Pós-Operatório e Complicações
Cirúrgicas
Trabalho realizado por:
Francisco Doria
Laís Cole
Roberta Fernandez
Sumário
Definições
Introdução
Avaliação Geral no Pós-Operatório
Reposição Hidroeletrolítica
Profilaxia da Trombose Venosa Profunda
Cuidados com Cateteres
Cuidados com Sondas
Cuidados com Drenos
Cuidados com a Ferida Operatória
Complicações no pós-operatório
Febre
Hipotermia
Complicações Respiratórias no Pós-
Operatório
Insuficiência Respiratória
Atelectasia
Pneumonia
Tromboembolismo Pulmonar
Pós-Operatório de Cirurgia Torácica
Aspectos Morfológicos e
Fisiopatológicos das complicações
cardiopulmonares
Cuidados no pré-operatório
Ventilação
Fisioterapia
Drenagem
Dor
Definições
• Pós operatório começa no Período da admissão do paciente na sala
pós- anestésica e estende-se até o período após a alta do paciente.
• É divido em três fases: PO mediato, PO Imediato e PO tardio.
– Pós-operatório Imediato - Período crítico onde se deve ter muita
atenção, começa ao final da cirurgia e dura 24hs.
– Pós-operatório Mediato - Período em que o paciente se encontra
internado, das 24h iniciais até 7 dias depois(geralmente quando
obtém a alta).
– Pós- operatório Tardio – Tem início após os primeiros 7 dias e o
reconhecimento da alta.
Introdução
• “O tratamento cirúrgico promove graves consequências, dentre as quais as mais
importantes são Destruição Tecidual, alterações pulmonares, orgânicas,
hidreletrolíticas e infecciosas.”
Fonte: Clínica Cirúrgica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Capítulo 6
• Grau de complexidade dos cuidados a serem tomados no pós-operatório depende:
– Porte da Cirurgia
– Condições Clínicas do paciente
– Comorbidades
– Faixa etária*
Avaliação Geral no Pós-
Operatório
• Diária
• Análise de queixas procedentes
• Exame Físico
• Exames Subsidiários
• Prescrições Médicas Direcionadas
“O período pós operatório é caracterizado por uma
fase catabólica intensa. Cuidados intensivos visam
evitar complicações no pós-operatório”
Reposição Hidroeletrolítica
e Volêmica
• Determinação dos parâmetros deve ser
dinâmica e repetida a curtos intervalos.
• Atentar para:
– Pressão Arterial
– Pulso
– Diurese (!)
– Turgor e Elasticidade da Pele
– Edema
– Curva de Peso
– Pressão Venosa Central
Ringer-Lactato
Composição:
• cloreto de sódio ............................................................................ 0,6 g
• cloreto de potássio ...................................................................... 0,03 g
• Cloreto de cálcio diidratado ......................................................... 0,02 g
• lactato de sódio ........................................................................... 0,31 g
• água para injeção q.s.p. ............................................................ 100 mL
• • Conteúdo Eletrolítico:
• sódio (Na+) ........................................................................ 130,0 mEq/L
• potássio (K+) ......................................................................... 4,0 mEq/L
• cálcio (Ca 2+) ......................................................................... 3,0 mEq/L
• cloreto (Cl-) ....................................................................... 109,0 mEq/L
• lactato (C3H5O3) ................................................................... 28,0 mEq/L
• Osmolaridade ................................................................ 272 mOsmol/L
• pH ............................................................................................ 6,0 - 7,5
Soro Fisiológico 0,9 %
• Soro fisiológico é uma solução
isotônica em relação aos líquidos
corporais que contem 0,9%, em
massa, de NaCl em água destilada,
ou seja, cada 100mL da solução
aquosa contém 0,9 gramas do sal
(0,354 gramas de Na+ e 0,546
gramas de Cl-, com pH = 6,0). A
solução estéril é normalmente
usada para infusão intravenosa
(devido à isotonicidade com
relação ao sangue humano).
Soro Glicosado 5%
• Soro glicosado é uma solução isotônica em
relação ao sangue, que contém 5%, em massa,
de glicose (C6 H12 O6) em água destilada, ou
seja, cada 100 mL de soro glicosado contém 5
gramas de glicose.
