Escola Superior de Saúde 15-11-16
Ana Silva 10160090 OT2
1-O que é a participação social?
“A inter-relação de ocupações para apoiar o envolvimento desejado em atividades
comunitárias e familiares, bem como aquelas que envolvem pares e amigos” (Gillen e
Boyt Schell, 2014, p 607.); envolvimento num subconjunto de atividades que envolvem
a inter-relação social com os outros (Bedell, 2012) e de suporte social interdependente
(Magasi & Hammel, 2004). A participação social pode ocorrer pessoalmente ou por meio
de tecnologias remotas, tais como telefonemas, interação com o computador e
videoconferência.”
A participação pode ser feita em comunidade, em família e em amigos/pares.
1.1-Situação/Problema que ocorra com uma pessoa que a impeça/delimite a sua
participação social?
As ações que excludentes e alienantes que inviabilizem, por exemplo, o aprender
e o acesso de crianças e adolescentes na rede pública de ensino é um problema/situação
que impede, de facto a participação social dos indivíduos. As atividades significativas e
potencializadoras da ação sustentam a relação de confiabilidade contruindo-se um campo
compartilhado o que possibilita a interação entre os indivíduos envolvidos
Justiça Ocupacional:
“Um tipo de justiça que reconhece o direito à ocupação, objetivando a participação
inclusiva nas ocupações diárias para todas as pessoas da sociedade, independente da
idade, habilidade, gênero, classe social ou outras diferenças” Ex: Trabalhadores com
horário de almoço longo o suficiente para poder almoçar com os filhos na creche (grupo).
Privação Ocupacional:
“Segundo Whiteford (2000) a privação ocupacional é dada como “ um estado de
obstrução ao envolvimento em ocupações de necessidade e/ou devido a fatores externos
à pessoa” (pág.201).
Trata-se de uma situação prolongada no tempo e em que a pessoa é impedida de participar
em determinadas atividades significativas, independentemente de as ter realizado, ou não,
no passado. Ex: O isolamento geográfico ou o estigma impede a privação ocupacional.
Escola Superior de Saúde 15-11-16
Ana Silva 10160090 OT2
Uma pessoa que esteja isolada não tem contacto com o “meio externo” havendo assim
um impedimento ocupacional.
Equilibro Ocupacional:
O equilíbrio ocupacional significa uma distribuição semelhantes de elementos
com características semelhantes, ou a distribuição semelhantes de ações. O uso e a
organização do tempo é um dos indicadores de sucesso para a adaptação de sucesso que
ocorrem de acordo com as exigências da vida. "Equilíbrio não significa o mesmo tempo
em cada área, mas envolve algum momento durante uma base regular" segundo Reed e
Sanderson.
O equilíbrio ocupacional representa a quantidade de trabalho, lazer ou descanso
de acordo com a dinâmica do espaço (ambiente) de vida e a relação com os fatores
intrínsecos e extrínsecos a que a pessoa está sujeita. Ex: Uma pessoa que distribua
semelhantemente o tempo das suas ações/atividades (rotina diária equilibrada e
complementaridade de ocupações de lazer e trabalho).
Adaptação Ocupacional:
A adaptação ocupacional pode ser entendida como uma ajuda técnica que é
aplicável em pessoas com alterações físicas e que tem o objetivo de aumentar a
independência, ou segurança na realização de atividades. Quando a relação entre a pessoa
e o ambiente não é a mais adequada há que colocar em prática possíveis compensações
de forma a poder ser modificado o meio onde a pessoa está inserido na medida de uma
maior produtividade no cumprimento das diversas funções. Ex: Modificar a largura de
uma porta de modo a que seja viável a passagem de uma pessoa que esteja numa cadeira
de rodas.
Alienação ocupacional: Participação em determinada área/ocupação sem qualquer
significado ou prepósito individual/para si. Ex: Um enfermeiro trabalha numa unidade
de recuperação de dependentes químicos durante o dia e vende bebidas alcoólicas no
seu bar a noite.
Escola Superior de Saúde 15-11-16
Ana Silva 10160090 OT2
Referências Bibliográficas:
American Occupational Therapy Association. (2014). Occupational therapy practice
framework: Domain and process (3rd ed.). American Journal of Occupational Therapy,
68(Suppl.1), S1–S48.http://dx.doi.org/10.5014/ajot.2014.682006
Lillo, S. G. (2006). Equilibrio y organización de la rutina diaria. Revista Chilena de
terapia ocupacional, (6), Pág-47.
Malfitano, A. P. S. (2005). Campos e núcleos de intervenção na terapia ocupacional
social. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 16(1), 1-8
Coelho,T.; Bernardo,A.;Rocha,N.;Portugal,P.(2010). Impacto da privação ocupacional
no quotidiano de mulheres reclusas e na sua adaptação à reclusão. Instituto Politécnico
do Porto. Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto – Politema.

