II ENCONTRO DE EDUCAÇÃO BILINGUE NO
              MUNICIPIO DO RIO
            03 e 04 de outubro de 2012

                         Mesa:
Modelo / Identidade / Proposta de formação / Quem será o
             modelo da educação Bilíngue?




              Profª Drª Karin Strobel
             Profª de Letras Libras da UFSC
        Coord. Geral de Letras Libras Ead da UFSC
‘Cultura’
palavra natureza significa tanto o que está a
  nossa volta como o que está dentro de nós.
Identificando a cultura

“a cultura que temos determina uma
forma de ver, de interpelar, de ser, de
 explicar, de compreender o mundo”
      (Stuart Hall: 1997, p. 20).
O que vem ser a cultura surda?
Jeito surdo de ser, de perceber, de sentir, de
  vivenciar, de comunicar, de transformar o
    mundo de modo a torná-lo habitável.
               (Perlin, 2003)
Três teorias diferentes
Cada uma tem uma visão diferente
      para a cultura surda.


      • Teoria moderna
      • Teoria critica
      • Teoria pós-moderna
Teoria Moderna
A teoria Moderna possui a ideia de uma cultura única

                 PERFEIÇÃO
        Ambiente de cultura dominantes
     Surdos vivendo muitas vezes em exílio
Teoria Moderna

• O sujeito que domina aí é contraditório ao surdo ou seja:
  "sujeito ouvinte falante". Então aí o surdo tem que se oralizar,
  falar, treinar sons...

• Lembremos como exemplos do oralismo, ouvintismo...
Teoria Crítica


- A teoria Critica possui a idéia de alta e baixa
  cultura.

- No caso dos surdos, são os excluídos que precisam
  se incluir.

- Temos uma cultura subalterna. Daí que falam que
  nossa cultura é inferior, etc...

- É a questão da diversidade, da inclusão...
Teoria Pós-Moderna

-A teoria Pós-moderna tem a idéia de múltiplas culturas
    como: brasileira, latino-americana, negra, índia,
                        italiana...
Teoria Pós Moderna



 - Aí não é mais o sujeito moderno, é o sujeito
   cultural com sua identidade , diferença e
   alteridade.

 - Os Estudos Culturais outro campo teórico
   permitem adentrar a cultura surda e encontrar
   aí muitos artefatos culturais.
O que vem ser a cultura surda?

• As pessoas surdas vêem o mundo de maneira
  diferente, com experiência visual;

• Surdos compartilham experiências com os
  outros surdos e com isto origina a
  identificação como pertencente a um grupo
  distinto e minoritário;

• Compartilha língua de sinais, valores
  culturais, hábitos e modos de socialização
  próprio;
IDENTIDADE   CULTURA
Qual Identidade?
Cultura surda e
       constituição da identidade surda


                 Identidade surda

   Identidade subordinada                  Ser surdo
  (nao aceita a cultura surda)       (vive na cultura surda)



Incompatível      Deficiente     Política surda    Cultura surda
SER SURDO
    Não tem identidade única, fixa
  É móvel, formada e transformada
(muda com passar do tempo, contatos
  diferentes com os grupos culturais –
   estrutura geográfico, história etc)
Identidades surdas
    Não se constroem no vazio
   Sim em locais determinantes
       (locais de transições)
Transição das identidades: ocorre no
    encontro com os semelhantes
           Surdo – Surdo
•Pertencimento ao grupo
•Quais espaços compartilhados?
Na verdade existem identificações com o local. Assim
  a identidade surda também se constitui no local.
              (Perlin e Strobel, 2007)

     Para que a construção da identidade surda
    aconteça é essencial o encontro surdo-surdo

       Família / Associação / Igreja / Escolas
•surdos brasileiros são membros de uma cultura surda não
significa que todas as pessoas surdas no mundo compartilhem
                        a mesma cultura
Como poderíamos inserir a cultura surda no currículo?

                    •Língua
                    •Historia cultural
                    •Pedagogia
                    •Literatura
                    •Arte
                    •poesia                      Plataforma de
                    •Política                         base
Valores Culturais
                    •Esportes                    para as ações
                    •Identidade                     políticas
                    •Associações
                    •Tecnologia adaptados
                    •Organização do povo surdo
PROFESORES SURDOS
    Modelo surdo
Formação dos professores?

