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“TEORIAS, HIPÓTESES E A REVISÃO DA LITERATURA”
Silvia M. Mendes
Exercício 6
Resumo do capítulo V do livro “Metodologia para a investigação social” (2012) de
Silvestre, H. C. & Araújo, J. F.
Trabalho elaborado por:
Nome: Bárbara Morim
Nº de aluno: A83540
Email: a83540@alunos.uminho.pt
Data: 16/10/2017
1º ano - Relações Internacionais – Metodologia da Ciência Política
“A ciência começa e acaba com teorias (…) começa e termina com problemas” [1]
Popper,1996:192
“ É a teoria que decide o que podemos observar. ”
Albert Einstein, 1879-1955
“ Um estudo empírico despido de teoria não passa de dados e da sua descrição. ” [1]
Silvia M. Mendes, 2012
[1] Ver Bibliografia (diap.23 )
ÍNDICE:
1.Introdução (diap.5)
3. Formas de Teorizar (diap.8)
A. Perspetiva Dedutiva (diap.9-10)
B. Perspetiva Indutiva (diap.11)
C. Elaboração da teoria: dedução e indução (diap.12-13)
Conceitos-chave: teoria, hipótese, revisão de literatura, dedução, indução e inferência
2. Teoria e Enquadramento Teórico A. Definição de Teoria (diap.6)
B. Enquadramento da Teoria na Investigação (diap.7)
4. Hipóteses, Inferências e Causalidade
A. Hipóteses - Definição de Hipóteses (diap.14)
B. Inferência- Descritiva e Explicativa/ Causal (diap.15-17)
ÍNDICE (CONT.):
5. Critérios de avaliação de Teorias (diap.18)
6. Erros cometidos na seleção da teoria e revisão de literatura (diap.19-22)
7. Bibliografia (diap.23)
1. INTRODUÇÃO
Etapa inicial na investigação científica
Área de pesquisa
Tema a analisar: engloba o
problema, a revisão de
literatura da temática e o
enquadramento teórico
Questões de Pesquisa
Hipóteses que
comprovam a
teoria ou que
baseiam uma
nova teoria
Mapeamento
da investigação
Recolha e análise de dados
Teste das Hipóteses
Diagrama 1. Sequência da investigação científica
Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2011),
Metodologia para a Investigação Social. Escolar
Editora, pp38, Gráfico 3.1. enfâse de Bárbara
Morim
❶ ❷ ❸ ❹ ❺ ❻ ❼
Fase Empírica
2. TEORIA E ENQUADRAMENTO TEÓRICO
2.A. Definição de Teoria:
Pressupostos expressos pela relação entre conceitos,
com possível contestação direta através de observação
de fatos e do teste empírico. Desligados de crenças e
juízos de valor.
Silvia M. Mendes, 2012: 81;83
Afirmações sobre a relação entre duas classes de
fenómenos.
Vold e Benard, 1986: 4
Conjunto de proposições abstratas inter-
relacionadas sobre questões humanas e mundo
social, que explicam as suas regularidades e
relacionamentos. [2]
Brewer, 2000:192
Explicações entre dois ou mais eventos
relacionados.
Williams e McShane, 1988: 2
Conjunto coerente e lógico de argumentos que
pensamos que podem explicar um fenómeno da
natureza.
Manheim et al, 2008; Asher, 1984; White e
Adams, 1994
2.B. Enquadramento da Teoria na Investigação
2. TEORIA E ENQUADRAMENTO TEÓRICO (CONT.)
Revisão de Literatura:
Enquadramento teórico –
recurso a teorias que
permitem explicar eou
solucionar o problema. Orienta
as leituras a rever, garante a
consistência, relevância e
originalidade do estudo
Levantamento de Problemas
Sociais
Tentativa de Resposta
(elaboração de hipóteses)
Fenómenos Reais
Diagrama 2. Enquadramento teórico na Investigação
• Estudos sucessivos sobre uma determinada área podem provocar o desuso de uma teoria quando esta deixa de ser
uma “ ferramenta intelectual” viável quando comparada a teorias rivais (Manheim et al, 2008:32), exemplo: Teoria
Geocêntrica de Ptolomeu (90-168 D.C.) – Teoria Heliocêntrica de Copérnico (1473-1543).
