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Neuroanatomia: Macroscopia da
Medula Espinhal e seus Envoltorórios
         Bruno L. Sandes
        Acadêmico Funorte
     Montes Claros – 10.02.2010
Introdução
• “miolo” / indica o que está dentro
• Órgão do SNC mais simples e cuja estrutura
  (tubo neural) foi menos modificada durante o
  desenvolvimento.
• Conceito: é uma massa cilindróide de tecido
  nervoso situada dentro do canal vertebral
  sem, entretanto, ocupá-lo completamente.
Neuroanatomia   medula espinhal
Introdução
• Cranialmente a medula limita-se com o bulbo,
  aproximadamente ao nível do forame magno do
  osso occipital.
• No homem adulto mede aproximadamente
  45cm, sendo pouco menor na mulher.
• O limite caudal da medula tem importância
  clínica e no adulto situa-se geralmente na 2ª
  vértebra lombar (L2)
• A medula termina afilando-se para formar um
  cone, o cone medular, que continua com um
  delgado filamento meníngeo, o filamento
  terminal.
Neuroanatomia   medula espinhal
Cone Medular




               Filamento
               Terminal
Forma e Estrutura Geral
• O calibre da medula
  espinhal não é uniforme,
  pois    apresenta   duas
  dilatações denominadas     C4-T1

  intumescência cervical e
  intumescência lombar.
• Formação:          Maior
  quantidade de neurônios
  e, portanto, de fibras
                             T11-L1
  nervosas que entram ou
  saem destas áreas.


                             L2
Forma e Estrutura Geral
• A superfície da medula apresenta os seguintes sulcos
  longitudinais, que percorrem em toda a sua extensão:
  o sulco mediano posterior, fissura mediana anterior,
  sulco lateral anterior e o sulco lateral posterior.
• Na medula cervical existe ainda o sulco intermédio
  posterior que se situa entre o sulco mediano posterior
  e o sulco lateral posterior e que se continua em um
  septo intermédio posterior no interior do funículo
  posterior.
• Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem
  conexão, respectivamente as raízes ventrais e dorsais
  dos nervos espinhais.
Neuroanatomia   medula espinhal
Forma e Estrutura Geral
•   Na medula, a substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e
    apresenta a forma de uma borboleta, ou de um "H". Nela distinguimos de
    cada lado, três colunas que aparecem nos cortes como cornos e que são
    as colunas anterior, posterior e lateral. A coluna lateral só aparece na
    medula torácica e parte da medula lombar. No centro da substância
    cinzenta localiza-se o canal central da medula.
•   A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que
    sobem e descem na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em
    três funículos ou cordões:
•   Funículo anterior: situado entre a fissura mediana anterior e o sulco
    lateral anterior.
•   Funículo lateral: situado entre os sulcos lateral anterior e o lateral
    posterior.
•   Funículo posterior: situado entre o sulco lateral posterior e o sulco
    mediano posterior, este ultimo ligado a substancia cinzenta pelo septo
    mediano posterior. Na parte cervical da medula o funículo posterior é
    dividido pelo sulco intermédio posterior em fascículo grácil e fascículo
    cuneiforme.
Forma e Estrutura Geral
Conexões com os Nervos Espinhais
          – Segmentos Medulares –
• Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior
  fazem conexão com pequenos filamentos
  nervosos denominados de filamentos
  radiculares, que se unem para formar,
  respectivamente, as raízes ventrais e dorsais
  dos nervos espinhais. As duas raízes se unem
  para formação dos nervos espinhais,
  ocorrendo à união em um ponto situado
  distalmente ao gânglio espinhal que existe na
  raiz dorsal.
Conexões com os Nervos Espinhais
Raízes Nervosas