     - Qual pedagogia?
        -Qual letras?
REFLETINDO SOBRE AS
     PRÁTICAS
CONTEXTO BRASILEIRO
      ATUAL
 ensino L1 é recente
Coadjuvantes dos
professores regentes
Atuação limitada
a informáticas e literaturas
status de libras / usam português
       para ensinar Libras
Função abrange no ensino L2
Falta de libras como
disciplina curricular
DECRETO nº 5626/2005
falta de profissionais formados e
           qualificados
conhecimento insuficiente da
    estrutura linguística
CRENÇA
Basta ser surdo para saber e
      ensino de libras?

  - Qual é mais importante?
    fluência em Libras ou
 possuir boa base linguística?
falta de material didático
Qual e a realidade?
O ALUNO SURDO CHEGA SEM L1 – LIBRAS.
 (Qual é o nível de proficiência na própria língua dos alunos?)

AULAS EXPOSITIVAS – ORALIZAÇÃO E CÓPIA.

PROFESSORES NÃO USUÁRIOS DA LIBRAS
 (Que desconhecem as diferenças linguísticas ).
FALTA DE CONVIVÊNCIA COM SURDOS USUÁRIOS
DE LIBRAS

FAMÍLIAS COM PRECONCEITOS
(pais que não aceitam Libras , professores surdos, professores
bilingues ou intérpretes)

FALTA DE PROFESSORES BILINGUES,
PROFESSORES DE LIBRAS E INTÉRPRETES

SIMULAÇÃO DA APRENDIZAGEM
“Quanto mais tradicional for a prática do
 professor, menores serão as chances de
           avanços do aluno.”

            (Fernandes, 2006)
A educação e os surdos:
            três tempos

 moderno: modelos a copiar (oralismo)
 critico: tolerância (inclusão)
 cultural: identidade (educação bilíngue)
Prática da inclusão ou educação bilíngue
INCLUSÃO / EDUCAÇÃO BILINGUE
Atendimento Educacional Especializado
                 Desvantagens

 O espaço de AEE duas ou três vezes por semana é
insuficiente para garantir a aquisição de uma língua.


 O intérprete de Libras perde a função de traduzir os
conteúdos do português oral para a Libras, já que os
alunos não possuem nem uma nem outra língua.


 Relega a Libras a um aprendizado complementar e
suplementar, mas não principal, como a legislação
ordena.
Pesquisa comprova que crianças surdas aprendem
              melhor na educação bilíngue




    Uma pesquisa conduzida pelo professor da Universidade
               de São Paulo, o Fernando Capovilla
 crianças surdas cuja língua materna é a Libras aprendem mais e
melhor nas escolas bilíngues, devido à interação com professores e
colegas sinalizadores.
Por outro lado, crianças com perda tardia da audição, cuja língua
materna é o português, se adaptam melhor às escolas inclusivas.
A pesquisa avaliou 8 mil surdos oriundos de 15 estados brasileiros
com idades de 6 a 25 anos, desde o primeiro ano do ensino
fundamental até o último ano do ensino superior.




       Eu descobri que a escola bilíngue é uma necessidade
           fundamental para a criança surda brasileira.
   Não estou de nenhum lado da briga. Estou do lado da criança
    surda, isso sim, e ouvi o que 8 mil delas têm a dizer e a nos
               ensinar sobre o que é melhor para ela
                        (Fernando Capovilla)
Educação bilíngue:
    Incentiva na leitura e escrita como L2
Na experiência visual - mediada principalmente pela
língua de sinais, manifestação linguística da diferença
relativa aos surdos
Educação bilíngue:
o desenvolvimento de uma educação bilíngue de
qualidade não depende do domínio da oralidade
Educação bilíngue:
as identidades surdas são múltiplas e multifacetadas

                  Feliz contato
                 Surdo X Surdo
Educação bilíngue:




   Transmitir saberes culturais:

 traz a diferença cultural
 trabalha com artefatos culturais
 não foge aos conteúdos curriculares
não foge a diferença com os não surdos
Educação bilíngue:




           Língua de sinais:

como língua de instrução
como instrumento no currículo
como instrumento de acesso para outras
línguas
como língua da pedagogia de surdos
Proposta da Educação Bilíngue
• Oposição às práticas hegemônicas clinicas

• É algo mais que domínio de duas línguas

•    Não é simplesmente trocar roupa antiga por
    nova e sim passar por reconhecimento da
    diferença linguística e cultural
Desafios da Educação bilíngue:

• Qualificar o ensino de língua
  de sinais – LIBRAS como
  L1 e a Língua Português
  como L2;

• Organizar a formação dos
  professores bilíngues;

• Oferecer orientações
  metodológicas para o ensino
  aos surdos
• Planejar, em conjunto
  com outros professores
  de educação bilíngue, os
  programas de ensino
  desta língua, de acordo
  com os níveis de ensino
  e grupos de alunos;
• Elaborar material
  didático adequado ao
  ensino de educação
  bilingue, de acordo com
  os objetivos propostos
  para cada aluno ou
  grupo;
• Organizar o espaço e
  materiais (didáticos e
  equipamentos)
  necessários às aulas;
Poucos materiais disponíveis
       para compras
Porque os professores não criam
materiais didáticos para educação
            bilíngue?
O que fazer e como fazer?
Quais os recursos necessários?

   -Tecnologia : computadores,
máquinas digitais, impressora, etc...
Compradas
Desenhados e xerocados:
Exemplo de apostilas elaboradas para ensino L2:
Exemplo de dicionário ilustrado
DIFERENTES VISÕES NA EDUCAÇÃO DOS SURDOS

• Educação Especial                • Educação Bilingue
 A língua portuguesa é lingua    A lingua de sinais é a lingua de
 dominante                        instrução
 a surdez é uma deficiência;     O ser surdo é uma experiência
                                  visual;
 Os surdos são um grupo          as identidades surdas são
 homogêneo;                       múltiplas e multifacetadas;
 a educação dos surdos deve      a educação dos surdos deve ter
 ter um caráter clínico-          respeito de diferença cultural;
 terapêutico, de reabilitação;
 a língua de sinais e grupo de   a língua de sinais é a
 surdos é segregação.             manifestação da diferença
                                  lingüística relativa aos surdos.
Educação bilíngue é essencial aos surdos!
Obrigada!




kstrobel@cce.ufsc.br

Quem será o modelo da Educação Bilíngue?

  • 1.
    II ENCONTRO DEEDUCAÇÃO BILINGUE NO MUNICIPIO DO RIO 03 e 04 de outubro de 2012 Mesa: Modelo / Identidade / Proposta de formação / Quem será o modelo da educação Bilíngue? Profª Drª Karin Strobel Profª de Letras Libras da UFSC Coord. Geral de Letras Libras Ead da UFSC
  • 2.
    ‘Cultura’ palavra natureza significatanto o que está a nossa volta como o que está dentro de nós.
  • 3.
    Identificando a cultura “acultura que temos determina uma forma de ver, de interpelar, de ser, de explicar, de compreender o mundo” (Stuart Hall: 1997, p. 20).
  • 4.
    O que vemser a cultura surda?
  • 5.
    Jeito surdo deser, de perceber, de sentir, de vivenciar, de comunicar, de transformar o mundo de modo a torná-lo habitável. (Perlin, 2003)
  • 6.
    Três teorias diferentes Cadauma tem uma visão diferente para a cultura surda. • Teoria moderna • Teoria critica • Teoria pós-moderna
  • 7.
    Teoria Moderna A teoriaModerna possui a ideia de uma cultura única PERFEIÇÃO Ambiente de cultura dominantes Surdos vivendo muitas vezes em exílio
  • 8.
    Teoria Moderna • Osujeito que domina aí é contraditório ao surdo ou seja: "sujeito ouvinte falante". Então aí o surdo tem que se oralizar, falar, treinar sons... • Lembremos como exemplos do oralismo, ouvintismo...
  • 9.
    Teoria Crítica - Ateoria Critica possui a idéia de alta e baixa cultura. - No caso dos surdos, são os excluídos que precisam se incluir. - Temos uma cultura subalterna. Daí que falam que nossa cultura é inferior, etc... - É a questão da diversidade, da inclusão...
  • 10.
    Teoria Pós-Moderna -A teoriaPós-moderna tem a idéia de múltiplas culturas como: brasileira, latino-americana, negra, índia, italiana...
  • 11.
    Teoria Pós Moderna - Aí não é mais o sujeito moderno, é o sujeito cultural com sua identidade , diferença e alteridade. - Os Estudos Culturais outro campo teórico permitem adentrar a cultura surda e encontrar aí muitos artefatos culturais.
  • 12.
    O que vemser a cultura surda? • As pessoas surdas vêem o mundo de maneira diferente, com experiência visual; • Surdos compartilham experiências com os outros surdos e com isto origina a identificação como pertencente a um grupo distinto e minoritário; • Compartilha língua de sinais, valores culturais, hábitos e modos de socialização próprio;
  • 13.
    IDENTIDADE CULTURA
  • 14.
  • 15.
    Cultura surda e constituição da identidade surda Identidade surda Identidade subordinada Ser surdo (nao aceita a cultura surda) (vive na cultura surda) Incompatível Deficiente Política surda Cultura surda
  • 16.
    SER SURDO Não tem identidade única, fixa É móvel, formada e transformada (muda com passar do tempo, contatos diferentes com os grupos culturais – estrutura geográfico, história etc)
  • 17.
    Identidades surdas Não se constroem no vazio Sim em locais determinantes (locais de transições) Transição das identidades: ocorre no encontro com os semelhantes Surdo – Surdo
  • 18.
    •Pertencimento ao grupo •Quaisespaços compartilhados?
  • 19.
    Na verdade existemidentificações com o local. Assim a identidade surda também se constitui no local. (Perlin e Strobel, 2007) Para que a construção da identidade surda aconteça é essencial o encontro surdo-surdo Família / Associação / Igreja / Escolas
  • 20.
    •surdos brasileiros sãomembros de uma cultura surda não significa que todas as pessoas surdas no mundo compartilhem a mesma cultura
  • 21.
    Como poderíamos inserira cultura surda no currículo? •Língua •Historia cultural •Pedagogia •Literatura •Arte •poesia Plataforma de •Política base Valores Culturais •Esportes para as ações •Identidade políticas •Associações •Tecnologia adaptados •Organização do povo surdo
  • 22.
    PROFESORES SURDOS Modelo surdo
  • 23.
    Formação dos professores? - Qual pedagogia? -Qual letras?
  • 24.
  • 25.
    CONTEXTO BRASILEIRO ATUAL ensino L1 é recente
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    status de libras/ usam português para ensinar Libras
  • 29.
  • 30.
    Falta de librascomo disciplina curricular
  • 31.
    DECRETO nº 5626/2005 faltade profissionais formados e qualificados
  • 32.
    conhecimento insuficiente da estrutura linguística
  • 33.
    CRENÇA Basta ser surdopara saber e ensino de libras? - Qual é mais importante? fluência em Libras ou possuir boa base linguística?
  • 34.
  • 35.
    Qual e arealidade?
  • 36.
    O ALUNO SURDOCHEGA SEM L1 – LIBRAS. (Qual é o nível de proficiência na própria língua dos alunos?) AULAS EXPOSITIVAS – ORALIZAÇÃO E CÓPIA. PROFESSORES NÃO USUÁRIOS DA LIBRAS (Que desconhecem as diferenças linguísticas ).
  • 37.
    FALTA DE CONVIVÊNCIACOM SURDOS USUÁRIOS DE LIBRAS FAMÍLIAS COM PRECONCEITOS (pais que não aceitam Libras , professores surdos, professores bilingues ou intérpretes) FALTA DE PROFESSORES BILINGUES, PROFESSORES DE LIBRAS E INTÉRPRETES SIMULAÇÃO DA APRENDIZAGEM
  • 38.
    “Quanto mais tradicionalfor a prática do professor, menores serão as chances de avanços do aluno.” (Fernandes, 2006)
  • 39.
    A educação eos surdos: três tempos  moderno: modelos a copiar (oralismo)  critico: tolerância (inclusão)  cultural: identidade (educação bilíngue)
  • 40.
    Prática da inclusãoou educação bilíngue
  • 41.
  • 42.
    Atendimento Educacional Especializado Desvantagens  O espaço de AEE duas ou três vezes por semana é insuficiente para garantir a aquisição de uma língua.  O intérprete de Libras perde a função de traduzir os conteúdos do português oral para a Libras, já que os alunos não possuem nem uma nem outra língua.  Relega a Libras a um aprendizado complementar e suplementar, mas não principal, como a legislação ordena.
  • 43.
    Pesquisa comprova quecrianças surdas aprendem melhor na educação bilíngue Uma pesquisa conduzida pelo professor da Universidade de São Paulo, o Fernando Capovilla  crianças surdas cuja língua materna é a Libras aprendem mais e melhor nas escolas bilíngues, devido à interação com professores e colegas sinalizadores. Por outro lado, crianças com perda tardia da audição, cuja língua materna é o português, se adaptam melhor às escolas inclusivas.
  • 44.
    A pesquisa avaliou8 mil surdos oriundos de 15 estados brasileiros com idades de 6 a 25 anos, desde o primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino superior. Eu descobri que a escola bilíngue é uma necessidade fundamental para a criança surda brasileira. Não estou de nenhum lado da briga. Estou do lado da criança surda, isso sim, e ouvi o que 8 mil delas têm a dizer e a nos ensinar sobre o que é melhor para ela (Fernando Capovilla)
  • 45.
    Educação bilíngue: Incentiva na leitura e escrita como L2 Na experiência visual - mediada principalmente pela língua de sinais, manifestação linguística da diferença relativa aos surdos
  • 46.
    Educação bilíngue: o desenvolvimentode uma educação bilíngue de qualidade não depende do domínio da oralidade
  • 47.
    Educação bilíngue: as identidadessurdas são múltiplas e multifacetadas Feliz contato Surdo X Surdo
  • 48.
    Educação bilíngue: Transmitir saberes culturais:  traz a diferença cultural  trabalha com artefatos culturais  não foge aos conteúdos curriculares não foge a diferença com os não surdos
  • 49.
    Educação bilíngue: Língua de sinais: como língua de instrução como instrumento no currículo como instrumento de acesso para outras línguas como língua da pedagogia de surdos
  • 50.
    Proposta da EducaçãoBilíngue • Oposição às práticas hegemônicas clinicas • É algo mais que domínio de duas línguas • Não é simplesmente trocar roupa antiga por nova e sim passar por reconhecimento da diferença linguística e cultural
  • 51.
    Desafios da Educaçãobilíngue: • Qualificar o ensino de língua de sinais – LIBRAS como L1 e a Língua Português como L2; • Organizar a formação dos professores bilíngues; • Oferecer orientações metodológicas para o ensino aos surdos
  • 52.
    • Planejar, emconjunto com outros professores de educação bilíngue, os programas de ensino desta língua, de acordo com os níveis de ensino e grupos de alunos;
  • 53.
    • Elaborar material didático adequado ao ensino de educação bilingue, de acordo com os objetivos propostos para cada aluno ou grupo;
  • 54.
    • Organizar oespaço e materiais (didáticos e equipamentos) necessários às aulas;
  • 55.
  • 56.
    Porque os professoresnão criam materiais didáticos para educação bilíngue?
  • 57.
    O que fazere como fazer?
  • 58.
    Quais os recursosnecessários? -Tecnologia : computadores, máquinas digitais, impressora, etc...
  • 59.
  • 60.
  • 61.
    Exemplo de apostilaselaboradas para ensino L2:
  • 62.
  • 63.
    DIFERENTES VISÕES NAEDUCAÇÃO DOS SURDOS • Educação Especial • Educação Bilingue A língua portuguesa é lingua A lingua de sinais é a lingua de dominante instrução a surdez é uma deficiência; O ser surdo é uma experiência visual; Os surdos são um grupo as identidades surdas são homogêneo; múltiplas e multifacetadas; a educação dos surdos deve a educação dos surdos deve ter ter um caráter clínico- respeito de diferença cultural; terapêutico, de reabilitação; a língua de sinais e grupo de a língua de sinais é a surdos é segregação. manifestação da diferença lingüística relativa aos surdos.
  • 64.
    Educação bilíngue éessencial aos surdos!
  • 65.