Métodos para criação de um
Pneumoperitônio
I CURSO DE INICIAÇÃO EM
VIDEOCIRURGIA
Gustavo Andreis
8º período do curso de Medicina
Membro Diretor Clínico Liga Acadêmica de Clínica Cirúrgica
Evidências em favor da laparoscopia
• Risco total para qualquer complicação é menor com a laparoscopia se
comparada a laparotomia (8,9% vs 15,2%: RR0,6 95%CI 0,5-0,7)
• Sem diferença no risco de complicações maiores (1,4% vs 0,4% RR1 95%IC
0,7-1,7)
• Redução significativa das complicações menores (7,5% vs 13,8% RR0,6
95%IC 0,5-0,7)
• Mortalidade estimada em 1/100 000 laparoscopias
WeBSurg.com, Sept 2012;12(09). URL: http://www.websurg.com/doi-
lt03enalbornoz001.htm
Desafio
• Acesso a cavidade abdominal por uma
pequena incisão esta associado ao
risco de lesão durante o processo de
entrada
• A criação do pneumoperitônio e a inserção do
primeiro trocarte são consideradas as fases
mais importantes na cirurgia laparoscópica;
– 50% das maiores complicações ocorrem durante a
entrada inicial no abdome.
Pneumoperitônio
Pneumoperitônio
Inserçãodoprimeirotrocarte
Aberta Hasson
Fechada
Agulha de Veress
Inserção direta do
trocarte
Pneumoperitônio
• Shilded disposable trocars
• Optical Veress needle
• Optical trocars
• Radially expanding trocars
• O risco de complicações na entrada é o mesmo
há 25 anos
Agulha de Veress - Técnica
Desenvolvida por János Veress em 1936
Tornou-se popular por Raoul Palmer 1947
• Região umbilical
• Locais alternativos:
– Ponto de Palmer, Trans-uterino, Fundo de saco
• Técnica mais utilizada para acesso abdominal
Agulha de Veress - Técnica
Agulha de Veress - Técnica
Clique
Perda da resistência
Aspiração
Injetar solução salina
Gotícula
Pressão de abertura
• Incisão - Tração
Agulha de Veress - Técnica
IMPORTANTE
• Manter pressão entre 15 e 25mmHg
• 25mmHg propicia 10cm entre parede abdominal e alças intestinais
• Pressão excessiva deve ser removida logo após instalação do primeiro trocarte
• Complicações: Parâmetros cardiopulmonares insatisfatórios
Problema
• Presença de adesões periumbilicais
• 10% de todas as laparoscopias
• Atenção em pacientes com laparotomias prévias
• 50%
Numero de Tentativas Risco de complicação
1 0,8 - 16,3
2 16,3 - 37,5
3 44,4 - 64
4 84,6 - 100
Técnica fechada – Agulha de Veress
• Descrita por Hasson em 1971
• Objetivo era diminuir as lesões vasculares e viscerais
Técnica Aberta - Hasson
Laparoscopic entry: a literature review and analysis of
techniques and complication of primary port entry
David Molloy, Philip D Kaloo, Michael Cooper, Tuan V Nguyen
• Incisão infraumbilical de 1-3cm
• Dissecção até fáscia e fixação com duas kocher
• Incisão da fáscia e peritônio
• Realizar uma sutura em cada lado da abertura
• Inserir cânula de Hasson e fixar com as suturas
Técnica Aberta - Hasson
Técnica Aberta - Hasson
Técnica Aberta - Hasson
Dispositivo para vedação
Cânula Hasson vs Convencional
• Publicada por Dingfelder em 1978
• Evitar complicações Veress
– Falha pneumoperitônio
– Insuflação preperitoneal
– Insuflação intestinal
– Embolismo CO2
• Rápido
Técnica Fechada - Entrada Direta do Trocarte
• Necessário:
– Trocarte afiado
– Incisão na pele adequada para evitar necessidade
de força desnecessária
• Avançar em ângulo reto à fáscia
– Menor trajeto
– Evita dissecar fáscia (perpendicular)
– Menor força necessária para penetração
Técnica Fechada - Entrada Direta do Trocarte
• Conjunto avança da mesma forma da agulha
de Veress.
• Retirar trocarte e inserir laparoscópio
– Tecido adiposo omental: movimenta-se com
respiração
– Tecido adiposo pré-peritoneal
Sucesso
Incorporação do insuflador
Técnica Fechada - Entrada Direta do Trocarte
Complicações Gerais
Vasculares
Visceral
Parede
Abdominal
• 80% dos danos vasculares que requerem
atenção operatória ocorrem no acesso inicial;
• Vasos mais acometidos:
– Aorta distal, A e V Ilíacas comuns e Cava inferior.
Técnica Frequência dano Gravidade
Agulha Veress Mais frequente Baixa
Trocarte inicial Menos frequente Alta
Hasson Incomum Incomum
Complicações Vasculares
• 0,05-0,4% e mortalidade de 5%
• Geralmente intestino, podendo afetar bexiga
• Realizar novo acesso mantendo a Agulha de
Veress .
Complicações Viscerais
• Geralmente ferida umbilical, porém raras
– Hematomas: Não difere entre técnicas;
– Hérnias: Fechamento rotineiro de defeito maior 5cm;
– Infecções de ferida cirúrgica: Independem da técnica.
Complicações Parede Abdominal
• Técnica aberta esta relacionada com redução
significativa nas falhas de entrada
• Entrada direta com trocarte é uma técnica
rápida e segura
• Não existem evidências que um instrumento
especializado para ajudar a entrada no
abdome reduza a ocorrência de dano vascular
ou a órgãos
Conclusão
O melhor modo de reduzir complicações é
entender e sempre realizar a técnica que
mais nos sentimos confortáveis.

