Pietro B. de Azevedo




(RE)VISÃO
Anatomia
  Membrana limitante interna
    Fibras nervosas
  Células ganglionares
   Plexiforme interna
    Nuclear interna

   Plexiforme externa

    Nuclear externa
Membrana limitante externa


  Cones e bastonetes


  Epitélio pigmentado
  Membrana de Bruch
Acuidade Visual
• Capacidade de enxergar objetos
• Como testar
  – Carta de Snellen (6m ou 20 pés)
  – LEA
  – ETDRS
  – E chart
• Como registrar
  – Fração (ex. 20/200), CD, mm, PL
  – SC, CC, St
                                      3
O exame oftalmológico
• Compreende:

  •   Anamnese             •   Campimetria
  •   Ectoscopia           •   Biomicroscopia
  •   Acuidade Visual      •   Fundoscopia
  •   Motricidade ocular   •   Tonometria
  •   Visão de cores       •   Gonioscopia
Ectoscopia
• Desarmada
• Lanterna
  – Teste de Hirschberg
• Biomicroscópio (Lâmpada de Fenda)
  – Corantes (fluoresceína, rosa bengala...)
Tonometria
• Avaliação da PIO
Fundoscopia
• Observar no fundo de olho:
   • V:A = 3:2 (observar estreitamentos, tortuosidades e cruzamentos
     patológicos)
   • Disco óptico: coloração, formato, bordas nítidas, escavação
   • Área macular: 2 diâmetros do disco óptico para temporal
Fundoscopia
• Direta
   • Imagem real e direta
   • Magnificação 15x
   • Limitações:
        • Pequeno campo visual
        • Interferência dos meios transparentes
        • Ametropias
• Indireta
   • Imagem virtual e invertida
   • Magnificação depende da lente
        •   esféricas, biconvexas, com curvaturas diferentes em cada lado.
        •   14 dioptrias: magnificação 3,6X
        •   20 dioptrias: magnificação 2,3X
        •   28 dioptrias: magnificação 1,6X
        •   30 dioptrias: magnificação 1,5X
   • Total e amplo exame de todo o fundo do olho, inclusive da extrema periferia
Fundoscopia
CARACTERÍSTICAS              INDIRETA              DIRETA
Magnificação                  2 a 5X                 15X

Profundidade de campo         Grande              Pequena

Campo de visão               35 graus           10 a 15 graus

Iluminação                     Forte                Fraca

Estereopsia                  Presente             Ausente

Distância de trabalho       35 a 40cm        Próximo ao paciente

Periferia da retina       Fácil observação    Difícil observação
Hipermetropia
• Eixo longitudinal do globo ocular é pequeno em relação ao
  poder refrativo do sistema de lentes do olho
• Tipos
   – Axial / Refrativa / Curvatura
• Queixas
   – Dificuldade visão p/ perto
   – Astenopia (fadiga / cefaleia / lacrimejamento) - acomodação
• Dx
   – Retinoscopia: reflexo luminoso acompanha o feixe luminoso
• Tto
   – Lente convexa (convergente / positiva)



                                                                   10
Miopia
• Eixo longitudinal do globo ocular é grande em relação ao poder de
  refrativo do sistema de lentes do olho
• Tipos
   – Axial / curvatura / congênita / secundária (catarata nuclear)
• Queixas
   – Dificuldade visão p/ longe
   – Nâo ocorre astenopia
• Dx
   – Retinoscopia: reflexo luminoso movimenta-se contra o feixe luminoso
• Tto
   – Lente côncava (divergente/negativa)




                                                                           11
Astigmatismo
• Irregularidades na curvatura da córnea ou do
  cristalino, levando a diferentes graus de refração
• Queixas
   – Dificuldade visão p/ longe e p/ perto
   – Borramento heterogêneo da imagem
• Dx
   – Retinoscopia: determinar os dois eixos meridianos do
     astigmatismo
• Tto
   – Lentes cilíndricas
                                                            12
Presbiopia
• Defeito no mecanismo de acomodação do cristalino
  (menos complacente)
• >40 anos
• Queixas
   – Dificuldade visão p/ perto
   – Astenopia (fadiga / cefaleia / lacrimejamento) -
     acomodação
• Dx
  • amplitude de acomodação reduzida
• Tto
   – Lentes positivas para perto (bifocais, multifocais)


