Universidade Nova de Lisboa-Faculdade de Ciências
                      Médicas




           Hospital do Curry Cabral
             Serviço de Urologia




Cátia Pires
Luciana Fernandes
                                     15.Janeiro.2013
1-Epidemiologia
 Carcinoma da bexiga é o tumor maligno mais comum do
 trato urinário.

 É mais frequente nos homens (2-3:1) e na raça caucasiana.


 Homem:      quarto tumor mais frequente depois dos
 tumores do pulmão, próstata e colonrectal, responsável
 por cerca de 6% de todas as neoplasias.

 Mulher: constitui 2,5% do total.
 A incidência aumenta com a idade, (idade média 60-
 70 anos).



 Desde a década de 1950 até aos dias de hoje, a
 incidência destes tumores tem vindo aumentar apesar
 da redução da mortalidade devido à melhoria dos
 meios de diagnóstico e terapêutica.
2- Factores de risco

                                  TABACO




  Factores ocupacionais: A maioria são aminas aromáticas.



        Outros incluem os nitritos e nitratos da dieta, tintas com anilina e
        outros agentes da indústria automóvel, maquinarias, químicos
        orgânicos, peles, etc.
Abuso de analgésicos: contendo fenacetina.



           Infeções e inflamações crónicas por
        cálculos, catéteters, infeção por Schistosoma
                        haematobium.




                           Radioterapia pélvica




                                       Ciclofosfamida
Acetiladores lentos, transplantados renais, ingestão de arsénio
na água, ingestão crónica de volume reduzido de líquidos.




      Hereditariedade: não existem evidências epidemiológicas para
      causas hereditárias na maioria dos tumores vesicais.
Tabela 1 - Factores etiológicos em relação com carcinoma vesical:


. Aminas aromáticas: indústria
textil                                       Carcinoma de células de transição
. Fenacetinas crónicas                                   (>90%)
. Ciclofosfamida
.Tabaco: ortofenóis, tiptófano

.Irritação crónica do urotélio:
 - Schistosoma haematobium                      Carcinomas Escamosos (8%)
 - Litíase, infecções urinárais crónicas ,
divertículos, catéteres vesicais.



.Cistite glandular
.Extrofia vesical                                 Adenocarcinomas (<2%)
.Infecções crónicas
3-História Natural
• 70%     dos      tumores     vesicais
diagnosticados      de    novo     são
superficiais (limitados à mucosa (Ta)
ou sub-mucosa (T1).

• Os     restantes    são     tumores
invasivos, (≥ T2).




Os locais de metastização mais
frequentes: os gânglios, fígado, pulmão
e ossos. 50% desenvolvem metástases à
distância apesar de tratamento.           Esquema de la Estadificación del tumor vesical

                                                       Manual CTO de Medicina y Cirugía, 2011
4-Tipos histológicos
                                       -Aumento do número de camadas celulares
      Carcinomas do urotélio           (distinguindo-se do urotélio normal).
(carcinoma de células do epitélio de
transição)                             - O urotélio perde a polaridade, e apresenta
(> 90%)                                núcleos grandes, irregulares e hipercromáticos,
                                       com nucléolo proeminente.

                                       - Podem ter crescimento papilar (> 70%), séssil
                                       ou carcinoma in situ.
                                       - Apresenta maior incidência em países onde a
                                       infecção urinária por Schistosoma haematobum é
                                       endémica.
    Carcinoma escamoso (8%)
                                       - Doentes, em média 10 a 20 anos mais novos do
                                       que os doentes com tumores do urotélio.

      Adenocarcinoma (< 2 %)           -Surgem cúpula vesical com aspecto histológico
   (tumores secretores de muco)        semelhante aos adenocarcinomas intestinais.

       Outros tipos (raros)            - Sarcoma, melanoma, tumores carcinóides,
                                       carcinoma de pequenas células.
Carcinoma do urotélio
1-carcinoma de células do epitélio de transição papilar:
 - O mais frequente;
- Crescimento principalmente endocavitário;
- A maioria corresponde a tumores superficiais de baixo grau histológico ( não
invasivos) e recorrentes em 50-70% segundo o grau e estadio.

