O documento fornece informações sobre diferentes transtornos de ansiedade, incluindo definições, sintomas, causas e programas desenvolvidos no Brasil para o tratamento deles.
POTRAN – ProgramaDe Atendimento Dos Transtornos De Ansiedade Hospital das Clínicas Porto Alegre RS AMBAN – Ambulatório de Ansiedade Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo APORTA - Associação dos Portadores de Transtorno de Ansiedade http://www.aporta.org.br/ PROADIA - Projeto Ansiedade e Depressão na Infância e Adolescência Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Saúde da Comunidade (CCM) - UFF Programas Desenvolvidos No Brasil
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Estado desconfortável dehumor, sentimento vago de apreensão negativa em relação ao futuro ou uma inquietação interna desagradável; Sentimento de defesa, servindo de alerta e, sendo capaz de permitir que o individuo se prepare para enfrentar a possibilidade de um perigo; Presente no desenvolvimento podendo ser normal ou patológico. DEFINIÇÃO
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Noradrenalina Serotonina GABASistema Nervoso Autônomo Neuroimagem lobo temporal direito, núcleo caudado e giro parahipocampal > sistema límbico e o córtex cerebral ETIOLOGIA
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Ansiedade normal xpatológica Crianças no 1º dia de aula? primeiro namoro? a perspectiva da velhice? PATOLOGIA Intensidade Duração Freqüência Disfunção
Agorafobia Ataque dePânico Transtorno de Pânico Sem Agorafobia Com Agorafobia Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico Fobia Específica Fobia Social Transtorno Obsessivo-Compulsivo Transtorno de Estresse Pós-Traumático Agudo Transtorno de Ansiedade Generalizada Devido a uma Condição Médica Geral Induzido por Substância Sem Outra especificação. ANSIEDADE - DSM.IV
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Transtornos fóbico-ansiosos AGORAFOBIACID-10 (OMS, 1993), medo de sair de casa, de lugares públicos, de multidões ou de viajar sozinho em trens, carros, ônibus ou aviões. A falta de uma saída ou ajuda disponível, é um aspecto-chave do transtorno. Esse é o mais incapacitante dos transtornos fóbicos, fazendo com que alguns pacientes fiquem completamente confinados ao lar. Pode estar presente ou não o transtorno de pânico. Prevalecia na população geral ao longo da vida é de 2,5 a 6,5%.
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O DSM-IV -Critérios para o diagnóstico 1 - Ansiedade acerca de estar em locais ou situações de onde possa ser difícil (ou embaraçoso) escapar ou onde o auxílio pode não estar disponível, na eventualidade de ter um Ataque de Pânico inesperado ou predisposto pela situação, ou sintomas tipo pânico. Os temores agorafóbicos tipicamente envolvem agrupamentos característicos de situações, que incluem: estar fora de casa desacompanhado; estar em meio a uma multidão ou permanecer em uma fila; estar em uma ponte; viajar de ônibus, trem ou automóvel. 2 - As situações são evitadas (por ex., viagens são restringidas) ou suportadas com acentuado sofrimento ou com Ansiedade acerca de ter um Ataque de Pânico ou sintomas tipo pânico, ou exigem companhia. 3 - A Ansiedade ou esquiva agorafóbica não é melhor explicada por um outro transtorno mental, como Fobia Social (por ex., a esquiva se limita a situações sociais pelo medo do embaraço), Fobia Específica (por ex., a esquiva se limita a uma única situação, como elevadores), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., esquiva à sujeira, em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., esquiva de estímulos associados com um estressor severo) ou Transtorno de ansiedade de Separação (por ex., esquiva a afastar-se do lar ou de parentes). Transtornos fóbico-ansiosos AGORAFOBIA
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Transtorno de Pânico Presença de Ataques de Pânico recorrentes e inesperados Pelo menos 1 mês de preocupação de ter outros ataques, das suas conseqüências ou alteração comportamental significativa Quatro ou mais sintomas com início abrupto e pico em 10 minutos: (1) Palpitações ou taquicardia. (2) Sudorese (3) Tremores ou abalos Pelo menos dois Ataques de Pânico inesperados são necessários para o diagnóstico
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TRANSTORNO DE ANSIEDADEGENERALIZADA É uma ansiedade ou preocupação excessiva (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por um período de pelo menos 6 meses, acerca de diversos eventos ou atividades (Critério A). O indivíduo considera difícil controlar a preocupação (Critério B).
