INTERNATO DE
TOCOGINECOLOGIA
CASOS CLÍNICOS - GINECOLOGIA
Chirlei A Ferreira
 Se discute três teoria sobre a possível
etiologia dos cânceres de ovário:
• TEORIA DA “OVULAÇÃO INCESSANTE”
 Propõe que em cada ovulação o epitélio ovariano sofra
traumas e que na sua renovação celular frequente pode
ocorrer mutações e alterações carcinogênicas pela
reparação do DNA,
• TEORIA DO “EXCESSO DE
GONADOTROFINAS”
 Acredita que o aumento da estimulação epitelial levando a
proliferação e diferenciação com risco de quem em um
momento exista a transformação maligna por associação
dos carcinogênios.
• TEORIA DA “MIGRAÇÃO DE CARCINOGÊNIOS
EXTERNOS’
 Pela ascenção desde a área genital até a cavidade
abdominal, tendo como exemplo, o uso do talco.
Chirlei A Ferreira
 Fator genético familiar: autossômica
dominante,
 Aproximadamente entre 5-10% das
neoplasias de ovário podem ser
atribuidas a uma origem familiar e se
descrevem pelos padrões hereditários.
 Síndrome do Câncer Ovariano Familiar
específico de Sítio
 Câncer de mama-ovario: no qual as
mulheres têm carcinomas de mama e
ovário com maior frequencia combinados,
está associado a presença dos genes
BRCA-1 e BRCA-2;
 Câncer de ovário- colon LYNCH II: tipo
familiar de câncer tanto em homens quanto
em mulheres têm o risco de sofrer de
câncer de cólon, ovário e gástrico.
Chirlei A Ferreira
 17 – B estradiol
 2 – Hidroxiestradiol
 4 – Hidroxiestradiol
 16 a - hidroxiesterona
Chirlei A Ferreira
APOPTOSE
PROLIFERAÇÃ
O CELULAR
 FATORES REPRODUTIVOS
• Nuliparidade
 FATORES FARMACOLÓGICOS
• Medicamentos utilizados para
aumentar a fertilidade como o
citrato de clomifeno,
 FATORES AMBIENTAIS
• Há trabalhos sugerindo a
exposição de talco e asbesto com
a neoplasia ovariana.
 OUTROS
• obesidade
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
Cistos
foliculares:múltiplos,
uniloculados, contendo
líquido seroso, sub-
capsulares, em geral 0,5-
1,0cm.
Extremamente
comuns,
correspondendo a
folículos atresicos
cistificados.
Chirlei A Ferreira
Cisto de corpo lúteo:
centro hemático com
orlas amareladas, em
geral únicos
b)Cistos teca-luteínicos:
grandes cistos com
conteúdo hemático e
grossas orlas
amareladas.
Causas: gravidez, no
curso de mola
hidatiforme e
coriocarcinomas, uso
de clomifene
(estimulantes da
ovulação)
Conduta:
cessada a causa
determinante os cistos
involuem.
Não tocar no ovário!
Chirlei A Ferreira
Ovários policísticos:
Síndrome de
Stein-Leventhal
Clínica:
 oligomenorreia,
 infertilidade,
 hirsutismo, obesidade
Morfologia:
 ovários aumentados,
 fibrose do estroma
cortical,
 cistos sub-corticais (do tipo
foliculares),
 ausência de corpos lúteos.
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
 NEOPLASIA
DERIVADAS DO
EPITÉLIO CELÔMICO
• Epitélio celômico (60%
adenomas, benignos)
• Tumores serosos – mais
frequentes
• Tumores mucinosos –
segundo mais frequente
• Tumores endometrióticos
– raro
• Tumores de células
claras – alta gravidade
• Tumores de Brenner
• .
