Powerpoint Templates TOYOTISMO Carmem Sílvia Moretzsohn Rocha
Nasceu no Japão, na fábrica da Toyota, na produção de carros, logo depois da 2ª Guerra, quando o país teve de enfrentar uma grande escassez de recursos de capital, humanos e materiais.  Por volta de 1950, Ohno começou uma série de experiências na organização do trabalho, visando uma produção enxuta em todos os sentidos: ausência de desperdícios de tempo, material, trabalho, estoques apenas a tempo (just-in-time), mas principalmente de produtos.
Buscava-se flexibilizar os produtos, de modo a produzir apenas a quantidade encomendada e introduzir novos modelos, menores e mais econômicos e pequenas variações de estilos: o inverso das pretensões de Ford, da produção de massa.  É a produção flexível e segundo o cliente, a produção customizada (do inglês, customer).
É a forma de administração da produção industrial e de seus materiais, segundo a qual a matéria-prima e os estoques intermediários necessários ao processo produtivo são supridos no tempo certo e na quantidade exata.  Consiste na redução dos estoques de matéria-prima e de peças intermediárias, conseguida através da linearização do fluxo da produção e de sistemas visuais de informação (kanban). Através dela, busca-se chegar a um estoque zero.  JUST-IN-TIME (no exato tempo)
Requer a transformação do layout tradicional da fábrica em seções fixas, constituídas por máquinas similares (setor de  tornos , de  fresas , etc.), em uma sequência de pequenas unidades ou células independentes, que funcionam como clientes e fornecedores.  máquina-ferramenta provida de um eixo horizontal rotativo para dar forma ou acabamento a uma peça peça de engrenagem para desbastar ou cortar metais, que consiste em cortador de diversos gumes girando em movimento contínuo
Cada unidade de produção emite à unidade anterior, através de um cartão (kanban), a informação de quantas peças devam ser produzidas ou a quantidade de matéria-prima necessária.
Em decorrência dessa nova configuração, a produção em massa é substituída pela produção de pequenos lotes diversificados  para se atender a um mercado mais exigente.  Responde, igualmente, aos imperativos da crise econômica do período, transformando o capital anteriormente investido em estoques e espaço em capital circulante que passa a ser investido no mercado financeiro, uma vez que também é característica desse novo mercado o aumento da taxa de juros.
Perda zero  é uma idéia subjacente ao just-in-time: todos os elementos que não agreguem valor ao produto são considerados desperdício e devem ser eliminados.  O  controle de qualidade total , ou seja, a qualidade produzida e controlada na fonte pelo próprio operador, também é um conceito-chave dentro do sistema.
Este modelo é chamado just-in-time interno quando o suprimento do fluxo de produção dá-se dentro da mesma empresa, e just-in-time externo quando envolve outras empresas da cadeia produtiva.  Por depender, fundamentalmente, de que os materiais sejam supridos no momento certo, o just-in-time só se torna eficaz com este envolvimento dos fornecedores externos.
Considerado, por alguns, uma filosofia gerencial e, por outros, apenas uma técnica, é a espinha dorsal do que se convencionou chamar o Modelo Japonês, Toyotismo, pois segundo os pesquisadores, é um dos elementos que pode ser encontrado em todas as empresas japonesas que aderiram ao novo modelo.
Refere-se ao sistema visual de informação utilizado para administrar o just-in-time.  Esse sistema, utilizado, pela primeira vez pela Toyota japonesa, constitui-se em um conjunto de cartões que indica a quantidade necessária de matéria-prima ou de peças intermediárias a serem produzidas para se suprir a célula seguinte.  KAN-BAN (placa visível, placa, etc.)
O kan-ban, tal qual, introduzido pela Toyota japonesa, diferencia-se do sistema de cartões de informação que acompanham a produção nos moldes industriais tradicionais: enquanto estes se baseiam em um planejamento a priori da produção, empurrando-a desde o estoque até o setor de vendas, o kan-ban funciona como chamada para a quantidade a ser produzida pelas unidades anteriores, fazendo com que a produção seja acionada do fim para o início.
