O EXAME OFTÁLMICO



DR. JOÃO ALFREDO KLEINER MV, MSC
      ACVO MADISON – WISCONSIN 1998
           WWW.VETWEB.COM.BR
Fonte de Luz adequada
Corantes
Fluoresceína

 É o corante mais usado

 Não penetra epitélio lipofílico normal corneano

 Avalia a integridade epitelial (penetra estroma)

 Adere-se à mucina do filme lacrimal
     Break up time

 Importante o exame com luz de cobalto azul.
Rosa Bengala

 Derivado da Fluoresceína (grupo da xantina)



 Usada em:
   Ulcerações dendríticas (herpes vírus)

   Diagnóstico de KCS “qualitativo”

     Cora células com pouca cobertura de filme lacrimal
Lissamina Green

 Corante vital verdadeiro:
     Não cora células saudáveis sem filme lacrimal

     Cora células com membrana lesionada.



 Melhor tolerada pelos pacientes



 Não é citotóxica para epitélio corneano.
Magnificação

 Otoscópio

 Lente Oftalmoscopia indireta

 Lupa

 Lâmpada de fenda
Oftalmoscópio Direto
Paralaxia
Imagem Retina Oftalmoscópio direto
Oftalmoscópio Indireto
Lente asférica 20 D

           Mais usada

           Campo visual 46 a 60º

           Magnificação 3.13 x

           Exame a 5 cm
Lente asférica 40 D

           Pupilas pequenas

           Campo visual 69 a 90º

           Magnificação 1.67 x

           Exame a 2 cm
Pan Retinal 2.2

         Campo visual 56 a 73º

         Magnificação 2.68 x

         Exame a 4 cm
Imagem Retina Oftalmoscópio indireto
Material adicional

 Gaze estéril
    Uma para cada olho



 Cotonetes

 Solução fisiológica estéril

 Anestésico local (Anestalcon®)

 Midriáticos (Mydriacyl®, Atropina 1%)
Anamnese e exame clínico

 Histórico:
     Vacinas

     Castrado ?

     Condição geral



 “Os olhos são como LINFONODOS do corpo”
                       (Wouk, A.F.)
Cultura e antibiograma

 Primeiro exame a ser realizado

 Não Limpar os olhos

 Não utilizar corantes (fluoresceína, etc)

 Não anestesiar
Reflexo Pupilar Fotomotor
           (R.P.F.M)
 Faz pupila contrair:
   Olho examinado: direto

   Olho contralateral: indireto / consensual.



 Reflexo subcortical:
   Nervo óptico: ramo aferente

   Fibras parassimpáticas do n. oculomotor (III par)
        Ramo eferente.
Reflexo Pupilar Fotomotor
          (R.P.F.M)


 Luz vermelha: Teste fotorreceptores



 Luz Azul : Melanopsin pathway
Reflexo de Piscar-ameaça (P.A)

  Não encostar no paciente

  Sem causar muito “vento” com a mão.

  Caminho:
      Nervo óptico (II par): ramo aferente

      Interconexão central cerebral e cerebelar

      Nervo facial (VII par): ramo eferente
Reflexo de Piscar-ameaça

 Testar nervo facial antes do exame:
     Encostar no canto palpebral e córnea.

     Lesão de n. facial produz reflexo sutil.



 Lesões cerebelares e estado mental pode
  influenciar no resultado.
“Dazzle reflex”
                Ofuscamento
 Reflexo subcortical

 Fonte de luz bem Forte

 Retração bulbo e fechamento pálpebras.

 Caminho:
   Retina, nervo óptico, quiasma óptico, núcleo supraóptico e
    colículo rostral (superfície dorsal mesencéfalo).
   Persiste com cegueira cortical
Outros teste visão

 Bolas de algodão

 Pista com obstáculos
     Tampão nos olhos

 Laser point
Teste lacrimal de Schirmer

 Avalia a porção aquosa do filme lacrimal

 Usar tirar padrão (papel Whatman n0 41)

 Colocar na porção média pálpebra inferior

 Leitura após 1 minuto:
           < 15 mm/min: Incipiente
           6 e 10 mm/min: moderada
           < 6 mm/min: severa.
Teste de Schirmer
Pressão intraocular (PIO)

 Utilizar colírio anestésico
      Cloridrato de proparacaína (Anestalcon ®)
      1 gota 5 minutos antes do exame.