                                                           13
Estrabismo
• Sistema Visual para funcionar bem necessita de um perfeito
  alinhamento (paralelismo ocular)
   – Através de 6 músculos extraoculares
• Estrabismo = desalinhamento dos olhos
   • Foria
       • desvios oculares manifestos apenas em condições de rompimento da visão
         binocular
   • Tropia
       • se manifestam mesmo sem rompimento da visão binocular

• Tratamento
   – Correção óptica adequada, tratar ambliopia, melhorar a fusão
   – Cirúrgico
       • Precoce qndo congênito
Ambliopia
• Diminuição da acuidade visual sem a presença de alteração
  estrutural ou óptica
• Principal causa de baixa acuidade visual na infância
• Ocorre por
   – Privação de luz (catarata, ptose)
   – Anisometropia importante
   – Estrabismo (mais comum)
• Dx
   – Pré-verbal: reação à oclusão unilateral, não fixação
   – Verbal: AV
• Tto
   – Corrigir ametropia
   – Oclusão (olho são)
   – Levo-dopa?
                                                              15
Lesões NC
• Adquirida
    – Torcicolo / diplopia
    – AVC, DM, trauma
• III
    – Paresia/plegia dos músculos ciliar, esfíncter da pupila, elevador da pálpebra,
      oblíquo inferior e retos superior, inferior e medial
    – Estrabismo divergente / ptose palpebral / midríase / ↓ acomodação
• IV
    – Paresia/plegia do músculo oblíquo superior
    – Estrabismo convergente / diplopia / torcicolo rotacional
• VI
    – Paresia/plegia do músculo reto lateral
    – Estrabismo convergente / diplopia



                                                                                       16
Olho Vermelho
                                                           Lacrimeja
                        BAV   Hiperemia   Dor   Secreção             Prurido   Edema   Fotofobia
                                                            mento

Conjuntivite
           viral
           alérgica
           bacteriana

           gonocócica
           clamídia
           neonatal
Sgto conjuntival
Glaucoma agudo
Ceratite
Corpo estranho
Uveíte anterior
Olho Vermelho
                                                                 Lacrimeja
                        BAV   Hiperemia    Dor     Secreção                Prurido       Edema             Fotofobia
                                                                  mento

Conjuntivite
                                                   mucoide                   ++      q         palpebral
           viral                  d
                                                                                     u
           alérgica               i                                          +++
                                                                                     e
                                  f               purulenta
           bacteriana   +-                 +++                     +++               m                        +-
                                  u
                                                 +++ purulenta                       o
           gonocócica             s
                                                                                     s
                                  a
           clamídia                                                                  e
           neonatal
Sgto conjuntival         -        *         -          -            -         -            -                   -

Glaucoma agudo          +++   perilimbar   +++         -                      -

Ceratite                +++   perilimbar   +++                                                               +++

Corpo estranho          +-       +++       +++         -           +++        -                                -

