá organizar-se de maneira que
estude sempre, e não quando quiser e puder, ou seja,
cabe ao aluno seguir uma rotina de estudos que inclua
leituras obrigatórias e complementares, acesso e
interação nos fóruns, chats e blogs com professores e
colegas.
Como é o aluno em EAD?
Normalmente são pessoas que por algum
motivo não tem chance de ingressar e
estudar em uma universidade convencional,
que de alguma forma não querem parar no
tempo nem ficar para trás dos avanços
tecnológicos.
2 - Semipresencial
Pautada na Portaria MEC 4.059 de 10/12/2004,
apresentamos a modalidade semipresencial
onde as disciplinas ministradas serão
trabalhadas com suporte de tecnologia de
comunicação tais como site, fórum e e-mail. O
dinamismo da vida atual, caracterizado pela
crescente evolução da tecnologia e dos meios de
informação e comunicação, exige que o
indivíduo esteja sempre atualizado e preparado
para enfrentar novos desafios.
A constante demanda de atualização permite
novas produções de conhecimento e quebra de
paradigmas, e é com base nesse contexto que
inserimos a modalidade Semipresencial que visa
o autodesenvolvimento e a autocapacitação do
aluno através da "Técnica de Aprendizagem
Aprender a Aprender".
O importante é que educadores e educando
tenham consciência de que o ambiente virtual
não se apresenta melhor ou pior que o ambiente
tradicionalista, mas sim ter a visão de que um
vem complementar o outro.
A educação semipresencial ao ser comparada
com o ensino a distância, é considerada mais
difícil no sentido de apresentar bom
desempenho, visto que ocorre a mistura de dois
métodos. É evidente que não existe uma receita
perfeita para utilizar uma determinada técnica e
obter cem por cento de sucesso, porém, as
instituições e os professores que abraçam a
causa estão começando a obter resultados
positivos em relação à educação semipresencial.
Ao se tratar da educação, em especial a semipresencial,
é fundamental que o educador passe por um processo
de treinamento de forma que venha familiarizar-se com
as novas tecnologias e é dessa forma que vários
educadores estão fazendo.
O treinamento proporciona ao educador o
enriquecimento da sua didática, bem como o
aprendizado do aluno. Como todo processo de
ensino/aprendizagem apresenta seus pontos positivos e
negativos, na educação semipresencial também
acontece dessa forma.
O importante é que educadores e educando
tenham consciência de que o ambiente virtual
não se apresenta melhor ou pior que o ambiente
tradicionalista, e sim ter a visão de que um vem
complementar o outro. Além disso, é necessário
respeitar o tempo de adaptação de cada
segmento, visto que depende de um processo
de mudança cultural no qual deve ocorrer a
capacitação de alunos e, principalmente, do
professor.
Vídeo : O que é semipresencial
https://www.youtube.com/watch?v=GRVoSvUuw-U
MODELO DE ENSINO SEMIPRESENCIAL
Aulas com os conteúdos
disponibilizados de modo on-line o
aluno tem acesso ao professor
presencial todas as atividades são on-
line é previsto um encontro presencial
por mês e as avaliações são
totalmente presenciais. Redução de
aulas presenciais
SÍNTESE DA UNIDADE
Na Educação a Distância, o ritmo da
aprendizagem é, de certa forma, controlado
pelo aluno, destacando-se a flexibilidade para a
auto-aprendizagem, em que as avaliações e
controles dos discentes são ditados pelo
professor e tutor, enquanto que na Educação
Presencial, o ensino-aprendizagem é mais
focado no professor, ou seja,ele tem que se
empenhar mais para com o aprendizado do
aluno, o que muitas vezes, se torna um processo
de mão única.
1 – Após ter estudado todo conteúdo da Unidade I , faça as seguintes atividades:
A - Ferramentas Interativas:
Chat com o Professor;
Vídeo
( Se possível faça um vídeo com seu conteúdo. )
REFERÊNCIAS
ALVES, Rêmulo Mais; ZAMBALDE, André Luiz; FIGUEIREDO, Cristhiane Xavier. Ensino a
distância. Lavras: UFLA, FAEPE, 2004. BRASIL. Presidência da República. Lei Nº 9.394, de
20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez.1996. Disponível em:
<http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 22 mar. 2013.
