O documento discute diversos temas relacionados à ética e bioética, incluindo a natureza da ética, aspectos da bioética como gênero e família, e a obra do sociólogo Zygmunt Bauman sobre a relação entre modernidade e Holocausto.
A ética éa realidade e o saber que se relaciona com o comportamento responsável, onde entra em jogo o conceito do bem e do mal. Ela surge a partir de nossos valores, os quais nos ditam se algo está correto ou incorreto em um ato humano.
Só uma visãosistêmica, unitária e sinfônica poderá nos aproximar de uma compreensão do que é nosso maravilhoso planeta vivo . José Lutzemberger Gaia, o planeta vivo. Porto Alegre: L&PM, (1986) 1990.
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As diferenças degênero são interpretadas como naturais pelo senso comum, mas as ciências sociais defendem exatamente o contrário, que essas diferenças são socialmente construídas. Ou seja, há um certo comportamento padrão esperado de cada um, o que gera desigualdades.
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Desde a antiguidadeaté o final do século XVII, a mulher era considerada imperfeita por natureza. Foi o “modelo do sexo único”, descrito minuciosamente por Laqueur, dominante até a Revolução Francesa e que situava a mulher num degrau abaixo do homem na hierarquia social.
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Mulheres ou “homensinvertidos”, ontologicamente inexistentes, impotentes como as crianças ou escravos, iniciam sua luta por reconhecimento paralelamente aos esforços dos conservadores para justificar sua exclusão dos primórdios da cidadania moderna ocidental. Era politicamente necessário legitimar como natural o domínio do homem sobre a mulher.
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Masculinidade Hegemônica +PODER Masculinidade Cúmplice • M asculinidade Subordinada • Masculinidade Homossexual Feminilidade Subordinada Feminilidade Enfática Feminilidade Resistente PODER
Socialização e cuidadosinadequados reservados à criança Desemprego Educação precária e ignorância sobre os serviços disponíveis Viver em área de criminalidade Uso de drogas Falta de reforços à saúde e de segurança no trabalho Baixo salário e pobreza Má alimentação Exclusão social & Isolamento Habitação Precária, úmida, fria e saturada Falta de acesso a serviços de saúde Viver em áreas industriais e próximas às estradas Condições de trabalho estressantes e perigosas Saúde Precária
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A doença temdimensões públicas e pessoais. Quando adoecemos, não somos somente nós que experimentamos dor, desconforto, confusão e outras dificuldades, mas também os outros são afetados. As reações dos outros ajudam a formar nossas próprias interpretações e podem apresentar desafios ao nosso sentido de sujeito.
“ No iníciosubsistia o casamento por grupos. Um grupo de homens casava com um grupo de mulheres e os filhos só tinham a mãe conhecida.” (Engels)
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“ Abolição dafamília! Até os mais radicais ficam indignados com esse infame propósito dos comunistas.” “ Para o burguês, sua mulher não passa de um mero instrumento de produção. Ouve dizer que os instrumentos de produção devem ser explorados em comum e conclui naturalmente que o mesmo uso comum deverá atingir também as mulheres.” (MARX, Karl. O Manifesto Comunista)
É comum encontrarem reportagens que comparam a posição de homens e mulheres no mercado de trabalho as desigualdades existentes: • Grande parte dos postos de direção ocupados por homens (como no próprio sistema escolar). • Significativas diferenças salariais entre homens e mulheres. • Maior concentração de homens em áreas como engenharia, informática, enquanto as mulheres se concentram em atividades de ensino e cuidado.
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1 – DIREITOÀ VIDA Nenhuma mulher deve ter a vida em risco por razões de gravidez. Nenhuma pessoa deve ter a vida em risco por falta de acesso aos serviços de saúde e/ou informação, aconselhamento ou serviços relacionados com a saúde sexual e reprodutiva. A Carta de Direitos Sexuais e Reprodutivos de Portugal é constituída por 12 direitos. Abaixo, os 4 primeiros...
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2 – DIREITOÀ LIBERDADE E SEGURANÇA DA PESSOA Todas as pessoas têm o direito de poder desfrutar e controlar a sua vida sexual e reprodutiva, no respeito pelos direitos dos outros. Todas as pessoas têm o direito de não estarem sujeitas a assédio sexual. Todas as pessoas têm o direito de estar livres do medo, vergonha, culpa, falsas crenças ou mitos e outros fatores psicológicos que inibam ou prejudiquem o seu relacionamento sexual ou resposta sexual.
