PATOLOGIAS 
GESTACIONAIS 
Enfª Esp. Morgana Teles
A redução da morbimortalidade 
materna esta diretamente relacionada 
ao PN de qualidade e ao acesso no 
nível de complexidade, se necessário. 
A OMS define como morte materna 
a morte de uma mulher durante a 
gestação ou até em 42 dias após sua 
interrupção.
Um desafio relacionado a saúde 
materna corresponde às 
complicações obstétricas, principal 
causa de hospitalização de mulheres 
em idade fértil, podendo levar a 
eventos mortais evoluindo a 
desfechos letais durante a gravidez, 
parto e puerpério.
Dentre as principais patologias 
gestacionais, estão: 
1. DHEG 
2. PP SINDROMES 
3. DPP 
HEMORRAGICAS 
4. DOENÇA TROFLOBLÁSTRICA 
5. RUPREME
1. DHEG 
Os distúrbios hipertensivos da 
gestação oferecem riscos tanto para a 
mãe quanto para o feto, contribuindo para 
o aumento da taxa de morbidade materna. 
Considera-se HA a ocorrência de PAS 
≥140mmHg e PAD ≥ 90mmmHg. 
A aferição deve ser feita com a 
gestante em repouso, com o diagnóstico 
baseado na média de duas aferições, com 
intervalo mínimo de 06h e máximo de uma 
semana entre si.
1.2. Classificação da DHEG 
Ultima classificação (2000), esta 
dividido em: 
 Hipertensão Crônica (HC) 
 Pré-eclâmpsia (PE) 
 Eclâmpsia 
 HC com PE sobreposta 
 Hipertensão Gestacional
1.2.1. Hipertensão Crônica (HC) 
 Observada antes da gravidez, ou antes 
de 20 semanas de gestação e/ou 
persiste após a 12ª semana pós-parto; 
 Pode evoluir para uma PE. 
1.2.2. Pré-eclâmpsia (PE) 
 Presença de proteinúria ( 300mg de 
proteína ou mais em 24h) e HA depois 
da 20ª semana; 
 Edema e ganho de peso não são 
critérios para diagnóstico
1.2.2. Pré-eclâmpsia (PE) - cont... 
 Sinais de iminência: cefaléia, epigastralgia, 
dor no hipocôndrio D e alterações visuais; 
 Esta dividido em 
PE leve - PAS < 160mmHg e/ou PAD 
<110mmHg, sem sintomas e alterações 
laboratoriais 
 PE grave - PAS ≥ 160mmHg e/ou PAD 
≥110mmHg, apresentando pelo menos um ou 
mais dos critérios: 
PAD ≥110mmHg, proteinúria > 5g/24h ou fita 3+ 
ou superior, oligúria (< 300ml/12h), sintomas 
neurológicos, cefaléia, escotomas, 
epigastralgia, alterações hepáticas, edema 
pulmonar e trombocitopneia.
1.2.3. Eclâmpsia 
 Hipertensão gestacional ou PE, com 
uma ou mais crise convulsivas tônico-clônicas, 
associadas ou não a coma; 
 Pode ocorrer durante a gestação, TP, 
PI; 
1.2.4. HC com PE sobreposta 
 Surgimento da PE em mulheres com 
HC ou doença renal que não 
apresentam proteinúria antes da 20ª 
semana ou seu aumento súbito;
1.2.5. Hipertensão Gestacional 
 Elevação da PA pela 1ª vez depois da 
segunda metade da gestação, sem 
proteinúria; 
 Pode ser a Hipertensão Transitória da 
Gravidez ( retorna ao normal até a 12ª 
semanas após o parto) ou Hipertensão 
Crônica ( PA elevada persiste além de 
12 semanas)
SINDROME DE HELLP 
 Variante de um PE, caracterizado por 
hemólise, elevação das enzimas 
hepáticas, plaquetopenia, apresentando 
variação na PA ou proteinúria; 
 Avaliar a IG – conduta conservadora; 
 IG entre 24 a 33 semanas – uso de 
corticóide (dexametasona ou 
betametasona); 
 IG ≤ 34 semanas – interrupção 
 Alerta para o desenvolvimento de 
falência sistêmica múltipla de órgãos
 Pg 16 
 Q- 2 
 proenf
1.3. Diagnóstico 
 Baseia na sua classificação dada a 
cada tipo. 