Uveíte anterior         +++      +++       +++         -                      -            -                 +++
Olho Vermelho
• Sinais de alerta
  – Dor ocular acentuada, BAV, pupila não-
    fotorreagente, fotofobia, opacidade corneana,
    hipópio
• Devem ser encaminhados ao oftalmologista
  – Ceratites, uveítes, endoftalmites, glaucoma agudo,
    conjuntivite complicada
Trauma
• Mecânico             • Queimadura
  – Aberto               – Física
  – Fechado              – Química
  – Corpo estranho
  – Fratura
Catarata
• Opacidade no cristalino
• MAIOR causa de cegueira no mundo (~50%)
• FR
  – Idade, radiação UV, corticosteroides, DM, HF
Catarata
• “Curável”
  – Tto cirúrgico
     • Fácil, seguro, custo-efetivo
     • Facectomia
        – Técnica mais antiga
        – Grande incisão (8-10mm)
     • Facoemulsificação
        –   Método preferencial
        –   2 pequenas incisões
        –   Emulsificação através de US
        –   Pode necessitar conversão
Glaucoma
• Neuropatia óptica irreversível
• Afeta visão periférica inicialmente
• 2ª maior causa de cegueira
  – Principal causa de cegueira irreversível
• FR
  – ↑PIO, idade, etnia (negros), HF
Glaucoma
• Tipos                     • Tto
  – Crônico                   – Reduz progressão
     • ângulo aberto                • Colírios
     • fechamento angular              – Β-bloqueadores
  – Agudo                               – análogos
                                          prostaglandinas
     • Ângulo fechado
                                        – α2-agonistas
  – Congênito
                                        – inibidores AC
                                    • Cirurgia/laser
Retinopatia Diabética
 Principal complicação microvascular do DM
 3ª causa de cegueira no BR
 Prevalência
 − DM 1 : 10 anos ~100%
 − DM 2: 20 anos  ~60%
 FR
 − Duração DM, Hb A1c, HAS, gestação, nefropatia
Retinopatia Diabética
 3 tipos
  − Maculopatia diabética (BAV, edema macular)
  − RD Não-proliferativa (microaneurismas, exsudatos e
    hemorragias)
  − RD Proliferativa (neovascularização)
 Tto
  − Prevenção: bom controle glicêmico e pressórico
  − Paliativo: fotocoagulação (laser)
* DM ↑risco catarata, glaucoma e paralisia NC III
Retinopatia Hipertensiva
•   15% dos hipertensos
•   Assintomática
•   FR p/ doença vascular oclusiva retiniana
•   RH crônica x maligna
•   Achados
    –   Cruzamento AV patológico
    –   Estreitamento e tortuosidade
    –   Fios de cobre / prata (arterioloesclerose senil)
    –   Manchas algodonosas e hemorragias (chama-de-vela)
Retinopatia Hipertensiva
• Classificação Keith-Wagener-Barker
   –   Grau 1: leve estreitamento, tortuosidade ou ↑brilho
   –   Grau 2: cruzamento AV patológico, fios (cobre/prata)
   –   Grau 3: grauSinal de Bonnet
                    2 + hemorragias ou manchas algodonosas
   –   Grau 4: grau 3 + edema papila

                                            Sinal de Gunn
• Não há tratamento específico
   – Tratar HAS
                   Sinal de Salus
DMRI
 Drusas externas ao EPR ou neurorretina
 Maior causa de cegueira legal em idosos de países industrializados
 FR
   Idade, fumo, HF, etnia (caucasianos)
                                                   Tela de Amsler
 Pode levar a:
   Atrofia EPR
   Descolamento retiniano
   Neovascularização
 Não há tratamento preventivo
 Tto
    Anti-VEGF
    Fotocoagulação
Cegueira
        ICO – International Council of Ophthalmology (2002)
• OMS / CID-10
  – Melhor correção óptica, melhor olho, p/ longe

  – Deficiência visual
     • AV <20/60 (<0,3)
     • CV <20°
  – Cegueira
     • AV <20/400 (<0,05)
     • CV <10°
Prevenção de Cegueira
• Mundo
  –   Cegueira: 37 milhões  76 milhões em 2020
  –   80% em países em desenvolvimento
  –   75% evitáveis
  –   Prevalência esperada: 0,25%  1%
• Prevenção
  – OMS (1999): Vision 2020
       • Eliminar cegueira evitável até 2020
       • 5 doenças: catarata, tracoma, oncocercose, avitaminose A e erros
         de refração
Transplante de Córnea
Transplante de Córnea
• Técnica                           • Complicações
  – Lamelar                              • Glaucoma
    • não retira toda a espessura        • Endoftalmite
      da córnea                          • Falha endotelial
    • Preserva camadas                   • Recorrência da doença
      profundas do receptor                primária
    • Ex.: ceratocone                    • Astigmatismo
  – Penetrante                           • Rejeição

    • Toda espessura corneana
    • Mais comum
    • Doenças que afetam
      endotélio
Referências
•   Pavan-Langston, Deborah. MANUAL DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA OCULAR.
    São Paulo, SP. Tecmedd. 2007
•   Justis P. Ehlers, Chirag P. Shah, Gregory L. Fenton and Eliza N. Hoskins. THE WILLS
    EYE MANUAL: OFFICE AND EMERGENCY ROOM DIAGNOSIS AND TREATMENT OF
    EYE DISEASE. Ed. Lippincott Williams & Wilkins. 2008
•   Paulo Schor, Wallace Chamon, Rubens Belfort Jr. Guias de Medicina Ambulatorial
    e Hospitalar UNIFESP/Escola Paulista de Medicina – OFTALMOLOGIA. Ed. Manole.
    2004
•   Kanski, Jack J.. OFTALMOLOGIA CLÍNICA : UMA ABORDAGEM SISTEMÁTICA. 6.
    ed. Rio de Janeiro. Ed Elsevier, 2008
•   BASIC AND CLINICAL SCIENCE COURSE 2007-2008. American Academy of
    Ophthalmology
•   Site do CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA (www.cbo.com.br), acessado
    em 28/04/2011
•   Site do INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT - Ministério da Educação, Governo do
    Brasil http://www.ibc.gov.br (acessado em 06.04.11)
•   Remo Susanna Jr. PROGRAMA EDUCACIONAL DE OFTALMOLOGIA. CD-ROM.
    Edição III. Clínica oftalmológica da USP