• As teorias dão sentido aos fatos e aos fenómenos sociais, dando resposta à Questão de Partida, relacionando os
diversos conceitos e dados.
• Duas verdades-chave numa investigação segundo Anthony Bottoms (2008: 76-77):
→ o estudo e observação do mundo não pode ser efetuado de forma desligada da realidade;
→ é impossível executar trabalhos empíricos sem enquadrá-los numa teoria;
3. FORMAS DE TEORIZAR
• Construir um conjunto de pressupostos que
organiza, explica e permite prever padrões de
comportamento, e perceber os mecanismos de
relacionamentos.
• Formulação de uma teoria.
Silvia . Mendes (2012) [1]
Teorizar
De acordo com Bottoms (2008); Layder (1998); Asher (1984), as Teorias podem-se formular através de dois métodos:
→ Método Dedutivo
→ Método Indutivo
3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.)
3.A. Perspetiva Dedutiva
• Formula-se a teoria à priori, inicia-se
com um enquadramento de
pensamento já existente e geral e
conclui-se com explicações
especificas: “ Vai-se do geral e
abstrato para o concreto e
específico”.
• Recorre-se a estudos de confirmação
ou falsificação;
• As observações refutam a teoria
(Popper, 1985)
Investigação inicia-se com
uma teoria
Formulação e teste de
Hipóteses
Definição e Operacionalização de
conceitos (varáveis)
Observação e recolha de dados
Estudos de confirmação
ou falsificação
Diagrama 3. Sequência do processo dedutivo
Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social.
Escolar Editora, pp84, Figura 5.1. enfâse de Bárbara Morim
Exemplo: O desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte pode ser definido
como instrumento estratégico de segurança, com o intuito de manter e defender a sua soberania, uma vez que receia
pela sobrevivência do seu regime, “ameaçado” pelos EUA. Hipótese pode ser provada pela Teoria Realista.
A partir da Teoria Realista pode-se deduzir a explicação do comportamento hostil por parte do regime de Kim-Jon-Un.
Fonte: Aula de 27/09/2017 de Fundamentos Relações Internacionais.
3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.)
3.A. Perspetiva Dedutiva (Cont.)
3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.)
3.B. Perspetiva Indutiva
• Formula-se a teoria à posteriori,
inicia-se com observações isoladas,
tentado generalizá-las, formulando
um corpo mais amplo de ideias que
explicam um fenómeno: “Partimos
do concreto e específico para o
geral e abstrato”.
• Recorre-se a estudos exploratórios
de raciocínio;
• Exploração dos dados que faz com
que a formulação de hipóteses, a
conceptualização dos conceitos e a
interpretação dos dados
acontecem em simultâneo, pois a
definição dos conceitos e ideias
ocorre ao longo da investigação.
Investigação inicia-se com a
observação de fenómenos e
recolha de dados
Formulação de
problemas e perguntas
Análise de dados e procura de
padrões de comportamentos
Formulação da Teoria
Diagrama 4. Sequência do processo indutivo
Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social.
Escolar Editora, pp86, Figura 5.2. enfâse de Bárbara Morim
3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.)
3.C. Elaboração da Teoria: Indução e Dedução
• “ A construção de teorias implica algo mais que a indução (…) porque a indicação de fatos
não providencia uma explicação se não formos capazes de mostrar porque é que esses fatos
levaram aos resultados observados.”
Manheim et al, 2008:20
• Dedução permite validação empírica (Manheim et al, 2008) e a indução permite identificar
situações onde são necessários ajustes numa teoria – processo continuum entre estratégias
de falsificação e exploração (Gerring, 2001)
• Em casos de dúvida nos testes empíricos e/ou conceitos e/ou dados (dedução), é
necessário utilizar modos exploratórios de construção de teoria (indução).
3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.)
3.C. Elaboração da Teoria: Indução e Dedução (Cont.)
