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Teoria Comportamental da Administração  (Behaviorista) Igor Caldeira Liliana Sousa Olinda Costa Patrícia Simões
Génese da Teoria Comportamental Surge na década de 40 ( O Comportamento Administrativo ; Simon, Herbert A.; E.U.A.; 1947); Redifinição total dos conceitos administativos; Crítica às Teorias Clássica e das Relações Humanas  Amplia o seu conteúdo e diversifica a sua natureza; Crítica severa à Teoria Burocrática; Incorporação da Sociologia da Burocracia; Nova abordagem das ciências do comportamento e adopção de posições explicativas e descritivas.
A Motivação Humana O comportamento individual das pessoas  o estudo da  motivação humana ; O Homem é um animal complexo, dotado de necessidades; Processo contínuo de satisfação de substituição das necessidades; O administador deve conhecer as necessidades humanas  Compreensão do comportamento humano;
A motivação humana O administador deve saber utilizar a  motivação humana  como uma arma A  motivação humana  enquanto meio para alcançar uma melhor  qualidade de vida , dentro das organizações.
Hierarquia das Necessidades  (A. Maslow) As necessidades humanas estão dispostas hierarquicamente (importância e diferenciação); Pirâmide das necessidades (da base para o topo): Necessidades Primárias - as  fisiológicas (ex: alimentação, sono/repouso, abrigo e desejo sexual)  instintivas  e  inatas ; -  segurança  (ex: estabilidade, protecção, fuga) - discriminação, favoritismo ou política  administrativa imprevisível são activadores da insegurança;
Hierarquia das Necessidades  (A. Maslow) Necessidades Secundárias -  sociais  (ex: associação; participação; aceitação; amizade; afecto; amor) - a insatisfação destas necessidades conduz à inadapatação social e a sentimentos de frustração e solidão; -  estima  (ex: auto-apreciação; auto-confiança; necessidade de aprovação social / respeito, status, prestígio e consideração); - a sua frustração leva a sentimentos de inferioridade, fraqueza, dependência e desamparo; -  auto-realização  (ex: melhorar o próprio potencial e auto-desenvolver-se continuamente)
Aspectos da Teoria da Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) A satisfação de um nível inferior de necessidades é essencial para a revelação de um nível superior no comportamento; O topo da pirâmide das necessidades não está ao alcance de todos; A prioridade em satisfazer as necessidades de níveis mais baixos (monopolização do indivíduo); Cada indivíduo possui uma multiplicidade de motivações / necessidades, interligadas entre si (efeito global e conjunto no organismo);
Aspectos da Teoria da Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) Qualquer comportamento motivado é um canal pelo qual as necessidades podem ser expressas ou satisfeitas; A possibilidade de insatisfação de certas necessidades torna-se uma ameaça psicológica, ao produzir reacções gerais de emergência no comportamento. A  motivação  individual: Estímulos  Necessidades  Comportamento individuais
Aspectos da Teoria da Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) A criação de um ambiente, criado pela organização, que permita a auto-realização máxima do indivíduo. Factores Determinantes na Hierarquia das Necessidades
Críticas à Teoria da Hierarquia das Necessidades ( J. Lobos) Enquanto teoria motivacional, a hierarquia das necessidades apresenta algumas debilidades : Dificuldade de se articularem as “necessidades básicas”, sob um ponto de vista operacional; A teoria não considera, de forma adequada, as excepções de comportamento; A Teoria de Maslow nunca foi confirmada e , muitas vezes, chegou a ser considerada inválida; Porém, é uma teoria bem estruturada e capaz de servir como esquema orientador.
Teoria dos Dois Factores (F. Herzberg) Principal objectivo : explicar melhor o comportamento dos indivíduos, em situação de trabalho (vs. Perspectiva tradicional); Existem 2 factores que orientam o comportamento / motivação humana: -   Factores higiénicos ou extrínsecos  (condições ambientais, enquanto o indivíduo trabalha – ex: condições físicas de trabalho, salário, benefícios sociais e políticas de supervisão); -   Factores motivacionais ou intrínsecos  (relacionados com a execução de tarefas, i.e., com o conteúdo do cargo  sentimentos de realização, crescimento e reconhecimento profissionais)
Teoria dos Dois Factores (F. Herzberg) A teoria, em essência, afirma: - a satisfação do indivíduo no cargo depende do conteúdo do cargo ou actividades motivadoras / desafiadoras neste –  factores motivadores ; - a insatisfação do indivíduo no cargo depende do ambiente, supervisão, colegas e contexto geral no próprio cargo –  factores higiénicos . Herzberg propõe o “ enriquecimento de tarefas ”, de modo a introduzir uma maior dose de motivação no trabalho. O que causa períodos de trabalho felizes e infelizes?  Análise dos factores motivadores e dos factores de contexto ou higiénicos.