Reposição Hidroeletrolítica
e Volêmica
Profilaxia da Trombose
Venosa Profunda (TVP)
• Repouso prolongado predispõe a
TVP
• Fisiopatologia – Tríade de Virchow
• Principal complicação – Embolia
Pulmonar (EP)
• Risco depende de alguns fatores:
– Idade
– Porte da Cirurgia
– Comorbidades
Fonte: Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte,
Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
Fonte: Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte,
Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
Fonte: Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte,
Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
Fonte: Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte,
Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
Profilaxia da Trombose
Venosa Profunda (TVP)
• Pacientes de Baixo Risco:
– Operações Menores
– Idade Inferior a 40 anos
– Sem comorbidades
• Pacientes de Risco Moderado
– Idade entre 40 e 60 anos, sem comorbidades
– Idade <40 anos em uso de estrógenos
• Pacientes de Alto Risco
– Cirurgias Médio Porte
– Idade entre 40 e 60 anos
– Presença de comorbidades
– Ou idade acima de 60 anos
• Pacientes de Muito Alto Risco
– Idade superior a 40 anos submetidos a cirurgias ortopedicas maiores OU
aqueles com antecedentes de TVP, EP, trombofilias ou traumas múltuplos
Profilaxia da Trombose
Venosa Profunda (TVP)
• Conduta
1 – Baixo Risco: Deambulação precoce, medidas gerais como
movimento no leito
2 – Risco Moderado: Medidas gerais associadas a Heparina
5000 UI a cada 12 horas ou Heparina de Baixo Peso
Molecular (HBPM) em sua menor dosagens, ambas iniciadas
2 horas antes da cirurgia
3 – Alto Risco: Suporte + Heparina 8.000 UI a cada 8 horas,
iniciada 2 horas antes da cirugia OU HBPM em sua maior
dosagem profilática, iniciada 12 horas antes da cirurgia.
4 – Muito Alto Risco: Suporte + HPBM. Pode-se usar
Compressão Intermitente ou Meias Pneumáticas
Fonte: Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte,
Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
Fonte: Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte,
Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
Cuidados com Cateteres
• Cateteres vasculares são portas de entrada
para microrganismos
• Principal causa de Infecção Nosocomial [Raad,
1994]
Cuidados com Cateteres
• Cuidados:
– Preferir Membros Superiores aos Inferiores em
adultos
– Inserir cateter preferencialmente no couro cabeludo,
mão ou pé em pacientes pediátricos.
– Lavar as mãos antes e após o procedimento
– Usar luvas estéreis no procedimento
– Uso de antisséptico adequado no local antes da
colocação do cateter
– Aplicar curativo seco e estéril
– Inspecionar o local diariamente
Cuidados com Sondas
• Sondas nasogastricas – complicações:
– Pirose
– Disfagia
– Odinofagia
– Infecções Respiratórias
– Atelectasia Pulmonar
– Lesões Traumáticas do Nariz
Cuidados com Sondas
• Sondas nasogastricas – cuidados:
– A colocação deve ser cuidadosa
– Lubrificação
– confirmação de posicionamento
– calibre adequado
– fixação correta
– elevação da cabeceira em 30 graus.
– Retirada o mais precoce possível
Cuidados com Sondas
• Sonda Vesical – complicações
– ITU
– Trauma
– Sangramentos
– Uretrite
– Estenose Uretral
Cuidados com Sondas
• Sonda Vesical – Cuidados:
– Colocação correta
– Higienização genital prévia
– Uso de geleia anestésica no cateter
– Encher o balonete com 5 mL de água destilada
– Usar sistema de drenagem
– Retirada precoce!
Cuidados com Drenos
• Drenos – Complicações:
– Infecção
– Perfuração de Vísceras Ocas
– Escarificações
– Sangramentos e Fístulas
– Hérnias Incisionais
– Entre outras...
Cuidados com Drenos
• Drenos – Cuidados:
– Exteriorização por contra-abertura e não pela
incisão cirúrgica
– Largura e comprimento proporcionais à loja
drenada
– Utilizar bolsa plástica estéril quando grande
volume for drenado
– Observar e mobilizar o dreno diariamente
– Fixação da extremidade do dreno à borda inferior
do orifício cutâneo com fio inabsorvível
Cuidados com a Ferida
Operatória
• Curativo: Retirada da incisão
nas primeiras 24/48 horas.
Trocas frequentes.
• Avaliar FO todos os dias.
Verificar se houve deiscência da
sutura.
• Retirada dos pontos –
sexto/sétimo dia de Pós
operatório para pontos sem
infecção.
• Caso infectar, tomar medidas
como drenagem de pus e
retirada dos pontos no local.
• Na vigência de complicações da
FO, retirada dos pontos tardia.
Fonte: Thiago Souza Et Al. - Giant proliferating trichilemmal
cyst with latissimus dorsi bilateral myocutaneous flap closure -
Surg Cosmet Dermatol 2011;3(4):355-7
COMPLICAÇÕES NO PÓS-
OPERATÓRIO
• Imediatas
• Mediatas
• Tardias
Complicações gerais e específicas
FEBRE NO PÓS-
OPERATÓRIO
• 2/3 dos pacientes apresentam febre no pós-operatório,
mas apenas 1/3 é decorrente de infecção.
• Considerar:
 Tipo de cirurgia;
 Estado imunológico do
paciente;
 Doenças de base;
 Duração da internação
hospitalar;
 Epidemiologia das infecções
hospitalares.
