Proposta do infantil ll educação infantil

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Proposta do infantil ll educação infantil

  1. 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE MARÍLIA SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO PROPOSTA CURRICULAR PARA EDUCAÇÃO INFANTIL INFANTIL II Marília 2009
  2. 2. 2 Proposta Curricular para a Educação Infantil Infantil II Apresentação: Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Nº 9394/96) foi promulgada, contribuindo de forma decisiva para a instalação no país de uma concepção de Educação Infantil vinculada e articulada ao sistema educacional como um todo. Na condição de primeira etapa da Educação Básica, imprime-se uma outra dimensão à Educação Infantil, na medida em que passa a ter uma função específica no sistema educacional: a de iniciar a formação necessária a todas as pessoas para que possam exercer sua cidadania. Por sua vez, a definição da finalidade da Educação infantil como sendo “o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade” evidencia a necessidade de se considerar a criança como um todo para promover seu desenvolvimento e implica compartilhamento da responsabilidade familiar, comunitária e do poder público. Diante dessa postura, precisamos realizar um trabalho eficaz que favoreça à criança do município o acesso pleno ao conhecimento, respeitando-a como um ser social e histórico. Essa Proposta Curricular irá subsidiar o fazer pedagógico de cada profissional e garantir uma unidade de ação em nível municipal. No entanto, não configura um modelo curricular homogêneo e pronto, que sobrepõe à autonomia pedagógica de cada escola, mas poderá funcionar como elemento catalisador de ações na busca de uma melhoria da qualidade de ensino.
  3. 3. 3 Esperamos que este documento possa contribuir, de forma relevante, para que profundas transformações ocorram na prática pedagógica de cada professor e favoreça uma maior socialização dos saberes. Marília, 26 de Maio de 2009. Prof. Mário Bulgareli Prefeito Municipal Prof. Joaquim Bento Feijão Profª. Rosani Puía de Souza Pereira Diretor de Gestão Escolar Secretária Municipal da Educação
  4. 4. 4 A – Expectativas de Aprendizagem A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento, desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes situações da vida. Assim, os alunos, ao final do Infantil II, além das expectativas das turmas anteriores, deverão ser capazes de: • Ter uma auto-imagem positiva, ampliando a sua autoconfiança e identificando suas reais possibilidades e limitações para agir de acordo com estas; • Identificar e enfrentar situações de conflitos, utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças e adultos e exigindo reciprocidade; • Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências; • Brincar, contemplando os aspectos cognitivos, sócio-afetivos e psico-motores; • Adotar hábitos de autocuidado, valorizando as atitudes relacionadas com a higiene, alimentação, conforto, segurança, proteção do corpo e cuidados com a aparência; • Identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participam, respeitando suas regras básicas de convívio social e a diversidade que os compõe. B – Conteúdos • Expressão, manifestação e controle progressivo de suas necessidades, desejos e sentimentos no cotidiano; • Iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, pedindo ajuda se necessário; I -IDENTIDADE E AUTONOMIA
  5. 5. 5 • Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de interação; • Participação em situações de brincadeira nas quais as crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, o espaço e as personagens (Promovendo a igualdade de gênero); • Valorização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos; • Participação na realização de tarefas do cotidiano que envolvam ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros; • Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura etc; • Valorização da higiene e aparência pessoal; • Conhecimento, respeito e utilização de algumas regras elementares de convívio social e respeito e valorização da cultura de seu grupo de origem e de outros grupos; • Participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras de convivência em grupo e referentes ao uso do espaço e de materiais (individual e coletivo); • Procedimentos relacionados à alimentação e à higiene pessoal; • Identificação de situações de risco no ambiente e procedimentos básicos de prevenção de acidentes e auto-cuidado. C – Orientações Didáticas • No âmbito de experiência Formação Pessoal e Social que contém o eixo de trabalho que favorece, prioritariamente, os processos de construção da Identidade e Autonomia dos alunos, é imprescindível fomentar processos de socialização a partir de situações que envolvam: auto-estima; escolhas; faz-de-conta;
  6. 6. 6 interação; imagem; cuidados; segurança; nome; independência; respeito à diversidade; identidade de gênero; jogos e brincadeiras; e cuidados pessoais; • O “Brincar” é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança poder se comunicar por meio de gestos, sons e representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. • A utilização da linguagem do faz-de-conta possibilita a construção e/ou enriquecimento da identidade e da autonomia, pois as crianças podem experimentar outras formas de ser e pensar, ampliando suas concepções sobre as coisas e pessoas ao desempenhar vários papéis sociais ou personagens. • Para que o faz-de-conta torne-se, de fato, uma prática cotidiana entre as crianças é preciso que se organize na sala um espaço para essa atividade, separado por uma cortina, biombo ou outro recurso qualquer, no qual as crianças poderão se esconder, fantasiar-se, brincar, sozinhas ou em grupos, de casinha, construir uma nave espacial ou um trem etc. • O espelho é um excelente instrumento na construção e na afirmação da imagem corporal: é na frente dele que meninos e meninas poderão se fantasiar, assumir papéis, brincar de ser pessoas diferentes, e olhar-se, experimentando todas essas possibilidades. • O resgate da identificação do nome, história e significados, precisa ser acompanhado da representação escrita. • A disposição dos materiais e utensílios pedagógicos é fator que interfere diretamente nas possibilidades do “fazer sozinho”, devendo ser, também, alvo de reflexão e planejamento do professor e da unidade escolar. • Criar situações para que as crianças prestem ajuda umas às outras possibilita trocas muito interessantes, nas quais as crianças vivenciam a diferença de saberes que é própria ao ser humano em qualquer idade. A ajuda entre pares pode ser também um interessante recurso para facilitar a integração de crianças com necessidades especiais.
  7. 7. 7 • Valorizar o conhecimento da sequência da rotina favorece o desenvolvimento da autonomia. Pode-se pensar em organizá-lo por meio de instrumentos que se utilizem das novas conquistas no plano da representação, ou seja, a crescente familiarização com linguagens gráficas, como o desenho e a escrita. • Estimular, nas relações cotidianas, o respeito à diversidade de temperamento, habilidades, conhecimentos, gênero, etnia e credo religioso (Uma atenção particular deve ser voltada às crianças com necessidades especiais). • Possibilitar a criação de condições para que os alunos possam, gradativamente, desenvolver capacidades ligadas à tomada de decisões, à construção de regras, à cooperação, à solidariedade, ao diálogo, ao respeito a si mesmos e ao outro, assim como desenvolver sentimentos de justiça e ações de cuidado para consigo e para com os outros. Em relação às regras, além de se manter a preocupação quanto à clareza e transparência na sua apresentação e à coerência das sanções, é preciso dar oportunidade para que as crianças participem do estabelecimento de regras que irão afetar-lhes diretamente. Nesse sentido para que as deliberações coletivas sejam sistematizadas, pode-se pensar no registro por escrito. • A construção da identidade e a conquista da autonomia pelos alunos são processos que demandam tempo e respeito às suas características individuais.
