Colégio Espaço – COC Sistema de Ensino
Anna Beatriz Niterói Pedrol Martins de Souza – nº3
Leonardo Watanabe – nº27
Patrícia Andreotti Suluti – nº 41
Rafaela Ianda – nº 44
Thamiris Cantero Corrêa – nº 48
Doenças ligadas aos cromossomos sexuais – Triplo
X ou Síndrome da Super Fêmea
Biologia – frente 141
Professora: Karla Samire
Atibaia/SP
Junho de 2013
"E o meu exercício diário continua sendo
decifrar as questões que a vida me dá. É
quase um malabarismo, onde manter a
lucidez é imprescindível. Então vasculho
todos os espaços existentes em mim, E
percebo que não preciso ter todas as
respostas, basta não me fazer de
desentendida e aceitar todas as perguntas.
O maior erro do ser humano não é o vacilo
que muitas vezes comete, mas se
submeter a cegueira para obter somente a
resposta que lhe interessa!"
Fernanda Gaona
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 4
2. MÉTODO.................................................................................................................... 5
3. DESENVOLVIMENTO............................................................................................ 6
3.1 HISTÓRICO.............................................................................................................. 6
3.2 DEFINIÇÃO E FORMAÇÃO.................................................................................. 6
3.2.1 Características e Sintomas...................................................................................... 7
3.2.2 Diagnóstico............................................................................................................. 8
3.2.3 Tratamento, Cura e Prevenção................................................................................ 8
3.3 INCIDÊNCIA............................................................................................................ 8
3.4 CURIOSIDADES...................................................................................................... 8
4. CONCLUSÃO........................................................................................................... 10
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................... 11
4
Introdução
Em condições normais, seres humanos apresentam 23 pares de cromossomos
homólogos (2N=46), sendo destes 44 autossomos e dois sexuais – também chamados de
heterossomos. O sexo feminino é homogamético (44A+XX), e o masculino, heterogamético
(44A+XY).
Durante a formação do feto, podem ocorrer alterações cromossômicas. Essas
alterações podem ser numéricas ou estruturais. Trissomias são alterações numéricas
aneuploidia1
, que podem ser consequência de: falha na sinapse; falha na formação dos
quiasmas2
; falha na terminação dos quiasmas; retardo anafásico; ou a mais comum, a não
disjunção meiótica, que é uma falha na separação de um par de cromossomos durante uma das
divisões meióticas.
Quando a alteração ocorre no 23º par cromossômico, mais especificamente em um par
homogamético, chamamos essa aneuploidia de triplo x.
1
Alteração do cariótipo que ganha ou perde um ou poucos cromossomos.
2
Do grego khiasmós, cruzamento. É o ponto em que se cruzam os dois cromatídeos.
5
2. Método
Foi realizada revisão da literatura nacional e internacional utilizando o banco de dados
PubMed/MEDILINE, Scielo e Google Acadêmico, sendo selecionados artigos tendo humanos
e outras espécies animais como fonte de estudo. O seguinte termo de pesquisa (palavra-chave
e delimitador) foi utilizado como estratégia de busca: triple x. A pesquisa bibliográfica incluiu
artigos originais, artigos de revisão e editoriais escritos nas línguas inglesa, espanhola e
portuguesa, sendo selecionados após uma cuidadosa leitura.
6
3. Desenvolvimento
3.1 Histórico
O primeiro caso da síndrome da super fêmea constatado, ocorreu na Escócia em 1959,
em uma mulher de 35 anos, Patrícia A. Jacobs. A paciente media 176 cm e pesava 58 kg. Um
possível motivo para sua alteração genética é a idade um pouco avançada de seus pais, ambos
com 40 anos de idade.
Cronologia
1959 Jacobs, P. Primeiro relato do cariótipo 47A+XXX
1961 Carr et al3
Primeiro relato do cariótipo 48A+XXXX
1963 Kesaree e Wooley Primeiro relato do cariótipo 49A+XXXXX
1975 Tennes et al Determinaram que o triplo x gera deficiência mental, e que
seria causa de uma síndrome, ideia que foi descartada.
1978 Grouchy e Turleuau Descobriram alta incidência de polissomias x entre pacientes
internados em hospitais psiquiátricos.