 
A especialização flexível é uma expressão consagrada por Piore e Sabel (1984), constituindo-se em um paradigma alternativo para a produção capitalista, o qual se funda em elementos da produção artesanal em pequenos lotes, com tecnologia multipropósito, ancorada em trabalhadores qualificados e dotada de capacidade de alterar constantemente o mix de produção com baixos custos de reconversão, em oposição ao paradigma da produção em massa, que teria dominado o desenvolvimento econômico internacional desde o século XIX. ESPECIALIZAÇÃO FLEXÍVEL
MOMENTO VÍDEO
Resumindo... Toyotismo   é o modelo japonês de produção, criado pelo japonês Taiichi Ohno e implantado nas fábricas de automóveis Toyota, após o fim da Segunda Guerra Mundial.  Nessa época, o novo modelo era ideal para o cenário japonês, ou seja, um mercado menor, bem diferente dos mercados americano e europeu, que utilizavam os modelos de produção Fordista e Taylorista.
Na década de 70, em meio a uma crise de capital, o modelo Toyotista espalhou-se pelo mundo.  A idéia principal era produzir somente o necessário, reduzindo os estoques (flexibilização da produção), produzindo em pequenos lotes, com a máxima qualidade, trocando a padronização pela diversificação e produtividade.
As relações de trabalho também foram modificadas, pois agora o trabalhador deveria ser mais qualificado, participativo e polivalente, ou seja, deveria estar apto a trabalhar em mais de uma função.
Os desperdícios detectados nas fábricas montadoras foram classificados em sete tipos: produção antes do tempo necessário, produção maior do que o necessário, movimento humano (por isso o trabalho passou a ser feito em grupos), espera, transporte, estoque e operações desnecessárias no processo de manufatura.
As principais características do modelo toyotista são: MOMENTO CÓPIA...
1)  Flexibilização da produção: produzir apenas o necessário, reduzindo os estoques ao mínimo.
2)  Automatização: utilizando máquinas que desligavam automaticamente caso ocorresse qualquer problema, um funcionário poderia manusear várias máquinas ao mesmo tempo, diminuindo os gastos com pessoal.
3)  Just in time (na hora certa): sem espaço para armazenar matéria-prima e mesmo a produção, criou-se um sistema para detectar a demanda e produzir os bens, que só são produzidos após a venda.
4)  Kanban (etiqueta ou cartão) – método para programar a produção, de modo que o just in time se efetive.
5)  Team work ( trabalho em equipe): os trabalhadores passaram a trabalhar em grupos, orientados por um líder.  O objetivo é de ganhar tempo, ou eliminar os “tempos mortos”.
5)  Controle de qualidade total: todos os trabalhadores, em todas as etapas da produção são responsáveis pela qualidade do produto e a mercadoria só é liberada para o mercado após uma inspeção minuciosa de qualidade. A idéia de qualidade total também atinge diretamente os trabalhadores, que devem ser “qualificados” para serem contratados. Dessa lógica nasceram os certificados de qualidade, ou ISO.
Embora possa parecer que o modelo toyotista de produção valorize mais o trabalhador do que os modelos anteriores (fordista e taylorista), tal impressão é uma ilusão. Na realidade da fábrica, o que ocorre é o aumento da concorrência entre os trabalhadores, que disputam melhores índices de produtividade entre si. Tais disputas sacrificam cada vez mais o trabalhador, e tem como consequência, além do aumento da produtividade, o aumento do desemprego. Em suma, a lógica do mercado continua sendo a mesma: aumentar a exploração de mais-valia do trabalhador. PAUSA PARA REFLEXÃO:
Obrigada   BOA SEMANA A TODAS E TODOS

Toyotismo 06 outubro 2010

  • 1.