2-Carcinoma do urotélio séssil:
-lesão mais sólida e com algum grau de invasão.

3-Carcinoma in situ:
-Plano (confinado ao urotélio), eritematoso, geralmente multifocal e de alto grau
(anaplásico)          fácil invasão, mau prognóstico;
-Alta taxa de recidiva;
-Progride para tumor infiltrante em 50-75% dos casos;
-Tumor papilar ou séssil invadem ou recidivam mais quando associados ao
carcinoma in situ.
5-Sinais e Sintomas
 Hematúria
 Sintomas miccionais irritativos
    Polaquiúria, nictúria, urgência, disúria.


 Lombalgia                                      Obstrução do tracto urinário
                                                 superior
 Dores abdominais

 Edema membros inferiores

 Massas pélvicas

 Perda de peso, queda do estado geral
Causas importantes de hematúria

                                   Glomerulares
                                   Glomerolonefrite aguda
                                   Nefrite lúpica


 Hematúria                        Hematúria familiar benigna
                                   Hematúria essencial benigna (Doença de Berger)
                                   Síndrome de Goodpasture
                                   Hematúria pós esforço físico

                                   Renais
                                   Doença renal poliquistica
                                   Rim esponjoso medular


   Sintoma + comum (85%)
                                   Necrose papilar
                                   Enfarte medular
                                   Linfoma
                                   Mieloma múltiplo


   >50 anos                       Amiloidose
                                   Inflamação e infecção
                                   Malformações vasculares



   factores de risco              Urológicas
                                   Neoplasias
                                   Cálculos
                                   Hiperplasia Prostática Benigna
                                   Aperto uretral
                                   Endometriose
                                   Divertículos, apendicite
                                   Aneurisma da aorta abdominal

  -isolada ou associada a outros   Corpos estranhos
                                   Infecção do tracto urinário

                                   Hematológicas

  sintomas                         Coagulopatias
                                   Fármacos anticoagulantes
                                   Anemia de células falciformes
                                   Talassémia
                                   Deficiencia de vitamina C

                                   Factidiosa
                                   Hemorragia vaginal

                                   Falsa
                                   Pigmentos alimentares
                                   Metabolitos de fármacos
 Sintomas Irritativos (30%)

   Isoladamente ou associados a hematúria.




                                     Carcinoma in Situ

                                     Tumor invasivo

                                     ITU concomitante
6- Exame Objectivo
 Pode dar indicação de doença avançada e invasiva.

   Exame rectal/ bimanual
       Massa pélvica/hipogástrica palpável


   Edema membros inferiores
       Suspeita de metásteses ganglionares (com adenopatias
        retroperitoneais).


 Normal nos tumores endoluminais.
7-Exames Complementares
 Urina II (pesquisa de          IVU (urografia
  hematúria)                     intravenosa)

 Citologia Urinária             Uro TAC


 Ecografia (vesical e renal)    TAC abdomino-pélvica


 Cistoscopia                    Rx Tórax
Citologia Urinária
 Sensível para tumores de alto grau


 Sensível para CIS
Ecografia
 Sensível para massas intra-luminais.


 Presença/ausência de
  hidronefrose.




   Ecografia: Tumor vesical com zonas calcificadas

               Manual CTO de Medicina y Cirugía, 2011
Cistoscopia
 Realizada na consulta (instrumento flexível, sem
 anestesia).

   Omitida se tumor visível em eco/outros exames.


 Cistoscopia bloco                          → Biópsias múltiplas (áreas
                                             suspeitas)

                                             Tumor papilar superficial? → RTU


 Tamanho, localização, número e                    Diagnóstico Histológico
 aparência (papilar ou sólida) das lesões.
Urografia Endovenosa
  Obstrução do TUS


  Dilatação do TUS


  Tumores exofíticos.
TAC abdomino pélvica
 Extensão extravesical.


 Envolvimento nodal. (>2cm)


 Metásteses à distância.