         – Segmentos Medulares –
Topografia Vertebromedular
• A um nível abaixo da segunda vértebra
lombar     encontramos     apenas    as
meninges e as raízes nervosas dos
últimos nervos espinhais, que dispostas
em torno do cone medular e filamento
terminal, constituem, em conjunto, a
chamada cauda eqüina. Como as raízes
nervosas mantém suas relações com os
respectivos forames intervertebrais, há
um alongamento das raízes e uma
diminuição do ângulo que elas fazem
com a medula. Estes fenômenos são
mais pronunciados na parte caudal da
medula, levando a formação da cauda
eqüina.
Topografia Vertebromedular
• Como conseqüência da diferença de ritmos de
  crescimento entre a coluna e a medula, temos o
  afastamento dos segmentos medulares das vértebras
  correspondentes.
• Nível da medula - regra: entre os níveis C2 e T10,
  adicionamos o número dois ao processo espinhoso da
  vértebra e se tem o segmento medular subjacente.
• No adulto, as vértebras T11 e T12 correspondem aos
  segmentos lombares. Já o processo espinhoso de L1
  corresponde aos cinco segmentos sacrais.
Relação das Raízes
Nervosas com as Vértebras
Envoltórios da Medula
• Cranialmente a dura-mater espinhal, continua
  na dura-máter craniana, caudalmente ela se
  termina em um fundo-de-saco ao nível da
  vértebra S2.
• Prolongamentos laterais da dura-máter
  embainham as raízes dos nervos espinhais,
  constituindo um tecido conjuntivo (epineuro),
  que envolve os nervos.
Envoltórios da Medula
• A aracnóide espinhal se dispõem entre a dura-máter
  e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à
  dura-máter e um emaranhado de trabéculas
  aracnóideas, que unem este folheto à pia-máter.
• A pia-máter é a membrana mais delicada e mais
  interna. Ela adere intimamente o tecido superficial
  da medula e penetra na fissura mediana anterior.
  Quando a medula termina no cone medular, a pia-
  máter continua caudalmente, formando um
  filamento esbranquiçado denominado filamento
  terminal.
Envoltórios da Medula
Envoltórios da Medula
• A pia-máter forma, de cada lado da medula,
  uma     prega    longitudinal    denominada
  ligamento denticulado, que se dispõem em
  um plano frontal ao longo de toda a extensão
  da medula.
• Os dois ligamentos denticulados são
  elementos de fixação da medula e
  importantes pontos de referência em cirurgias
  deste órgão.
Envoltórios da Medula
Envoltórios da Medula
Espaços Importantes para a Clínica:
• O espaço epidural, ou extradural, situa-se entre a
  dura-máter e o periósteo do canal vertebral. Contém
  tecido adiposo e um grande número de veias que
  constituem o plexo venoso vertebral interno.
• O espaço subdural, situado entre a dura-máter e a
  aracnóide, é uma fenda estreita contendo uma
  pequena quantidade de líquido.
• O espaço subaracnóideo contém uma quantidade
  razoavelmente grande de líquido cérebro-espinhal ou
  líquor.
• Alguns autores ainda consideram um outro espaço
  denominado subpial, localizado entre a pia-máter e o
  tecido nervoso.
Neuroanatomia   medula espinhal
Vascularização da Medula Espinhal
Neuroanatomia   medula espinhal
Vascularização da Medula Espinhal
• Artérias Espinhais Segmentares
   - Artérias Radiculares
• Artérias Nutritivas (variáveis):
   - Grande Artéria Espinhal Anterior de Adamkiewicz –
     responsável pela irrigação dos 2/3 inferiores da Medula
Vascularização da Medula Espinhal
Veias da Medula Espinhal:
 • Drenam para 6 canais longitudinais que se
 comunicam com as Veias do Cérebro e Seios
 Venosos
 • Plexo Venoso Vertebral Interno
Conceitos Importantes
• Substância cinzenta: neuróglia, corpos de
  neurônios      e    fibras    predominantemente
  amielínicas;
• Substância      branca:    neuróglia    e    fibras
  predominantemente mielínicas;
• Núcleo: massa de s. cinzenta dentro de s. branca,
  ou grupo delimitado de neurônios com
  aproximadamente a mesma estrutura e função;
• Córtex: s. cinzenta que se dispõe em uma camada
  fina na superfície do cerebelo e do cérebro;
Conceitos Importantes
• Tracto: feixe de fibras nervosas com
  aproximadamente a mesma origem, mesma
  função e mesmo destino – amielínicas e
  mielínicas. EX.: Tracto cortico-espinhal lateral.
• Fascículo: um tracto mais compacto.
• Lemnisco: “fita”. Alguns feixes de fibras sensitivas
  que levam impulsos nervosos ao tálamo.
• Funículo: “cordão”. É usado para a s. branca da
  medula. Um funículo contém vários tractos ou
  fascículos.
Estrutura da Medula Espinhal
Substância Cinzenta:
• Divisão:
  –   Cornos Anteriores
  –   Substância Cinzenta Intermédia
  –   Cornos Laterais
  –   Cornos Posteriores
Forma e Estrutura Geral
Neurônios Medulares
                                   Viscerais
                     Radiculares
• Neurónios                        Somáticos
Axónio Longo                       de projeção
(tipo I de Golgi)    Cordonais
                                   de associação
• Neurónios
Axónio Curto
(tipo II de Golgi)
Núcleos da Substância Cinzenta
• Grupos ou Colunas do Corno Anterior (Zona
  Somato-Motora):
  – Grupo Interno/Medial
  (Musculatura Esqueleto axial)
  – Grupo Externo/Lateral
  (Musculatura Esqueleto apendicular –
  Intumescência cervical e lombar)
  – Grupo Central:
      • Núcleo Frénico (nervos C3, C4 e C5)
      • Núcleo Acessório (nervos C1-C6)
      • Núcleo Lombo-Sagrado (nervos L2-S1)
Núcleos da Substância Cinzenta
• Grupos ou Colunas do Corno Posterior (Zona
  Somato-Sensível):
     – Substância Gelatinosa de Rolando
     (portão da dor – regula entrada no SN de impulsos dolorosos)

