LASER em
Glaucoma
Fellow Pietro B. de Azevedo
14.11.2017
LASER em
glaucoma
Aula de hoje
Introdução
LASER
Light
Amplication by
Stimulated
Emission of
Radiation
INTRODUÇÃO
LASER
 Propriedades
1. Coerência
2. Colimação
(direcionalidade)
3. Monocromacia
4. Alta intensidade
 Efeitos
 Térmico
 Fotocoagulação ou
vaporização (incisão)
 Depende de
pigmentação
 Argônio e diodo
 Ionizante
 Campo elétrico
instantâneoplasmaf
aíscaondas de
choque
 Nd:YAG
INTRODUÇÃO
Glaucoma
 Usos do laser
 Iridotomia
 Trabeculoplastia
 Gonioplastia
 Pupiloplastia
 Esfincterotomia da íris
 Ciclodestruição
INTRODUÇÃO
Iridotomia
História
 Tomia = cortar
 Von Graefe (1856)
 Meyer-Schwickerath (1956)
 furar a íris com energia da luz (mas com dano
térmico de cristalino e córnea)
 Laser rubi (1960’s)
 Argônio (1970’s)
 uso clínico, substituindo a iridectomia incisional no
final da década
 Nd:YAG (1980’s)
 Mais utilizado até hoje
IRIDOTOMIA
Princípios
 Comunicação CA e CP, equalizar a pressão,
aprofundar a CA, abrir o ângulo
 Indicação
 Tto 1º do fechamento angular e do GPFA
 Tto do olho contralateral
 Tto do bloqueio pupilar inflamatório
IRIDOTOMIA
*revisão Cochrane 2016: não eficaz para glaucoma pigmentar
Instrumentos
 Laser mais usado: Nd:YAG
 Lente de contato é recomendada
 Afasta pálpebras, reduz calor corneano, controla
movimentos
 Mais usada: Abraham (66D planoconvexa)
 Spot 2x maior na córnea e 2x menor na íris  ¼ da
energia na córnea e 4x na íris
IRIDOTOMIA
Técnica
 Pré
 Pilocarpina tópica
 Reduzir espessura da íris
 Colírio anestésico
 Colírio alfa-agon (brimonidina)
 evita pico PIO pós laser
 Local
 11h e 1h (ou temporal)
 Se óleo de silicone: inferior
 Entre 1/3 médio e 1/3 periférico
IRIDOTOMIA
IRIDOTOMIA
Lasers
 Comparação
 Nd:YAG
 Mais sangramento (fácil resolução) e ↑PIO
 Argônio
 Mais irite (mais energia), distorção pupilar (área
maior e mais perto da pupila) e fechamento
IRIDOTOMIA
Complicações
 ↑PIO
 Transitório, evitável
 Uveíte anterior
 Quebra de barreira
hemato-aquosa
 Esteroide tópico 3-5
dias
 Fechamento
 Mais com argônio
 Dano corneano
 Hifema
 Mais com Nd:YAG
 Catarata
 Dano retiniano
IRIDOTOMIA
Trabeculoplastia
História
 Plastia = modelar
 1970’s
 várias descrições de abrir “buracos” na malha
trabecular  fechavam, controle temporário da PIO
 Wise e Witter (1979)
 protocolo de argônio de baixa energia para
coagular, não perfurar  ALT
 Desde então
 muitos lasers foram testados
 Nd-YAG dupla-frequência SLT
TRABECULOPLASTIA
Mecanismo
 ALT
 Facilita escoamento do aquoso
 energia térmica pela absorção da luz pelo pigmento
“encolhe” o colágeno na área tratada, abrindo a
malha trabecular entre os spots
 Aumento da atividade fagocítica e do turnover da
matrix extracelular
 SLT
 Absorção seletiva pelas células pigmentadas da
malha trabecular
 repetível
TRABECULOPLASTIA
Indicações
 Tto 1º do GPAA (discutível)
 Tto do GPPA já em terapia tópica máxima
 Gl. Px
 Gl. pigm