Chirlei A Ferreira
SÃO DENOMINADOS
TUMORES EPITELIAIS
(ADENOCARCINOMAS)
BENIGNOS MALIGNOS
Unilateral em quase 90% dos casos Bilateral em quase 50% dos casos
Cápsula intacta Cápsula rota
Geralmente móvel Aderente, fixo
Superfície lisa Superficie irregular, nodular
Geralmente sem ascite, quando presente é
cristalina
Frequentemente com ascite hemorrágica
Peritôneo livre Peritôneo com implantes
Geralmente císticos de parede lisas Sólido, com áreas císticas, necrose e
excrescências
Quando sólido tem consistência firme Áreas de amolecimento
Superfície uniforme Superfície irregular
Chirlei A Ferreira
 Representam 35-50% de todos os
tumores epiteliais malignos do ovário,
 40-60% dos casos são bilaterais,
 85% apresentam disseminação extra-
ovariana no momento de seu diagnóstico,
 50% excedem 15 cm de diâmetro,
 A maioria têm pouca diferenciação com
padrões de crescimento sólidos e
trabeculares,
 Os corpúsculos PSAMMNONA são
característicos desse tumores
Chirlei A Ferreira
Microscopia:
- revestimento epitelial seroso
- papilas
- calcificações (“psamoma-Bodies”)
Benignidade x malignidade é
avaliada pela análise das papilas
Chirlei A Ferreira
 Representam 10-20% dos tumores
epiteliais do ovário,
 São bilaterais em pelo menos 10%
dos casos,
 Apresentam dimensões de 16-17 cm,
embora podem alcançar imensas
dimensões
Chirlei A Ferreira
 O pseudomixoma do peritôneo é
consequência da ruptura expontânea
ou cirúrgica de um cisto mucoso do
ovario,
 CONSEQUENCIAS:
• Implantes peritoneais múltiplos,
mesmo sendo benignos,
• Granuloma de corpo estranho ao
muco,
• Fibrose e obstrução intestinal
progressiva sem tratamento prévio.
Chirlei A Ferreira
 Exibem padrão adenomatóide
que lembra o carcinoma
endometrial,
 30-50% são bilateriais,
 Menos de 10% se originam de
um foco de endometriose.
Chirlei A Ferreira
 Representam 5% dos
cânceres ovarianos
epiteliais,
 São muito agressivos,
 Cursam com hiperpirexia,
hipercalcemia,
 Certas ocasiões dão
dificeis de serem
diferenciados com os
carcinomas mucinosos.
Chirlei A Ferreira
 Composto por células que
se assemelham a
carcinomas de células
transicionais de baixo
grau da bexiga.
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
DISGERMINOMA
 Tumor germinal maligno,
células seminais,
 Teratoma maturo (sólido ou
cístico)
 Estroma especializado
(cordões sexuais)
 Tumores da granulosa –
50% de todos os tumores
pós-menopausicos,
 Tumores fibrotectais,
 Tumores de células de
Sertoly ou de Leydig
Chirlei A Ferreira
DIFERENCIAÇÃO: lesões
benignas não proliferativas
INVASÃO: do estroma em
células malignas
PROLIFERAÇÃO: invasão
de tumores “boderline” de
baixo potencial maligno
 CISTOS DERMÓIDES
• MACROSCOPICAMENTE
 Lisos, branco-acinzentados,
formam lojas com conteúdo de
material sebáceo, adiposo,
pêlos, pele,dentes.
 Geralmente têm sua maior
parte cística e uma pequena
área sólida localizada.
• MICROSCOPICAMENTE
 Pele, adiposo, glândulas
sebáceas, tireóide, células do
sistema respiratório, digestivo,
cartilagem, osso e dentes.
Chirlei A Ferreira
-  Geralmente de
evolução benigna,
 Quando observamos
presença de tecidos
tireoidiano chamamos
de “struma-ovari”,
 A malignização ocorre
formando coarcinomas
epidermóide ou
melanomas a partir de
um tumor de pele.
Chirlei A Ferreira
.  São divididos pela
diferenciação dos tecidos
presentes em I, II e III.
• São raros, contendo elementos
embrionários em sua
composição.
 MACROSCOPICAMENTE:
• Volumosos, lisos, sólidos com
cavidades (poucas), pêlos,
cartilagem, osso,calcificação,
necrose, hemorragias.
Chirlei A Ferreira
a) Fibroma
b) Tecoma
c) Outros
Chirlei A Ferreira
 São tumores comuns, correspondendo
a 4% de todos os tumores ovarianos,
 COMPORTAMENTO
• Não são produtores de hormônios,
• Na maioria são unilaterais (90%),
• Síndrome de Meigs: fibroma = ascite +
derrame pleural a direita (hidrotórax)
 MACROSCOPICAMENTE:
• Redondos, ovóide, brancos,l isos, duros,
fasciculados ao corte, com cápsula
Chirlei A Ferreira
 Tumores “fibroides”, produtores de
estrogênio,
 MACROSCOPIA
• Redondos, ovóide, encapsulados, duros,
com tendência a cor amarelada,
 MICROSCOPIA
• Células fusiformes, semelhantes a
fibroblastos com gotas lipídicas.