Teoria dos Dois Factores (F. Herzberg) Pagar bons salários e assegurar boas condições de trabalho, não basta para produzir entusiasmo e elevada motivação nos empregados o entusiasmo provém do tipo de trabalho que o empregado realiza. Herzberg vs. Taylor as consequências na fragmentação do trabalho. O Modelo de Factores de Higiene/Motivação  (Herzberg) e o Modelo da Hierarquia das Necessidades  (Maslow); Suposições das Teorias X e Y de McGregor;
Aspectos discutíveis da Teoria dos Dois Factores (Herzberg) House & Wigdor – a metodologia de pesquisa é falível, os resultados da pesquisa original não foram confirmados e a teoria é evasiva; Porter & Lawler – a abordagem de Herzberg é mais uma teoria de satisfação no trabalho, do que uma teoria motivacional; Herzberg realiza uma nova pesquisa e enumera as barreiras encontradas nos programas de enriquecimento de cargos barreiras de natureza atitudinal e estrutural
Abordagem de McClelland: - Necessidade de realização - Necessidade de afiliação - Necessidade de poder Relacionado com a necessidade de solução de problemas Três motivos na dinâmica do comportamen humano: Diferentes Indivíduos evidenciam distintos níveis de cada uma destas necessidades
Abordagem de McClelland: Maior contribuição de McClelland : Conceito de  clima organizacional ligado à motivação Motivação não é a única motivadora de comportamento Clima organizacional  molda o comportamento dos  indivíduos -   Determinado por: estilos de liderança e administração, estrutura organizacional; - Pode aumentar a eficácia organizacional; - Integra os objectivos individuais com os objectivos e funções da organização;
Estilos de Administração A Teoria Comportamental procura demonstrar uma variedade de estilos de administração. Estilos de Administração Dependem de: Convicções  dos administradores acerca do comportamento humano, dentro das organizações Moldam a condução das pessoas, a divisão do trabalho, o planeamento e a organização das actividades As organizações são projectadas e administradas de acordo com as  teorias administrativas
Teoria X e Teoria Y McGregor formulou uma nova concepção de administração, fundamentando-se no aspecto motivacional, e comparou  dois estilos  antagónicos de administrar: - Estilo baseado na teoria  tradicional, excessivamente pragmática, mecanicista Teoria X - Estilo baseado nas concepções modernas, a respeito do comportamento humano Teoria Y
Premissas da Concepção Tradicional de Administração: Teoria X O homem é primariamente motivado por incentivos económicos; O Homem é um agente passivo que precisa ser administrado, motivado e controlado pela organização; As emoções humanas não devem interferir no auto-interesse do indivíduo; O Homem é essencialmente preguiçoso e deve ser estimulado por incentivos externos; Os objectivos individuais, em geral, opõem-se aos objectivos da organização; O Homem é basicamente incapaz de autocontrole e de autodisciplina; A natureza do Homem leva-o a resistir às mudanças e falta-lhe ambição
Aspectos Básicos da Concepção Tradicional da Administração A Administração é responsável pela organização dos  elementos da empresa produtiva; A Administração é um processo de dirigir os esforços das pessoas, de controlar as suas acções e modificar o seu comportamento para atender às necessidades da organização; A tarefa da administração é dirigir as actividades dos indivíduos; A empresa deve utilizar a remuneração como um meio de recompensa  ou de punição.
Teoria X Ao utilizar a Teoria X, a Administração pode aplicar  duas estratégias  extremas: Administração pode ser “dura” ou “forte”  Administração pode ser “suave” ou “fraca” Trabalho produtivo como uma forma pouco natural de comportamento; Pressão ou persuasão para atingir objectivos A Teoria X baseia-se na motivação através da esperança contínua e de proporcionamento parcelado da satisfação das necessidades fisiológicas e de segurança Contudo , esta concepção, através da direcção e controle, é inadequada para motivar, pois as necessidades humanas não são importantes motivadoras de comportamento.
Moderna Concepção da Administração: Teoria Y - O Homem não é passivo nem contraria as necessidades da organização; - As pessoas têm motivação básica, potencial de desenvolvimento e padrões de comportamento compatíveis com o assumir de responsabilidades. Conceitos do comportamento humano :
Moderna Concepção da Administração: Teoria Y Nova Concepção da Administração : - A Administração é responsável pela organização dos elementos produtivos da empresa; - As pessoas, por natureza, não são passivas ou resistentes às necessidades da organização; - A motivação, o potencial de desenvolvimento, a capacidade de assumir responsabilidades e de dirigir o comportamento para os objectivos da organização são factores que estão presentes nas pessoas; - A tarefa essencial da Administração é criar condições e métodos de operação.
Caracterização do Comportamento Humano nas Organizações O Homem médio não tem desprazer inerente em trabalhar; O controle externo e a ameaça de punição não são os únicos meios de obter o esforço de alcançar os objectivos organizacionais; Confiar objectivos é uma função de premiar associada com o seu alcance efectivo; O Homem aprende, sob certas condições, a aceitar e a procurar responsabilidades; A capacidade de aplicar imaginação na solução de problemas organizacionais é amplamente distribuída na população; Na moderna vida industrial, as potencialidades intelectuais do Homem médio são apenas parcialmente utilizadas. A  concepção moderna do comportamento humano  baseia-se, fundamentalmente, no  autocontrole  e na  autodirecção
Aplicação da Teoria Y sob a forma de medidas inovadoras Descentralização e delegação; Ampliação do cargo e da significação do trabalho; Participação e administração consultiva; Auto-avaliação do desempenho. A Administração deve criar condições tais que os membros da organização possam melhor alcançar seus próprios objectivos, dirigindo seus esforços para os objectivos da organização Fusão entre objectivos individuais e objectivos organizacionais
Tipos de Supervisão (Likert) Supervisores “orientados para o trabalho” ( job centered ) Supervisores “orientados para o empregado” (employee-centered) Subdivisão e fragmentação do trabalho em partes componentes Selecção e treino das pessoas mais adequadas Pressão constante Preocupação exclusiva com o trabalho Ênfase dirigida para os seres humanos Preocupação em compreender e ajudar os subordinados Supervisão mais geral no trabalho Preocupação mais acentuada nas metas