     – Núcleo Dorsal (Coluna de Clark)
     (Propriocepção inconsciente)

     – Núcleo Propius
     – Núcleo Aferente Visceral (Coluna de Betcherew)
• Lâminas de Rexed (I-X)
•   (distribuição regular dos neurônios medulares)
Estrutura da Medula Espinhal
                                  3

Substância Branca             2
                                      1
1 - Coluna Branca Anterior
2 - Coluna Branca Lateral
3 - Coluna Branca Posterior
VIAS ASCENDENTES OU SENSITIVAS
•Feixes grácil e cuneiforme             Sensibil. proprioceptiva e vibratória; tacto epicritico
•Espinotalâmico anterior                Tacto protopático
•Espinocerebelar anterior e posterior   Informação proprioceptiva e de receptores
•Espinotalâmico lateral                 Temperatura e dor
• Espino-tectal                          Reflexos espinovisuais
•Postero lateral
• Espino-olivar                         Órgãos cutâneos e proprioceptivos
•Espino-reticular                        Pele, músculos e articulações
VIAS DESCENDENTES OU MOTORAS
Piramidais   •Feixes cortico-espinhais   Movimentos voluntários (distais)
             •Vestibulo-espinhal         Equilibrio e facilitia extensores
             •Tecto-espinhal             Reflexos relacionados com visão
     Extra   •Reticulo-espinhal          Movimentos voluntários e actividade reflexa
Piramidais   •Rubro-espinhal             Motilidade e facilita flexores
             •Olivo-espinhal             Actividade muscular
             •Vegetativos descendentes   Funções viscerais
VIAS INTERSEGMENTARES
•   Ligação entre neurônios de diferentes níveis

•   Descendentes e ascendentes

•   Curtas e Longas
Lesões da Medula Espinhal

Lesões compressivas

Síndrome do choque espinhal

Síndromes destrutivas da medula espinhal
Lesões Compressivas da Medula
             Espinhal
• Causas extradurais

• Causas intradurais
     • Extramedulares
     • Intramedulares
Síndrome do choque espinhal
• Segue-se a lesões agudas graves da medula
  espinhal
• Redução das funções medulares abaixo da
  zona afectada e do SNA
• Duração: < 24h - 4 semanas
Síndromes destrutivas da medula
             espinhal
• Síndrome do seccionamento transversal completo da
  medula espinhal
• Síndrome anterior da medula espinhal
• Síndrome central da medula espinhal
• Síndrome de Brown-Séquard ou hemissecção da
  medula espinhal
• Siringomielia
• Poliomielite
• Esclerose múltipla
• Esclerose lateral amiotrófica (ELA) ou síndrome de Lou
  Gehrig
Síndrome da Transecção Medular Total
• Perda de toda a sensibilidade e
  motricidade voluntária abaixo do nível
  da lesão.

• Causas: deslocação de fraturas, ferida
  de arma branca ou de fogo, tumor em
  expansão.

• Paralisia do neurônio motor inferior e
  atrofia muscular
• Paralisia espástica bilateral
• Perda bilateral de sensibilidade
Síndrome Medular Anterior
• Causas: contusão da medula por fratura ou deslocamento
  vertebral, lesão da artéria espinhal anterior, hérnia discal

• Paralisia bilateral do neurônio motor inferior
• Paralisia espástica bilateral
• Perda bilateral de sensibilidade
Síndrome Medular Central
• Causas: normalmente por hiperextensão da coluna cervical →
  compressão da medula entre os corpos vertebrais e ligamentos
  amarelos

• Paralisia bilateral do neurônio motor inferior
• Paralisia espástica bilateral
• Perda bilateral de sensibilidade
Síndrome de Brown-Séquard ou
                Hemissecção Medular
• Causas: deslocamento de fraturas da coluna vertebral, ferida de
  arma branca ou de fogo ou tumor em expansão
• Hemissecção completa (rara) ou incompleta

•   Paralisia unilateral do neurónio motor inferior
•   Paralisia espástica unilateral
•   Anestesia cutânea unilateral
•   Perda unilateral de sensibilidade
•   Perda contralateral da sensibilidade
    táctil, dolorosa e térmica
Siringomielia
• Causas:      anomalia       do
  desenvolvimento do canal          lesão da via espino-talâmica lateral

  central da medula, afetando
  normalmente a região cervical
  da medula e tronco cerebral.
Poliomielite
• Infecção viral aguda dos
  neurônios da coluna cinzenta
  anterior da medula espinhal
  e núcleos motores dos pares
  cranianos.

• Atrofia muscular
• Problemas respiratórios
Esclerose múltipla
• SNC - desmielinização das vias ascendentes e
  descendentes
• Causa desconhecida

• Possivelmente, mutações nos genes que codificam
  as proteínas das bainhas de mielina ou por reações
  auto-imunes contra essas proteínas.

• Sintomas: fraqueza dos membros, ataxia,
  espasticidade e paralisia.
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou
           Síndrome de Lou-qehrig
• Exclusiva das vias córtico-espinhal e neurónios motores das
  colunas cinzentas anteriores
• Causa desconhecida

• Progressiva atrofia muscular, paresias,        fasciculação,
  espasticidade. Pode afectar pares cranianos.
Bibliografia
• Machado, Ângelo; Neuroanatomia Funcional; Editora
  Atheneu; 2ª edição; 2004
• Snell, Richard; Neuroanatomia Clínica para Estudantes de
  Medicina; Editora Guanabara Koogan; 5ª edição; 2001
• Netter, Frank; Atlas of Human Anatomy; Elsevier; 4ª edição;
  2006
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Neuroanatomia medula espinhal

  • 1. Neuroanatomia: Macroscopia da Medula Espinhal e seus Envoltorórios Bruno L. Sandes Acadêmico Funorte Montes Claros – 10.02.2010
  • 2. Introdução • “miolo” / indica o que está dentro • Órgão do SNC mais simples e cuja estrutura (tubo neural) foi menos modificada durante o desenvolvimento. • Conceito: é uma massa cilindróide de tecido nervoso situada dentro do canal vertebral sem, entretanto, ocupá-lo completamente.
  • 4. Introdução • Cranialmente a medula limita-se com o bulbo, aproximadamente ao nível do forame magno do osso occipital. • No homem adulto mede aproximadamente 45cm, sendo pouco menor na mulher. • O limite caudal da medula tem importância clínica e no adulto situa-se geralmente na 2ª vértebra lombar (L2) • A medula termina afilando-se para formar um cone, o cone medular, que continua com um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal.
  • 6. Cone Medular Filamento Terminal
  • 7. Forma e Estrutura Geral • O calibre da medula espinhal não é uniforme, pois apresenta duas dilatações denominadas C4-T1 intumescência cervical e intumescência lombar. • Formação: Maior quantidade de neurônios e, portanto, de fibras T11-L1 nervosas que entram ou saem destas áreas. L2
  • 8. Forma e Estrutura Geral • A superfície da medula apresenta os seguintes sulcos longitudinais, que percorrem em toda a sua extensão: o sulco mediano posterior, fissura mediana anterior, sulco lateral anterior e o sulco lateral posterior. • Na medula cervical existe ainda o sulco intermédio posterior que se situa entre o sulco mediano posterior e o sulco lateral posterior e que se continua em um septo intermédio posterior no interior do funículo posterior. • Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem conexão, respectivamente as raízes ventrais e dorsais dos nervos espinhais.
  • 10. Forma e Estrutura Geral • Na medula, a substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de uma borboleta, ou de um "H". Nela distinguimos de cada lado, três colunas que aparecem nos cortes como cornos e que são as colunas anterior, posterior e lateral. A coluna lateral só aparece na medula torácica e parte da medula lombar. No centro da substância cinzenta localiza-se o canal central da medula. • A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que sobem e descem na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículos ou cordões: • Funículo anterior: situado entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral anterior. • Funículo lateral: situado entre os sulcos lateral anterior e o lateral posterior. • Funículo posterior: situado entre o sulco lateral posterior e o sulco mediano posterior, este ultimo ligado a substancia cinzenta pelo septo mediano posterior. Na parte cervical da medula o funículo posterior é dividido pelo sulco intermédio posterior em fascículo grácil e fascículo cuneiforme.
  • 12. Conexões com os Nervos Espinhais – Segmentos Medulares – • Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem conexão com pequenos filamentos nervosos denominados de filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente, as raízes ventrais e dorsais dos nervos espinhais. As duas raízes se unem para formação dos nervos espinhais, ocorrendo à união em um ponto situado distalmente ao gânglio espinhal que existe na raiz dorsal.
  • 13. Conexões com os Nervos Espinhais Raízes Nervosas – Segmentos Medulares –
  • 14. Topografia Vertebromedular • A um nível abaixo da segunda vértebra lombar encontramos apenas as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, que dispostas em torno do cone medular e filamento terminal, constituem, em conjunto, a chamada cauda eqüina. Como as raízes nervosas mantém suas relações com os respectivos forames intervertebrais, há um alongamento das raízes e uma diminuição do ângulo que elas fazem com a medula. Estes fenômenos são mais pronunciados na parte caudal da medula, levando a formação da cauda eqüina.
  • 15. Topografia Vertebromedular • Como conseqüência da diferença de ritmos de crescimento entre a coluna e a medula, temos o afastamento dos segmentos medulares das vértebras correspondentes. • Nível da medula - regra: entre os níveis C2 e T10, adicionamos o número dois ao processo espinhoso da vértebra e se tem o segmento medular subjacente. • No adulto, as vértebras T11 e T12 correspondem aos segmentos lombares. Já o processo espinhoso de L1 corresponde aos cinco segmentos sacrais.