  8. 8. 8 A – Expectativas de Aprendizagem Os alunos do Infantil II, ao final do ano letivo, deverão ser capazes de: 1. FALAR E ESCUTAR • Utilizar a Linguagem oral, respeitando e adequando conforme o contexto em que está inserido, para expressar seus desejos, necessidades, opiniões, idéias, preferências e sentimentos, interagindo-se em conversas e brincadeiras; • Utilizar o relato oral de forma adequada, respeitando a seqüência temporal, relações de causa e efeito, problemas e soluções, fato e opinião; • Realizar o exercício de recontar histórias conhecidas, explicitando com clareza a idéia principal do texto, respeitando as características da tipologia textual ao qual pertence; • Apresentar oralmente jogos verbais como trava-línguas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas, cantigas populares e músicas; 2. PRÁTICAS DE LEITURA • Escutar/apreciar a leitura realizada pelo professor, assumindo um papel interativo e participativo, fazendo intervenções e apontamentos em relação ao conteúdo do mesmo; • Estabelecer relações e diferenças entre a linguagem oral e escrita, identificando as diferentes tipologias; • Utilizar, com o apoio do professor, as diferentes estratégias de leitura: antecipar, inferir, confirmar e selecionar; 3. PRÁTICAS DE ECRITA • Familiarizar-se com a escrita manuseando os diversos gêneros textuais e reconhece-los através de sua estrutura; • Reconhecer nas situações cotidianas o próprio nome, realizando a escrita deste e utiliza-lo como referência para outras escritas; • Conhecer e nomear as representações das letras do alfabeto de imprensa maiúsculo; • Interessar-se por escrever palavras e ou textos, mesmo que não utilize a escrita de forma convencional; • Reescrever – ditando para o professor – histórias conhecidas, considerando as ideias principais do texto fonte e características da linguagem escrita; II-LINGUAGEM ORAL E ESCRITA
  9. 9. 9 B – Conteúdos 1)Diferentes linguagens: corporal,musical,plástica e cênica,através de: • Brincadeiras infantis e jogos diversos (competição, cooperação,cognitivos afetivos,corporais,simbólicos...) • Canto • Audição de diversos gêneros musicais • Dramatizações • Pintura,colagem,dobraduras representando uma história, poesia ou outra tipologia textual • Brincadeiras de roda e Faz -de –conta 2)Relato de experiências vividas e narração de fatos 3)Reprodução oral de jogos verbais,como trava- línguas,parlendas,adivinhas,quadrinhas,poemas e canções. 4) Reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original lida pelo professor. 5)Leitura de textos diversos (com apoio na leitura do professor): *Literários –contos,fábulas,lendas,poemas; *Informativos – Títulos, manchetes, notícias,classificados,propagandas, jornalísticos,entrevistas,bilhetes, cartas, murais; *Prescritivos– Receitas,embalagens,rótulos,calendários,folhetos,cartazes; * Enumerativos – Listas de nomes de pessoas, nomes de animais,frutas,objetos da sala,etc. *Expositivos – trabalhos escritos, registros com observações, coleções, biografias.
  10. 10. 10 6) Produção de textos coletivos diversos • Reescrita de histórias, tendo o professor como escriba; • Bilhetes, cartas,instrucionais – ditando para o professor; • Revisão de textos coletivos com ajuda do professor; • Histórias em quadrinhos; • Cartazes, anúncios; • Listas de palavras do mesmo campo semântico; • Escrita das letras do alfabeto de imprensa maiúsculo; • Prática de escrita do próprio punho utilizando o conhecimento que dispõe sobre o sistema de escrita • Trabalho com o próprio nome e nomes dos colegas da classe. C – Orientações Didáticas • Valorizar o espaço escolar como formador de leitores e escritores. Um espaço, portanto, com muitas leituras e situações de escrita. Leituras das crianças, leituras dos professores. Leituras de livros, jornais, panfletos, músicas, poesias e do que mais se tornar significativo; • Propor aos alunos que leiam e escrevam, ainda que não o façam convencionalmente. Mas o fato de as escritas não convencionais serem aceitas, não significa ausência de intervenção pedagógica para a construção da escrita convencional; • Organizar situações de aprendizagem que possibilitem a discussão e reflexão sobre o sistema de escrita. Essas situações de aprendizagem devem acontecer de modo a possibilitar que o professor conheça as concepções que os alunos possuem sobre como escrever;
  11. 11. 11 • Organizar situações em que as crianças estabelecem uma relação entre o que é falado e o que está escrito (embora ainda não saibam ler convencionalmente). Nessas atividades de “leitura”, as crianças devem saber o texto de cor e tentar localizar onde estão escritas determinadas palavras; • Oportunizar momentos em que as crianças precisam descobrir o sentido do texto apoiando-se nos mais diversos elementos, como nas figuras, na diagramação, em seus conhecimentos prévios sobre o assunto etc.; • Uma prática de leitura deve considerar a qualidade literária dos textos; • Reconhecer a capacidade das crianças para escrever e dar legitimidade e significação às escritas iniciais, uma vez que estas possuem intenção comunicativa; • Propor atividades de escrita que façam sentido para as crianças, isto é, que elas saibam para que e para quem estão escrevendo, revestindo a escrita de seu caráter social; • Trabalhar com textos que permitam a memorização e histórias conhecidas, possibilitando atividades de localizar palavras ou um trecho mesmo que até o momento não saibam escrever convencionalmente (poemas, parlendas ,adivinhas...); • Produzir coletivamente os textos: enquanto os alunos criam o texto, o professor vai escrevendo na lousa ou em papel pardo; • Reconstrução oral de contos, histórias, poemas – trata-se de mais um passo do processo de aprendizagem; • Criar um ambiente alfabetizador, promovendo um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita nas quais as crianças têm a oportunidade de participar;
  12. 12. 12 • Planejar situações de comunicação que exijam diferentes graus de formalidade, como conversas, exposições orais, entrevistas,etc; • E histórias conhecidas, possibilitando atividades de localizar palavras ou um trecho mesmo que até o momento não saibam escrever convencionalmente; • Dispor de um acervo em sala de aula com livros e outros materiais como histórias em quadrinhos, revistas, enciclopédia, jornais,classificados e organização com ajuda da criança; • Possibilitar regularmente empréstimos de livros para levarem para casa, bons textos, provocando momentos de leitura junto com os familiares, uma prática de leitura deve considerar a qualidade literária dos textos; • Valorizar uma prática educativa que aceita e valoriza as diferenças individuais e fomenta a troca de experiências e conhecimentos entre as crianças, pois as produções de escrita são mais interessantes quando se realizam num contexto de interação,possibilitando o trabalho em grupo; • Possibilitar intervenções nas escritas espontâneas dos alunos,permitindo que os mesmos confrontem, comparem suas produções com o intuito de discutirem, refletirem em como deixar a escrita final.
