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2010
PREFEITURA MUNICIPAL DE MARÍLIA
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO
Rua Bonfim nº 595 – CEP 17.502-060 – Bairro Alto Cafezal
Fone – Fax: (0xx 14) 3402-6300 – MARÍLIA – SP
e-mail: semeduc@terra.com.br
PROPOSTA CURRICULAR PARA EDUCAÇÃO INFANTIL
“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida. É a própria vida.”(John Dewey)
Marília
2
Sumário
I- Identidade e Autonomia
a. Expectativas de Aprendizagem_________________________________________________________________________04 e 05
b. Conteúdos_________________________________________________________________________________________04 e 05
c. Orientações Didáticas________________________________________________________________________________04 e 05
II- Linguagem Oral e Escrita
a. Expectativas de Aprendizagem_______________________________________________________________________06,07 e 08
b. Conteúdos_______________________________________________________________________________________06,07 e 08
c. Orientações Didáticas______________________________________________________________________________06,07 e 08
III- Matemática
a. Expectativas de Aprendizagem_______________________________________________________________________09,10 e 11
b. Conteúdos_______________________________________________________________________________________09, 10 e 11
c. Orientações Didáticas______________________________________________________________________________09, 10 e 11
IV-Artes Visuais
a. Expectativas de Aprendizagem_________________________________________________________________________11 e 12
b. Conteúdos_________________________________________________________________________________________11 e 12
c. Orientações Didáticas________________________________________________________________________________11 e 12
V- Música
a. Expectativas de Aprendizagem________________________________________________________________________12 e 13
b. Conteúdos________________________________________________________________________________________12 e 13
3
c. Orientações Didáticas_______________________________________________________________________________12 e 13
VI-Movimento
a. Expectativas de Aprendizagem________________________________________________________________________14 e 15
b. Conteúdos________________________________________________________________________________________14 e 15
c. Orientações Didáticas_______________________________________________________________________________14 e 15
VII- Natureza e Sociedade
a. Expectativas de Aprendizagem______________________________________________________________________16,17 e 18
b. Conteúdos______________________________________________________________________________________16,17 e 18
c. Orientações Didáticas_____________________________________________________________________________16,17 e 18
VIII- Rotina e o trabalho pedagógico na escola de Educação infantil____________________________________________________19
IX-Sequência Didática_____________________________________________________________________________________20, 21, e 22
X- Atividades Permanentes______________________________________________________________________________22, 23, 24 e 25
XI-Projeto de Trabalho_______________________________________________________________________________________25 e 26
XII- Avaliação_________________________________________________________________________________________27, 28, 29 e
30
XIII- Referências Bibliográficas________________________________________________________________________________30 e 31
4
Apresentação
Proposta Curricular para a Educação Infantil
Infantil I
Gradativamente, a Educação Infantil vem ampliando as suas funções, ultrapassando os limites do atendimento assistencial
para pôr em prática um trabalho pedagógico fundamental para o desenvolvimento da criança.
Delinear uma ação pedagógica com esse alcance implica definir a função específica da Educação Infantil e de seu professor.
Quanto ao primeiro aspecto, devemos propiciar aos alunos vivências desafiadoras respeitando o seu desenvolvimento. Para o
professor que atua nesse segmento da Educação Básica, é fundamental o conhecimento teórico e a reflexão sobre a relação entre a
teoria e a prática para melhor orientar sua ação pedagógica.
Nesse sentido, é imprenscindível compreender como ocorre a aquisição do conhecimento da criança, isto é, quais os passos dados
na construção desse conhecimento.
É nessa perspectiva que se procurou desenvolver essa proposta curricular para a Educação Infantil. Dois pontos serão
enfatizados. Em relação às crianças o pressuposto fundamental de que esse período de escolarização deve contribuir para o seu
desenvolvimento integral, favorecendo a construção de sua cidadania. Em relação ao professor, a explicitação de uma
fundamentação teórica e de diretrizes para auxiliá-lo a transformar sua prática num exercício constante de reflexão, buscando definir
sua atuação.
Por fim, é preciso reiterar que esta proposta não configura um modelo curricular homogêneo e pronto, que sobrepõe à
autonomia pedagógica de cada escola, mas poderá funcionar como elemento catalisador de ações na busca da melhoria da
qualidade do ensino.
Esperamos que este documento possa contribuir, de forma relevante, para que profundas transformações ocorram no fazer
pedagógico de cada docente e favoreça um trabalho profissional coerente e eficaz.
Marília, Fevereiro de 2010.
. Prof. Mário Bulgareli
Prefeito Municipal
Prof. Joaquim Bento Feijão Profª. Rosani Puía de Souza Pereira
Diretor de Gestão Escolar Secretária Municipal da Educação
2010
Identidade e Autonomia
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
Desenvolver a capacidade de natureza global e
afetiva;
Ter uma auto-imagem positiva, ampliando a
sua autoconfiança e identificando suas reais
possibilidades e limitações;
Identificar e enfrentar situações de conflitos,
utilizando seus recursos pessoais, respeitando
as outras crianças e exigindo reciprocidade:
Valorizar ações de cooperação e solidariedade,
desenvolvendo atitudes de ajuda e
colaboração e compartilhando suas vivências:
Brincar, contemplando os aspectos cognitivos,
sócio-afetivos e psicomotores;
Identificar situações de risco no ambiente
adotando hábitos de auto-cuidados,
valorizando as atitudes relacionadas com a
higiene, alimentação, conforto, segurança,
proteção do corpo e cuidados com a aparência;
Identificar e compreender a sua pertinência aos
diversos grupos dos quais participam,
respeitando suas regras básicas de convívio
Conhecimento do corpo e
configuração da imagem de si
mesmo;
Habilidades perceptivo-motoras
envolvidas na resolução de tarefas de
natureza diversa.
Aspectos cognitivos, afetivos e de
relacionamento envolvidos em
atividades da vida cotidiana;
A saúde: habilidades básicas
relacionadas com o cuidado de si
mesmo e do ambiente;
Coordenadas espaço-temporal;
Atividades que podem ser
desenvolvidas a partir do pressuposto
de expressividade própria dos
sentimentos e emoções;
Participação de meninos e meninas
igualmente em brincadeiras que
socialmente são aceitas somente por
um deles;
Participação na realização de
pequenas tarefas do cotidiano que
envolvam ações de cooperação,
solidariedade e ajuda na relação com
O “Brincar” é uma das
atividades fundamentais para o
desenvolvimento da identidade
e da autonomia. O fato de a
criança poder se comunicar por
meio de gestos, sons e
representar determinado papel
na brincadeira faz com que ela
desenvolva sua imaginação;
A utilização da linguagem do
faz-de-conta possibilita a
construção e/ou enriquecimento
da identidade e da autonomia,
pois as crianças podem
experimentar outras formas de
ser e pensar, ampliando suas
concepções sobre as coisas e
pessoas ao desempenhar
vários papéis sociais ou
personagens;
O espelho é um excelente
instrumento na construção e na
afirmação da imagem corporal:
é na frente dele que meninos e
6
social e a diversidade que os compõe;
Demonstrar harmonia entre pensamento,
palavra e ação;
Responsabilizar-se por seus atos,
respondendo pelas próprias palavras e pelo
que lhe foi confiado;
Respeitar os diferentes modos de pensar, agir
e sentir, demonstrando tolerância,
compreensão e respeito às diferenças
individuais, aprendendo a conviver, ser e estar;
Buscar soluções para seus conflitos;
-Buscar por meio de experiências, aprimorar
atitudes e valores;
Controlar progressivamente suas necessidades
e suas reações relacionadas a desejos e
sentimentos, em situações cotidianas.
os outros;
Valorização dos cuidados com os
materiais de uso individual e coletivo
tendo como modelo o cuidado em
que o educador os manipula;
Procedimentos relacionados à
alimentação e à higiene das mãos,
cuidado e limpeza pessoal bem
como, atitudes de gratidão e respeito
na hora da refeição sempre
acompanhado de versos e canções
que são citados diariamente;
Participar ativamente de trabalhos em
equipe;
Valorização do diálogo como uma
forma de lidar com os conflitos.
meninas poderão se fantasiar,
assumir papéis, brincar de ser
pessoas diferentes, e olhar-se,
experimentando todas essas
possibilidades;
O resgate da identificação do
nome, história e significados,
precisa ser acompanhado da
representação escrita;
A disposição dos materiais e
utensílios pedagógicos é fator
que interfere diretamente nas
possibilidades do “fazer
sozinho”, devendo ser, também,
alvo de reflexão e planejamento
do professor e da unidade
escolar;
Criar situações para que as
crianças prestem ajuda umas às
outras possibilita trocas muito
interessantes, nas quais as
crianças vivenciam a diferença
de saberes que é própria ao ser
humano em qualquer idade. A
ajuda entre pares pode ser
também um interessante
recurso para facilitar a
7
integração de crianças com
necessidades especiais;
Valorizar o conhecimento da
sequência da rotina favorece o
desenvolvimento da autonomia.
Pode-se pensar em organizá-lo
por meio de instrumentos que
se utilizem das novas
conquistas no plano da
representação, ou seja, a
crescente familiarização com
linguagens gráficas, como o
desenho e a escrita;
Estimular nas relações
cotidianas, o respeito à
diversidade de temperamento,
habilidades, conhecimentos,
gênero, etnia e credo religioso.
(Uma atenção particular deve
ser voltada às crianças com
necessidades especiais);
A construção da identidade e a
conquista da autonomia pelos
alunos são processos que
demandam tempo e respeito às
suas características individuais;
8
Proporcionar momentos às
crianças a fazerem escolhas,
evidenciadas nas pequenas
coisas da rotina infantil como:
escolher o giz de cera, o
brinquedo favorito, a brincadeira
que deseja participar;
A organização dos ambientes é
muito importante neste
processo, pois encoraja as
crianças com a oferta de
atividades que proporcionem
qualidade às suas escolhas.
9
Linguagem Oral e Escrita
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES
DIDÁTICAS
Falar e Escutar Uso da linguagem oral para conversação, comunicação,
relatando suas vivências e expressar desejos, vontades,
necessidades e sentimentos, nas diversas situações de
interação presentes no cotidiano;
Participação em situações de relato e/ou leitura de
diferentes gêneros feitos pelos adultos, como contos,
poemas, canções, entre outras;
Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os
diversos contextos de que participa;
Participação em situações que envolvam a necessidade
de explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista;
Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais,
músicas, poemas, entre outras;
Participação nas situações em que os adultos fazem uso
da leitura e da escrita, como contos, cartas, jornal, receitas
do lanche, etc;
Observação de materiais impressos existentes na escola,
como livros na biblioteca, quadro de avisos, anotações da
professora, entre outras;
Valorizar o espaço
escolar como formador
de leitores e escritores.
Um espaço, portanto,
com muitas leituras e
situações de escrita.
Leituras das crianças,
leituras dos professores.
Leituras de livros, jornais,
panfletos, músicas,
poesias e do que mais se
tornar significativo;
Propor aos alunos que
leiam e escrevam, ainda
que não o façam
convencionalmente. O
fato de as escritas não
convencionais serem
aceitas, não significa
ausência de intervenção
pedagógica para a
construção da escrita
convencional;
Ampliar gradativamente suas
possibilidades de comunicação e
expressão, interessando-se por
conhecer vários gêneros orais e
escritos, participando de
diversas situações de
intercâmbio social nas quais
possa contar suas vivencias,
ouvir a de outras pessoas,
elaborar e responder perguntas;
Compreender o sentido das
mensagens que ouve;
Expressar desejos,
necessidades e sentimentos;
Reproduzir textos e jogos
verbais oralmente;
Elaborar perguntas e respostas
de acordo com o contexto de
que participa;
10
Transmitir informações, criar
histórias, explicar e defender
suas idéias;
Expressar seus pensamentos
com organização lógica temporal
e causal.
Conversas em roda;
Relato de experiências vividas e narração de fatos;
Reconto de histórias conhecidas com a aproximação às
características da história original no que se refere à
descrição de personagem, cenário e objetos, com ou sem
ajuda do professor;
Escolha de livros para ler, ainda que não a façam de
maneira convencional;
Reprodução oral de jogos verbais, como trava-línguas,
parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas, canções...
Observação e manuseio de materiais impressos;
Simulação de leitura por meio de brincadeiras, faz-de-
conta...
Utilização de diferentes linguagens (Corporal, musical,
plástica e cênica) através de: Desenhos , dramatização,
modelagem, pintura,escrita, brincadeiras infantis, jogos
diversos, canto, brincadeiras de roda,cirandas, faz-de-
conta...
Utilização de gravuras, fotografias, placas, logomarcas, e
outras de acordo com o interesse da criança;
Leitura de textos diversos (com o apoio na leitura do
professor):
Organizar situações de
aprendizagem que
possibilitem a discussão
e reflexão sobre o
sistema de escrita. Essas
situações de
aprendizagem devem
acontecer de modo a
possibilitar que o
professor conheça as
concepções que os
alunos possuem sobre
como escrever;
Organizar situações em
que as crianças
estabelecem uma relação
entre o que é falado e o
que está escrito (embora
ainda não saibam ler
convencionalmente).
Nessas atividades de
“leitura”, as crianças
devem conhecer texto e
tentar localizar onde
estão escritas
determinadas palavras;
Práticas de Leitura
Escutar textos lidos, apreciando
a leitura feita pelo professor;
Ler imagens em contextos
diversos;
Fazer pseudoleitura;
Distinguir desenho de escrita;
Levantar hipóteses sobre o
conteúdo de diferentes suportes
11
textuais;
Fazer leitura incidental ( leitura
por memorização, etiquetas dos
objetos de sala, cartazes de
rotina, crachás, cardápios...)
Identificar letras do alfabeto em
contextos significativos;
Identificar as letras do seu nome
dentro de um conjunto de letras.
*Literários –contos, fábulas,lendas,poemas;
*Informativos – Títulos, manchetes,
notícias,classificados,propagandas,
jornalísticos,entrevistas,bilhetes, cartas, murais;
*Prescritivos–
Receitas,embalagens,rótulos,calendários,folhetos,cartazes;
* Enumerativos – Listas de nomes de pessoas, nomes de
animais, frutas,objetos da sala,etc.
*Expositivos – trabalhos escritos, registros com observações,
coleções, biografias.