    Powerpoint Templates TOYOTISMOCarmem Sílvia Moretzsohn Rocha
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    Nasceu no Japão,na fábrica da Toyota, na produção de carros, logo depois da 2ª Guerra, quando o país teve de enfrentar uma grande escassez de recursos de capital, humanos e materiais. Por volta de 1950, Ohno começou uma série de experiências na organização do trabalho, visando uma produção enxuta em todos os sentidos: ausência de desperdícios de tempo, material, trabalho, estoques apenas a tempo (just-in-time), mas principalmente de produtos.
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    Buscava-se flexibilizar osprodutos, de modo a produzir apenas a quantidade encomendada e introduzir novos modelos, menores e mais econômicos e pequenas variações de estilos: o inverso das pretensões de Ford, da produção de massa. É a produção flexível e segundo o cliente, a produção customizada (do inglês, customer).
  • 4.
    É a formade administração da produção industrial e de seus materiais, segundo a qual a matéria-prima e os estoques intermediários necessários ao processo produtivo são supridos no tempo certo e na quantidade exata. Consiste na redução dos estoques de matéria-prima e de peças intermediárias, conseguida através da linearização do fluxo da produção e de sistemas visuais de informação (kanban). Através dela, busca-se chegar a um estoque zero. JUST-IN-TIME (no exato tempo)
  • 5.
    Requer a transformaçãodo layout tradicional da fábrica em seções fixas, constituídas por máquinas similares (setor de tornos , de fresas , etc.), em uma sequência de pequenas unidades ou células independentes, que funcionam como clientes e fornecedores. máquina-ferramenta provida de um eixo horizontal rotativo para dar forma ou acabamento a uma peça peça de engrenagem para desbastar ou cortar metais, que consiste em cortador de diversos gumes girando em movimento contínuo
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    Cada unidade deprodução emite à unidade anterior, através de um cartão (kanban), a informação de quantas peças devam ser produzidas ou a quantidade de matéria-prima necessária.
  • 7.
    Em decorrência dessanova configuração, a produção em massa é substituída pela produção de pequenos lotes diversificados para se atender a um mercado mais exigente. Responde, igualmente, aos imperativos da crise econômica do período, transformando o capital anteriormente investido em estoques e espaço em capital circulante que passa a ser investido no mercado financeiro, uma vez que também é característica desse novo mercado o aumento da taxa de juros.
  • 8.
    Perda zero é uma idéia subjacente ao just-in-time: todos os elementos que não agreguem valor ao produto são considerados desperdício e devem ser eliminados. O controle de qualidade total , ou seja, a qualidade produzida e controlada na fonte pelo próprio operador, também é um conceito-chave dentro do sistema.
  • 9.
    Este modelo échamado just-in-time interno quando o suprimento do fluxo de produção dá-se dentro da mesma empresa, e just-in-time externo quando envolve outras empresas da cadeia produtiva. Por depender, fundamentalmente, de que os materiais sejam supridos no momento certo, o just-in-time só se torna eficaz com este envolvimento dos fornecedores externos.
  • 10.
    Considerado, por alguns,uma filosofia gerencial e, por outros, apenas uma técnica, é a espinha dorsal do que se convencionou chamar o Modelo Japonês, Toyotismo, pois segundo os pesquisadores, é um dos elementos que pode ser encontrado em todas as empresas japonesas que aderiram ao novo modelo.
  • 11.
    Refere-se ao sistemavisual de informação utilizado para administrar o just-in-time. Esse sistema, utilizado, pela primeira vez pela Toyota japonesa, constitui-se em um conjunto de cartões que indica a quantidade necessária de matéria-prima ou de peças intermediárias a serem produzidas para se suprir a célula seguinte. KAN-BAN (placa visível, placa, etc.)
  • 12.