_____. Ministério da Educação e Cultura. Decreto N.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998.
Regulamenta o Art. 80 da LDB (Lei n.º 9.394/96). Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil, Brasília, DF, 11 fev. 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/
seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/D2494.pdf. Acesso em: 22 mar. 2013.
_____. _____. Portaria Nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 13 dez. 2004. Seção 1, p. 34. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/sesu/ arquivos/pdf/nova/acs_portaria4059.pdf. Acesso em: 22
mar. 2013. LEITE, L. S.; VIEIRA, M. L. S.; SAMPAIO, M. N. Atividades não presenciais:
preparando o aluno para a autonomia. Tecnologia Educacional, Rio de Janeiro, ABT,
ano. 26, n.141, p.36-40, trimestral. 1997. LEITE, Maria Teresa Meireles. O ambiente virtual
de aprendizagem Moodle na prática docente: conteúdos pedagógicos. UNIFESP, 2006.
Disponível em:
<http://goo.gl/BkO3YA> Acesso em: 21 mar. 2013. MILL, D.; FIDALGO, F. Sobre tutoria
virtual na educação a distância: caracterizando o teletrabalho docente. São José dos
Campos: Virtual Educa, 2007. p.2.
MORAN, José Manuel. O que é educação a distância. 2002.
Disponível em: http://www.eca.usp.br/moran/dist.htm.
MOORE, Michael; KEARSLEY, Greg. Educação a distância: uma visão integrada. Tradução
Roberto Galman. São Paulo: Thomson Learning, 2007.
MOSER, Aline. Educação a distância x Educação presencial. 2009. Disponível em: <
http://educandoalemde4paredes.blogspot.com. br/2009/04/educacao-distancia-x-
educacao.html>. Acesso em: 3 set. 2013.
NAKAMURA, Rodolfo. Moodle: como criar um curso usando a plataforma de Ensino à
Distância. São Paulo: Farol do Forte, 2009.
NUNES, Ivônio Barros. Noções de educação a distância. Revista Educação a
Distância,Brasília, n. 4/5, p. 7-25, dez. 1993. Disponível em:
<http://www.intelecto.net/ead_textos/ivonio1.html>. Acesso em: 22 mar. 2013.
PALLOFF, Rena; PRATT, Keith. Building Learning Communities in Cyberspace, San
Francisco: Jossey-Bass Publishers, 1999.
_____; _____. Construindo comunidade de aprendizagem no ciberespaço: estratégias
eficientes para a sala de aula on-line. Tradução de Vinícius Figueira. Porto Alegre:
Artmed, 2002. 29
PIMENTEL, N. M. O ensino a distância na formação de professores: relato da experiência
do programa “Um salto para o futuro”.Perspectiva, Florianópolis, n. 24, p. 93-128,
jul./dez. 1995.

Unidade i

  • 1.
    UNIDADE I CONCEITOS DAEDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
  • 2.
    1.1 Conceito deEaD: A Educação a Distância foi regulamentada pelo Decreto-Lei nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, do Ministério da Educação, regulamentando o Art. 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Entre outras disposições, determina que a educação a distância será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. Caberá também à União regulamentar requisitos para realização de exames e para registro de diplomas relativos ao curso.
  • 3.
    O conceito deEducação a Distância é amplo e, a princípio, pode ser aplicado a qualquer nível de ensino, desde que cuidadosamente planejado e adequadamente disponibilizado aos interessados. Freqüentemente, esse termo tem sido usado como referência aos programas nos quais estudantes e professores estão separados em termos de espaço físico. Sendo que a comunicação entre ambos se dá através de um ou mais meios de comunicação de massa e mais recentemente pela Internet.
  • 4.