3.2 Definição e Formação
O Triplo X, ainda chamado de trissomia X, síndrome da super fêmea ou 47XXX, é
resultado de uma cópia extra do cromossomo X em cada uma das células de uma mulher.
Quase todos os casos relacionados a essa síndrome ocorrem durante o processo da
ovulogênese, pela não disjunção dos cromossomos, variando entre a meiose I, meiose II e
período pós-zigotico. Não é um evento raro, e pode passar despercebido, tanto é que algumas
mulheres passam a vida inteira – ou grande parte dela – sem saber que são portadoras da
síndrome.
Essa trissomia não pode ser herdada, já que a alteração ocorre durante a formação
celular. Mulheres que possuem 48A+XXXX ou 49A+XXXXX também não podem ter
herdado esta condição, dado que o mosaicismo4
ocorre da mesma forma que a trissomia.
3
Et al, do latim: entre outros
4
Existência de duas linhagens celulares diferentes geneticamente
Tabela 1 - Cronologia
7
3.2.1 Características e Sintomas
As mulheres são – normalmente – fenotipicamente normais, mas podendo apresentar
as seguintes características:
 Menor grau de inteligência;
 Características sexuais e comportamentais femininas;
 Ao nascer, menor peso;
 Tendem a serem altas;
 São ou extremamente férteis ou inférteis;
 Entram na menopausa antecipadamente;
 Escoliose;
 Retardamento mental (varia de acordo com a quantidade de cromossomos X extras);
 Podem gerar crianças normais;
 Atraso no desenvolvimento de funções motoras (fala e linguagem, habilidades sociais
e maturação);
 Genitália e mamas subdesenvolvidas;
 Peles frouxas no pescoço;
 Ataques epiléticos;
 Déficit significativo em testes de QI;
 Epicanto, hipotonia e clinodactilia;
 Problemas psicológicos;
 Alterações de humor;
 Dislexia;
 Convulsões;
 Olhos distantes;
 Alterações renais;
 Amenorreia.
Ocorrência do processo
Meiose I (58% a 63%)
Meiose II (16% a 17,4%)
Pós-zigotico (18% a 19,6%)
Gráfico 1. Variação no cariótipo.
8
3.2.2 Diagnóstico
Existe o diagnostico pré-natal, que pode ser feito através do estudo do cariótipo,
deixando evidente a presença de cromossomos x a mais, ou por meio de teste da
amniocentese. Normalmente as mulheres descobrem ter a síndrome do triplo x quando fazem
exames por estarem investigando outras doenças, como a amenorreia, ou quando as mulheres
buscam clínicas de inseminação artificial.
Aproximadamente, apenas 10% das portadoras do triplo x são diagnosticadas
atualmente por falta de clinicas que fazem os testes necessários para o diagnóstico.
O Projeto Genoma Humano faz investimentos para melhorar a qualidade de testes e do
diagnostico de doenças relacionadas à medicina nuclear.
3.2.3 Tratamento, Cura e Prevenção
Por ser uma anomalia ocorrida durante a formação genética, não há prevenção, e ainda
não existe uma cura. Quando há o diagnóstico pré-natal, ou o mais cedo possível, a paciente
deve identificar e acompanhar o atraso no desenvolvimento, de modo que terapias de
intervenção – como terapia da fala, terapia ocupacional, consultas de desenvolvimento e
acompanhamento médico – possam ser implantadas. Para crianças e adolescentes recomenda-
se ter acompanhamento psicológico.
3.3 Incidência
Mulheres com cariótipo 47A+XXX ocorrem em uma frequência relativamente alta,
variando de aproximadamente um caso a cada 700/1000 nascidos vivos. Cinco em cada dez
meninas portadoras do triplo x são estadunidenses, e duas de 209 mulheres internadas em
lares para pacientes epiléticos apresentam o cariótipo XXX.
Os casos de mulheres com cariótipo XXXX e XXXXX são ainda mais raros,
apresentando maiores graus de retardamento mental.
3.4 Curiosidades
 É a equivalente feminina da síndrome de Klinefelter.