Chirlei A Ferreira
 São metástases ovarianas
bilaterais , de grandes
dimensões mais ou menos
simétricos,
 Composto pro células em
“sinete” ou “anel de grau”
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
 Sensãção de plenitude
abdominal,
 Timpanismo
 Massa dolorosa
 Saciedade precoce
 Pressão pélvica
 Elevação do CA-125
plasmático em pacientes
com tumores epiteliais e do
β-HCG ou α-feto-proteína
em tumores de células
germinativas.
Chirlei A Ferreira
 Os sintomas indicam enfermidade
avançada:
• Distensão abdominal,
• Aumento de peso pela ascite,
• Anormalidade menstrual,
• Compressão intestinal,
• Náuseas, vômitos,
• Sinais de obstrução intestinal.
 Sinais menos comuns:
• Linfadenopatia supraclavicular,
• Dispnéia: por derrame,
• Toque bi-manual e reto-vaginal revelam
anexos de consistência variável
associado a massa.
Chirlei A Ferreira
 Não há anormalidade que
precedem o diagnóstico:
• Seu principal valor reside na
determinação das
repercussões sistêmicas e
infecciosas pélvicas e
renais,
• Anemia intensa secundária
a metástases
gastrointestinais
 MARCADOR CA-125
• É um determinante
antigênico que corresponde
a um anti-corpo monoclonal
de Imunoglobulina 1 murina
gerado contra a linhagem
celular do carcinoma
epitelial do ovário,
• Sua taxa de normalidade
varia até 35 UI/ml, têm uma
alta sensibilidade que
alcança até 82% das
pacientes com carcinoma
epitelial de ovário.
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
 PROPÓSITOS DA
LAPAROTOMIA
• Diagnóstico e
estadiamento,
• Eliminar a porção
máxima do tumor,
• Aliviar obstrução
intestinal, caso tenha
ocorrido pela presença
da tumoração
Chirlei A Ferreira
 Laparotomia Exploradora
Inicial para Estadiamento e
citorredução primária,
 Cirurgia reclassificatória,
 Cirurgia de intervalo,
 ‘Second-look”
 Citorredução secundária
 Citorredução paliativa
Chirlei A Ferreira
 Se define como aquela na qual se remove a
maioria do tumor e , sendo possível, as
metástases será instaurada pela terapia
complementar (quimioterapia):
• Compreende:
• Incisão vertical infra e supra-umbilical
• Lavado peritoneal para citologia
• Inspecção e palpação das superfícies
peritoneais e mesentéricas:
 Se deve inspeccionar a cúpula
diafragmática com a lente do
laparoscopio
 Histerectomia associado a
ooforectomia e esvaziamento linfonodal
e mesenterio.
Chirlei A Ferreira
 NA VISUALIZAÇÃO DE QUALQUER
ADERÊNCIA:
• Omentectomia infracólica,
• Biópsias peritoneais (bexiga, fundo de saco,
peritonêo pélvico, goteiras parietocólicas,
hemidiafragma)
 PRESENÇA DE LINFONODOS
COMPROMETIDOS
• Em casos precoces se realiza a linfadenectomai
pelvica ipsilateral e biópsia para-aortica.
 APENDICECTOMIA
• Nos casos precoces como parte da cirurgia
estadiadora é realizado.
• Nos casos avançados como parte da
citorredução é obrigatório a retirada do apêndice
e em casos de tumores mucinoso em qualquer
estado.
Chirlei A Ferreira
 Enfermidade
confinada a um único
ovário (Estadio Ia)
 Histologia bem
diferenciada (Grau I)
 Capsula intacta
 Sem aderências do
tumor a região extra-
cística,
 Sem ascite,
 Citologias negativas
Chirlei A Ferreira
Exame pélvicos
Determinação de CA -
125
 Disseminação extra-
ovariana,
 Grau histológica III,
 Capsula rota,
 Aderências densas,
 Tumoração extra-cística,
 Histologia adversa (células
claras, Brenner ou tumor
indiferenciado)
Chirlei A Ferreira
 ESTAGIO I
• Crescimento limitado aos
ovários
 ESTAGIO II
• O crescimento afeto um
ou ambos os ovários com
extensão para a região
pélvica.