1.4. Cuidados Gerais na 
eclâmpsia 
 Ambiente tranqüilo; 
 Decúbito elevado 30º e face 
lateralizada; 
 Oxigenoterapia (5l/min) 
 Punção de veia central ou calibrosa; 
 Cateter vesical continuo.
1.5. Tratamento 
 Anticonvulsivante 
- Droga de escolha – SULFATO DE 
MAGNÉSIO 
- DOSE DE ATAQUE – 5g diluídos em 
100ml de solução glicosada ou salina, 
infundidos lentamente (15min) ou 5g 
(10ml a 5%), IM em cada nádega; 
- DOSE DE MANUTENÇÃO – 1g/h (10ml 
a 50% com 490ml de SG 5% a 100ml 
em bomba de infusão ou 33gts/min por 
24h ou 5g (10ml a 5%), IM de 4/4h.
1.5. Tratamento (cont.) 
 Anticonvulsivante 
- Cuidados: diurese ( ≥ 300ml), reflexos 
patelar, FR ( ≥ 14 rpm), gluconato de 
cálcio 10%. 
 Anti-hipertensiva 
- NIFEDIPINO – 10mg/VO, 30/30min até 
dose máxima de 30mg, S/N; 
- HIDRALAZINA 20mg/1ml – diluir 1amp 
com 19ml de AD. Iniciei com 5ml IV, com 
intervalos de 20min ate a PA baixar ou 
atingir no máximo de 20mg
Crise Hipertensiva 
PA ≥ 160 x 110 mmHg 
Hidralazina 5 mg EV 
Repetir 5-10mg 20/20 
min até 40 mg/dia 
Não Melhora 
Nifedipina 5-10mg VO 
Repetir 10mg cada 30min 
até 30 mg 
Não Melhora 
Nitroprussiato de Sódio 
0,25mg/Kg/min. 
Cuidados especiais
Cuidados de enfermagem 
Objetivos da assistência à paciente e 
intervenções da enfermagem: 
1 -Análise e registro dos sinais vitais – maternos e 
fetais; 
2 - Observação e alerta da evolução e manifestações 
clínicas como escotoma, epigastralgia, visão turva; 
3 - Controle rigoroso do balanço hídrico; 
4 - Farmacoterapia de acordo com os protocolos 
estabelecidos; 
5 - Observar os efeitos de toxidade do sulfato de 
magnésio – rubefação, cefaléia, depressão 
respiratória; 
6 - Proporcionar ambiente tranqüilo e na penumbra; 
7 - Preparação pré-operatória para uma eventual 
cesareana; 
8 - Cuidados pós-operatórios
 Proenf 
 Pg 35 e 36
2. PLACENTA PRÉVIA 
 Implantação da placenta no segmento 
inferior, próximo ou sobre o orifício 
interno do colo, após a 28ª semana 
gestacional; 
 Tipos - centro-total, parcial e marginal; 
 Fatores de risco – idade materna 
avançada, tabagismo, multiparidade, 
cesárea anterior, gemelaridade; 
 Quadro clinico – sangramento indolor 
(vermelho vivo), sangramento sentinela 
( 26ª e 28ª semana);
2. PLACENTA PRÉVIA 
 tipos 
 Hermogenes pg 268 
 Fig 26.1
2. PLACENTA PRÉVIA 
 Diagnostico: 
 Clinico – sangramento vermelho vivo, indolor, 
inicio súbito, intermitente e progressivo, exame 
especular, BCF +, utero indolor, tonos uterino 
normal 
NÃO REALIZAR TOQUE VAGINAL 
 Ultrasson – US – transvaginal (mais indicado) 
 Conduta: 
 PN – encaminha a um centro de referência ; suplementação de ferro, exames laboratoriais – 
tirar depois q aprender 
 Gestação <37 semanas – repouso, uso 
de corticóides, avaliação fetal, exames 
laboratoriais 
Interrromper a gestação caso haja comprometimento fetal,, materno, sangrmaneto profundo, maturidade fetal a 
partir das 35s, TP
2. PLACENTA PRÉVIA 
 Gestação >37 semanas – casárea ( 
sangramento abundante, BCF 
comprometidos, PP total ou parcial) ou 
vaginal ( sangramento discreto, BCF 
bons, placenta marginal ou lateral) 
• Complicações – 
Acretismo Placentário: 
interromper até 35ª 
semanas, pode levar 
a histerictomia.