9
 Uma rápida explicação sobre o triplo X pode ser encontrada em:
http://www.youtube.com/watch?v=eu11UL4MgSU
 Duas cadelas apresentavam um histórico de ciclos estrais anormais e infertilidade,
apesar de vários cruzamentos. A terapia médica para corrigir as anomalias do ciclo
não resultou em “gravidez”. Foi então realisada a análise citogenética de culturas de
linfócitos de sangue em cada uma delas, revelando três cópias do cromossomo X em
cada célula, constituindo um cariótipo de 79 XXX. Ambas as cadelas foram
histerectomizadas e a avaliação histológica revelou hipoplasia e ausência de estruturas
foliculares normais.
10
4. Conclusão
A síndrome do triplo X acomete especificamente o gênero feminino, e corresponde a
presença do cromossomo x adicional. Considerada mais uma característica cromossômica do
que uma anomalia cromossômica, suas manifestações clinicas são discretas. A síndrome do
triplo X tem ocorrência acidental. A anomalia ocorre durante a formação zigótica, pelas
células sexuais dos pais, ovócitos e espermatozoides. A idade materna avançada é um fator de
risco. Grande parte das portadoras dessa síndrome levam a vida sem saber da sua existência,
tanto por carência de exames diagnósticos genéticos, quanto por não apresentarem sintomas.
Mulheres triplo X têm vida social normal.
11
5. Referências Bibliográficas
<http://mutacoesgeneticas.blogs.sapo.pt/3250.html>. Acesso em 12 de junho de 2013
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/herancaesexo.php>. Acesso em 13 de
junho de 2013
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/genesnaoalelos7.php>. Acesso em 13 de
junho de 2013
Afshan, A. Triple X syndrome Disponível em:
<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22755288>. Acesso em 13 de junho de 2013
<http://ghr.nlm.nih.gov/condition=triple-x-syndrome>. Acesso em 13 de junho de 2013
<http://rarediseases.info.nih.gov/gard/5672/resources/resources/1>. Acesso em 13 de junho de
2013
<http://mutacoes.no.comunidades.net/index.php?pagina=1052543114>. Acesso em 14 de
junho de 2013
<http://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?lng=PT&Expert=3375>. Acesso em 14
de junho de 2013
FERREIRA SOARES, Cláudia Marlene. A importância dos contextos na transição para a vida
pós escolar do jovem com deficiência mental (DM): Perspectiva dos técnicos, encarregados
de educação e empresários Disponíveis em:
<http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/2327/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20
Cl%C3%A1udia%20Marlene%20Ferreira%20Soares%20ESEAG.pdf?sequence=1>. Acesso
em 14 de junho de 2013
<http://www.apaesaopaulo.org.br/noticia.phtml/50612 >. Acesso em 14 de junho de 2013
<http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/01/exame-de-sangue-que-ve-sindrome-de-down-
em-feto-chega-ao-brasil.html>. Acesso em 14 de junho de 2013
MISMETTI, Débora. Exame de sangue que detecta síndrome de Down chega ao país
Imagem editada. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1218950-
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<http://books.google.com.br/books?id=tC9VdBFW0wsC&pg=PA109&lpg=PA109&dq=instit
ui%C3%A7%C3%B5es+s%C3%ADndrome+do+triplo+X&source=bl&ots=ynEcGpUQaE&s
ig=CC-0T-xki18nPMKs86SaxaXnRmk&hl=pt-
12
BR&sa=X&ei=1M27UekWhNz0BM_LgAg&ved=0CHsQ6AEwCDgK#v=onepage&q=instit
ui%C3%A7%C3%B5es%20s%C3%ADndrome%20do%20triplo%20X&f=false>. Acesso em
14 de junho de 2013
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAeloMAF/sindrome-triplo-x>. Acesso em 14 de
junho de 2013
<http://www.infoescola.com/doencas-geneticas/sindrome-do-triplo-x/>. Acesso em 14 de
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<http://www.nature.com/ejhg/journal/v18/n3/full/ejhg2009109a.html>. Acesso em 14 de
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<http://www.booksie.com/health_and_fitness/essay/ravenclaw365/triple-x-syndrome>.
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O'Connor, C.L.; Schweizer, C.; Gradil; C.; Schlafer, D., Lopate, C.; Prociuk, U.; Meyers-
Wallen, V.N.; Casal, M.L. Trisomy-X with estrous cycle anomalies in two female dogs.