  13. 13. 13 A – Expectativas de Aprendizagem Os alunos, ao final do Infantil II, deverão ser capazes de: 1 – Números e Operações • Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas e as contagens orais como ferramentas necessárias no seu cotidiano; • Comunicar idéias matemáticas através de situações-problema; • Identificar quantidades e classificá-las; • Produzir escritas numéricas de números do cotidiano, a partir de situações-problema; • Formar o conceito de número através das operações lógicas: classificação e seriação; • Resolver situações-problema envolvendo as idéias das operações com números. 2 – Espaço e Forma • Identificar pontos de referência para indicar sua localização em espaços diversos; • Identificar o caminho para se movimentar no espaço escolar, representando a trajetória percorrida, por meio de desenhos; • Identificar semelhanças e diferenças entre as formas dos objetos de seu cotidiano; • Representar objetos de seu cotidiano, por meio de desenhos e dobraduras; III-MATEMÁTICA
  14. 14. 14 • Montar e desmontar figuras tridimensionais; • Classificar os objetos pela forma e tamanho; • Construir e representar formas geométricas. 3 – Grandezas e Medidas • Identificar dias da semana, explorando o calendário; • Explorar e desenvolver relações de medidas, direção e posição no espaço; • Adquirir o vocabulário correspondente: perto, longe, grande, pequeno, frente, atrás, em cima, embaixo; • Antecipar, recordar e descrever oralmente sequências de acontecimentos referentes ao período de um dia; • Construir estratégias para medir comprimentos, massas e capacidades de vasilhames, sem uso de unidades de medidas convencionais. 4 – Tratamento da Informação • Iniciar a organização de informações por meio de registros pessoais (idade, número de irmãos, colegas da classe etc.); • Utilizar gráficos e tabelas simples. B – Conteúdos 1 – Números e Operações • Exploração da contagem de rotina; • Comparação de quantidades;
  15. 15. 15 • Utilização de cálculo mental como ferramenta para resolução de situações-problema; • Operações com números envolvendo os conceitos matemáticos, através de situações-problema; • Classificação – juntar por semelhanças e separar por diferenças; • Seriação – ordem crescente e decrescente; • Símbolos – representação de quantidades a partir de situações- problema; • Produção de escritas numéricas contextualizadas. 2 – Espaço e Forma • Exploração do próprio corpo num espaço determinado; • Exploração sensorial dos objetos; • Orientação espacial: posição, direção e lateralidade; • Semelhanças e diferenças entre as formas dos objetos de seu cotidiano; • Montagem e desmontagem de embalagens tridimensionais; • Classificação de objetos conforme o tamanho e a forma; • Construção e representação de formas geométricas; • Identificação de caminhos para se movimentar no espaço escolar. 3 – Grandezas e Medidas • Identificação dos dias da semana através do calendário; • Exploração de medidas, direção e posição no espaço;
  16. 16. 16 • Aquisição dos conceitos de perto, longe, grande, pequeno, frente, atrás, em cima, embaixo; • Sequências de acontecimentos referentes ao período de um dia; • Medição de comprimentos, massas e capacidades através de medidas não padronizadas; • Acompanhamento mensal do peso e altura de cada criança. 4 – Tratamento da Informação • Organização de informações por meio de registros pessoais; • Utilização e análise de tabelas e gráficos simples. C – Orientações Didáticas • Um dos principais objetivos do ensino de matemática é fazer o aluno pensar produtivamente e, para isso, nada melhor que apresentar-lhe situações-problema que o envolvam, o desafiem e o motivem a querer resolvê-las; • Não propor situações-problema que estejam muito além ou aquém das possibilidades dos alunos. Isto poderia gerar medo, ansiedade e pouco envolvimento com a situação; • Valorizar as estratégias individuais dos alunos e seus registros; • Propor problemas orais, que possibilitem ao aluno desenvolver estratégias de resolução, cálculo mental e comunicação oral da solução; • Ampliar a utilização das representações pictóricas em Matemática, relacionando o pictórico e o matemático, através de desenhos como uma forma de comunicação;
  17. 17. 17 • Envolver as situações-problema, quando possível, no contexto de outras áreas do conhecimento; • É importante que os alunos representem o problema: dramatizando, utilizando-se de desenhos, materiais de sucata, listas etc.; • Os jogos matemáticos são essenciais para formação dos conceitos; • A idéia de número sintetiza duas operações lógicas: classificação e seriação. Estas, além de embasar a formação do conceito de número, são aspectos fundamentais do pensamento lógico que não estão presentes apenas no conceito de número, mas em todas as relações que a mente humana pode estabelecer. Portanto, deve- se oportunizar à criança situações para que ela construa esses conceitos fundamentais; • A geometria trabalhada na Educação Infantil deve ser a geometria experimental ou a geometria manipulativa. É interessante iniciar o estudo com os sólidos geométricos, por serem palpáveis, concretos para os alunos; • As soluções incorretas apresentadas pelos alunos devem ser pontos para a reflexão e não para censuras; • Considerar e valorizar os diversos caminhos para se chegar aos resultados; • Utilizar adequadamente os seguintes recursos materiais: Ábacos, Blocos Lógicos, Material Dourado, Material Cuisenaire, Tangram, Dobraduras, Geoplano; • Organizar o material de sucata que será utilizado no seu fazer pedagógico; • Utilizar brincadeiras infantis, tais como: Amarelinha, Bola de Gude, Atividades com Corda, Bola, Brincadeiras de Roda etc.
