A formação do mundo moderno ocorreu entre os séculos XV e XVIII, um período de transição marcado por descobrimentos, invenções e movimentos sociais e políticos como o Renascimento, a Reforma Protestante e a Revolução Francesa.
Breve cronologia daIdade Moderna
• 1453 - tomada de Constantinopla.
• 1455-1460 - Preparação e impressão do primeiro livro impresso em uma prensa de
tipos móveis reutilizaveis: a Bíblia de Gutenberg.
• 1492 - Viagem de Cristóvão Colombo à América.
• 1494-1526 - Guerras da Itália.
• 1496 - expulsão dos Judeus e dos Mouros de Portugal.
• 1497 - Vasco da Gama parte para a Índia.
• 1500 - Descoberta oficial do Brasil por Pedro Álvares Cabral.
• 1517 - Martinho Lutero publicou as "Noventa e Cinco Teses". Início da Reforma
Protestante.
• 1519-1522 - Volta ao mundo de Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano.
• 1534 - "Acto de Supremacia" em Inglaterra. O rei Henrique VIII rompeu com Roma
e declarou-se chefe da Igreja Anglicana.
• 1545 - Primeira sessão do Concílio de Trento. A última sessão decorreu em 1563.
• 1562-1598 - Guerras de Religião em França.
• 1618 - Início da Guerra dos Trinta Anos.
• 1642-1660 - Revolução Inglesa.
• 1688-1689 - Revolução Gloriosa em Inglaterra.
• 1776-1783 - Revolução Americana.
• 1789 - Início da Revolução Francesa.
3.
• A IdadeModerna é um período específico da
História do Ocidente. Ela se destaca das demais
por ter sido um período de transição por
excelência. Tradicionalmente aceita-se o início
estabelecido pelos historiadores franceses, 1453
quando ocorreu a tomada de Constantinopla
pelos Turcos otomanos, e o término com a
Revolução Francesa, em 1789.
• Entretanto, apesar de a queda de Constantinopla
ser o evento mais aceito, não é o único. Tem sido
propostas outras datas para o início deste
período, como a Conquista de Ceuta pelos
portugueses em 1415, a viagem de Cristóvão
Colombo ao continente americano em 1492 ou a
viagem à Índia de Vasco da Gama em 1497.
4.
• Algumas correnteshistoriográficas anglo-saxónicas preferem
trabalhar com o conceito de "Tempos Modernos", entendido como
um período não acabado, introduzindo nele subdivisões entre Early
Modern Times (mais antiga) e Later Modern Times (mais recente),
ou então procedem a uma divisão entre sociedades pré-industriais
e sociedades industriais. A noção de "Idade Moderna" tende a ser
desvalorizada pela historiografia marxista, que prolonga a Idade
Média até ao advento das Revoluções Liberais e ao fim do regime
senhorial na Europa, devido a ampla ação das Cruzadas, que
expandiram o comércio na Europa.
• A dificuldade da delimitação cronológica do período se deve,
principalmente, às divergências de interpretação quanto à origem e
evolução do Sistema Capitalista. Contudo, o período histórico que
vai do século XV ao XVIII é, genericamente percebido com um
"período de transição".
• A época moderna pode ser considerada, exatamente, como uma
época de "revolução social" cuja base consiste na "substituição do
modo de produção feudal pelo modo de produção capitalista".
5.
• O RenascimentoComercial que vinha ocorrendo desde a
baixa Idade Média (séculos XI, XII e XIII), apresentava o
seguinte quadro:
- no Mediterrâneo: fazia-se a ligação entre a Europa e Oriente
envolvendo as cidades italianas e os árabes.
- no Norte da Europa: ligando o Mar do Norte ao Mar Báltico,
predominavam os comerciantes alemães.
- no Litoral Atlântico da Europa: através da navegação de
cabotagem, ligava-se o Mar do Norte ao Mediterrâneo.
- no Interior do Continente Europeu: predominam antigas
rotas terrestres.
6.
• As Feiras,as Cruzadas e o surgimento dos Burgos, ao
longo da Idade Média, eram sinais, também, de que o
comércio renascia.
• A partir do século XV o comércio cresceu
extraordinariamente, fruto, naturalmente, de
modificações ocorridas no interior das sociedades
feudais européias (aumento da população, crescimento
das cidades, desenvolvimento das manufaturas, etc).
• Esta época pode-se caracterizar por um
desanuviamento da "triologia negra" - fomes, pestes e
guerras - criando condições propícias às descobertas
marítimas e ao encontro de povos.
7.
A formação domundo moderno
• Crise do século XIV é a expressão utilizada para denominar um
conjunto de fatores e eventos ocorridos no século XIV e que
aceleraram a decadência do feudalismo e o fim da Idade Média na
Europa Ocidental.