Revisão OFTALMO

  • 1.
    Pietro B. deAzevedo (RE)VISÃO
  • 2.
    Anatomia Membranalimitante interna Fibras nervosas Células ganglionares Plexiforme interna Nuclear interna Plexiforme externa Nuclear externa Membrana limitante externa Cones e bastonetes Epitélio pigmentado Membrana de Bruch
  • 3.
    Acuidade Visual • Capacidadede enxergar objetos • Como testar – Carta de Snellen (6m ou 20 pés) – LEA – ETDRS – E chart • Como registrar – Fração (ex. 20/200), CD, mm, PL – SC, CC, St 3
  • 4.
    O exame oftalmológico •Compreende: • Anamnese • Campimetria • Ectoscopia • Biomicroscopia • Acuidade Visual • Fundoscopia • Motricidade ocular • Tonometria • Visão de cores • Gonioscopia
  • 5.
    Ectoscopia • Desarmada • Lanterna – Teste de Hirschberg • Biomicroscópio (Lâmpada de Fenda) – Corantes (fluoresceína, rosa bengala...)
  • 6.
  • 7.
    Fundoscopia • Observar nofundo de olho: • V:A = 3:2 (observar estreitamentos, tortuosidades e cruzamentos patológicos) • Disco óptico: coloração, formato, bordas nítidas, escavação • Área macular: 2 diâmetros do disco óptico para temporal
  • 8.
    Fundoscopia • Direta • Imagem real e direta • Magnificação 15x • Limitações: • Pequeno campo visual • Interferência dos meios transparentes • Ametropias • Indireta • Imagem virtual e invertida • Magnificação depende da lente • esféricas, biconvexas, com curvaturas diferentes em cada lado. • 14 dioptrias: magnificação 3,6X • 20 dioptrias: magnificação 2,3X • 28 dioptrias: magnificação 1,6X • 30 dioptrias: magnificação 1,5X • Total e amplo exame de todo o fundo do olho, inclusive da extrema periferia
  • 9.
    Fundoscopia CARACTERÍSTICAS INDIRETA DIRETA Magnificação 2 a 5X 15X Profundidade de campo Grande Pequena Campo de visão 35 graus 10 a 15 graus Iluminação Forte Fraca Estereopsia Presente Ausente Distância de trabalho 35 a 40cm Próximo ao paciente Periferia da retina Fácil observação Difícil observação
  • 10.
    Hipermetropia • Eixo longitudinaldo globo ocular é pequeno em relação ao poder refrativo do sistema de lentes do olho • Tipos – Axial / Refrativa / Curvatura • Queixas – Dificuldade visão p/ perto – Astenopia (fadiga / cefaleia / lacrimejamento) - acomodação • Dx – Retinoscopia: reflexo luminoso acompanha o feixe luminoso • Tto – Lente convexa (convergente / positiva) 10
  • 11.
    Miopia • Eixo longitudinaldo globo ocular é grande em relação ao poder de refrativo do sistema de lentes do olho • Tipos – Axial / curvatura / congênita / secundária (catarata nuclear) • Queixas – Dificuldade visão p/ longe – Nâo ocorre astenopia • Dx – Retinoscopia: reflexo luminoso movimenta-se contra o feixe luminoso • Tto – Lente côncava (divergente/negativa) 11
  • 12.
    Astigmatismo • Irregularidades nacurvatura da córnea ou do cristalino, levando a diferentes graus de refração • Queixas – Dificuldade visão p/ longe e p/ perto – Borramento heterogêneo da imagem • Dx – Retinoscopia: determinar os dois eixos meridianos do astigmatismo • Tto – Lentes cilíndricas 12
  • 13.
    Presbiopia • Defeito nomecanismo de acomodação do cristalino (menos complacente) • >40 anos • Queixas – Dificuldade visão p/ perto – Astenopia (fadiga / cefaleia / lacrimejamento) - acomodação • Dx • amplitude de acomodação reduzida • Tto – Lentes positivas para perto (bifocais, multifocais) 13
  • 14.