Pneumoperitonio

  • 1.
    Métodos para criaçãode um Pneumoperitônio I CURSO DE INICIAÇÃO EM VIDEOCIRURGIA Gustavo Andreis 8º período do curso de Medicina Membro Diretor Clínico Liga Acadêmica de Clínica Cirúrgica
  • 2.
    Evidências em favorda laparoscopia • Risco total para qualquer complicação é menor com a laparoscopia se comparada a laparotomia (8,9% vs 15,2%: RR0,6 95%CI 0,5-0,7) • Sem diferença no risco de complicações maiores (1,4% vs 0,4% RR1 95%IC 0,7-1,7) • Redução significativa das complicações menores (7,5% vs 13,8% RR0,6 95%IC 0,5-0,7) • Mortalidade estimada em 1/100 000 laparoscopias WeBSurg.com, Sept 2012;12(09). URL: http://www.websurg.com/doi- lt03enalbornoz001.htm
  • 3.
    Desafio • Acesso acavidade abdominal por uma pequena incisão esta associado ao risco de lesão durante o processo de entrada
  • 4.
    • A criaçãodo pneumoperitônio e a inserção do primeiro trocarte são consideradas as fases mais importantes na cirurgia laparoscópica; – 50% das maiores complicações ocorrem durante a entrada inicial no abdome. Pneumoperitônio
  • 5.
  • 6.
    Pneumoperitônio • Shilded disposabletrocars • Optical Veress needle • Optical trocars • Radially expanding trocars • O risco de complicações na entrada é o mesmo há 25 anos
  • 7.
    Agulha de Veress- Técnica Desenvolvida por János Veress em 1936 Tornou-se popular por Raoul Palmer 1947
  • 8.
    • Região umbilical •Locais alternativos: – Ponto de Palmer, Trans-uterino, Fundo de saco • Técnica mais utilizada para acesso abdominal Agulha de Veress - Técnica
  • 9.
    Agulha de Veress- Técnica Clique Perda da resistência Aspiração Injetar solução salina Gotícula Pressão de abertura • Incisão - Tração
  • 10.
    Agulha de Veress- Técnica
  • 11.
    IMPORTANTE • Manter pressãoentre 15 e 25mmHg • 25mmHg propicia 10cm entre parede abdominal e alças intestinais • Pressão excessiva deve ser removida logo após instalação do primeiro trocarte • Complicações: Parâmetros cardiopulmonares insatisfatórios
  • 12.
    Problema • Presença deadesões periumbilicais • 10% de todas as laparoscopias • Atenção em pacientes com laparotomias prévias • 50% Numero de Tentativas Risco de complicação 1 0,8 - 16,3 2 16,3 - 37,5 3 44,4 - 64 4 84,6 - 100
  • 13.
    Técnica fechada –Agulha de Veress
  • 14.
    • Descrita porHasson em 1971 • Objetivo era diminuir as lesões vasculares e viscerais Técnica Aberta - Hasson
  • 15.
    Laparoscopic entry: aliterature review and analysis of techniques and complication of primary port entry David Molloy, Philip D Kaloo, Michael Cooper, Tuan V Nguyen
  • 16.
    • Incisão infraumbilicalde 1-3cm • Dissecção até fáscia e fixação com duas kocher • Incisão da fáscia e peritônio • Realizar uma sutura em cada lado da abertura • Inserir cânula de Hasson e fixar com as suturas Técnica Aberta - Hasson
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Dispositivo para vedação CânulaHasson vs Convencional
  • 20.
    • Publicada porDingfelder em 1978 • Evitar complicações Veress – Falha pneumoperitônio – Insuflação preperitoneal – Insuflação intestinal – Embolismo CO2 • Rápido Técnica Fechada - Entrada Direta do Trocarte
  • 21.
    • Necessário: – Trocarteafiado – Incisão na pele adequada para evitar necessidade de força desnecessária • Avançar em ângulo reto à fáscia – Menor trajeto – Evita dissecar fáscia (perpendicular) – Menor força necessária para penetração Técnica Fechada - Entrada Direta do Trocarte
  • 22.
    • Conjunto avançada mesma forma da agulha de Veress. • Retirar trocarte e inserir laparoscópio – Tecido adiposo omental: movimenta-se com respiração – Tecido adiposo pré-peritoneal Sucesso Incorporação do insuflador Técnica Fechada - Entrada Direta do Trocarte
  • 23.
  • 24.
    • 80% dosdanos vasculares que requerem atenção operatória ocorrem no acesso inicial; • Vasos mais acometidos: – Aorta distal, A e V Ilíacas comuns e Cava inferior. Técnica Frequência dano Gravidade Agulha Veress Mais frequente Baixa Trocarte inicial Menos frequente Alta Hasson Incomum Incomum Complicações Vasculares
  • 26.
    • 0,05-0,4% emortalidade de 5% • Geralmente intestino, podendo afetar bexiga • Realizar novo acesso mantendo a Agulha de Veress . Complicações Viscerais
  • 27.
    • Geralmente feridaumbilical, porém raras – Hematomas: Não difere entre técnicas; – Hérnias: Fechamento rotineiro de defeito maior 5cm; – Infecções de ferida cirúrgica: Independem da técnica. Complicações Parede Abdominal
  • 28.
    • Técnica abertaesta relacionada com redução significativa nas falhas de entrada • Entrada direta com trocarte é uma técnica rápida e segura • Não existem evidências que um instrumento especializado para ajudar a entrada no abdome reduza a ocorrência de dano vascular ou a órgãos Conclusão
  • 29.
    O melhor modode reduzir complicações é entender e sempre realizar a técnica que mais nos sentimos confortáveis.