School of Veterinary Medicine, University of Pennsylvania, Philadelphia, PA, USA.
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<http://www.slideshare.net/Dicascience/alteraes-
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eshow_loggedout>. Acesso em 15 de junho de 2013
BUEDO RUBIO, María Isabel et al . Trisomia X, asociada a Dismorfismo Fenotípico.Rev
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Kenneth Lyons, Jones; Ikeda, Marcos. Padrões Reconhecíveis de Malformações Congênitas.
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&hl=pt-
BR&sa=X&ei=pbq8UcfFD5KE9QSm5oGoAQ&ved=0CDAQ6AEwAA#v=onepage&q=196
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<http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/Projeto-Genoma-
Humano.pdf>. Acesso em 15 de junho de 2013.
<http://saude.culturamix.com/doencas/a-sindrome-triplo-x>. Acesso em 17 de junho de 2013

Triplo x

  • 1.
    Colégio Espaço –COC Sistema de Ensino Anna Beatriz Niterói Pedrol Martins de Souza – nº3 Leonardo Watanabe – nº27 Patrícia Andreotti Suluti – nº 41 Rafaela Ianda – nº 44 Thamiris Cantero Corrêa – nº 48 Doenças ligadas aos cromossomos sexuais – Triplo X ou Síndrome da Super Fêmea Biologia – frente 141 Professora: Karla Samire Atibaia/SP Junho de 2013
  • 2.
    "E o meuexercício diário continua sendo decifrar as questões que a vida me dá. É quase um malabarismo, onde manter a lucidez é imprescindível. Então vasculho todos os espaços existentes em mim, E percebo que não preciso ter todas as respostas, basta não me fazer de desentendida e aceitar todas as perguntas. O maior erro do ser humano não é o vacilo que muitas vezes comete, mas se submeter a cegueira para obter somente a resposta que lhe interessa!" Fernanda Gaona
  • 3.
    SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 4 2.MÉTODO.................................................................................................................... 5 3. DESENVOLVIMENTO............................................................................................ 6 3.1 HISTÓRICO.............................................................................................................. 6 3.2 DEFINIÇÃO E FORMAÇÃO.................................................................................. 6 3.2.1 Características e Sintomas...................................................................................... 7 3.2.2 Diagnóstico............................................................................................................. 8 3.2.3 Tratamento, Cura e Prevenção................................................................................ 8 3.3 INCIDÊNCIA............................................................................................................ 8 3.4 CURIOSIDADES...................................................................................................... 8 4. CONCLUSÃO........................................................................................................... 10 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................... 11
  • 4.
    4 Introdução Em condições normais,seres humanos apresentam 23 pares de cromossomos homólogos (2N=46), sendo destes 44 autossomos e dois sexuais – também chamados de heterossomos. O sexo feminino é homogamético (44A+XX), e o masculino, heterogamético (44A+XY). Durante a formação do feto, podem ocorrer alterações cromossômicas. Essas alterações podem ser numéricas ou estruturais. Trissomias são alterações numéricas aneuploidia1 , que podem ser consequência de: falha na sinapse; falha na formação dos quiasmas2 ; falha na terminação dos quiasmas; retardo anafásico; ou a mais comum, a não disjunção meiótica, que é uma falha na separação de um par de cromossomos durante uma das divisões meióticas. Quando a alteração ocorre no 23º par cromossômico, mais especificamente em um par homogamético, chamamos essa aneuploidia de triplo x. 1 Alteração do cariótipo que ganha ou perde um ou poucos cromossomos. 2 Do grego khiasmós, cruzamento. É o ponto em que se cruzam os dois cromatídeos.
  • 5.
    5 2. Método Foi realizadarevisão da literatura nacional e internacional utilizando o banco de dados PubMed/MEDILINE, Scielo e Google Acadêmico, sendo selecionados artigos tendo humanos e outras espécies animais como fonte de estudo. O seguinte termo de pesquisa (palavra-chave e delimitador) foi utilizado como estratégia de busca: triple x. A pesquisa bibliográfica incluiu artigos originais, artigos de revisão e editoriais escritos nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa, sendo selecionados após uma cuidadosa leitura.