Pesquisa 4

  • 1.
    Escola Superior deSaúde 15-11-16 Ana Silva 10160090 OT2 1-O que é a participação social? “A inter-relação de ocupações para apoiar o envolvimento desejado em atividades comunitárias e familiares, bem como aquelas que envolvem pares e amigos” (Gillen e Boyt Schell, 2014, p 607.); envolvimento num subconjunto de atividades que envolvem a inter-relação social com os outros (Bedell, 2012) e de suporte social interdependente (Magasi & Hammel, 2004). A participação social pode ocorrer pessoalmente ou por meio de tecnologias remotas, tais como telefonemas, interação com o computador e videoconferência.” A participação pode ser feita em comunidade, em família e em amigos/pares. 1.1-Situação/Problema que ocorra com uma pessoa que a impeça/delimite a sua participação social? As ações que excludentes e alienantes que inviabilizem, por exemplo, o aprender e o acesso de crianças e adolescentes na rede pública de ensino é um problema/situação que impede, de facto a participação social dos indivíduos. As atividades significativas e potencializadoras da ação sustentam a relação de confiabilidade contruindo-se um campo compartilhado o que possibilita a interação entre os indivíduos envolvidos Justiça Ocupacional: “Um tipo de justiça que reconhece o direito à ocupação, objetivando a participação inclusiva nas ocupações diárias para todas as pessoas da sociedade, independente da idade, habilidade, gênero, classe social ou outras diferenças” Ex: Trabalhadores com horário de almoço longo o suficiente para poder almoçar com os filhos na creche (grupo). Privação Ocupacional: “Segundo Whiteford (2000) a privação ocupacional é dada como “ um estado de obstrução ao envolvimento em ocupações de necessidade e/ou devido a fatores externos à pessoa” (pág.201). Trata-se de uma situação prolongada no tempo e em que a pessoa é impedida de participar em determinadas atividades significativas, independentemente de as ter realizado, ou não, no passado. Ex: O isolamento geográfico ou o estigma impede a privação ocupacional.
  • 2.
    Escola Superior deSaúde 15-11-16 Ana Silva 10160090 OT2 Uma pessoa que esteja isolada não tem contacto com o “meio externo” havendo assim um impedimento ocupacional. Equilibro Ocupacional: O equilíbrio ocupacional significa uma distribuição semelhantes de elementos com características semelhantes, ou a distribuição semelhantes de ações. O uso e a organização do tempo é um dos indicadores de sucesso para a adaptação de sucesso que ocorrem de acordo com as exigências da vida. "Equilíbrio não significa o mesmo tempo em cada área, mas envolve algum momento durante uma base regular" segundo Reed e Sanderson. O equilíbrio ocupacional representa a quantidade de trabalho, lazer ou descanso de acordo com a dinâmica do espaço (ambiente) de vida e a relação com os fatores intrínsecos e extrínsecos a que a pessoa está sujeita. Ex: Uma pessoa que distribua semelhantemente o tempo das suas ações/atividades (rotina diária equilibrada e complementaridade de ocupações de lazer e trabalho). Adaptação Ocupacional: A adaptação ocupacional pode ser entendida como uma ajuda técnica que é aplicável em pessoas com alterações físicas e que tem o objetivo de aumentar a independência, ou segurança na realização de atividades. Quando a relação entre a pessoa e o ambiente não é a mais adequada há que colocar em prática possíveis compensações de forma a poder ser modificado o meio onde a pessoa está inserido na medida de uma maior produtividade no cumprimento das diversas funções. Ex: Modificar a largura de uma porta de modo a que seja viável a passagem de uma pessoa que esteja numa cadeira de rodas. Alienação ocupacional: Participação em determinada área/ocupação sem qualquer significado ou prepósito individual/para si. Ex: Um enfermeiro trabalha numa unidade de recuperação de dependentes químicos durante o dia e vende bebidas alcoólicas no seu bar a noite.
  • 3.
    Escola Superior deSaúde 15-11-16 Ana Silva 10160090 OT2 Referências Bibliográficas: American Occupational Therapy Association. (2014). Occupational therapy practice framework: Domain and process (3rd ed.). American Journal of Occupational Therapy, 68(Suppl.1), S1–S48.http://dx.doi.org/10.5014/ajot.2014.682006 Lillo, S. G. (2006). Equilibrio y organización de la rutina diaria. Revista Chilena de terapia ocupacional, (6), Pág-47. Malfitano, A. P. S. (2005). Campos e núcleos de intervenção na terapia ocupacional social. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 16(1), 1-8 Coelho,T.; Bernardo,A.;Rocha,N.;Portugal,P.(2010). Impacto da privação ocupacional no quotidiano de mulheres reclusas e na sua adaptação à reclusão. Instituto Politécnico do Porto. Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto – Politema.