 Rx Tórax
• Screening inicial de metásteses
  pulmonares.
Tumores não invasivos ?????????????
 Exames imagiológicos
  IVU (urografia intravenosa)
  TAC com contraste
  Ecografia


 Citologia urinária

 Cistoscopia

 Ressecção Trans-Uretral

 Biópsias da bexiga e da uretra prostática
Sintomas Irritativos                             Hematúria



Sedimento urinário, cultura, ecografia              Ecografia e/ou cistoscopia

                  (-)
                                                          (+)
     Vigilância                          (+)

                                Cistoscopia com biópsia
            (-)
                        (-)        (+)                (+) não           (+) invasivo
                                                     invasivo
   Investigar
                         Carcinoma in Situ          UIV
   hematúria

                                                                         UIV

                                                                       Rx Tórax

                                                                   TAC abdomino-
                                                                      pélvica
8-Tratamento, Prognóstico


 Estabelecimento de estratégias de tratamento e
 avaliação prognóstica:
 •estadiamento (TNM)
 •grau (baixo grau - GI, vs. alto grau – GII/GIII)
Europen Association of Urology - Guidelines
Sistema de classificação da             Características de Grau:
OMS 2004 para tumores
papilares:                              Classificação da OMS de 1973 segundo
                                        diferentes graus de anaplasia:
• Papiloma urotelial (tumor
benigno papilar)                        Grau 1: tumor bem diferenciado

• Neoplasia papilar urotelial de        Grau 2: tumor moderadamente
baixo potencial maligno                 Diferenciado
(PUNLMP)
                                        Grau 3: tumor pouco diferenciado
• Carcinoma urotelial papilar de
baixo grau

• Carcinoma urotelial papilar de
alto grau

 PUNLMPs são lesões que não têm características
 de malignidade .Têm um risco muito baixo de
 invasão mas com grande tendência a recidivar.
8.1 Tumores não músculo-invasivos (Ta, T1,CIS)


    RTU


    Quimioterapia intravesical
   adjuvante (ex: mitomicina)

    Imunoterapia intravesical com BCG


    Cistectomia
Tumores de baixo risco            Tumores de risco intermédio

Ta, de baixo grau, pequeno, sem   Prevenir a recorrência e a
CIS: baixo risco de recorrência     progressão (recorrência mais
                                    frequente)
e de progressão

                                   RTU completa
 RTU completa
                                   2ª RTU após 4-6 semanas
 Quimioterapia intravesical        (quando a resseção inicial é
  pós operatório imediato           incompleta)
 Não recomendados outros tto      Quimioterapia adjuvante
  até nova recorrência              intravesical (não deve > 1ano)
                                           ou
                                     Imunoterapia intravesical com
                                    BCG
Tumores de alto grau

Ta, T1 de alto grau com ou sem
CIS, ou apenas CIS: elevado
risco de progressão

 RTU (Ta, T1)
 Quimioterapia intravesical pós
  operatório imediato
 2ª RTU após 4-6 semanas (pode
  ser necessária)
 Imunoterapia intravesical com
  BCG (eleição para CIS)
 Cistectomia
Follow-up
….tumores múltiplos,
grandes (> 3 cm),                                   Maior risco de recorrência
e altamente recidivantes (> 1 recidiva/ano)


estádio T1,
tumores de alto grau,        Maior risco de progressão
e CIS


•O follow-up clínico desta patologia deverá incluir a devida história clínica
com retenção, hematúria, análise de urina, cistoscopia e citologia de urina.


•O resultado da primeira cistoscopia aos 3 meses após RTU é importante no
prognóstico.
• Cistoscopia aos 3 mês;
BAIXO GRAU   • Cistoscopia aos 9 meses;
             • Anualmente, durante 5 anos.

   GRAU      • Cistoscopia e citologia seguindo um esquema de acordo
INTERMÉDIO     com factores pessoais e subjectivos.