    Estrabismo • Sistema Visualpara funcionar bem necessita de um perfeito alinhamento (paralelismo ocular) – Através de 6 músculos extraoculares • Estrabismo = desalinhamento dos olhos • Foria • desvios oculares manifestos apenas em condições de rompimento da visão binocular • Tropia • se manifestam mesmo sem rompimento da visão binocular • Tratamento – Correção óptica adequada, tratar ambliopia, melhorar a fusão – Cirúrgico • Precoce qndo congênito
  • 15.
    Ambliopia • Diminuição daacuidade visual sem a presença de alteração estrutural ou óptica • Principal causa de baixa acuidade visual na infância • Ocorre por – Privação de luz (catarata, ptose) – Anisometropia importante – Estrabismo (mais comum) • Dx – Pré-verbal: reação à oclusão unilateral, não fixação – Verbal: AV • Tto – Corrigir ametropia – Oclusão (olho são) – Levo-dopa? 15
  • 16.
    Lesões NC • Adquirida – Torcicolo / diplopia – AVC, DM, trauma • III – Paresia/plegia dos músculos ciliar, esfíncter da pupila, elevador da pálpebra, oblíquo inferior e retos superior, inferior e medial – Estrabismo divergente / ptose palpebral / midríase / ↓ acomodação • IV – Paresia/plegia do músculo oblíquo superior – Estrabismo convergente / diplopia / torcicolo rotacional • VI – Paresia/plegia do músculo reto lateral – Estrabismo convergente / diplopia 16
  • 17.
    Olho Vermelho Lacrimeja BAV Hiperemia Dor Secreção Prurido Edema Fotofobia mento Conjuntivite viral alérgica bacteriana gonocócica clamídia neonatal Sgto conjuntival Glaucoma agudo Ceratite Corpo estranho Uveíte anterior
  • 18.
    Olho Vermelho Lacrimeja BAV Hiperemia Dor Secreção Prurido Edema Fotofobia mento Conjuntivite mucoide ++ q palpebral viral d u alérgica i +++ e f purulenta bacteriana +- +++ +++ m +- u +++ purulenta o gonocócica s s a clamídia e neonatal Sgto conjuntival - * - - - - - - Glaucoma agudo +++ perilimbar +++ - - Ceratite +++ perilimbar +++ +++ Corpo estranho +- +++ +++ - +++ - - Uveíte anterior +++ +++ +++ - - - +++
  • 19.
    Olho Vermelho • Sinaisde alerta – Dor ocular acentuada, BAV, pupila não- fotorreagente, fotofobia, opacidade corneana, hipópio • Devem ser encaminhados ao oftalmologista – Ceratites, uveítes, endoftalmites, glaucoma agudo, conjuntivite complicada
  • 20.
    Trauma • Mecânico • Queimadura – Aberto – Física – Fechado – Química – Corpo estranho – Fratura
  • 21.
    Catarata • Opacidade nocristalino • MAIOR causa de cegueira no mundo (~50%) • FR – Idade, radiação UV, corticosteroides, DM, HF
  • 22.
    Catarata • “Curável” – Tto cirúrgico • Fácil, seguro, custo-efetivo • Facectomia – Técnica mais antiga – Grande incisão (8-10mm) • Facoemulsificação – Método preferencial – 2 pequenas incisões – Emulsificação através de US – Pode necessitar conversão
  • 23.
    Glaucoma • Neuropatia ópticairreversível • Afeta visão periférica inicialmente • 2ª maior causa de cegueira – Principal causa de cegueira irreversível • FR – ↑PIO, idade, etnia (negros), HF
  • 24.
    Glaucoma • Tipos • Tto – Crônico – Reduz progressão • ângulo aberto • Colírios • fechamento angular – Β-bloqueadores – Agudo – análogos prostaglandinas • Ângulo fechado – α2-agonistas – Congênito – inibidores AC • Cirurgia/laser
  • 25.
    Retinopatia Diabética  Principalcomplicação microvascular do DM  3ª causa de cegueira no BR  Prevalência − DM 1 : 10 anos ~100% − DM 2: 20 anos  ~60%  FR − Duração DM, Hb A1c, HAS, gestação, nefropatia
