Escola Superior de Saúde 2-11-2016
Maria Luísa Barros 10160386 OT2
Equilíbrio ocupacional
O equilíbrio ocupacional é uma necessidade de um indivíduo possuir um equilíbrio entre
as suas ocupações, de forma a que o seu desempenho ocupacional seja o melhor. Assim
sendo, este conceito é pessoal e individual, no sentido em que cabe a cada indivíduo
perceber qual a importância que cada ocupação representa para si no seu quotidiano e por
isso dedicar-lhe mais tempo. (Backman, 2004)
Esta perceção sobre qual o melhor equilíbrio entre as ocupações é influenciado por fatores
quer internos quer externos. Deste modo, a cultura, os valores, o ambiente em que o
indivíduo se encontre vai ajudar a determinar qual a sua perceção de equilíbrio
ocupacional. (Backman, 2004)
Este equilíbrio entre o trabalho, o lazer, o sono e descanso e as atividades da vida diária
é fundamental para um melhor bem-estar do indivíduo. (Wilcock et al., 1997)
Com a ausência do equilíbrio, tendem a surgir problemas de stress, visto que a dedicação
às ocupações de maior interesse está condicionada. (Wilcock et al., 1997)
Contudo, este conceito não é imutável, ou seja, à medida que a vida de um indivíduo
evolui, os interesses, capacidades e necessidades vão mudando, o que exige uma alteração
do conceito individual/pessoal de equilíbrio ocupacional para o indivíduo. (Wilcock et
al., 1997)
Adaptação ocupacional
A adaptação ocupacional diz respeito à adaptação que é possível fazer de modo a que
todos tenham acesso a fazer as ocupações que desejam/precisam. (Roley et al., 2008)
Promove uma melhoria do desempenho ocupacional, já que com a adaptação, a forma
como um indivíduo com incapacidades pode realizar as suas ocupações de forma mais
eficiente melhora. (Roley et al., 2008)
Esta adaptação pode ser, por exemplo, reorganizar uma rotina de modo a que a pessoa
tenha mais facilidade em conclui-la. (Roley et al., 2008)
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Justiça ocupacional
Este conceito designa o direito ocupacional que todas as pessoas têm de realizar as suas
ocupações, independentemente dos ambientes ou contextos em que se insere. (Roley et
al., 2008)
Pressupõem que todos os indivíduos de uma sociedade possuam a oportunidade de terem
condições que possibilitem o seu desempenho ocupacional no quotidiano, sem terem de
se privar de nada pela sua condição, quer física, quer mental. (Roley et al., 2008)
Promove a inclusão social e pretende visar a participação de todos numa procura de
melhorar a sua saúde. Isto porque os indivíduos, ao não conseguirem realizar as suas
ocupações do modo que gostavam, estão a alterar o seu estado de saúde, pois a saúde
implica a realização e participação em atividades da vida diária. (Roley et al., 2008)
Privação ocupacional
O desempenho de ocupações promove um melhor bem-estar e, consequentemente, uma
melhoria do conceito individual de saúde. Acontece que, quando a participação
ocupacional de um indivíduo sofre alterações e este fica privado de realizar as suas
ocupações, o seu estado de saúde piora. (Law, 2002)
Este conceito surge porque os fatores externos alteram a possibilidade de um grupo de
pessoas ou um indivíduo singular realizar as atividades que, para si, são importantes e
têm um significado, estando, deste modo, privados de realizar as suas ocupações que
queriam ou que precisam. (Law, 2002)
Este conceito pode ser associado a fatores externos aos indivíduos, como conflitos,
guerras ou o facto de se possuir incapacidades. Ao se encontrar num ambiente de guerra,
os cidadãos são incapazes de conseguirem realizar a ocupação de lazer, por exemplo.
(Law, 2002)
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Referências bibliográficas
Backman, C. L. (2004). Occupational balance: Exploring the relationships among daily
occupations and their influence on well-being. Canadian Journal of Occupational
Therapy, 71(4), 202-209.
Law, M. (2002). Participation in the occupations of everyday life. American Journal of
Occupational Therapy, 56(6), 640-649.
Roley, S. S., Barrows, C. J., Susan Brownrigg Otr, L., Sava, D. I., Vibeke Talley Otr, L.,
Kristi Voelkerding, B. S., . . . Deborah Lieberman, M. (2008). Occupational
therapy practice framework: Domain & process 2nd edition. The American
journal of occupational therapy, 62(6), 625.
Wilcock, A. A., Chelin, M., Hall, M., Hamley, N., Morrison, B., Scrivener, L., . . . Treen,
K. (1997). The relationship between occupational balance and health: A pilot
study. Occupational Therapy International, 4(1), 17-30.