• Até 72 horas no pós operatório:
 Atelectasia
 Pneumonite
• Do 3º ao 6º dia:
 Infecção de cateteres vasculares
 Infecção urinária
 Infecção incisional
 Peritonite localizada ou generalizada
 Tromboflebite de membros inferiores
• Do 6º ao 10º dia:
 Complicações sépticas
 Abcessos incisionais
 Coleções purulentas
Fonte:
http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/
cursos/atm_racional/modulo3/corrente.htm
• Diagnóstico:
Avaliação dos “seis w”:
1. Wind
2. Wound
3. Water
4. Waste
5. Wonder drug
6. Walker
 Hemograma completo
 EAS
 Urinocultura
 Hemocultura
 Raio-x tórax
*TC de abodome: exames inconclusivos e continuação da febre.
• Tratamento: antibiticoterapia, substituição de cateter, antifúngicos.
HIPOTERMIA
• Rápida administração parenteral de fluidos ou
sangue;
• Irrigação intracavitária com fluidos frios;
• Procedimentos cirúrgicos prolongados em sala
com baixa temperatura ambiente;
• Fármacos anestésicos.
HIPOTERMIA
DEFICIÊNCIA
NA PERFUSÃO
TECIDUAL
HEMORRAGIA
DEFICIÊNCIA
NA
CICATRIZAÇÃO
Taquiarritimia
ventricular
Profilaxia e tratamento
• Colocação imediata de cobertores sobre o
paciente;
• Aumentar a temperatura do ambiente;
• Infundir fluidos e sangue aquecidos;
• Aquecimento e umidificação de gases
inalatórios.
COMPLICAÇÕES
RESPIRATÓRIAS NO PÓS-
OPERATÓRIO
• Insuficiência respiratória
• Atelectasia
• Pneumonia
• Tromboembolismo pulmonar
Fonte:galeria.sld.cu/main.php?g2
_itemId=48670
COMPLICAÇÕES
RESPIRATÓRIAS
Fatores predisponentes:
• Dor pós-operatória;
• Anestesia e analgesia;
• Toracotomias e incisões abdominais altas;
• Maior demanda de oxigênio;
• Disfunção cardíaca pré-existente;
• Resposta inflamatória sistêmica.
INSUFICIÊNCIA
RESPIRATÓRIA
• Tipo I ou hipoxêmica: PaO2 PaCo2 ou normal.
Causas:
 Distúrbio ventilação-perfusão: pneumonia, DPOC, crise
asmática, atelectasia, síndrome da angústia respiratória
do adulto.
 Shunt arteriovenoso pulmonar: edema cardiogênico e
síndrome da angústia respiratória do adulto.
• Tipo II ou hipercápnica: PaO2 PaCo2
HIPOVENTILAÇÃO
RETENÇÃO DE
CO2
(HIPERCAPNIA)
ACIDOSE
RESPIRATÓRIA
AGUDA
SÍNDROME DE
CARBONARCOSE
OBS: pode ocorrer insuficiência ventilatória aguda ou agudizada
na ausência de hipoxemia em pacientes que recebem oxigênio por
máscara ou catéter nasal.
• Principais causas no pós-operatório:
 Rebaixamento da consciência;
Bloqueio neuromuscular.
• Tratamento: ventilação mecânica com pressão
positiva invasiva ou não invasiva, dependendo
do nível de consciência e do pH arterial.
ATELECTASIA
• Definição
• Fisiopatologia
• Quadro clínico
Fonte: Guyton e Hall. Tratado de Fisiologia
Médica. 11ª. Edição, capítulo 42.
• Diagnóstico radiológico
Fonte: Complicações respiratórias no pós-operatório. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 469-76.
• Prevenção
 Cirurgias minimamente invasivas;
 Analgesia adequada;
 Mobilização precoce
no pós-operatório;
 Estimular o paciente a tossir
e expectorar;
 Exercícios respiratórios com inspiração profunda;
• Tratamento
Fonte: internet – CPAP imagens.
PNEUMONIA
Aspiração do
conteúdo gastro-
intestinal e oral
Inflamação
pulmonar
Atelectasia
Disfunção
respiratória
progressiva
1- Pneumonite aspirativa
• Quadro clínico:
Assintomático;
Dispneia, estertores, sibilos ou roncos.
Febre baixa;
• Diagnóstico:
Raio-x tórax: infiltrado alveolar bilateral mais
pronunciado nas regiões peri-hilares e/ou basais.
Tratamento
2- Pneumonia bacteriana nosocomial pós-operatória
• Infecção polimicrobiana
• Sinais clínicos sugestivos:
 Infiltrado pulmonar novo ou progressão de um pré-
existente;
 Febre;
 Leucocitose > 10.000/mm3;
 Escarro purulento
 Piora da função respiratória;
 Obtenção do patógeno através da hemocultura ou lavado
brônquico.