             •   Cistoscopia e citologia urinária aos 3 meses;
             •   2 anos seguintes: citologia e cistoscopia de 3 em 3 meses
ALTO GRAU    •   3º ano: 4 em 4 meses
             •   4º ano: 6 em 6 meses
             •   Anos posteriores: anualmente
8.2 Tumores invasivos locais
 Tratamento
    Quimioterapia neoadjuvante
    Radioterapia pré cirurgia
    Cistectomia e derivação urinária


    Tratamento conservador: radioterapia externa,
    quimioterpia
8.3 Tumores Metastáticos
8.3 Tumores Metastáticos
 Tratamento
    Quimioterapia
       1ª linha (cisplatina)
       Carboplatina
       2ª linha (vinfluvina)


   Bifosfonatos
Follow up
Aspectos essenciais:
•   O carcinoma vesical mais frequente é o urotelial, sendo o tabaco o principal
    factor de risco.

•   O carcinoma escamoso relaciona-se com Schistosoma haematobium

•   O adenocarcinoma vesical relaciona-se com antecedentes de extrofia vesical

•   O carcinoma papilar superficial e o carcinoma in situ são muito recorrentes.

•   Clínica mais frequente do carcinoma urotelial: hematúria macroscópica e sem
    dor.

•   Quando se trata de um carcinoma in situ: síntomas irritativos
    (polaquiúria, disúria, tenesmo, etc.)

•   O melhor método para estadiamento local é a resseção transureteral

•   Prova mais sensível para o diagnóstico de CIS: citologia urinária.
• Conducta ante un CIS: tratar com Bacilo Calmette-Guerin (BCG) e seguimento
com cistoscopia e citologias.

•Atitude ante um tumor superficial: resseção tranureteral.
Posteriormente, seguimento com cistoscopia e citologías.

• Atitude ante um tumor infiltrante (afetação da capa muscular): cistectomía.
Bibliografia
Siroky, Mike B. , Oates, Robert D. e Babayan, Richard K.; Handbook of Urology:
Diagnosis and Therapy; Lippincott Williams & Wilkins Handobook Series, 3º
edição

Silva, Manuel Mendes; Árvores de Decisão em Clínica Urológica; Associação
Portuguesa de Urologia, 2005.

Dias, José Santos, Parada, Belmiro e Vendeira, Pedro A.; Urologia em 10 minutos;
Associação Portuguesa de Urologia, 2007.

Stenzl, Arnulf and others; Treatment of Muscle-Invasive and Metastatic Bladder
Cancer: Update of the EAU Guidelines; European Association of Urology, 2011.

Stenzl, Arnulf and others; Treatment of Non-Muscle-Invasive Carcinoma of the
Bladde, the 2011 Update; European Association of Urology, 2011.