Equilíbrio ocupacional 4

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    Escola Superior deSaúde 2-11-2016 Maria Luísa Barros 10160386 OT2 Equilíbrio ocupacional O equilíbrio ocupacional é uma necessidade de um indivíduo possuir um equilíbrio entre as suas ocupações, de forma a que o seu desempenho ocupacional seja o melhor. Assim sendo, este conceito é pessoal e individual, no sentido em que cabe a cada indivíduo perceber qual a importância que cada ocupação representa para si no seu quotidiano e por isso dedicar-lhe mais tempo. (Backman, 2004) Esta perceção sobre qual o melhor equilíbrio entre as ocupações é influenciado por fatores quer internos quer externos. Deste modo, a cultura, os valores, o ambiente em que o indivíduo se encontre vai ajudar a determinar qual a sua perceção de equilíbrio ocupacional. (Backman, 2004) Este equilíbrio entre o trabalho, o lazer, o sono e descanso e as atividades da vida diária é fundamental para um melhor bem-estar do indivíduo. (Wilcock et al., 1997) Com a ausência do equilíbrio, tendem a surgir problemas de stress, visto que a dedicação às ocupações de maior interesse está condicionada. (Wilcock et al., 1997) Contudo, este conceito não é imutável, ou seja, à medida que a vida de um indivíduo evolui, os interesses, capacidades e necessidades vão mudando, o que exige uma alteração do conceito individual/pessoal de equilíbrio ocupacional para o indivíduo. (Wilcock et al., 1997) Adaptação ocupacional A adaptação ocupacional diz respeito à adaptação que é possível fazer de modo a que todos tenham acesso a fazer as ocupações que desejam/precisam. (Roley et al., 2008) Promove uma melhoria do desempenho ocupacional, já que com a adaptação, a forma como um indivíduo com incapacidades pode realizar as suas ocupações de forma mais eficiente melhora. (Roley et al., 2008) Esta adaptação pode ser, por exemplo, reorganizar uma rotina de modo a que a pessoa tenha mais facilidade em conclui-la. (Roley et al., 2008)
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    Escola Superior deSaúde 2-11-2016 Maria Luísa Barros 10160386 OT2 Justiça ocupacional Este conceito designa o direito ocupacional que todas as pessoas têm de realizar as suas ocupações, independentemente dos ambientes ou contextos em que se insere. (Roley et al., 2008) Pressupõem que todos os indivíduos de uma sociedade possuam a oportunidade de terem condições que possibilitem o seu desempenho ocupacional no quotidiano, sem terem de se privar de nada pela sua condição, quer física, quer mental. (Roley et al., 2008) Promove a inclusão social e pretende visar a participação de todos numa procura de melhorar a sua saúde. Isto porque os indivíduos, ao não conseguirem realizar as suas ocupações do modo que gostavam, estão a alterar o seu estado de saúde, pois a saúde implica a realização e participação em atividades da vida diária. (Roley et al., 2008) Privação ocupacional O desempenho de ocupações promove um melhor bem-estar e, consequentemente, uma melhoria do conceito individual de saúde. Acontece que, quando a participação ocupacional de um indivíduo sofre alterações e este fica privado de realizar as suas ocupações, o seu estado de saúde piora. (Law, 2002) Este conceito surge porque os fatores externos alteram a possibilidade de um grupo de pessoas ou um indivíduo singular realizar as atividades que, para si, são importantes e têm um significado, estando, deste modo, privados de realizar as suas ocupações que queriam ou que precisam. (Law, 2002) Este conceito pode ser associado a fatores externos aos indivíduos, como conflitos, guerras ou o facto de se possuir incapacidades. Ao se encontrar num ambiente de guerra, os cidadãos são incapazes de conseguirem realizar a ocupação de lazer, por exemplo. (Law, 2002)
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    Escola Superior deSaúde 2-11-2016 Maria Luísa Barros 10160386 OT2 Referências bibliográficas Backman, C. L. (2004). Occupational balance: Exploring the relationships among daily occupations and their influence on well-being. Canadian Journal of Occupational Therapy, 71(4), 202-209. Law, M. (2002). Participation in the occupations of everyday life. American Journal of Occupational Therapy, 56(6), 640-649. Roley, S. S., Barrows, C. J., Susan Brownrigg Otr, L., Sava, D. I., Vibeke Talley Otr, L., Kristi Voelkerding, B. S., . . . Deborah Lieberman, M. (2008). Occupational therapy practice framework: Domain & process 2nd edition. The American journal of occupational therapy, 62(6), 625. Wilcock, A. A., Chelin, M., Hall, M., Hamley, N., Morrison, B., Scrivener, L., . . . Treen, K. (1997). The relationship between occupational balance and health: A pilot study. Occupational Therapy International, 4(1), 17-30.