• Tratamento
TROMBOEMBOLISMO
PULMONAR
Fonte: Tapson Victor. Acute Pulmonary Embolism. The New England Journal of Medicine. 2008; 358:1037-
• Classificação:
 Baixo risco
 Risco intermediário
 Alto risco
Fonte: Sabiston, tratado de cirurgia: a base biológica da
moderna pratica cirúrgica. 18ª. Edição, capítulo 14.
• Diagnóstico: probabilidade pré-teste
Fonte: Emergências Clínicas – Abordagem Prática. 8ª. Edição, cap. 47.
Fonte: Complicações respiratórias no pós-operatório. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 469-76.
• Tratamento
Fonte: Emergências Clínicas – Abordagem Prática. 8ª. Edição, cap. 47.
Aspectos Morfológicos e
Fisiopatológicos das
complicações cardiopulmonares
Déficit de oxigênio Disfunções, falências
orgânicas e morte
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 99.
 Fatores de risco clínico que podem agravar o
pós-operatório:
1)Sintomas respiratórios (tosse, expectoração, dispneia)
2)Doença pulmonar crônica, tabagismo, obesidade
mórbida e outras morbidades (doença cardíaca, renal,
diabetes, HAS etc.
Cuidados no pré-
operatório
 Cessação do tabagismo poucos dias antes da cirurgia;
 Fisioterapia pré-operatória;
 Antibioticoprofilaxia (cefazolina);
 Profilaxia da TVP;
Ventilação
 Rápido desmame da ventilação mecânica:
- Paciente acordado;
- PImáx em torno de 30 cmH2O.
Entre 20-30 cm H2O: gradativamente desmamado.
 Índice de Tobin (FR /V corrente) <105.
Fonte: Clínica
Cirúrgica - Colégio
Brasileiro de
Cirurgiões. 2010; 6: 100.
 Extubação imediata no Centro Cirúrgico
contraindicada em:
- Suspeita de obstrução parcial laríngea ou traqueal
por edema;
- Paralisia diafragmática comprovada;
- Ventilação paradoxal;
- Hipercapnia pré-operatória;
- Instabilidade hemodinâmica.
Fisioterapia
nos volumes pulmonares
Prevenir alterações na mecânica respiratória
nas trocas gasosas
Objetivos:
1) Manter a permeabilidade das vias aéreas por higiene
broncopulmonar;
2) Promover a reexpansão pulmonar pelo recrutamento de
alvéolos colapsados;
3) Reestabelecer a independência funcional do paciente
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 102.
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 102.
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 103.
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 104.
Drenagem
 Número de drenos depende do tipo de cirurgia
realizada e, consequentemente, maior ou menor
possibilidade de fuga aérea e coleções líquidas.
 Pode ser importante fator associado ao
desenvolvimento de complicações pulmonares pós-
operatórias.
 Cuidados: manutenção do sistema fechado
+
resistência mínima de 2cmH2O
 Falhas:
- Inserção do dreno na pele;
- Orifício subcutâneo alargado;
- Conexões mal adaptadas;
- Defeitos no frasco coletor.
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 105.
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 106.
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 106.
 Retirada dos drenos:
- Após expansão pulmonar;
- Ausência de fuga aérea;
- Baixo débito em 24 horas
OBS: Em casos de fuga aérea prolongada
tratamento com sangue autólogo
Dor
 Principal motivo de queixa do paciente e de
complicações nos primeiros dias após cirurgia.
 Controle da dor aguda:
1)Conforto ao paciente;
2)Restauração das funções primárias da
respiração, tosse e deambulação .
Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 107.
 Analgesia individualizada
 Fármacos:
- Opioides
- Agonistas alfa-2
- Inibidores da síntese de óxido nítrico
- Anestésicos locais (via epidural)
- Antiinflamatórios
 Método mais comum: injeção de opioides + anestésicos
locais por via epidural ou intratecal.
 Outros: Bloqueio paravertebral; estimulação transcutânea
nervosa; aplicação de calor local e crioanalgesia.
Bibliografia
1 – Blackbook Cirurgia; Andy Petroianu, Marcelo Eller
Miranda, Reynaldo Gomes de Oliveira – Belo Horizonte:
Blackbook Editora, 2008. (Pág. 603 a 616).
2 – Sabiston, tratado de cirurgia: a base biológica da
moderna pratica cirúrgica/ Courtney M. Towsend... [et al],
2009. 180 edição – Capitulo 14 – complicações cirúrgicas.
3 – Complicações Respiratórias no Pós-Operatório,
Rodrigues AJ, et al. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a
parte, Capitulo V. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de
revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
4 – Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE.
Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI.
Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP
Ribeirão Preto/ internet).
5 - Complicações respiratórias no pós-operatório. Medicina
(Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 469-76.
6 - Tapson Victor. Acute Pulmonary Embolism. The New
England Journal of Medicine. 2008; 358:1037-1052.
7 - Emergências Clínicas – Abordagem Prática. 8ª. Edição,
cap. 47.
8- Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010

Pós Operatório e Complicações Cirúrgicas

  • 1.
    Pós-Operatório e Complicações Cirúrgicas Trabalhorealizado por: Francisco Doria Laís Cole Roberta Fernandez
  • 2.
    Sumário Definições Introdução Avaliação Geral noPós-Operatório Reposição Hidroeletrolítica Profilaxia da Trombose Venosa Profunda Cuidados com Cateteres Cuidados com Sondas Cuidados com Drenos Cuidados com a Ferida Operatória Complicações no pós-operatório Febre Hipotermia Complicações Respiratórias no Pós- Operatório Insuficiência Respiratória Atelectasia Pneumonia Tromboembolismo Pulmonar Pós-Operatório de Cirurgia Torácica Aspectos Morfológicos e Fisiopatológicos das complicações cardiopulmonares Cuidados no pré-operatório Ventilação Fisioterapia Drenagem Dor
  • 3.
    Definições • Pós operatóriocomeça no Período da admissão do paciente na sala pós- anestésica e estende-se até o período após a alta do paciente. • É divido em três fases: PO mediato, PO Imediato e PO tardio. – Pós-operatório Imediato - Período crítico onde se deve ter muita atenção, começa ao final da cirurgia e dura 24hs. – Pós-operatório Mediato - Período em que o paciente se encontra internado, das 24h iniciais até 7 dias depois(geralmente quando obtém a alta). – Pós- operatório Tardio – Tem início após os primeiros 7 dias e o reconhecimento da alta.
  • 4.
    Introdução • “O tratamentocirúrgico promove graves consequências, dentre as quais as mais importantes são Destruição Tecidual, alterações pulmonares, orgânicas, hidreletrolíticas e infecciosas.” Fonte: Clínica Cirúrgica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Capítulo 6 • Grau de complexidade dos cuidados a serem tomados no pós-operatório depende: – Porte da Cirurgia – Condições Clínicas do paciente – Comorbidades – Faixa etária*
  • 5.
    Avaliação Geral noPós- Operatório • Diária • Análise de queixas procedentes • Exame Físico • Exames Subsidiários • Prescrições Médicas Direcionadas “O período pós operatório é caracterizado por uma fase catabólica intensa. Cuidados intensivos visam evitar complicações no pós-operatório”
  • 6.
    Reposição Hidroeletrolítica e Volêmica •Determinação dos parâmetros deve ser dinâmica e repetida a curtos intervalos. • Atentar para: – Pressão Arterial – Pulso – Diurese (!) – Turgor e Elasticidade da Pele – Edema – Curva de Peso – Pressão Venosa Central
  • 7.
    Ringer-Lactato Composição: • cloreto desódio ............................................................................ 0,6 g • cloreto de potássio ...................................................................... 0,03 g • Cloreto de cálcio diidratado ......................................................... 0,02 g • lactato de sódio ........................................................................... 0,31 g • água para injeção q.s.p. ............................................................ 100 mL • • Conteúdo Eletrolítico: • sódio (Na+) ........................................................................ 130,0 mEq/L • potássio (K+) ......................................................................... 4,0 mEq/L • cálcio (Ca 2+) ......................................................................... 3,0 mEq/L • cloreto (Cl-) ....................................................................... 109,0 mEq/L • lactato (C3H5O3) ................................................................... 28,0 mEq/L • Osmolaridade ................................................................ 272 mOsmol/L • pH ............................................................................................ 6,0 - 7,5
  • 8.
    Soro Fisiológico 0,9% • Soro fisiológico é uma solução isotônica em relação aos líquidos corporais que contem 0,9%, em massa, de NaCl em água destilada, ou seja, cada 100mL da solução aquosa contém 0,9 gramas do sal (0,354 gramas de Na+ e 0,546 gramas de Cl-, com pH = 6,0). A solução estéril é normalmente usada para infusão intravenosa (devido à isotonicidade com relação ao sangue humano).
  • 9.
    Soro Glicosado 5% •Soro glicosado é uma solução isotônica em relação ao sangue, que contém 5%, em massa, de glicose (C6 H12 O6) em água destilada, ou seja, cada 100 mL de soro glicosado contém 5 gramas de glicose.
  • 10.
  • 11.
    Profilaxia da Trombose VenosaProfunda (TVP) • Repouso prolongado predispõe a TVP • Fisiopatologia – Tríade de Virchow • Principal complicação – Embolia Pulmonar (EP) • Risco depende de alguns fatores: – Idade – Porte da Cirurgia – Comorbidades
  • 12.
    Fonte: Trombose VenosaPós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
  • 13.
    Fonte: Trombose VenosaPós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
  • 14.
    Fonte: Trombose VenosaPós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
  • 15.
    Fonte: Trombose VenosaPós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
  • 16.