Teoria
Hipóteses
Recolha e análise de dados
Procura de padrões para a
formulação de Hipóteses
Teoria Nova ou Ajustada
Legenda:
Perspetiva Indutiva
Perspetiva Dedutiva
Fase comum às duas perspetivas
Diagrama 3. Construção e Teste de Teorias
Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp84, Figura 5.3. enfâse de Bárbara Morim
4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE
4.A. Hipóteses - Definição de Hipóteses:
Afirmação ou proposição que visa colocar a teoria à
prova, portanto suporta empiricamente uma teoria
(Silvia M. Mendes, 2012: 81;83)
• Argumentos obtidos por indução ou dedução (diap.13);
• Possível resposta à Questão de Partida;
• Teste de Hipóteses define a corroboração ou rejeição de
uma teoria – graus de corroboração: rejeita-se ou não
uma hipótese, não se “confirma” nem se “verifica” uma
hipótese ( Popper, 1996; Echeverría, 2003).
• Formas de Hipótese:
→ Hipótese Nula (H0):
Não existe relação entre a proposição X e Y.
Hipóteses relacionadas com o teste de falsificação de
uma Teoria:
→ Hipótese alternativa não direcional (H1):
A proposição X influencia Y.
→ Hipótese alternativa direcional (H2):
A proposição X provoca aumento na proposição Y.
(X tem efeito positivo em Y).
4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE (CONT.)
4. B. Inferência- Descritiva e Explicativa ou Causal
Teste de Hipóteses que apresenta a posição do
investigador face o fenómeno real e as observações do
desse fenómeno em estudo.
INFERÊNCIA
Inferência Descritiva Inferência Explicativa ou Causal
Segundo King, Keohane e Verba (1994):
4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE (CONT.)
4. B. Inferência- Descritiva e Explicativa ou Causal (Cont.)
Tipo Inferência (King, Keohane e Verba, 1994)
Descritiva Explicativa ou Causal
Objetivo Descreve e/ou caracteriza um fenómeno real.
Não explora a amostra de observação do
fenómeno nem tenta generaliza-lo.
Explica a relação de causalidade entre dois fenómenos,
portanto exige uma explicação (Rosenberg,2000).
Obedece a cinco requisitos (diap.17)
Exemplo Qual o nível de ineficácia do SIRESP? Qual a relação entre as tensões nos regimes do Médio
Oriente e a crise dos refugiados na Europa?
Tabela 1. Representação dos dois tipos de inferências
4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE (CONT.)
4. B. Inferência- Descritiva e Explicativa ou Causal (Cont.)
Requisitos de inferência explicativa ou causal ( Nachmias e Nachamias, 1992; King, Keohane e Verba,
1994; Rosenberg, 2000; Gerring, 2000)
Associação e diferenciação Prioridade Independência e Contingência
Relacionados com a Ligação entre dois
fenómenos, mas define que
ambos são diferentes, pois
não faz sentido associar dois
fenómenos iguais.
Condição temporal de
cada fenómeno.
Afirma que a Causa
terá obrigatoriamente
de preceder o Efeito.
Relação de causalidade entre os
efeitos. Estuda como a Proposição 1
afeta a Proposição 2 (Gerring, 2001).
Verifica a relação de modo a afastar
argumentos duvidosos que ponham
em causa a veracidade da
causalidade.
Tabela 3. Requisitos da Inferência Explicativa e Causal
5. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE TEORIAS
Critérios de avaliação de Teorias segundo King, Keohane e Verba, 1994; Akers, 1997
Generalização ou Abrangência Uma teoria que concentra em si vários fenómenos em estudo;
Detalhe Trata-se de uma questão de riqueza de informação sobre um fenómeno, é uma característica
antagónica à anterior;
Precisão A componente conceptual deve ser clara e precisa, não deve desenvolver em noções
ambíguas sujeitas a diversas interpretações;
Consistência Não pode conter lacunas ou contradições nas suas proposições;
Validade empírica É possível testá-la empiricamente, de forma a validá-la (Gerring,2001; Manheim et al, 2008)
Parcimónia Argumento mais simples possível, capaz de se submeter à modelização axiomática
(definição simplista de um fenómeno , (Fiorina,1984))
Falsificabilidade A teoria deve permitir realizar o teste de hipóteses (inferência) de modo a o investigador
corroborar ou rejeitar a teoria.
