• Perspectiva clínico-terapêutica
Discurso médico
Patologia e déficit auditivo
Reabilitação com terapias, aparelhos auditivos ou
implante coclear
Deficiente auditivo
• Perspectiva socioantropológica
Aspectos culturais da surdez
Diferença linguística
Comunidade Surda
Perspectivas da Educação de
Surdos
MODELOS EDUCACIONAIS
NA EDUCAÇÃO DE SURDOS
Oralismo -
O oralismo ou filosofia oralista visa à integração da criança
surda na comunidade de ouvintes, dando-lhe condições de
desenvolver a língua oral. O oralismo percebe a surdez como
deficiência que deve ser minimizada pela estimulação auditiva
(...) o objetivo do oralismo é fazer uma reabilitação da criança
surda em direção à normalidade, a “não surdez”. (Goldfeld
2002, p. 33).
A teoria oralista, englobando vários métodos
de treinamentos e terapias orais e auditivas,
objetiva fazer com que a língua oral seja a
única forma desejável de comunicação
rejeitando o uso de língua de sinais e
qualquer forma de gestualização.
 Comunicação Total – (1970-1980)
No modelo educacional chamado comunicação
total, gestos, língua oral, mimica, alfabeto
manual e língua de sinais são utilizados muitas
vezes de forma simultânea para comunicação
com a pessoa surda.
Nessa proposta, o uso da língua de sinais
existe apenas para favorecer o aprendizado de
uma língua oral. Desenvolve-se a tendência a
uma comunicação bimodal onde a fala e a
sinalização são praticados ao mesmo tempo.
De acordo com Santana (2007, p. 189), ao promover o que
ela chama de “vale tudo comunicativo”, a comunicação
total, é uma abordagem que não considera a questão
linguístico-cognitiva o que prejudica a aquisição e uso da
língua de sinais.
Goldfeld (2002 p. 42) critica a comunicação total
afirmando que essa teoria não utiliza a língua de sinais de
forma plena. Não havendo a aquisição como língua natural
(que é adquirida de forma espontânea), a língua de sinais
deixa de se impor como um traço marcante da cultura e
identidade surda.
Bilinguismo -
No bilinguismo ou teoria bilíngue pressupõe-se
o acesso no ambiente escolar a duas línguas, a
língua de sinais como primeira língua e o uso e
ensino da língua oficial do país como segunda.
Diversos autores tem afirmado que essa é a
proposta mais adequada para ensino de surdos
(Ferreira Brito, 1995; Quadros, 1997, 2005; Sá,
1998; Fernandes, 2005)
“Se a língua de sinais é a língua natural adquirida de
forma espontânea pela pessoa surda em contato com
pessoas que usam essa língua e se a língua oral é
adquirida de forma sistematizada, então as pessoas surdas
têm o direito de ser ensinadas na língua de sinais. A
proposta bilíngue capta esse direito.” (Quadros, 1997, p.
27)
É importante que se entenda que uma educação
bilíngue-multicultural não envolve apenas o considerar a
necessidade do uso de duas línguas, mas significa,
também, além de dar espaço privilegiado e prioritário a
língua natural dos surdos, ter como eixos fundamentais a
identidade e a cultura (Sá, 2006, p. 90).
Art. 22. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação
básica devem garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência
auditiva, por meio da organização de:
I - escolas e classes de educação bilíngue, abertas a alunos surdos e
ouvintes, com professores bilíngues, na educação infantil e nos anos
iniciais do ensino fundamental;
II - escolas bilíngues ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas
a alunos surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental,
ensino médio ou educação profissional, com docentes das diferentes áreas
do conhecimento, cientes da singularidade linguística dos alunos surdos,
bem como com a presença de tradutores e intérpretes de Libras - Língua
Portuguesa.
§ 1o São denominadas escolas ou classes de educação bilíngue aquelas em
que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de
instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo.
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal,
estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as
medidas referidas neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos
DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE
2005.
Educação Bilíngue
• Primeira língua é Libras
• Português como segunda língua
• Disciplinas ministradas em Libras
• É uma escola regular para surdos
• Pode ser em escolas ou classes bilíngues
Educação Bilíngue na LDB
• Art. 60-A e 60-B da LDB (agosto de 2021)
Modalidade de ensino
Escola, classes ou polos bilíngues
Materiais didáticos e professores bilíngues
AEE bilíngue para estudantes surdos
Educação Bilíngue no Brasil
• 64 escolas bilíngues de surdos com 63.106
alunos (2021)
• 1 escola em Alagoas (IRES)
• 1 escola em Sergipe (IPAESE)
A escola inclusiva
• Exclusão
• Segregação
• Integração
• Inclusão
Educação especial inclusiva
para surdos
• Inclui o estudante surdo na sala regular
• Às vezes reproduz o modelo clínico-
terapêutico
• O surdo é visto como deficiente auditivo
• Fornece o AEE para o estudante
O que é o AEE?