    Profilaxia da Trombose VenosaProfunda (TVP) • Pacientes de Baixo Risco: – Operações Menores – Idade Inferior a 40 anos – Sem comorbidades • Pacientes de Risco Moderado – Idade entre 40 e 60 anos, sem comorbidades – Idade <40 anos em uso de estrógenos • Pacientes de Alto Risco – Cirurgias Médio Porte – Idade entre 40 e 60 anos – Presença de comorbidades – Ou idade acima de 60 anos • Pacientes de Muito Alto Risco – Idade superior a 40 anos submetidos a cirurgias ortopedicas maiores OU aqueles com antecedentes de TVP, EP, trombofilias ou traumas múltuplos
  • 17.
    Profilaxia da Trombose VenosaProfunda (TVP) • Conduta 1 – Baixo Risco: Deambulação precoce, medidas gerais como movimento no leito 2 – Risco Moderado: Medidas gerais associadas a Heparina 5000 UI a cada 12 horas ou Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) em sua menor dosagens, ambas iniciadas 2 horas antes da cirurgia 3 – Alto Risco: Suporte + Heparina 8.000 UI a cada 8 horas, iniciada 2 horas antes da cirugia OU HBPM em sua maior dosagem profilática, iniciada 12 horas antes da cirurgia. 4 – Muito Alto Risco: Suporte + HPBM. Pode-se usar Compressão Intermitente ou Meias Pneumáticas
  • 18.
    Fonte: Trombose VenosaPós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
  • 19.
    Fonte: Trombose VenosaPós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet).
  • 20.
    Cuidados com Cateteres •Cateteres vasculares são portas de entrada para microrganismos • Principal causa de Infecção Nosocomial [Raad, 1994]
  • 21.
    Cuidados com Cateteres •Cuidados: – Preferir Membros Superiores aos Inferiores em adultos – Inserir cateter preferencialmente no couro cabeludo, mão ou pé em pacientes pediátricos. – Lavar as mãos antes e após o procedimento – Usar luvas estéreis no procedimento – Uso de antisséptico adequado no local antes da colocação do cateter – Aplicar curativo seco e estéril – Inspecionar o local diariamente
  • 22.
    Cuidados com Sondas •Sondas nasogastricas – complicações: – Pirose – Disfagia – Odinofagia – Infecções Respiratórias – Atelectasia Pulmonar – Lesões Traumáticas do Nariz
  • 23.
    Cuidados com Sondas •Sondas nasogastricas – cuidados: – A colocação deve ser cuidadosa – Lubrificação – confirmação de posicionamento – calibre adequado – fixação correta – elevação da cabeceira em 30 graus. – Retirada o mais precoce possível
  • 24.
    Cuidados com Sondas •Sonda Vesical – complicações – ITU – Trauma – Sangramentos – Uretrite – Estenose Uretral
  • 25.
    Cuidados com Sondas •Sonda Vesical – Cuidados: – Colocação correta – Higienização genital prévia – Uso de geleia anestésica no cateter – Encher o balonete com 5 mL de água destilada – Usar sistema de drenagem – Retirada precoce!
  • 26.
    Cuidados com Drenos •Drenos – Complicações: – Infecção – Perfuração de Vísceras Ocas – Escarificações – Sangramentos e Fístulas – Hérnias Incisionais – Entre outras...
  • 27.
    Cuidados com Drenos •Drenos – Cuidados: – Exteriorização por contra-abertura e não pela incisão cirúrgica – Largura e comprimento proporcionais à loja drenada – Utilizar bolsa plástica estéril quando grande volume for drenado – Observar e mobilizar o dreno diariamente – Fixação da extremidade do dreno à borda inferior do orifício cutâneo com fio inabsorvível
  • 28.
    Cuidados com aFerida Operatória • Curativo: Retirada da incisão nas primeiras 24/48 horas. Trocas frequentes. • Avaliar FO todos os dias. Verificar se houve deiscência da sutura. • Retirada dos pontos – sexto/sétimo dia de Pós operatório para pontos sem infecção. • Caso infectar, tomar medidas como drenagem de pus e retirada dos pontos no local. • Na vigência de complicações da FO, retirada dos pontos tardia. Fonte: Thiago Souza Et Al. - Giant proliferating trichilemmal cyst with latissimus dorsi bilateral myocutaneous flap closure - Surg Cosmet Dermatol 2011;3(4):355-7
  • 29.
    COMPLICAÇÕES NO PÓS- OPERATÓRIO •Imediatas • Mediatas • Tardias Complicações gerais e específicas
  • 30.
    FEBRE NO PÓS- OPERATÓRIO •2/3 dos pacientes apresentam febre no pós-operatório, mas apenas 1/3 é decorrente de infecção. • Considerar:  Tipo de cirurgia;  Estado imunológico do paciente;  Doenças de base;  Duração da internação hospitalar;  Epidemiologia das infecções hospitalares.
  • 31.