  • 26.
    Retinopatia Diabética  3tipos − Maculopatia diabética (BAV, edema macular) − RD Não-proliferativa (microaneurismas, exsudatos e hemorragias) − RD Proliferativa (neovascularização)  Tto − Prevenção: bom controle glicêmico e pressórico − Paliativo: fotocoagulação (laser) * DM ↑risco catarata, glaucoma e paralisia NC III
  • 27.
    Retinopatia Hipertensiva • 15% dos hipertensos • Assintomática • FR p/ doença vascular oclusiva retiniana • RH crônica x maligna • Achados – Cruzamento AV patológico – Estreitamento e tortuosidade – Fios de cobre / prata (arterioloesclerose senil) – Manchas algodonosas e hemorragias (chama-de-vela)
  • 28.
    Retinopatia Hipertensiva • ClassificaçãoKeith-Wagener-Barker – Grau 1: leve estreitamento, tortuosidade ou ↑brilho – Grau 2: cruzamento AV patológico, fios (cobre/prata) – Grau 3: grauSinal de Bonnet 2 + hemorragias ou manchas algodonosas – Grau 4: grau 3 + edema papila Sinal de Gunn • Não há tratamento específico – Tratar HAS Sinal de Salus
  • 29.
    DMRI  Drusas externasao EPR ou neurorretina  Maior causa de cegueira legal em idosos de países industrializados  FR  Idade, fumo, HF, etnia (caucasianos) Tela de Amsler  Pode levar a:  Atrofia EPR  Descolamento retiniano  Neovascularização  Não há tratamento preventivo  Tto  Anti-VEGF  Fotocoagulação
  • 30.
    Cegueira ICO – International Council of Ophthalmology (2002) • OMS / CID-10 – Melhor correção óptica, melhor olho, p/ longe – Deficiência visual • AV <20/60 (<0,3) • CV <20° – Cegueira • AV <20/400 (<0,05) • CV <10°
  • 31.
    Prevenção de Cegueira •Mundo – Cegueira: 37 milhões  76 milhões em 2020 – 80% em países em desenvolvimento – 75% evitáveis – Prevalência esperada: 0,25%  1% • Prevenção – OMS (1999): Vision 2020 • Eliminar cegueira evitável até 2020 • 5 doenças: catarata, tracoma, oncocercose, avitaminose A e erros de refração
  • 32.
  • 33.
    Transplante de Córnea •Técnica • Complicações – Lamelar • Glaucoma • não retira toda a espessura • Endoftalmite da córnea • Falha endotelial • Preserva camadas • Recorrência da doença profundas do receptor primária • Ex.: ceratocone • Astigmatismo – Penetrante • Rejeição • Toda espessura corneana • Mais comum • Doenças que afetam endotélio
  • 34.
    Referências • Pavan-Langston, Deborah. MANUAL DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA OCULAR. São Paulo, SP. Tecmedd. 2007 • Justis P. Ehlers, Chirag P. Shah, Gregory L. Fenton and Eliza N. Hoskins. THE WILLS EYE MANUAL: OFFICE AND EMERGENCY ROOM DIAGNOSIS AND TREATMENT OF EYE DISEASE. Ed. Lippincott Williams & Wilkins. 2008 • Paulo Schor, Wallace Chamon, Rubens Belfort Jr. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar UNIFESP/Escola Paulista de Medicina – OFTALMOLOGIA. Ed. Manole. 2004 • Kanski, Jack J.. OFTALMOLOGIA CLÍNICA : UMA ABORDAGEM SISTEMÁTICA. 6. ed. Rio de Janeiro. Ed Elsevier, 2008 • BASIC AND CLINICAL SCIENCE COURSE 2007-2008. American Academy of Ophthalmology • Site do CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA (www.cbo.com.br), acessado em 28/04/2011 • Site do INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT - Ministério da Educação, Governo do Brasil http://www.ibc.gov.br (acessado em 06.04.11) • Remo Susanna Jr. PROGRAMA EDUCACIONAL DE OFTALMOLOGIA. CD-ROM. Edição III. Clínica oftalmológica da USP