 ESTÁGIO III
• O tumor afeta um ou
ambos os ovários com
implantes peritoneais fora
da cavidade pélvica e/ou
gânglios retroperitoneais,
• Há metástase hepática
superficiais,
• Tumor limitado a pelve
verdadeira mas com
extensão maligna ao
intestino delgado e
epiplons comprovados
histologicamente.
Chirlei A Ferreira
 ESTAGIO IV
• Crescimento afeta um
ou ambos os ovários
com metástase a
distância,
• Há derrame pleural
com resultados
positivos citológicos,
• Metástase do
parênquima hepático
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
 Lesão limitada a um
ovário,
 Capsula
microscopicamente
íntegra, sem
excrescências tumorais
 Ausência de derrames
 Ausência de ascite
 Lavados pélvicos e
abdominais negativos
Chirlei A Ferreira
SOBREVIDA EM
RELAÇÃO A 5 ANOS DE
APROXIMADAMENTE
90%
 Quimioterapia coadjuvante
• Melfalán
 Radioterapia
• Abdomen completo; 2250
cGy em 22 sessões
• Reforço pélvico de 2250 cGy
em 10 sessoes
Chirlei A Ferreira
 Etapa IV ou resíduo microscópio
em Etapa III
 4 semanas pós a quimioterapia
 Se ocorrer ascite
• Acrescentar mais 7 a 10 dias de
quimioterapia
Chirlei A Ferreira
QUIMIOTERAPIA
 Ciclofosfamida 500mg -1 g/m²
IV
 Cisplatina 75-100 mg/m² IV
• 21-28 dias
• 6-8 ciclos
• antiéméticos
Chirlei A Ferreira
 Carboplatina; 300-360
mg/m²
 Mulheres apresentam
efeitos colaterais intensos,
principalmente, paciente em
idade avançada
• 6-8 ciclos
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
Muito obrigada!
Chirlei/2009

Tumores Ovarianos

  • 1.
  • 2.
  • 3.
     Se discutetrês teoria sobre a possível etiologia dos cânceres de ovário: • TEORIA DA “OVULAÇÃO INCESSANTE”  Propõe que em cada ovulação o epitélio ovariano sofra traumas e que na sua renovação celular frequente pode ocorrer mutações e alterações carcinogênicas pela reparação do DNA, • TEORIA DO “EXCESSO DE GONADOTROFINAS”  Acredita que o aumento da estimulação epitelial levando a proliferação e diferenciação com risco de quem em um momento exista a transformação maligna por associação dos carcinogênios. • TEORIA DA “MIGRAÇÃO DE CARCINOGÊNIOS EXTERNOS’  Pela ascenção desde a área genital até a cavidade abdominal, tendo como exemplo, o uso do talco. Chirlei A Ferreira
  • 4.
     Fator genéticofamiliar: autossômica dominante,  Aproximadamente entre 5-10% das neoplasias de ovário podem ser atribuidas a uma origem familiar e se descrevem pelos padrões hereditários.  Síndrome do Câncer Ovariano Familiar específico de Sítio  Câncer de mama-ovario: no qual as mulheres têm carcinomas de mama e ovário com maior frequencia combinados, está associado a presença dos genes BRCA-1 e BRCA-2;  Câncer de ovário- colon LYNCH II: tipo familiar de câncer tanto em homens quanto em mulheres têm o risco de sofrer de câncer de cólon, ovário e gástrico. Chirlei A Ferreira
  • 5.
     17 –B estradiol  2 – Hidroxiestradiol  4 – Hidroxiestradiol  16 a - hidroxiesterona Chirlei A Ferreira APOPTOSE PROLIFERAÇÃ O CELULAR
  • 6.
     FATORES REPRODUTIVOS •Nuliparidade  FATORES FARMACOLÓGICOS • Medicamentos utilizados para aumentar a fertilidade como o citrato de clomifeno,  FATORES AMBIENTAIS • Há trabalhos sugerindo a exposição de talco e asbesto com a neoplasia ovariana.  OUTROS • obesidade Chirlei A Ferreira
  • 7.
