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“METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E
HUMANAS: TEORIA E PRÁTICA”
Exercício 1
Resumo do texto de Clara Pereira Coutinho (2011)
Trabalho elaborado por:
Nome: Bárbara Morim
Nº de aluno: A83540
Email: a83540@alunos.uminho.pt
Data: 02/10/2017
1º ano - Relações Internacionais – Metodologia da Ciência Política
“…conhecer e compreender o mundo…foi um desejo permanente do
homem que lhe deu a crença de que podia ser “dono do universo” .”
Coutinho, C. (2011)
“ A investigação científica e a Ciência são o resultado dessa atitude
incessante do homem querer conhecer e dominar o mundo, através
dela, foram-se encontrando soluções para os problemas que
continuamente surgiam e , ao mesmo tempo, foi-se acumulando um
corpo de conhecimento, que chegou até aos nossos dias. ”
Coutinho, C. (2011)
1. INTRODUÇÃO: FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA INVESTIGAÇÃO EM CSH
INVESTIGAÇÃO
CIENTÍFICA
• Atividade cognitiva de estudo sobre algo;
• Tem uma intenção final (objetivo);
• Conjunto de metodologias, métodos e técnicas;
• Inicia-se com uma interrogação;
• Termina com a apresentação à comunidade científica dos resultados;
• Edifica ideias inovadoras
• Proporciona debates
• Permite reflexões sobre problemas…
Requisitos da investigação em CSH:
→ Multiplicidade: existência de diferentes formas e abordagens de investigação, que suscita
discussões, devido ao carácter dicotómico e contraditório dos seus modelos de
estudo (Ex.: indução vs. dedução…).
→ Dependência contextual: o cientista social não tem possibilidade de se distanciar do contexto
sociocultural em que está inserido, pelo que faz parte de uma ciência
“centrada” (Nóvoa, 1991) pois relaciona-se com os contextos sociais
em que é elaborada.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO
Paradigmas
Conjunto de afirmações, conceitos, teorias comuns e regras que são aceites por todos os
elementos de uma comunidade científica durante um determinado contexto temporal,
histórico e social.
Também são designados por tradição, programa de investigação ou perspetiva.
Têm como funções:
→ unificar conceitos, opiniões e questões teóricas e metodológicas;
→ legitimar critérios de validação e interpretação na comunidade científica.
Atualmente são aceites três Paradigmas na investigação das CSH:
→ Paradigma positivista ou quantitativo;
→ Paradigma interpretativo ou qualitativo;
→ Paradigma socio-crítico ou hermenêutico
1.1 Paradigmas da Investigação em CSH
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.1.1 Paradigma Positivista
→ Denominações: quantitativo, empírico-analítico, racionalista, empiricista;
→ Metodologia inerente
A nível ontológico: Fundamentalista ( investigação independente do investigador,
estática, externa e observável);
A nível epistemológico: Positivismo ( conhecimento científico validado por teorias
hipotéticas-dedutivas comprovadas estatisticamente , ex.: teste causa-efeito)
→ Conhecimento é baseado na observação e elaborado por métodos científicos rigorosos
→ Características:
● Determinismo: verdade por descobrir;
● Racionalidade: impossibilidade de hipóteses contraditórias;
● Impessoalidade: investigador e investigação objetiva sem espaço a subjetividade;
● Previsão: resultado da investigação sob forma de generalizações capazes de controlar e prever fenómenos;
● A validação dos resultados resulta da correta aplicação de métodos, sendo o processo de investigação
“esquecido”, a teoria é a lei (norma) da prática.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.1.1 Paradigma Positivista
Exemplo: Quantas mais ensaios nucleares e testes balísticos a Coreia de Norte realizar, mais manobras
e operações militares norte-americanas e seus aliados são realizadas no Pacífico.
Teste causa-efeito:
→ Variável independente: número de ensaios nucleares e testes balísticos
Norte Coreanos;
→ Variável dependente: número de manobras militares norte-americanas e
seus aliados.