Tumores da bexiga

  • 1.
    Universidade Nova deLisboa-Faculdade de Ciências Médicas Hospital do Curry Cabral Serviço de Urologia Cátia Pires Luciana Fernandes 15.Janeiro.2013
  • 2.
    1-Epidemiologia  Carcinoma dabexiga é o tumor maligno mais comum do trato urinário.  É mais frequente nos homens (2-3:1) e na raça caucasiana.  Homem: quarto tumor mais frequente depois dos tumores do pulmão, próstata e colonrectal, responsável por cerca de 6% de todas as neoplasias.  Mulher: constitui 2,5% do total.
  • 3.
     A incidênciaaumenta com a idade, (idade média 60- 70 anos).  Desde a década de 1950 até aos dias de hoje, a incidência destes tumores tem vindo aumentar apesar da redução da mortalidade devido à melhoria dos meios de diagnóstico e terapêutica.
  • 4.
    2- Factores derisco TABACO Factores ocupacionais: A maioria são aminas aromáticas. Outros incluem os nitritos e nitratos da dieta, tintas com anilina e outros agentes da indústria automóvel, maquinarias, químicos orgânicos, peles, etc.
  • 5.
    Abuso de analgésicos:contendo fenacetina. Infeções e inflamações crónicas por cálculos, catéteters, infeção por Schistosoma haematobium. Radioterapia pélvica Ciclofosfamida
  • 6.
    Acetiladores lentos, transplantadosrenais, ingestão de arsénio na água, ingestão crónica de volume reduzido de líquidos. Hereditariedade: não existem evidências epidemiológicas para causas hereditárias na maioria dos tumores vesicais.
  • 7.
    Tabela 1 -Factores etiológicos em relação com carcinoma vesical: . Aminas aromáticas: indústria textil Carcinoma de células de transição . Fenacetinas crónicas (>90%) . Ciclofosfamida .Tabaco: ortofenóis, tiptófano .Irritação crónica do urotélio: - Schistosoma haematobium Carcinomas Escamosos (8%) - Litíase, infecções urinárais crónicas , divertículos, catéteres vesicais. .Cistite glandular .Extrofia vesical Adenocarcinomas (<2%) .Infecções crónicas
  • 8.
    3-História Natural • 70% dos tumores vesicais diagnosticados de novo são superficiais (limitados à mucosa (Ta) ou sub-mucosa (T1). • Os restantes são tumores invasivos, (≥ T2). Os locais de metastização mais frequentes: os gânglios, fígado, pulmão e ossos. 50% desenvolvem metástases à distância apesar de tratamento. Esquema de la Estadificación del tumor vesical Manual CTO de Medicina y Cirugía, 2011
  • 9.
    4-Tipos histológicos -Aumento do número de camadas celulares Carcinomas do urotélio (distinguindo-se do urotélio normal). (carcinoma de células do epitélio de transição) - O urotélio perde a polaridade, e apresenta (> 90%) núcleos grandes, irregulares e hipercromáticos, com nucléolo proeminente. - Podem ter crescimento papilar (> 70%), séssil ou carcinoma in situ. - Apresenta maior incidência em países onde a infecção urinária por Schistosoma haematobum é endémica. Carcinoma escamoso (8%) - Doentes, em média 10 a 20 anos mais novos do que os doentes com tumores do urotélio. Adenocarcinoma (< 2 %) -Surgem cúpula vesical com aspecto histológico (tumores secretores de muco) semelhante aos adenocarcinomas intestinais. Outros tipos (raros) - Sarcoma, melanoma, tumores carcinóides, carcinoma de pequenas células.
  • 10.
    Carcinoma do urotélio 1-carcinomade células do epitélio de transição papilar: - O mais frequente; - Crescimento principalmente endocavitário; - A maioria corresponde a tumores superficiais de baixo grau histológico ( não invasivos) e recorrentes em 50-70% segundo o grau e estadio. 2-Carcinoma do urotélio séssil: -lesão mais sólida e com algum grau de invasão. 3-Carcinoma in situ: -Plano (confinado ao urotélio), eritematoso, geralmente multifocal e de alto grau (anaplásico) fácil invasão, mau prognóstico; -Alta taxa de recidiva; -Progride para tumor infiltrante em 50-75% dos casos; -Tumor papilar ou séssil invadem ou recidivam mais quando associados ao carcinoma in situ.
  • 11.