    • Até 72horas no pós operatório:  Atelectasia  Pneumonite • Do 3º ao 6º dia:  Infecção de cateteres vasculares  Infecção urinária  Infecção incisional  Peritonite localizada ou generalizada  Tromboflebite de membros inferiores • Do 6º ao 10º dia:  Complicações sépticas  Abcessos incisionais  Coleções purulentas Fonte: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/ cursos/atm_racional/modulo3/corrente.htm
  • 32.
    • Diagnóstico: Avaliação dos“seis w”: 1. Wind 2. Wound 3. Water 4. Waste 5. Wonder drug 6. Walker  Hemograma completo  EAS  Urinocultura  Hemocultura  Raio-x tórax *TC de abodome: exames inconclusivos e continuação da febre. • Tratamento: antibiticoterapia, substituição de cateter, antifúngicos.
  • 33.
    HIPOTERMIA • Rápida administraçãoparenteral de fluidos ou sangue; • Irrigação intracavitária com fluidos frios; • Procedimentos cirúrgicos prolongados em sala com baixa temperatura ambiente; • Fármacos anestésicos.
  • 34.
  • 35.
    Profilaxia e tratamento •Colocação imediata de cobertores sobre o paciente; • Aumentar a temperatura do ambiente; • Infundir fluidos e sangue aquecidos; • Aquecimento e umidificação de gases inalatórios.
  • 36.
    COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS NO PÓS- OPERATÓRIO •Insuficiência respiratória • Atelectasia • Pneumonia • Tromboembolismo pulmonar Fonte:galeria.sld.cu/main.php?g2 _itemId=48670
  • 37.
    COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS Fatores predisponentes: • Dorpós-operatória; • Anestesia e analgesia; • Toracotomias e incisões abdominais altas; • Maior demanda de oxigênio; • Disfunção cardíaca pré-existente; • Resposta inflamatória sistêmica.
  • 38.
    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA • Tipo Iou hipoxêmica: PaO2 PaCo2 ou normal. Causas:  Distúrbio ventilação-perfusão: pneumonia, DPOC, crise asmática, atelectasia, síndrome da angústia respiratória do adulto.  Shunt arteriovenoso pulmonar: edema cardiogênico e síndrome da angústia respiratória do adulto.
  • 39.
    • Tipo IIou hipercápnica: PaO2 PaCo2 HIPOVENTILAÇÃO RETENÇÃO DE CO2 (HIPERCAPNIA) ACIDOSE RESPIRATÓRIA AGUDA SÍNDROME DE CARBONARCOSE OBS: pode ocorrer insuficiência ventilatória aguda ou agudizada na ausência de hipoxemia em pacientes que recebem oxigênio por máscara ou catéter nasal.
  • 40.
    • Principais causasno pós-operatório:  Rebaixamento da consciência; Bloqueio neuromuscular. • Tratamento: ventilação mecânica com pressão positiva invasiva ou não invasiva, dependendo do nível de consciência e do pH arterial.
  • 41.
    ATELECTASIA • Definição • Fisiopatologia •Quadro clínico Fonte: Guyton e Hall. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª. Edição, capítulo 42.
  • 42.
    • Diagnóstico radiológico Fonte:Complicações respiratórias no pós-operatório. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 469-76.
  • 43.
    • Prevenção  Cirurgiasminimamente invasivas;  Analgesia adequada;  Mobilização precoce no pós-operatório;  Estimular o paciente a tossir e expectorar;  Exercícios respiratórios com inspiração profunda; • Tratamento Fonte: internet – CPAP imagens.
  • 44.
    PNEUMONIA Aspiração do conteúdo gastro- intestinale oral Inflamação pulmonar Atelectasia Disfunção respiratória progressiva 1- Pneumonite aspirativa
  • 45.
    • Quadro clínico: Assintomático; Dispneia,estertores, sibilos ou roncos. Febre baixa; • Diagnóstico: Raio-x tórax: infiltrado alveolar bilateral mais pronunciado nas regiões peri-hilares e/ou basais. Tratamento
  • 46.
    2- Pneumonia bacteriananosocomial pós-operatória • Infecção polimicrobiana • Sinais clínicos sugestivos:  Infiltrado pulmonar novo ou progressão de um pré- existente;  Febre;  Leucocitose > 10.000/mm3;  Escarro purulento  Piora da função respiratória;  Obtenção do patógeno através da hemocultura ou lavado brônquico. • Tratamento
  • 47.
    TROMBOEMBOLISMO PULMONAR Fonte: Tapson Victor.Acute Pulmonary Embolism. The New England Journal of Medicine. 2008; 358:1037-
  • 48.
    • Classificação:  Baixorisco  Risco intermediário  Alto risco Fonte: Sabiston, tratado de cirurgia: a base biológica da moderna pratica cirúrgica. 18ª. Edição, capítulo 14.
  • 49.