Utilidade ou Relevância A teoria deve orientar o investigador resolver e/ou melhorar a realidade. Deve permitir
compreender o mundo real, se possível prever possíveis fenómenos e detetar problemas,
incentivando uma solução.
Tabela 4. Critérios de avaliação de Teorias.
Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp93;94
enfâse de Bárbara Morim
6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA
.
Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98
enfâse de Bárbara Morim
A. Escolha irracional de teorias
A revisão da literatura deve ser realizada de acordo com a problemática da investigação
com o respetivo enquadramento teórico. A identificação dos erros associados à falta de
compreensão da teoria ajudarão o investigador a focar-se e compreender melhor o seu
estudo (teorias, questões de partida, hipóteses…)
B. “Pseudo” revisão da literatura
Erro baseado em citações de obras literárias, relacionado com a insuficiência de
dados teóricos retirados, pelo que o investigador só contextualizou a problemática
no tempo e no espaço, faltando todo o enquadramento teórico para prosseguir com
a investigação.
Situações que podem influenciar de forma direta ou indireta o enquadramento teórico e formulação de hipóteses.
6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA (CONT.)
.
Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98
enfâse de Bárbara Morim
C. Citações desgarradas e não
seletivas
Baseiam-se em erros derivados da incorreta revisão de artigos de revistas científicas.
Deste modo, não se pode citar todas as citações que se encontra de forma aleatória e
sem contextualização com a problemática em questão – citações desgarradas. A
seleção das citações deve ser contida, abrangendo somente o essencial ao
enquadramento teórico, portanto ter contributo substancial.
D. Citações excessivas dos clássicos
Erro baseado em citar obras literárias que não constituem “ a Literatura”. Por serem
clássicos estão enquadrados na gama de manuais escolares, que devem ser utilizados
de forma reservada e restrita na fase inicial da pesquisa, pois o investigador ao
restringir a revisão aos clássicos seria o mesmo que estagnar no tempo, nos primeiros
autores.
6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA (CONT.)
.
Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98
enfâse de Bárbara Morim
E. Receio da Originalidade
F. Afirmações Opinativas
Não é papel do investigador concordar ou discordar com estudos passados sobre o
tema em estudo. O enquadramento teórico é a fase ideal para expor de forma
organizada as ideias de quem já publicou artigos sobre o fenómeno a abordar.
O investigador deve enquadrar a sua problemática numa escola de pensamento que
tenha tradição, de forma a facilitar a demonstração da sua inovação; permite comparar
metodologias diferentes (O’Sullivan e Rassel, 1989; Hill e Hill,2005) ajudando o
investigador a encontrar o melhor rumo para a maior eficácia de trabalho, pelo que a
margem de novidade esperada é mínima, visto que baseou-se em teorias
anteriormente elaboradas.
6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA (CONT.)
.
Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98
enfâse de Bárbara Morim
E. Ligação entre a Questão de
Partida, a Teoria e as Hipóteses
Erro baseado na falta de ligação (separação) entre a Questão de Partida, a Teoria e as
Hipóteses. Este erro dá-se conta na fase de desenvolvimento do argumento
(mapeamento da investigação diap.5, Nº 5 da Sequência). O investigador tem que se
certificar que todos os seus elementos de investigação estão relacionados logicamente
e claramente entre si, para que o mapa de investigação seja o mais objetivo e claro
possível.
Sendo a Teoria, a compreensão e explicação de um fenómeno real. Um trabalho de investigação associa-se a
uma Teoria para contribuir para a consolidação dessa compreensão.
Silvia M. Mendes (2012: 99)
7. BIBLIOGRAFIA
[1]
Silvestre, H. C. & Araújo J. F. (2012); “ Metodologia para a investigação social”; Lisboa; Escola Editora, Cap. V, pp. 79-101
[2]
Bell, J. (2008); “ Projeto de Pesquisa - Guia para pesquisadores iniciantes em Educação, Saúde e Ciências Sociais”; São Paulo;
ARTMED Editora S.A; 5º Edição, pp90.