 Gl. Do pseudofácico
 Ângulo aberto
TRABECULOPLASTIA
Técnica
 ALT
 Gonioprisma (Goldmann ou Thorpe)
 Spot 50µm
 Energia 500-1500mW (deve fazer marca)
 Duração 0,1s
 50 marcas por 180° ou 360°
TRABECULOPLASTIA
TRABECULOPLASTIA
Técnica
 SLT
 Gonioprisma (Goldmann, Thorpe ou Latina)
 Spot 400µm
 Energia 0,5-1,2mJ (evitar “bolhas de
champanhe”)
 50-70 marcas por 180°
TRABECULOPLASTIA
TRABECULOPLASTIA
Complicações
 ↑PIO transitório (<24h)
 Mais em olhos pigmentados
 Irite
 Corticoide tópico por 5 dias
 Mais em ALT
 ALT
 Sinéquia anterior periférica
TRABECULOPLASTIA
Resultados
 ↓PIO em dias a semanas
 Falha:
 50% em 5 anos
 66% em 10 anos
 Melhor: GPAA, exfoliação, pigmentar (jovens)
 ALT: 6-9 mmHg
 85% sucesso
 SLT : 3-18 mmHg
 180°: 65% sucesso, mas pode ser repetido
 360°: 100%
TRABECULOPLASTIA
Gonioplastia
ou iridoplastia periférica
Indicações
 Quando o ângulo não abre após iridotomia
 Sd íris em platô
 Micro/nanoftalmo
 Sinéquias periféricas
GONIOPLASTIA
*revisão Cochrane 2012: sem evidência de eficácia no tto de casos
não-agudos
**1 ECR 2016 não mostrou eficácia em GPAA
Mecanismo
 Curto-prazo: encolhimento do colágeno pelo
calor
 Longo-prazo: contração de membrana
fibroblástica
GONIOPLASTIA
Técnica
 Spot grande (>200µm), longa duração(>0,2s),
baixo poder (<400mW)
 10-15 marcas na íris periférica por quadrante
 Goniolente (tangente) ou lente plana
GONIOPLASTIA
GONIOPLASTIA
Complicações
 ↑PIO transitório
 Irite
 Dano endotelial
 Distorção pupilar
 Atrofia iriana focal (isquemia)
GONIOPLASTIA
Ciclodestruição
História
 Raramente a 1ª escolha
 Weekers et al (1961) usaram luz (arco de
xenônio)
 Vucicevic et al (1969): laser rubi
CICLODESTRUIÇÃO
Mecanismo
 Redução da produção de HA
 Destruição do corpo ciliar
TRABECULOPLASTIA
Lasers
 ND-YAG
 Com 1064µm atravessa esclera com pouca
absorção e espalhamento
 Contato e não-contato
 Não-comercial
 Diodo
 Grande absorção uveal (melanina)
 Contato (sonda G) ou endociclofoto (20G)
 Kriptônio
 contato
CICLODESTRUIÇÃO
Cuidados
 Pré-op
 Requer anestesia invasiva
 Não costuma ter ↑PIO
 Intra-op
 Evitar as 3h e 9h (isquemia segm anterior)
 Pós-op
 Corticoide tópico e/ou subtenoniano
 Efeito máximo após 1 mês
CICLODESTRUIÇÃO
CICLODESTRUIÇÃO
Endociclofoto
 Sistema de vídeo
 Necessita VVPP ou durante remoção do
cristalino
 Longa curva de aprendizado
 Destruição mais controlada dos processos
ciliares
CICLODESTRUIÇÃO
CICLODESTRUIÇÃO
Complicações
 Reação inflamatória
 Hipotonia
 Oftalmia simpática
 BAV (até 50% dos casos)
 Edema macular
 Efeito tóxico
CICLODESTRUIÇÃO
Pupiloplastia
uso
 Dilatação parcial da pupila por queimadura
próxima à pupila
 Argônio
 Contração do estroma no local do tto
 Indicada no bloqueio pupilar quando córnea
não permite iridotomia
PUPILOPLASTIA
Esfincterectomia da íris
uso
 Aumentar ou remodelar a pupila (argônio)
 Rompimento de membranas pupilares
(Nd:YAG)
ESFINCTEROTOMIA
Obrigado

Laser em glaucoma

  • 1.