  • 6.
    6 3. Desenvolvimento 3.1 Histórico Oprimeiro caso da síndrome da super fêmea constatado, ocorreu na Escócia em 1959, em uma mulher de 35 anos, Patrícia A. Jacobs. A paciente media 176 cm e pesava 58 kg. Um possível motivo para sua alteração genética é a idade um pouco avançada de seus pais, ambos com 40 anos de idade. Cronologia 1959 Jacobs, P. Primeiro relato do cariótipo 47A+XXX 1961 Carr et al3 Primeiro relato do cariótipo 48A+XXXX 1963 Kesaree e Wooley Primeiro relato do cariótipo 49A+XXXXX 1975 Tennes et al Determinaram que o triplo x gera deficiência mental, e que seria causa de uma síndrome, ideia que foi descartada. 1978 Grouchy e Turleuau Descobriram alta incidência de polissomias x entre pacientes internados em hospitais psiquiátricos. 3.2 Definição e Formação O Triplo X, ainda chamado de trissomia X, síndrome da super fêmea ou 47XXX, é resultado de uma cópia extra do cromossomo X em cada uma das células de uma mulher. Quase todos os casos relacionados a essa síndrome ocorrem durante o processo da ovulogênese, pela não disjunção dos cromossomos, variando entre a meiose I, meiose II e período pós-zigotico. Não é um evento raro, e pode passar despercebido, tanto é que algumas mulheres passam a vida inteira – ou grande parte dela – sem saber que são portadoras da síndrome. Essa trissomia não pode ser herdada, já que a alteração ocorre durante a formação celular. Mulheres que possuem 48A+XXXX ou 49A+XXXXX também não podem ter herdado esta condição, dado que o mosaicismo4 ocorre da mesma forma que a trissomia. 3 Et al, do latim: entre outros 4 Existência de duas linhagens celulares diferentes geneticamente Tabela 1 - Cronologia
  • 7.
    7 3.2.1 Características eSintomas As mulheres são – normalmente – fenotipicamente normais, mas podendo apresentar as seguintes características:  Menor grau de inteligência;  Características sexuais e comportamentais femininas;  Ao nascer, menor peso;  Tendem a serem altas;  São ou extremamente férteis ou inférteis;  Entram na menopausa antecipadamente;  Escoliose;  Retardamento mental (varia de acordo com a quantidade de cromossomos X extras);  Podem gerar crianças normais;  Atraso no desenvolvimento de funções motoras (fala e linguagem, habilidades sociais e maturação);  Genitália e mamas subdesenvolvidas;  Peles frouxas no pescoço;  Ataques epiléticos;  Déficit significativo em testes de QI;  Epicanto, hipotonia e clinodactilia;  Problemas psicológicos;  Alterações de humor;  Dislexia;  Convulsões;  Olhos distantes;  Alterações renais;  Amenorreia. Ocorrência do processo Meiose I (58% a 63%) Meiose II (16% a 17,4%) Pós-zigotico (18% a 19,6%) Gráfico 1. Variação no cariótipo.
  • 8.
    8 3.2.2 Diagnóstico Existe odiagnostico pré-natal, que pode ser feito através do estudo do cariótipo, deixando evidente a presença de cromossomos x a mais, ou por meio de teste da amniocentese. Normalmente as mulheres descobrem ter a síndrome do triplo x quando fazem exames por estarem investigando outras doenças, como a amenorreia, ou quando as mulheres buscam clínicas de inseminação artificial. Aproximadamente, apenas 10% das portadoras do triplo x são diagnosticadas atualmente por falta de clinicas que fazem os testes necessários para o diagnóstico. O Projeto Genoma Humano faz investimentos para melhorar a qualidade de testes e do diagnostico de doenças relacionadas à medicina nuclear. 3.2.3 Tratamento, Cura e Prevenção Por ser uma anomalia ocorrida durante a formação genética, não há prevenção, e ainda não existe uma cura. Quando há o diagnóstico pré-natal, ou o mais cedo possível, a paciente deve identificar e acompanhar o atraso no desenvolvimento, de modo que terapias de intervenção – como terapia da fala, terapia ocupacional, consultas de desenvolvimento e acompanhamento médico – possam ser implantadas. Para crianças e adolescentes recomenda- se ter acompanhamento psicológico. 3.3 Incidência Mulheres com cariótipo 47A+XXX ocorrem em uma frequência relativamente alta, variando de aproximadamente um caso a cada 700/1000 nascidos vivos. Cinco em cada dez meninas portadoras do triplo x são estadunidenses, e duas de 209 mulheres internadas em lares para pacientes epiléticos apresentam o cariótipo XXX. Os casos de mulheres com cariótipo XXXX e XXXXX são ainda mais raros, apresentando maiores graus de retardamento mental. 3.4 Curiosidades  É a equivalente feminina da síndrome de Klinefelter.