Oportunizar momentos
em que as crianças
precisam descobrir o
sentido do texto
apoiando-se nos mais
diversos elementos,
como nas figuras, na
diagramação, em seus
conhecimentos prévios
sobre o assunto;
Uma prática de leitura
deve considerar a
qualidade literária dos
textos;
Reconhecer a
capacidade das crianças
para escrever e dar
legitimidade e
significação às escritas
iniciais, uma vez que
estas possuem intenção
comunicativa;
Propor atividades de
escrita que façam sentido
Práticas de Escrita
Interessar-se por escrever ainda
que não de forma convencional;
Familiarizar-se com a escrita por
meio do manuseio de livros,
revistas e outros portadores de
textos e da vivência de diversas
situações nas quais seu uso se
faça necessário;
Manusear diferentes
ferramentas e suportes de
escrita para desenhar, traçar
12
letras e outros sinais gráficos;
Reconhecer as letras do seu
nome;
Escrever espontaneamente
utilizando o conhecimento de
que dispõe sobre o sistema de
escrita;
Produzir pequenos textos
coletivamente, sendo o
professor o escriba.
para as crianças, isto é,
que elas saibam para que
e para quem estão
escrevendo, revestindo a
escrita de seu caráter
social;
Trabalhar com textos que
permitam a memorização
e histórias conhecidas,
possibilitando atividades
de localizar letras,
palavras ou um trecho
mesmo que até o
momento não saibam
escrever
convencionalmente
(poemas, parlendas
,adivinhas...);
Produzir coletivamente os
textos: enquanto os
alunos criam o texto, o
professor vai escrevendo
na lousa ou em papel
pardo;
Reconstrução oral de
contos, histórias, poemas
– trata-se de mais um
13
passo do processo de
aprendizagem;
Criar um ambiente
interativo, promovendo
um conjunto de situações
de usos reais de leitura e
escrita nas quais as
crianças têm a
oportunidade de
participar;
Planejar situações de
comunicação que exijam
diferentes graus de
formalidade, como
conversas, exposições
orais, entrevistas, entre
outras;
-Dispor de um acervo em
sala de aula com livros e
outros materiais como
histórias em quadrinhos,
revistas, enciclopédia,
jornais,classificados e
organização com ajuda
da criança;
Possibilitar regularmente
14
empréstimos de livros
para levarem para casa,
bons textos, provocando
momentos de leitura junto
com os familiares, uma
prática de leitura deve
considerar a qualidade
literária dos textos;
Valorizar uma prática
educativa que aceita e
valoriza as diferenças
individuais e fomenta a
troca de experiências e
conhecimentos entre as
crianças, pois as
produções de escrita são
mais interessantes
quando se realizam num
contexto de
interação,possibilitando o
trabalho em grupo;
Possibilitar intervenções
nas escritas espontâneas
dos alunos,permitindo
que os mesmos
confrontem, comparem
suas produções com o
15
intuito de discutirem,
refletirem em como
deixar a escrita final.
Matemática
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES
DIDÁTICAS
Números e Operações Exploração da contagem de rotina;
Utilização dos numerais registrados
em placas nas atividades
matemáticas;
Operações com números envolvendo
os conceitos matemáticos, através de
situações-problema utilizando-se de
desenhos, objetos, jogos e
brincadeiras;
Classificação: juntar por semelhanças
e separar por diferenças;
Seriação: percepção da ordem
crescente e decrescente.
Um dos principais objetivos do
ensino de matemática é fazer
o aluno pensar produtivamente
e, para isso, nada melhor que
apresentar-lhe situações-
problema que o envolvam, o
desafiem e o motivem a querer
resolvê-las;
Não propor situações-
problema que estejam muito
além ou aquém das
possibilidades dos alunos. Isto
poderia gerar medo, ansiedade
e pouco envolvimento com a
situação;
Valorizar as estratégias
individuais dos alunos e seus
registros;
Classificar e seriar, dispondo numerais
(escritos em placas), conforme a
quantidade de objetos;
Explorar a contagem de rotina, através
de jogos e brincadeiras;
Realizar agrupamentos envolvendo o
conceito de parcelas iguais
(multiplicação);
Resolver situações-problema,
envolvendo as idéias de tirar,
completar e comparar, através de
desenhos e objetos(subtração);
Juntar e acrescentar objetos para
resolver situações-problema (adição);
Repartir quantidades, utilizando-se de
materiais diversos e desenhos
(divisão);
Espaço e Forma Exploração de espaço, manipulando e
16
Explorar o espaço, manipulando
objetos de diferentes formas;
Classificar objetos de acordo com
diversos atributos (formas, tamanho,
tipo, cor...);
Utilizar “dobras” em papéis de
diferentes tamanhos caracterizando
objetos e seres.
selecionando objetos;
Classificação de objetos de acordo
com diversos atributos;
Utilização de “dobras” em papéis de
diferentes tamanhos;
Exploração do próprio corpo num
espaço determinado;
Exploração sensorial dos objetos.
Propor problemas orais, que
possibilitem ao aluno
desenvolver estratégias de
resolução, cálculo mental e
comunicação oral da solução;
Ampliar a utilização das
representações pictóricas em
Matemática, relacionando o
pictórico e o matemático,
através de desenhos como
uma forma de comunicação;
Envolver as situações-
problema, quando possível, no
contexto de outras áreas do
conhecimento;
É importante que os alunos
representem o problema:
dramatizando, utilizando-se de
desenhos, materiais de sucata,
listas, entre outras;
Os jogos matemáticos são
essenciais para formação dos
conceitos;
A idéia de número sintetiza
Grandezas e Medidas Identificação dos períodos do dia e da
semana através de atividades de
rotina;
Aquisição de conceitos de distância,
tamanho, localização;
Acompanhamento das alterações no
próprio corpo, através de atividades
registrados no portfólio;
Seqüências de acontecimentos
referentes ao período de um dia.
Perceber os períodos da semana e do
dia, através das atividades de rotina;
Explorar o ambiente escolar,
percebendo distâncias,
posicionamento do corpo e dos
objetos;
Perceber a sua altura, através de
atividades permanentes.
Tratamento da Informação
Registrar em tabelas informações
diversas;
Analisar, com a medicação do
professor, gráficos e tabelas simples.
Registros de informações pessoais;
Utilização e análise de tabelas
simples.
17
duas operações lógicas:
classificação e seriação. Estas,
além de embasar a formação
do conceito de número, são
aspectos fundamentais do
pensamento lógico que não
estão presentes apenas no
conceito de número, mas em
todas as relações que a mente
humana pode estabelecer.
Portanto, deve-se oportunizar
à criança situações para que
ela construa esses conceitos
fundamentais;
A geometria trabalhada na
Educação Infantil deve ser a
geometria experimental ou a
geometria manipulativa. É
interessante iniciar o estudo
com os sólidos geométricos,
por serem palpáveis, concretos
para os alunos;
As soluções incorretas
apresentadas pelos alunos
devem ser pontos para a
reflexão e não para censuras;
Considerar e valorizar os
18
diversos caminhos para se
chegar aos resultados;
Utilizar adequadamente os
seguintes recursos materiais:
Blocos Lógicos, Material
Dourado (unidades e uma
dezena), Tangram,
Dobraduras;
Organizar o material de sucata
que será utilizado no seu fazer
pedagógico;
Utilizar brincadeiras infantis,
tais como: Amarelinha, Bola de
Gude, Atividades com Corda,
Bola, Brincadeiras de Roda
etc.
19
Artes Visuais
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Elaborar objetos diversos utilizando
habilidades artísticas;
Desenvolver a sensibilidade,
criatividade, expressão e comunicação;
Ter interesse pelas obras de arte, suas
próprias produções e a dos colegas
com cuidado e respeito;
Reconhecer as artes visuais como um
meio de comunicação, expressão e
construção de conhecimento,
admitindo as expressões artísticas
como forma de registro social;
Conhecer espaços e objetos de
divulgação da arte; conhecer a vida e
obras de alguns artistas;
Desenvolver a motricidade na
utilização de diferentes técnicas
artísticas;
Interessar-se pela realização de
Exploração e aprofundamento das
possibilidades oferecidas pelos
diversos materiais (giz, papel, pincéis,
tintas, argila, etc).
Valorização das suas próprias
produções e das outras crianças;
Respeito e cuidado com os objetos
produzidos individualmente e em
grupo;
Organização e cuidado com os
materiais;
Técnicas diversas em releituras de
obras conhecidas;
-Representação de histórias,
personagens, figuras humanas,
acontecimentos e comemorações
através do desenho, pintura, colagem
de histórias;
Criações coletivas de painéis
Desenho: Observar o desenvolvimento
da consciência da criança e o estado de
seu amadurecimento corpóreo, não
devendo aprender a desenhar de forma
dirigida, incentivando o desenho livre
usando lápis de cera ou lápis de
superfície larga;
Pintura: em aquarela, com tintas e
papel de boa qualidade, as crianças
devem estar completamente à vontade,
vivenciar as cores é o único critério e
não a reprodução de um objeto ou a
coloração de um desenho pré-impresso;
Modelagem: no processo de
modelagem utiliza-se de barro, o tanque
de areia, a argila, o amassar o pão, nas
massinhas que exigem um certo esforço
dos dedos desenvolvendo de forma
lúdica sua coordenação motora grossa
e fina entre outras;
-Em situações de brincadeira, executar
movimentos de abrir r fechar a tesoura,
e posteriormente oferecer materiais
20
atividades gráfico-plásticas. temáticos com desenhos, gravuras,
colagens;
Oficinas de construção de brinquedos,
fantoches e instrumentos musicais
utilizando sucata, recorte, colagem e
pintura;
Elaboração de desenhos, pinturas,
colagens, modelagens a partir do
repertório e da utilização dos
elementos das Artes Visuais (ponto,
linha, cor, forma, volume, espaço,
textura) em trabalhos individuais e
coletivos.
para serem recortados sem um
direcionamento pré-definido;
Oportunizar o contato das crianças com
materiais e suportes gráficos diversos
como: lápis e pincéis de diferentes
texturas e espessuras, carvão, sucatas,
tintas, água, areia, argila, massinha,
papel, papelão, jornal, parede, chão,
caixa, madeira...
Respeitar o tempo e o repertório
particular de cada criança, não lhe
ofertando modelos preconcebidos pelo
adulto, ao contrário, permitindo que ela
mesma crie e recrie suas próprias
técnicas de representação;
A organização da sala, a quantidade e a
qualidade dos materiais presentes e sua
disposição no espaço são
determinantes para o fazer artístico.
Música
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICA
Aprender a ouvir e compreender o que
ouve para produzir e apreciar a arte
musical;
Invenção de sons;
Discriminação e identificação de sons;
Localização de fontes sonoras;
Qualquer proposta de ensino que
considere essa diversidade precisa abrir
espaço para o aluno trazer música para
21
Desenvolver a expressão e a
comunicação através da música em
suas múltiplas possibilidades vocais e
/ou instrumentais;
Interagir com a música, percebendo-a
como uma forma de expressão
individual e coletiva, favorecendo a
socialização, o desenvolvimento da
afetividade, da criatividade e do senso
rítmico ;
Perceber, acompanhar e imitar sons;
Orientar-se pela presença de um som;
Experimentar o silêncio como
linguagem musical;
Reconhecer obras musicais de
diferentes gêneros, épocas e culturas,
da produção musical brasileira;
Perceber as variações sonoras de
intensidade (fracos e fortes), de
andamento (rápido e lento), de
duração (longo e curto), de altura
(grave agudo) e silêncio ( pausa);
Exercício de atenção sonora;
Movimentos de locomoção adequados
aos andamentos de músicas ouvidas;
Músicas com andamentos para
caminhar, correr, saltar, saltitar,
galopar...
Exercícios de reprodução de ritmos
com os instrumentos naturais ou
corporais de percussão mãos, dedos,
pés;
Improvisação através de diálogo
rítmico e melódico;
Participação de atividades com
músicas clássicas ;
Identificação de músicas do folclore
brasileiro e canções tradicionais que
representam a nossa cultura musical;
Participação em jogos e brincadeiras
que envolvam a improvisação musical;
Brincadeiras de roda.
a sala de aula. Acolhendo-a,
contextualizando-a e oferecendo acesso
a obras que possam ser significativas
para o seu desenvolvimento pessoal em
atividades de apreciação e produção.
A diversidade permite ao aluno a
construção de hipóteses sobre o lugar
de cada obra no patrimônio musical da
humanidade, aprimorando sua condição
de avaliar a qualidade das próprias
produções e as dos outros;
O silêncio deve ser experimentado em
diversas situações e contextos, pois
valoriza o som, cria expectativa e é
também música;
As cantigas de ninar, as canções de
roda, as parlendas e todo tipo de jogo
musical têm grande importância, pois é
por meio das interações que se
estabelecem e desenvolvem um
repertório que lhes permitirá comunicar-
se pelos sons;
Os momentos de troca e comunicação
sonoro-musicais favorecem o
desenvolvimento afetivo e cognitivo,
22
Desenvolver potencialidade musicais
múltiplas, através do corpo em
movimento, jogos de roda, danças...
Capacidade para experimentar e
dominar progressivamente as
possibilidades do corpo e da voz,
através de atividades lúdicas.
bem como a criação de vínculos fortes
tanto com os adultos quanto com a
música;
O fazer musical requer atitudes de
concentração e envolvimento com as
atividades propostas, posturas que
devem estar presentes durante todo o
processo educativo, em suas diferentes
fases;
A produção musical de cada região do
país é muito rica, de modo que se pode
encontrar vasto material para o
desenvolvimento do trabalho com as
crianças e cabe aos professores
resgatar e aproximar s crianças dos
valores musicais da cultura;
Há que se tomar cuidado para não
limitar, o contato das crianças com o
repertório musical dito “infantil” que é,
muitas vezes, estereotipado e, não o
mais adequado. As canções infantis
veiculadas pela mídia, produzidas pela
indústria cultural, pouco enriquecem o
conhecimento das crianças.