    LASER em Glaucoma Fellow PietroB. de Azevedo 14.11.2017
  • 2.
  • 3.
  • 4.
  • 5.
    LASER  Propriedades 1. Coerência 2.Colimação (direcionalidade) 3. Monocromacia 4. Alta intensidade  Efeitos  Térmico  Fotocoagulação ou vaporização (incisão)  Depende de pigmentação  Argônio e diodo  Ionizante  Campo elétrico instantâneoplasmaf aíscaondas de choque  Nd:YAG INTRODUÇÃO
  • 6.
    Glaucoma  Usos dolaser  Iridotomia  Trabeculoplastia  Gonioplastia  Pupiloplastia  Esfincterotomia da íris  Ciclodestruição INTRODUÇÃO
  • 7.
  • 8.
    História  Tomia =cortar  Von Graefe (1856)  Meyer-Schwickerath (1956)  furar a íris com energia da luz (mas com dano térmico de cristalino e córnea)  Laser rubi (1960’s)  Argônio (1970’s)  uso clínico, substituindo a iridectomia incisional no final da década  Nd:YAG (1980’s)  Mais utilizado até hoje IRIDOTOMIA
  • 9.
    Princípios  Comunicação CAe CP, equalizar a pressão, aprofundar a CA, abrir o ângulo  Indicação  Tto 1º do fechamento angular e do GPFA  Tto do olho contralateral  Tto do bloqueio pupilar inflamatório IRIDOTOMIA *revisão Cochrane 2016: não eficaz para glaucoma pigmentar
  • 10.
    Instrumentos  Laser maisusado: Nd:YAG  Lente de contato é recomendada  Afasta pálpebras, reduz calor corneano, controla movimentos  Mais usada: Abraham (66D planoconvexa)  Spot 2x maior na córnea e 2x menor na íris  ¼ da energia na córnea e 4x na íris IRIDOTOMIA
  • 11.
    Técnica  Pré  Pilocarpinatópica  Reduzir espessura da íris  Colírio anestésico  Colírio alfa-agon (brimonidina)  evita pico PIO pós laser  Local  11h e 1h (ou temporal)  Se óleo de silicone: inferior  Entre 1/3 médio e 1/3 periférico IRIDOTOMIA
  • 12.
  • 13.
    Lasers  Comparação  Nd:YAG Mais sangramento (fácil resolução) e ↑PIO  Argônio  Mais irite (mais energia), distorção pupilar (área maior e mais perto da pupila) e fechamento IRIDOTOMIA
  • 14.
    Complicações  ↑PIO  Transitório,evitável  Uveíte anterior  Quebra de barreira hemato-aquosa  Esteroide tópico 3-5 dias  Fechamento  Mais com argônio  Dano corneano  Hifema  Mais com Nd:YAG  Catarata  Dano retiniano IRIDOTOMIA
  • 15.
  • 16.
    História  Plastia =modelar  1970’s  várias descrições de abrir “buracos” na malha trabecular  fechavam, controle temporário da PIO  Wise e Witter (1979)  protocolo de argônio de baixa energia para coagular, não perfurar  ALT  Desde então  muitos lasers foram testados  Nd-YAG dupla-frequência SLT TRABECULOPLASTIA
  • 17.
    Mecanismo  ALT  Facilitaescoamento do aquoso  energia térmica pela absorção da luz pelo pigmento “encolhe” o colágeno na área tratada, abrindo a malha trabecular entre os spots  Aumento da atividade fagocítica e do turnover da matrix extracelular  SLT  Absorção seletiva pelas células pigmentadas da malha trabecular  repetível TRABECULOPLASTIA
  • 18.
    Indicações  Tto 1ºdo GPAA (discutível)  Tto do GPPA já em terapia tópica máxima  Gl. Px  Gl. pigm  Gl. Do pseudofácico  Ângulo aberto TRABECULOPLASTIA
  • 19.