(https://books.google.pt/books?id=CbqnDAAAQBAJ&printsec=frontcover&hl=pt-
PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false)

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“TEORIAS, HIPÓTESES E A REVISÃO DA LITERATURA” Silvia M. Mendes

  • 1. “TEORIAS, HIPÓTESES E A REVISÃO DA LITERATURA” Silvia M. Mendes Exercício 6 Resumo do capítulo V do livro “Metodologia para a investigação social” (2012) de Silvestre, H. C. & Araújo, J. F. Trabalho elaborado por: Nome: Bárbara Morim Nº de aluno: A83540 Email: a83540@alunos.uminho.pt Data: 16/10/2017 1º ano - Relações Internacionais – Metodologia da Ciência Política
  • 2. “A ciência começa e acaba com teorias (…) começa e termina com problemas” [1] Popper,1996:192 “ É a teoria que decide o que podemos observar. ” Albert Einstein, 1879-1955 “ Um estudo empírico despido de teoria não passa de dados e da sua descrição. ” [1] Silvia M. Mendes, 2012 [1] Ver Bibliografia (diap.23 )
  • 3. ÍNDICE: 1.Introdução (diap.5) 3. Formas de Teorizar (diap.8) A. Perspetiva Dedutiva (diap.9-10) B. Perspetiva Indutiva (diap.11) C. Elaboração da teoria: dedução e indução (diap.12-13) Conceitos-chave: teoria, hipótese, revisão de literatura, dedução, indução e inferência 2. Teoria e Enquadramento Teórico A. Definição de Teoria (diap.6) B. Enquadramento da Teoria na Investigação (diap.7) 4. Hipóteses, Inferências e Causalidade A. Hipóteses - Definição de Hipóteses (diap.14) B. Inferência- Descritiva e Explicativa/ Causal (diap.15-17)
  • 4. ÍNDICE (CONT.): 5. Critérios de avaliação de Teorias (diap.18) 6. Erros cometidos na seleção da teoria e revisão de literatura (diap.19-22) 7. Bibliografia (diap.23)
  • 5. 1. INTRODUÇÃO Etapa inicial na investigação científica Área de pesquisa Tema a analisar: engloba o problema, a revisão de literatura da temática e o enquadramento teórico Questões de Pesquisa Hipóteses que comprovam a teoria ou que baseiam uma nova teoria Mapeamento da investigação Recolha e análise de dados Teste das Hipóteses Diagrama 1. Sequência da investigação científica Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2011), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp38, Gráfico 3.1. enfâse de Bárbara Morim ❶ ❷ ❸ ❹ ❺ ❻ ❼ Fase Empírica
  • 6. 2. TEORIA E ENQUADRAMENTO TEÓRICO 2.A. Definição de Teoria: Pressupostos expressos pela relação entre conceitos, com possível contestação direta através de observação de fatos e do teste empírico. Desligados de crenças e juízos de valor. Silvia M. Mendes, 2012: 81;83 Afirmações sobre a relação entre duas classes de fenómenos. Vold e Benard, 1986: 4 Conjunto de proposições abstratas inter- relacionadas sobre questões humanas e mundo social, que explicam as suas regularidades e relacionamentos. [2] Brewer, 2000:192 Explicações entre dois ou mais eventos relacionados. Williams e McShane, 1988: 2 Conjunto coerente e lógico de argumentos que pensamos que podem explicar um fenómeno da natureza. Manheim et al, 2008; Asher, 1984; White e Adams, 1994
  • 7. 2.B. Enquadramento da Teoria na Investigação 2. TEORIA E ENQUADRAMENTO TEÓRICO (CONT.) Revisão de Literatura: Enquadramento teórico – recurso a teorias que permitem explicar eou solucionar o problema. Orienta as leituras a rever, garante a consistência, relevância e originalidade do estudo Levantamento de Problemas Sociais Tentativa de Resposta (elaboração de hipóteses) Fenómenos Reais Diagrama 2. Enquadramento teórico na Investigação • Estudos sucessivos sobre uma determinada área podem provocar o desuso de uma teoria quando esta deixa de ser uma “ ferramenta intelectual” viável quando comparada a teorias rivais (Manheim et al, 2008:32), exemplo: Teoria Geocêntrica de Ptolomeu (90-168 D.C.) – Teoria Heliocêntrica de Copérnico (1473-1543). • As teorias dão sentido aos fatos e aos fenómenos sociais, dando resposta à Questão de Partida, relacionando os diversos conceitos e dados. • Duas verdades-chave numa investigação segundo Anthony Bottoms (2008: 76-77): → o estudo e observação do mundo não pode ser efetuado de forma desligada da realidade; → é impossível executar trabalhos empíricos sem enquadrá-los numa teoria;