  18. 18. 18 Pintura, escultura, desenho, colagem, fotografia, gravura A – Expectativas de Aprendizagem Os alunos, ao final do Infantil II, deverão ser capazes de: • Produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da construção, valorizando as próprias produções e das outras crianças; • Identificar e utilizar os diferentes tipos de materiais utilizados para a produção artística visual; • Reconhecer as expressões artísticas como forma de registro social ; • Organizar e cuidar dos materiais no espaço físico da sala; • Elaborar objetos diversos utilizando habilidades artísticas; • Apreciar obras de arte de artistas plásticos consagrados. • Desenvolver a capacidade crítica e sensibilização para fenômenos estéticos. • Interessar-se pela realização de atividades gráfico-plásticas. B – Conteúdos • Elaboração de desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir do repertório e da utilização dos elementos das Artes Visuais (ponto, linha, cor, forma, volume, espaço, textura) em trabalhos individuais e coletivos; IV-ARTES VISUAIS
  19. 19. 19 • Exploração de diferentes tipos de materiais (abordando texturas, tamanhos, formas e cores) .; • Representação de histórias, personagens, figuras humanas, acontecimentos e comemorações através do desenho, pintura, colagem de histórias; • Criações coletivas de painéis temáticos com desenhos, gravuras, colagens; • Participação na elaboração de tintas e massas de modelar artesanais; • Oficinas de construção de brinquedos, fantoches e instrumentos musicais utilizando sucata, recorte, colagem e pintura; • Apresentação de biografias e obras (quadros, esculturas, fotografias) de artistas diversos (contextualizado com as atividades dos diferentes eixos temáticos) • Estabelecer pontes entres duas ações através de uma linguagem que articula e veicula a linguagem visual e plástica, utilizando técnicas e atitudes condizentes ao processo de criação na produção artística. C – Orientações Didáticas • Com a finalidade e desenvolver uma prática consistente, coerente e fundamental em relação à arte, não podemos perder de vista os três eixos sobre os quais devemos estruturar nosso trabalho: o fazer artístico, a apreciação estética e a reflexão através do conhecimento; • Para que as crianças possam criar suas produções, é preciso que o professor ofereça oportunidades diversas para que elas se familiarizem com alguns procedimentos ligados aos materiais utilizados, aos diversos tipos de suporte e para que possam refletir sobre os resultados obtidos; • A expressão dos trabalhos realizados é uma forma de propiciar-se a leitura dos objetos feitos pelas crianças e a valorização de suas produções;
  20. 20. 20 • A organização da sala, a quantidade e a qualidade dos materiais presentes e sua disposição no espaço são determinantes para o fazer artístico; • Os projetos são formas de trabalho que envolvem conteúdos de diferentes áreas do conhecimento e que se organizam em torno de um produto final cuja escolha e elaboração são compartilhadas com as crianças; • A seleção dos materiais deve ser subordinada à segurança que oferecem. Deve-se evitar materiais tóxicos, cortantes ou aqueles que apresentam possibilidade de machucar ou provocar algum dano para a saúde das crianças; • Pedir para a criança que investigue e descubra os limites existentes em diferentes superfícies e, num segundo momento, proporcionar diferentes possibilidades de organizar nesse espaço seus traços e /ou primeiros desenhos certamente serão de grande ajuda para que elas obtenham referência e construa intuitivamente o conceito de proporcionalidade. • Respeitar o tempo e o repertório particular de cada criança, não lhe ofertando modelos preconcebidos pelo adulto, ao contrário, permitindo que ela mesma crie e recrie suas próprias técnicas de representação.
  21. 21. 21 A – Expectativas de Aprendizagem Os alunos, ao final do Infantil II, deverão ser capazes de: • Conhecer músicas do folclore brasileiro e sejam capazes de integrá-las as situações de brincadeiras diversas; • Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seus conhecimentos do mundo; • Identificar sons de objetos diversos e do meio ambiente; • Perceber o ritmo através das situações do cotidiano: coração, gotejar da torneira, relógio etc.; • Reconhecer a interpretação musical como elemento expressivo de sensações, sentimentos e pensamentos ; • Reverenciar os valores culturais dentro das tipologias musicais, difundindo o senso estético, promovendo a sociabilidade e a expressividade, auxiliando no desenvolvimento motor. B – Conteúdos • Brincadeiras de roda; • Escuta de vários tipos de música que não façam parte do cotidiano das crianças; • Participação de atividades com músicas clássicas ; • Identificação e imitação de sons do meio ambiente; • Percepção de ritmos diversos; V-MÚSICA
  22. 22. 22 • Identificação de músicas do folclore brasileiro e canções tradicionais que representam a nossa cultura musical; • Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a improvisação musical; C – Orientações Didáticas • O fazer musical requer atitudes de concentração e envolvimento com as atividades propostas, posturas que devem estar presentes durante todo o processo educativo, em suas diferentes fases. A presença do silêncio como elemento complementar ao som é essencial à organização musical. O silêncio valoriza o som, cria expectativa e é, também, música; • A apreciação musical poderá propiciar o enriquecimento e ampliação do conhecimento de diversos aspectos referentes à produção musical; • A produção musical de cada região do país é muito rica, de modo que se pode encontrar vasto material para o desenvolvimento do trabalho com as crianças nos grandes centros urbanos, a música tradicional popular vem perdendo sua força e cabe aos professores resgatar e aproximar as crianças dos valores musicais de sua cultura; • Há que se tornar cuidado para não limitar, o contato das crianças com o repertório musical dito “infantil” que é, muitas vezes, estereotipado e, não raro, o mais inadequado. As canções infantis veiculadas pela mídia, produzidas pela indústria cultural, pouco enriquecem o conhecimento das crianças;
  23. 23. 23 A – Expectativas de Aprendizagem Os alunos, ao final do Infantil II, deverão ser capazes de: • Explorar movimentos de preensão, encaixe e lançamento para ampliação das possibilidades manipulativas de objetos diversos; • Utilizar gestos e movimentos corporais em situações de interação diversas (brincadeiras, danças e jogos); • Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades do seu corpo; • Desenvolver atitude cooperativa e solidárias nas diversas situações que exijam atividades corporais; • Participar em diversos jogos e brincadeiras, respeitando as regras e não discriminando os colegas; • Desenvolver auto-imagem corporal, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo; • Valorizar os jogos e brincadeiras da cultura popular; • Explorar os movimentos corporais nas expressões estéticas e artísticas. B – Conteúdos • Brincadeiras e situações cotidianas que explorem os diversos movimentos corporais; VI-MOVIMENTO
  24. 24. 24 • Coordenação motriz (global e seletiva) em situação contextualizada (jogo do faz-de-conta); • Desenvolvimento elementar das qualidades primárias: andar correr, saltar, equilibrar, flexionar e estender; • Desenvolvimento da imaginação e criatividade associada ao movimento; • Resgate da cultura popular: jogos, brincadeiras e folguedos; • Envolvimento em atividades com diferentes modalidades de dança. C – Orientações Didáticas • É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças. Isso poderá contribuir para que ele possa ajudá-las a ter uma percepção adequada de seus recursos corporais, de suas possibilidades e limitações sempre em transformação, dando-lhes condições de se expressarem com liberdade e de aperfeiçoarem suas competências motoras; • A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visam a auxiliar que as manifestações motoras das crianças estejam integradas nas diversas atividades da rotina; • Através da brincadeira a criança aprende, entre outras cosias, a conhecer a si própria, as pessoas que a cercam, as relações entre as pessoas e os papéis que elas assumem. Daí a necessidade do professor resgatar a brincadeira infantil no seu trabalho; • O jogo é fundamental para o desenvolvimento da inteligência e do ser humano como um todo. É através do jogo que a criança aprende sobre a natureza, os eventos sociais, a estrutura e a dinâmica interna do seu grupo;
  25. 25. 25 • O professor deve ajudar as crianças a combinar e cumprir regras, desenvolvendo atitudes de respeito e cooperação tão necessárias, mais tarde, no desenvolvimento das habilidades desportivas; • Antes do início de toda atividade recreativa, o professor deve formar um círculo com as crianças e combinar as regras da brincadeira e/ou do jogo. Após o término, novamente sentados em círculo, avaliar com as crianças como ocorreu a participação de cada uma; • Representar experiências observadas e vividas por meio do movimento (mímicas) pode se transformar numa atividade bastante divertida e significativa para as crianças; • O resgate dos jogos e brincadeiras da cultura popular tem grande importância na formação integral da criança; • O brincar da criança conjuga-se em três tempos: passado, presente e futuro. Quando se utiliza do imaginário no real, pode estar antecipando o futuro, pode estar trazendo o passado para o presente ou até mesmo modificando o presente. A criação na representatividade da criança enquanto brinca transforma o tempo, daí a infância ter urgência. • Explorar habilidades motoras, não deixando de lado a conquista da individualidade de cada criança, no que diz respeito ao seu EU. • O professor deve salientar em seu trabalho com os alunos que a psicomotricidade, diz respeito à consciência do próprio corpo, incorporando suas partes posturais e de atitudes tanto em repouso, como em movimento. Para isso é necessário que a criança conheça, e compreenda seu corpo, controlar melhores seus movimentos. • Proporcionar o trabalho com a psicomotricidade , coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento corporal, a percepção, a notação musical sob bases sensibilizadoras, além de um repertório que atinja os universos erudito, folclórico e popular.