    5-Sinais e Sintomas Hematúria  Sintomas miccionais irritativos  Polaquiúria, nictúria, urgência, disúria.  Lombalgia Obstrução do tracto urinário superior  Dores abdominais  Edema membros inferiores  Massas pélvicas  Perda de peso, queda do estado geral
  • 12.
    Causas importantes dehematúria Glomerulares Glomerolonefrite aguda Nefrite lúpica  Hematúria Hematúria familiar benigna Hematúria essencial benigna (Doença de Berger) Síndrome de Goodpasture Hematúria pós esforço físico Renais Doença renal poliquistica Rim esponjoso medular  Sintoma + comum (85%) Necrose papilar Enfarte medular Linfoma Mieloma múltiplo  >50 anos Amiloidose Inflamação e infecção Malformações vasculares  factores de risco Urológicas Neoplasias Cálculos Hiperplasia Prostática Benigna Aperto uretral Endometriose Divertículos, apendicite Aneurisma da aorta abdominal -isolada ou associada a outros Corpos estranhos Infecção do tracto urinário Hematológicas sintomas Coagulopatias Fármacos anticoagulantes Anemia de células falciformes Talassémia Deficiencia de vitamina C Factidiosa Hemorragia vaginal Falsa Pigmentos alimentares Metabolitos de fármacos
  • 13.
     Sintomas Irritativos(30%)  Isoladamente ou associados a hematúria. Carcinoma in Situ Tumor invasivo ITU concomitante
  • 14.
    6- Exame Objectivo Pode dar indicação de doença avançada e invasiva.  Exame rectal/ bimanual  Massa pélvica/hipogástrica palpável  Edema membros inferiores  Suspeita de metásteses ganglionares (com adenopatias retroperitoneais).  Normal nos tumores endoluminais.
  • 15.
    7-Exames Complementares  UrinaII (pesquisa de  IVU (urografia hematúria) intravenosa)  Citologia Urinária  Uro TAC  Ecografia (vesical e renal)  TAC abdomino-pélvica  Cistoscopia  Rx Tórax
  • 16.
    Citologia Urinária  Sensívelpara tumores de alto grau  Sensível para CIS
  • 17.
    Ecografia  Sensível paramassas intra-luminais.  Presença/ausência de hidronefrose. Ecografia: Tumor vesical com zonas calcificadas Manual CTO de Medicina y Cirugía, 2011
  • 18.
    Cistoscopia  Realizada naconsulta (instrumento flexível, sem anestesia).  Omitida se tumor visível em eco/outros exames.  Cistoscopia bloco → Biópsias múltiplas (áreas suspeitas) Tumor papilar superficial? → RTU Tamanho, localização, número e Diagnóstico Histológico aparência (papilar ou sólida) das lesões.
  • 20.
    Urografia Endovenosa Obstrução do TUS  Dilatação do TUS  Tumores exofíticos.
  • 21.
    TAC abdomino pélvica Extensão extravesical.  Envolvimento nodal. (>2cm)  Metásteses à distância. Rx Tórax • Screening inicial de metásteses pulmonares.
  • 22.
    Tumores não invasivos????????????? Exames imagiológicos  IVU (urografia intravenosa)  TAC com contraste  Ecografia Citologia urinária Cistoscopia Ressecção Trans-Uretral Biópsias da bexiga e da uretra prostática
  • 23.
    Sintomas Irritativos Hematúria Sedimento urinário, cultura, ecografia Ecografia e/ou cistoscopia (-) (+) Vigilância (+) Cistoscopia com biópsia (-) (-) (+) (+) não (+) invasivo invasivo Investigar Carcinoma in Situ UIV hematúria UIV Rx Tórax TAC abdomino- pélvica
  • 24.
    8-Tratamento, Prognóstico Estabelecimentode estratégias de tratamento e avaliação prognóstica: •estadiamento (TNM) •grau (baixo grau - GI, vs. alto grau – GII/GIII)
  • 25.
    Europen Association ofUrology - Guidelines
  • 26.
    Sistema de classificaçãoda Características de Grau: OMS 2004 para tumores papilares: Classificação da OMS de 1973 segundo diferentes graus de anaplasia: • Papiloma urotelial (tumor benigno papilar) Grau 1: tumor bem diferenciado • Neoplasia papilar urotelial de Grau 2: tumor moderadamente baixo potencial maligno Diferenciado (PUNLMP) Grau 3: tumor pouco diferenciado • Carcinoma urotelial papilar de baixo grau • Carcinoma urotelial papilar de alto grau PUNLMPs são lesões que não têm características de malignidade .Têm um risco muito baixo de invasão mas com grande tendência a recidivar.