Paradigma confirmado pelo teste causa-efeito, dados estatísticos e observação V
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.1.1. Paradigma Positivista
→ Críticas ao paradigma positivista
1º Incompatibilidade entre a metodologia positivista e o comportamento imprevisível do Ser humano:
● diferenças individuais;
● processo evolutivo da aprendizagem e desenvolvimento;
● influência da consciência no comportamento humano;
● …
Impossibilidade de produção de um conhecimento totalmente objetivo devido às limitações humanas ( sensoriais
e intelectuais) do investigador face à exigência que é imposta na observação e obtenção de dados. O que faz com
que seja incapaz de resolver os problemas investigados nas CSH.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.1.2. Paradigma Interpretativo
→ Denominações: qualitativo, naturalista, hermenêutico, construtivista;
→ Metodologia inerente
A nível ontológico: Anti -Fundamentalista ( investigador é parte integrante do
“mundo exterior”, há ligação de dependência entre o investigadoinvestigador);
A nível epistemológico: Interpretativismo ( baseia-se na compreensão e
interpretação dos fenómenos reais através de um ciclo de produção de
conhecimento em espiral);
→ Conhecimento indutivo, utiliza uma lógica de produção baseada em descrições e interpretações da realidade,
por isso tem conotações éticas do investigador;
→ Tem como pilar a antropologia uma vez que o objeto de estudo é o comportamento do ser humano face a um
fenómeno;
→ A finalidade é descobrir significados, e tem como resultado final uma teoria social (paradigma), que explica um
fenómeno social. A teoria e a prática estão interligadas.
→ Caracteriza-se pelas palavras: compreensão; significado não mensurável e ação;
→Investigador e investigado são intérpretes e “construtores de sentidos”: esta interação de interpretação designa-se
círculo hermenêutico da interpretação ;
→ Investigação= fusão de horizontes, já que parte de ideias pré-concebidas (horizonte), abrangendo mais conhecimento
com outras perspetivas (outros horizontes).
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.1.2 Paradigma Interpretativo
Exemplo: Direito à autodeterminação e independência da Catalunha
→ A investigação qualitativa : estudo etnográfico;
→ Não tem variáveis mensuráveis.
→ A procura do conhecimento envolve entrevistas à população, estudo histórico e constitucional;
→ Componente ética fortíssima
→ Estudo antropológico da população catalã;
→ A lógica do estudo envolve o processo indutivo, descritivo e interpretativo do investigador.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.1.3. Paradigma Socio-Crítico
→ Denominações: orientado à mudança, emancipatório, investigação-ação, ciência crítica da educação;
→ Metodologia inerente
A nível ontológico: Anti -Fundamentalista ( investigador é parte integrante do
“mundo exterior”, uma vez que é um dos participantes);
A nível epistemológico: Teoria Crítica (via de obter conhecimento a partir de um
interesse crítico emancipatório, que lhe confere características interventivas);
→ Conhecimento indutivo, emancipador, procura a mudança, tem aplicações práticas diretas;
→ O investigador é ator social e interpreta os fenómenos sociais à medida da sua racionalidade;
→ A nível metodológico apresenta semelhanças ao interpretativismo, diferenciando-se com a sua característica
interventiva;
→ A finalidade da investigação é criticar, identificar as mudanças, libertar e/ou melhorar um fenómeno/problema social;
→A teoria e a prática são inseparáveis visto que o paradigma resultante da investigação é também a componente
prática.
→ Tem caráter evolutivo, pois envolve processos de mudança, ou correção de problemas das realidades sociais.
Exemplo: Conferência de Bretton Woods em 1944: reunião onde delegados económicos delinearam uma nova ordem
internacional económica.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2 Metodologia, Métodos e Técnicas em CSH
Conjunto de orientações, e seguimento lógico que a investigação toma, fundamenta e
analisa os métodos, origina conceitos, clarifica os pressupostos e efeitos.