Um serviço que:
• Identifica,
• elabora e
• organiza recursos pedagógicos e de
acessibilidade que eliminem as barreiras para a
plena participação dos alunos, considerando as
suas necessidades específicas
O AEE complementa e/ou suplementa a formação do
aluno com vistas à autonomia e independência na
escola e fora dela
O AEE é realizado no período inverso ao da classe
comum frequentada pelo aluno e, preferencialmente, na
própria escola desse aluno.
Há ainda a possibilidade de esse atendimento acontecer
em uma outra escola próxima.
Quando e onde?
• Escola comum: salas de recursos multifuncionais
• Centro Especializado
Espaços de AEE
Profissionais que atuam no
AEE para Surdos
 Professor especializado da sala de
recursos (fluente em LIBRAS)
 Professor de LIBRAS
 Professor em LIBRAS
 Professor de Português, como
segunda língua para alunos com
surdez
 Intérprete de Libras (Na sala regular)
É um espaço organizado preferencialmente em
escolas comuns das redes de ensino. Pode atender
às escolas próximas
Salas de Recursos
Multifuncionais
AEE - produção de materiais
Livros didáticos e de literatura
adaptados
Material pedagógico para o
ensino da Libras
O Atendimento Educacional Especializado para
alunos com surdez deve prover três momentos
específicos:
Proposta de AEE para alunos
Surdos
• AEE em Libras
• AEE de Libras
• Ensino de Língua Portuguesa como
segunda Língua.
AEE Atendimento
Educacional Especializado
(2008)
Ambiente de aprendizagem AEE em Libras
AEE Atendimento
Educacional Especializado
(2008)
AEE EM LIBRAS
AEE em LIBRAS
AEE Atendimento
Educacional Especializado
(2008)
AEE DE LIBRAS
AEE de LIBRAS
AEE Atendimento
Educacional Especializado
(2008)
AEAAEEE PARA O ENSINO DA
ALÍNGUA PORTUGUESA
AEE para ensino da Língua Portuguesa
AEE Atendimento
Educacional Especializado
(2008)
Produção de materiais didáticos específicos.
Dificuldades do AEE no interior
Professores não dominam a Libras
Falta do tradutor-intérprete de Libras
Utilizam estratégias para deficientes (não há
foco na questão linguística)
Professores que atendem várias necessidades
especificas

Inclusão x Bilinguismo.pptx PERPSPECTIVA

  • 1.
    • Perspectiva clínico-terapêutica Discursomédico Patologia e déficit auditivo Reabilitação com terapias, aparelhos auditivos ou implante coclear Deficiente auditivo • Perspectiva socioantropológica Aspectos culturais da surdez Diferença linguística Comunidade Surda Perspectivas da Educação de Surdos
  • 2.
  • 3.
    Oralismo - O oralismoou filosofia oralista visa à integração da criança surda na comunidade de ouvintes, dando-lhe condições de desenvolver a língua oral. O oralismo percebe a surdez como deficiência que deve ser minimizada pela estimulação auditiva (...) o objetivo do oralismo é fazer uma reabilitação da criança surda em direção à normalidade, a “não surdez”. (Goldfeld 2002, p. 33). A teoria oralista, englobando vários métodos de treinamentos e terapias orais e auditivas, objetiva fazer com que a língua oral seja a única forma desejável de comunicação rejeitando o uso de língua de sinais e qualquer forma de gestualização.
  • 4.
     Comunicação Total– (1970-1980) No modelo educacional chamado comunicação total, gestos, língua oral, mimica, alfabeto manual e língua de sinais são utilizados muitas vezes de forma simultânea para comunicação com a pessoa surda. Nessa proposta, o uso da língua de sinais existe apenas para favorecer o aprendizado de uma língua oral. Desenvolve-se a tendência a uma comunicação bimodal onde a fala e a sinalização são praticados ao mesmo tempo.
  • 5.