  • 16. Relação das Raízes Nervosas com as Vértebras
  • 17. Envoltórios da Medula • Cranialmente a dura-mater espinhal, continua na dura-máter craniana, caudalmente ela se termina em um fundo-de-saco ao nível da vértebra S2. • Prolongamentos laterais da dura-máter embainham as raízes dos nervos espinhais, constituindo um tecido conjuntivo (epineuro), que envolve os nervos.
  • 18. Envoltórios da Medula • A aracnóide espinhal se dispõem entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas aracnóideas, que unem este folheto à pia-máter. • A pia-máter é a membrana mais delicada e mais interna. Ela adere intimamente o tecido superficial da medula e penetra na fissura mediana anterior. Quando a medula termina no cone medular, a pia- máter continua caudalmente, formando um filamento esbranquiçado denominado filamento terminal.
  • 20. Envoltórios da Medula • A pia-máter forma, de cada lado da medula, uma prega longitudinal denominada ligamento denticulado, que se dispõem em um plano frontal ao longo de toda a extensão da medula. • Os dois ligamentos denticulados são elementos de fixação da medula e importantes pontos de referência em cirurgias deste órgão.
  • 22. Envoltórios da Medula Espaços Importantes para a Clínica: • O espaço epidural, ou extradural, situa-se entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral. Contém tecido adiposo e um grande número de veias que constituem o plexo venoso vertebral interno. • O espaço subdural, situado entre a dura-máter e a aracnóide, é uma fenda estreita contendo uma pequena quantidade de líquido. • O espaço subaracnóideo contém uma quantidade razoavelmente grande de líquido cérebro-espinhal ou líquor. • Alguns autores ainda consideram um outro espaço denominado subpial, localizado entre a pia-máter e o tecido nervoso.
  • 26. Vascularização da Medula Espinhal • Artérias Espinhais Segmentares - Artérias Radiculares • Artérias Nutritivas (variáveis): - Grande Artéria Espinhal Anterior de Adamkiewicz – responsável pela irrigação dos 2/3 inferiores da Medula
  • 27. Vascularização da Medula Espinhal Veias da Medula Espinhal: • Drenam para 6 canais longitudinais que se comunicam com as Veias do Cérebro e Seios Venosos • Plexo Venoso Vertebral Interno
  • 28. Conceitos Importantes • Substância cinzenta: neuróglia, corpos de neurônios e fibras predominantemente amielínicas; • Substância branca: neuróglia e fibras predominantemente mielínicas; • Núcleo: massa de s. cinzenta dentro de s. branca, ou grupo delimitado de neurônios com aproximadamente a mesma estrutura e função; • Córtex: s. cinzenta que se dispõe em uma camada fina na superfície do cerebelo e do cérebro;
  • 29. Conceitos Importantes • Tracto: feixe de fibras nervosas com aproximadamente a mesma origem, mesma função e mesmo destino – amielínicas e mielínicas. EX.: Tracto cortico-espinhal lateral. • Fascículo: um tracto mais compacto. • Lemnisco: “fita”. Alguns feixes de fibras sensitivas que levam impulsos nervosos ao tálamo. • Funículo: “cordão”. É usado para a s. branca da medula. Um funículo contém vários tractos ou fascículos.
  • 30. Estrutura da Medula Espinhal Substância Cinzenta: • Divisão: – Cornos Anteriores – Substância Cinzenta Intermédia – Cornos Laterais – Cornos Posteriores
  • 32. Neurônios Medulares Viscerais Radiculares • Neurónios Somáticos Axónio Longo de projeção (tipo I de Golgi) Cordonais de associação • Neurónios Axónio Curto (tipo II de Golgi)
  • 33. Núcleos da Substância Cinzenta • Grupos ou Colunas do Corno Anterior (Zona Somato-Motora): – Grupo Interno/Medial (Musculatura Esqueleto axial) – Grupo Externo/Lateral (Musculatura Esqueleto apendicular – Intumescência cervical e lombar) – Grupo Central: • Núcleo Frénico (nervos C3, C4 e C5) • Núcleo Acessório (nervos C1-C6) • Núcleo Lombo-Sagrado (nervos L2-S1)
  • 34. Núcleos da Substância Cinzenta • Grupos ou Colunas do Corno Posterior (Zona Somato-Sensível): – Substância Gelatinosa de Rolando (portão da dor – regula entrada no SN de impulsos dolorosos) – Núcleo Dorsal (Coluna de Clark) (Propriocepção inconsciente) – Núcleo Propius – Núcleo Aferente Visceral (Coluna de Betcherew) • Lâminas de Rexed (I-X) • (distribuição regular dos neurônios medulares)
  • 35. Estrutura da Medula Espinhal 3 Substância Branca 2 1 1 - Coluna Branca Anterior 2 - Coluna Branca Lateral 3 - Coluna Branca Posterior