23
Movimento
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
Utilizar movimentos motores básicos,
para ampliar suas possibilidades de
manuseio dos objetos;
Apropriar-se progressivamente da
imagem global do seu corpo,
conhecendo e identificando seus
segmentos e elementos
,desenvolvendo cada vez mais uma
atitude de interesse e cuidado com o
próprio corpo;
Ampliar as possibilidades expressivas
do próprio movimento, utilizando
gestos diversos e do ritmo corporal,
nas suas brincadeiras, danças, jogos e
demais situações de interação;
Explorar diferentes qualidades e
dinâmicas do movimento, como força,
velocidade, resistência e flexibilidade,
conhecendo gradativamente os limites
e as potencialidades de seu corpo;
Controlar gradualmente o próprio
movimento, aperfeiçoando seus
recursos de deslocamento e ajustando
Utilização expressiva intencional do
movimento;
Brincadeiras, jogos, danças, teatro
(correr, pular, subir, descer,
escorregar, pendurar-se, movimentar-
se, dançar...);
Percepção das sensações, limites,
potencialidades, sinais vitais e
integridade do próprio corpo;
Deslocamento e habilidades de força,
velocidade, resistência e flexibilidade;
Manipulação de materiais, objetos,
brinquedos diversos para o
aperfeiçoamento de suas habilidades
manuais;
Coordenação motriz (global e seletiva)
em situação contextualizada (jogo do
faz-de-conta);
Resgate da cultura popular: jogos,
Deve-se favorecer um ambiente físico e
social em que as crianças sintam-se
protegidas e acolhidas e ao mesmo
tempo seguras para arriscarem-se e
vencerem desafios;
A organização dos conteúdos para o
trabalho com movimento deverá
respeitar as diferentes capacidades das
crianças em cada faixa etária, bem
como priorizar o desenvolvimento de
suas habilidades expressivas e
instrumentais, de forma que possam
agir cada vez mais com
intencionalidade:
A – Expressividade
A dimensão expressiva do movimento
contempla a expressão e comunicação
de idéias, sensações e sentimentos
pessoais de cada criança. Por essa
razão, essa característica pessoal e
individual do movimento deve ser
considerada e acolhida em todas as
situações cotidianas, possibilitando que
as crianças utilizem gestos, posturas e
ritmos próprios para se comunicar;
A afirmação da imagem corporal
24
suas habilidades motoras para a
utilização em jogos, brincadeiras,
danças e demais situações;
Valorizar os jogos e brincadeiras da
cultura popular;
Ampliar gradativamente a
independência de movimentos de um
lado do corpo em relação ao outro;
Definir a própria dominância lateral;
Respeitar a própria integridade física e
a dos colegas;
Cooperar nos jogos e exercícios,
compreendendo e aplicando as regras,
bem como os princípios de
cordialidade e respeito na relação com
os colegas e professor.
brincadeiras... desenvolvida em brincadeiras nas quais
as crianças se fantasiam e assumem
papéis utilizando-se de tecidos
enrolados no corpo, adereços e
acessórios diversos, constituem uma
atividade muito própria dessa idade;
As brincadeiras de roda e cirandas
conhecidas ou não pelas crianças, além
de trazerem o caráter lúdico de
socialização, trazem a possibilidade de
realização de movimentos de diferentes
qualidades expressivas e rítmicas. A
roda otimiza a percepção de um ritmo
comum e a noção de conjunto.
B – Equilíbrio e coordenação
As ações que compõem as brincadeiras
envolvem aspectos ligados à
coordenação do movimento e ao
equilíbrio. Por essa razão, deve-se
assegurar e valorizar no cotidiano das
atividades desenvolvidas na Educação
Infantil, brincadeiras que contemplem a
progressiva coordenação dos
movimentos e o equilíbrio das crianças.
A participação em brincadeiras e jogos
que envolvam correr, subir, descer,
escorregar, pendurar-se etc, para
ampliar gradualmente o conhecimento e
controle sobre o corpo e movimento,
utilizando-se de habilidades como força,
25
velocidade, resistência e flexibilidade.
C – Organização do tempo
Devemos considerar que as atividades
que envolvem jogos, brincadeiras,
dramatizações, danças tradicionais etc,
fazem parte da nossa cultura histórica e
dessa forma contemplam a noção e
organização do tempo para a criança.
Resgata-se essa característica histórica
no momento da confecção e elaboração
dos materiais que serão utilizados para
esse fim.
Natureza e Sociedade
EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES
DIDÁTICAS
Construir conhecimentos sobre si e sobre o
outro;
Organização dos grupos e seu
modo de ser, viver e trabalhar
Os conteúdos deverão ser
trabalhados de maneira
26
Estabelecer relações entre o meio ambiente e
as formas de vida que ali se estabelecem,
valorizando sua importância para a preservação
das espécies e para a qualidade da vida
humana;
Vivenciar diferentes experiências que permitam,
através dos sentidos, a compreensão dos
elementos e fenômenos da natureza;
Interagir com o meio ambiente demonstrando
atitudes de investigação, respeito e
preservação;
Descrever o meio ambiente, em que se
encontra de forma autônoma, apoiando-se em
características marcantes e pontos de
referência;
Explorar diferentes tipos de objetos
identificando suas propriedades evidentes;
Identificar mudanças e permanências ocorridas
em ambientes, lugares e paisagens;
Explorar diferentes tipos de objetos e materiais
identificando suas propriedades não evidentes
e relações de causa e efeito;
Linha do tempo do aluno como agente
histórico: origem do nome, história da
vida;
Família: componentes da família;
diferentes tipos de família; relação
familiar na sociedade, identificando-a no
passado e presente; valorização da
cultura existente em cada grupo
familiar;
Escola: história da escola; identificação
de papéis sociais no convívio escolar;
noções sobre a escola, ambientes,
espaço físico, ressaltando as noções do
“eu” e do “outro”;
Profissões;
Etnias (folclore, cultura indígena e
outras).
integrada, evitando-se
fragmentar a vivência das
crianças;
Acrescenta-se à continuidade
do conteúdo proposto para as
crianças o conhecimento de
ser, viver, trabalhar de alguns
grupos sociais do presente e
do passado através de
brincadeiras, músicas,
atividades corporais e jogos;
A valorização do patrimônio
natural e construído através
de atitudes de respeito e
agradecimento que, antes de
tudo devem ser vivenciados
pelo professor para que sirva
de modelo e não somente
falado e discutido sem
nenhum envolvimento
pessoal do educador;
É necessário religar as
Os lugares e suas paisagens
27
Conhecer algumas invenções do homem e sua
utilidade;
Observar e descrever animais e plantas
identificando semelhanças e diferenças entre
eles;
Explorar os órgãos sensoriais identificando
suas funções;
Identificar alimentos saudáveis e reconhecer a
necessidade de cuidados higiênicos com os
mesmos;
Identificar a organização, os modos de ser,
viver e trabalhar do grupo familiar e de outros
grupos sociais com os quais convive;
Identificar relações de parentesco;
Conhecer algumas tradições culturais de sua
comunidade;
Reconhecer costumes e valores existentes na
família;
Participação em situações que
envolvam leitura de imagens (filmes,
desenhos, fotografias e ilustrações) de
diferentes paisagens;
Observação, localização e
representação de diversos espaços:
trajeto casa-escola (pontos de
referência); arredores da escola;
mudanças ocorridas nas paisagens;
Tipos de moradia;
Espaços de lazer.
crianças à percepção e
observação dos processos
rítmicos da natureza,
intensificando, por exemplo, a
vivência das estações do ano
nas mais diversas situações;
É de relevante importância
dentro desse trabalho que a
criança vivencie o ciclo anual
de uma forma direta, pois o
perfaz com todo o seu ser,
como se fizesse parte da
natureza. Nesse contexto, as
festas anuais podem ser
compreendidas mais
conscientemente, cada uma
de acordo com as suas
características;
Propor atividades que
envolvam as crianças e suas
famílias em um trabalho sobre
o nome, as tradições
Objetos e processo de
transformação
Participação em atividades que
envolvam processos de confecção de
objetos: maquetes, mapas, brinquedos,
dobraduras;
Cuidados no uso de objetos do
28
Representar os lugares onde vive e se
relaciona, utilizando diferentes linguagens
(Oralidade, desenho, pintura, modelagem...);
Reconhecer papéis sociais existentes em seu
grupo de convívio, levando a criança a perceber
que um a mesma pessoa detém papéis sociais
diferentes. Ex: o pai também é tio, filho, irmão,
motorista...
Demonstrar atitudes de respeito à diversidade
nos grupos sociais dos quais participa.
cotidiano: segurança e prevenção de
acidentes.
familiares e eventos da
história pessoal (passeios,
viagens e nascimento de
irmãos);
É importante que a noção de
tempo seja trabalhada
permeando todas as
atividades e conteúdos
desenvolvidos, de modo que
dê continuidade ao processo
de formação do pensamento
cronológico, processo este
que ocorre ao mesmo tempo
em que se desenvolve o
pensamento histórico, que irá
se reelaborando ao longo de
toda a vida escolar do aluno;
A observação e a informação
sobre a realidade espacial e
social mais próxima da
criança devem ser ampliadas
através da construção de
maquetes, coleta de dados,
entrevistas, desenhos e
dramatizações.
Seres Vivos
Relação entre diferentes espécies de
seres vivos: características,
necessidades vitais, evolução;
O ser humano: percepção de gênero,
partes do corpo, higiene corporal,
preservação da vida, necessidades
básicas;
Animais: características, diversidade,
habitat, locomoção, alimentação,
relação com o meio e com o homem;
Plantas: germinação, utilidade, jardim,
horta, preservação do meio ambiente,
alimentação.
Fenômenos da Natureza
29
-Dia e noite;
-Nascente e poente;
-Recursos naturais: ar, água, sol,
solo;
-Mudanças ocorridas na natureza ao
longo do tempo e preservação do
meio ambiente.
Rotina e o trabalho pedagógico na escola de educação infantil
O dia-a-dia da educação infantil está tomado de vínculos, afetos e aprendizagens nas mais diversas atividades que compõem
o cotidiano da criança. Este cotidiano, então, deve estar organizado para que elas ampliem seus conhecimentos.
A jornada diária das crianças e dos adultos, na escola, envolve diversos tipos de atividades: horário de chegada e saída,
alimentação, higiene, repouso, brincadeiras, atividades pedagógicas. A seqüência das diferentes atividades que acontecem
diariamente vai possibilitar as crianças que se orientem na relação espaço-tempo, permitir que desenvolvam sua independência e
autonomia em relação aos adultos, contribuir para um melhor relacionamento com o mundo e com as pessoas.
30
O professor é quem vai pensar a organização do espaço e do tempo na escola, de modo a desafiar a iniciativa da criança,
considerando e respeitando a faixa etária, o número de alunos da turma, as necessidades e interesses do grupo, as possibilidades
de interação com os colegas e os espaços físicos de que dispõem.
A rotina pode ser efetivada considerando-se as necessidades biológicas, psicológicas e de aprendizagem do grupo de
crianças e de cada criança em particular.
As necessidades biológicas são aquelas que dizem respeito às questões dos cuidados básicos que se realizam em horários,
pré-determinados pela instituição, como hora das refeições, higiene e repouso. Este, porém, vai ser estruturado levando-se em
consideração a idade das crianças, seu tempo de permanência na escola e a singularidade de cada um.
As demais atividades da rotina devem ser dinamizadas pela criatividade do professor com propostas diferenciadas para cada
etapa do dia. Assim, costumeiras roda de conversas, hora da história, brincadeiras fora e dentro da sala de aula, atividades
pedagógicas podem apresentar um caráter de surpresa ao se alterar, por exemplo, o,local de realização. Tendo-se, com isso que a
rotina não é um planejamento engessado em si mesmo,pode em vários momentos sofrer alterações em função de necessidades e
interesses que se apresentem.
Estabelecer uma rotina adequada a partir de um planejamento que contemple todas as áreas do desenvolvimento,
conversando com as crianças sobre a seqüência das atividades do dia ou suas alterações contribui para cada vez mais as crianças
aprendam a se arriscar e agir com independência, pela segurança que a rotina lhes oferece.
Seqüência Didática
31
A sequência didática é um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa.
Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem
atividades de aprendizagem e de avaliação.
Sua duração pode variar de dias a semanas e várias seqüências podem ser trabalhadas durante o ano, de acordo com o
planejado ou com as necessidades da classe. A seqüência didática apresenta desafios cada vez maiores aos alunos, permitindo a
construção do conhecimento.
Primeiro, é necessário efetuar um levantamento prévio dos conhecimentos dos alunos e a partir desse planejar uma série de
aulas com desafios e/ou problemas, atividades diferenciadas, jogos, uso de diferentes linguagens e gêneros de textos e análise e
reflexão. Gradativamente, deve-se aumentar a complexidade dos desafios e dos textos permitindo um aprofundamento do tema
proposto.
A seqüência organizada e planejada deliberadamente permite ainda construir com o aluno as ferramentas
(habilidades/competências). Permite vivências, visando aspectos conceituais e procedimentais, fundamentais para a aprendizagem
do aluno e desenvolver sua autonomia.
Os conteúdos trabalhados em sala de aula devem contribuir para a formação de cidadãos conscientes, informados e capazes
de transformar a sociedade. Elaborar aulas em que o objetivo central é somente o interesse dos alunos, acreditando que assim,
teriam como refletir sobre o meio em que vivem e o que os cerca, nem sempre garante bons resultados, em geral ao se valorizar
apenas o conhecimento que os alunos trazem, fica-se na superficialidade e presos ao imediatismo.
Nesta perspectiva, o currículo aparece como ditado pelas circunstâncias, tratando de acontecimentos pontuais e não como um
roteiro de trabalho construído a partir da relação entre a proposta pedagógica e a realidade. É necessário que a equipe escolar
32
defina o seu Projeto Político Pedagógico de acordo com a realidade da comunidade onde está inserida, a prática e com as
necessidades de seus alunos.
A seqüência didática permite a interdisciplinaridade quando, ao tratar de um tema dentro de um eixo, o professor recorre a
conhecimentos de outro. Interdisciplinaridade é a articulação entre os eixos que permite trabalhar o conhecimento globalmente e
superando a fragmentação. Só um tema gerador trabalhado pela ótica de diferentes eixos não garante a interdisciplinaridade. O tema
gerador é um ponto de partida, não o centro do estudo e nem deve ser longo, para não cansar. Durante o planejamento coletivo por
eixos, permite determinar as possibilidades de trabalho interdisciplinar durante o ano, a partir das pesquisas dos alunos, do professor
ou em parceria.
A definição de três pontos são essenciais: o que quero ensinar, como cada aluno aprende, como será feito o
acompanhamento e avaliação dos alunos. Ou seja, primeiro estabelecemos habilidades e competências, as noções e conceitos, as
expectativas e os conteúdos que alicerçarão essa construção. Depois, pensar nas atividades a serem desenvolvidas baseadas em
como os alunos aprendem, além das linguagens e gêneros de textos para efetuar essa aprendizagem.
Nesse processo, tanto a avaliação das produções dos alunos, quanto as intervenções necessárias, devem ser constantes. É
primordial reportar-se as expectativas iniciais, objetivando o que foi consolidado e o que ainda necessita de maiores explorações. Só
assim o decente terá subsídios reais para continuidade de seu trabalho.