  26. 26. 26 A – Expectativas de Aprendizagem Os alunos, ao final do Infantil II, deverão ser capazes de: • Considerar e reconhecer o valor de cada expressão de cultura humana particular e das inter-relações entre as diferentes culturas; • Observar e descrever os fatos da Natureza, formulando hipóteses sobre seus fenômenos e criando teorias explicativas para o seu funcionamento, percebendo-se cada vez mais como integrante dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação; • Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; • Relacionar os fenômenos da natureza em diferentes regiões e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem; • Conhecer as relações entre os seres humanos e a natureza e as formas de transformação e utilização desses recursos; • Perceber, reconhecer e relatar os elementos que compõem a paisagem do lugar onde vive e suas modificações de acordo com sua necessidade; • Interagir com a natureza e estabelecer relações entre a paisagem e seu cotidiano, vinculando aspectos sociais e naturais. B – Conteúdos 1. Organização dos grupos e seu modo de ser, viver e trabalhar • Linha do tempo do aluno como agente histórico: origem do nome, história da vida; VII-NATUREZA E SOCIEDADE
  27. 27. 27 • Família: componentes da família; diferentes tipos de família; relação familiar na sociedade, identificando-a no passado e presente; valorização da cultura existente em cada grupo familiar; • Escola: história da escola; identificação de papéis sociais no convívio escolar; noções sobre a escola, ambientes, espaço físico, ressaltando as noções do “eu” e do “outro”; • Profissões; • Etnias (folclore, cultura indígena e outras). 2. Os lugares e suas paisagens • Participação em situações que envolvam leitura de imagens (fotografias e ilustrações) de diferentes paisagens; • Observação, localização e representação de diversos espaços: trajeto casa-escola (pontos de referência); arredores da escola; mudanças ocorridas nas paisagens; • Tipos de moradia; • Espaços de lazer. 3. Objetos e processos de transformação • Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos: maquetes, mapas, brinquedos, dobraduras; • Reconhecimento de diferentes épocas e grupos sociais; • Cuidados no uso de objetos do cotidiano: segurança e prevenção de acidentes. 4. Seres Vivos • Relação entre diferentes espécies de seres vivos: características, necessidades vitais, evolução;
  28. 28. 28 • O ser humano: percepção de gênero, partes do corpo, higiene corporal, preservação da vida, necessidades básicas; • Animais: características, diversidade, habitat, locomoção, alimentação, relação com o meio e com o homem; • Plantas: germinação, utilidade, jardim, horta, preservação do meio ambiente, alimentação. 5. Os fenômenos da natureza • Dia e noite; • Nascente e poente; • Recursos naturais: ar, água, sol, solo; • Mudanças ocorridas na natureza ao longo do tempo e preservação do meio ambiente. C – Orientações Didáticas • A curiosidade e a capacidade de observação da criança devem ser desenvolvidas através da organização e proposição de atividades de observação do meio físico e social no qual está inserida; • A observação das diferentes formas de organização social, experimentação da vivência de diferentes papéis e comparação de diferentes hábitos e costumes, devem partir de relatos de vivências de parentes próximos e pessoas mais velhas, enquanto objetos de reflexão para as crianças; • Propor atividades que envolvam as crianças e suas famílias em um trabalho sobre o nome, as tradições familiares e eventos da história pessoal (passeios, viagens e nascimento de irmãos); • Criar situações para que as crianças percebam, por exemplo, as plantas, que compartilham o mesmo espaço que elas, estabelecendo relações de diferença e igualdade entre diferentes espécies vegetais. No caso de haver possibilidade de se manter pequenas plantas no
  29. 29. 29 espaço da sala as atividades de observação e registro podem integrar a rotina diária; • Organizar atividades para a confecção de objetos variados, oferecendo as crianças diferentes tipos de materiais e propor alguns problemas para elas resolverem e aplicarem os conhecimentos que possuem; • Organizar atividades de conhecimento, exploração e experimentação de brincadeiras, tipos de alimentação e de organização social característicos de diferentes culturas; • Favorecer a circulação de informações sobre situações experimentais, fenômenos da natureza e socioculturais; • É importante que a noção de tempo seja trabalhada permeando todas as atividades e conteúdos desenvolvidos, de modo que dê continuidade ao processo de formação do pensamento cronológico, processo este que ocorre ao mesmo tempo em que se desenvolve o pensamento histórico, que irá se reelaborando ao longo de toda a vida escolar do aluno; • A observação e a informação sobre a realidade espacial e social mais próxima da criança devem ser ampliadas através da construção de maquetes, coleta de dados, entrevistas, desenhos e dramatizações. As rotinas atuam como as organizadoras estruturais das experiências cotidianas, pois esclarecem a estrutura e possibilitam o domínio do processo a ser seguido e ,ainda,substituem a incerteza do futuro (principalmente em relação às crianças com dificuldade para construir um esquema temporal de médio prazo) por um esquema fácil de assumir. O cotidiano passa, então, a ser algo previsível, o que tem importantes efeitos sobre a segurança e a autonomia. A sequência dos momentos, assim, como o tempo aconselhado para cada um, pode ser alterada de acordo com as circunstâncias. Dessa forma o educador(a) deverá fazer as alterações que considerar convenientes, adaptando os tempos da rotina diária, seja ao horário de funcionamento da sua escola, seja ao grupo de crianças com o qual trabalha. VIII-ROTINA
  30. 30. 30 Ao estabelecer uma rotina diária com uma estrutura coerente, cujos tempos se repetem sistematicamente, o educador (a) pretende atingir alguns objetivos importantes: *Proporcionar à criança a oportunidade de expor intenções, tomar decisões, concretizá-la se, mais adiante,,realizar as suas experiências com outras crianças e adultos; *Ajudar a criança a compreender o que é tempo, através da seqüência de tempos que se repetem sistematicamente; *Ajudar a criança a controlar o seu tempo, sem necessidade de que o adulto lhe diga o que deve fazer ou acabar uma atividade; *Dar à criança a oportunidade de ler experiência de muitos tipos de interação seja com outras crianças, seja com adultos; *Dar-lhe a oportunidade de trabalhar sozinha, em duplas, em pequeno e grande grupo; *Proporcionar à criança oportunidade para trabalhar em diversos ambientes, dentro da sala de aula, na hora do lanche, em área externa, e inclusive na comunidade. Para Piaget, os indivíduos tendem a buscar uma organização interna, criando um modo próprio de agir em seu meio, pois é inerente à natureza humana a ritualização de determinados procedimentos, a fim de internalizá-las e