    De acordo comSantana (2007, p. 189), ao promover o que ela chama de “vale tudo comunicativo”, a comunicação total, é uma abordagem que não considera a questão linguístico-cognitiva o que prejudica a aquisição e uso da língua de sinais. Goldfeld (2002 p. 42) critica a comunicação total afirmando que essa teoria não utiliza a língua de sinais de forma plena. Não havendo a aquisição como língua natural (que é adquirida de forma espontânea), a língua de sinais deixa de se impor como um traço marcante da cultura e identidade surda.
  • 6.
    Bilinguismo - No bilinguismoou teoria bilíngue pressupõe-se o acesso no ambiente escolar a duas línguas, a língua de sinais como primeira língua e o uso e ensino da língua oficial do país como segunda. Diversos autores tem afirmado que essa é a proposta mais adequada para ensino de surdos (Ferreira Brito, 1995; Quadros, 1997, 2005; Sá, 1998; Fernandes, 2005)
  • 7.
    “Se a línguade sinais é a língua natural adquirida de forma espontânea pela pessoa surda em contato com pessoas que usam essa língua e se a língua oral é adquirida de forma sistematizada, então as pessoas surdas têm o direito de ser ensinadas na língua de sinais. A proposta bilíngue capta esse direito.” (Quadros, 1997, p. 27) É importante que se entenda que uma educação bilíngue-multicultural não envolve apenas o considerar a necessidade do uso de duas línguas, mas significa, também, além de dar espaço privilegiado e prioritário a língua natural dos surdos, ter como eixos fundamentais a identidade e a cultura (Sá, 2006, p. 90).
  • 8.
    Art. 22. Asinstituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva, por meio da organização de: I - escolas e classes de educação bilíngue, abertas a alunos surdos e ouvintes, com professores bilíngues, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental; II - escolas bilíngues ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou educação profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da singularidade linguística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e intérpretes de Libras - Língua Portuguesa. § 1o São denominadas escolas ou classes de educação bilíngue aquelas em que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo. § 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005.
  • 9.
    Educação Bilíngue • Primeiralíngua é Libras • Português como segunda língua • Disciplinas ministradas em Libras • É uma escola regular para surdos • Pode ser em escolas ou classes bilíngues
  • 10.
    Educação Bilíngue naLDB • Art. 60-A e 60-B da LDB (agosto de 2021) Modalidade de ensino Escola, classes ou polos bilíngues Materiais didáticos e professores bilíngues AEE bilíngue para estudantes surdos
  • 11.
    Educação Bilíngue noBrasil • 64 escolas bilíngues de surdos com 63.106 alunos (2021) • 1 escola em Alagoas (IRES) • 1 escola em Sergipe (IPAESE)
  • 13.
    A escola inclusiva •Exclusão • Segregação • Integração • Inclusão
  • 14.
    Educação especial inclusiva parasurdos • Inclui o estudante surdo na sala regular • Às vezes reproduz o modelo clínico- terapêutico • O surdo é visto como deficiente auditivo • Fornece o AEE para o estudante
  • 15.
    O que éo AEE? Um serviço que: • Identifica, • elabora e • organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela
  • 16.
    O AEE érealizado no período inverso ao da classe comum frequentada pelo aluno e, preferencialmente, na própria escola desse aluno. Há ainda a possibilidade de esse atendimento acontecer em uma outra escola próxima. Quando e onde?
  • 17.
    • Escola comum:salas de recursos multifuncionais • Centro Especializado Espaços de AEE
  • 18.
    Profissionais que atuamno AEE para Surdos  Professor especializado da sala de recursos (fluente em LIBRAS)  Professor de LIBRAS  Professor em LIBRAS  Professor de Português, como segunda língua para alunos com surdez  Intérprete de Libras (Na sala regular)
  • 19.
    É um espaçoorganizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino. Pode atender às escolas próximas Salas de Recursos Multifuncionais
  • 20.
    AEE - produçãode materiais Livros didáticos e de literatura adaptados Material pedagógico para o ensino da Libras
  • 21.
    O Atendimento EducacionalEspecializado para alunos com surdez deve prover três momentos específicos: Proposta de AEE para alunos Surdos • AEE em Libras • AEE de Libras • Ensino de Língua Portuguesa como segunda Língua.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
    AEE Atendimento Educacional Especializado (2008) AEAAEEEPARA O ENSINO DA ALÍNGUA PORTUGUESA AEE para ensino da Língua Portuguesa
  • 26.
  • 27.
    Dificuldades do AEEno interior Professores não dominam a Libras Falta do tradutor-intérprete de Libras Utilizam estratégias para deficientes (não há foco na questão linguística) Professores que atendem várias necessidades especificas