 Tonometria de Identação (Schiötz)

 Tonometria de aplanação (Tonopen)

 Tonometria de rebote (Tonovet)
Pressão intraocular (PIO)
Pálpebras

 Defeitos anatômicos:
     Entrópio

     Ectrópio

 Defeitos ciliares:
     Triquíase

     Distiquíase

 Aspecto macroscópico geral
Terceira pálpebra
     (membrana nictitante)
 Normoposicionada

 Superfície

 Glândula da terceira pálpebra

 Cartilagem nictitante
Sistema Lacrimal

                 Filme lacrimal

 Secreção (harmonia entre as camadas)

 Espalhamento

 Drenagem
Sistema Lacrimal

 Teste de Jones
      Teste de patência do ducto nasolacrimal;

      Notar a presença de fluoresceína nas narinas e cavidade
       oral;

      Até 5 minutos é normal.
Conjuntiva

 Coloração / vascularização
   Hiperemia

   Branca

   Rósea

 Edema (quemose)

 Traumas

 Massas
Córnea

 Lisa

 Transparente

 Avascular

 Cobertura de filme lacrimal
Câmara Anterior

 “Flare”

 Hipópio

 Hifema

 Atalamia
Pupila e Íris

 Forma

 Posição

 Coloração (rubeose)

 Aderências

 Massas
Lente ou Cristalino

 Localização

 Esclerose

 Opacidades

 Afácico

 Pseudofácico
Vítreo

 Opacidades:
   Asteroid hyalosis

   Synchysis scintillans

 Degenerações:
   Sinerese vítrea

 Vasos sanguíneos:
   Artéria hialóidea persistente

   PTVHL
Retina

 Anatomia vascular

 Disco óptico

 Hemorragias

 Descolamentos
Papila / disco óptico




Normal   Hiperemia   Papiledema (congestão)
Drogas utilizadas

 Sistêmicas

 Tópicas

 Frequência

 Tempo
Comentários gerais

 Oftalmopatia (diagnóstico)