3. DPP 
 Separação da placenta da parede 
uterina, antes do parto, em gestações 
acima de 20ª; 
 Causas – DHEG, trauma abdominal, 
tabagismo, cocaína, DPP anterior, 
cordão curto, gemelaridade; 
 Manifestações – dor abdominal, STV 
quantidade variável, hipertonia uterina, 
BCF alterados; 
 Diagnostico – clinico, sendo auxiliado 
na USG e laboratoriais.
Cuidados de enfermagem 
Objetivos da assistência à paciente e 
intervenções da enfermagem: 
1- Determinar a extensão da perda 
sanguínea: história do inicio do 
sangramento, duração, quantidade e 
sintomas associados; 
2 - Controlar os sinais vitais materno e 
fetal; 
3 - Proporcionar reposição 
sanguínea; 
4 - Minimizar as possibilidades 
de sangramento adicional; 
5 - Reduzir a ansiedade.
3. DPP (cont...) 
 Hermognes 
 274 fig 27.2
3. DPP (cont...) 
 Quadro clínico ( classificação conforme 
Sher): 
DPP Grau I – descolamento discreto 
sem manifestações clínicas  
achado ocasional 
DPP Grau II – clássico  feto vivo 
DPP Grau III A – feto morto sem 
CIVD 
DPP Grau III B – feto morto com 
CIVD
3. DPP (cont...) 
 Hermognes 
 Pag 273 tab 27.1
3. DPP (cont...) 
 Condutas: 
- Medidas Gerais: acesso venoso 
calibroso imediato com infusão de 
1000ml de cristalóides, cateterismo 
vesical ( diurese ≥ 30ml/h), SSVV 
15/15min, Oxigenoterapia (mascara 10 
l/min ou cateter 5 l/min), exames 
laboratoriais. 
- Tratamento Obstétrico: avaliar 
vitalidade fetal, estabilidade materna, 
IG, coagulograma (CIVD) – TESTE DE
3. DPP (cont...) 
 Manual do ms 
Fluxog DPP pg 61
Descolamento prematuro placenta e 
CIVD 
( Coagulação Intravascular 
Disseminada) 
CIVD: 
- Caracterizada pela ativação 
exarcebada da coagulação , 
ocasionando a formação e deposito de 
fibrinas na microcirculação; 
- Compromete: fluxo sanguíneo para 
diversos órgãos e isquemia tecidual;
Cuidados de enfermagem 
Objetivos da assistência à paciente e 
intervenções da enfermagem: 
1 - Punção venosa em veias de grosso 
calibre; 
2 - Ágil e oportuna administração de 
líquidos prescritos; 
3 - Exame físico; 
4 - Verificação constante de sinais vitais; 
5 - Cateterismo vesical de demora; 
6 - Monitorização da freqüência cardíaca 
fetal; 
7 - Manter oxigenação adequada
1.4. Doença Trofoblástica 
Gestacional 
 São quaisquer blastomas originários do 
tecido de revestimento das vilosidades 
coriais (trofoblasto). 
 Fatores: idade materna (maior que 45 
anos ou menor que 18 anos), historia 
reprodutiva, dieta e nutrição, outros 
fatores. 
 Classificação: Mola hidatiforme 
completa (MHC); Mola hidatiforme 
parcial (MHP) , Mola invasora (MI).