  • 8. 3. FORMAS DE TEORIZAR • Construir um conjunto de pressupostos que organiza, explica e permite prever padrões de comportamento, e perceber os mecanismos de relacionamentos. • Formulação de uma teoria. Silvia . Mendes (2012) [1] Teorizar De acordo com Bottoms (2008); Layder (1998); Asher (1984), as Teorias podem-se formular através de dois métodos: → Método Dedutivo → Método Indutivo
  • 9. 3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.) 3.A. Perspetiva Dedutiva • Formula-se a teoria à priori, inicia-se com um enquadramento de pensamento já existente e geral e conclui-se com explicações especificas: “ Vai-se do geral e abstrato para o concreto e específico”. • Recorre-se a estudos de confirmação ou falsificação; • As observações refutam a teoria (Popper, 1985) Investigação inicia-se com uma teoria Formulação e teste de Hipóteses Definição e Operacionalização de conceitos (varáveis) Observação e recolha de dados Estudos de confirmação ou falsificação Diagrama 3. Sequência do processo dedutivo Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp84, Figura 5.1. enfâse de Bárbara Morim
  • 10. Exemplo: O desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte pode ser definido como instrumento estratégico de segurança, com o intuito de manter e defender a sua soberania, uma vez que receia pela sobrevivência do seu regime, “ameaçado” pelos EUA. Hipótese pode ser provada pela Teoria Realista. A partir da Teoria Realista pode-se deduzir a explicação do comportamento hostil por parte do regime de Kim-Jon-Un. Fonte: Aula de 27/09/2017 de Fundamentos Relações Internacionais. 3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.) 3.A. Perspetiva Dedutiva (Cont.)
  • 11. 3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.) 3.B. Perspetiva Indutiva • Formula-se a teoria à posteriori, inicia-se com observações isoladas, tentado generalizá-las, formulando um corpo mais amplo de ideias que explicam um fenómeno: “Partimos do concreto e específico para o geral e abstrato”. • Recorre-se a estudos exploratórios de raciocínio; • Exploração dos dados que faz com que a formulação de hipóteses, a conceptualização dos conceitos e a interpretação dos dados acontecem em simultâneo, pois a definição dos conceitos e ideias ocorre ao longo da investigação. Investigação inicia-se com a observação de fenómenos e recolha de dados Formulação de problemas e perguntas Análise de dados e procura de padrões de comportamentos Formulação da Teoria Diagrama 4. Sequência do processo indutivo Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp86, Figura 5.2. enfâse de Bárbara Morim
  • 12. 3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.) 3.C. Elaboração da Teoria: Indução e Dedução • “ A construção de teorias implica algo mais que a indução (…) porque a indicação de fatos não providencia uma explicação se não formos capazes de mostrar porque é que esses fatos levaram aos resultados observados.” Manheim et al, 2008:20 • Dedução permite validação empírica (Manheim et al, 2008) e a indução permite identificar situações onde são necessários ajustes numa teoria – processo continuum entre estratégias de falsificação e exploração (Gerring, 2001) • Em casos de dúvida nos testes empíricos e/ou conceitos e/ou dados (dedução), é necessário utilizar modos exploratórios de construção de teoria (indução).
