Acidente Vascular Encefálico
•Doenças de início abrupto que causam danos
neurológicos
• Causados por anormalidades na circulação
cerebral
3.
Acidente Vascular Encefálico
1- Inadequação de fluxo sanguíneo (AVCI)
2 - Hemorragia do tecido cerebral ou nos
espaços circundantes do mesmo (AVCH)
4.
O Cérebro
• Suprimentopelas carótidas internas e artérias
vertebrais
• O fluxo sanguíneo cerebral representa 15 a
20% do débito cardíaco total
• Utiliza 10% da glicose do sangue
Isquemia
• Redução dosuprimento sangíneo, que leva a oferta
inadequada de glicose e oxigênio, podendo levar a área de
infarto.
• Pode ser uma lesão temporária (reversível), ou infarto extenso.
* Focal (por oclusão vascular, causada por embolia ou
trombose);
* Global (causada por insuficiência cardiovascular, arritimias,
fibrilação ventricular)
*Hipóxia (que causa apenas disfunção e não lesão cerebral
irreversível)
7.
Isquemia – Fisiopatologia
•Complicações: infarto cerebral, necrose
isquêmica, autólise cerebral e desmielinização
da substância branca.
• Duração maior de duas horas > infarto cerebral
• Leucócitos:
-causam oclusão vascular pela obstrução
mecânica direta ou lesão ao endotélio.
-lesão celular citotóxica.
8.
Hemorragia
• Sangramento poraneurisma ou outras má formações no
subaracnoideo- induz meningite química e vasoespasmo.
• O sangramento intraparenquimatoso geralmente é
benigno.
• O local distal a ruptura não é mais suprido levando à
infarto.
• Sangue extravasa para o parênquima > aumenta volume
do cérebro > edema > aumenta PIC
• Relação com HAS > ativa matriz das metalaproteinases
nas paredes dos vasos > degradação.
Edema
• Aumento patológicodo conteúdo de água no
tecido cerebral.
• Edema citotóxico (intracelular)
• Edema intersticial/vasogênico- piora depois do AVC
• O aumento do volume > herniação dos hemisférios
cerebrais, do cerebelo > podem levar à isquemia
global.
• Pic alcança o máximo três dias após o AVC
AVCI Tromboembólico
• 65%dos AVCs
• Trombo: trombo se forma localmente em uma placa aterosclerótica
ou em um coágulo embólico.
• Êmbolo: Pedaço de um trombo maior que se separa de um trombo
mural no coração ou de uma artéria mais proximal e se aloja
distalmente num ponto onde o diametro do vaso tenha um tamanho
diminuído em que o trombo nao consegue atravessar a luz arterial.
(Infarto agudo do miocárdio ou arritmia atrial aguda ou crônica)
• Artérias de médio e grande calibre
AVCI de PequenosVasos / Lacunas
• 20% dos AVCs
• Oclusões de arteríolas
• Lesões de pequeno tamanho (3-20 mm)
• Lesão histológica do tipo lipo-hialinose nos
vasos
• Alguns: anormalidades vasculares locais ou
pequenos êmbolos
18.
Desenvolvimento de AVCI
•Há uma flutuação dos sintomas.
• Se cessar os sintomas até duas horas > A. I. T
(dissolução do êmbolo; diminuição do
vasospasmo secundariamente ao fluxo
colateral)
• Défictis chegam a platô ou aumentam.
• Persistência por mais de duas horas >
destruição tecidual
19.
Desenvolvimento de AVCI
•Completo: Área total irrigada por um vaso é
afetada
• Incompleto: lesão sem pan-necrose cística
20.
Causas AVCI
Aterosclerose:
*Trombose mural
* Ulceração ou ruptura de placa
* Hemorragia
- As manifestações dependem da taxa de oclusão
- Oclusões embólicas tem mais chance de serem
sintomáticas
- Locais mais comuns de trombo intravascular:
base da aorta, bifurcação da carótida comum.
Causas AVCI
Emboliade Origem Cardíaca Por:
*Arritimias e anormalidade de válvulas e
câmaras
* Não tem meios para comprovar se o
êmbolo é de origem cardíaca
24.
Causas AVCI
TrombosMurais
- Infarto miocárdio (miocárdio discinético >
propensão à formação de trombos >
embolização cerebral)
- Insuficiência cardíaca grave (embolização)
miocardiopatias > discinesia > trombos murais
> embolização
- Trombo > chuva de êmbolos
AVCI – ManifestaçõesClínicas
- isquemia raramente é causa de vertigem isolada na ausência
de outros sinais e sintomas
32.