• Causada por diversos motivos a crise teve origem na época em que
não havia novas terras a serem ocupadas fazendo com que a produção
não crescesse, uma vez que no sistema feudal uma maior produção
significava anexar novas terras. Com a produção estagnada e uma
população maior,a fome se espalhou na Europa. Além disso, a
destruição das florestas e do meio ambiente ocorrida durante o século
XII causou sérias mudanças climáticas, como por exemplo, severas
chuvas. A Europa devastada pela fome, estava mais vulnerável a
doenças como a Peste negra. Para agravar a situação existiam
constantes guerras, a mais conhecida foi a Guerra dos Cem Anos. Tudo
isto causou uma grande queda demográfica. Como havia menos
pessoas para trabalhar, os nobres impuseram uma maior carga de
trabalho sobre os camponeses, o que gerou revoltas populares como a
Jacquerie e a Revolta camponesa de 1381.
8.
• Em Portugalnão se passava apenas uma crise
demográfica e económica, mas também a passar uma
crise de sucessão: em 1383 Dom Fernando faleceu,
como a sua única herdeira, Beatriz, de Portugal, era
casada com João I de Castela, se fosse nomeada para
governar Portugal, o reino corria sérios riscos de
perder a sua independência. Esta decisão não agradava
a algumas pessoas, então daí surgiram dois partidos, o
do povo, baixa nobreza e burguesia que apoiavam
Mestre de Avis e a independência de Portugal, e o da
nobreza que apoiava Dona Beatriz. Com esta vitória na
batalha de Aljubarrota, Mestre de Avis foi titulado de
D. João I (o primeiro da Dinastia de Avis). Foi crise do
século e tem como suas características o abalo das
guerras, fome, epidemias acentuando assim o processo
do capitalismo.
9.
O Estado Moderno
•O Estado Moderno nasceu na segunda metade do
século XV, a partir do desenvolvimento do capitalismo
mercantil nos países como a França, Inglaterra e
Espanha, e mais tarde na Itália. Foi na Itália que surgiu
o primeiro teórico a refletir sobre a formação dos
Estados Modernos, Nicolau Maquiavel, que no início de
1500 falou que os Estados Modernos fundam-se na
força. Entre as características do Estado Moderno
estão:
- Soberania do Estado: o qual não permite que sua
autoridade dependa de nenhuma outra autoridade
- Distinção entre Estado e sociedade civil: evidencia-se
com a ascensão da burguesia, no século XVII
10.
Renascimento
• Renascimento (ouRenascença) foi um período na história do mundo ocidental
com um movimento cultural marcante na Europa, considerado como um marco do
final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Começou no século XIV na Itália
e difundiu-se pela Europa no decorrer dos séculos XV e XVI.
• Além de atingir a Filosofia, as Artes e as Ciências, o Renascimento fez parte de uma
ampla gama de transformações culturais, sociais, econômicas, políticas e religiosas
que caracterizam a transição do Feudalismo para o Capitalismo. Nesse sentido, o
Renascimento pode ser entendido como um elemento de ruptura, no plano
cultural, com a estrutura medieval.
• O Renascimento Cultural manifestou-se primeiro na Península Itálica, tendo como
principais centros as cidades de Milão, Gênova, Veneza, Florença e Roma, de onde
se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento
apresentou maior expressão na Itália. Não obstante, é importante conhecer as
manifestações renascentistas da Inglaterra, Alemanha, Países Baixos, e menos
intensamente, de Portugal e Espanha.
11.
Espírito renascentista
• ORenascimento está associado ao humanismo, o
interesse crescente entre os académicos
europeus pelos textos clássicos, em latim e em
grego, dos períodos anteriores ao triunfo do
Cristianismo na cultura européia. No século XVI
encontramos paralelamente ao interesse pela
civilização clássica, um menosprezo pela Idade
Média, associada a expressões como
"barbarismo", "ignorância", "escuridão", "gótico",
"noite de mil anos" ou "sombrio" (Bernard
Cottret).
12.
O homem vitruvianode Leonardo da Vinci sintetiza o ideário
renascentista: humanista e clássico
13.
Ideais do Renascimento
•Podem ser apontados como valores e ideais
defendidos pelo Renascimento o
Antropocentrismo, o Hedonismo, o Racionalismo,
o Otimismo e o Individualismo, bem como um
tratamento leigo dado a obras religiosas, uma
valorização do abstrato, expresso pelo
matemático, além também de algumas noções
artísticas como proporção e profundidade, e,
finalmente, a introdução de novas técnicas
artísticas, como a pintura a óleo.
14.
Pintura do Renascimento
•A definição de Pintura renascentista surge em
Itália durante o século XV inserida, de um modo
geral, no Renascimento. Esta pintura funda um
espírito novo, forjado de ideais novos e em novas
forças criadoras. Desenvolve-se nas cidades
italianas de Roma,Nápoles, Mântua, Ferrara,
Urbino e, sobretudo, em Florença e Veneza
(principais centros que possuíam, entre os
séculos XV e XVI, condições económicas, políticas,
sociais e culturais propícias ao desenvolvimento
das artes como a pintura).
15.
Pintura do Renascimento
ElementosTécnicos
• perspectiva rigorosa e científica, que permite um
tratamento real do espaço e da luz;
• pintura a óleo, que apareceu em Itália em meados do
século XV, devido às trocas comerciais a partir de Veneza
com a Flandres. Substituíu-se, gradualmente, as técnicas da
têmpera e do fresco para a pintura a óleo que ao possuir
maior tempo de secagem, permitiu a elaboração de
modelados e velaturas;
• a utilização de novos pigmentos aglutinantes (como o
óleo) que possibilitava novas associações e graduações da
cor;
• novos suportes como a tela e o cavalete que facilitaram a
difusão das correntes estéticas uma vez que permitiram
uma circulação mais fácil das obras.
16.
Pintura do Renascimento
Elementosformais
• inclusão nas obras de cenários arquitetônicos;
• grande naturalidade e realismo anatômicos.
Elementos estéticos
• equilíbrio e a harmonia dados pelo rigor científico. Era
comum as figuras serem representadas segundo
esquemas geométricos, como o esquema em pirâmide,
de forma a transmitirem uma maior harmonia;
• realismo representação da realidade tal como a
observam, valorização da personalidade retratada.
17.
Pintura da RenascençaItaliana
• Renascimento é uma palavra com vários significados. Por
isso, a pintura dessa época não se refere a um estilo
único. A arte da Renascença surgiu de uma nova
sociedade, que se desenvolvia com rapidez. Ela marcou a
passagem do mundo medieval para o moderno e, assim,
estabeleceu o alicerce da sociedade ocidental de hoje.
• Os pintores do Renascimento italiano, embora ligados a
cortes particulares e leais a certas cidades, viajaram por
toda Itália, muitas vezes ocupando status de diplomatas
e disseminando idéias artísticas e filosóficas.A cidade que
é considerada o berço do Renascimento, e
particularmente da pintura do Renascimento, é Florença.
18.
• O Renascimentona Itália começou de forma gradual e
seus primórdios se evidenciam na arte de Giotto. A
busca pela precisão científica e pelo maior realismo
culminou no equilíbrio de Rafael e Michelangelo. A
influência do Humanismo reflete-se na variedade de
temas temporais. Na fase final da Renascença, o
Maneirismo tornou-se o estilo dominante.
• Desse modo, a pintura do Renascimento italiano pode
ser dividida em quatro fases:
- Proto-Renascença, 1290-1400.
- Primeira Renascença, 1400-1475.
- Alta Renascença, 1475-1525.
- Maneirismo, 1525-1600.
Renascimento flamengo
• Nonorte da Europa, a Renascença se
materializou em torno da visão do realismo
intenso da obra de Albrecht Dürer. Nos Países
Baixos, os pintores seguiram o impulso
setentrional para a observação precisa e para
o naturalismo, no âmbito das paisagens e
retratos. Assim como na Itália a Renascença
setentrional terminou com o Maneirismo, que
durou uma geração a mais que na Itália.
Maneirismo
• O maneirismofoi um estilo e um movimento artísticos europeus de
retoma de certas expressões da cultura medieval que,
aproximadamente os anos de entre 1515 e 1610, constituíram
manifesta reação contra os valores clássicos prestigiados pelo
humanismo renascentista. Caracterizou-se pela concentração na
maneira, o estilo levou à procura de efeitos bizarros que já apontam
para a arte moderna, como o alongamento das figuras humanas e
os pontos de vista inusitados. As primeiras manifestações
anticlássicas dentro do espírito clássico renascentista costumam ser
chamadas de maneiristas. O termo surge da expressão a maniera
de, usada para se referir a artistas que faziam questão de imprimir
certas marcas individuais em suas obras.
• Um bom exemplo é o David, de Michelangelo. A figura
representada não obedece às proporções estabelecidas pelos
tratados clássicos. As mãos e os pés são bastante desproporcionais.
23.
David, de Michelangelo
Davidou Davi é uma das esculturas mais famosas do artista
renascentista Michelangelo. O trabalho retrata o herói
bíblico com realismo anatômico impressionante, sendo
considerada uma das mais importantes obras do
Renascimento e do próprio autor. A escultura atualmente
encontra-se em Florença, na Itália, cidade que
originalmente encomendou a obra.
É uma estátua em mármore e mede 5,17 m (cinco metros e
dezessete centímetros). Devido à genialidade que sempre
foi atribuída à obra, ela foi escolhida como símbolo máximo
da República de Florença.
Michelangelo levou três anos para concluir a escultura
(começou-a em 1501 e concluiu-a em 1504, revelando-a no
dia 8 de setembro). Michelangelo é considerado nesta obra
uma espécie de inovador, pois retrata a personagem não
após a batalha contra Golias (como Donatello e Verrochio
antes dele fizeram), mas no momento imediatamente
anterior a ela, quando David está apenas se preparando
para enfrentar uma força que todos julgavam ser
impossível de derrotar. Michelangelo neste trabalho usou o
realismo do corpo nu e o predomínio das linhas curvas.
Arquitetura do Renascimento
•Chama-se de Arquitetura do Renascimento ou
renascentista àquela que foi produzida durante o período
do Renascimento europeu, ou seja, basicamente, durante
os séculos XIV, XV e XVI. Caracteriza-se por ser um
momento de ruptura na História da Arquitetura em
diversas esferas: nos meios de produção da arquitetura; na
linguagem arquitetônica adotada e na sua teorização. Esta
ruptura, que se manifesta a partir do Renascimento,
caracteriza-se por uma nova atitude dos arquitectos em
relação à sua arte, passando a assumirem-se cada vez mais
como profissionais independentes, portadores de um estilo
pessoal. Inspiram-se, contudo, na sua interpretação da
Antiguidade Clássica e em sua vertente arquitetônica,
considerados como os modelos perfeitos das Artes e da
própria vida.
26.
A história daarquitetura do Renascimento, como um todo,
costuma ser dividida em três grandes períodos:
• Século XIV e início do XV. Neste primeiro momento destaca-
se a figura de Filippo Brunelleschi e uma arquitetura que se
pretende classicista, mas ainda sem o referencial teórico e,
principalmente, a canonização, que caracterizará o período
seguinte.
• Século XV e início do XVI. Considerado o período da Alta
Renascença, no qual atuam arquitetos como Donnato
Bramante e Leon Battista Alberti.
• Século XVI. Neste momento, as características individuais
dos arquitectos já começam a sobrepor-se às da
canonização clássica, o que irá levar ao chamado
Maneirismo. Atuam arquitetos como Michelangelo, Andrea
Palladio e Giulio Romano.
27.
A Escola deAtenas, de Rafael Sanzio é uma obra exemplar da relação do
Renascimento com o Humanismo e o Classicismo
28.
EXEMPLOS DE ARQUITETURA
RENASCENTISTA
•Os arquitetos do renascimento conseguiram,
mediante a medição e o estudo de antigos
templos e ruínas, assim como pela aplicação da
perspectiva, chegar à conclusão de que uma
obra arquitetônica completamente diferente da
que se vira até então não era nada mais que
pura geometria euclidiana. O módulo de
construção utilizado era o quadrado, que
aplicado ao plano e ao espaço deu às novas
edificações proporções totalmente harmônicas.
• As ordens gregas de colunas substituíram os
intermináveis pilares medievais e se impuseram
no levantamento das paredes e na sustentação
das abóbadas e cúpulas. São três as ordens mais
utilizadas: a dórica, a jônica e a coríntia,
originadas do classicismo grego. A aplicação
dessas ordens não é arbitrária, elas representam
as tão almejadas proporções humanas: a base é
o pé, a coluna, o corpo, e o capitel, a cabeça.
29.
EXEMPLOS DE CAPITÉISSEGUNDO AS
ORDENS CLÁSSICAS
• As primeiras igrejas do renascimento mantêm a forma
da cruz latina, o que resulta num espaço visivelmente
mais longo do que largo. Entretanto, para os teóricos
da época, a forma ideal é representada pelo plano
centralizado, ou a cruz grega, mais frequente nas
igrejas do renascimento clássico.
30.
EXEMPLOS DE IGREJAS
RENASCENTISTAS
•As obras da arquitetura profana, os palácios
particulares ou comunais, também foram
construídas com base no quadrado.
31.
• Vistos defora, esses palácios se apresentam como cubos sólidos, de
tendência horizontal e com não mais de três andares, articulados tanto
externa quanto internamente por colunas e pilares. Um pátio central,
quadrangular, tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas. A
parede externa costuma receber um tratamento rústico, sendo a
almofadilha mais leve nos andares superiores. A ordem das colunas varia
de um andar para outro e costuma ser a seguinte: no andar térreo, a
ordem toscana, uma variante da arquitetura romana; no pavimento
principal, a jônica; e no superior, a coríntia. A divisão entre um nível e
outro é feita por diferentes molduras e uma cornija que se estende por
todo o piso de cada andar, exatamente abaixo das janelas. Têm
geralmente forma retangular e são coroadas por uma finalização em arco
ou triângulo.
Palácio Vázquez de Molina
Úbeda, Jaén
Palácio de Carlos V
Alhambra, Granada