    • Diagnóstico: probabilidadepré-teste Fonte: Emergências Clínicas – Abordagem Prática. 8ª. Edição, cap. 47.
  • 50.
    Fonte: Complicações respiratóriasno pós-operatório. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 469-76.
  • 51.
    • Tratamento Fonte: EmergênciasClínicas – Abordagem Prática. 8ª. Edição, cap. 47.
  • 53.
    Aspectos Morfológicos e Fisiopatológicosdas complicações cardiopulmonares Déficit de oxigênio Disfunções, falências orgânicas e morte Fonte: Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 99.
  • 54.
     Fatores derisco clínico que podem agravar o pós-operatório: 1)Sintomas respiratórios (tosse, expectoração, dispneia) 2)Doença pulmonar crônica, tabagismo, obesidade mórbida e outras morbidades (doença cardíaca, renal, diabetes, HAS etc.
  • 55.
    Cuidados no pré- operatório Cessação do tabagismo poucos dias antes da cirurgia;  Fisioterapia pré-operatória;  Antibioticoprofilaxia (cefazolina);  Profilaxia da TVP;
  • 56.
    Ventilação  Rápido desmameda ventilação mecânica: - Paciente acordado; - PImáx em torno de 30 cmH2O. Entre 20-30 cm H2O: gradativamente desmamado.  Índice de Tobin (FR /V corrente) <105.
  • 57.
    Fonte: Clínica Cirúrgica -Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 100.
  • 58.
     Extubação imediatano Centro Cirúrgico contraindicada em: - Suspeita de obstrução parcial laríngea ou traqueal por edema; - Paralisia diafragmática comprovada; - Ventilação paradoxal; - Hipercapnia pré-operatória; - Instabilidade hemodinâmica.
  • 59.
    Fisioterapia nos volumes pulmonares Preveniralterações na mecânica respiratória nas trocas gasosas Objetivos: 1) Manter a permeabilidade das vias aéreas por higiene broncopulmonar; 2) Promover a reexpansão pulmonar pelo recrutamento de alvéolos colapsados; 3) Reestabelecer a independência funcional do paciente
  • 60.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 102.
  • 61.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 102.
  • 62.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 103.
  • 63.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 104.
  • 64.
    Drenagem  Número dedrenos depende do tipo de cirurgia realizada e, consequentemente, maior ou menor possibilidade de fuga aérea e coleções líquidas.  Pode ser importante fator associado ao desenvolvimento de complicações pulmonares pós- operatórias.
  • 65.
     Cuidados: manutençãodo sistema fechado + resistência mínima de 2cmH2O  Falhas: - Inserção do dreno na pele; - Orifício subcutâneo alargado; - Conexões mal adaptadas; - Defeitos no frasco coletor.
  • 66.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 105.
  • 67.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 106.
  • 68.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 106.
  • 69.
     Retirada dosdrenos: - Após expansão pulmonar; - Ausência de fuga aérea; - Baixo débito em 24 horas OBS: Em casos de fuga aérea prolongada tratamento com sangue autólogo
  • 70.
    Dor  Principal motivode queixa do paciente e de complicações nos primeiros dias após cirurgia.  Controle da dor aguda: 1)Conforto ao paciente; 2)Restauração das funções primárias da respiração, tosse e deambulação .
  • 71.
    Fonte: Clínica Cirúrgica- Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010; 6: 107.
  • 72.
     Analgesia individualizada Fármacos: - Opioides - Agonistas alfa-2 - Inibidores da síntese de óxido nítrico - Anestésicos locais (via epidural) - Antiinflamatórios  Método mais comum: injeção de opioides + anestésicos locais por via epidural ou intratecal.  Outros: Bloqueio paravertebral; estimulação transcutânea nervosa; aplicação de calor local e crioanalgesia.
  • 73.
    Bibliografia 1 – BlackbookCirurgia; Andy Petroianu, Marcelo Eller Miranda, Reynaldo Gomes de Oliveira – Belo Horizonte: Blackbook Editora, 2008. (Pág. 603 a 616). 2 – Sabiston, tratado de cirurgia: a base biológica da moderna pratica cirúrgica/ Courtney M. Towsend... [et al], 2009. 180 edição – Capitulo 14 – complicações cirúrgicas. 3 – Complicações Respiratórias no Pós-Operatório, Rodrigues AJ, et al. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo V. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet). 4 – Trombose Venosa Pós-Operatória, Piccinato CE. Fundamentos em Clinica Cirúrgica – 2a parte, Capitulo VI. Medicina Ribeirão Preto, 2008. (artigo de revisão da USP Ribeirão Preto/ internet). 5 - Complicações respiratórias no pós-operatório. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 469-76. 6 - Tapson Victor. Acute Pulmonary Embolism. The New England Journal of Medicine. 2008; 358:1037-1052. 7 - Emergências Clínicas – Abordagem Prática. 8ª. Edição, cap. 47. 8- Clínica Cirúrgica - Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 2010