1.4. Doença Trofoblástica 
Gestacional 
 MHC – degeneração das vilosidades 
coriais, podendo ser confundida com a 
mola parcial, ausência de partes fetais, 
e proliferação do trofoblasto difusa e 
circunferencial; 
 MHP – degeneração distintas das 
vilosidades (uma normal e outra com 
degeneração), proliferação do 
trofoblasto focal e leve, e presença de 
partes fetais; 
 MI – presença de vesículas na 
intimidade do miométrio nos espaços
a. MHP
b. MHC
c. MI
1.4. Doença Trofoblástica 
Gestacional 
 Quadro clínico: sangramento vaginal 
abundante e irregular, 1º trimestre/início do 
2º, pouca dor ou indolor, elimina vesículas 
(MHC), hiperêmese gravídica, pré-eclâmpsia 
antes 1/2 gestação, aumento uterino 
superior ao esperado pela IG, ausência de 
BCF, Emissão de vesículas (não muito 
comuns). 
 sinais/sintomas metastáticos: 
- vagina = sangramento, massa endurecida 
- pulmão = dispnéia, tosse, hemoptise 
- gastrointestinal (raro) = sangramento retal 
- cérebro = cefaléia, sintomas neurológicos
1.4. Doença Trofoblástica 
Gestacional 
 Diagnóstico: US - aspecto vesicular(em 
cachos de uva), dosagem de beta-hCG 
(maior do que a esperada para idade 
gestacional), laparoscopia; 
 Conduta: 
- Medidas Gerais: avaliar complicações 
(anemia, PE, IRA), solicitar exames de 
rotina, profilaxia da isoimunização 
materna. 
- Medidas Especificas: esvaziamento 
uterino, AMIU, indução com 
misoprostol procedendo com 
curetagem, e histerectomia (s/n).
Cuidados de enfermagem 
Objetivos da assistência à paciente e 
intervenções da enfermagem: 
1 - Monitorar o sinais vitais maternos; 
2 - Avaliar a quantidade e o tipo de 
sangramento vaginal (observar a 
presença de qualquer outra secreção 
vaginal); 
3 - Palpar a altura do útero, quando acima 
do umbigo medir o fundo do útero. 
4 - Mantendo a volêmia; 
5 - Manter um acesso venoso; 
6 - Avaliar os SSVV maternos; 
7 - Monitorar os resultados laboratoriais 
para avaliar o estado da paciente.
1.4. Doença Trofoblástica 
Gestacional 
 OBS: 
Com o diagnostico de DTG, há um risco 
de Carcinoma ou tumor trofóblastico, e 
para assegurar a remissão da doença, 
as portadoras devem ser monitoradas 
( acompanhamento clinico, US, 
monitoramento laboratorial,) 
 Dosagem de beta-hCG semanalmente até negativar por três determinações consecutivas. 
Posteriormente, há cada 3 meses por 1 ano. 
 Proibir gravidez durante um ano.
Contribuindo com o milagre da vida 
Obrigado pela sua atenção.

Patologias gestacionais

  • 1.
  • 2.
    A redução damorbimortalidade materna esta diretamente relacionada ao PN de qualidade e ao acesso no nível de complexidade, se necessário. A OMS define como morte materna a morte de uma mulher durante a gestação ou até em 42 dias após sua interrupção.
  • 3.
    Um desafio relacionadoa saúde materna corresponde às complicações obstétricas, principal causa de hospitalização de mulheres em idade fértil, podendo levar a eventos mortais evoluindo a desfechos letais durante a gravidez, parto e puerpério.
  • 4.
    Dentre as principaispatologias gestacionais, estão: 1. DHEG 2. PP SINDROMES 3. DPP HEMORRAGICAS 4. DOENÇA TROFLOBLÁSTRICA 5. RUPREME
  • 5.
    1. DHEG Osdistúrbios hipertensivos da gestação oferecem riscos tanto para a mãe quanto para o feto, contribuindo para o aumento da taxa de morbidade materna. Considera-se HA a ocorrência de PAS ≥140mmHg e PAD ≥ 90mmmHg. A aferição deve ser feita com a gestante em repouso, com o diagnóstico baseado na média de duas aferições, com intervalo mínimo de 06h e máximo de uma semana entre si.
  • 6.
    1.2. Classificação daDHEG Ultima classificação (2000), esta dividido em:  Hipertensão Crônica (HC)  Pré-eclâmpsia (PE)  Eclâmpsia  HC com PE sobreposta  Hipertensão Gestacional
  • 7.