Têm como funções:
→ ajudar o investigador a compreender todo o estudo científico realizado;
→ delimita a linha de estudo de um fenómeno pois define todos os métodos e
técnicas utilizadas pelo investigador.
Metodologia
“Procedimentos de atuação”,
meios auxiliares dos métodos.
Exemplo: método: etnografia,
técnicas: entrevistas, pesquisa
histórica e social…
Métodos Conjunto de técnicas gerais que
são comuns a um número
significativo de áreas científicas.
Procedimentos de formação de
conceito e hipóteses, descreve
protocolos experimentais.
Técnicas
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2 Metodologia, Métodos e Técnicas em CSH (Cont.)
Método
Epistemologia
Metodologia
Paradigma
Técnica
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.1. Metodologia Quantitativa
A nível metodológico
→ Modelo lógico hipotético-dedutivo;
→ Soluções objetivas, testes de modo a comprovar teorias;
→ Metodologia única e científica, que garante o reducionismo metodológico:
adequa-se o objeto de estudo ao método.
A nível conceptual
→ Análise de factos e aspetos da realidade observáveis (experiências, survey);
→ Recurso a variáveis mensuráveis, comparáveis eou relacionadas;
A nível Teórico-Prático
→ Eficiência máxima acoplado ao aumento de conhecimento teórico;
→ Teoria é a base, o guia do Investigador;
→ Atitude objetiva: comprovar a teoria inicial a partir de testes probabilísticos
com elevada amostragem de dados.
Características da Metodologia Quantitativa:
• um plano de investigação estruturado e fixo, conceitos, variáveis e hipóteses não se alteram ao longo da
investigação;
• Aplicação de testes estandardizados e observação objetiva;
• Utiliza técnicas estatísticas de análise de dados;
• Resultados do estudo são generalizações que permitam prever, explicar e controlar fenómenos.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.2. Metodologia Qualitativa
A nível metodológico
→ Modelo indutivo; fenomenologia; etnometodologia e interacionismo simbólico;
→ Teoria é o resultado da investigação;
→Inter-relação entre o investigado e investigador presente, o que faz com que a
construção da teoria se processe de modo indutivo e sistemático;
A nível conceptual
→ Advém da observação dos sujeitos (estudos de caso; etnografia; contextualização
histórica), interpretação;
→ Recurso à diversidade individual, de modo a particularizar;
A nível Teórico-Prático
→ Maior ligação prática-teórica, a teoria é do género interpretativo, surge dos
dados recebidos;
→ Atitude subjetiva: descreve os fenómenos por palavras e não por medidas.
Características da Metodologia Qualitativa:
• um plano de investigação realizado em espiral: “fusão de horizontes”
• Participação ativa do investigador ( observação participante ou Participação mediatizada)
• Utiliza técnicas de observação, recolha de dados no meio natural;
• Resultado do estudo são descrições particulares de um fenómeno inserido num contexto social, temporal e
histórico específico.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.3. Metodologia Orientada para a prática ( investigação aplicada ou modelo socio-crítico)
A nível metodológico
→ Modelo empírico-analítico (explicação de fenómenos); interpretativo
(compreensão das ações), crítica;
→ A mudança/alteração ou libertação é o resultado esperado do modelo;
→Inter-relação entre o investigado e investigador presente, uma vez que o
investigador é parte integrante do investigado;
A nível conceptual
→ Advém de uma visão global da realidade social;
→ Desvenda representações e coloca à vista interesses;
A nível Teórico-Prático
→ Centra-se em problemas sociais; é orientada para a ação;
→ Atitude emancipatória: procura a alteração de algum erro social, ou resolução
de um problema social.
Características da Metodologia Orientada para a prática:
• Caráter instrumental, relevando a tomada de decisões; controlo de implementações sociais;
• Baseia-se na metodologia de investigação qualitativa e quantitativa, porém remete-se para o sentido crítico e
espírito de mudança.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.3. Tendência Atual: Integração Metodológica
Posições epistemológicas entre paradigmas:
• Incompatibilidade: paradigmas advindos de metodologias tão diferentes, são incomensuráveis e
irreconciliáveis - posição “purista” ou “monoteísta”;
• Complementaridade: embora diferentes ontologicamente e epistemologicamente, defende-se a
complementaridade de métodos quantitativos e qualitativos de modo a obter resultados mais
fidedignos;
• Integração ou unidade epistemológica: rejeita-se as diferenças entre os paradigmas, procuram-se
alternativas que integrem os dois.
Devido à complexidade da realidade social e humana atual é imperativo aglomerar as duas metodologias, de
modo a relacionar todas as variáveis interdependentes ( comportamentos, interpretações, atitudes,
expectativas….). Esta nova visão revaloriza a perspetiva qualitativa como elemento integrante e
complementar da quantitativa. Assim, o investigador pode escolher a relação entre conceitos, conseguindo
uma aproximação mais flexível à problemática.
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.3. Tendência Atual: Integração Metodológica (Cont.)
Investigação Quantitativa
Teoria
Observações quotidianas
Explicação para as tendências
de um grupo
Um exemplo
Investigação Qualitativa
Conjunto de Relações entre
conceitos
A → C
B E
D F
Generalização
Informação
sustentada
por
Restrição às explicações,
Processo hipotético-dedutivo
Define a
Descreve
Indução
Acontecimentos reais
Processo indutivo de
explicação ao exemplo
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.4. Métodos/Planos de investigação
QUANTIFICATIVOS: experimental puro; quase experimental, survey…
QUALITATIVOS: etnográfica, investigação-ação, investigação participativa…
ORIENTADA: avaliação, estudo longitudinal, correlacional…
Método a usar quando o foco deve estar:
Fenómeno social
→ investigação nomotética (leis gerais - quantitativo);
→ investigação idiográfica (valoriza o indivíduo e o particular - qualitativo);
Finalidade
→ investigação pura ou básica (procura de novos conhecimentos, aumentar a teoria);
→ investigação aplicada (resolução de problemas práticos, por generalizações, incorporar
teorias);
Natureza dos dados
→ quantitativa (objetivista, nomotética, recolha de dados com base em provas
concretas, técnicas estatísticas, análise da dados…)
→ qualitativa (interpretativa, dirigida a casos particulares, idiográfica)
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.4. Métodos/Planos de investigação (Cont.)
Manipulação de variáveis
→ descritiva (não se manipulam variáveis);
→ experimental (manipulam-se variáveis);
→ ex post facto ( fixa-se a variável independente, estuda-se o efeito);
Objetivo
→ descritivos (descrevem um fenómeno);
→ explicativos (explicam os fenómenos);
→preditivos (previsão do fenómeno);
Alcance temporal
→ transversal (intervalo de tempo curto (momento));
→ longitudinal (estuda-se os sujeitos em diferentes momentos);
→ painel (observação incide sempre sobre os mesmos sujeitos);
→ tendência (sujeitos são diferentes);
Número de indivíduos
→ estudos de grupo (grandes amostras selecionadas por técnicas de amostragem
probabilística- quantitativa);
→ estudos de sujeito único (incidem sobre um só sujeito, ou grupo reduzido sem
preocupações de representatividade);
1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.)
1.2.4. Métodos/Planos de investigação (Cont.)
Profundidade
→ investigação exploratória (estudo preliminar, de carácter provisório);
→ investigação descritiva (descrever fenómenos, utiliza os survey));
→ investigação comparativa/causal (procura de relações causa-efeito entre fenómenos,
sem manipulação de variáveis - ex post facto, estudos comparativo-causais, estudos
correlacionais…)
→ investigação experimental (manipula-se a variável independente, estudando o efeito
sobre a variável dependente num grupo de sujeitos similares: quantitativo)
→investigação quase experimental (semelhante à experimental mas o grupo em estudo
não é similar (equivalente))
2. BIBLIOGRAFIA
Coutinho, Clara P. (2011). Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: teoria e prática.
Coimbra: Edições Almedina, S.A. pp. 7-38.

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(2011) - “METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: TEORIA E PRÁTICA”

  • 1. “METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: TEORIA E PRÁTICA” Exercício 1 Resumo do texto de Clara Pereira Coutinho (2011) Trabalho elaborado por: Nome: Bárbara Morim Nº de aluno: A83540 Email: a83540@alunos.uminho.pt Data: 02/10/2017 1º ano - Relações Internacionais – Metodologia da Ciência Política
  • 2. “…conhecer e compreender o mundo…foi um desejo permanente do homem que lhe deu a crença de que podia ser “dono do universo” .” Coutinho, C. (2011) “ A investigação científica e a Ciência são o resultado dessa atitude incessante do homem querer conhecer e dominar o mundo, através dela, foram-se encontrando soluções para os problemas que continuamente surgiam e , ao mesmo tempo, foi-se acumulando um corpo de conhecimento, que chegou até aos nossos dias. ” Coutinho, C. (2011)
  • 3. 1. INTRODUÇÃO: FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA INVESTIGAÇÃO EM CSH INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA • Atividade cognitiva de estudo sobre algo; • Tem uma intenção final (objetivo); • Conjunto de metodologias, métodos e técnicas; • Inicia-se com uma interrogação; • Termina com a apresentação à comunidade científica dos resultados; • Edifica ideias inovadoras • Proporciona debates • Permite reflexões sobre problemas… Requisitos da investigação em CSH: → Multiplicidade: existência de diferentes formas e abordagens de investigação, que suscita discussões, devido ao carácter dicotómico e contraditório dos seus modelos de estudo (Ex.: indução vs. dedução…). → Dependência contextual: o cientista social não tem possibilidade de se distanciar do contexto sociocultural em que está inserido, pelo que faz parte de uma ciência “centrada” (Nóvoa, 1991) pois relaciona-se com os contextos sociais em que é elaborada.
  • 4. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO Paradigmas Conjunto de afirmações, conceitos, teorias comuns e regras que são aceites por todos os elementos de uma comunidade científica durante um determinado contexto temporal, histórico e social. Também são designados por tradição, programa de investigação ou perspetiva. Têm como funções: → unificar conceitos, opiniões e questões teóricas e metodológicas; → legitimar critérios de validação e interpretação na comunidade científica. Atualmente são aceites três Paradigmas na investigação das CSH: → Paradigma positivista ou quantitativo; → Paradigma interpretativo ou qualitativo; → Paradigma socio-crítico ou hermenêutico 1.1 Paradigmas da Investigação em CSH
  • 5. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.1.1 Paradigma Positivista → Denominações: quantitativo, empírico-analítico, racionalista, empiricista; → Metodologia inerente A nível ontológico: Fundamentalista ( investigação independente do investigador, estática, externa e observável); A nível epistemológico: Positivismo ( conhecimento científico validado por teorias hipotéticas-dedutivas comprovadas estatisticamente , ex.: teste causa-efeito) → Conhecimento é baseado na observação e elaborado por métodos científicos rigorosos → Características: ● Determinismo: verdade por descobrir; ● Racionalidade: impossibilidade de hipóteses contraditórias; ● Impessoalidade: investigador e investigação objetiva sem espaço a subjetividade; ● Previsão: resultado da investigação sob forma de generalizações capazes de controlar e prever fenómenos; ● A validação dos resultados resulta da correta aplicação de métodos, sendo o processo de investigação “esquecido”, a teoria é a lei (norma) da prática.
  • 6. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.1.1 Paradigma Positivista Exemplo: Quantas mais ensaios nucleares e testes balísticos a Coreia de Norte realizar, mais manobras e operações militares norte-americanas e seus aliados são realizadas no Pacífico. Teste causa-efeito: → Variável independente: número de ensaios nucleares e testes balísticos Norte Coreanos; → Variável dependente: número de manobras militares norte-americanas e seus aliados. Paradigma confirmado pelo teste causa-efeito, dados estatísticos e observação V
  • 7. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.1.1. Paradigma Positivista → Críticas ao paradigma positivista 1º Incompatibilidade entre a metodologia positivista e o comportamento imprevisível do Ser humano: ● diferenças individuais; ● processo evolutivo da aprendizagem e desenvolvimento; ● influência da consciência no comportamento humano; ● … Impossibilidade de produção de um conhecimento totalmente objetivo devido às limitações humanas ( sensoriais e intelectuais) do investigador face à exigência que é imposta na observação e obtenção de dados. O que faz com que seja incapaz de resolver os problemas investigados nas CSH.
  • 8. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.1.2. Paradigma Interpretativo → Denominações: qualitativo, naturalista, hermenêutico, construtivista; → Metodologia inerente A nível ontológico: Anti -Fundamentalista ( investigador é parte integrante do “mundo exterior”, há ligação de dependência entre o investigadoinvestigador); A nível epistemológico: Interpretativismo ( baseia-se na compreensão e interpretação dos fenómenos reais através de um ciclo de produção de conhecimento em espiral); → Conhecimento indutivo, utiliza uma lógica de produção baseada em descrições e interpretações da realidade, por isso tem conotações éticas do investigador; → Tem como pilar a antropologia uma vez que o objeto de estudo é o comportamento do ser humano face a um fenómeno; → A finalidade é descobrir significados, e tem como resultado final uma teoria social (paradigma), que explica um fenómeno social. A teoria e a prática estão interligadas. → Caracteriza-se pelas palavras: compreensão; significado não mensurável e ação; →Investigador e investigado são intérpretes e “construtores de sentidos”: esta interação de interpretação designa-se círculo hermenêutico da interpretação ; → Investigação= fusão de horizontes, já que parte de ideias pré-concebidas (horizonte), abrangendo mais conhecimento com outras perspetivas (outros horizontes).
  • 9. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.1.2 Paradigma Interpretativo Exemplo: Direito à autodeterminação e independência da Catalunha → A investigação qualitativa : estudo etnográfico; → Não tem variáveis mensuráveis. → A procura do conhecimento envolve entrevistas à população, estudo histórico e constitucional; → Componente ética fortíssima → Estudo antropológico da população catalã; → A lógica do estudo envolve o processo indutivo, descritivo e interpretativo do investigador.
  • 10. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.1.3. Paradigma Socio-Crítico → Denominações: orientado à mudança, emancipatório, investigação-ação, ciência crítica da educação; → Metodologia inerente A nível ontológico: Anti -Fundamentalista ( investigador é parte integrante do “mundo exterior”, uma vez que é um dos participantes); A nível epistemológico: Teoria Crítica (via de obter conhecimento a partir de um interesse crítico emancipatório, que lhe confere características interventivas); → Conhecimento indutivo, emancipador, procura a mudança, tem aplicações práticas diretas; → O investigador é ator social e interpreta os fenómenos sociais à medida da sua racionalidade; → A nível metodológico apresenta semelhanças ao interpretativismo, diferenciando-se com a sua característica interventiva; → A finalidade da investigação é criticar, identificar as mudanças, libertar e/ou melhorar um fenómeno/problema social; →A teoria e a prática são inseparáveis visto que o paradigma resultante da investigação é também a componente prática. → Tem caráter evolutivo, pois envolve processos de mudança, ou correção de problemas das realidades sociais. Exemplo: Conferência de Bretton Woods em 1944: reunião onde delegados económicos delinearam uma nova ordem internacional económica.