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3 – ODIREITO À IGUALDADE E O DIREITO A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO Ninguém deve ser discriminado, no âmbito da sua vida sexual e reprodutiva, no acesso aos cuidados e/ou serviços. Todas as pessoas têm o direito à igualdade no acesso à educação e informação de forma a preservar a sua saúde e bem-estar, incluindo o acesso à informação, aconselhamento e serviços relativos à sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Nenhuma pessoa deve ser discriminada no seu acesso à informação, cuidados de saúde, ou serviços relacionados com as suas necessidades de saúde e direitos sexuais e reprodutivos ao longo da sua vida, por razões de idade, orientação sexual, “deficiência” física ou mental.
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4 – ODIREITO À PRIVACIDADE Todos os serviços de saúde sexual e reprodutivos, incluindo a informação e o aconselhamento, deverão ser prestados com privacidade e a garantia de que as informações pessoais permanecerão confidenciais. Todas as mulheres têm o direito de efetuar escolhas autônomas em matéria de reprodução, incluindo as opções relacionadas com o aborto seguro.
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Todas as pessoastêm o direito de exprimir a sua orientação sexual a fim de poder desfrutar de uma vida sexual segura e satisfatória, respeitando contudo o bem-estar e os direitos dos outros, sem receio de perseguição, perda da liberdade ou interferência de ordem social. Todos os serviços de cuidados em saúde sexual e reprodutiva incluindo os serviços de informação e aconselhamento devem estar disponíveis para todas as pessoas e casais, em particular os mais jovens, numa base de respeito aos seus direitos de privacidade e confidencialidade.
O conceito depessoa é de suma importância para a Bioética, uma vez que todo o ordenamento jurídico baseia-se nele para assegurar direito e impor deveres aos indivíduos.
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A palavra pessoa deriva do latim, traduzindo a ideia de soar com intensidade , pois tinha por significado a máscara que os atores romanos utilizavam para engrossar a voz com a finalidade de fazer o público ouvi-los. Personae = per + sonare = soar com intensidade A referida expressão foi adotada na Idade Média para designar o papel desenvolvido pelo ser humano enquanto ator de sua própria vida, como atuante o teatro da vida jurídica. Do ponto de vista jurídico, pessoa é o sujeito de direitos e deveres, ente capaz, portanto, de adquirir direitos e contrair deveres.
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A personalidadecivil da pessoa começa no nascimento com vida. Nascituro é o ser humano já gerado, mas que ainda está por nascer. O nascituro possui direitos? Sim. São chamados direitos in fieri , isto é, expectativas de direitos, que irão materializar-se quando nascer com vida. Quanto à sucessão, por exemplo, existe uma ação especial para assegurar os direitos do ser humano ainda em gestação, denominada posse em nome do nascituro . O natimorto , no entanto, não os tem. É como se esses direitos jamais tivessem existido.
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A ética éo estudo do que é bom ou mau, e tem como um de seus objetivos a busca por justificativas para as regras que a Moral e o Direito estabelecem. Ela é diferente de Moral e do Direito por não estabelecer regras, e se caracteriza através da reflexão da ação humana.
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A Moral é um conjunto de normas e condutas reconhecidas como adequadas ao comportamento humano por uma dada comunidade a fim de garantir o seu bem-viver.
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O Direito diferentemente da moral, que independe de fronteiras, estabelece um conjunto de regras a uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis, por possuírem base territorial, são válidas somente nas áreas correspondentes ao Estado. Segundo alguns autores o Direito seria um subconjunto da Moral.
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Tema 6: Modernidadee Holocausto – Zigmunt Bauman O Holocausto deve ser compreendido em sua ligação profunda com a natureza da modernidade – não sendo um acontecimento singular por um lado, nem um fenômeno associado simplesmente à barbárie por outro.
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Zygmunt Bauman (19de novembro de 1925, Poznan) é um sociólogo polonês que iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos.
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Lá conheceu ofilósofo islandês Ji Caze, que influenciou sua prodigiosa produção intelectual, pela qual recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra). Atualmente é professor emérito de Sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.
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Será que ocapitalismo nos obriga a uma “indiferença moral”? PARA REFLETIR: