Arco aórtico  Artéria inominada  Artéria subclávia esquerda Artéria carótida comum esquerda Artéria carótida comum  carótida  externa e interna (borda superior da cartilagem tireóidea-C4). Artéria subclávia  artéria vertebral  artéria espinhal anterior e PICA. Posteriormente se unem na junção bulbopontina formando a artéria basilar). Artéria basilar  AICA , artéria cerebelar superior e artéria cerebral posterior. Carótida interna  Artéria cerebral anterior Artéria cerebral média Comunicante posterior Coróide anterior Hipofisária superior Oftálmica
 
 
Tronco da artéria cerebral média  artérias lentículoestriadas medial e lateral ramo superior da artéria cerebral média ramo inferior da artéria cerebral média Artéria basilar emite ainda ramos penetrantes paramediais (circunferenciais lateral curta e longa) que suprem o tronco cerebral. Ramos da PICA ou ramos perfurantes bulbares originados direto da vertebral suprem a região lateral do bulbo (local que se ocorrer lesão focal, culmina com a Síndrome de Wallenberg). Uma série de penetrantes originadas da artéria comunicante posterior e da artéria cerebral posterior supre o hipotálamo, partes do tálamo e do mesencéfalo. As artérias cerebrais média suprem a maior porção do córtex cerebral (parte lateral do lobo frontal, lobo parietotemporal e porção anterior do lobo occipital). As artérias cerebrais anteriores suprem as superfícies medial e orbital do lobo frontal. As artérias cerebrais posteriores suprem a superfície inferior do lobo temporal e as superfícies medial e inferior do lobo occipital, incluindo os giros lingual e fusiforme.
 
 
 
 
DEFINIÇÃO E EPIDEMIOLOGIA De acordo a OMS o AVE e definido como sinais de distúrbio focal (por vezes global)  da função cerebral de evolução rápida, durando mais de 24h ou ocasionando a morte sem outra causa aparente, além daquela de origem vascular. Caso o déficit neurológico focal seja inferior a 24h é definido como um AIT (desde que não se observe uma imagem de infarto cerebral constatado pela RNM). a doença cerebrovascular é a causa mais comum de morte no Brasil e corresponde como 3º causa de morte dos países de primeiro mundo (HAS, FA,DR). Sintomas premonitórios do AIT precedem apenas o AVE isquêmico. Dentro de 90 dias após um AIT o risco de um AVE foi relatado como sendo de até 10-20% e quase metade desses pacientes irá desenvolver um AVE 1 a 2 dias depois do AIT (com exceção do AIT retiniano). O AIT em crescendo é considerado uma emergência médica. No AVE o sintoma neurológico indica a localização da lesão, entretanto não diferenciam confirmatoriamente o tipo do AVE.
PATOGÊNESE O cérebro adulto pesa cerca de 1.500 g e requer um suprimento ininterrupto de cerca de 20% do consumo corporal total de oxigênio (regulação mecânica e química). Disfunção cerebral ocorre em níveis de FSC abaixo de 50 mg/dl e lesão neuronal irreversível se inicia em níveis abaixo de 30 mg/dl (de acordo a variação de tempo). Etapas na evolução do infarto: 1) vaso dilatação local; 2) estase da coluna sanguinea; 3) edema; 4) necrose do tecido cerebral.  Cascata Isquêmica Necrose  amolecimento e liquefação  remoção pela micróglia fagocitária Cavitação  tentativa dos astrócitos em preencher o defeito. O infarto pode limitar-se a um território vascular único (isquemia focal) ou pode ocorrer na árvore arterial proximal (diferente da isquemia generalizada bilateral-PCR).
A penumbra isquêmica é definida como a região do cérebro que circunda o cerne de um infarto, onde a função neuronal está alterada, porém potencialmente recuperável.
OBS: Em raras situações o coágulo formado no AVE hemorrágico pode sofrer calcificação e ser circundado por uma membrana glial espessa.
CLASSIFICAÇÃO AVE : isquêmico (80% dos  casos), hemorrágico (20% dos casos). Subtipos de AVE isquêmico:  cardioembólico – 30% dos casos; aterotrombótico – de grandes e médias artérias-20% e  lacunar-20%; criptogênico (causa indeterminada)– 30%; causas raras – 5%. Subtipos de AVE hemorrágico: Hemorragia intraparenquimatosa (HIP) – 50-70% dos casos; hemorragia subaracnóidea (HSA) – 30-50% dos casos;
AVE ISQUÊMICO (CARDIOEMBÓLICO) É causado por um êmbolo proveniente do coração esquerdo. Principais fatores de risco  FA  > 48h (espontânea ou por cardioversão);  IAM ( miocárdio atordoado – discinesia –3 meses; Flutter atrial; Cardiopatias dilatadas/valvopatias  (HAS,FR); Prótese valvar mitral ou aórtica ; Endocardite infecciosa; Endocardite de Libman-Sacks (SAF, LES);  Embolia paradoxial (CIA); Idosos. Outras causas embólicas: embolia gordurosa (fratura óssea), neoplasias e ar. A persistência da oclusão embólica é a exceção e não a regra.
2. (ATEROTROMBÓTICO) 2. 1 (Grande e médias artérias) É quase exclusivo para indivíduos acima de 50 anos com fatores de risco para aterosclerose  HAS (incluindo a hipertensão sistólica isolada do idoso); Diabetes Mellitus ( >1-3 vezes o risco de AVE); Dislipidemia; Síndrome Metabólica; Tabagismo (>10 vezes o risco de AVE); Idosos, negros. Costuma evoluir de forma progressiva ao longo de horas, e pode piorar em ¨saltos¨ ( é precedido de AIT). A placa aterosclerótica forma-se nas bifurcações da carótida comum, carótida interna e subclávia, cursando com graus de estenoses maiores que 70- 80%. Será que a estenose de carótida causa  AVE isquêmico simplesmente pela oclusão arterial aguda trombótica???
2. 2 (Lacunar) É um AVE isquêmico pequeno, de até 2 cm de diâmetro. São considerados como evidência de doença arterial dos vasos penetrantes do cérebro que suprem a cápsula interna, os gânglios da base, o tálamo, a coroa radiata e as regiôes paramedianas do tronco. As alterações da parede arterial são secundárias a DM, HAS ou a lipo-hialinose . Podem ser sintomáticos ou assintomáticos. Dependendo do calibre das artérias acometidas podem não ser evidenciados aos exames.
DÉFICIT NEUROLÓGICO Os déficits neurológicos focais do AVE isquêmico são classificados em 3 grandes grupos: 1º) Território carotídeo ou circulação anterior; 2º) Território vertebrobasilar ou circulação posterior; 3º) Síndrome do AVE lacunar.
Lesão de via piramidal: 1- proporcionada (fasciobraquiocrural). 2- desproporcionada. 3-Síndrome cruzada pontina. 4- Lesão específica (lacunar).
 
TERRITÓRIO CAROTÍDEO AVE DE CEREBRAL MÉDIA (RAMO SUPERIOR): Hemiparesia/plegia contralateral, poupando o pé  córtex motor, coroa radiada Paralisia facial contralateral  e/ou cápsula interna Disartria leve piramidal Hemianestesia/parestesia (todas as sensibilidades)  córtex sensorial primário Apraxia do membro superior contralateral  córtex pré-motor Hemisfério dominante: Afasia de Broca
 
AVE DA CEREBRAL MÉDIA (RAMO INFERIOR): Astereognosia da mão contralateral  córtex somatossensorial associativo Hemianopsia/quadrantanopsia contralateral Hemisfério dominante: Afasia de Wernicke, Afasia de condução, Anomia, Apraxia ideomotora , Síndrome de Gertsmann (ocorre por lesão do córtex associativo geral). Hemisfério não dominante: Anosognosia e Heminegligência do hemicorpo dominante, Apraxia construcional, Apraxia de se vestir, Amusia. Não causa Hemiplegia nem hemianestesia. OBS: Como não há áreas motoras envolvidas o déficit pode não ser evidenciado.
 
AVE DA CEREBRAL ANTERIOR: Monoplegia/paresia e apraxia da perna e pé contralaterais Monoanestesia/parestesia da perna e pé contralaterais Reflexo de preensão Lesão Bilateral (rara): Síndrome de lobo frontal abúlica/Mutismo acinético –reflexos primitivos bilaterais, descontrole esfincteriano, paraparesia com sinal de Babinski bilateral e apraxia de marcha. (depressão) Síndrome de Liberação Frontal
TERRITÓRIO VERTEBROBASILAR Hemianopsia (achado mais freqüente) Ilusões ou alucinações visuais No hemisfério dominante: alexia sem agrafia, anomia para cores, amnésia transitória (isquemia hipocampal). No hemisfério não dominante: prosopagnosia (incapacidade de reconhecer rostos). Síndrome de Balint (lesão bilateral parcial): simultanagnosia, apraxia óptica, ataxia óptica. Síndrome de Anton (lesão bilateral extensa): Cegueira cortical AVE DA CEREBRAL POSTERIOR:
Síndrome de Balint
 
 
AVE DOS RAMOS DA CEREBRAL POSTERIOR (Síndromes talâmicas e mesencefálicas). Síndrome de Weber (mesencéfalo anterior): hemiplegia fasciobraquiocrural (feixe piramidal); paralisia do IIIº par ipsilateral (diplopia, estrabismo, ptose, midríase).  Pode ser acompanhada por parkinsonismo e hemibalismo. Síndrome de Claude (mesencéfalo médio-lateral): ataxia e tremor rubral (núcleo rubro) contralateral; paralisia do IIIº par. Síndrome de Dejerine-Roussy (núcleo dorsolateral do tálamo): Hemianestesia (todas as sensibilidades somáticas) contralateral; dor talâmica contralateral.  Obs:(Artéria talamogeniculada).
 
AVE DO RAMOS DA BASILAR (Paramedianos e circunferenciais): Síndrome de Foville ou Millard- Gubler (base da ponte): Hemiplegia braquiocrural contralateral; paralisia do VIº (diplopia, estrabismo)  e do VIIº par ipsilateral; oftalmoplegia internuclear contralateral. Síndrome Pontina Dorsolateral Inferior (Síndrome da AICA): Hemianestesia termoálgica; Síndrome Vestibular(náuseas e vômitos, vertigem e nistagmo); ataxia cerebelar ipsilateral; hipoacusia  e zumbido por paralisia do VIIIº par; anestesia da hemiface ipsilateral - lesão do Vº par - ; paralisia do VIIº par; Síndrome de Horner (músculo tarsal sup. –FSC perda da inervação simpática); oftalmoplegia internuclear contralateral (fascículo longitudinal medial).
AVE DA ARTÉRIA VERTEBRAL (Síndromes Bulbares): Síndrome de Wallemberg (Síndrome da vertebral ou PICA): Hemianestesia termoálgica contralateral; paralisia do Vº par sensitivo- anestesia da hemiface ipsilateral- ; paralisia do IXº e X º pares (disfagia, disfonia); Síndrome Vestibular; ataxia cerebelar ipsilateral; Síndrome de Horner; soluços incoercíveis. NÃO há déficit motor. Síndrome de Dejerine (bulbo medial): Hemiplegia contralateral; paralisia do XIIº par (disartria grave, desvio da língua).
AVE DE CEREBELO (Síndrome da artéria cerebelar superior): Ataxia cerebelar proeminente (ipsilateral): tremor de intenção, dismetria, disdiadococinesia. Síndrome Vestibular; Reflexos tendinosos pendulares e hipotonia; Disartira cerebelar (fala escândida) Não acomete nervos cranianos.
AVE POR OCLUSÃO DA ARTÉRIA BASILAR: Trata-se de uma das mais graves síndromes de AVE isquêmico. Pode ser de origem embólica ou por trombose(clínica menos abrupta). Estado de sonolência ,torpor ou coma. Pupilas médio-fixas, pouco ou não fotorreagentes. Cegueira cortical (Síndrome de Anton), alucinações visuais. Diversas manifestações de AVE pontino. Síndrome `` locked-in ´´ ( enclausuramento ).
AVE LACUNAR: Hemiparesia pura (cápsula interna ou base dorsal da ponte): É o AVE lacunar mais comum, manifesta-se com hemiparesia ou plegia pura contralateral sem déficit sensitivo e afasia. Hemianestesia pura (núcleo ventrolateral do tálamo): Hemianestesia sem dor talâmica, contralateral (dif. da Síndrome de Dejerine-Roussy). Hemiparesia atáxica (lesão de fibras ponto-cerebelares na base da ponte). Síndrome da disartria-apraxia da mão ( joelho da cápsula interna) . Síndrome do Hemibalismo (núcleo subtalâmico) :movimentos involuntários contralaterais.
 
AVE HEMORRÁGICO As hemorragias intracranianas decorrem da ruptura de um vaso em qualquer lugar dentro da cavidade craniana, podem ser classificadas de  acordo a com a localização , a natureza do vaso rompido ou a causa (primária ou secundária). 3. HEMORRAGIA INTRAPARENQUIMATOSA (HIP): Caracteriza-se por  sangramento na substância branca do cérebro, originado habitualmente de uma pequena artéria penetrante que não se comunica com o espaço subaracnóideo. Os tipos mais comuns são a hemorragia hipertensiva derivadas da rotura dos microaneurismas de Charcot-Brouchard pela HAS, e a hemorragia lobar causada pela angiopatia amilóide em idosos. Outras causas incluem: Malformações arteriovenosas, aneurismas, Doença de Moyamoya, anticoagulação, traumatismos, discrasias sanguíneas, tumores.
Os locais mais comuns de hemorragia arterial são  Putâmen 30-40% dos casos; Lobar 30% dos casos; Tálamo 15-20% dos casos; Cerebelo 15% dos casos; Ponte 5% dos casos. O hematoma evolui ao longo de poucas horas, e dependendo da sua extensão pode ocorrer rotura do hematoma para os ventrículos (hemoventrículo) por vezes disseminando paro o espaço subaracnóideo. Em volta hematoma surge edema vasogênico ao longo de 12- 72h.
4. HEMORRAGIA SUBARACNOIDEA (HSA): Hemorragias subaracnóideas ocorrem mais comumente após o extravasamento de sangue a partir de um aneurisma cerebral, para as membranas circundantes e líquor. A causa mais comum é a ruptura de um aneurisma sacular congênito, especialmente nas bifurcações do Polígono de Willis. Outras causas incluem: malformações arteriovenosas, transtornos hemorrágicos, traumatismos, anticoagulação, angiopatia amilóide, trombose do seio venoso central. Fatores de risco  Idade entre 30-65 anos  HAS Mulheres Contraceptivos orais Tabagismo (risco em 10 vezes) História familiar positiva Síndromes genéticas (rins policísticos)
Estima-se que 1-5% da população adulta apresente aneurismas cerebrais, e a maioria permanece assintomático até o dia da sua ruptura. O risco de HSA na presença de aneurisma é de 0,5-2% e de 3% de ressangramento caso não seja tratado. Limite do tamanho do aneurisma é estabelecido em 7mm. A HSA geralmente associa-se a exercício físico e relação sexual. O sangramento cerebral geralmente ocorre nas cisternas localizadas juntos aos vasos do Polígono de Willis.
QUADRO CLÍNICO DO AVE HEMORRÁGICO: Cefaléia súbita de forte intensidade  sinais irritação meníngea Vômitos `` em jato ´´ Perda transitória do nível de consciência  crise epiléptica Déficit neurológico focal (compressão de estruturas / vasoespasmo) Compressão de nervos cranianos (oculomotor) Alterações cardiovasculares  liberação maciça de norepinefrina Hidrocefalia Coma  herniação supratentoriais (compressão do FRAA) Apnéia  herniação transtentoriais  Óbito
 
 
Obrigado!!!

Neuroliga ave clínico

  • 1.
  • 2.
    Arco aórtico Artéria inominada Artéria subclávia esquerda Artéria carótida comum esquerda Artéria carótida comum carótida externa e interna (borda superior da cartilagem tireóidea-C4). Artéria subclávia artéria vertebral artéria espinhal anterior e PICA. Posteriormente se unem na junção bulbopontina formando a artéria basilar). Artéria basilar AICA , artéria cerebelar superior e artéria cerebral posterior. Carótida interna Artéria cerebral anterior Artéria cerebral média Comunicante posterior Coróide anterior Hipofisária superior Oftálmica
  • 3.
  • 4.
  • 5.
    Tronco da artériacerebral média artérias lentículoestriadas medial e lateral ramo superior da artéria cerebral média ramo inferior da artéria cerebral média Artéria basilar emite ainda ramos penetrantes paramediais (circunferenciais lateral curta e longa) que suprem o tronco cerebral. Ramos da PICA ou ramos perfurantes bulbares originados direto da vertebral suprem a região lateral do bulbo (local que se ocorrer lesão focal, culmina com a Síndrome de Wallenberg). Uma série de penetrantes originadas da artéria comunicante posterior e da artéria cerebral posterior supre o hipotálamo, partes do tálamo e do mesencéfalo. As artérias cerebrais média suprem a maior porção do córtex cerebral (parte lateral do lobo frontal, lobo parietotemporal e porção anterior do lobo occipital). As artérias cerebrais anteriores suprem as superfícies medial e orbital do lobo frontal. As artérias cerebrais posteriores suprem a superfície inferior do lobo temporal e as superfícies medial e inferior do lobo occipital, incluindo os giros lingual e fusiforme.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    DEFINIÇÃO E EPIDEMIOLOGIADe acordo a OMS o AVE e definido como sinais de distúrbio focal (por vezes global) da função cerebral de evolução rápida, durando mais de 24h ou ocasionando a morte sem outra causa aparente, além daquela de origem vascular. Caso o déficit neurológico focal seja inferior a 24h é definido como um AIT (desde que não se observe uma imagem de infarto cerebral constatado pela RNM). a doença cerebrovascular é a causa mais comum de morte no Brasil e corresponde como 3º causa de morte dos países de primeiro mundo (HAS, FA,DR). Sintomas premonitórios do AIT precedem apenas o AVE isquêmico. Dentro de 90 dias após um AIT o risco de um AVE foi relatado como sendo de até 10-20% e quase metade desses pacientes irá desenvolver um AVE 1 a 2 dias depois do AIT (com exceção do AIT retiniano). O AIT em crescendo é considerado uma emergência médica. No AVE o sintoma neurológico indica a localização da lesão, entretanto não diferenciam confirmatoriamente o tipo do AVE.
  • 11.
    PATOGÊNESE O cérebroadulto pesa cerca de 1.500 g e requer um suprimento ininterrupto de cerca de 20% do consumo corporal total de oxigênio (regulação mecânica e química). Disfunção cerebral ocorre em níveis de FSC abaixo de 50 mg/dl e lesão neuronal irreversível se inicia em níveis abaixo de 30 mg/dl (de acordo a variação de tempo). Etapas na evolução do infarto: 1) vaso dilatação local; 2) estase da coluna sanguinea; 3) edema; 4) necrose do tecido cerebral. Cascata Isquêmica Necrose amolecimento e liquefação remoção pela micróglia fagocitária Cavitação tentativa dos astrócitos em preencher o defeito. O infarto pode limitar-se a um território vascular único (isquemia focal) ou pode ocorrer na árvore arterial proximal (diferente da isquemia generalizada bilateral-PCR).
  • 12.
    A penumbra isquêmicaé definida como a região do cérebro que circunda o cerne de um infarto, onde a função neuronal está alterada, porém potencialmente recuperável.
  • 13.
    OBS: Em rarassituações o coágulo formado no AVE hemorrágico pode sofrer calcificação e ser circundado por uma membrana glial espessa.
  • 14.
    CLASSIFICAÇÃO AVE :isquêmico (80% dos casos), hemorrágico (20% dos casos). Subtipos de AVE isquêmico: cardioembólico – 30% dos casos; aterotrombótico – de grandes e médias artérias-20% e lacunar-20%; criptogênico (causa indeterminada)– 30%; causas raras – 5%. Subtipos de AVE hemorrágico: Hemorragia intraparenquimatosa (HIP) – 50-70% dos casos; hemorragia subaracnóidea (HSA) – 30-50% dos casos;
  • 15.
    AVE ISQUÊMICO (CARDIOEMBÓLICO)É causado por um êmbolo proveniente do coração esquerdo. Principais fatores de risco FA > 48h (espontânea ou por cardioversão); IAM ( miocárdio atordoado – discinesia –3 meses; Flutter atrial; Cardiopatias dilatadas/valvopatias (HAS,FR); Prótese valvar mitral ou aórtica ; Endocardite infecciosa; Endocardite de Libman-Sacks (SAF, LES); Embolia paradoxial (CIA); Idosos. Outras causas embólicas: embolia gordurosa (fratura óssea), neoplasias e ar. A persistência da oclusão embólica é a exceção e não a regra.
  • 16.
    2. (ATEROTROMBÓTICO) 2.1 (Grande e médias artérias) É quase exclusivo para indivíduos acima de 50 anos com fatores de risco para aterosclerose HAS (incluindo a hipertensão sistólica isolada do idoso); Diabetes Mellitus ( >1-3 vezes o risco de AVE); Dislipidemia; Síndrome Metabólica; Tabagismo (>10 vezes o risco de AVE); Idosos, negros. Costuma evoluir de forma progressiva ao longo de horas, e pode piorar em ¨saltos¨ ( é precedido de AIT). A placa aterosclerótica forma-se nas bifurcações da carótida comum, carótida interna e subclávia, cursando com graus de estenoses maiores que 70- 80%. Será que a estenose de carótida causa AVE isquêmico simplesmente pela oclusão arterial aguda trombótica???
  • 17.
    2. 2 (Lacunar)É um AVE isquêmico pequeno, de até 2 cm de diâmetro. São considerados como evidência de doença arterial dos vasos penetrantes do cérebro que suprem a cápsula interna, os gânglios da base, o tálamo, a coroa radiata e as regiôes paramedianas do tronco. As alterações da parede arterial são secundárias a DM, HAS ou a lipo-hialinose . Podem ser sintomáticos ou assintomáticos. Dependendo do calibre das artérias acometidas podem não ser evidenciados aos exames.
  • 18.
    DÉFICIT NEUROLÓGICO Osdéficits neurológicos focais do AVE isquêmico são classificados em 3 grandes grupos: 1º) Território carotídeo ou circulação anterior; 2º) Território vertebrobasilar ou circulação posterior; 3º) Síndrome do AVE lacunar.
  • 19.
    Lesão de viapiramidal: 1- proporcionada (fasciobraquiocrural). 2- desproporcionada. 3-Síndrome cruzada pontina. 4- Lesão específica (lacunar).
  • 20.
  • 21.
    TERRITÓRIO CAROTÍDEO AVEDE CEREBRAL MÉDIA (RAMO SUPERIOR): Hemiparesia/plegia contralateral, poupando o pé córtex motor, coroa radiada Paralisia facial contralateral e/ou cápsula interna Disartria leve piramidal Hemianestesia/parestesia (todas as sensibilidades) córtex sensorial primário Apraxia do membro superior contralateral córtex pré-motor Hemisfério dominante: Afasia de Broca
  • 22.
  • 23.
    AVE DA CEREBRALMÉDIA (RAMO INFERIOR): Astereognosia da mão contralateral córtex somatossensorial associativo Hemianopsia/quadrantanopsia contralateral Hemisfério dominante: Afasia de Wernicke, Afasia de condução, Anomia, Apraxia ideomotora , Síndrome de Gertsmann (ocorre por lesão do córtex associativo geral). Hemisfério não dominante: Anosognosia e Heminegligência do hemicorpo dominante, Apraxia construcional, Apraxia de se vestir, Amusia. Não causa Hemiplegia nem hemianestesia. OBS: Como não há áreas motoras envolvidas o déficit pode não ser evidenciado.
  • 24.
  • 25.
    AVE DA CEREBRALANTERIOR: Monoplegia/paresia e apraxia da perna e pé contralaterais Monoanestesia/parestesia da perna e pé contralaterais Reflexo de preensão Lesão Bilateral (rara): Síndrome de lobo frontal abúlica/Mutismo acinético –reflexos primitivos bilaterais, descontrole esfincteriano, paraparesia com sinal de Babinski bilateral e apraxia de marcha. (depressão) Síndrome de Liberação Frontal
  • 26.
    TERRITÓRIO VERTEBROBASILAR Hemianopsia(achado mais freqüente) Ilusões ou alucinações visuais No hemisfério dominante: alexia sem agrafia, anomia para cores, amnésia transitória (isquemia hipocampal). No hemisfério não dominante: prosopagnosia (incapacidade de reconhecer rostos). Síndrome de Balint (lesão bilateral parcial): simultanagnosia, apraxia óptica, ataxia óptica. Síndrome de Anton (lesão bilateral extensa): Cegueira cortical AVE DA CEREBRAL POSTERIOR:
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    AVE DOS RAMOSDA CEREBRAL POSTERIOR (Síndromes talâmicas e mesencefálicas). Síndrome de Weber (mesencéfalo anterior): hemiplegia fasciobraquiocrural (feixe piramidal); paralisia do IIIº par ipsilateral (diplopia, estrabismo, ptose, midríase). Pode ser acompanhada por parkinsonismo e hemibalismo. Síndrome de Claude (mesencéfalo médio-lateral): ataxia e tremor rubral (núcleo rubro) contralateral; paralisia do IIIº par. Síndrome de Dejerine-Roussy (núcleo dorsolateral do tálamo): Hemianestesia (todas as sensibilidades somáticas) contralateral; dor talâmica contralateral. Obs:(Artéria talamogeniculada).
  • 31.
  • 32.
    AVE DO RAMOSDA BASILAR (Paramedianos e circunferenciais): Síndrome de Foville ou Millard- Gubler (base da ponte): Hemiplegia braquiocrural contralateral; paralisia do VIº (diplopia, estrabismo) e do VIIº par ipsilateral; oftalmoplegia internuclear contralateral. Síndrome Pontina Dorsolateral Inferior (Síndrome da AICA): Hemianestesia termoálgica; Síndrome Vestibular(náuseas e vômitos, vertigem e nistagmo); ataxia cerebelar ipsilateral; hipoacusia e zumbido por paralisia do VIIIº par; anestesia da hemiface ipsilateral - lesão do Vº par - ; paralisia do VIIº par; Síndrome de Horner (músculo tarsal sup. –FSC perda da inervação simpática); oftalmoplegia internuclear contralateral (fascículo longitudinal medial).
  • 33.
    AVE DA ARTÉRIAVERTEBRAL (Síndromes Bulbares): Síndrome de Wallemberg (Síndrome da vertebral ou PICA): Hemianestesia termoálgica contralateral; paralisia do Vº par sensitivo- anestesia da hemiface ipsilateral- ; paralisia do IXº e X º pares (disfagia, disfonia); Síndrome Vestibular; ataxia cerebelar ipsilateral; Síndrome de Horner; soluços incoercíveis. NÃO há déficit motor. Síndrome de Dejerine (bulbo medial): Hemiplegia contralateral; paralisia do XIIº par (disartria grave, desvio da língua).
  • 34.
    AVE DE CEREBELO(Síndrome da artéria cerebelar superior): Ataxia cerebelar proeminente (ipsilateral): tremor de intenção, dismetria, disdiadococinesia. Síndrome Vestibular; Reflexos tendinosos pendulares e hipotonia; Disartira cerebelar (fala escândida) Não acomete nervos cranianos.
  • 35.
    AVE POR OCLUSÃODA ARTÉRIA BASILAR: Trata-se de uma das mais graves síndromes de AVE isquêmico. Pode ser de origem embólica ou por trombose(clínica menos abrupta). Estado de sonolência ,torpor ou coma. Pupilas médio-fixas, pouco ou não fotorreagentes. Cegueira cortical (Síndrome de Anton), alucinações visuais. Diversas manifestações de AVE pontino. Síndrome `` locked-in ´´ ( enclausuramento ).
  • 36.
    AVE LACUNAR: Hemiparesiapura (cápsula interna ou base dorsal da ponte): É o AVE lacunar mais comum, manifesta-se com hemiparesia ou plegia pura contralateral sem déficit sensitivo e afasia. Hemianestesia pura (núcleo ventrolateral do tálamo): Hemianestesia sem dor talâmica, contralateral (dif. da Síndrome de Dejerine-Roussy). Hemiparesia atáxica (lesão de fibras ponto-cerebelares na base da ponte). Síndrome da disartria-apraxia da mão ( joelho da cápsula interna) . Síndrome do Hemibalismo (núcleo subtalâmico) :movimentos involuntários contralaterais.
  • 37.
  • 38.
    AVE HEMORRÁGICO Ashemorragias intracranianas decorrem da ruptura de um vaso em qualquer lugar dentro da cavidade craniana, podem ser classificadas de acordo a com a localização , a natureza do vaso rompido ou a causa (primária ou secundária). 3. HEMORRAGIA INTRAPARENQUIMATOSA (HIP): Caracteriza-se por sangramento na substância branca do cérebro, originado habitualmente de uma pequena artéria penetrante que não se comunica com o espaço subaracnóideo. Os tipos mais comuns são a hemorragia hipertensiva derivadas da rotura dos microaneurismas de Charcot-Brouchard pela HAS, e a hemorragia lobar causada pela angiopatia amilóide em idosos. Outras causas incluem: Malformações arteriovenosas, aneurismas, Doença de Moyamoya, anticoagulação, traumatismos, discrasias sanguíneas, tumores.
  • 39.
    Os locais maiscomuns de hemorragia arterial são Putâmen 30-40% dos casos; Lobar 30% dos casos; Tálamo 15-20% dos casos; Cerebelo 15% dos casos; Ponte 5% dos casos. O hematoma evolui ao longo de poucas horas, e dependendo da sua extensão pode ocorrer rotura do hematoma para os ventrículos (hemoventrículo) por vezes disseminando paro o espaço subaracnóideo. Em volta hematoma surge edema vasogênico ao longo de 12- 72h.
  • 40.
    4. HEMORRAGIA SUBARACNOIDEA(HSA): Hemorragias subaracnóideas ocorrem mais comumente após o extravasamento de sangue a partir de um aneurisma cerebral, para as membranas circundantes e líquor. A causa mais comum é a ruptura de um aneurisma sacular congênito, especialmente nas bifurcações do Polígono de Willis. Outras causas incluem: malformações arteriovenosas, transtornos hemorrágicos, traumatismos, anticoagulação, angiopatia amilóide, trombose do seio venoso central. Fatores de risco Idade entre 30-65 anos HAS Mulheres Contraceptivos orais Tabagismo (risco em 10 vezes) História familiar positiva Síndromes genéticas (rins policísticos)
  • 41.
    Estima-se que 1-5%da população adulta apresente aneurismas cerebrais, e a maioria permanece assintomático até o dia da sua ruptura. O risco de HSA na presença de aneurisma é de 0,5-2% e de 3% de ressangramento caso não seja tratado. Limite do tamanho do aneurisma é estabelecido em 7mm. A HSA geralmente associa-se a exercício físico e relação sexual. O sangramento cerebral geralmente ocorre nas cisternas localizadas juntos aos vasos do Polígono de Willis.
  • 42.
    QUADRO CLÍNICO DOAVE HEMORRÁGICO: Cefaléia súbita de forte intensidade sinais irritação meníngea Vômitos `` em jato ´´ Perda transitória do nível de consciência crise epiléptica Déficit neurológico focal (compressão de estruturas / vasoespasmo) Compressão de nervos cranianos (oculomotor) Alterações cardiovasculares liberação maciça de norepinefrina Hidrocefalia Coma herniação supratentoriais (compressão do FRAA) Apnéia herniação transtentoriais Óbito
  • 43.
  • 44.
  • 45.