    A Educação aDistância, durante muito tempo, foi entendida como uma forma do chamado ensino não-tradicional ou como uma modalidade do ensino independente, no qual o estudante ou cursista tem certo nível de autonomia para decidir tempo e local de estudos.No Brasil, o Decreto nº 2.494, de10 de fevereiro de 1998 da Presidência da República, que regulamenta o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), diz, em seu primeiro artigo que:
  • 5.
    Educação a Distânciaé uma forma de ensino que possibilita a auto aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação(BRASIL, 1998).
  • 6.
    Para Llamas etal (apud ALVES; ZAMBALDE; FIGUEIREDO, 2004), a EAD é uma estratégia educativa baseada na “aplicação da tecnologia à aprendizagem e, por isso, não obedece a limites de lugar, tempo, ocupação ou idade. Situação que gera novos papéis para alunos e professores, bem como novas atitudes e novos enfoques metodológicos”.
  • 7.
    A EAD podetambém ser definida como uma “relação professor-aluno ou ensino- aprendizagem mediada pedagogicamente e mediatizada por diversos materiais instrucionais e pela orientação tutorial. Isto é válido tanto para ambientes pedagógicos tradicionais quanto para aqueles que usam as novas tecnologias” (RIANO, 1997, p. 20). Por sua vez, Moran (2002) caracteriza a EAD por ser um “processo de ensino aprendizagem, mediado pela tecnologia, no qual professores e alunos não se encontram no mesmo lugar ao mesmo tempo”.
  • 8.
    A Educação aDistância apresenta características específicas, rompendo com a concepção da presencialidade no processo de ensino-aprendizagem. Para a EAD, o ato pedagógico não é mais centrado na figura do professor e não parte mais do pressuposto de que a aprendizagem só acontece a partir de uma aula realizada com a presença do docente e do aluno. Sua concepção se fundamenta no fato de que o processo de ensino-aprendizagem pode ser visto como a busca de “uma aprendizagem autônoma, independente, em que o aluno se converte em sujeito de sua própria aprendizagem e centro de todo o sistema” (RIANO, 1997, p.21).
  • 9.
    De acordo comLeite (1997, p. 38) as ações de EAD são norteadas por alguns princípios, dentre os quais se citam: Flexibilidade, permitindo mudanças durante o processo, não só para os professores, mas também, para os alunos; Contextualização, satisfazendo com rapidez demandas e necessidades educativas ditadas por situações socioeconômicas específicas de regiões ou localidades; Diversificação, gerando atividades e materiais que permitam diversas formas de aprendizagem; Abertura, permitindo que o aluno administre seu tempo e espaço de força autônoma.
  • 10.
    No quadro abaixo,algumas características da Educação a Distância em relação à Educação Presencial serão mostradas, tornando-se possível evidenciar as principais diferenças entre as respectivas modalidades. (Quadro 1) Quadro 1 - Comparação entre EAD e Educação Presencial
  • 11.
    Educação a DistânciaEducação Presencial Espaço Físico: aulas não presenciais ou semipresenciais, os professores e alunos podem ou não estar separados fisicamente. Flexibilidade de Horário: Maior flexibilidade em relação ao horário, pois os alunos realizam as atividades de acordo com o tempo que possui durante a semana. Perfil do aluno: requer um aluno autodidata, responsável, disciplinado, curioso e com autonomia. Contato físico: mais limitado ou inexistente. Espaço Físico: as aulas ocorrem sempre em um mesmo local físico. Flexibilidade de Horário: geralmente, não possui flexibilidade em relação ao horário. Perfil do aluno: dependente mais do sistema escolar, porém, a maioria dos alunos é receptora - passiva. Contato físico: afetivo e emocional com os colegas e professor.
  • 12.
    Educação a DistânciaEducação Presencial Dependência tecnológica: Muito dependente da tecnologia da informação, principalmente em cursos que usam a Internet e um Ambiente Virtual de Aprendizagem com as suas ferramentas como os fóruns, livros, vídeos, chats, entre outros. Limitação de Vagas: Possibilita a presença de muitos alunos por conta do uso das tecnologias. Acesso: possibilita o ensino a regiões que possuem dificuldade no acesso a escola, diminuindo as desigualdades sociais. Dependência Tecnológica: não depende da tecnologia da informação e sim de uma infra-estrutura física de sala de aula (carteiras, mesas, quadro, giz, pincel etc.). Limitação de Vagas: impede a presença de muitos alunos por limitações de local físico, locomoção ou tempo. Acesso: depende de um investimento maior para alcançar as áreas de difícil acesso.