Algumas conclusões O nível de produção é frequentemente mais elevado nas unidades chefiadas por supervisores orientados para o empregado; Quanto maior a sensação de conflito entre supervisores e empregados menor o nível de produção. Variáveis administrativas Itens do comportamento Variáveis causais Variáveis intervenientes criam Variáveis de resultado
O Modelo de Organização (Likert) Variáveis Causais Estrutura organizacional Controles Políticas Liderança Variáveis Intervenientes Atitudes, motivações e percepções de  todos os membros Variáveis Resultantes Produtividade Lucros Custos As variáveis intervenientes dependem, em grande parte, das variáveis causais e têm influência nas variáveis de resultado final
Sistemas de Administração Likert propõe uma classificação de sistemas administrativos, definindo quatro perfis organizacionais.  Em função das variáveis processo decisorial, sistema de comunicação, relacionamento interpessoal e sistema de recompensas e punições, distinguem-se os seguintes sistemas administrativos: a)  Sistema 1: “Autoritário Coercitivo”  (ou Autoritário Explorador) b)  Sistema 2: “Autoritário Benevolente”  (ou Autoritário Paternalista) c)  Sistema 3: “Consultivo” d)  Sistema 4: “Participativo”  (ou Participação por Grupos)
Sistemas de Administração Variáveis principais Autoritário- Coercitivo Autoritário- Benevolente Consultivo Participativo Processo Decisorial Sistema de Comunicações Totalmente centralizado na cúpula Centralizado na cúpula mas permitindo diminuta delegação de carácter rotineiro Consulta aos níveis inferiores, permitindo participação e delegação Totalmente delegado e descentralizado. Nível institucional define políticas e controla resultados Bastante precário. Apenas comunicações verticais descendentes carregando ordens Relativamente precário, prevalecendo comunicações descendentes sobre os ascendentes Procura-se facilitar o fluxo no sentido vertical (descendente e ascendente) e horizontal Sistemas de comunicação eficientes são fundamentais para o sucesso da empresa
Sistemas de Administração Variáveis principais Autoritário- Coercitivo Autoritário- Benevolente Consultivo Participativo Relações Interpessoais Provocam desconfiança. Organização informal é vedada e considerada prejudicial. Cargos e tarefas confinam as pessoas São toleradas, com certa condescendência. Organização informal incipiente e considerada como uma ameaça à empresa Certa confiança nas pessoas e nas suas relações. A empresa procura facilitar o desenvolvimento de uma organização informal sadia Trabalho realizado em equipas. Formação de grupos torna-se importante. Confiança mútua, participação e envolvimento grupal intensos Sistemas de Recompensas e Punições Ênfase em punições e medidas disciplinares. Obediência estrita aos regulamentos internos. Raras recompensas (de cunho estritamente salarial) Ênfase em punições e medidas disciplinares mas com menor arbitrariedade. Recompensas salariais mais frequentes. Recompensas sociais são raras Ênfase nas recompensas materiais (principalmente salários). Recompensas sociais ocasionais. Raras punições ou castigos. Ênfase nas recompensas sociais. Recompensas materiais e salariais frequentes. Punições são raras e, quando ocorrem, são definidas pelos grupos.
2 3 4 1 PARTICIPATIVO AUTORITÁRIO Teoria Y Teoria X Quanto mais próximo do Sistema 4 estiver situado o estilo de administração, tanto maior será a probabilidade de haver alta produtividade, boas relações no trabalho e elevada rentabilidade. Sistema Sistema 1 Produz resultados desejados a curto prazo e desvantagens a longo prazo Sistema 4 Não produz rentabilidade a curto prazo mas conduz a uma lenta, firme e elevada rentabilidade
Estrutura Organizacional Tradicional (Sistemas 1 e 2) utiliza Modelo de interacção homem-para-homem Novas Estruturas Organizacionais Modelo de Organização Grupal 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Princípios Básicos do Sistema 4 Utilização de  princípios e técnicas de motivação , em vez da dialéctica tradicional de  recompensas e punições ; Composição de  grupos de trabalho  altamente motivados, estreitamente entrelaçados e capazes de se empenharem totalmente para alcançar os objectivos empresariais. A competência técnica não deve ser esquecida. O papel dos  elos de vinculação superposta  é fundamental; Adopção dos  princípios de relações de apoio : a administração adopta metas de elevado desempenho para si própria e para todos os empregados, e estabelece os meios mais adequados para atingi-las. Essas metas de eficiência e produtividade podem ser melhor alcançadas através de um sistema de administração que permita condições de satisfazer também aos objectivos individuais dos empregados.
Processo Decisório A Organização como um sistema de decisões: A organização é um  sistema de decisões  no qual o indivíduo participa enquanto  agente racional  e consciente; As teorias anteriores omitiram os aspectos subjectivos e a decisão  centrando-se na acção e nos aspectos objectivos, originando erros na análise do comportamento dos indivíduos; Segundo a perspectiva comportamentalista, é preciso ter em conta os  processos de percepção e raciocínio, já que o indivíduo decide em função da sua percepção da situação
Teoria da Decisão Há dois tipos de decisão: a  normativa  e a  descritiva ; A decisão envolve seis elementos : o  decisor ; os  objectivos  ou  fins ; o  sistema de preferências  ou  valores ; as  estratégias do decisor ; os  estados da natureza ; as  consequências ; Dewey  apontou quatro estágios no processo de solução de problemas: percepção das  pressões ; análise do  problema ; procura de  soluções ; análise das  consequências  e  escolha  de uma das soluções; Os  behavoristas  introduziram quatro elementos que condicionam este processo:  natureza do problema ;  contexto organizacional ;  personalidade  do decisor;  limites cognitivos  dos indivíduos
Teoria da Decisão Herbert Simon  explicitou diferentes  tipos de racionalidade  em contexto organizacional: a  objectiva ; a  subjectiva ; a  consciente ; a  deliberada ; a  organizada ; a  pessoal . Simon  propõe o  estudo psicológico das decisões  com base em diversos critérios e pressupostos: - O comportamento de um indivíduo raramente apresenta elevada racionalidade objectiva; - Não há decisões perfeitas; - Há uma hierarquia de decisões; - Há uma relatividade das decisões; - A escolha de uma alternativa implica a renúncia de determinados fins; - A actividade administrativa é uma actividade grupal; - Os processos administrativos são basicamente processos decisórios; - A organização influi nos seus elementos por diversas maneiras; - A decisão de participar e a decisão de produzir.
O Homem Administrativo O comportamentalismo foca o “ homem administrativo ”, que  não procura  a melhor maneira,  o óptimo, mas a maneira satisfatória ; O  máximo  do homem administrativo é  relativo, contingencial  e envolve elementos subjectivos; Segundo  Etzioni ,  as organizações tendem a tornar-se racionalmente insatisfeitas , buscando o seu permanente aperfeiçoamento
Conflito entre Objectivos Organizacionais e Individuais Tema amplamente debatido pelos behavoristas; na sua decorrência,  Chester Barnard   distinguiu os conceitos de  eficiência  e  eficácia ; É importante distinguir “ conflito ” de  problema  ou  dilema ; Sofer  apontou um conjunto de causas dos conflitos entre administração e empregados, envolvendo aspectos sociais, psicológicos, culturais, etc.; Chris Argyris  afirma a  inevitabilidade do conflito  entre o indivíduo e a organização e sublinha a  importância da maturidade  dos indivíduos; Para este autor, há um  processo contínuo  que leva os indivíduos do estado da imaturidade para o estado maduro, embora  poucos consigam tornar-se plenamente maduros ;
Conflito entre Objectivos Organizacionais e Individuais O  controlo organizacional favorece o conflito ; A  reacção  dos indivíduos maduros ao conflito  prejudica  tanto a  eficiência  como a  eficácia ; Para  Argyris , a  integração  entre necessidades individuais e os requisitos de produção de uma organização  favorece a produtividade ; Há  poucas variações no comportamento  dos indivíduos em contexto organizacional; Chris Argyris  conclui que  o estudo das organizações exige um modelo híbrido , envolvendo níveis psicológicos e sociológicos de análise.
O Comportamento Organizacional Estudo do funcionamento e estrutura das organizações; Comportamento dos grupos e indivíduos;  Organizações (coordenação de esforços e racional divisão do trabalho e hierarquia) -  objectivos; Expectativas dos participantes em relação ao comportamento da organização; Interacção psicológica – H. levinson – processo de reciprocidade (sociólogos) ou “contrato psicológico” (psicólogos) – práticas, direitos, privilégios e obrigações; Objectivos bem definidos e clareza de instrumentos – alto grau de operacionalidade; Schein – contrato : decisão formal  e “contrato psicológico” (o que individuo e organização pretendem ganhar com relacionamento); Participação como forma de satisfação de necessidades pessoais – custos – ganhos – manutenção da organização.
1. Incentivos à cooperação Recompensas pessoais que decorrem da realização dos objectivos da organização Recompensas pessoais que decorrem da importância e desenvolvimento da organização (accionistas) Incentivos económicos (salários) e incentivos psicossociais (segurança no trabalho, promoções, etc.) Organização como sistema equilibrado – recebe contribuições dos participantes e oferece aliciantes
2. Teoria do Equilíbrio Organizacional Identificar  participantes  (todos os indivíduos que recebem incentivos e trazem contribuições – empregados, investidores, fornecedores, distribuidores e consumidores) e factores que afectam decisões quanto à participação Barnard e Simon  – equilíbrio reflecte êxito da organização Organização – sistema de comportamentos sociais inter relacionados;  Participantes e grupos recebem incentivos e fazem contribuições à organização; Participante mantém participação enquanto incentivos forem iguais ou superiores às contribuições exigidas; Contribuições constituem fonte na qual organização se alimenta; Organização existe enquanto as contribuições forem suficientes para proporcionar incentivos que levem à participação.
3. Incentivos e Contribuições March e Simon Incentivos – pagamentos feitos pela organização aos participantes (salários, serviços, rendas)  Incentivos em termos de utilidade – dimensão comum Contribuições – pagamentos que cada participante efectua à organização (trabalho, honorários, capital) Utilidade das contribuições  Nem toda a organização que oferece incentivos consegue retorno equivalente em contribuições. Necessário que incentivos sejam úteis aos participantes e contribuições úteis à organização
4. Relações de Intercâmbio Relação entre indivíduos e organização Satisfatório, para pessoas que percebem que as suas recompensas excederam as exigências Propensão para o abandono, caso esforços pessoais ultrapassem as satisfações Organização espera que contribuição do individuo ultrapasse custo Individuo percebe que benefícios de participação excedem custos pessoais – relacionamento bem sucedido Organização percebe benefícios de manter participantes como superiores aos custos – relacionamento bem sucedido Katz e Kahn – condições para que incentivos possam actuar adequadamente
Apreciação crítica da teoria Natureza descritiva e não prescritiva (explica e descreve características do comportamento organizacional, mas não constrói modelos e princípios de aplicação prática) Transferência de ênfase dos aspectos estruturais e estáticos da organização (abordagem estrutural) para os aspectos comportamentais e dinâmicos
3. Reformulação na Filosofia do Comportamento Administrativo Bennis  – novo conceito de homem, poder e valores organizacionais – orientação humanista Shepard  - sistema de “colaboração – consenso” ou equalizador do poder Mills  – meios para desenvolver condições satisfatórias numa organização
4. Dimensões Bipolares da Teoria Comportamental Análise:   - teórica / empírica   - descritiva / prescritiva     - macro / micro   - organização formal / informal   - objectiva / subjectiva   - cognitiva / afectiva
5. A análise Organizacional a partir do Comportamento Pugh  – “teóricos do individuo”: - Preocupação centrada no individuo, predisposições, reacções e personalidade dentro do panorama organizacional (Argyris e Barnard); - Organização como meio para proporcionar ao individuo recompensas e satisfação  (Maslow e Herzberg); - Organização como conjunto de indivíduos comprometidos com o processo de decisões. Pressões organizacionais e motivações individuais (March e Simon).
5. A análise Organizacional a partir do Comportamento Silverman  – contribuição da psicologia organizacional: - Indivíduos como possuidores de necessidades de personalidade (da segurança à auto-realização) – influência no comportamento; - Conflito entre necessidade individual e objectivos da organização – mudanças na estrutura organizacional; - Melhor forma de organização – optimizar satisfação das necessidades individuais e organizacionais.
6. Relatividade das teorias da motivação (influência das ciências do comportamento sobre a administração) Silverman  – temas problemáticos para esta abordagem: - como validar a existência das necessidades de personalidade? Quais são elas? São universais ou circunstanciais? - É legitimo usá-las como variáveis independentes? Explicam o comportamento? Há contradição entre elas e a perspectiva sociológica? - Se existem, porque devem ser satisfeitas dentro das  organizações e não fora do trabalho? - Como diferem os psicólogos organizacionais dos autores das relações humanas?
7. Concepção da Organização como estrutura de tomada de decisões Simon  – efeitos de processos formais sobre a tomada de decisões, deixando de lado processos inter pessoais  funcionalidade racional ( Blau  e  Scott )

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  • 1. Teoria Comportamental da Administração (Behaviorista) Igor Caldeira Liliana Sousa Olinda Costa Patrícia Simões
  • 2. Génese da Teoria Comportamental Surge na década de 40 ( O Comportamento Administrativo ; Simon, Herbert A.; E.U.A.; 1947); Redifinição total dos conceitos administativos; Crítica às Teorias Clássica e das Relações Humanas Amplia o seu conteúdo e diversifica a sua natureza; Crítica severa à Teoria Burocrática; Incorporação da Sociologia da Burocracia; Nova abordagem das ciências do comportamento e adopção de posições explicativas e descritivas.
  • 3. A Motivação Humana O comportamento individual das pessoas o estudo da motivação humana ; O Homem é um animal complexo, dotado de necessidades; Processo contínuo de satisfação de substituição das necessidades; O administador deve conhecer as necessidades humanas Compreensão do comportamento humano;
  • 4. A motivação humana O administador deve saber utilizar a motivação humana como uma arma A motivação humana enquanto meio para alcançar uma melhor qualidade de vida , dentro das organizações.
  • 5. Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) As necessidades humanas estão dispostas hierarquicamente (importância e diferenciação); Pirâmide das necessidades (da base para o topo): Necessidades Primárias - as fisiológicas (ex: alimentação, sono/repouso, abrigo e desejo sexual) instintivas e inatas ; - segurança (ex: estabilidade, protecção, fuga) - discriminação, favoritismo ou política administrativa imprevisível são activadores da insegurança;
  • 6. Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) Necessidades Secundárias - sociais (ex: associação; participação; aceitação; amizade; afecto; amor) - a insatisfação destas necessidades conduz à inadapatação social e a sentimentos de frustração e solidão; - estima (ex: auto-apreciação; auto-confiança; necessidade de aprovação social / respeito, status, prestígio e consideração); - a sua frustração leva a sentimentos de inferioridade, fraqueza, dependência e desamparo; - auto-realização (ex: melhorar o próprio potencial e auto-desenvolver-se continuamente)
  • 7. Aspectos da Teoria da Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) A satisfação de um nível inferior de necessidades é essencial para a revelação de um nível superior no comportamento; O topo da pirâmide das necessidades não está ao alcance de todos; A prioridade em satisfazer as necessidades de níveis mais baixos (monopolização do indivíduo); Cada indivíduo possui uma multiplicidade de motivações / necessidades, interligadas entre si (efeito global e conjunto no organismo);
  • 8. Aspectos da Teoria da Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) Qualquer comportamento motivado é um canal pelo qual as necessidades podem ser expressas ou satisfeitas; A possibilidade de insatisfação de certas necessidades torna-se uma ameaça psicológica, ao produzir reacções gerais de emergência no comportamento. A motivação individual: Estímulos Necessidades Comportamento individuais
  • 9. Aspectos da Teoria da Hierarquia das Necessidades (A. Maslow) A criação de um ambiente, criado pela organização, que permita a auto-realização máxima do indivíduo. Factores Determinantes na Hierarquia das Necessidades
  • 10. Críticas à Teoria da Hierarquia das Necessidades ( J. Lobos) Enquanto teoria motivacional, a hierarquia das necessidades apresenta algumas debilidades : Dificuldade de se articularem as “necessidades básicas”, sob um ponto de vista operacional; A teoria não considera, de forma adequada, as excepções de comportamento; A Teoria de Maslow nunca foi confirmada e , muitas vezes, chegou a ser considerada inválida; Porém, é uma teoria bem estruturada e capaz de servir como esquema orientador.
  • 11. Teoria dos Dois Factores (F. Herzberg) Principal objectivo : explicar melhor o comportamento dos indivíduos, em situação de trabalho (vs. Perspectiva tradicional); Existem 2 factores que orientam o comportamento / motivação humana: - Factores higiénicos ou extrínsecos (condições ambientais, enquanto o indivíduo trabalha – ex: condições físicas de trabalho, salário, benefícios sociais e políticas de supervisão); - Factores motivacionais ou intrínsecos (relacionados com a execução de tarefas, i.e., com o conteúdo do cargo sentimentos de realização, crescimento e reconhecimento profissionais)
  • 12. Teoria dos Dois Factores (F. Herzberg) A teoria, em essência, afirma: - a satisfação do indivíduo no cargo depende do conteúdo do cargo ou actividades motivadoras / desafiadoras neste – factores motivadores ; - a insatisfação do indivíduo no cargo depende do ambiente, supervisão, colegas e contexto geral no próprio cargo – factores higiénicos . Herzberg propõe o “ enriquecimento de tarefas ”, de modo a introduzir uma maior dose de motivação no trabalho. O que causa períodos de trabalho felizes e infelizes? Análise dos factores motivadores e dos factores de contexto ou higiénicos.