  • 27.
    8.1 Tumores nãomúsculo-invasivos (Ta, T1,CIS)  RTU  Quimioterapia intravesical adjuvante (ex: mitomicina)  Imunoterapia intravesical com BCG  Cistectomia
  • 28.
    Tumores de baixorisco Tumores de risco intermédio Ta, de baixo grau, pequeno, sem Prevenir a recorrência e a CIS: baixo risco de recorrência progressão (recorrência mais frequente) e de progressão  RTU completa  RTU completa  2ª RTU após 4-6 semanas  Quimioterapia intravesical (quando a resseção inicial é pós operatório imediato incompleta)  Não recomendados outros tto  Quimioterapia adjuvante até nova recorrência intravesical (não deve > 1ano) ou Imunoterapia intravesical com BCG
  • 29.
    Tumores de altograu Ta, T1 de alto grau com ou sem CIS, ou apenas CIS: elevado risco de progressão  RTU (Ta, T1)  Quimioterapia intravesical pós operatório imediato  2ª RTU após 4-6 semanas (pode ser necessária)  Imunoterapia intravesical com BCG (eleição para CIS)  Cistectomia
  • 30.
    Follow-up ….tumores múltiplos, grandes (>3 cm), Maior risco de recorrência e altamente recidivantes (> 1 recidiva/ano) estádio T1, tumores de alto grau, Maior risco de progressão e CIS •O follow-up clínico desta patologia deverá incluir a devida história clínica com retenção, hematúria, análise de urina, cistoscopia e citologia de urina. •O resultado da primeira cistoscopia aos 3 meses após RTU é importante no prognóstico.
  • 31.
    • Cistoscopia aos3 mês; BAIXO GRAU • Cistoscopia aos 9 meses; • Anualmente, durante 5 anos. GRAU • Cistoscopia e citologia seguindo um esquema de acordo INTERMÉDIO com factores pessoais e subjectivos. • Cistoscopia e citologia urinária aos 3 meses; • 2 anos seguintes: citologia e cistoscopia de 3 em 3 meses ALTO GRAU • 3º ano: 4 em 4 meses • 4º ano: 6 em 6 meses • Anos posteriores: anualmente
  • 32.
    8.2 Tumores invasivoslocais  Tratamento  Quimioterapia neoadjuvante  Radioterapia pré cirurgia  Cistectomia e derivação urinária  Tratamento conservador: radioterapia externa, quimioterpia
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  • 34.
    8.3 Tumores Metastáticos Tratamento  Quimioterapia  1ª linha (cisplatina)  Carboplatina  2ª linha (vinfluvina)  Bifosfonatos
  • 35.
  • 36.
    Aspectos essenciais: • O carcinoma vesical mais frequente é o urotelial, sendo o tabaco o principal factor de risco. • O carcinoma escamoso relaciona-se com Schistosoma haematobium • O adenocarcinoma vesical relaciona-se com antecedentes de extrofia vesical • O carcinoma papilar superficial e o carcinoma in situ são muito recorrentes. • Clínica mais frequente do carcinoma urotelial: hematúria macroscópica e sem dor. • Quando se trata de um carcinoma in situ: síntomas irritativos (polaquiúria, disúria, tenesmo, etc.) • O melhor método para estadiamento local é a resseção transureteral • Prova mais sensível para o diagnóstico de CIS: citologia urinária.
  • 37.
    • Conducta anteun CIS: tratar com Bacilo Calmette-Guerin (BCG) e seguimento com cistoscopia e citologias. •Atitude ante um tumor superficial: resseção tranureteral. Posteriormente, seguimento com cistoscopia e citologías. • Atitude ante um tumor infiltrante (afetação da capa muscular): cistectomía.
  • 38.
    Bibliografia Siroky, Mike B., Oates, Robert D. e Babayan, Richard K.; Handbook of Urology: Diagnosis and Therapy; Lippincott Williams & Wilkins Handobook Series, 3º edição Silva, Manuel Mendes; Árvores de Decisão em Clínica Urológica; Associação Portuguesa de Urologia, 2005. Dias, José Santos, Parada, Belmiro e Vendeira, Pedro A.; Urologia em 10 minutos; Associação Portuguesa de Urologia, 2007. Stenzl, Arnulf and others; Treatment of Muscle-Invasive and Metastatic Bladder Cancer: Update of the EAU Guidelines; European Association of Urology, 2011. Stenzl, Arnulf and others; Treatment of Non-Muscle-Invasive Carcinoma of the Bladde, the 2011 Update; European Association of Urology, 2011.