  • 13. 3. FORMAS DE TEORIZAR (CONT.) 3.C. Elaboração da Teoria: Indução e Dedução (Cont.) Teoria Hipóteses Recolha e análise de dados Procura de padrões para a formulação de Hipóteses Teoria Nova ou Ajustada Legenda: Perspetiva Indutiva Perspetiva Dedutiva Fase comum às duas perspetivas Diagrama 3. Construção e Teste de Teorias Fonte: Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp84, Figura 5.3. enfâse de Bárbara Morim
  • 14. 4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE 4.A. Hipóteses - Definição de Hipóteses: Afirmação ou proposição que visa colocar a teoria à prova, portanto suporta empiricamente uma teoria (Silvia M. Mendes, 2012: 81;83) • Argumentos obtidos por indução ou dedução (diap.13); • Possível resposta à Questão de Partida; • Teste de Hipóteses define a corroboração ou rejeição de uma teoria – graus de corroboração: rejeita-se ou não uma hipótese, não se “confirma” nem se “verifica” uma hipótese ( Popper, 1996; Echeverría, 2003). • Formas de Hipótese: → Hipótese Nula (H0): Não existe relação entre a proposição X e Y. Hipóteses relacionadas com o teste de falsificação de uma Teoria: → Hipótese alternativa não direcional (H1): A proposição X influencia Y. → Hipótese alternativa direcional (H2): A proposição X provoca aumento na proposição Y. (X tem efeito positivo em Y).
  • 15. 4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE (CONT.) 4. B. Inferência- Descritiva e Explicativa ou Causal Teste de Hipóteses que apresenta a posição do investigador face o fenómeno real e as observações do desse fenómeno em estudo. INFERÊNCIA Inferência Descritiva Inferência Explicativa ou Causal Segundo King, Keohane e Verba (1994):
  • 16. 4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE (CONT.) 4. B. Inferência- Descritiva e Explicativa ou Causal (Cont.) Tipo Inferência (King, Keohane e Verba, 1994) Descritiva Explicativa ou Causal Objetivo Descreve e/ou caracteriza um fenómeno real. Não explora a amostra de observação do fenómeno nem tenta generaliza-lo. Explica a relação de causalidade entre dois fenómenos, portanto exige uma explicação (Rosenberg,2000). Obedece a cinco requisitos (diap.17) Exemplo Qual o nível de ineficácia do SIRESP? Qual a relação entre as tensões nos regimes do Médio Oriente e a crise dos refugiados na Europa? Tabela 1. Representação dos dois tipos de inferências
  • 17. 4. HIPÓTESES, INFERÊNCIAS E CAUSALIDADE (CONT.) 4. B. Inferência- Descritiva e Explicativa ou Causal (Cont.) Requisitos de inferência explicativa ou causal ( Nachmias e Nachamias, 1992; King, Keohane e Verba, 1994; Rosenberg, 2000; Gerring, 2000) Associação e diferenciação Prioridade Independência e Contingência Relacionados com a Ligação entre dois fenómenos, mas define que ambos são diferentes, pois não faz sentido associar dois fenómenos iguais. Condição temporal de cada fenómeno. Afirma que a Causa terá obrigatoriamente de preceder o Efeito. Relação de causalidade entre os efeitos. Estuda como a Proposição 1 afeta a Proposição 2 (Gerring, 2001). Verifica a relação de modo a afastar argumentos duvidosos que ponham em causa a veracidade da causalidade. Tabela 3. Requisitos da Inferência Explicativa e Causal
  • 18. 5. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE TEORIAS Critérios de avaliação de Teorias segundo King, Keohane e Verba, 1994; Akers, 1997 Generalização ou Abrangência Uma teoria que concentra em si vários fenómenos em estudo; Detalhe Trata-se de uma questão de riqueza de informação sobre um fenómeno, é uma característica antagónica à anterior; Precisão A componente conceptual deve ser clara e precisa, não deve desenvolver em noções ambíguas sujeitas a diversas interpretações; Consistência Não pode conter lacunas ou contradições nas suas proposições; Validade empírica É possível testá-la empiricamente, de forma a validá-la (Gerring,2001; Manheim et al, 2008) Parcimónia Argumento mais simples possível, capaz de se submeter à modelização axiomática (definição simplista de um fenómeno , (Fiorina,1984)) Falsificabilidade A teoria deve permitir realizar o teste de hipóteses (inferência) de modo a o investigador corroborar ou rejeitar a teoria. Utilidade ou Relevância A teoria deve orientar o investigador resolver e/ou melhorar a realidade. Deve permitir compreender o mundo real, se possível prever possíveis fenómenos e detetar problemas, incentivando uma solução. Tabela 4. Critérios de avaliação de Teorias. Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp93;94 enfâse de Bárbara Morim
  • 19. 6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA . Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98 enfâse de Bárbara Morim A. Escolha irracional de teorias A revisão da literatura deve ser realizada de acordo com a problemática da investigação com o respetivo enquadramento teórico. A identificação dos erros associados à falta de compreensão da teoria ajudarão o investigador a focar-se e compreender melhor o seu estudo (teorias, questões de partida, hipóteses…) B. “Pseudo” revisão da literatura Erro baseado em citações de obras literárias, relacionado com a insuficiência de dados teóricos retirados, pelo que o investigador só contextualizou a problemática no tempo e no espaço, faltando todo o enquadramento teórico para prosseguir com a investigação. Situações que podem influenciar de forma direta ou indireta o enquadramento teórico e formulação de hipóteses.