De acordo com essa fundamentação podemos destacar a seqüência didática em três itens fundamentais:
1-PLANEJAR
*Clareza nas expectativas
33
*Selecionar e Organizar as atividades adequadas;
*Seqüência de ações(Contextualização) .
2-EXECUTAR
*Problematizar;
*Envolver os alunos, motivar;
*Observar, acompanhar, interferir
3-AVALIAR
*Processo de reflexão
* Voltar-se para as expectativas
Atividades Permanentes
As atividades permanentes são situações propostas de forma sistemática e com regularidade, mas não são necessariamente
diárias. Para isso, além de serem propostas de forma sistemática e com regularidade, o professor deverá ter o cuidado de
contextualizar tais práticas para as crianças, transformando-as em atividades significativas e organizando-as de maneira que
representem um crescente desafio para elas. A escolha dos conteúdos que definem o tipo de atividades permanentes a serem
realizadas com freqüência regular, diária, semanal ou quinzenal, depende das prioridades elencadas a partir da proposta curricular.
Consideram-se atividades permanentes, entre outras:
34
- Leitura diária feita pelo professor – enquanto leitor modelo o professor poderá escolher, dentro da diversidade de tipologias
textuais , um portador que será explorado utilizando as diferentes estratégias de leitura; Escreva na lousa ou em um cartaz o título
lido, os nomes dos personagens, palavras relevantes etc.;
Roda semanal da leitura – semanalmente as crianças levam um livro para ler em casa. No dia previamente combinado, as
crianças podem relatar suas impressões, comentar o que gostaram ou não, o que pensaram etc.;
Jornal mural – notícias, receitas, jogos, poemas, eventos, cartas recebidas, curiosidades científicas, desenhos, colagens etc.;
Jogos de escrita – no ambiente criado para os jogos de mesa, podem-se oferecer jogos gráficos, como caça-palavras,
cruzadinhas etc. Nesses casos, convêm deixar à disposição das crianças cartelas com letras, letras móveis etc.;
Cartazes – aniversariantes do mês, calendário, ajudantes do dia, livros lidos/trabalhados, freqüência dos alunos às aulas,
projetos realizados etc.;
Você sabia? – momento em que se discutem assuntos/temas de interesse das crianças, tais como: curiosidades científicas,
fenômenos da natureza, situações do cotidiano. O professor também pode trazer para esse momento, conteúdos das outras áreas
curriculares;
35
Fazendo arte – momento reservado para as crianças conhecerem um artista específico (músico, poeta, pintor, escultor etc.).
Pode ser hora ainda da “fazer à moda de...”, em que as crianças realizam releituras de artistas e obras. Pode também ser momento
de autoria de cada criança, por meio de sua expressão verbal, plástica, sonora;
Oficinas de desenho, pintura, modelagem e música – preparo de tintas, construção de instrumentos musicais com sucata,
trabalho com argila, elaboração de painéis, dobraduras;
Cantinho da matemática – sólidos geométricos, cartazes com situações-problema, tabelas de números, jogos matemáticos,
numéricos, de construção e de regras, materiais didáticos, etc. Esse cantinho deve ser enriquecido sempre, com atividades
realizadas pelas crianças;
A Família também ensina... momento em que se convidam mãe, pai, avô, avó, tio, tia, para contar histórias, fazer uma receita
culinária, cantar, ler, livros, construir objetos. É a família socializando saberes;
Faz-de-conta – momento em que as crianças representarão cenas do cotidiano, pessoas de sua convivência, personagens de
livros e de cinema. Esse espaço pode conter diferentes caixas previamente organizadas pelo professor para incrementar o jogo
simbólico das crianças, nas quais tenham objetivos variados, roupas, adornos, tipos de papéis diversos etc.;
Cantando e se encantando – momento em que as crianças podem cantar, sozinhas ou todas juntas. É hora também de ouvir
músicas de estilos e compositores variados, como forma de ampliação de repertório e gosto musical. O professor deve selecionar
músicas que realmente tenham um valor cultural, podendo ser de nosso cancioneiro popular, como também as clássicas;
36
O nosso Museu – espaço reservado para divulgar fatos, histórias, objetos antigos, fatos de nossos antepassados, da nossa
cidade, brinquedos antigos, animais pré-históricos (figuras / representações);
Caixa da correspondência – os alunos poderão colocar na caixa: bilhetes, recados, cartas, convites elaboradas coletivamente
para serem enviados para colegas da escola, professores, direção, coordenação, educadores e políticos do município etc.;
Vamos brincar? – momento em que se “brinca por brincar”, em pequenos grupos ou sozinhos. É hora do professor garantir a
brincadeira, organizando, com as crianças, tempos, espaços e materiais para esse fim. É hora do professor garantir a brincadeira,
organizando, com as crianças, tempos, espaços e materiais para esse fim. É hora de observar as crianças nesse “importante fazer”,
registrando essas observações para que possam ajudar o professor a planejar outras atividades, a partir do conhecimento sobre a
turma, sobre cada criança;
Cuidados com o corpo – hábitos de higiene, prevenção às doenças e acidentes domésticos, alimentação adequada etc.;
Preservando a natureza – momento ecológico: limpeza e organização do ambiente de trabalho, a destinação do lixo, os
cuidados em relação aos animais e plantas, adoção de uma plantinha, jardinagem, os cuidados com o uso da água etc.
Escritas Coletivas: utilizando as diferentes tipologias textuais construir coletivamente com os alunos textos modelos que sirvam
de suporte para outros momentos de reflexão.
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Momento de reflexão sobre a Linguagem Oral e Escrita: Utilizando o texto elaborado coletivamente, realizar atividades
específicas que proporcionem momentos de reflexão e análise sobre a Linguagem Oral e Linguagem Escrita. Tais como:
cruzadinhas, caça-palavras, bingo de letras e palavras, alfabeto móvel, estudo da palavra, muro da escrita, forca,complete as
lacunas das palavras,etc.Trabalho com textos de memória possibilitando a “leitura” pelas criança, sendo que estas devem saber o
texto de cor e tentar localizar onde estão escritas determinadas palavras;
Projeto de Trabalho
Considera-se projeto de trabalho, atividades organizadas com o objetivo de resolver um problema. Na prática escolar,
partimos de uma situação problema e global dos fenômenos, da realidade do grupo e não da interpretação teórica já sistematizada
através das disciplinas. Cada assunto constrói-se sobre ele próprio e estende-se sobre as outras disciplinas. Ocorre a interação de
duas ou mais disciplinas, num processo que pode variar da simples comunicação de idéias até a integração recíproca de objetivos,
finalidades, conceitos, conteúdos, terminologia, metodologia, procedimentos, dados e formas de organizá-los e sistematizá-los no
processo de construção de conhecimento.
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A transdiciplinaridade é a etapa superior de integração. Consiste na construção de um sistema global, sem limites sólidos
entre as disciplinas. Uma teoria geral de sistemas que inclui estruturas operacionais, estruturas de regulamentação e sistemas
probabilísticos, unindo estas diferentes possibilidades através de transformações reguladas e definidas. Contudo, isto não quer dizer,
necessariamente, que todas as áreas do conhecimento estejam envolvidas com a mesma temática, de maneira forçada, irreal e
mecânica. É importante considerar as verdadeiras conexões e vínculos entre os conhecimentos. Na realidade, o mais importante
para o professor não é vencer todos os conteúdos previamente estabelecidos, mas sim que os alunos se apropriem dos
conhecimentos dando significados que estão disponíveis no assunto em questão.
Os projetos pedagógicos não apresentam esquemas únicos e pedagógicos. Eles devem ter uma estrutura mutante e
inovadora para não se tornarem modos singulares e repetitivos.
O tempo de elaboração e execução de um projeto pedagógico pode ser curto, médio e de longo prazo. Este tipo de projeto
pode ser contínuo ou descontínuo, com pausas e suspensões. Um projeto só pode ser escrito na medida em que é compreendido
como uma hipótese e não como uma receita, pois não existe apenas uma forma de se registrar um projeto.
A pedagogia de projetos tem como objetivo fazer os sujeitos pensarem sobre temáticas importantes, em refletir e questionar a
contemporaneidade, a vida além dos limites da escola, ouvindo e aprendendo com os outros indivíduos.
A realização de um projeto depende de várias etapas de trabalho que devem ser planejadas e negociadas com as crianças para
que elas possam se engajar e acompanhar o percurso até o produto final.
A característica principal dos projetos é a visibilidade final do produto e a solução do problema compartilhado com as crianças.
Ao final do projeto, pode-se dizer que a criança aprendeu porque teve uma intensa participação que envolveu a resolução de
problemas de naturezas diversas.
Na implementação dos projetos, precisamos tomar os seguintes cuidados:
39
• O professor deve estar preparado para assumir essa postura pedagógica;
• Selecionar situações-problema, de acordo com a faixa etária das crianças;
• O planejamento das ações é fundamental para o sucesso do trabalho;
• Acompanhamento e avaliação de todo o processo;
• Registro de todas as ações realizadas;
• Participação efetiva dos alunos em todas as ações implementadas;
• Sistematizar os conteúdos curriculares das áreas do conhecimento relativos aos projetos;
• Divulgação dos projetos junto às comunidades interna e externa da escola;
• Estabelecer parcerias com outras instituições, quando necessárias.
Avaliação
A avaliação no ambiente da educação infantil assume um papel importante como um instrumento e suporte no
desenvolvimento cognitivo da criança. Esta reflexão ganha espaço por conceber a importância do processo avaliativo na construção
do conhecimento, bem como sua articulação na relação ensino-aprendizagem no cotidiano escolar. Busca-se demonstrar a conexão
entre a avaliação e suas implicações no processo de aprendizagem, considerando como base de trabalho o diálogo, a mediação e o
diagnóstico. Ressalva-se o desenvolvimento da ação avaliativa na Educação Infantil como forma de acompanhamento do
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desenvolvimento na primeira infância, através da observação da criança, a fim de registrar situações peculiares do cotidiano para
qualificar a intervenção do professor e melhorar os processos de aprendizagem do educando.
A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao educador, ensinar, determinando também quanto e em que
nível os objetivos estão sendo atingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados.
Para Luckesi, o valor da avaliação encontra-se no fato do aluno poder tornar conhecimento de seus avanços e dificuldades.
O educador deve contribuir sendo mediador, incentivando a todos e à própria comunidade escolar a essa integração e
participação em favor da aprendizagem escolar. A esse respeito Hoffmann, contempla o significado e a importância de uma
avaliação mediadora, capaz de promover uma interação entre educador e educando.
O educador deve contribuir para a emancipação do educando, promovendo sua autonomia bem como a construção do
conhecimento. Nesse sentido, referindo-se ao processo educativo e ao aluno, Hoffmann (2001), assim esclarece:
[...] o processo avaliativo não deve estar centrado no entendimento imediato pelo aluno das noções em
estudo, ou no entendimento de todos em tempos equivalentes. Essencialmente, porque não há paradas ou
retrocessos nos caminhos da aprendizagem. Todos os aprendizes estarão sempre evoluindo, mas em
diferentes ritmos e por caminhos singulares e únicos. O olhar do professor precisará abranger a diversidade
de traçados, provocando-os a prosseguir sempre.
Além disso, o educador deve ainda:
• Acompanhar e mediar às atividades que os alunos realizam, analisando com eles seus avanços e ainda dificuldades, criando
mecanismos diferenciados para gerar aprendizagem;
• Adequar a avaliação à natureza da aprendizagem, levando em conta o processo de construção de cada aluno, isto é,
raciocínio, atitudes, enfim, o caminho que guia a diferentes percursos;
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• Criar hábitos de registro sobre os encaminhamentos vivenciados no cotidiano escolar. Ao final de cada dia exercitar diferentes
avaliações, registrando os avanços e as dificuldades dos alunos;
• Ser um pesquisador que investiga qual problema o aluno enfrenta e qual competência ainda falta adquirir, com atenção e
cuidado às produções já realizadas e conquistadas;
• Detectar os “nós” que estão emperrando o processo de apropriação de construção do conhecimento, utilizar as informações
conseguidas para planejar suas intervenções;
• Clarificar a concepção de “aproveitamento escolar”, entendendo que o mesmo se dá em parceria: professor e aluno;
• Criar situações para que os educandos questionem ao intervir em suas zonas de desenvolvimento proximal e apresentar
desafios que sejam pertinentes;
• Fazer a correção e dar retorno para os alunos, problematizar e discutir as respostas, critérios e valores;
• Entender o erro como parâmetro para tomada de decisão em relação à continuidade do trabalho.
Destacamos nessa proposta os seguintes instrumentos avaliativos:
* Portfólio, dossiê, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem, no sentido básico, à organização de uma
coletânea de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o professor/professora, os próprios alunos/as e as famílias uma visão
evolutiva do processo. É importante que a cada dia, seja feito pelo menos um registro, pois isso possibilita ao professor/a e ao
aluno/a um retrato dos passos percorridos na construção das aprendizagens. Essa forma de registrar diariamente a caminhada do
aluno/a tem o objetivo de mostrar a importância de cada aula, de cada passo, como uma situação de aprendizagem.
A organização de um dossiê ou Portfólio torna-se significativo pelas intenções de quem o organiza. Não há sentido em coletar
trabalhos dos alunos e alunas para mostrá-los aos pais/mães somente como instrumento burocrático. Ele precisa constituir-se em um
42
conjunto de dados que expresse avanços, mudanças conceituais, novos jeitos de pensar e de fazer, alusivos à progressão do
estudante.
As idéias e estratégias de portfólio encorajam um enfoque de currículo e instituição centrada nas crianças através de
observações regulares das mesmas, sendo que mediante esta proposta a criança estará sendo envolvida cada vez mais a
participarem do seu próprio processo de aprendizagem. A construção, a reflexão e a criatividade acabam desenvolvendo na criança
um senso de auto-avaliação, levando-os a questionamentos dos conteúdos que serão desenvolvidos durante sua vida escolar.
Quanto mais o educador observa o desenvolvimento do seu aluno, mais irá entendê-lo e para isso é necessário que o
educador tenha um desenvolvimento profissional contínuo, utilizando dessas observações para o aperfeiçoamento e à
experimentação de diferentes estilos de ensino para que o educador supra as necessidades do seu aluno.
• Ficha de Acompanhamento e Avaliação do Aluno: é um instrumento de avaliação pontual que visa ampliar o desenvolvimento
do processo qualitativo e subsidiar análises, discussões, procedimentos e principalmente socialização das experiências
pedagógicas como forma de certificar a importância da participação de todos no desenvolvimento das aprendizagens das
crianças de quatro anos.