  • 11. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2 Metodologia, Métodos e Técnicas em CSH Conjunto de orientações, e seguimento lógico que a investigação toma, fundamenta e analisa os métodos, origina conceitos, clarifica os pressupostos e efeitos. Têm como funções: → ajudar o investigador a compreender todo o estudo científico realizado; → delimita a linha de estudo de um fenómeno pois define todos os métodos e técnicas utilizadas pelo investigador. Metodologia “Procedimentos de atuação”, meios auxiliares dos métodos. Exemplo: método: etnografia, técnicas: entrevistas, pesquisa histórica e social… Métodos Conjunto de técnicas gerais que são comuns a um número significativo de áreas científicas. Procedimentos de formação de conceito e hipóteses, descreve protocolos experimentais. Técnicas
  • 12. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2 Metodologia, Métodos e Técnicas em CSH (Cont.) Método Epistemologia Metodologia Paradigma Técnica
  • 13. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.1. Metodologia Quantitativa A nível metodológico → Modelo lógico hipotético-dedutivo; → Soluções objetivas, testes de modo a comprovar teorias; → Metodologia única e científica, que garante o reducionismo metodológico: adequa-se o objeto de estudo ao método. A nível conceptual → Análise de factos e aspetos da realidade observáveis (experiências, survey); → Recurso a variáveis mensuráveis, comparáveis eou relacionadas; A nível Teórico-Prático → Eficiência máxima acoplado ao aumento de conhecimento teórico; → Teoria é a base, o guia do Investigador; → Atitude objetiva: comprovar a teoria inicial a partir de testes probabilísticos com elevada amostragem de dados. Características da Metodologia Quantitativa: • um plano de investigação estruturado e fixo, conceitos, variáveis e hipóteses não se alteram ao longo da investigação; • Aplicação de testes estandardizados e observação objetiva; • Utiliza técnicas estatísticas de análise de dados; • Resultados do estudo são generalizações que permitam prever, explicar e controlar fenómenos.
  • 14. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.2. Metodologia Qualitativa A nível metodológico → Modelo indutivo; fenomenologia; etnometodologia e interacionismo simbólico; → Teoria é o resultado da investigação; →Inter-relação entre o investigado e investigador presente, o que faz com que a construção da teoria se processe de modo indutivo e sistemático; A nível conceptual → Advém da observação dos sujeitos (estudos de caso; etnografia; contextualização histórica), interpretação; → Recurso à diversidade individual, de modo a particularizar; A nível Teórico-Prático → Maior ligação prática-teórica, a teoria é do género interpretativo, surge dos dados recebidos; → Atitude subjetiva: descreve os fenómenos por palavras e não por medidas. Características da Metodologia Qualitativa: • um plano de investigação realizado em espiral: “fusão de horizontes” • Participação ativa do investigador ( observação participante ou Participação mediatizada) • Utiliza técnicas de observação, recolha de dados no meio natural; • Resultado do estudo são descrições particulares de um fenómeno inserido num contexto social, temporal e histórico específico.
  • 15. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.3. Metodologia Orientada para a prática ( investigação aplicada ou modelo socio-crítico) A nível metodológico → Modelo empírico-analítico (explicação de fenómenos); interpretativo (compreensão das ações), crítica; → A mudança/alteração ou libertação é o resultado esperado do modelo; →Inter-relação entre o investigado e investigador presente, uma vez que o investigador é parte integrante do investigado; A nível conceptual → Advém de uma visão global da realidade social; → Desvenda representações e coloca à vista interesses; A nível Teórico-Prático → Centra-se em problemas sociais; é orientada para a ação; → Atitude emancipatória: procura a alteração de algum erro social, ou resolução de um problema social. Características da Metodologia Orientada para a prática: • Caráter instrumental, relevando a tomada de decisões; controlo de implementações sociais; • Baseia-se na metodologia de investigação qualitativa e quantitativa, porém remete-se para o sentido crítico e espírito de mudança.