  • 20. 6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA (CONT.) . Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98 enfâse de Bárbara Morim C. Citações desgarradas e não seletivas Baseiam-se em erros derivados da incorreta revisão de artigos de revistas científicas. Deste modo, não se pode citar todas as citações que se encontra de forma aleatória e sem contextualização com a problemática em questão – citações desgarradas. A seleção das citações deve ser contida, abrangendo somente o essencial ao enquadramento teórico, portanto ter contributo substancial. D. Citações excessivas dos clássicos Erro baseado em citar obras literárias que não constituem “ a Literatura”. Por serem clássicos estão enquadrados na gama de manuais escolares, que devem ser utilizados de forma reservada e restrita na fase inicial da pesquisa, pois o investigador ao restringir a revisão aos clássicos seria o mesmo que estagnar no tempo, nos primeiros autores.
  • 21. 6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA (CONT.) . Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98 enfâse de Bárbara Morim E. Receio da Originalidade F. Afirmações Opinativas Não é papel do investigador concordar ou discordar com estudos passados sobre o tema em estudo. O enquadramento teórico é a fase ideal para expor de forma organizada as ideias de quem já publicou artigos sobre o fenómeno a abordar. O investigador deve enquadrar a sua problemática numa escola de pensamento que tenha tradição, de forma a facilitar a demonstração da sua inovação; permite comparar metodologias diferentes (O’Sullivan e Rassel, 1989; Hill e Hill,2005) ajudando o investigador a encontrar o melhor rumo para a maior eficácia de trabalho, pelo que a margem de novidade esperada é mínima, visto que baseou-se em teorias anteriormente elaboradas.
  • 22. 6. ERROS COMETIDOS NA SELEÇÃO DA TEORIA E REVISÃO DE LITERATURA (CONT.) . Adaptado de Silvestre, H e Silvestre, M. (2012), Metodologia para a Investigação Social. Escolar Editora, pp95;98 enfâse de Bárbara Morim E. Ligação entre a Questão de Partida, a Teoria e as Hipóteses Erro baseado na falta de ligação (separação) entre a Questão de Partida, a Teoria e as Hipóteses. Este erro dá-se conta na fase de desenvolvimento do argumento (mapeamento da investigação diap.5, Nº 5 da Sequência). O investigador tem que se certificar que todos os seus elementos de investigação estão relacionados logicamente e claramente entre si, para que o mapa de investigação seja o mais objetivo e claro possível. Sendo a Teoria, a compreensão e explicação de um fenómeno real. Um trabalho de investigação associa-se a uma Teoria para contribuir para a consolidação dessa compreensão. Silvia M. Mendes (2012: 99)
  • 23. 7. BIBLIOGRAFIA [1] Silvestre, H. C. & Araújo J. F. (2012); “ Metodologia para a investigação social”; Lisboa; Escola Editora, Cap. V, pp. 79-101 [2] Bell, J. (2008); “ Projeto de Pesquisa - Guia para pesquisadores iniciantes em Educação, Saúde e Ciências Sociais”; São Paulo; ARTMED Editora S.A; 5º Edição, pp90. (https://books.google.pt/books?id=CbqnDAAAQBAJ&printsec=frontcover&hl=pt- PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false)