  • 13. Teoria dos Dois Factores (F. Herzberg) Pagar bons salários e assegurar boas condições de trabalho, não basta para produzir entusiasmo e elevada motivação nos empregados o entusiasmo provém do tipo de trabalho que o empregado realiza. Herzberg vs. Taylor as consequências na fragmentação do trabalho. O Modelo de Factores de Higiene/Motivação (Herzberg) e o Modelo da Hierarquia das Necessidades (Maslow); Suposições das Teorias X e Y de McGregor;
  • 14. Aspectos discutíveis da Teoria dos Dois Factores (Herzberg) House & Wigdor – a metodologia de pesquisa é falível, os resultados da pesquisa original não foram confirmados e a teoria é evasiva; Porter & Lawler – a abordagem de Herzberg é mais uma teoria de satisfação no trabalho, do que uma teoria motivacional; Herzberg realiza uma nova pesquisa e enumera as barreiras encontradas nos programas de enriquecimento de cargos barreiras de natureza atitudinal e estrutural
  • 15. Abordagem de McClelland: - Necessidade de realização - Necessidade de afiliação - Necessidade de poder Relacionado com a necessidade de solução de problemas Três motivos na dinâmica do comportamen humano: Diferentes Indivíduos evidenciam distintos níveis de cada uma destas necessidades
  • 16. Abordagem de McClelland: Maior contribuição de McClelland : Conceito de clima organizacional ligado à motivação Motivação não é a única motivadora de comportamento Clima organizacional molda o comportamento dos indivíduos - Determinado por: estilos de liderança e administração, estrutura organizacional; - Pode aumentar a eficácia organizacional; - Integra os objectivos individuais com os objectivos e funções da organização;
  • 17. Estilos de Administração A Teoria Comportamental procura demonstrar uma variedade de estilos de administração. Estilos de Administração Dependem de: Convicções dos administradores acerca do comportamento humano, dentro das organizações Moldam a condução das pessoas, a divisão do trabalho, o planeamento e a organização das actividades As organizações são projectadas e administradas de acordo com as teorias administrativas
  • 18. Teoria X e Teoria Y McGregor formulou uma nova concepção de administração, fundamentando-se no aspecto motivacional, e comparou dois estilos antagónicos de administrar: - Estilo baseado na teoria tradicional, excessivamente pragmática, mecanicista Teoria X - Estilo baseado nas concepções modernas, a respeito do comportamento humano Teoria Y
  • 19. Premissas da Concepção Tradicional de Administração: Teoria X O homem é primariamente motivado por incentivos económicos; O Homem é um agente passivo que precisa ser administrado, motivado e controlado pela organização; As emoções humanas não devem interferir no auto-interesse do indivíduo; O Homem é essencialmente preguiçoso e deve ser estimulado por incentivos externos; Os objectivos individuais, em geral, opõem-se aos objectivos da organização; O Homem é basicamente incapaz de autocontrole e de autodisciplina; A natureza do Homem leva-o a resistir às mudanças e falta-lhe ambição
  • 20. Aspectos Básicos da Concepção Tradicional da Administração A Administração é responsável pela organização dos elementos da empresa produtiva; A Administração é um processo de dirigir os esforços das pessoas, de controlar as suas acções e modificar o seu comportamento para atender às necessidades da organização; A tarefa da administração é dirigir as actividades dos indivíduos; A empresa deve utilizar a remuneração como um meio de recompensa ou de punição.
  • 21. Teoria X Ao utilizar a Teoria X, a Administração pode aplicar duas estratégias extremas: Administração pode ser “dura” ou “forte” Administração pode ser “suave” ou “fraca” Trabalho produtivo como uma forma pouco natural de comportamento; Pressão ou persuasão para atingir objectivos A Teoria X baseia-se na motivação através da esperança contínua e de proporcionamento parcelado da satisfação das necessidades fisiológicas e de segurança Contudo , esta concepção, através da direcção e controle, é inadequada para motivar, pois as necessidades humanas não são importantes motivadoras de comportamento.
  • 22. Moderna Concepção da Administração: Teoria Y - O Homem não é passivo nem contraria as necessidades da organização; - As pessoas têm motivação básica, potencial de desenvolvimento e padrões de comportamento compatíveis com o assumir de responsabilidades. Conceitos do comportamento humano :
  • 23. Moderna Concepção da Administração: Teoria Y Nova Concepção da Administração : - A Administração é responsável pela organização dos elementos produtivos da empresa; - As pessoas, por natureza, não são passivas ou resistentes às necessidades da organização; - A motivação, o potencial de desenvolvimento, a capacidade de assumir responsabilidades e de dirigir o comportamento para os objectivos da organização são factores que estão presentes nas pessoas; - A tarefa essencial da Administração é criar condições e métodos de operação.
  • 24. Caracterização do Comportamento Humano nas Organizações O Homem médio não tem desprazer inerente em trabalhar; O controle externo e a ameaça de punição não são os únicos meios de obter o esforço de alcançar os objectivos organizacionais; Confiar objectivos é uma função de premiar associada com o seu alcance efectivo; O Homem aprende, sob certas condições, a aceitar e a procurar responsabilidades; A capacidade de aplicar imaginação na solução de problemas organizacionais é amplamente distribuída na população; Na moderna vida industrial, as potencialidades intelectuais do Homem médio são apenas parcialmente utilizadas. A concepção moderna do comportamento humano baseia-se, fundamentalmente, no autocontrole e na autodirecção
  • 25. Aplicação da Teoria Y sob a forma de medidas inovadoras Descentralização e delegação; Ampliação do cargo e da significação do trabalho; Participação e administração consultiva; Auto-avaliação do desempenho. A Administração deve criar condições tais que os membros da organização possam melhor alcançar seus próprios objectivos, dirigindo seus esforços para os objectivos da organização Fusão entre objectivos individuais e objectivos organizacionais
  • 26. Tipos de Supervisão (Likert) Supervisores “orientados para o trabalho” ( job centered ) Supervisores “orientados para o empregado” (employee-centered) Subdivisão e fragmentação do trabalho em partes componentes Selecção e treino das pessoas mais adequadas Pressão constante Preocupação exclusiva com o trabalho Ênfase dirigida para os seres humanos Preocupação em compreender e ajudar os subordinados Supervisão mais geral no trabalho Preocupação mais acentuada nas metas