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Critérios Diagnósticos Presençade preocupações excessivas na maioria dos dias por pelo menos 6 meses. Presença de 3 dos seguintes sintomas: Inquietação Fatigabilidade Dificuldade de concentração Irritabilidade Tensão muscular Alteração do sono TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
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TRANSTORNO DE ANSIEDADEGENERALIZADA “ O Grito” Edvard Munch, 1893 Uma explicação para a agonia expressada em "O Grito" é a explosão vulcânica na ilha de Krakatoa, na Indonésia (ocorrida em 1883, gerando um tsunami que matou cerca de 36 mil pessoas), cuja poeira e gases levantados chegaram até a Noruega. A pintura refletiria o temor de Munch diante da situação.
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TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO São obsessões ou compulsões recorrentes (Critério A) suficientemente severas para consumirem tempo (isto é, consomem mais de uma hora por dia) ou causar sofrimento acentuado ou prejuízo significativo (Critério C) Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais (Critério B). Em presença de outro transtorno do Eixo I, o conteúdo das obsessões ou compulsões não se restringe a ele (Critério D). A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (Critério E).
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Preocupação excessiva comsujeira, germes ou contaminação Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios, relacionados a sexo (comportamento sexual violento, abusar sexualmente de crianças, falar obscenidades, etc.) OBSESSÕES MAIS COMUNS
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Preocupação em armazenar,poupar, guardar coisas inúteis ou economizar Preocupações com doenças ou com o corpo Religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias) Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças) Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis OBSESSÕES MAIS COMUNS
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Algumas compulsões nãosão percebidas pelas demais pessoas, pois são realizadas mentalmente e não mediante comportamentos motores, observáveis. Elas têm a mesma finalidade: reduzir a aflição associada a um pensamento. Repetir palavras especiais ou frases Rezar Relembrar cenas ou imagens Contar ou repetir números Fazer listas Marcar datas COMPULSÕES MENTAIS
OBSESSÕES E COMPULSÕESMAIS COMUNS Uma das obsessões mais comuns é a preocupação excessiva com sujeira ou contaminação, seguida de compulsões por limpeza, lavações excessivas e da necessidade de evitar tocar em objetos, ou de freqüentar lugares considerados sujos ou contaminados. Lavar as mãos inúmeras vezes ao longo do dia; Lavar imediatamente as roupas que tenham sido usadas fora de casa (mesmo limpas); Lavar as mãos imediatamente ao chegar da rua; Trocar excessivamente de roupa; Tomar banhos muito demorados, esfregando demasiadamente o sabonete; Usar sistematicamente o álcool para limpeza das mãos ou do corpo; Lavar as caixas de leite, garrafas de refrigerantes, potes de margarina, antes de guardá-los na geladeira; Passar o guardanapo nas louças ou talheres do restaurante antes de servir-se; Usar xampu, sabão, desinfetante ou detergente de forma excessiva;
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TOC e asEvitações Utilizam como forma de não desencadearem suas obsessões. Acabam causando problemas que podem chegar a ser incapacitantes, em razão do comprometimento que acarretam à vida diária Não tocar em trincos de portas, corrimãos de escadas ou de ônibus; não tocar nas portas, nas tampas de vasos, descargas ou torneiras de banheiros (ou usar um lenço ou papel para tocá-los); Isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares quando estes chegam da rua; obrigá-los a tirar os sapatos, trocar de roupas, lavar as mãos ou tomar um banho quando chegam da rua; Não sentar em bancos de praça ou de coletivos; Evitar sentar em salas de espera de clínicas ou hospitais (principalmente em lugares especializados em câncer ou AIDS); Não usar talheres de restaurantes ou de outras pessoas da família; Não usar telefones públicos; Não cumprimentar determinadas pessoas (mendigos, aidéticos, pessoas com câncer, etc.); Não utilizar banheiros que não sejam os da própria casa; Evitar pisar no tapete ou piso do banheiro em casa ou no escritório; Não freqüentar piscinas coletivas ou tomar banhos no mar.