  • 9.
    9  Uma rápidaexplicação sobre o triplo X pode ser encontrada em: http://www.youtube.com/watch?v=eu11UL4MgSU  Duas cadelas apresentavam um histórico de ciclos estrais anormais e infertilidade, apesar de vários cruzamentos. A terapia médica para corrigir as anomalias do ciclo não resultou em “gravidez”. Foi então realisada a análise citogenética de culturas de linfócitos de sangue em cada uma delas, revelando três cópias do cromossomo X em cada célula, constituindo um cariótipo de 79 XXX. Ambas as cadelas foram histerectomizadas e a avaliação histológica revelou hipoplasia e ausência de estruturas foliculares normais.
  • 10.
    10 4. Conclusão A síndromedo triplo X acomete especificamente o gênero feminino, e corresponde a presença do cromossomo x adicional. Considerada mais uma característica cromossômica do que uma anomalia cromossômica, suas manifestações clinicas são discretas. A síndrome do triplo X tem ocorrência acidental. A anomalia ocorre durante a formação zigótica, pelas células sexuais dos pais, ovócitos e espermatozoides. A idade materna avançada é um fator de risco. Grande parte das portadoras dessa síndrome levam a vida sem saber da sua existência, tanto por carência de exames diagnósticos genéticos, quanto por não apresentarem sintomas. Mulheres triplo X têm vida social normal.
  • 11.
    11 5. Referências Bibliográficas <http://mutacoesgeneticas.blogs.sapo.pt/3250.html>.Acesso em 12 de junho de 2013 <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/herancaesexo.php>. Acesso em 13 de junho de 2013 <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/genesnaoalelos7.php>. Acesso em 13 de junho de 2013 Afshan, A. Triple X syndrome Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22755288>. Acesso em 13 de junho de 2013 <http://ghr.nlm.nih.gov/condition=triple-x-syndrome>. Acesso em 13 de junho de 2013 <http://rarediseases.info.nih.gov/gard/5672/resources/resources/1>. Acesso em 13 de junho de 2013 <http://mutacoes.no.comunidades.net/index.php?pagina=1052543114>. Acesso em 14 de junho de 2013 <http://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?lng=PT&Expert=3375>. Acesso em 14 de junho de 2013 FERREIRA SOARES, Cláudia Marlene. A importância dos contextos na transição para a vida pós escolar do jovem com deficiência mental (DM): Perspectiva dos técnicos, encarregados de educação e empresários Disponíveis em: <http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/2327/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20 Cl%C3%A1udia%20Marlene%20Ferreira%20Soares%20ESEAG.pdf?sequence=1>. Acesso em 14 de junho de 2013 <http://www.apaesaopaulo.org.br/noticia.phtml/50612 >. Acesso em 14 de junho de 2013 <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/01/exame-de-sangue-que-ve-sindrome-de-down- em-feto-chega-ao-brasil.html>. Acesso em 14 de junho de 2013 MISMETTI, Débora. Exame de sangue que detecta síndrome de Down chega ao país Imagem editada. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1218950- exame-de-sangue-que-detecta-sindrome-de-down-chega-ao-pais.shtml>. Acesso em 14 de junho de 2013 MALUF, S.W.; RIEGEL, M. Citogenética Humana. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=tC9VdBFW0wsC&pg=PA109&lpg=PA109&dq=instit ui%C3%A7%C3%B5es+s%C3%ADndrome+do+triplo+X&source=bl&ots=ynEcGpUQaE&s ig=CC-0T-xki18nPMKs86SaxaXnRmk&hl=pt-
  • 12.
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