Para que ocorra efetivamente uma avaliação significativa na Educação Infantil, o educador necessita dispor-se a acolher o que
está acontecendo. Poderá ter algumas expectativas em relação a possíveis resultados de sua atividade, mas é preciso que esteja
disponível para aceitar também os resultados que não correspondem a estas expectativas. O que se precisa ter como princípio da
prática avaliativa é que, por mais que o professor tente realizar as mesmas atividades ou dar-lhes uma mesma direção com um
grupo de crianças da mesma idade, haverá enormes diferenças de reações e entendimento delas em cada situação, bem como em
relação à extensão e profundidade do conhecimento construído por cada uma nesta mesma situação.
43
Em vez de analisar se uma criança está se desenvolvendo no mesmo ritmo e jeito das outras, é preciso caracterizar seu próprio
ritmo, entender a sua maneira e o seu tempo de fazer as coisas para lhe oportunizar o desenvolvimento pleno.
Portanto, a Ficha de Acompanhamento de Avaliação do Aluno tem por base as características da idade e os diferentes aspectos
dentro dos sete eixos: Identidade e Autonomia, Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Artes visuais, Música, Movimento, Natureza e
Sociedade.
Em suma, a avaliação contemplada nessa Proposta Pedagógica deve ser compreendida como: elemento integrador entre a
aprendizagem e o ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno
aprenda da melhor forma; conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; elemento de reflexão
contínua para o professor sobre sua prática educativa; instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços,
dificuldades e possibilidades; ação que ocorre durante todo o processo de ensino e aprendizagem e não apenas em momentos
específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.
Referências Bibliográficas
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Infantil. V. 3 Brasília: MEC/SEF, 1998.
44
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________, Jussara Maria Lerch. Avaliação na Pré – Escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2000.
BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. LDB. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996.
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____________ Ofício de Aluno e sentido do trabalho escolar, Porto: Porto Editora, 1995
SHORESREVISTA: Nova Escola.Agosto-2006
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 2ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: ARTMED, 2002.
FERREIRO. Emília.Com todas as letras. Ed. Cortez.Abril,2007
ZABALZA. Miguel. A. Qualidade em educação infantil.Porto Alegre. ARTMED.1998.
45
JOLIBERT.Jossete. Além dos muros da escola: A escrita como ponte entre alunos e comunidade.
Porto Alegre. ARTMED,2006.
MARUNY Curto, Lluís. Escrever e Ler: Como as crianças aprendem e como o professor pode ensiná-las a escrever/ler. Porto Alegre
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  • 1. 2010 PREFEITURA MUNICIPAL DE MARÍLIA SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO Rua Bonfim nº 595 – CEP 17.502-060 – Bairro Alto Cafezal Fone – Fax: (0xx 14) 3402-6300 – MARÍLIA – SP e-mail: semeduc@terra.com.br PROPOSTA CURRICULAR PARA EDUCAÇÃO INFANTIL “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida. É a própria vida.”(John Dewey) Marília
  • 2. 2 Sumário I- Identidade e Autonomia a. Expectativas de Aprendizagem_________________________________________________________________________04 e 05 b. Conteúdos_________________________________________________________________________________________04 e 05 c. Orientações Didáticas________________________________________________________________________________04 e 05 II- Linguagem Oral e Escrita a. Expectativas de Aprendizagem_______________________________________________________________________06,07 e 08 b. Conteúdos_______________________________________________________________________________________06,07 e 08 c. Orientações Didáticas______________________________________________________________________________06,07 e 08 III- Matemática a. Expectativas de Aprendizagem_______________________________________________________________________09,10 e 11 b. Conteúdos_______________________________________________________________________________________09, 10 e 11 c. Orientações Didáticas______________________________________________________________________________09, 10 e 11 IV-Artes Visuais a. Expectativas de Aprendizagem_________________________________________________________________________11 e 12 b. Conteúdos_________________________________________________________________________________________11 e 12 c. Orientações Didáticas________________________________________________________________________________11 e 12 V- Música a. Expectativas de Aprendizagem________________________________________________________________________12 e 13 b. Conteúdos________________________________________________________________________________________12 e 13
  • 3. 3 c. Orientações Didáticas_______________________________________________________________________________12 e 13 VI-Movimento a. Expectativas de Aprendizagem________________________________________________________________________14 e 15 b. Conteúdos________________________________________________________________________________________14 e 15 c. Orientações Didáticas_______________________________________________________________________________14 e 15 VII- Natureza e Sociedade a. Expectativas de Aprendizagem______________________________________________________________________16,17 e 18 b. Conteúdos______________________________________________________________________________________16,17 e 18 c. Orientações Didáticas_____________________________________________________________________________16,17 e 18 VIII- Rotina e o trabalho pedagógico na escola de Educação infantil____________________________________________________19 IX-Sequência Didática_____________________________________________________________________________________20, 21, e 22 X- Atividades Permanentes______________________________________________________________________________22, 23, 24 e 25 XI-Projeto de Trabalho_______________________________________________________________________________________25 e 26 XII- Avaliação_________________________________________________________________________________________27, 28, 29 e 30 XIII- Referências Bibliográficas________________________________________________________________________________30 e 31
  • 4. 4 Apresentação Proposta Curricular para a Educação Infantil Infantil I Gradativamente, a Educação Infantil vem ampliando as suas funções, ultrapassando os limites do atendimento assistencial para pôr em prática um trabalho pedagógico fundamental para o desenvolvimento da criança. Delinear uma ação pedagógica com esse alcance implica definir a função específica da Educação Infantil e de seu professor. Quanto ao primeiro aspecto, devemos propiciar aos alunos vivências desafiadoras respeitando o seu desenvolvimento. Para o professor que atua nesse segmento da Educação Básica, é fundamental o conhecimento teórico e a reflexão sobre a relação entre a teoria e a prática para melhor orientar sua ação pedagógica. Nesse sentido, é imprenscindível compreender como ocorre a aquisição do conhecimento da criança, isto é, quais os passos dados na construção desse conhecimento. É nessa perspectiva que se procurou desenvolver essa proposta curricular para a Educação Infantil. Dois pontos serão enfatizados. Em relação às crianças o pressuposto fundamental de que esse período de escolarização deve contribuir para o seu desenvolvimento integral, favorecendo a construção de sua cidadania. Em relação ao professor, a explicitação de uma fundamentação teórica e de diretrizes para auxiliá-lo a transformar sua prática num exercício constante de reflexão, buscando definir sua atuação. Por fim, é preciso reiterar que esta proposta não configura um modelo curricular homogêneo e pronto, que sobrepõe à autonomia pedagógica de cada escola, mas poderá funcionar como elemento catalisador de ações na busca da melhoria da qualidade do ensino. Esperamos que este documento possa contribuir, de forma relevante, para que profundas transformações ocorram no fazer pedagógico de cada docente e favoreça um trabalho profissional coerente e eficaz. Marília, Fevereiro de 2010. . Prof. Mário Bulgareli Prefeito Municipal Prof. Joaquim Bento Feijão Profª. Rosani Puía de Souza Pereira Diretor de Gestão Escolar Secretária Municipal da Educação
  • 5. 2010 Identidade e Autonomia EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Desenvolver a capacidade de natureza global e afetiva; Ter uma auto-imagem positiva, ampliando a sua autoconfiança e identificando suas reais possibilidades e limitações; Identificar e enfrentar situações de conflitos, utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças e exigindo reciprocidade: Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências: Brincar, contemplando os aspectos cognitivos, sócio-afetivos e psicomotores; Identificar situações de risco no ambiente adotando hábitos de auto-cuidados, valorizando as atitudes relacionadas com a higiene, alimentação, conforto, segurança, proteção do corpo e cuidados com a aparência; Identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participam, respeitando suas regras básicas de convívio Conhecimento do corpo e configuração da imagem de si mesmo; Habilidades perceptivo-motoras envolvidas na resolução de tarefas de natureza diversa. Aspectos cognitivos, afetivos e de relacionamento envolvidos em atividades da vida cotidiana; A saúde: habilidades básicas relacionadas com o cuidado de si mesmo e do ambiente; Coordenadas espaço-temporal; Atividades que podem ser desenvolvidas a partir do pressuposto de expressividade própria dos sentimentos e emoções; Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras que socialmente são aceitas somente por um deles; Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com O “Brincar” é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança poder se comunicar por meio de gestos, sons e representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação; A utilização da linguagem do faz-de-conta possibilita a construção e/ou enriquecimento da identidade e da autonomia, pois as crianças podem experimentar outras formas de ser e pensar, ampliando suas concepções sobre as coisas e pessoas ao desempenhar vários papéis sociais ou personagens; O espelho é um excelente instrumento na construção e na afirmação da imagem corporal: é na frente dele que meninos e
  • 6. 6 social e a diversidade que os compõe; Demonstrar harmonia entre pensamento, palavra e ação; Responsabilizar-se por seus atos, respondendo pelas próprias palavras e pelo que lhe foi confiado; Respeitar os diferentes modos de pensar, agir e sentir, demonstrando tolerância, compreensão e respeito às diferenças individuais, aprendendo a conviver, ser e estar; Buscar soluções para seus conflitos; -Buscar por meio de experiências, aprimorar atitudes e valores; Controlar progressivamente suas necessidades e suas reações relacionadas a desejos e sentimentos, em situações cotidianas. os outros; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo tendo como modelo o cuidado em que o educador os manipula; Procedimentos relacionados à alimentação e à higiene das mãos, cuidado e limpeza pessoal bem como, atitudes de gratidão e respeito na hora da refeição sempre acompanhado de versos e canções que são citados diariamente; Participar ativamente de trabalhos em equipe; Valorização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos. meninas poderão se fantasiar, assumir papéis, brincar de ser pessoas diferentes, e olhar-se, experimentando todas essas possibilidades; O resgate da identificação do nome, história e significados, precisa ser acompanhado da representação escrita; A disposição dos materiais e utensílios pedagógicos é fator que interfere diretamente nas possibilidades do “fazer sozinho”, devendo ser, também, alvo de reflexão e planejamento do professor e da unidade escolar; Criar situações para que as crianças prestem ajuda umas às outras possibilita trocas muito interessantes, nas quais as crianças vivenciam a diferença de saberes que é própria ao ser humano em qualquer idade. A ajuda entre pares pode ser também um interessante recurso para facilitar a
  • 7. 7 integração de crianças com necessidades especiais; Valorizar o conhecimento da sequência da rotina favorece o desenvolvimento da autonomia. Pode-se pensar em organizá-lo por meio de instrumentos que se utilizem das novas conquistas no plano da representação, ou seja, a crescente familiarização com linguagens gráficas, como o desenho e a escrita; Estimular nas relações cotidianas, o respeito à diversidade de temperamento, habilidades, conhecimentos, gênero, etnia e credo religioso. (Uma atenção particular deve ser voltada às crianças com necessidades especiais); A construção da identidade e a conquista da autonomia pelos alunos são processos que demandam tempo e respeito às suas características individuais;
  • 8. 8 Proporcionar momentos às crianças a fazerem escolhas, evidenciadas nas pequenas coisas da rotina infantil como: escolher o giz de cera, o brinquedo favorito, a brincadeira que deseja participar; A organização dos ambientes é muito importante neste processo, pois encoraja as crianças com a oferta de atividades que proporcionem qualidade às suas escolhas.