    O kan-ban, talqual, introduzido pela Toyota japonesa, diferencia-se do sistema de cartões de informação que acompanham a produção nos moldes industriais tradicionais: enquanto estes se baseiam em um planejamento a priori da produção, empurrando-a desde o estoque até o setor de vendas, o kan-ban funciona como chamada para a quantidade a ser produzida pelas unidades anteriores, fazendo com que a produção seja acionada do fim para o início.
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    A especialização flexívelé uma expressão consagrada por Piore e Sabel (1984), constituindo-se em um paradigma alternativo para a produção capitalista, o qual se funda em elementos da produção artesanal em pequenos lotes, com tecnologia multipropósito, ancorada em trabalhadores qualificados e dotada de capacidade de alterar constantemente o mix de produção com baixos custos de reconversão, em oposição ao paradigma da produção em massa, que teria dominado o desenvolvimento econômico internacional desde o século XIX. ESPECIALIZAÇÃO FLEXÍVEL
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    Resumindo... Toyotismo  é o modelo japonês de produção, criado pelo japonês Taiichi Ohno e implantado nas fábricas de automóveis Toyota, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Nessa época, o novo modelo era ideal para o cenário japonês, ou seja, um mercado menor, bem diferente dos mercados americano e europeu, que utilizavam os modelos de produção Fordista e Taylorista.
  • 17.
    Na década de70, em meio a uma crise de capital, o modelo Toyotista espalhou-se pelo mundo. A idéia principal era produzir somente o necessário, reduzindo os estoques (flexibilização da produção), produzindo em pequenos lotes, com a máxima qualidade, trocando a padronização pela diversificação e produtividade.
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    As relações detrabalho também foram modificadas, pois agora o trabalhador deveria ser mais qualificado, participativo e polivalente, ou seja, deveria estar apto a trabalhar em mais de uma função.
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    Os desperdícios detectadosnas fábricas montadoras foram classificados em sete tipos: produção antes do tempo necessário, produção maior do que o necessário, movimento humano (por isso o trabalho passou a ser feito em grupos), espera, transporte, estoque e operações desnecessárias no processo de manufatura.
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    As principais característicasdo modelo toyotista são: MOMENTO CÓPIA...
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    1) Flexibilizaçãoda produção: produzir apenas o necessário, reduzindo os estoques ao mínimo.
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    2) Automatização:utilizando máquinas que desligavam automaticamente caso ocorresse qualquer problema, um funcionário poderia manusear várias máquinas ao mesmo tempo, diminuindo os gastos com pessoal.
  • 23.
    3) Justin time (na hora certa): sem espaço para armazenar matéria-prima e mesmo a produção, criou-se um sistema para detectar a demanda e produzir os bens, que só são produzidos após a venda.
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    4) Kanban(etiqueta ou cartão) – método para programar a produção, de modo que o just in time se efetive.
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    5) Teamwork ( trabalho em equipe): os trabalhadores passaram a trabalhar em grupos, orientados por um líder. O objetivo é de ganhar tempo, ou eliminar os “tempos mortos”.
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    5) Controlede qualidade total: todos os trabalhadores, em todas as etapas da produção são responsáveis pela qualidade do produto e a mercadoria só é liberada para o mercado após uma inspeção minuciosa de qualidade. A idéia de qualidade total também atinge diretamente os trabalhadores, que devem ser “qualificados” para serem contratados. Dessa lógica nasceram os certificados de qualidade, ou ISO.
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    Embora possa parecerque o modelo toyotista de produção valorize mais o trabalhador do que os modelos anteriores (fordista e taylorista), tal impressão é uma ilusão. Na realidade da fábrica, o que ocorre é o aumento da concorrência entre os trabalhadores, que disputam melhores índices de produtividade entre si. Tais disputas sacrificam cada vez mais o trabalhador, e tem como consequência, além do aumento da produtividade, o aumento do desemprego. Em suma, a lógica do mercado continua sendo a mesma: aumentar a exploração de mais-valia do trabalhador. PAUSA PARA REFLEXÃO:
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    Obrigada BOA SEMANA A TODAS E TODOS