  • 16. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.3. Tendência Atual: Integração Metodológica Posições epistemológicas entre paradigmas: • Incompatibilidade: paradigmas advindos de metodologias tão diferentes, são incomensuráveis e irreconciliáveis - posição “purista” ou “monoteísta”; • Complementaridade: embora diferentes ontologicamente e epistemologicamente, defende-se a complementaridade de métodos quantitativos e qualitativos de modo a obter resultados mais fidedignos; • Integração ou unidade epistemológica: rejeita-se as diferenças entre os paradigmas, procuram-se alternativas que integrem os dois. Devido à complexidade da realidade social e humana atual é imperativo aglomerar as duas metodologias, de modo a relacionar todas as variáveis interdependentes ( comportamentos, interpretações, atitudes, expectativas….). Esta nova visão revaloriza a perspetiva qualitativa como elemento integrante e complementar da quantitativa. Assim, o investigador pode escolher a relação entre conceitos, conseguindo uma aproximação mais flexível à problemática.
  • 17. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.3. Tendência Atual: Integração Metodológica (Cont.) Investigação Quantitativa Teoria Observações quotidianas Explicação para as tendências de um grupo Um exemplo Investigação Qualitativa Conjunto de Relações entre conceitos A → C B E D F Generalização Informação sustentada por Restrição às explicações, Processo hipotético-dedutivo Define a Descreve Indução Acontecimentos reais Processo indutivo de explicação ao exemplo
  • 18. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.4. Métodos/Planos de investigação QUANTIFICATIVOS: experimental puro; quase experimental, survey… QUALITATIVOS: etnográfica, investigação-ação, investigação participativa… ORIENTADA: avaliação, estudo longitudinal, correlacional… Método a usar quando o foco deve estar: Fenómeno social → investigação nomotética (leis gerais - quantitativo); → investigação idiográfica (valoriza o indivíduo e o particular - qualitativo); Finalidade → investigação pura ou básica (procura de novos conhecimentos, aumentar a teoria); → investigação aplicada (resolução de problemas práticos, por generalizações, incorporar teorias); Natureza dos dados → quantitativa (objetivista, nomotética, recolha de dados com base em provas concretas, técnicas estatísticas, análise da dados…) → qualitativa (interpretativa, dirigida a casos particulares, idiográfica)
  • 19. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.4. Métodos/Planos de investigação (Cont.) Manipulação de variáveis → descritiva (não se manipulam variáveis); → experimental (manipulam-se variáveis); → ex post facto ( fixa-se a variável independente, estuda-se o efeito); Objetivo → descritivos (descrevem um fenómeno); → explicativos (explicam os fenómenos); →preditivos (previsão do fenómeno); Alcance temporal → transversal (intervalo de tempo curto (momento)); → longitudinal (estuda-se os sujeitos em diferentes momentos); → painel (observação incide sempre sobre os mesmos sujeitos); → tendência (sujeitos são diferentes); Número de indivíduos → estudos de grupo (grandes amostras selecionadas por técnicas de amostragem probabilística- quantitativa); → estudos de sujeito único (incidem sobre um só sujeito, ou grupo reduzido sem preocupações de representatividade);
  • 20. 1. PARADIGMAS, METODOLOGIAS E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO (CONT.) 1.2.4. Métodos/Planos de investigação (Cont.) Profundidade → investigação exploratória (estudo preliminar, de carácter provisório); → investigação descritiva (descrever fenómenos, utiliza os survey)); → investigação comparativa/causal (procura de relações causa-efeito entre fenómenos, sem manipulação de variáveis - ex post facto, estudos comparativo-causais, estudos correlacionais…) → investigação experimental (manipula-se a variável independente, estudando o efeito sobre a variável dependente num grupo de sujeitos similares: quantitativo) →investigação quase experimental (semelhante à experimental mas o grupo em estudo não é similar (equivalente))
  • 21. 2. BIBLIOGRAFIA Coutinho, Clara P. (2011). Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: teoria e prática. Coimbra: Edições Almedina, S.A. pp. 7-38.