  • 8.
    Cistos foliculares:múltiplos, uniloculados, contendo líquido seroso,sub- capsulares, em geral 0,5- 1,0cm. Extremamente comuns, correspondendo a folículos atresicos cistificados. Chirlei A Ferreira
  • 9.
    Cisto de corpolúteo: centro hemático com orlas amareladas, em geral únicos b)Cistos teca-luteínicos: grandes cistos com conteúdo hemático e grossas orlas amareladas. Causas: gravidez, no curso de mola hidatiforme e coriocarcinomas, uso de clomifene (estimulantes da ovulação) Conduta: cessada a causa determinante os cistos involuem. Não tocar no ovário! Chirlei A Ferreira
  • 10.
    Ovários policísticos: Síndrome de Stein-Leventhal Clínica: oligomenorreia,  infertilidade,  hirsutismo, obesidade Morfologia:  ovários aumentados,  fibrose do estroma cortical,  cistos sub-corticais (do tipo foliculares),  ausência de corpos lúteos. Chirlei A Ferreira
  • 11.
  • 12.
     NEOPLASIA DERIVADAS DO EPITÉLIOCELÔMICO • Epitélio celômico (60% adenomas, benignos) • Tumores serosos – mais frequentes • Tumores mucinosos – segundo mais frequente • Tumores endometrióticos – raro • Tumores de células claras – alta gravidade • Tumores de Brenner • . Chirlei A Ferreira SÃO DENOMINADOS TUMORES EPITELIAIS (ADENOCARCINOMAS)
  • 13.
    BENIGNOS MALIGNOS Unilateral emquase 90% dos casos Bilateral em quase 50% dos casos Cápsula intacta Cápsula rota Geralmente móvel Aderente, fixo Superfície lisa Superficie irregular, nodular Geralmente sem ascite, quando presente é cristalina Frequentemente com ascite hemorrágica Peritôneo livre Peritôneo com implantes Geralmente císticos de parede lisas Sólido, com áreas císticas, necrose e excrescências Quando sólido tem consistência firme Áreas de amolecimento Superfície uniforme Superfície irregular Chirlei A Ferreira
  • 14.
     Representam 35-50%de todos os tumores epiteliais malignos do ovário,  40-60% dos casos são bilaterais,  85% apresentam disseminação extra- ovariana no momento de seu diagnóstico,  50% excedem 15 cm de diâmetro,  A maioria têm pouca diferenciação com padrões de crescimento sólidos e trabeculares,  Os corpúsculos PSAMMNONA são característicos desse tumores Chirlei A Ferreira
  • 15.
    Microscopia: - revestimento epitelialseroso - papilas - calcificações (“psamoma-Bodies”) Benignidade x malignidade é avaliada pela análise das papilas Chirlei A Ferreira
  • 16.
     Representam 10-20%dos tumores epiteliais do ovário,  São bilaterais em pelo menos 10% dos casos,  Apresentam dimensões de 16-17 cm, embora podem alcançar imensas dimensões Chirlei A Ferreira
  • 17.
     O pseudomixomado peritôneo é consequência da ruptura expontânea ou cirúrgica de um cisto mucoso do ovario,  CONSEQUENCIAS: • Implantes peritoneais múltiplos, mesmo sendo benignos, • Granuloma de corpo estranho ao muco, • Fibrose e obstrução intestinal progressiva sem tratamento prévio. Chirlei A Ferreira
  • 18.
     Exibem padrãoadenomatóide que lembra o carcinoma endometrial,  30-50% são bilateriais,  Menos de 10% se originam de um foco de endometriose. Chirlei A Ferreira
  • 19.
     Representam 5%dos cânceres ovarianos epiteliais,  São muito agressivos,  Cursam com hiperpirexia, hipercalcemia,  Certas ocasiões dão dificeis de serem diferenciados com os carcinomas mucinosos. Chirlei A Ferreira
  • 20.
     Composto porcélulas que se assemelham a carcinomas de células transicionais de baixo grau da bexiga. Chirlei A Ferreira
  • 21.
  • 22.