  • 27. Algumas conclusões O nível de produção é frequentemente mais elevado nas unidades chefiadas por supervisores orientados para o empregado; Quanto maior a sensação de conflito entre supervisores e empregados menor o nível de produção. Variáveis administrativas Itens do comportamento Variáveis causais Variáveis intervenientes criam Variáveis de resultado
  • 28. O Modelo de Organização (Likert) Variáveis Causais Estrutura organizacional Controles Políticas Liderança Variáveis Intervenientes Atitudes, motivações e percepções de todos os membros Variáveis Resultantes Produtividade Lucros Custos As variáveis intervenientes dependem, em grande parte, das variáveis causais e têm influência nas variáveis de resultado final
  • 29. Sistemas de Administração Likert propõe uma classificação de sistemas administrativos, definindo quatro perfis organizacionais. Em função das variáveis processo decisorial, sistema de comunicação, relacionamento interpessoal e sistema de recompensas e punições, distinguem-se os seguintes sistemas administrativos: a) Sistema 1: “Autoritário Coercitivo” (ou Autoritário Explorador) b) Sistema 2: “Autoritário Benevolente” (ou Autoritário Paternalista) c) Sistema 3: “Consultivo” d) Sistema 4: “Participativo” (ou Participação por Grupos)
  • 30. Sistemas de Administração Variáveis principais Autoritário- Coercitivo Autoritário- Benevolente Consultivo Participativo Processo Decisorial Sistema de Comunicações Totalmente centralizado na cúpula Centralizado na cúpula mas permitindo diminuta delegação de carácter rotineiro Consulta aos níveis inferiores, permitindo participação e delegação Totalmente delegado e descentralizado. Nível institucional define políticas e controla resultados Bastante precário. Apenas comunicações verticais descendentes carregando ordens Relativamente precário, prevalecendo comunicações descendentes sobre os ascendentes Procura-se facilitar o fluxo no sentido vertical (descendente e ascendente) e horizontal Sistemas de comunicação eficientes são fundamentais para o sucesso da empresa
  • 31. Sistemas de Administração Variáveis principais Autoritário- Coercitivo Autoritário- Benevolente Consultivo Participativo Relações Interpessoais Provocam desconfiança. Organização informal é vedada e considerada prejudicial. Cargos e tarefas confinam as pessoas São toleradas, com certa condescendência. Organização informal incipiente e considerada como uma ameaça à empresa Certa confiança nas pessoas e nas suas relações. A empresa procura facilitar o desenvolvimento de uma organização informal sadia Trabalho realizado em equipas. Formação de grupos torna-se importante. Confiança mútua, participação e envolvimento grupal intensos Sistemas de Recompensas e Punições Ênfase em punições e medidas disciplinares. Obediência estrita aos regulamentos internos. Raras recompensas (de cunho estritamente salarial) Ênfase em punições e medidas disciplinares mas com menor arbitrariedade. Recompensas salariais mais frequentes. Recompensas sociais são raras Ênfase nas recompensas materiais (principalmente salários). Recompensas sociais ocasionais. Raras punições ou castigos. Ênfase nas recompensas sociais. Recompensas materiais e salariais frequentes. Punições são raras e, quando ocorrem, são definidas pelos grupos.
  • 32. 2 3 4 1 PARTICIPATIVO AUTORITÁRIO Teoria Y Teoria X Quanto mais próximo do Sistema 4 estiver situado o estilo de administração, tanto maior será a probabilidade de haver alta produtividade, boas relações no trabalho e elevada rentabilidade. Sistema Sistema 1 Produz resultados desejados a curto prazo e desvantagens a longo prazo Sistema 4 Não produz rentabilidade a curto prazo mas conduz a uma lenta, firme e elevada rentabilidade
  • 33. Estrutura Organizacional Tradicional (Sistemas 1 e 2) utiliza Modelo de interacção homem-para-homem Novas Estruturas Organizacionais Modelo de Organização Grupal 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
  • 34. Princípios Básicos do Sistema 4 Utilização de princípios e técnicas de motivação , em vez da dialéctica tradicional de recompensas e punições ; Composição de grupos de trabalho altamente motivados, estreitamente entrelaçados e capazes de se empenharem totalmente para alcançar os objectivos empresariais. A competência técnica não deve ser esquecida. O papel dos elos de vinculação superposta é fundamental; Adopção dos princípios de relações de apoio : a administração adopta metas de elevado desempenho para si própria e para todos os empregados, e estabelece os meios mais adequados para atingi-las. Essas metas de eficiência e produtividade podem ser melhor alcançadas através de um sistema de administração que permita condições de satisfazer também aos objectivos individuais dos empregados.
  • 35. Processo Decisório A Organização como um sistema de decisões: A organização é um sistema de decisões no qual o indivíduo participa enquanto agente racional e consciente; As teorias anteriores omitiram os aspectos subjectivos e a decisão centrando-se na acção e nos aspectos objectivos, originando erros na análise do comportamento dos indivíduos; Segundo a perspectiva comportamentalista, é preciso ter em conta os processos de percepção e raciocínio, já que o indivíduo decide em função da sua percepção da situação
  • 36. Teoria da Decisão Há dois tipos de decisão: a normativa e a descritiva ; A decisão envolve seis elementos : o decisor ; os objectivos ou fins ; o sistema de preferências ou valores ; as estratégias do decisor ; os estados da natureza ; as consequências ; Dewey apontou quatro estágios no processo de solução de problemas: percepção das pressões ; análise do problema ; procura de soluções ; análise das consequências e escolha de uma das soluções; Os behavoristas introduziram quatro elementos que condicionam este processo: natureza do problema ; contexto organizacional ; personalidade do decisor; limites cognitivos dos indivíduos
  • 37. Teoria da Decisão Herbert Simon explicitou diferentes tipos de racionalidade em contexto organizacional: a objectiva ; a subjectiva ; a consciente ; a deliberada ; a organizada ; a pessoal . Simon propõe o estudo psicológico das decisões com base em diversos critérios e pressupostos: - O comportamento de um indivíduo raramente apresenta elevada racionalidade objectiva; - Não há decisões perfeitas; - Há uma hierarquia de decisões; - Há uma relatividade das decisões; - A escolha de uma alternativa implica a renúncia de determinados fins; - A actividade administrativa é uma actividade grupal; - Os processos administrativos são basicamente processos decisórios; - A organização influi nos seus elementos por diversas maneiras; - A decisão de participar e a decisão de produzir.