    1.2.1. Hipertensão Crônica(HC)  Observada antes da gravidez, ou antes de 20 semanas de gestação e/ou persiste após a 12ª semana pós-parto;  Pode evoluir para uma PE. 1.2.2. Pré-eclâmpsia (PE)  Presença de proteinúria ( 300mg de proteína ou mais em 24h) e HA depois da 20ª semana;  Edema e ganho de peso não são critérios para diagnóstico
  • 8.
    1.2.2. Pré-eclâmpsia (PE)- cont...  Sinais de iminência: cefaléia, epigastralgia, dor no hipocôndrio D e alterações visuais;  Esta dividido em PE leve - PAS < 160mmHg e/ou PAD <110mmHg, sem sintomas e alterações laboratoriais  PE grave - PAS ≥ 160mmHg e/ou PAD ≥110mmHg, apresentando pelo menos um ou mais dos critérios: PAD ≥110mmHg, proteinúria > 5g/24h ou fita 3+ ou superior, oligúria (< 300ml/12h), sintomas neurológicos, cefaléia, escotomas, epigastralgia, alterações hepáticas, edema pulmonar e trombocitopneia.
  • 9.
    1.2.3. Eclâmpsia Hipertensão gestacional ou PE, com uma ou mais crise convulsivas tônico-clônicas, associadas ou não a coma;  Pode ocorrer durante a gestação, TP, PI; 1.2.4. HC com PE sobreposta  Surgimento da PE em mulheres com HC ou doença renal que não apresentam proteinúria antes da 20ª semana ou seu aumento súbito;
  • 10.
    1.2.5. Hipertensão Gestacional  Elevação da PA pela 1ª vez depois da segunda metade da gestação, sem proteinúria;  Pode ser a Hipertensão Transitória da Gravidez ( retorna ao normal até a 12ª semanas após o parto) ou Hipertensão Crônica ( PA elevada persiste além de 12 semanas)
  • 11.
    SINDROME DE HELLP  Variante de um PE, caracterizado por hemólise, elevação das enzimas hepáticas, plaquetopenia, apresentando variação na PA ou proteinúria;  Avaliar a IG – conduta conservadora;  IG entre 24 a 33 semanas – uso de corticóide (dexametasona ou betametasona);  IG ≤ 34 semanas – interrupção  Alerta para o desenvolvimento de falência sistêmica múltipla de órgãos
  • 12.
     Pg 16  Q- 2  proenf
  • 13.
    1.3. Diagnóstico Baseia na sua classificação dada a cada tipo. 1.4. Cuidados Gerais na eclâmpsia  Ambiente tranqüilo;  Decúbito elevado 30º e face lateralizada;  Oxigenoterapia (5l/min)  Punção de veia central ou calibrosa;  Cateter vesical continuo.
  • 14.
    1.5. Tratamento Anticonvulsivante - Droga de escolha – SULFATO DE MAGNÉSIO - DOSE DE ATAQUE – 5g diluídos em 100ml de solução glicosada ou salina, infundidos lentamente (15min) ou 5g (10ml a 5%), IM em cada nádega; - DOSE DE MANUTENÇÃO – 1g/h (10ml a 50% com 490ml de SG 5% a 100ml em bomba de infusão ou 33gts/min por 24h ou 5g (10ml a 5%), IM de 4/4h.
  • 15.
    1.5. Tratamento (cont.)  Anticonvulsivante - Cuidados: diurese ( ≥ 300ml), reflexos patelar, FR ( ≥ 14 rpm), gluconato de cálcio 10%.  Anti-hipertensiva - NIFEDIPINO – 10mg/VO, 30/30min até dose máxima de 30mg, S/N; - HIDRALAZINA 20mg/1ml – diluir 1amp com 19ml de AD. Iniciei com 5ml IV, com intervalos de 20min ate a PA baixar ou atingir no máximo de 20mg
  • 16.
    Crise Hipertensiva PA≥ 160 x 110 mmHg Hidralazina 5 mg EV Repetir 5-10mg 20/20 min até 40 mg/dia Não Melhora Nifedipina 5-10mg VO Repetir 10mg cada 30min até 30 mg Não Melhora Nitroprussiato de Sódio 0,25mg/Kg/min. Cuidados especiais
  • 17.