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Dúvidas, medo defalhar e necessidade de fazer verificações As verificações são geralmente precedidas por dúvidas e preocupações com falhas e se destinam a eliminá-las. Portas e janelas antes de deitar ou ao sair de casa; Eletrodomésticos (ferro de passar, fogão, chapinha de alisar os cabelos, TV), gás, geladeira etc; Se as torneiras estão bem fechadas, seguido da necessidade de apertá-la (às vezes de forma demasiada, a ponto de quebrá-la) ou de passar a mão por baixo para se certificar de que não está saindo nenhuma gota de água; Acender e apagar novamente lâmpadas apagadas; ligar e desligar o celular ou a TV de novo, com receio de que não tenham ficado “bem” desligados; A bolsa ou a carteira, para certificar-se que não faltam documentos, chaves, etc.; Se atropelou ou não com o carro alguém que passava na calçada ou ao lado, seguida da necessidade de verificar no espelho retrovisor ou até mesmo de refazer o trajeto para certificar-se de que o fato não ocorreu; Se as portas e os vidros do carro ficaram bem fechados, testando cada uma delas mesmo vendo que os pinos de segurança estão abaixados.
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O que éTOC O que não é TOC Um homem que lava suas mãos 100 vezes por dia, até elas ficarem vermelhas e em carne viva. Um garoto que se atrasa todo dia para ir à escola, pois não consegue sair do chuveiro até que tenha se ensaboado e enxaguado exatamente 41 vezes Uma mulher que lava sempre suas mãos antes de cada refeição. Uma garota de 16 anos que gasta 20 minutos lavando e cuidando de seus cabelos todos os dias antes de ir para a escola. TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
A atriz Luciana Vendramini sofreu durante anos de TOC. Ela relatou em várias entrevistas que chorava de ódio dela mesma porque não conseguia mais controlar os seus pensamentos e comportamentos. No início do transtorno ela só conseguia dormir se visse um táxi amarelo passando na rua. Em seguida, ela passou a se deitar se visse dois táxis amarelos, um atrás do outro. Depois, os dois táxis amarelos e uma pessoa andando na direção oposta com uma expressão boa no rosto. Depois de um tempo para poder sair do banho Luciana precisava "congelar um pensamento bom" na mente. O que estava cada vez mais difícil! Certa vez seu pai teve de invadir o banheiro e tirá-la de lá à força. Fazia dez horas que Luciana estava no chuveiro!!! TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
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Apresentava estes tiposde comportamentos, incluindo outros relacionados à pânico, agorafobia e hipocondria. Esta pode ser um dos motivos do quanto ele detalhava os fatos - ele até mesmo anotava o volume e força dass campainhas em seus ouvidos todos os dias (Darwin sofria de uma condição que o fazia ouvir um zumbido permanente na ausência de qualquer fonte externa o emitindo). Charles Darwin TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
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Velho homem emtristeza (no limiar da eternidade) (Saint-Rémy abril-maio 1890) Traduz à sua maneira os dois estados entre os quais oscila sua razão – a ansiedade e a calma – ao descrever duas pinturas a Émile Bernard.: “ Esta combinação, de ocre vermelho, de verde entristecido pelo cinza, de traços negros que cercam os contornos, produz um pouco a mesma sensação de angústia de que freqüentemente sofrem alguns de nossos companheiros de infortúnio, e que chamamos de “negro-vermelho”. Vincent van Gogh