AVCI - Diagnóstico
-AVCI agudo: anormalidades iniciadas nas 3 horas precedentes
- AIT – geralmente se resolve em 2 horas (não persiste por mais
de 24 horas)
- Hemorragias Intracerebrais: Progressão rápida dos déficits,
cefaléia
- AVCI – geralmente indolores, não acorda o paciente do sono
- Variação durante o dia para o início do AVCI – pico no final da
manhã
- Pequenos AVCs – predomina sintomas sensitivos
AVCI – Diagnóstico– Exame Físico
• Sopros Cardíacos - lesões valvulares (embolia
cerebral)
• Sopro das carótidas – (doenças
ateroscleróticas das artérias associadas AVCs
embólicos e trombóticos)
35.
AVCI – Diagnóstico- Exame Físico
• Oftalmoscopia:
-Colesterol ou êmbolos de plaquetas e fibrina na
retina (doença aterosclerótica mais proximal)
- Vasos - cruzamentos arteriovenosos ou
sangramentos (sinais de hipertensão crônica ou diabetes)
36.
AVCI – Diagnóstico- Exame Neurológico
• Identificar Localização e Tamanho do AVC
• Estado mental depressivo - sugere lesões cerebrais
bilaterais ou lesão do tronco cerebral
• Múltiplos AVCs menores – demência
• Padrões afásicos - aponta local da lesão
• Testes de Força, Sensibilidade, Reflexos Profundos
• Padrões dos déficits e local da lesão vascular
• Estimulação Plantar (Babinski) - clássico lesão de tratos
longos, indica lesão do neurônio motor superior.
AVCI – Diagnóstico- Testes Hematológicos
• Testes Hematológicos
-plaquetas
• Velocidade de hemossedimentação
• Glicemia
• Tempo de Protrombina e Tempo de Tromboplastina Parcial
• Lipidemia
• Anticorpos antifosfolipídeos
• Proteína C, S e antitrombina 6, viscosidade do sangue e da
função plaquetária e testes para Homocisteinúria, doenças
vasculares do colágeno, amiloidose e sífilis
44.
AVCI – Diagnóstico- Testes cardiovasculares
• Eletrocardiograma padrão e um segmento de
uma derivação para ritmo na apresentação
(determinar isquemia aguda do miocárdio ou
arritmia)
• Ecocardiografia (apenas pacientes
antecendentes de doença cardíaca e ECG
anormal)
Ecocardiograma (pacientes jovens sem causa
definida de AVC)
45.
AVCI – Diagnóstico- Imagens Cerebrais Não
Invasivas
• Distinguem AVC isquêmico de outras doenças
(Hemorragia e tumores cerebrais)
46.
AVCI - Imagem- Tomografia Computadorizada
• Imagem padrão inicial (determina se haverá
terapia trombolítica)
• Sinais: hipodensidade tecidual e perda da
distinção entre substância cinzenta e branca é
observada 3 a 24 horas depois do início da AVC
• TC contrastada (Diferenciar lesão isquêmica de
neoplasia)
• Detecção de hemorragia na área de infarto -
impossibilita terapia hemolítica.
Edema Isquêmico
•Escurecimento donúcleo Lenticalar à esq
(setas brancas).
•Hipodensidade do parênquima cerebral
•Substância cinzenta perde a sua habitual
diferenciação da substância branca e os seus
contornos esbatem-se
•Indica lesão irreversível
AVCI - Imagem - Tomografia Computadorizada
50.
Sinal da ArtériaHiperdensa (SAH) da ACM esq.
•presença, numa TAC sem contraste, de vasos
hiperdensos.
•consequência do facto dos coágulos possuírem
maior absorção em TAC do que o sangue em
movimento, sendo visíveis como zonas
hiperdensas ao longo do trajecto das artérias
intracranianas.
•Mais frequente na artéria cerebral média
(também possível SAH das artérias carótida
interna e cerebral posterior)
AVCI - Imagem - Tomografia Computadorizada
51.
Edema cerebral
• Resultadode edema isquémico e/ou de
vasodilatação (por isquemia com auto-
regulação vascular mantida ou por obstrução
venosa).
• Apagamento dos sulcos corticais e/ou
compressão do ventrículo lateral homolateral.
AVCI - Imagem - Tomografia Computadorizada
52.
AVCI – Imagem–Ressonância Magnética
• Mais sensível para detectar isquemia precoce
• Anormalidades do tecido ou fluxo sanguíneo
• Indicadores qualitativos
• Não são capazes de predizer o volume final da
lesão ou se o dano é irrversível
• Não permitido em pacientes com dispositivos
ferromagnéticos e quase impossível em pacientes
em estado crítico
AVCI - PunçãoLombar
• Detectar presença de hemorragias
• Diferenciar: neurossífilis, meningite bacteriana
AVCI - Exame Vascular Cerebral Não Invasivo
Ultrassonografia em modo B e dopler
Estimativa do diâmetro intraluminal e da direção e
velocidade do fluxo sanguíneo
AVCI - tomografia por emissão de positrons
55.
AVCI - AngiografiaCerebral
• Pacientes com suspeita de lesão cirurgicamente removida
• Visualização dos vasos em alta resolução
• Seleção de pacientes para endarterectomia carotídea
• Possui radiação ionizante, é invasivo (pode causar AVCH e morte)
• Visualizar vasos cerebrais maiores
• Detectar anormalidades (estenoses, aneurismas ou
malformações arteriovenosas)
56.
AVCI - DiagnósticoDiferencial
• AVC isquêmico: início abrupto de um déficit neurológico.
Geralmente Indolor.
• Tumor: geralmente evolução de semanas
• AIT - resolve em 2hrs
• Enxaqueca: início abrupto de sintomas neurológicos:
(hemiparesia ou outros déficits focais associados),
primariamente unilateralmente, latejante, incômoda, aura
(sintomas que precedem cefaleia), discotomas cintilantes.
• Crises Convulsivas: atividade motora tônica ou fenômenos
sensitivos positivos. AVCs e AITs apresentam hipoestias e
paresias sem ações motoras involuntárias.
57.
AVCI - DiagnósticoDiferencial
• Hiperglicemia e Hipoglicemia
• AVC Hemorrágico - Não pode ser diferenciado do
isquêmico com base no achado clínico. Sintomas
graves no início, cefaleia e déficits de evolução rápido.
Enquanto que no isquêmico > indolores, déficit fixo ou
início vacilante, seguido por melhoras e pioras.
Único meio de diferenciar: TOMOGRAFIA
• Anóxia global - por um breve período de tempo, causa
síncope sem sequelas permanentes .
• Isquemia Difusa Prolongada
58.
AVCI – Fatoresde Risco / Prevenção
Intervenções Profiláticas nas Carótidas
• Redução do diâmetro da artéria carótida sem
ulceração (endarterectomia ipsilateral da
carótida, angioplastia, colocação se stent)
59.
AVCI – Fatoresde Risco / Prevenção
Prevenção Secundária em pacientes com AVC ou AIT
prévio
• mesmos da prevenção primária
• Medicamentos
- AS, ácido acetil salicílico, e outros antiplaquetários
- outros: clopdogrel, warfarina (riscos de hemorragia
excedem benefício), aspirina, estatinas
• Cirurgias: endarterectomia
• Dispositivos: Stent
AVC Hemorrágico
• 15%dos AVCs
• Difuso: intraventricular e espaços subaracnoideo- ruptura
de vasos na superfície ou nas proximidades do cérebro ou
dos ventrículos, sangramento geralmente para o LCR.
• Focal: intraparenquimatosa - ruptura de artérias para o
interior da substância cerebral.
• Alta taxa de mortalidade - dependente da localização e do
subtipo
• Foco é na prevenção, não tem tratamento eficaz.
AVCH – H.Subaracnoidea - Manifestações Clínicas
• Cefaléia podendo levar à rigidez da nuca
• Aneurismas > sinais prodrômicos > expansão > invadem
sentinelas> cefaleia > náusea e vômitos
• PA elevada
• Aumento da temperatura corporal
• Alteração transitória do estado mental
• Podem ficar em coma por vários dias
• Aguda > irritação meníngea, rigidez da nuca, fotofobia
• Hemorragias retinianas bem circunscritas, vermelho vivo.
65.
AVCH – H.Subaracnoidea – Diagnóstico
• Testes laboratoriais:
Hemograma completo + plaquetas, tempo de
coagulação, análise de eletrólitos.
66.
Exames por imagem:
•TC
- TC de emergência > 24 hrs após o ínicio > sensibilidade 90%
> atenuação do sinal compatível com a hemorragia. Após 48
hrs, a sensibilidade declina.
- Em caso de ruptura de aneurisma sacular: atenuação do
sinal nas cisternas basais, na fissura lateral cerebral ou na
fissura intrahemisférica
- Ruptura de MAV ou aneurisma micótico: sangue sobre as
convexidades ou no interior do parênquima superficial do
cérebro.
AVCH – H. Subaracnoidea – Diagnóstico
67.
TOMOGRAFIA
• Localização dohematoma
• Volume do Hematoma
• Sangue intraventricular
• Sangue no espaço subaracnóide
• Hidrocefalia
• Desvio de linha média
• Herniação cerebral
AVCH – H. Subaracnoidea – Diagnóstico
A Hemorragia, na sua fase aguda,
aparece na TC como áreas de maior
densidade – representadas por áreas
mais claras. (ferro)
68.
Exames por imagem:
•TC Contrastada: indentificação de MAV e
alguns grandes aneurismas
AVCH – H. Subaracnoidea – Diagnóstico
69.
Punção lombar:
• Sesuspeita continuar mesmo com a TC sem alterações
• Mais sensível para detectar sangue no espaço subaracnoideo (indicação
do período de ocorrência do sangramento)
• Hemorragia > lise hemácias > hemoglobulina metabolizada > LCR
xantocrômico
• Na meningite química> presença de sangue ou produtos de degradação
no interior do espaço subaracnoideo, e aumento do número de células
polimorfonucleares e mononucleares (em relação às hemácias) no LCR.
Pode declinar nível de glicose no LCR.
• Proteinorraquia elevada
AVCH – H. Subaracnoidea – Diagnóstico
70.
• Angiografia Cerebral:
-Identifica o foco da hemorragia subaracnoidea
• RM
- menos sensível que a tomografia
AVCH – H. Subaracnoidea – Diagnóstico
71.
AVCH – H.Intracerebral Primária
• Consequência de hipertensão crônica mal
controlada, MAV, angiopatia amiloide,
diastese hemorrágica, drogas em abuso.
72.
AVCH – H.Intracerebral
Fisiopatologia:
• Grande área confluente de sague que coagula
• Semanas depois > sangue, lentamente, removido por fagocitose.
• Meses depois: pequena cavidade colabada revestida por
macrófagos com hemossiderina
• Grandes hemorragias- ruptura para dentro dos ventrículos,
sangramento no espaço subaracnoideo.
• Podem destruir o tecido cerebral local
• Hematomas se expandem com tempo > atinge certo tamanho >
aumenta a pressão tecidual > tamponamento cessando o
sangramento
73.
AVCH – H.Intracerebral
Causas
• Hipertensão
• Angiopatia amilóide,
• Malformação arteriovenosa
• Anticoagulação, trombólise e varias anormalidades
hematológicas
• Leucemia, policitemia vera, trombocitopenia, hemofilia,outras
anormalidades da coagulação, vasculite infecciosa e não
infecciosa, neoplasias intracranianas e trombose venosa.
• Abuso de simpatomiméticos e cocaína.
74.
AVCH – H.Intracerebral
Manifestações clínicas
• Mesmas do AVCI
• Dependem da localização da lesão
• Mais frequente padrões característicos de perda
neurológica, quando comparados com AVCI
• Hemorragias determinam perda cada vez maior da
função neurológica, até que seja atingido o platô
• Deterioração do nível de consciência em 1/4 dos
pacientes
75.
AVCH – H.Intracerebral
Fatores De Risco
• HAS
• Idade > 55 anos
• Tabagismo
• Falta de adesão à anti-hipertensivos
• Etilismo
• Baixa concentração de colesterol (< 60mg/dl)
• Hemorragia intracraniana
76.
AVCH – H.Intracerebral - Diagnóstico
TC sem contraste:
• Áreas homogênas de aumento de densidade e efeito
de massa.
• Infartos hemorrágicos: áreas de aumento de
densidade entremeadas com áreas de diminuição de
densidade(infarto)
• Pequenas hemorragias - podem não ser detectadas
nas primeiras horas (podem não ter importância
clínica)
• Hemorragias - mais evidentes com o passar do tempo
77.
AVCH – H.Intracerebral - Diagnóstico
RM:
• Melhor para detectar pequenas lesões,
principalmente na fossa posterior
• Não confirma se é hemorragia ou
hipoperfusão