    DISGERMINOMA  Tumor germinalmaligno, células seminais,  Teratoma maturo (sólido ou cístico)  Estroma especializado (cordões sexuais)  Tumores da granulosa – 50% de todos os tumores pós-menopausicos,  Tumores fibrotectais,  Tumores de células de Sertoly ou de Leydig Chirlei A Ferreira DIFERENCIAÇÃO: lesões benignas não proliferativas INVASÃO: do estroma em células malignas PROLIFERAÇÃO: invasão de tumores “boderline” de baixo potencial maligno
  • 23.
     CISTOS DERMÓIDES •MACROSCOPICAMENTE  Lisos, branco-acinzentados, formam lojas com conteúdo de material sebáceo, adiposo, pêlos, pele,dentes.  Geralmente têm sua maior parte cística e uma pequena área sólida localizada. • MICROSCOPICAMENTE  Pele, adiposo, glândulas sebáceas, tireóide, células do sistema respiratório, digestivo, cartilagem, osso e dentes. Chirlei A Ferreira
  • 24.
    -  Geralmentede evolução benigna,  Quando observamos presença de tecidos tireoidiano chamamos de “struma-ovari”,  A malignização ocorre formando coarcinomas epidermóide ou melanomas a partir de um tumor de pele. Chirlei A Ferreira
  • 25.
    .  Sãodivididos pela diferenciação dos tecidos presentes em I, II e III. • São raros, contendo elementos embrionários em sua composição.  MACROSCOPICAMENTE: • Volumosos, lisos, sólidos com cavidades (poucas), pêlos, cartilagem, osso,calcificação, necrose, hemorragias. Chirlei A Ferreira
  • 26.
    a) Fibroma b) Tecoma c)Outros Chirlei A Ferreira
  • 27.
     São tumorescomuns, correspondendo a 4% de todos os tumores ovarianos,  COMPORTAMENTO • Não são produtores de hormônios, • Na maioria são unilaterais (90%), • Síndrome de Meigs: fibroma = ascite + derrame pleural a direita (hidrotórax)  MACROSCOPICAMENTE: • Redondos, ovóide, brancos,l isos, duros, fasciculados ao corte, com cápsula Chirlei A Ferreira
  • 28.
     Tumores “fibroides”,produtores de estrogênio,  MACROSCOPIA • Redondos, ovóide, encapsulados, duros, com tendência a cor amarelada,  MICROSCOPIA • Células fusiformes, semelhantes a fibroblastos com gotas lipídicas. Chirlei A Ferreira
  • 29.
     São metástasesovarianas bilaterais , de grandes dimensões mais ou menos simétricos,  Composto pro células em “sinete” ou “anel de grau” Chirlei A Ferreira
  • 30.
  • 31.
     Sensãção deplenitude abdominal,  Timpanismo  Massa dolorosa  Saciedade precoce  Pressão pélvica  Elevação do CA-125 plasmático em pacientes com tumores epiteliais e do β-HCG ou α-feto-proteína em tumores de células germinativas. Chirlei A Ferreira
  • 32.
     Os sintomasindicam enfermidade avançada: • Distensão abdominal, • Aumento de peso pela ascite, • Anormalidade menstrual, • Compressão intestinal, • Náuseas, vômitos, • Sinais de obstrução intestinal.  Sinais menos comuns: • Linfadenopatia supraclavicular, • Dispnéia: por derrame, • Toque bi-manual e reto-vaginal revelam anexos de consistência variável associado a massa. Chirlei A Ferreira
  • 33.
     Não háanormalidade que precedem o diagnóstico: • Seu principal valor reside na determinação das repercussões sistêmicas e infecciosas pélvicas e renais, • Anemia intensa secundária a metástases gastrointestinais  MARCADOR CA-125 • É um determinante antigênico que corresponde a um anti-corpo monoclonal de Imunoglobulina 1 murina gerado contra a linhagem celular do carcinoma epitelial do ovário, • Sua taxa de normalidade varia até 35 UI/ml, têm uma alta sensibilidade que alcança até 82% das pacientes com carcinoma epitelial de ovário. Chirlei A Ferreira
  • 34.
  • 35.