  • 13.
    1.2 O papeldo professor no ensino EAD De acordo com Laudrillard (1995), podemos compreender o papel do professor, neste caso na EaD, em quatro diferentes tipos de abordagem, podendo ser mediados pelas diversas Tecnologia da Informação e Comunicação: O Professor como contador de história, utilizando vídeos, programas de rádio, teleconferências e etc. O Professor assume o papel de negociador, o ensino desenvolve-se por meio de discussão das temáticas deflagradas pelo uso de textos, filmes, observações como objetos de aprendizagem sensibilizadores, são utilizados textos impressos e digitais, sites, filmes estudo de casos. Através da aprendizagem por descoberta o aluno assume o papel de pesquisador e o professor de organizador dos conhecimentos aprendidos. Alunos e professores como parceiros e colaboradores
  • 14.
    O papel doprofessor no ensino EAD É de suma importância, uma vez que o mesmo terá de ser o mediador e criador de situações didáticas que satisfaçam as necessidades e interesses dos alunos, mobilizando-os a lidarem com projetos e situações de aprendizagem em ambientes virtuais. O docente deverá constantemente, averiguar a funcionalidade de seu planejamento interagindo com seus alunos em espaços de discussões pertinentes aos temas trabalhados, ao mesmo tempo, que serve de termômetro para avaliar a aprendizagem dos alunos, o professor poderá se auto- avaliar e realizar ajustes necessários em seus planejamentos. Além disto, cabe a este profissional elaborar os materiais didáticos; selecionar conteúdos, que devem ser sempre atualizados, conhecer seus alunos, enfim, é um “conteudista”.
  • 15.
    1.3 O papeldo aluno no ensino EAD Na EaD o aluno não pode ser dependente do professor. Para tanto, precisa ter disciplina, organização e disponibilidade temporal. Saber trabalhar em grupo e ter empenho e vontade de aprender como qualquer aluno da Educação Presencial. Ou seja, o indivíduo na condição de estudante no contexto da EaD passa a gerir seu processo de aprendizado, sendo pró-ativo, autônomo, criativo e comprometido com o processo de aprendizagem (KRATOCHWILL, 2009).
  • 16.
    O papel doaluno no ensino EAD É de responsabilidade e comprometimento, uma vez que o mesmo deverá estudar pesquisar, interpretar e autogerenciar o seu aprendizado participando ativamente na construção do seu próprio conhecimento. Contudo, o aluno deverá organizar-se de maneira que estude sempre, e não quando quiser e puder, ou seja, cabe ao aluno seguir uma rotina de estudos que inclua leituras obrigatórias e complementares, acesso e interação nos fóruns, chats e blogs com professores e colegas.
  • 17.
    Como é oaluno em EAD? Normalmente são pessoas que por algum motivo não tem chance de ingressar e estudar em uma universidade convencional, que de alguma forma não querem parar no tempo nem ficar para trás dos avanços tecnológicos.
  • 18.
    2 - Semipresencial Pautadana Portaria MEC 4.059 de 10/12/2004, apresentamos a modalidade semipresencial onde as disciplinas ministradas serão trabalhadas com suporte de tecnologia de comunicação tais como site, fórum e e-mail. O dinamismo da vida atual, caracterizado pela crescente evolução da tecnologia e dos meios de informação e comunicação, exige que o indivíduo esteja sempre atualizado e preparado para enfrentar novos desafios.
  • 19.
    A constante demandade atualização permite novas produções de conhecimento e quebra de paradigmas, e é com base nesse contexto que inserimos a modalidade Semipresencial que visa o autodesenvolvimento e a autocapacitação do aluno através da "Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender". O importante é que educadores e educando tenham consciência de que o ambiente virtual não se apresenta melhor ou pior que o ambiente tradicionalista, mas sim ter a visão de que um vem complementar o outro.