 Tratamento a ser usado:
   Medicamentoso

   Cirúrgico

   Sugestão de outros exames diagnósticos
O exame oftalmológico completo

O exame oftalmológico completo

  • 1.
    O EXAME OFTÁLMICO DR.JOÃO ALFREDO KLEINER MV, MSC ACVO MADISON – WISCONSIN 1998 WWW.VETWEB.COM.BR
  • 4.
    Fonte de Luzadequada
  • 5.
  • 6.
    Fluoresceína  É ocorante mais usado  Não penetra epitélio lipofílico normal corneano  Avalia a integridade epitelial (penetra estroma)  Adere-se à mucina do filme lacrimal  Break up time  Importante o exame com luz de cobalto azul.
  • 7.
    Rosa Bengala  Derivadoda Fluoresceína (grupo da xantina)  Usada em:  Ulcerações dendríticas (herpes vírus)  Diagnóstico de KCS “qualitativo”  Cora células com pouca cobertura de filme lacrimal
  • 8.
    Lissamina Green  Corantevital verdadeiro:  Não cora células saudáveis sem filme lacrimal  Cora células com membrana lesionada.  Melhor tolerada pelos pacientes  Não é citotóxica para epitélio corneano.
  • 9.
    Magnificação  Otoscópio  LenteOftalmoscopia indireta  Lupa  Lâmpada de fenda
  • 10.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    Lente asférica 20D  Mais usada  Campo visual 46 a 60º  Magnificação 3.13 x  Exame a 5 cm
  • 16.
    Lente asférica 40D  Pupilas pequenas  Campo visual 69 a 90º  Magnificação 1.67 x  Exame a 2 cm
  • 17.
    Pan Retinal 2.2  Campo visual 56 a 73º  Magnificação 2.68 x  Exame a 4 cm
  • 18.
  • 19.
    Material adicional  Gazeestéril  Uma para cada olho  Cotonetes  Solução fisiológica estéril  Anestésico local (Anestalcon®)  Midriáticos (Mydriacyl®, Atropina 1%)
  • 20.
    Anamnese e exameclínico  Histórico:  Vacinas  Castrado ?  Condição geral “Os olhos são como LINFONODOS do corpo” (Wouk, A.F.)
  • 21.
    Cultura e antibiograma Primeiro exame a ser realizado  Não Limpar os olhos  Não utilizar corantes (fluoresceína, etc)  Não anestesiar
  • 22.
    Reflexo Pupilar Fotomotor (R.P.F.M)  Faz pupila contrair:  Olho examinado: direto  Olho contralateral: indireto / consensual.  Reflexo subcortical:  Nervo óptico: ramo aferente  Fibras parassimpáticas do n. oculomotor (III par) Ramo eferente.
  • 23.
    Reflexo Pupilar Fotomotor (R.P.F.M)  Luz vermelha: Teste fotorreceptores  Luz Azul : Melanopsin pathway
  • 24.
    Reflexo de Piscar-ameaça(P.A)  Não encostar no paciente  Sem causar muito “vento” com a mão.  Caminho:  Nervo óptico (II par): ramo aferente  Interconexão central cerebral e cerebelar  Nervo facial (VII par): ramo eferente
  • 25.
    Reflexo de Piscar-ameaça Testar nervo facial antes do exame:  Encostar no canto palpebral e córnea.  Lesão de n. facial produz reflexo sutil.  Lesões cerebelares e estado mental pode influenciar no resultado.
  • 26.
    “Dazzle reflex” Ofuscamento  Reflexo subcortical  Fonte de luz bem Forte  Retração bulbo e fechamento pálpebras.  Caminho:  Retina, nervo óptico, quiasma óptico, núcleo supraóptico e colículo rostral (superfície dorsal mesencéfalo).  Persiste com cegueira cortical
  • 27.
    Outros teste visão Bolas de algodão  Pista com obstáculos  Tampão nos olhos  Laser point
  • 28.
    Teste lacrimal deSchirmer  Avalia a porção aquosa do filme lacrimal  Usar tirar padrão (papel Whatman n0 41)  Colocar na porção média pálpebra inferior  Leitura após 1 minuto: < 15 mm/min: Incipiente 6 e 10 mm/min: moderada < 6 mm/min: severa.
  • 29.
  • 30.
    Pressão intraocular (PIO) Utilizar colírio anestésico  Cloridrato de proparacaína (Anestalcon ®)  1 gota 5 minutos antes do exame.  Tonometria de Identação (Schiötz)  Tonometria de aplanação (Tonopen)  Tonometria de rebote (Tonovet)
  • 31.
  • 32.
    Pálpebras  Defeitos anatômicos:  Entrópio  Ectrópio  Defeitos ciliares:  Triquíase  Distiquíase  Aspecto macroscópico geral
  • 33.
    Terceira pálpebra (membrana nictitante)  Normoposicionada  Superfície  Glândula da terceira pálpebra  Cartilagem nictitante
  • 34.
    Sistema Lacrimal Filme lacrimal  Secreção (harmonia entre as camadas)  Espalhamento  Drenagem
  • 35.
    Sistema Lacrimal  Testede Jones  Teste de patência do ducto nasolacrimal;  Notar a presença de fluoresceína nas narinas e cavidade oral;  Até 5 minutos é normal.
  • 37.
    Conjuntiva  Coloração /vascularização  Hiperemia  Branca  Rósea  Edema (quemose)  Traumas  Massas
  • 38.
    Córnea  Lisa  Transparente Avascular  Cobertura de filme lacrimal
  • 39.
    Câmara Anterior  “Flare” Hipópio  Hifema  Atalamia
  • 40.
    Pupila e Íris Forma  Posição  Coloração (rubeose)  Aderências  Massas
  • 41.
    Lente ou Cristalino Localização  Esclerose  Opacidades  Afácico  Pseudofácico
  • 42.
    Vítreo  Opacidades:  Asteroid hyalosis  Synchysis scintillans  Degenerações:  Sinerese vítrea  Vasos sanguíneos:  Artéria hialóidea persistente  PTVHL
  • 43.
    Retina  Anatomia vascular Disco óptico  Hemorragias  Descolamentos
  • 44.
    Papila / discoóptico Normal Hiperemia Papiledema (congestão)
  • 45.
    Drogas utilizadas  Sistêmicas Tópicas  Frequência  Tempo
  • 46.
    Comentários gerais  Oftalmopatia(diagnóstico)  Tratamento a ser usado:  Medicamentoso  Cirúrgico  Sugestão de outros exames diagnósticos