aperfeiçoá-las. Portanto, nem tudo que realizamos habitualmente constitui-se em uma atividade passiva e alienante. Ao contrário, alguns hábitos, como aqueles relativos ao estudo e à aprendizagem, exigem ações, conceituação e reflexão constante. Uma proposta educacional voltada para a formação de um cidadão autônomo e transformador precisa considerar a criança como agente. O primeiro passo a dar nessa direção é estruturar junto com os alunos a rotina de trabalho e realizar o planejamento cooperativo. A rotina organizará os diversos momentos do dia-a-dia e o planejamento possibilitará a escolha das atividades que farão parte de cada momento. A definição da ordem das atividades e do tempo necessário para realizá-las deve fazer parte de uma combinação entre o professor e seus alunos e revista sempre que necessário. A estruturação e compreensão da rotina da escola é importante para crianças e se efetuará através da familiaridade progressiva com o ambiente escolar e as possibilidades que ele oferece, sabendo de antemão o que irá acontecer desde o início até o fim da aula, a criança tende a tornar-se progressivamente mais independente do professor, podendo agir com mais liberdade e autonomia.
  31. 31. 31 Portanto, em uma classe de educação infantil, a rotina não deve ser uma simples repetição de atividades dirigidas pelo professor, mas a estruturação de uma seqüência de atividades previamente combinadas com as crianças. Esta deve ser planejada com intencionalidade educativa, portanto, deve prever momentos de atividades individuais e coletivas, atividades coordenadas pelo professor e outras em que as crianças tenham autonomia para realizarem sozinhas. A rotina rígida, então, estabelecida unicamente pelo professor, desconsidera a criança, que precisa adaptar-se a essa estrutura artificial, e tende a tornar o trabalho monótono, repetitivo e pouco participativo. As atividades permanentes são situações propostas de forma sistemática e com regularidade, mas não são necessariamente diárias. Para isso, além de serem propostas de forma sistemática e com regularidade, o professor deverá ter o cuidado de contextualizar tais práticas para as crianças, transformando-as em atividades significativas e organizando-as de maneira que representem um crescente desafio para elas. A escolha dos conteúdos que definem o tipo de atividades permanentes a serem realizadas com freqüência regular, diária, semanal ou quinzenal, depende das prioridades elencadas a partir da proposta curricular. Consideram-se atividades permanentes, entre outras: - Leitura diária feita pelo professor – enquanto leitor modelo o professor poderá escolher, dentro da diversidade de tipologias textuais , um portador que será explorado utilizando as diferentes estratégias de leitura; Escreva na lousa ou em um cartaz o título lido, os nomes dos personagens, palavras relevantes etc.; IX-ATIVIDADES PERMANENTES
  32. 32. 32 Roda semanal da leitura – semanalmente as crianças levam um livro para ler em casa. No dia previamente combinado, as crianças podem relatar suas impressões, comentar o que gostaram ou não, o que pensaram etc.; Jornal mural – notícias, receitas, jogos, poemas, eventos, cartas recebidas, curiosidades científicas, desenhos, colagens etc.; Jogos de escrita – no ambiente criado para os jogos de mesa, podem- se oferecer jogos gráficos, como caça-palavras, cruzadinhas etc. Nesses casos, convêm deixar à disposição das crianças cartelas com letras, letras móveis etc.; Cartazes – aniversariantes do mês, calendário, ajudantes do dia, livros lidos/trabalhados, freqüência dos alunos às aulas, projetos realizados etc.; Você sabia? – momento em que se discutem assuntos/temas de interesse das crianças, tais como: curiosidades científicas, fenômenos da natureza, situações do cotidiano. O professor também pode trazer para esse momento, conteúdos das outras áreas curriculares; Fazendo arte – momento reservado para as crianças conhecerem um artista específico (músico, poeta, pintor, escultor etc.). Pode ser hora ainda da “fazer à moda de...”, em que as crianças realizam releituras de artistas e obras. Pode também ser momento de autoria de cada criança, por meio de sua expressão verbal, plástica, sonora; Oficinas de desenho, pintura, modelagem e música – preparo de tintas, construção de instrumentos musicais com sucata, trabalho com argila, elaboração de painéis, dobraduras;
  33. 33. 33 Cantinho da matemática – sólidos geométricos, cartazes com situações-problema, tabelas de números, jogos matemáticos, numéricos, de construção e de regras, materiais didáticos, etc. Esse cantinho deve ser enriquecido sempre, com atividades realizadas pelas crianças; A Família também ensina... momento em que se convidam mãe, pai, avô, avó, tio, tia, para contar histórias, fazer uma receita culinária, cantar, ler, livros, construir objetos. É a família socializando saberes; Faz-de-conta – momento em que as crianças representarão cenas do cotidiano, pessoas de sua convivência, personagens de livros e de cinema. Esse espaço pode conter diferentes caixas previamente organizadas pelo professor para incrementar o jogo simbólico das crianças, nas quais tenham objetivos variados, roupas, adornos, tipos de papéis diversos etc.; Cantando e se encantando – momento em que as crianças podem cantar, sozinhas ou todas juntas. É hora também de ouvir músicas de estilos e compositores variados, como forma de ampliação de repertório e gosto musical. O professor deve selecionar músicas que realmente tenham um valor cultural, podendo ser de nosso cancioneiro popular, como também as clássicas; O nosso Museu – espaço reservado para divulgar fatos, histórias, objetos antigos, fatos de nossos antepassados, da nossa cidade, brinquedos antigos, animais pré-históricos (figuras / representações); Caixa da correspondência – os alunos poderão colocar na caixa: bilhetes, recados, cartas, convites elaboradas coletivamente para serem enviados para colegas da escola, professores, direção, coordenação, educadores e políticos do município etc.;
  34. 34. 34 Vamos brincar? – momento em que se “brinca por brincar”, em pequenos grupos ou sozinhos. É hora do professor garantir a brincadeira, organizando, com as crianças, tempos, espaços e materiais para esse fim. É hora do professor garantir a brincadeira, organizando, com as crianças, tempos, espaços e materiais para esse fim. É hora de observar as crianças nesse “importante fazer”, registrando essas observações para que possam ajudar o professor a planejar outras atividades, a partir do conhecimento sobre a turma, sobre cada criança; Cuidados com o corpo – hábitos de higiene, prevenção às doenças e acidentes domésticos, alimentação adequada etc.; Preservando a natureza – momento ecológico: limpeza e organização do ambiente de trabalho, a destinação do lixo, os cuidados em relação aos animais e plantas, adoção de uma plantinha, jardinagem, os cuidados com o uso da água etc. Escritas Coletivas: utilizando as diferentes tipologias textuais construir coletivamente com os alunos textos modelos que sirvam de suporte para outros momentos de reflexão. Momento de reflexão sobre a Linguagem Oral e Escrita: Utilizando o texto elaborado coletivamente, realizar atividades específicas que proporcionem momentos de reflexão e análise sobre a Linguagem Oral e Linguagem Escrita. Tais como: cruzadinhas, caça-palavras, bingo de letras e palavras, alfabeto móvel, estudo da palavra, muro da escrita, forca,complete as lacunas das palavras,etc.Trabalho com textos de memória
  35. 35. 35 possibilitando a “leitura” pelas criança, sendo que estas devem saber o texto de cor e tentar localizar onde estão escritas determinadas palavras; A sequência didática é um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação. Sua duração pode variar de dias a semanas e várias seqüências podem ser trabalhadas durante o ano, de acordo com o planejado ou com as necessidades da classe. A seqüência didática apresenta desafios cada vez maiores aos alunos, permitindo a construção do conhecimento. Primeiro, é necessário efetuar um levantamento prévio dos conhecimentos dos alunos e a partir desse planejar uma série de aulas com desafios e/ou problemas, atividades diferenciadas, jogos, uso de diferentes linguagens e gêneros de textos e análise e reflexão. Gradativamente, deve- se aumentar a complexidade dos desafios e dos textos permitindo um aprofundamento do tema proposto. A seqüência organizada e planejada deliberadamente permite ainda construir com o aluno as ferramentas (habilidades/competências). Permite vivências, visando aspectos conceituais e procedimentais, fundamentais para a aprendizagem do aluno e desenvolver sua autonomia. Os conteúdos trabalhados em sala de aula devem contribuir para a formação de cidadãos conscientes, informados e capazes de transformar a sociedade. Elaborar aulas em que o objetivo central é somente o interesse dos alunos, acreditando que assim, teriam como refletir sobre o meio em que vivem e o que os cerca, nem sempre garante bons resultados, em geral ao se valorizar apenas o conhecimento que os alunos trazem, fica-se na superficialidade e presos ao imediatismo. Nesta perspectiva, o currículo aparece como ditado pelas circunstâncias, tratando de acontecimentos pontuais e não como um roteiro de trabalho construído a partir da relação entre a proposta pedagógica e a realidade. É necessário que a equipe escolar defina o seu Projeto Político Pedagógico de acordo com a realidade da comunidade onde está inserida, a prática e com as necessidades de seus alunos. A seqüência didática permite a interdisciplinaridade quando, ao tratar de um tema dentro de um eixo, o professor recorre a conhecimentos de X- SEQUENCIA DIDÁTICA
  36. 36. 36 outro. Interdisciplinaridade é a articulação entre os eixos que permite trabalhar o conhecimento globalmente e superando a fragmentação. Só um tema gerador trabalhado pela ótica de diferentes eixos não garante a interdisciplinaridade. O tema gerador é um ponto de partida, não o centro do estudo e nem deve ser longo, para não cansar. Durante o planejamento coletivo por eixos, permite determinar as possibilidades de trabalho interdisciplinar durante o ano, a partir das pesquisas dos alunos, do professor ou em parceria. A definição de três pontos são essenciais: o que quero ensinar, como cada aluno aprende, como será feito o acompanhamento e avaliação dos alunos. Ou seja, primeiro estabelecemos habilidades e competências, as noções e conceitos, as expectativas e os conteúdos que alicerçarão essa construção. Depois, pensar nas atividades a serem desenvolvidas baseadas em como os alunos aprendem, além das linguagens e gêneros de textos para efetuar essa aprendizagem. Nesse processo, tanto a avaliação das produções dos alunos, quanto as intervenções necessárias, devem ser constantes. É primordial reportar-se as expectativas iniciais, objetivando o que foi consolidado e o que ainda necessita de maiores explorações. Só assim o decente terá subsídios reais para continuidade de seu trabalho. De acordo com essa fundamentação podemos destacar a seqüência didática em três itens fundamentais: 1-PLANEJAR *Clareza nas expectativas *Selecionar e Organizar as atividades adequadas; *Seqüência de ações(Contextualização) . 2-EXECUTAR *Problematizar; *Envolver os alunos, motivar; *Observar, acompanhar, interferir 3-AVALIAR *Processo de reflexão * Voltar-se para as expectativas
  37. 37. 37 Os projetos são conjuntos de atividades que trabalham com conhecimentos específicos constituídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor de um problema para resolver ou um produto final que se quer obter. Possui uma duração que pode variar conforme o objetivo, o desenrolar das várias etapas, o desejo e o interesse das crianças pelo assunto tratado. É importante que os desafios apresentados sejam possíveis de serem enfrentados pelo grupo de crianças. Um dos ganhos de se trabalhar com projetos é possibilitar às crianças que a partir de um assunto relacionado com um dos eixos de trabalho, possam estabelecer múltiplas relações, ampliando suas idéias sobre um assunto específico. A realização de um projeto depende de várias etapas de trabalho que devem ser planejadas e negociadas com as crianças para que elas possam se engajar e acompanhar o percurso até o produto final. A característica principal dos projetos é a visibilidade final do produto e a solução do problema compartilhado com as crianças. Ao final do projeto, pode-se dizer que a criança aprendeu porque teve uma intensa participação que envolveu a resolução de problemas de naturezas diversas. Na implementação dos projetos, precisamos tomar os seguintes cuidados: • O professor deve estar preparado para assumir essa postura pedagógica; • Selecionar situações-problema, de acordo com a faixa etária das crianças; • O planejamento das ações é fundamental para o sucesso do trabalho; • Acompanhamento e avaliação de todo o processo; • Registro de todas as ações realizadas; • Participação efetiva dos alunos em todas as ações implementadas; XI- PROJETO DE TRABALHO
  38. 38. 38 • Sistematizar os conteúdos curriculares das áreas do conhecimento relativos aos projetos; • Divulgação dos projetos junto às comunidades interna e externa da escola; • Estabelecer parcerias com outras instituições, quando necessárias. A avaliação tem por objetivo acompanhar a aprendizagem e o desenvolvimento dos educandos, suas inteligências, habilidades e competências, tem caráter processual e investigativo. Contribui para a função básica da escola que é promover o acesso a todo o conhecimento constituído e acumulado pela sociedade. É um recurso riquíssimo de diagnóstico que é a função primeira da avaliação. Além da função diagnóstica, a avaliação subsidia o professor com elementos para uma reflexão contínua sobre a sua prática, sobre a criação de novos instrumentos de trabalho e a retomada de aspectos que devem ser revistos, ajustados ou reconhecidos como adequados para o processo de aprendizagem individual ou de todo grupo. Para o aluno, é o instrumento de tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidade para reorganização de seu investimento na tarefa de aprender. Para a escola, possibilita definir prioridades e localizar quais aspectos das ações educacionais demandam maior apoio. Como já foi dito, a função básica da escola é promover o acesso ao conhecimento, portanto, a avaliação fortalece a natureza da aprendizagem; XII- AVALIAÇÃO