  • 20.
    A educação semipresencialao ser comparada com o ensino a distância, é considerada mais difícil no sentido de apresentar bom desempenho, visto que ocorre a mistura de dois métodos. É evidente que não existe uma receita perfeita para utilizar uma determinada técnica e obter cem por cento de sucesso, porém, as instituições e os professores que abraçam a causa estão começando a obter resultados positivos em relação à educação semipresencial.
  • 21.
    Ao se tratarda educação, em especial a semipresencial, é fundamental que o educador passe por um processo de treinamento de forma que venha familiarizar-se com as novas tecnologias e é dessa forma que vários educadores estão fazendo. O treinamento proporciona ao educador o enriquecimento da sua didática, bem como o aprendizado do aluno. Como todo processo de ensino/aprendizagem apresenta seus pontos positivos e negativos, na educação semipresencial também acontece dessa forma.
  • 22.
    O importante éque educadores e educando tenham consciência de que o ambiente virtual não se apresenta melhor ou pior que o ambiente tradicionalista, e sim ter a visão de que um vem complementar o outro. Além disso, é necessário respeitar o tempo de adaptação de cada segmento, visto que depende de um processo de mudança cultural no qual deve ocorrer a capacitação de alunos e, principalmente, do professor.
  • 23.
    Vídeo : Oque é semipresencial https://www.youtube.com/watch?v=GRVoSvUuw-U
  • 24.
    MODELO DE ENSINOSEMIPRESENCIAL Aulas com os conteúdos disponibilizados de modo on-line o aluno tem acesso ao professor presencial todas as atividades são on- line é previsto um encontro presencial por mês e as avaliações são totalmente presenciais. Redução de aulas presenciais
  • 25.
  • 26.
    Na Educação aDistância, o ritmo da aprendizagem é, de certa forma, controlado pelo aluno, destacando-se a flexibilidade para a auto-aprendizagem, em que as avaliações e controles dos discentes são ditados pelo professor e tutor, enquanto que na Educação Presencial, o ensino-aprendizagem é mais focado no professor, ou seja,ele tem que se empenhar mais para com o aprendizado do aluno, o que muitas vezes, se torna um processo de mão única.
  • 27.
    1 – Apóster estudado todo conteúdo da Unidade I , faça as seguintes atividades: A - Ferramentas Interativas: Chat com o Professor; Vídeo ( Se possível faça um vídeo com seu conteúdo. )
  • 28.
    REFERÊNCIAS ALVES, Rêmulo Mais;ZAMBALDE, André Luiz; FIGUEIREDO, Cristhiane Xavier. Ensino a distância. Lavras: UFLA, FAEPE, 2004. BRASIL. Presidência da República. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez.1996. Disponível em: <http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 22 mar. 2013. _____. Ministério da Educação e Cultura. Decreto N.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998. Regulamenta o Art. 80 da LDB (Lei n.º 9.394/96). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 11 fev. 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/ seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/D2494.pdf. Acesso em: 22 mar. 2013. _____. _____. Portaria Nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 13 dez. 2004. Seção 1, p. 34. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/sesu/ arquivos/pdf/nova/acs_portaria4059.pdf. Acesso em: 22 mar. 2013. LEITE, L. S.; VIEIRA, M. L. S.; SAMPAIO, M. N. Atividades não presenciais: preparando o aluno para a autonomia. Tecnologia Educacional, Rio de Janeiro, ABT, ano. 26, n.141, p.36-40, trimestral. 1997. LEITE, Maria Teresa Meireles. O ambiente virtual de aprendizagem Moodle na prática docente: conteúdos pedagógicos. UNIFESP, 2006. Disponível em: <http://goo.gl/BkO3YA> Acesso em: 21 mar. 2013. MILL, D.; FIDALGO, F. Sobre tutoria virtual na educação a distância: caracterizando o teletrabalho docente. São José dos Campos: Virtual Educa, 2007. p.2.
  • 29.
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