  • 9. 9 Linguagem Oral e Escrita EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Falar e Escutar Uso da linguagem oral para conversação, comunicação, relatando suas vivências e expressar desejos, vontades, necessidades e sentimentos, nas diversas situações de interação presentes no cotidiano; Participação em situações de relato e/ou leitura de diferentes gêneros feitos pelos adultos, como contos, poemas, canções, entre outras; Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de que participa; Participação em situações que envolvam a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista; Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, músicas, poemas, entre outras; Participação nas situações em que os adultos fazem uso da leitura e da escrita, como contos, cartas, jornal, receitas do lanche, etc; Observação de materiais impressos existentes na escola, como livros na biblioteca, quadro de avisos, anotações da professora, entre outras; Valorizar o espaço escolar como formador de leitores e escritores. Um espaço, portanto, com muitas leituras e situações de escrita. Leituras das crianças, leituras dos professores. Leituras de livros, jornais, panfletos, músicas, poesias e do que mais se tornar significativo; Propor aos alunos que leiam e escrevam, ainda que não o façam convencionalmente. O fato de as escritas não convencionais serem aceitas, não significa ausência de intervenção pedagógica para a construção da escrita convencional; Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos, participando de diversas situações de intercâmbio social nas quais possa contar suas vivencias, ouvir a de outras pessoas, elaborar e responder perguntas; Compreender o sentido das mensagens que ouve; Expressar desejos, necessidades e sentimentos; Reproduzir textos e jogos verbais oralmente; Elaborar perguntas e respostas de acordo com o contexto de que participa;
  • 10. 10 Transmitir informações, criar histórias, explicar e defender suas idéias; Expressar seus pensamentos com organização lógica temporal e causal. Conversas em roda; Relato de experiências vividas e narração de fatos; Reconto de histórias conhecidas com a aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagem, cenário e objetos, com ou sem ajuda do professor; Escolha de livros para ler, ainda que não a façam de maneira convencional; Reprodução oral de jogos verbais, como trava-línguas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas, canções... Observação e manuseio de materiais impressos; Simulação de leitura por meio de brincadeiras, faz-de- conta... Utilização de diferentes linguagens (Corporal, musical, plástica e cênica) através de: Desenhos , dramatização, modelagem, pintura,escrita, brincadeiras infantis, jogos diversos, canto, brincadeiras de roda,cirandas, faz-de- conta... Utilização de gravuras, fotografias, placas, logomarcas, e outras de acordo com o interesse da criança; Leitura de textos diversos (com o apoio na leitura do professor): Organizar situações de aprendizagem que possibilitem a discussão e reflexão sobre o sistema de escrita. Essas situações de aprendizagem devem acontecer de modo a possibilitar que o professor conheça as concepções que os alunos possuem sobre como escrever; Organizar situações em que as crianças estabelecem uma relação entre o que é falado e o que está escrito (embora ainda não saibam ler convencionalmente). Nessas atividades de “leitura”, as crianças devem conhecer texto e tentar localizar onde estão escritas determinadas palavras; Práticas de Leitura Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor; Ler imagens em contextos diversos; Fazer pseudoleitura; Distinguir desenho de escrita; Levantar hipóteses sobre o conteúdo de diferentes suportes
  • 11. 11 textuais; Fazer leitura incidental ( leitura por memorização, etiquetas dos objetos de sala, cartazes de rotina, crachás, cardápios...) Identificar letras do alfabeto em contextos significativos; Identificar as letras do seu nome dentro de um conjunto de letras. *Literários –contos, fábulas,lendas,poemas; *Informativos – Títulos, manchetes, notícias,classificados,propagandas, jornalísticos,entrevistas,bilhetes, cartas, murais; *Prescritivos– Receitas,embalagens,rótulos,calendários,folhetos,cartazes; * Enumerativos – Listas de nomes de pessoas, nomes de animais, frutas,objetos da sala,etc. *Expositivos – trabalhos escritos, registros com observações, coleções, biografias. Oportunizar momentos em que as crianças precisam descobrir o sentido do texto apoiando-se nos mais diversos elementos, como nas figuras, na diagramação, em seus conhecimentos prévios sobre o assunto; Uma prática de leitura deve considerar a qualidade literária dos textos; Reconhecer a capacidade das crianças para escrever e dar legitimidade e significação às escritas iniciais, uma vez que estas possuem intenção comunicativa; Propor atividades de escrita que façam sentido Práticas de Escrita Interessar-se por escrever ainda que não de forma convencional; Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros portadores de textos e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário; Manusear diferentes ferramentas e suportes de escrita para desenhar, traçar
  • 12. 12 letras e outros sinais gráficos; Reconhecer as letras do seu nome; Escrever espontaneamente utilizando o conhecimento de que dispõe sobre o sistema de escrita; Produzir pequenos textos coletivamente, sendo o professor o escriba. para as crianças, isto é, que elas saibam para que e para quem estão escrevendo, revestindo a escrita de seu caráter social; Trabalhar com textos que permitam a memorização e histórias conhecidas, possibilitando atividades de localizar letras, palavras ou um trecho mesmo que até o momento não saibam escrever convencionalmente (poemas, parlendas ,adivinhas...); Produzir coletivamente os textos: enquanto os alunos criam o texto, o professor vai escrevendo na lousa ou em papel pardo; Reconstrução oral de contos, histórias, poemas – trata-se de mais um
  • 13. 13 passo do processo de aprendizagem; Criar um ambiente interativo, promovendo um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita nas quais as crianças têm a oportunidade de participar; Planejar situações de comunicação que exijam diferentes graus de formalidade, como conversas, exposições orais, entrevistas, entre outras; -Dispor de um acervo em sala de aula com livros e outros materiais como histórias em quadrinhos, revistas, enciclopédia, jornais,classificados e organização com ajuda da criança; Possibilitar regularmente
  • 14. 14 empréstimos de livros para levarem para casa, bons textos, provocando momentos de leitura junto com os familiares, uma prática de leitura deve considerar a qualidade literária dos textos; Valorizar uma prática educativa que aceita e valoriza as diferenças individuais e fomenta a troca de experiências e conhecimentos entre as crianças, pois as produções de escrita são mais interessantes quando se realizam num contexto de interação,possibilitando o trabalho em grupo; Possibilitar intervenções nas escritas espontâneas dos alunos,permitindo que os mesmos confrontem, comparem suas produções com o
  • 15. 15 intuito de discutirem, refletirem em como deixar a escrita final. Matemática EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Números e Operações Exploração da contagem de rotina; Utilização dos numerais registrados em placas nas atividades matemáticas; Operações com números envolvendo os conceitos matemáticos, através de situações-problema utilizando-se de desenhos, objetos, jogos e brincadeiras; Classificação: juntar por semelhanças e separar por diferenças; Seriação: percepção da ordem crescente e decrescente. Um dos principais objetivos do ensino de matemática é fazer o aluno pensar produtivamente e, para isso, nada melhor que apresentar-lhe situações- problema que o envolvam, o desafiem e o motivem a querer resolvê-las; Não propor situações- problema que estejam muito além ou aquém das possibilidades dos alunos. Isto poderia gerar medo, ansiedade e pouco envolvimento com a situação; Valorizar as estratégias individuais dos alunos e seus registros; Classificar e seriar, dispondo numerais (escritos em placas), conforme a quantidade de objetos; Explorar a contagem de rotina, através de jogos e brincadeiras; Realizar agrupamentos envolvendo o conceito de parcelas iguais (multiplicação); Resolver situações-problema, envolvendo as idéias de tirar, completar e comparar, através de desenhos e objetos(subtração); Juntar e acrescentar objetos para resolver situações-problema (adição); Repartir quantidades, utilizando-se de materiais diversos e desenhos (divisão); Espaço e Forma Exploração de espaço, manipulando e
  • 16. 16 Explorar o espaço, manipulando objetos de diferentes formas; Classificar objetos de acordo com diversos atributos (formas, tamanho, tipo, cor...); Utilizar “dobras” em papéis de diferentes tamanhos caracterizando objetos e seres. selecionando objetos; Classificação de objetos de acordo com diversos atributos; Utilização de “dobras” em papéis de diferentes tamanhos; Exploração do próprio corpo num espaço determinado; Exploração sensorial dos objetos. Propor problemas orais, que possibilitem ao aluno desenvolver estratégias de resolução, cálculo mental e comunicação oral da solução; Ampliar a utilização das representações pictóricas em Matemática, relacionando o pictórico e o matemático, através de desenhos como uma forma de comunicação; Envolver as situações- problema, quando possível, no contexto de outras áreas do conhecimento; É importante que os alunos representem o problema: dramatizando, utilizando-se de desenhos, materiais de sucata, listas, entre outras; Os jogos matemáticos são essenciais para formação dos conceitos; A idéia de número sintetiza Grandezas e Medidas Identificação dos períodos do dia e da semana através de atividades de rotina; Aquisição de conceitos de distância, tamanho, localização; Acompanhamento das alterações no próprio corpo, através de atividades registrados no portfólio; Seqüências de acontecimentos referentes ao período de um dia. Perceber os períodos da semana e do dia, através das atividades de rotina; Explorar o ambiente escolar, percebendo distâncias, posicionamento do corpo e dos objetos; Perceber a sua altura, através de atividades permanentes. Tratamento da Informação Registrar em tabelas informações diversas; Analisar, com a medicação do professor, gráficos e tabelas simples. Registros de informações pessoais; Utilização e análise de tabelas simples.
  • 17. 17 duas operações lógicas: classificação e seriação. Estas, além de embasar a formação do conceito de número, são aspectos fundamentais do pensamento lógico que não estão presentes apenas no conceito de número, mas em todas as relações que a mente humana pode estabelecer. Portanto, deve-se oportunizar à criança situações para que ela construa esses conceitos fundamentais; A geometria trabalhada na Educação Infantil deve ser a geometria experimental ou a geometria manipulativa. É interessante iniciar o estudo com os sólidos geométricos, por serem palpáveis, concretos para os alunos; As soluções incorretas apresentadas pelos alunos devem ser pontos para a reflexão e não para censuras; Considerar e valorizar os
  • 18. 18 diversos caminhos para se chegar aos resultados; Utilizar adequadamente os seguintes recursos materiais: Blocos Lógicos, Material Dourado (unidades e uma dezena), Tangram, Dobraduras; Organizar o material de sucata que será utilizado no seu fazer pedagógico; Utilizar brincadeiras infantis, tais como: Amarelinha, Bola de Gude, Atividades com Corda, Bola, Brincadeiras de Roda etc.
  • 19. 19 Artes Visuais EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Elaborar objetos diversos utilizando habilidades artísticas; Desenvolver a sensibilidade, criatividade, expressão e comunicação; Ter interesse pelas obras de arte, suas próprias produções e a dos colegas com cuidado e respeito; Reconhecer as artes visuais como um meio de comunicação, expressão e construção de conhecimento, admitindo as expressões artísticas como forma de registro social; Conhecer espaços e objetos de divulgação da arte; conhecer a vida e obras de alguns artistas; Desenvolver a motricidade na utilização de diferentes técnicas artísticas; Interessar-se pela realização de Exploração e aprofundamento das possibilidades oferecidas pelos diversos materiais (giz, papel, pincéis, tintas, argila, etc). Valorização das suas próprias produções e das outras crianças; Respeito e cuidado com os objetos produzidos individualmente e em grupo; Organização e cuidado com os materiais; Técnicas diversas em releituras de obras conhecidas; -Representação de histórias, personagens, figuras humanas, acontecimentos e comemorações através do desenho, pintura, colagem de histórias; Criações coletivas de painéis Desenho: Observar o desenvolvimento da consciência da criança e o estado de seu amadurecimento corpóreo, não devendo aprender a desenhar de forma dirigida, incentivando o desenho livre usando lápis de cera ou lápis de superfície larga; Pintura: em aquarela, com tintas e papel de boa qualidade, as crianças devem estar completamente à vontade, vivenciar as cores é o único critério e não a reprodução de um objeto ou a coloração de um desenho pré-impresso; Modelagem: no processo de modelagem utiliza-se de barro, o tanque de areia, a argila, o amassar o pão, nas massinhas que exigem um certo esforço dos dedos desenvolvendo de forma lúdica sua coordenação motora grossa e fina entre outras; -Em situações de brincadeira, executar movimentos de abrir r fechar a tesoura, e posteriormente oferecer materiais
  • 20. 20 atividades gráfico-plásticas. temáticos com desenhos, gravuras, colagens; Oficinas de construção de brinquedos, fantoches e instrumentos musicais utilizando sucata, recorte, colagem e pintura; Elaboração de desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir do repertório e da utilização dos elementos das Artes Visuais (ponto, linha, cor, forma, volume, espaço, textura) em trabalhos individuais e coletivos. para serem recortados sem um direcionamento pré-definido; Oportunizar o contato das crianças com materiais e suportes gráficos diversos como: lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras, carvão, sucatas, tintas, água, areia, argila, massinha, papel, papelão, jornal, parede, chão, caixa, madeira... Respeitar o tempo e o repertório particular de cada criança, não lhe ofertando modelos preconcebidos pelo adulto, ao contrário, permitindo que ela mesma crie e recrie suas próprias técnicas de representação; A organização da sala, a quantidade e a qualidade dos materiais presentes e sua disposição no espaço são determinantes para o fazer artístico. Música EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICA Aprender a ouvir e compreender o que ouve para produzir e apreciar a arte musical; Invenção de sons; Discriminação e identificação de sons; Localização de fontes sonoras; Qualquer proposta de ensino que considere essa diversidade precisa abrir espaço para o aluno trazer música para
  • 21. 21 Desenvolver a expressão e a comunicação através da música em suas múltiplas possibilidades vocais e /ou instrumentais; Interagir com a música, percebendo-a como uma forma de expressão individual e coletiva, favorecendo a socialização, o desenvolvimento da afetividade, da criatividade e do senso rítmico ; Perceber, acompanhar e imitar sons; Orientar-se pela presença de um som; Experimentar o silêncio como linguagem musical; Reconhecer obras musicais de diferentes gêneros, épocas e culturas, da produção musical brasileira; Perceber as variações sonoras de intensidade (fracos e fortes), de andamento (rápido e lento), de duração (longo e curto), de altura (grave agudo) e silêncio ( pausa); Exercício de atenção sonora; Movimentos de locomoção adequados aos andamentos de músicas ouvidas; Músicas com andamentos para caminhar, correr, saltar, saltitar, galopar... Exercícios de reprodução de ritmos com os instrumentos naturais ou corporais de percussão mãos, dedos, pés; Improvisação através de diálogo rítmico e melódico; Participação de atividades com músicas clássicas ; Identificação de músicas do folclore brasileiro e canções tradicionais que representam a nossa cultura musical; Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a improvisação musical; Brincadeiras de roda. a sala de aula. Acolhendo-a, contextualizando-a e oferecendo acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal em atividades de apreciação e produção. A diversidade permite ao aluno a construção de hipóteses sobre o lugar de cada obra no patrimônio musical da humanidade, aprimorando sua condição de avaliar a qualidade das próprias produções e as dos outros; O silêncio deve ser experimentado em diversas situações e contextos, pois valoriza o som, cria expectativa e é também música; As cantigas de ninar, as canções de roda, as parlendas e todo tipo de jogo musical têm grande importância, pois é por meio das interações que se estabelecem e desenvolvem um repertório que lhes permitirá comunicar- se pelos sons; Os momentos de troca e comunicação sonoro-musicais favorecem o desenvolvimento afetivo e cognitivo,
  • 22. 22 Desenvolver potencialidade musicais múltiplas, através do corpo em movimento, jogos de roda, danças... Capacidade para experimentar e dominar progressivamente as possibilidades do corpo e da voz, através de atividades lúdicas. bem como a criação de vínculos fortes tanto com os adultos quanto com a música; O fazer musical requer atitudes de concentração e envolvimento com as atividades propostas, posturas que devem estar presentes durante todo o processo educativo, em suas diferentes fases; A produção musical de cada região do país é muito rica, de modo que se pode encontrar vasto material para o desenvolvimento do trabalho com as crianças e cabe aos professores resgatar e aproximar s crianças dos valores musicais da cultura; Há que se tomar cuidado para não limitar, o contato das crianças com o repertório musical dito “infantil” que é, muitas vezes, estereotipado e, não o mais adequado. As canções infantis veiculadas pela mídia, produzidas pela indústria cultural, pouco enriquecem o conhecimento das crianças.