  • 38. O Homem Administrativo O comportamentalismo foca o “ homem administrativo ”, que não procura a melhor maneira, o óptimo, mas a maneira satisfatória ; O máximo do homem administrativo é relativo, contingencial e envolve elementos subjectivos; Segundo Etzioni , as organizações tendem a tornar-se racionalmente insatisfeitas , buscando o seu permanente aperfeiçoamento
  • 39. Conflito entre Objectivos Organizacionais e Individuais Tema amplamente debatido pelos behavoristas; na sua decorrência, Chester Barnard distinguiu os conceitos de eficiência e eficácia ; É importante distinguir “ conflito ” de problema ou dilema ; Sofer apontou um conjunto de causas dos conflitos entre administração e empregados, envolvendo aspectos sociais, psicológicos, culturais, etc.; Chris Argyris afirma a inevitabilidade do conflito entre o indivíduo e a organização e sublinha a importância da maturidade dos indivíduos; Para este autor, há um processo contínuo que leva os indivíduos do estado da imaturidade para o estado maduro, embora poucos consigam tornar-se plenamente maduros ;
  • 40. Conflito entre Objectivos Organizacionais e Individuais O controlo organizacional favorece o conflito ; A reacção dos indivíduos maduros ao conflito prejudica tanto a eficiência como a eficácia ; Para Argyris , a integração entre necessidades individuais e os requisitos de produção de uma organização favorece a produtividade ; Há poucas variações no comportamento dos indivíduos em contexto organizacional; Chris Argyris conclui que o estudo das organizações exige um modelo híbrido , envolvendo níveis psicológicos e sociológicos de análise.
  • 41. O Comportamento Organizacional Estudo do funcionamento e estrutura das organizações; Comportamento dos grupos e indivíduos; Organizações (coordenação de esforços e racional divisão do trabalho e hierarquia) - objectivos; Expectativas dos participantes em relação ao comportamento da organização; Interacção psicológica – H. levinson – processo de reciprocidade (sociólogos) ou “contrato psicológico” (psicólogos) – práticas, direitos, privilégios e obrigações; Objectivos bem definidos e clareza de instrumentos – alto grau de operacionalidade; Schein – contrato : decisão formal e “contrato psicológico” (o que individuo e organização pretendem ganhar com relacionamento); Participação como forma de satisfação de necessidades pessoais – custos – ganhos – manutenção da organização.
  • 42. 1. Incentivos à cooperação Recompensas pessoais que decorrem da realização dos objectivos da organização Recompensas pessoais que decorrem da importância e desenvolvimento da organização (accionistas) Incentivos económicos (salários) e incentivos psicossociais (segurança no trabalho, promoções, etc.) Organização como sistema equilibrado – recebe contribuições dos participantes e oferece aliciantes
  • 43. 2. Teoria do Equilíbrio Organizacional Identificar participantes (todos os indivíduos que recebem incentivos e trazem contribuições – empregados, investidores, fornecedores, distribuidores e consumidores) e factores que afectam decisões quanto à participação Barnard e Simon – equilíbrio reflecte êxito da organização Organização – sistema de comportamentos sociais inter relacionados; Participantes e grupos recebem incentivos e fazem contribuições à organização; Participante mantém participação enquanto incentivos forem iguais ou superiores às contribuições exigidas; Contribuições constituem fonte na qual organização se alimenta; Organização existe enquanto as contribuições forem suficientes para proporcionar incentivos que levem à participação.
  • 44. 3. Incentivos e Contribuições March e Simon Incentivos – pagamentos feitos pela organização aos participantes (salários, serviços, rendas) Incentivos em termos de utilidade – dimensão comum Contribuições – pagamentos que cada participante efectua à organização (trabalho, honorários, capital) Utilidade das contribuições Nem toda a organização que oferece incentivos consegue retorno equivalente em contribuições. Necessário que incentivos sejam úteis aos participantes e contribuições úteis à organização
  • 45. 4. Relações de Intercâmbio Relação entre indivíduos e organização Satisfatório, para pessoas que percebem que as suas recompensas excederam as exigências Propensão para o abandono, caso esforços pessoais ultrapassem as satisfações Organização espera que contribuição do individuo ultrapasse custo Individuo percebe que benefícios de participação excedem custos pessoais – relacionamento bem sucedido Organização percebe benefícios de manter participantes como superiores aos custos – relacionamento bem sucedido Katz e Kahn – condições para que incentivos possam actuar adequadamente
  • 46. Apreciação crítica da teoria Natureza descritiva e não prescritiva (explica e descreve características do comportamento organizacional, mas não constrói modelos e princípios de aplicação prática) Transferência de ênfase dos aspectos estruturais e estáticos da organização (abordagem estrutural) para os aspectos comportamentais e dinâmicos
  • 47. 3. Reformulação na Filosofia do Comportamento Administrativo Bennis – novo conceito de homem, poder e valores organizacionais – orientação humanista Shepard - sistema de “colaboração – consenso” ou equalizador do poder Mills – meios para desenvolver condições satisfatórias numa organização
  • 48. 4. Dimensões Bipolares da Teoria Comportamental Análise: - teórica / empírica - descritiva / prescritiva - macro / micro - organização formal / informal - objectiva / subjectiva - cognitiva / afectiva
  • 49. 5. A análise Organizacional a partir do Comportamento Pugh – “teóricos do individuo”: - Preocupação centrada no individuo, predisposições, reacções e personalidade dentro do panorama organizacional (Argyris e Barnard); - Organização como meio para proporcionar ao individuo recompensas e satisfação (Maslow e Herzberg); - Organização como conjunto de indivíduos comprometidos com o processo de decisões. Pressões organizacionais e motivações individuais (March e Simon).
  • 50. 5. A análise Organizacional a partir do Comportamento Silverman – contribuição da psicologia organizacional: - Indivíduos como possuidores de necessidades de personalidade (da segurança à auto-realização) – influência no comportamento; - Conflito entre necessidade individual e objectivos da organização – mudanças na estrutura organizacional; - Melhor forma de organização – optimizar satisfação das necessidades individuais e organizacionais.
  • 51. 6. Relatividade das teorias da motivação (influência das ciências do comportamento sobre a administração) Silverman – temas problemáticos para esta abordagem: - como validar a existência das necessidades de personalidade? Quais são elas? São universais ou circunstanciais? - É legitimo usá-las como variáveis independentes? Explicam o comportamento? Há contradição entre elas e a perspectiva sociológica? - Se existem, porque devem ser satisfeitas dentro das organizações e não fora do trabalho? - Como diferem os psicólogos organizacionais dos autores das relações humanas?
  • 52. 7. Concepção da Organização como estrutura de tomada de decisões Simon – efeitos de processos formais sobre a tomada de decisões, deixando de lado processos inter pessoais funcionalidade racional ( Blau e Scott )