     PROPÓSITOS DA LAPAROTOMIA •Diagnóstico e estadiamento, • Eliminar a porção máxima do tumor, • Aliviar obstrução intestinal, caso tenha ocorrido pela presença da tumoração Chirlei A Ferreira
  • 36.
     Laparotomia Exploradora Inicialpara Estadiamento e citorredução primária,  Cirurgia reclassificatória,  Cirurgia de intervalo,  ‘Second-look”  Citorredução secundária  Citorredução paliativa Chirlei A Ferreira
  • 37.
     Se definecomo aquela na qual se remove a maioria do tumor e , sendo possível, as metástases será instaurada pela terapia complementar (quimioterapia): • Compreende: • Incisão vertical infra e supra-umbilical • Lavado peritoneal para citologia • Inspecção e palpação das superfícies peritoneais e mesentéricas:  Se deve inspeccionar a cúpula diafragmática com a lente do laparoscopio  Histerectomia associado a ooforectomia e esvaziamento linfonodal e mesenterio. Chirlei A Ferreira
  • 38.
     NA VISUALIZAÇÃODE QUALQUER ADERÊNCIA: • Omentectomia infracólica, • Biópsias peritoneais (bexiga, fundo de saco, peritonêo pélvico, goteiras parietocólicas, hemidiafragma)  PRESENÇA DE LINFONODOS COMPROMETIDOS • Em casos precoces se realiza a linfadenectomai pelvica ipsilateral e biópsia para-aortica.  APENDICECTOMIA • Nos casos precoces como parte da cirurgia estadiadora é realizado. • Nos casos avançados como parte da citorredução é obrigatório a retirada do apêndice e em casos de tumores mucinoso em qualquer estado. Chirlei A Ferreira
  • 39.
     Enfermidade confinada aum único ovário (Estadio Ia)  Histologia bem diferenciada (Grau I)  Capsula intacta  Sem aderências do tumor a região extra- cística,  Sem ascite,  Citologias negativas Chirlei A Ferreira Exame pélvicos Determinação de CA - 125
  • 40.
     Disseminação extra- ovariana, Grau histológica III,  Capsula rota,  Aderências densas,  Tumoração extra-cística,  Histologia adversa (células claras, Brenner ou tumor indiferenciado) Chirlei A Ferreira
  • 41.
     ESTAGIO I •Crescimento limitado aos ovários  ESTAGIO II • O crescimento afeto um ou ambos os ovários com extensão para a região pélvica.  ESTÁGIO III • O tumor afeta um ou ambos os ovários com implantes peritoneais fora da cavidade pélvica e/ou gânglios retroperitoneais, • Há metástase hepática superficiais, • Tumor limitado a pelve verdadeira mas com extensão maligna ao intestino delgado e epiplons comprovados histologicamente. Chirlei A Ferreira
  • 42.
     ESTAGIO IV •Crescimento afeta um ou ambos os ovários com metástase a distância, • Há derrame pleural com resultados positivos citológicos, • Metástase do parênquima hepático Chirlei A Ferreira
  • 43.
  • 44.
     Lesão limitadaa um ovário,  Capsula microscopicamente íntegra, sem excrescências tumorais  Ausência de derrames  Ausência de ascite  Lavados pélvicos e abdominais negativos Chirlei A Ferreira SOBREVIDA EM RELAÇÃO A 5 ANOS DE APROXIMADAMENTE 90%
  • 45.
     Quimioterapia coadjuvante •Melfalán  Radioterapia • Abdomen completo; 2250 cGy em 22 sessões • Reforço pélvico de 2250 cGy em 10 sessoes Chirlei A Ferreira
  • 46.
     Etapa IVou resíduo microscópio em Etapa III  4 semanas pós a quimioterapia  Se ocorrer ascite • Acrescentar mais 7 a 10 dias de quimioterapia Chirlei A Ferreira QUIMIOTERAPIA
  • 47.
     Ciclofosfamida 500mg-1 g/m² IV  Cisplatina 75-100 mg/m² IV • 21-28 dias • 6-8 ciclos • antiéméticos Chirlei A Ferreira
  • 48.
     Carboplatina; 300-360 mg/m² Mulheres apresentam efeitos colaterais intensos, principalmente, paciente em idade avançada • 6-8 ciclos Chirlei A Ferreira
  • 49.
    Chirlei A Ferreira Muitoobrigada! Chirlei/2009