  • 23. 23 Movimento EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Utilizar movimentos motores básicos, para ampliar suas possibilidades de manuseio dos objetos; Apropriar-se progressivamente da imagem global do seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos ,desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo; Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e do ritmo corporal, nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação; Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo; Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando Utilização expressiva intencional do movimento; Brincadeiras, jogos, danças, teatro (correr, pular, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar- se, dançar...); Percepção das sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo; Deslocamento e habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade; Manipulação de materiais, objetos, brinquedos diversos para o aperfeiçoamento de suas habilidades manuais; Coordenação motriz (global e seletiva) em situação contextualizada (jogo do faz-de-conta); Resgate da cultura popular: jogos, Deve-se favorecer um ambiente físico e social em que as crianças sintam-se protegidas e acolhidas e ao mesmo tempo seguras para arriscarem-se e vencerem desafios; A organização dos conteúdos para o trabalho com movimento deverá respeitar as diferentes capacidades das crianças em cada faixa etária, bem como priorizar o desenvolvimento de suas habilidades expressivas e instrumentais, de forma que possam agir cada vez mais com intencionalidade: A – Expressividade A dimensão expressiva do movimento contempla a expressão e comunicação de idéias, sensações e sentimentos pessoais de cada criança. Por essa razão, essa característica pessoal e individual do movimento deve ser considerada e acolhida em todas as situações cotidianas, possibilitando que as crianças utilizem gestos, posturas e ritmos próprios para se comunicar; A afirmação da imagem corporal
  • 24. 24 suas habilidades motoras para a utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações; Valorizar os jogos e brincadeiras da cultura popular; Ampliar gradativamente a independência de movimentos de um lado do corpo em relação ao outro; Definir a própria dominância lateral; Respeitar a própria integridade física e a dos colegas; Cooperar nos jogos e exercícios, compreendendo e aplicando as regras, bem como os princípios de cordialidade e respeito na relação com os colegas e professor. brincadeiras... desenvolvida em brincadeiras nas quais as crianças se fantasiam e assumem papéis utilizando-se de tecidos enrolados no corpo, adereços e acessórios diversos, constituem uma atividade muito própria dessa idade; As brincadeiras de roda e cirandas conhecidas ou não pelas crianças, além de trazerem o caráter lúdico de socialização, trazem a possibilidade de realização de movimentos de diferentes qualidades expressivas e rítmicas. A roda otimiza a percepção de um ritmo comum e a noção de conjunto. B – Equilíbrio e coordenação As ações que compõem as brincadeiras envolvem aspectos ligados à coordenação do movimento e ao equilíbrio. Por essa razão, deve-se assegurar e valorizar no cotidiano das atividades desenvolvidas na Educação Infantil, brincadeiras que contemplem a progressiva coordenação dos movimentos e o equilíbrio das crianças. A participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se etc, para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e movimento, utilizando-se de habilidades como força,
  • 25. 25 velocidade, resistência e flexibilidade. C – Organização do tempo Devemos considerar que as atividades que envolvem jogos, brincadeiras, dramatizações, danças tradicionais etc, fazem parte da nossa cultura histórica e dessa forma contemplam a noção e organização do tempo para a criança. Resgata-se essa característica histórica no momento da confecção e elaboração dos materiais que serão utilizados para esse fim. Natureza e Sociedade EXPECTATIVAS CONTEÚDOS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Construir conhecimentos sobre si e sobre o outro; Organização dos grupos e seu modo de ser, viver e trabalhar Os conteúdos deverão ser trabalhados de maneira
  • 26. 26 Estabelecer relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana; Vivenciar diferentes experiências que permitam, através dos sentidos, a compreensão dos elementos e fenômenos da natureza; Interagir com o meio ambiente demonstrando atitudes de investigação, respeito e preservação; Descrever o meio ambiente, em que se encontra de forma autônoma, apoiando-se em características marcantes e pontos de referência; Explorar diferentes tipos de objetos identificando suas propriedades evidentes; Identificar mudanças e permanências ocorridas em ambientes, lugares e paisagens; Explorar diferentes tipos de objetos e materiais identificando suas propriedades não evidentes e relações de causa e efeito; Linha do tempo do aluno como agente histórico: origem do nome, história da vida; Família: componentes da família; diferentes tipos de família; relação familiar na sociedade, identificando-a no passado e presente; valorização da cultura existente em cada grupo familiar; Escola: história da escola; identificação de papéis sociais no convívio escolar; noções sobre a escola, ambientes, espaço físico, ressaltando as noções do “eu” e do “outro”; Profissões; Etnias (folclore, cultura indígena e outras). integrada, evitando-se fragmentar a vivência das crianças; Acrescenta-se à continuidade do conteúdo proposto para as crianças o conhecimento de ser, viver, trabalhar de alguns grupos sociais do presente e do passado através de brincadeiras, músicas, atividades corporais e jogos; A valorização do patrimônio natural e construído através de atitudes de respeito e agradecimento que, antes de tudo devem ser vivenciados pelo professor para que sirva de modelo e não somente falado e discutido sem nenhum envolvimento pessoal do educador; É necessário religar as Os lugares e suas paisagens
  • 27. 27 Conhecer algumas invenções do homem e sua utilidade; Observar e descrever animais e plantas identificando semelhanças e diferenças entre eles; Explorar os órgãos sensoriais identificando suas funções; Identificar alimentos saudáveis e reconhecer a necessidade de cuidados higiênicos com os mesmos; Identificar a organização, os modos de ser, viver e trabalhar do grupo familiar e de outros grupos sociais com os quais convive; Identificar relações de parentesco; Conhecer algumas tradições culturais de sua comunidade; Reconhecer costumes e valores existentes na família; Participação em situações que envolvam leitura de imagens (filmes, desenhos, fotografias e ilustrações) de diferentes paisagens; Observação, localização e representação de diversos espaços: trajeto casa-escola (pontos de referência); arredores da escola; mudanças ocorridas nas paisagens; Tipos de moradia; Espaços de lazer. crianças à percepção e observação dos processos rítmicos da natureza, intensificando, por exemplo, a vivência das estações do ano nas mais diversas situações; É de relevante importância dentro desse trabalho que a criança vivencie o ciclo anual de uma forma direta, pois o perfaz com todo o seu ser, como se fizesse parte da natureza. Nesse contexto, as festas anuais podem ser compreendidas mais conscientemente, cada uma de acordo com as suas características; Propor atividades que envolvam as crianças e suas famílias em um trabalho sobre o nome, as tradições Objetos e processo de transformação Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos: maquetes, mapas, brinquedos, dobraduras; Cuidados no uso de objetos do
  • 28. 28 Representar os lugares onde vive e se relaciona, utilizando diferentes linguagens (Oralidade, desenho, pintura, modelagem...); Reconhecer papéis sociais existentes em seu grupo de convívio, levando a criança a perceber que um a mesma pessoa detém papéis sociais diferentes. Ex: o pai também é tio, filho, irmão, motorista... Demonstrar atitudes de respeito à diversidade nos grupos sociais dos quais participa. cotidiano: segurança e prevenção de acidentes. familiares e eventos da história pessoal (passeios, viagens e nascimento de irmãos); É importante que a noção de tempo seja trabalhada permeando todas as atividades e conteúdos desenvolvidos, de modo que dê continuidade ao processo de formação do pensamento cronológico, processo este que ocorre ao mesmo tempo em que se desenvolve o pensamento histórico, que irá se reelaborando ao longo de toda a vida escolar do aluno; A observação e a informação sobre a realidade espacial e social mais próxima da criança devem ser ampliadas através da construção de maquetes, coleta de dados, entrevistas, desenhos e dramatizações. Seres Vivos Relação entre diferentes espécies de seres vivos: características, necessidades vitais, evolução; O ser humano: percepção de gênero, partes do corpo, higiene corporal, preservação da vida, necessidades básicas; Animais: características, diversidade, habitat, locomoção, alimentação, relação com o meio e com o homem; Plantas: germinação, utilidade, jardim, horta, preservação do meio ambiente, alimentação. Fenômenos da Natureza
  • 29. 29 -Dia e noite; -Nascente e poente; -Recursos naturais: ar, água, sol, solo; -Mudanças ocorridas na natureza ao longo do tempo e preservação do meio ambiente. Rotina e o trabalho pedagógico na escola de educação infantil O dia-a-dia da educação infantil está tomado de vínculos, afetos e aprendizagens nas mais diversas atividades que compõem o cotidiano da criança. Este cotidiano, então, deve estar organizado para que elas ampliem seus conhecimentos. A jornada diária das crianças e dos adultos, na escola, envolve diversos tipos de atividades: horário de chegada e saída, alimentação, higiene, repouso, brincadeiras, atividades pedagógicas. A seqüência das diferentes atividades que acontecem diariamente vai possibilitar as crianças que se orientem na relação espaço-tempo, permitir que desenvolvam sua independência e autonomia em relação aos adultos, contribuir para um melhor relacionamento com o mundo e com as pessoas.
  • 30. 30 O professor é quem vai pensar a organização do espaço e do tempo na escola, de modo a desafiar a iniciativa da criança, considerando e respeitando a faixa etária, o número de alunos da turma, as necessidades e interesses do grupo, as possibilidades de interação com os colegas e os espaços físicos de que dispõem. A rotina pode ser efetivada considerando-se as necessidades biológicas, psicológicas e de aprendizagem do grupo de crianças e de cada criança em particular. As necessidades biológicas são aquelas que dizem respeito às questões dos cuidados básicos que se realizam em horários, pré-determinados pela instituição, como hora das refeições, higiene e repouso. Este, porém, vai ser estruturado levando-se em consideração a idade das crianças, seu tempo de permanência na escola e a singularidade de cada um. As demais atividades da rotina devem ser dinamizadas pela criatividade do professor com propostas diferenciadas para cada etapa do dia. Assim, costumeiras roda de conversas, hora da história, brincadeiras fora e dentro da sala de aula, atividades pedagógicas podem apresentar um caráter de surpresa ao se alterar, por exemplo, o,local de realização. Tendo-se, com isso que a rotina não é um planejamento engessado em si mesmo,pode em vários momentos sofrer alterações em função de necessidades e interesses que se apresentem. Estabelecer uma rotina adequada a partir de um planejamento que contemple todas as áreas do desenvolvimento, conversando com as crianças sobre a seqüência das atividades do dia ou suas alterações contribui para cada vez mais as crianças aprendam a se arriscar e agir com independência, pela segurança que a rotina lhes oferece. Seqüência Didática
  • 31. 31 A sequência didática é um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação. Sua duração pode variar de dias a semanas e várias seqüências podem ser trabalhadas durante o ano, de acordo com o planejado ou com as necessidades da classe. A seqüência didática apresenta desafios cada vez maiores aos alunos, permitindo a construção do conhecimento. Primeiro, é necessário efetuar um levantamento prévio dos conhecimentos dos alunos e a partir desse planejar uma série de aulas com desafios e/ou problemas, atividades diferenciadas, jogos, uso de diferentes linguagens e gêneros de textos e análise e reflexão. Gradativamente, deve-se aumentar a complexidade dos desafios e dos textos permitindo um aprofundamento do tema proposto. A seqüência organizada e planejada deliberadamente permite ainda construir com o aluno as ferramentas (habilidades/competências). Permite vivências, visando aspectos conceituais e procedimentais, fundamentais para a aprendizagem do aluno e desenvolver sua autonomia. Os conteúdos trabalhados em sala de aula devem contribuir para a formação de cidadãos conscientes, informados e capazes de transformar a sociedade. Elaborar aulas em que o objetivo central é somente o interesse dos alunos, acreditando que assim, teriam como refletir sobre o meio em que vivem e o que os cerca, nem sempre garante bons resultados, em geral ao se valorizar apenas o conhecimento que os alunos trazem, fica-se na superficialidade e presos ao imediatismo. Nesta perspectiva, o currículo aparece como ditado pelas circunstâncias, tratando de acontecimentos pontuais e não como um roteiro de trabalho construído a partir da relação entre a proposta pedagógica e a realidade. É necessário que a equipe escolar
  • 32. 32 defina o seu Projeto Político Pedagógico de acordo com a realidade da comunidade onde está inserida, a prática e com as necessidades de seus alunos. A seqüência didática permite a interdisciplinaridade quando, ao tratar de um tema dentro de um eixo, o professor recorre a conhecimentos de outro. Interdisciplinaridade é a articulação entre os eixos que permite trabalhar o conhecimento globalmente e superando a fragmentação. Só um tema gerador trabalhado pela ótica de diferentes eixos não garante a interdisciplinaridade. O tema gerador é um ponto de partida, não o centro do estudo e nem deve ser longo, para não cansar. Durante o planejamento coletivo por eixos, permite determinar as possibilidades de trabalho interdisciplinar durante o ano, a partir das pesquisas dos alunos, do professor ou em parceria. A definição de três pontos são essenciais: o que quero ensinar, como cada aluno aprende, como será feito o acompanhamento e avaliação dos alunos. Ou seja, primeiro estabelecemos habilidades e competências, as noções e conceitos, as expectativas e os conteúdos que alicerçarão essa construção. Depois, pensar nas atividades a serem desenvolvidas baseadas em como os alunos aprendem, além das linguagens e gêneros de textos para efetuar essa aprendizagem. Nesse processo, tanto a avaliação das produções dos alunos, quanto as intervenções necessárias, devem ser constantes. É primordial reportar-se as expectativas iniciais, objetivando o que foi consolidado e o que ainda necessita de maiores explorações. Só assim o decente terá subsídios reais para continuidade de seu trabalho. De acordo com essa fundamentação podemos destacar a seqüência didática em três itens fundamentais: 1-PLANEJAR *Clareza nas expectativas
  • 33. 33 *Selecionar e Organizar as atividades adequadas; *Seqüência de ações(Contextualização) . 2-EXECUTAR *Problematizar; *Envolver os alunos, motivar; *Observar, acompanhar, interferir 3-AVALIAR *Processo de reflexão * Voltar-se para as expectativas Atividades Permanentes As atividades permanentes são situações propostas de forma sistemática e com regularidade, mas não são necessariamente diárias. Para isso, além de serem propostas de forma sistemática e com regularidade, o professor deverá ter o cuidado de contextualizar tais práticas para as crianças, transformando-as em atividades significativas e organizando-as de maneira que representem um crescente desafio para elas. A escolha dos conteúdos que definem o tipo de atividades permanentes a serem realizadas com freqüência regular, diária, semanal ou quinzenal, depende das prioridades elencadas a partir da proposta curricular. Consideram-se atividades permanentes, entre outras:
  • 34. 34 - Leitura diária feita pelo professor – enquanto leitor modelo o professor poderá escolher, dentro da diversidade de tipologias textuais , um portador que será explorado utilizando as diferentes estratégias de leitura; Escreva na lousa ou em um cartaz o título lido, os nomes dos personagens, palavras relevantes etc.; Roda semanal da leitura – semanalmente as crianças levam um livro para ler em casa. No dia previamente combinado, as crianças podem relatar suas impressões, comentar o que gostaram ou não, o que pensaram etc.; Jornal mural – notícias, receitas, jogos, poemas, eventos, cartas recebidas, curiosidades científicas, desenhos, colagens etc.; Jogos de escrita – no ambiente criado para os jogos de mesa, podem-se oferecer jogos gráficos, como caça-palavras, cruzadinhas etc. Nesses casos, convêm deixar à disposição das crianças cartelas com letras, letras móveis etc.; Cartazes – aniversariantes do mês, calendário, ajudantes do dia, livros lidos/trabalhados, freqüência dos alunos às aulas, projetos realizados etc.; Você sabia? – momento em que se discutem assuntos/temas de interesse das crianças, tais como: curiosidades científicas, fenômenos da natureza, situações do cotidiano. O professor também pode trazer para esse momento, conteúdos das outras áreas curriculares;
  • 35. 35 Fazendo arte – momento reservado para as crianças conhecerem um artista específico (músico, poeta, pintor, escultor etc.). Pode ser hora ainda da “fazer à moda de...”, em que as crianças realizam releituras de artistas e obras. Pode também ser momento de autoria de cada criança, por meio de sua expressão verbal, plástica, sonora; Oficinas de desenho, pintura, modelagem e música – preparo de tintas, construção de instrumentos musicais com sucata, trabalho com argila, elaboração de painéis, dobraduras; Cantinho da matemática – sólidos geométricos, cartazes com situações-problema, tabelas de números, jogos matemáticos, numéricos, de construção e de regras, materiais didáticos, etc. Esse cantinho deve ser enriquecido sempre, com atividades realizadas pelas crianças; A Família também ensina... momento em que se convidam mãe, pai, avô, avó, tio, tia, para contar histórias, fazer uma receita culinária, cantar, ler, livros, construir objetos. É a família socializando saberes; Faz-de-conta – momento em que as crianças representarão cenas do cotidiano, pessoas de sua convivência, personagens de livros e de cinema. Esse espaço pode conter diferentes caixas previamente organizadas pelo professor para incrementar o jogo simbólico das crianças, nas quais tenham objetivos variados, roupas, adornos, tipos de papéis diversos etc.; Cantando e se encantando – momento em que as crianças podem cantar, sozinhas ou todas juntas. É hora também de ouvir músicas de estilos e compositores variados, como forma de ampliação de repertório e gosto musical. O professor deve selecionar músicas que realmente tenham um valor cultural, podendo ser de nosso cancioneiro popular, como também as clássicas;
  • 36. 36 O nosso Museu – espaço reservado para divulgar fatos, histórias, objetos antigos, fatos de nossos antepassados, da nossa cidade, brinquedos antigos, animais pré-históricos (figuras / representações); Caixa da correspondência – os alunos poderão colocar na caixa: bilhetes, recados, cartas, convites elaboradas coletivamente para serem enviados para colegas da escola, professores, direção, coordenação, educadores e políticos do município etc.; Vamos brincar? – momento em que se “brinca por brincar”, em pequenos grupos ou sozinhos. É hora do professor garantir a brincadeira, organizando, com as crianças, tempos, espaços e materiais para esse fim. É hora do professor garantir a brincadeira, organizando, com as crianças, tempos, espaços e materiais para esse fim. É hora de observar as crianças nesse “importante fazer”, registrando essas observações para que possam ajudar o professor a planejar outras atividades, a partir do conhecimento sobre a turma, sobre cada criança; Cuidados com o corpo – hábitos de higiene, prevenção às doenças e acidentes domésticos, alimentação adequada etc.; Preservando a natureza – momento ecológico: limpeza e organização do ambiente de trabalho, a destinação do lixo, os cuidados em relação aos animais e plantas, adoção de uma plantinha, jardinagem, os cuidados com o uso da água etc. Escritas Coletivas: utilizando as diferentes tipologias textuais construir coletivamente com os alunos textos modelos que sirvam de suporte para outros momentos de reflexão.