    Técnica  ALT  Gonioprisma(Goldmann ou Thorpe)  Spot 50µm  Energia 500-1500mW (deve fazer marca)  Duração 0,1s  50 marcas por 180° ou 360° TRABECULOPLASTIA
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  • 21.
    Técnica  SLT  Gonioprisma(Goldmann, Thorpe ou Latina)  Spot 400µm  Energia 0,5-1,2mJ (evitar “bolhas de champanhe”)  50-70 marcas por 180° TRABECULOPLASTIA
  • 22.
  • 23.
    Complicações  ↑PIO transitório(<24h)  Mais em olhos pigmentados  Irite  Corticoide tópico por 5 dias  Mais em ALT  ALT  Sinéquia anterior periférica TRABECULOPLASTIA
  • 24.
    Resultados  ↓PIO emdias a semanas  Falha:  50% em 5 anos  66% em 10 anos  Melhor: GPAA, exfoliação, pigmentar (jovens)  ALT: 6-9 mmHg  85% sucesso  SLT : 3-18 mmHg  180°: 65% sucesso, mas pode ser repetido  360°: 100% TRABECULOPLASTIA
  • 25.
  • 26.
    Indicações  Quando oângulo não abre após iridotomia  Sd íris em platô  Micro/nanoftalmo  Sinéquias periféricas GONIOPLASTIA *revisão Cochrane 2012: sem evidência de eficácia no tto de casos não-agudos **1 ECR 2016 não mostrou eficácia em GPAA
  • 27.
    Mecanismo  Curto-prazo: encolhimentodo colágeno pelo calor  Longo-prazo: contração de membrana fibroblástica GONIOPLASTIA
  • 28.
    Técnica  Spot grande(>200µm), longa duração(>0,2s), baixo poder (<400mW)  10-15 marcas na íris periférica por quadrante  Goniolente (tangente) ou lente plana GONIOPLASTIA
  • 29.
  • 30.
    Complicações  ↑PIO transitório Irite  Dano endotelial  Distorção pupilar  Atrofia iriana focal (isquemia) GONIOPLASTIA
  • 31.
  • 32.
    História  Raramente a1ª escolha  Weekers et al (1961) usaram luz (arco de xenônio)  Vucicevic et al (1969): laser rubi CICLODESTRUIÇÃO
  • 33.
    Mecanismo  Redução daprodução de HA  Destruição do corpo ciliar TRABECULOPLASTIA
  • 34.
    Lasers  ND-YAG  Com1064µm atravessa esclera com pouca absorção e espalhamento  Contato e não-contato  Não-comercial  Diodo  Grande absorção uveal (melanina)  Contato (sonda G) ou endociclofoto (20G)  Kriptônio  contato CICLODESTRUIÇÃO
  • 35.
    Cuidados  Pré-op  Requeranestesia invasiva  Não costuma ter ↑PIO  Intra-op  Evitar as 3h e 9h (isquemia segm anterior)  Pós-op  Corticoide tópico e/ou subtenoniano  Efeito máximo após 1 mês CICLODESTRUIÇÃO
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  • 37.
    Endociclofoto  Sistema devídeo  Necessita VVPP ou durante remoção do cristalino  Longa curva de aprendizado  Destruição mais controlada dos processos ciliares CICLODESTRUIÇÃO
  • 38.
  • 39.
    Complicações  Reação inflamatória Hipotonia  Oftalmia simpática  BAV (até 50% dos casos)  Edema macular  Efeito tóxico CICLODESTRUIÇÃO
  • 40.
  • 41.
    uso  Dilatação parcialda pupila por queimadura próxima à pupila  Argônio  Contração do estroma no local do tto  Indicada no bloqueio pupilar quando córnea não permite iridotomia PUPILOPLASTIA
  • 42.
  • 43.
    uso  Aumentar ouremodelar a pupila (argônio)  Rompimento de membranas pupilares (Nd:YAG) ESFINCTEROTOMIA
  • 44.

Notas do Editor

  • #5 https://www.youtube.com/watch?v=y3SBSbsdiYg
  • #8 http://www.rootatlas.com/wordpress/video/645/how-to-perform-a-laser-iridotomy-video/