    Cuidados de enfermagem Objetivos da assistência à paciente e intervenções da enfermagem: 1 -Análise e registro dos sinais vitais – maternos e fetais; 2 - Observação e alerta da evolução e manifestações clínicas como escotoma, epigastralgia, visão turva; 3 - Controle rigoroso do balanço hídrico; 4 - Farmacoterapia de acordo com os protocolos estabelecidos; 5 - Observar os efeitos de toxidade do sulfato de magnésio – rubefação, cefaléia, depressão respiratória; 6 - Proporcionar ambiente tranqüilo e na penumbra; 7 - Preparação pré-operatória para uma eventual cesareana; 8 - Cuidados pós-operatórios
  • 18.
     Proenf Pg 35 e 36
  • 20.
    2. PLACENTA PRÉVIA  Implantação da placenta no segmento inferior, próximo ou sobre o orifício interno do colo, após a 28ª semana gestacional;  Tipos - centro-total, parcial e marginal;  Fatores de risco – idade materna avançada, tabagismo, multiparidade, cesárea anterior, gemelaridade;  Quadro clinico – sangramento indolor (vermelho vivo), sangramento sentinela ( 26ª e 28ª semana);
  • 21.
    2. PLACENTA PRÉVIA  tipos  Hermogenes pg 268  Fig 26.1
  • 22.
    2. PLACENTA PRÉVIA  Diagnostico:  Clinico – sangramento vermelho vivo, indolor, inicio súbito, intermitente e progressivo, exame especular, BCF +, utero indolor, tonos uterino normal NÃO REALIZAR TOQUE VAGINAL  Ultrasson – US – transvaginal (mais indicado)  Conduta:  PN – encaminha a um centro de referência ; suplementação de ferro, exames laboratoriais – tirar depois q aprender  Gestação <37 semanas – repouso, uso de corticóides, avaliação fetal, exames laboratoriais Interrromper a gestação caso haja comprometimento fetal,, materno, sangrmaneto profundo, maturidade fetal a partir das 35s, TP
  • 23.
    2. PLACENTA PRÉVIA  Gestação >37 semanas – casárea ( sangramento abundante, BCF comprometidos, PP total ou parcial) ou vaginal ( sangramento discreto, BCF bons, placenta marginal ou lateral) • Complicações – Acretismo Placentário: interromper até 35ª semanas, pode levar a histerictomia.
  • 24.
    3. DPP Separação da placenta da parede uterina, antes do parto, em gestações acima de 20ª;  Causas – DHEG, trauma abdominal, tabagismo, cocaína, DPP anterior, cordão curto, gemelaridade;  Manifestações – dor abdominal, STV quantidade variável, hipertonia uterina, BCF alterados;  Diagnostico – clinico, sendo auxiliado na USG e laboratoriais.
  • 25.
    Cuidados de enfermagem Objetivos da assistência à paciente e intervenções da enfermagem: 1- Determinar a extensão da perda sanguínea: história do inicio do sangramento, duração, quantidade e sintomas associados; 2 - Controlar os sinais vitais materno e fetal; 3 - Proporcionar reposição sanguínea; 4 - Minimizar as possibilidades de sangramento adicional; 5 - Reduzir a ansiedade.
  • 26.
    3. DPP (cont...)  Hermognes  274 fig 27.2
  • 27.
    3. DPP (cont...)  Quadro clínico ( classificação conforme Sher): DPP Grau I – descolamento discreto sem manifestações clínicas  achado ocasional DPP Grau II – clássico  feto vivo DPP Grau III A – feto morto sem CIVD DPP Grau III B – feto morto com CIVD
  • 28.
    3. DPP (cont...)  Hermognes  Pag 273 tab 27.1
  • 29.
    3. DPP (cont...)  Condutas: - Medidas Gerais: acesso venoso calibroso imediato com infusão de 1000ml de cristalóides, cateterismo vesical ( diurese ≥ 30ml/h), SSVV 15/15min, Oxigenoterapia (mascara 10 l/min ou cateter 5 l/min), exames laboratoriais. - Tratamento Obstétrico: avaliar vitalidade fetal, estabilidade materna, IG, coagulograma (CIVD) – TESTE DE
  • 30.