  • 36. VIAS ASCENDENTES OU SENSITIVAS •Feixes grácil e cuneiforme Sensibil. proprioceptiva e vibratória; tacto epicritico •Espinotalâmico anterior Tacto protopático •Espinocerebelar anterior e posterior Informação proprioceptiva e de receptores •Espinotalâmico lateral Temperatura e dor • Espino-tectal Reflexos espinovisuais •Postero lateral • Espino-olivar Órgãos cutâneos e proprioceptivos •Espino-reticular Pele, músculos e articulações
  • 37. VIAS DESCENDENTES OU MOTORAS Piramidais •Feixes cortico-espinhais Movimentos voluntários (distais) •Vestibulo-espinhal Equilibrio e facilitia extensores •Tecto-espinhal Reflexos relacionados com visão Extra •Reticulo-espinhal Movimentos voluntários e actividade reflexa Piramidais •Rubro-espinhal Motilidade e facilita flexores •Olivo-espinhal Actividade muscular •Vegetativos descendentes Funções viscerais
  • 38. VIAS INTERSEGMENTARES • Ligação entre neurônios de diferentes níveis • Descendentes e ascendentes • Curtas e Longas
  • 39. Lesões da Medula Espinhal Lesões compressivas Síndrome do choque espinhal Síndromes destrutivas da medula espinhal
  • 40. Lesões Compressivas da Medula Espinhal • Causas extradurais • Causas intradurais • Extramedulares • Intramedulares
  • 41. Síndrome do choque espinhal • Segue-se a lesões agudas graves da medula espinhal • Redução das funções medulares abaixo da zona afectada e do SNA • Duração: < 24h - 4 semanas
  • 42. Síndromes destrutivas da medula espinhal • Síndrome do seccionamento transversal completo da medula espinhal • Síndrome anterior da medula espinhal • Síndrome central da medula espinhal • Síndrome de Brown-Séquard ou hemissecção da medula espinhal • Siringomielia • Poliomielite • Esclerose múltipla • Esclerose lateral amiotrófica (ELA) ou síndrome de Lou Gehrig
  • 43. Síndrome da Transecção Medular Total • Perda de toda a sensibilidade e motricidade voluntária abaixo do nível da lesão. • Causas: deslocação de fraturas, ferida de arma branca ou de fogo, tumor em expansão. • Paralisia do neurônio motor inferior e atrofia muscular • Paralisia espástica bilateral • Perda bilateral de sensibilidade
  • 44. Síndrome Medular Anterior • Causas: contusão da medula por fratura ou deslocamento vertebral, lesão da artéria espinhal anterior, hérnia discal • Paralisia bilateral do neurônio motor inferior • Paralisia espástica bilateral • Perda bilateral de sensibilidade
  • 45. Síndrome Medular Central • Causas: normalmente por hiperextensão da coluna cervical → compressão da medula entre os corpos vertebrais e ligamentos amarelos • Paralisia bilateral do neurônio motor inferior • Paralisia espástica bilateral • Perda bilateral de sensibilidade
  • 46. Síndrome de Brown-Séquard ou Hemissecção Medular • Causas: deslocamento de fraturas da coluna vertebral, ferida de arma branca ou de fogo ou tumor em expansão • Hemissecção completa (rara) ou incompleta • Paralisia unilateral do neurónio motor inferior • Paralisia espástica unilateral • Anestesia cutânea unilateral • Perda unilateral de sensibilidade • Perda contralateral da sensibilidade táctil, dolorosa e térmica
  • 47. Siringomielia • Causas: anomalia do desenvolvimento do canal lesão da via espino-talâmica lateral central da medula, afetando normalmente a região cervical da medula e tronco cerebral.
  • 48. Poliomielite • Infecção viral aguda dos neurônios da coluna cinzenta anterior da medula espinhal e núcleos motores dos pares cranianos. • Atrofia muscular • Problemas respiratórios
  • 49. Esclerose múltipla • SNC - desmielinização das vias ascendentes e descendentes • Causa desconhecida • Possivelmente, mutações nos genes que codificam as proteínas das bainhas de mielina ou por reações auto-imunes contra essas proteínas. • Sintomas: fraqueza dos membros, ataxia, espasticidade e paralisia.
  • 50. Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou Síndrome de Lou-qehrig • Exclusiva das vias córtico-espinhal e neurónios motores das colunas cinzentas anteriores • Causa desconhecida • Progressiva atrofia muscular, paresias, fasciculação, espasticidade. Pode afectar pares cranianos.
  • 51. Bibliografia • Machado, Ângelo; Neuroanatomia Funcional; Editora Atheneu; 2ª edição; 2004 • Snell, Richard; Neuroanatomia Clínica para Estudantes de Medicina; Editora Guanabara Koogan; 5ª edição; 2001 • Netter, Frank; Atlas of Human Anatomy; Elsevier; 4ª edição; 2006