  • 37. 37 Momento de reflexão sobre a Linguagem Oral e Escrita: Utilizando o texto elaborado coletivamente, realizar atividades específicas que proporcionem momentos de reflexão e análise sobre a Linguagem Oral e Linguagem Escrita. Tais como: cruzadinhas, caça-palavras, bingo de letras e palavras, alfabeto móvel, estudo da palavra, muro da escrita, forca,complete as lacunas das palavras,etc.Trabalho com textos de memória possibilitando a “leitura” pelas criança, sendo que estas devem saber o texto de cor e tentar localizar onde estão escritas determinadas palavras; Projeto de Trabalho Considera-se projeto de trabalho, atividades organizadas com o objetivo de resolver um problema. Na prática escolar, partimos de uma situação problema e global dos fenômenos, da realidade do grupo e não da interpretação teórica já sistematizada através das disciplinas. Cada assunto constrói-se sobre ele próprio e estende-se sobre as outras disciplinas. Ocorre a interação de duas ou mais disciplinas, num processo que pode variar da simples comunicação de idéias até a integração recíproca de objetivos, finalidades, conceitos, conteúdos, terminologia, metodologia, procedimentos, dados e formas de organizá-los e sistematizá-los no processo de construção de conhecimento.
  • 38. 38 A transdiciplinaridade é a etapa superior de integração. Consiste na construção de um sistema global, sem limites sólidos entre as disciplinas. Uma teoria geral de sistemas que inclui estruturas operacionais, estruturas de regulamentação e sistemas probabilísticos, unindo estas diferentes possibilidades através de transformações reguladas e definidas. Contudo, isto não quer dizer, necessariamente, que todas as áreas do conhecimento estejam envolvidas com a mesma temática, de maneira forçada, irreal e mecânica. É importante considerar as verdadeiras conexões e vínculos entre os conhecimentos. Na realidade, o mais importante para o professor não é vencer todos os conteúdos previamente estabelecidos, mas sim que os alunos se apropriem dos conhecimentos dando significados que estão disponíveis no assunto em questão. Os projetos pedagógicos não apresentam esquemas únicos e pedagógicos. Eles devem ter uma estrutura mutante e inovadora para não se tornarem modos singulares e repetitivos. O tempo de elaboração e execução de um projeto pedagógico pode ser curto, médio e de longo prazo. Este tipo de projeto pode ser contínuo ou descontínuo, com pausas e suspensões. Um projeto só pode ser escrito na medida em que é compreendido como uma hipótese e não como uma receita, pois não existe apenas uma forma de se registrar um projeto. A pedagogia de projetos tem como objetivo fazer os sujeitos pensarem sobre temáticas importantes, em refletir e questionar a contemporaneidade, a vida além dos limites da escola, ouvindo e aprendendo com os outros indivíduos. A realização de um projeto depende de várias etapas de trabalho que devem ser planejadas e negociadas com as crianças para que elas possam se engajar e acompanhar o percurso até o produto final. A característica principal dos projetos é a visibilidade final do produto e a solução do problema compartilhado com as crianças. Ao final do projeto, pode-se dizer que a criança aprendeu porque teve uma intensa participação que envolveu a resolução de problemas de naturezas diversas. Na implementação dos projetos, precisamos tomar os seguintes cuidados:
  • 39. 39 • O professor deve estar preparado para assumir essa postura pedagógica; • Selecionar situações-problema, de acordo com a faixa etária das crianças; • O planejamento das ações é fundamental para o sucesso do trabalho; • Acompanhamento e avaliação de todo o processo; • Registro de todas as ações realizadas; • Participação efetiva dos alunos em todas as ações implementadas; • Sistematizar os conteúdos curriculares das áreas do conhecimento relativos aos projetos; • Divulgação dos projetos junto às comunidades interna e externa da escola; • Estabelecer parcerias com outras instituições, quando necessárias. Avaliação A avaliação no ambiente da educação infantil assume um papel importante como um instrumento e suporte no desenvolvimento cognitivo da criança. Esta reflexão ganha espaço por conceber a importância do processo avaliativo na construção do conhecimento, bem como sua articulação na relação ensino-aprendizagem no cotidiano escolar. Busca-se demonstrar a conexão entre a avaliação e suas implicações no processo de aprendizagem, considerando como base de trabalho o diálogo, a mediação e o diagnóstico. Ressalva-se o desenvolvimento da ação avaliativa na Educação Infantil como forma de acompanhamento do
  • 40. 40 desenvolvimento na primeira infância, através da observação da criança, a fim de registrar situações peculiares do cotidiano para qualificar a intervenção do professor e melhorar os processos de aprendizagem do educando. A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao educador, ensinar, determinando também quanto e em que nível os objetivos estão sendo atingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados. Para Luckesi, o valor da avaliação encontra-se no fato do aluno poder tornar conhecimento de seus avanços e dificuldades. O educador deve contribuir sendo mediador, incentivando a todos e à própria comunidade escolar a essa integração e participação em favor da aprendizagem escolar. A esse respeito Hoffmann, contempla o significado e a importância de uma avaliação mediadora, capaz de promover uma interação entre educador e educando. O educador deve contribuir para a emancipação do educando, promovendo sua autonomia bem como a construção do conhecimento. Nesse sentido, referindo-se ao processo educativo e ao aluno, Hoffmann (2001), assim esclarece: [...] o processo avaliativo não deve estar centrado no entendimento imediato pelo aluno das noções em estudo, ou no entendimento de todos em tempos equivalentes. Essencialmente, porque não há paradas ou retrocessos nos caminhos da aprendizagem. Todos os aprendizes estarão sempre evoluindo, mas em diferentes ritmos e por caminhos singulares e únicos. O olhar do professor precisará abranger a diversidade de traçados, provocando-os a prosseguir sempre. Além disso, o educador deve ainda: • Acompanhar e mediar às atividades que os alunos realizam, analisando com eles seus avanços e ainda dificuldades, criando mecanismos diferenciados para gerar aprendizagem; • Adequar a avaliação à natureza da aprendizagem, levando em conta o processo de construção de cada aluno, isto é, raciocínio, atitudes, enfim, o caminho que guia a diferentes percursos;
  • 41. 41 • Criar hábitos de registro sobre os encaminhamentos vivenciados no cotidiano escolar. Ao final de cada dia exercitar diferentes avaliações, registrando os avanços e as dificuldades dos alunos; • Ser um pesquisador que investiga qual problema o aluno enfrenta e qual competência ainda falta adquirir, com atenção e cuidado às produções já realizadas e conquistadas; • Detectar os “nós” que estão emperrando o processo de apropriação de construção do conhecimento, utilizar as informações conseguidas para planejar suas intervenções; • Clarificar a concepção de “aproveitamento escolar”, entendendo que o mesmo se dá em parceria: professor e aluno; • Criar situações para que os educandos questionem ao intervir em suas zonas de desenvolvimento proximal e apresentar desafios que sejam pertinentes; • Fazer a correção e dar retorno para os alunos, problematizar e discutir as respostas, critérios e valores; • Entender o erro como parâmetro para tomada de decisão em relação à continuidade do trabalho. Destacamos nessa proposta os seguintes instrumentos avaliativos: * Portfólio, dossiê, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem, no sentido básico, à organização de uma coletânea de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o professor/professora, os próprios alunos/as e as famílias uma visão evolutiva do processo. É importante que a cada dia, seja feito pelo menos um registro, pois isso possibilita ao professor/a e ao aluno/a um retrato dos passos percorridos na construção das aprendizagens. Essa forma de registrar diariamente a caminhada do aluno/a tem o objetivo de mostrar a importância de cada aula, de cada passo, como uma situação de aprendizagem. A organização de um dossiê ou Portfólio torna-se significativo pelas intenções de quem o organiza. Não há sentido em coletar trabalhos dos alunos e alunas para mostrá-los aos pais/mães somente como instrumento burocrático. Ele precisa constituir-se em um
  • 42. 42 conjunto de dados que expresse avanços, mudanças conceituais, novos jeitos de pensar e de fazer, alusivos à progressão do estudante. As idéias e estratégias de portfólio encorajam um enfoque de currículo e instituição centrada nas crianças através de observações regulares das mesmas, sendo que mediante esta proposta a criança estará sendo envolvida cada vez mais a participarem do seu próprio processo de aprendizagem. A construção, a reflexão e a criatividade acabam desenvolvendo na criança um senso de auto-avaliação, levando-os a questionamentos dos conteúdos que serão desenvolvidos durante sua vida escolar. Quanto mais o educador observa o desenvolvimento do seu aluno, mais irá entendê-lo e para isso é necessário que o educador tenha um desenvolvimento profissional contínuo, utilizando dessas observações para o aperfeiçoamento e à experimentação de diferentes estilos de ensino para que o educador supra as necessidades do seu aluno. • Ficha de Acompanhamento e Avaliação do Aluno: é um instrumento de avaliação pontual que visa ampliar o desenvolvimento do processo qualitativo e subsidiar análises, discussões, procedimentos e principalmente socialização das experiências pedagógicas como forma de certificar a importância da participação de todos no desenvolvimento das aprendizagens das crianças de quatro anos. Para que ocorra efetivamente uma avaliação significativa na Educação Infantil, o educador necessita dispor-se a acolher o que está acontecendo. Poderá ter algumas expectativas em relação a possíveis resultados de sua atividade, mas é preciso que esteja disponível para aceitar também os resultados que não correspondem a estas expectativas. O que se precisa ter como princípio da prática avaliativa é que, por mais que o professor tente realizar as mesmas atividades ou dar-lhes uma mesma direção com um grupo de crianças da mesma idade, haverá enormes diferenças de reações e entendimento delas em cada situação, bem como em relação à extensão e profundidade do conhecimento construído por cada uma nesta mesma situação.
  • 43. 43 Em vez de analisar se uma criança está se desenvolvendo no mesmo ritmo e jeito das outras, é preciso caracterizar seu próprio ritmo, entender a sua maneira e o seu tempo de fazer as coisas para lhe oportunizar o desenvolvimento pleno. Portanto, a Ficha de Acompanhamento de Avaliação do Aluno tem por base as características da idade e os diferentes aspectos dentro dos sete eixos: Identidade e Autonomia, Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Artes visuais, Música, Movimento, Natureza e Sociedade. Em suma, a avaliação contemplada nessa Proposta Pedagógica deve ser compreendida como: elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma; conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa; instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades; ação que ocorre durante todo o processo de ensino e aprendizagem e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho. Referências Bibliográficas BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. V. 3 Brasília: MEC/SEF, 1998.
  • 44. 44 HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré- escola à universidade. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1993. ________, Jussara Maria Lerch. Avaliação na Pré – Escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2000. BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. LDB. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996. PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. ____________ Ofício de Aluno e sentido do trabalho escolar, Porto: Porto Editora, 1995 SHORESREVISTA: Nova Escola.Agosto-2006 FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 2ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997. SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: ARTMED, 2002. FERREIRO. Emília.Com todas as letras. Ed. Cortez.Abril,2007 ZABALZA. Miguel. A. Qualidade em educação infantil.Porto Alegre. ARTMED.1998.
  • 45. 45 JOLIBERT.Jossete. Além dos muros da escola: A escrita como ponte entre alunos e comunidade. Porto Alegre. ARTMED,2006. MARUNY Curto, Lluís. Escrever e Ler: Como as crianças aprendem e como o professor pode ensiná-las a escrever/ler. Porto Alegre ARTMED,2000.