    3. DPP (cont...)  Manual do ms Fluxog DPP pg 61
  • 32.
    Descolamento prematuro placentae CIVD ( Coagulação Intravascular Disseminada) CIVD: - Caracterizada pela ativação exarcebada da coagulação , ocasionando a formação e deposito de fibrinas na microcirculação; - Compromete: fluxo sanguíneo para diversos órgãos e isquemia tecidual;
  • 33.
    Cuidados de enfermagem Objetivos da assistência à paciente e intervenções da enfermagem: 1 - Punção venosa em veias de grosso calibre; 2 - Ágil e oportuna administração de líquidos prescritos; 3 - Exame físico; 4 - Verificação constante de sinais vitais; 5 - Cateterismo vesical de demora; 6 - Monitorização da freqüência cardíaca fetal; 7 - Manter oxigenação adequada
  • 34.
    1.4. Doença Trofoblástica Gestacional  São quaisquer blastomas originários do tecido de revestimento das vilosidades coriais (trofoblasto).  Fatores: idade materna (maior que 45 anos ou menor que 18 anos), historia reprodutiva, dieta e nutrição, outros fatores.  Classificação: Mola hidatiforme completa (MHC); Mola hidatiforme parcial (MHP) , Mola invasora (MI).
  • 35.
    1.4. Doença Trofoblástica Gestacional  MHC – degeneração das vilosidades coriais, podendo ser confundida com a mola parcial, ausência de partes fetais, e proliferação do trofoblasto difusa e circunferencial;  MHP – degeneração distintas das vilosidades (uma normal e outra com degeneração), proliferação do trofoblasto focal e leve, e presença de partes fetais;  MI – presença de vesículas na intimidade do miométrio nos espaços
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
    1.4. Doença Trofoblástica Gestacional  Quadro clínico: sangramento vaginal abundante e irregular, 1º trimestre/início do 2º, pouca dor ou indolor, elimina vesículas (MHC), hiperêmese gravídica, pré-eclâmpsia antes 1/2 gestação, aumento uterino superior ao esperado pela IG, ausência de BCF, Emissão de vesículas (não muito comuns).  sinais/sintomas metastáticos: - vagina = sangramento, massa endurecida - pulmão = dispnéia, tosse, hemoptise - gastrointestinal (raro) = sangramento retal - cérebro = cefaléia, sintomas neurológicos
  • 40.
    1.4. Doença Trofoblástica Gestacional  Diagnóstico: US - aspecto vesicular(em cachos de uva), dosagem de beta-hCG (maior do que a esperada para idade gestacional), laparoscopia;  Conduta: - Medidas Gerais: avaliar complicações (anemia, PE, IRA), solicitar exames de rotina, profilaxia da isoimunização materna. - Medidas Especificas: esvaziamento uterino, AMIU, indução com misoprostol procedendo com curetagem, e histerectomia (s/n).
  • 41.
    Cuidados de enfermagem Objetivos da assistência à paciente e intervenções da enfermagem: 1 - Monitorar o sinais vitais maternos; 2 - Avaliar a quantidade e o tipo de sangramento vaginal (observar a presença de qualquer outra secreção vaginal); 3 - Palpar a altura do útero, quando acima do umbigo medir o fundo do útero. 4 - Mantendo a volêmia; 5 - Manter um acesso venoso; 6 - Avaliar os SSVV maternos; 7 - Monitorar os resultados laboratoriais para avaliar o estado da paciente.
  • 42.
    1.4. Doença Trofoblástica Gestacional  OBS: Com o diagnostico de DTG, há um risco de Carcinoma ou tumor trofóblastico, e para assegurar a remissão da doença, as portadoras devem ser monitoradas ( acompanhamento clinico, US, monitoramento laboratorial,)  Dosagem de beta-hCG semanalmente até negativar por três determinações consecutivas. Posteriormente, há cada 3 meses por 1 ano.  Proibir gravidez durante um ano.
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    Contribuindo com omilagre da vida Obrigado pela sua atenção.