  39. 39. 39 elucida a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos, leva em conta não só os resultados das tarefas (produtos), mas o processo. É um instrumento para ajudar o aluno a aprender e contribuir para orientar os procedimentos do ensino, sendo assim, o educador precisa: • Acompanhar e mediar às atividades que os alunos realizam, analisando com eles seus avanços e ainda dificuldades, criando mecanismos diferenciados para gerar aprendizagem; • Adequar a avaliação à natureza da aprendizagem, levando em conta o processo de construção de cada aluno, isto é, raciocínio, atitudes, enfim, o caminho que guia a diferentes percursos; • Criar hábitos de registro sobre os encaminhamentos vivenciados no cotidiano escolar. Ao final de cada dia exercitar diferentes avaliações, registrando os avanços e as dificuldades dos alunos; • Ser um pesquisador que investiga qual problema o aluno enfrenta e qual competência ainda falta adquirir, com atenção e cuidado às produções já realizadas e conquistadas; • Detectar os “nós” que estão emperrando o processo de apropriação de construção do conhecimento, utilizar as informações conseguidas para planejar suas intervenções; • Clarificar a concepção de “aproveitamento escolar”, entendendo que o mesmo se dá em parceria: professor e aluno;
  40. 40. 40 • Criar situações para que os educandos questionem ao intervir em suas zonas de desenvolvimento proximal e apresentar desafios que sejam pertinentes; • Fazer a correção e dar retorno para os alunos, problematizar e discutir as respostas, critérios e valores; • Entender o erro como parâmetro para tomada de decisão em relação à continuidade do trabalho. Todos esses passos didaticamente formulados só fazem sentido se planejarmos a partir das características sociais e cognitivas dos nossos alunos. O critério mais precioso das avaliações é o que nos liberta da terrível arma da comparação. Como não temos, muitas vezes, elementos concretos que só a convivência nos autoriza a descobrir, devemos comparar cada criança apenas com ela mesma. Destacamos nessa proposta os seguintes instrumentos avaliativos: * Portfólio, dossiê, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem, no sentido básico, à organização de uma coletânea de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o professor/professora, os próprios alunos/as e as famílias uma visão evolutiva do processo. É importante que a cada dia, seja feito pelo menos um registro, pois isso possibilita ao professor/a e ao aluno/a um retrato dos passos percorridos na construção das aprendizagens. Essa forma de registrar diariamente a caminhada do aluno/a tem o objetivo de mostrar a importância de cada aula, de cada passo, como uma situação de aprendizagem. A organização de um dossiê ou Portfólio torna-se significativo pelas intenções de quem o organiza. Não há sentido em coletar trabalhos dos alunos e alunas para mostrá-los aos pais/mães somente como instrumento
  41. 41. 41 burocrático. Ele precisa constituir-se em um conjunto de dados que expresse avanços, mudanças conceituais, novos jeitos de pensar e de fazer, alusivos à progressão do estudante. As idéias e estratégias de portfólio encorajam um enfoque de currículo e instituição centrada nas crianças através de observações regulares das mesmas, sendo que mediante esta proposta a criança estará sendo envolvida cada vez mais a participarem do seu próprio processo de aprendizagem. A construção, a reflexão e a criatividade acabam desenvolvendo na criança um senso de auto-avaliação, levando-os a questionamentos dos conteúdos que serão desenvolvidos durante sua vida escolar. Quanto mais o educador observa o desenvolvimento do seu aluno, mais irá entendê-lo e para isso é necessário que o educador tenha um desenvolvimento profissional contínuo, utilizando dessas observações para o aperfeiçoamento e à experimentação de diferentes estilos de ensino para que o educador supra as necessidades do seu aluno. * Ficha de Acompanhamento e Avaliação do Aluno: é um instrumento de avaliação pontual que visa ampliar o desenvolvimento do processo qualitativo e subsidiar análises, discussões, procedimentos e principalmente socialização das experiências pedagógicas como forma de certificar a importância da participação de todos no desenvolvimento das aprendizagens das crianças de cinco anos. Percebendo a avaliação como um instrumento para a reavaliação e reestruturação do processo ensino/aprendizagem, considera-se fundamental o registro. Portanto, exige-se um olhar mais reflexivo sobre a criança, seu contexto sócio – cultural e suas manifestações decorrentes de seu desenvolvimento. Para a avaliação ser significativa é preciso respeitar a criança em sua individualidade e em suas sucessivas e gradativas conquistas do conhecimento nas mais diversas áreas.
  42. 42. 42 Para que ocorra efetivamente essa avaliação significativa na Educação Infantil, o educador necessita dispor-se a acolher o que está acontecendo. Poderá ter algumas expectativas em relação a possíveis resultados de sua atividade, mas é preciso que esteja disponível para aceitar também os resultados que não correspondem a estas expectativas. O que se precisa ter como princípio da prática avaliativa é que, por mais que o professor tente realizar as mesmas atividades ou dar-lhes uma mesma direção com um grupo de crianças da mesma idade, haverá enormes diferenças de reações e entendimento delas em cada situação, bem como em relação à extensão e profundidade do conhecimento construído por cada uma nesta mesma situação. Em vez de analisar se uma criança está se desenvolvendo no mesmo ritmo e jeito das outras, é preciso caracterizar seu próprio ritmo, entender a sua maneira e o seu tempo de fazer as coisas para lhe oportunizar o desenvolvimento pleno. Portanto, a Ficha de Acompanhamento de Avaliação do Aluno tem por base as características da idade e os diferentes aspectos dentro dos sete eixos: Identidade e Autonomia, Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Artes visuais, Música, Movimento, Natureza e Sociedade. Em suma, a avaliação contemplada nessa Proposta Pedagógica deve ser compreendida como: elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma; conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa; instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades; ação que ocorre durante todo o processo de ensino e aprendizagem e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.
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