Baseada na prosperidade comunal rural e urbana as cidades do Centro Setentrional da Itália foram as primeiras a prosperar gerando um tipo de homem desligado da civilização feudal: “Burguês”
ARQUITETURA Filippe Brunelleschi Rompimento com o Gótico Abóboda umbela (guarda-chuva) Cúpula de Santa Maria Del-Flores, etc. Leon Batista Alberti Premissas bruneleschiniana sem rompimento com o gótico Arquitetura Roma (escassa) Amadeo/L. Laurara/B. Rosseti ESCULTURA L. Ghiberti Jacopo Della Quércia Donatello Bernardo Rosselino Disidério Settigano Antonio Pallaillo Andrea Verrochio   PINTURA Massaccio Fra Angélico Paolo Ucello Andrea Del Castagno Filippo Lippi Domênico Veneziano Piero Della Francesca Sandro Botticelli Girlandajo Andrea Mantegana Antonello Messina Giovani Bellini
Intercâmbio / Manufaturas / Iniciativas financeiras empresariais / Aventuras / Jogos Políticos / Pujança  e riqueza / Gostos requintados / Cultura. Constituíram ruptura total com a rede de condicionamento e limites que restringiam o homem feudal. Banqueiros, Papas, Condottiere ou estadistas, Protagonistas da Renascença italiana, ousavam aspirar o poder, conquistá-los e ostentá-los. Transformação gradativa desde os fins da Idade Média.
A evocação do passado, Roma e Grécia ressurge trazendo o mundo clássico como um mito que renasce, e que não pode renascer sem sufocar a experiência itálica, adquirida no Cristianismo.
O ENTROSAMENTO Do esteticismo Neo-platônico com o naturalismo Aristotélicos Da interpretação da fé Cristã com as exigências ainda não extintas do rigorismo religioso Do desenvolvimento da matemática com o conhecimento de novos países Dos artifícios mágicos para dominar a natureza com as grandes obras destinadas a sujeitá-las realmente à vontade do homem
Dos problemas de estética artística com o nascer de uma técnica política concebida como arte Foi o contexto fértil e multiforme da cultura renascentista, matriz da cultura moderna. A Itália primeiro país a entrar na espiral ascendente da sociedade moderna. Entretanto, a Itália não revela capacidade de conseguir uma unidade estatal capaz de atingir estruturas adequadas para uma nova sociedade. As requintadas cortes quatrocentistas e seus hábeis equilíbrios a artifícios políticos impedem o nascimento do estado Moderno na Itália. O descobrimento da América em 1492, o deslocamento das vias de tráfego rumo ao Atlântico. A Europa cujos países já constituídos em  Estados Nacionais, ricos e fortalecidos, torna a Itália uma presa esplêndida e fácil, disputada entre a França e Espanha e entre a França e os Hasburgos. Saqueada percorrida por mercenários, teatro das grandes batalhas sangrentas da Europa, (a desastrosa pinhagem de Roma), privados de fontes de renda a Itália se viu rapidamente empobrecida.
A derrocada política e econômica da Itália A ruptura da unidade religiosa da Europa A atmosfera sufocante da Contra-Reforma proposta pela igreja, fazem  com que as sociedades e a cultura moderna, nascidas na Itália não concluam seu próprio desenvolvimento. Entretanto é altíssima a função das artes “A Renascença”, é uma criação grande e original que tudo renova. Conquista de novas formas e novos estilos.
 
Filippo Brunelleschi  (1377-1446) Começou a vida como ourives e foi, posteriormente, um arquiteto, o pioneiro desta arte na Renascença. Escultura retratando Brunelleschi
Filippo Brunelleschi Arquitetura de Brunelleschi nasce completa, absoluta e liberta da experiência gótica, a originalidade dessa arquitetura era: Na criação do vazio espacial interior, por onde se formam: a medida da luz a severa técnica murária a contribuição decorativa Na implantação das Pilastras, ordenadoras de impulso e contra impulso Na evidência na parte exterior de nítidos volumes, paralelepipédicos, imerso no espaço envolvente, livres de efeitos de policromia comuns nas experiências florentinas. São obras arquitetônicas de um equilíbrio íntimo transfigurado em ordem espiritual, feita de razão e poesia.
Filippo Brunelleschi Seu classicismo não é nostalgia de experiências do passado é medida do homem novo, nascido de cultura moral e religiosa renovadas pelo humanismo florentino, de caráter literário e filosófico. Foi o amor pela pesquisa científica que o levou a experimentar a perspectiva linear, destinadas a embasar as artes figurativas até o final do século IXX. Sentido arquitetônico é florentino. Concepção prismática do batistério de São João. Tendência para a abstração Românico Florentina e Bizantina. Técnica: Duas réguas de cálculos, demonstrativas das réguas para a exata concepção de um edifício Experiência arquitetônica no ambiente florentino que determinou também a escultura e a pintura com uma nova concepção espacial unitária, enquadrada no esquema perspectivo.
Filippo Brunelleschi Muitas são as obras de Brunelleschi diretas e indiretas (entre1418 a 1428). Na Sacristia velha em São Lorenço toma o quadrado por módulo e o cubo como referência espacial. As superfícies internas com pilares e arquitraves se concluem na abóboda em forma de umbrela (guarda-chuva) denominada por Brunalleschi como abóboda em crista. A cúpula de Santa Maria Del Fiore – Florença Capela dos Loucos  - exterior e corte transversal Capela dos Loucos – interior
Filippo Brunelleschi Do hospital dos inocentes resta, o sereno e vibrante pórtico de colunas esguias floridas como estrelas no topo da escadaria, o estender suave dos arcos, a estática arquitrave severa Em 1418 – São Lourenço Basílica Santo Espírito – interior H.U.A, Vol.II, pag. 129 Santo Espírito – planta retangular H.U.A, Vol.II, pag. 128 Palácio de Pitti Brunelleschi abre estradas infinitas para a arquitetura e sua medida geométrica e espiritual permanece.
 
Outras Obras
Spedale degli Innocenti
Interior de Santo Espirito Spedale degli Innocenti
Leon Battista Alberti  (Genova, 18 de Fevereiro de 1404 — Roma, 20 de Abril de 1472) foi um arquiteto e teórico de arte: um humanista italiano, ao estilo do ideal renascentista e filósofo da arquitetura e do urbanismo, pintor, músico e escultor. Sua vida é descrita em  Vite , de Giorgio Vasari. Personificou o ideal renascentista do « uomo universale », ou seja, o letrado humanista capaz em numerosos campos de atividade. Battista Alberti
Leon Battista Alberti Evolui na adoção da forma clássica como soluções adicionais às obras góticas. Medidas e valores romano imperiais Conceito de monumentalidade Aceitação das premissas brunelleschinianas Respeito às formas do passado (que restaurou) Esse arquiteto acha-s impregnado do espírito heróico e jovem da arquitetura florentina do século XV.
Leon Battista Alberti Templo Malatestiano – exterior H.U.A, vol.II, pag 130 Nostalgias dos arcos triunfais Romanos em Rimini Reevoca pilastras nos flancos e arcos do Aqueduto de Flávio Palácio Recellai – ressalvos horizontais (com base Brunelleschi) H.U.A, v.II, pag 131
Basílica de  Santa Maria Novella
Coluna da Basilica de Santa Maria Novella
 
O primeiro ato oficial da escultura Italiana do séc.XV. Edital de concurso para a segunda porta em bronze do Batistério de Florença Brunelleschi Jacopo Delle Quércia L. Ghilberti Vence o último pelo estilo gótico florido bem à gosto dos conservadores florentinos.
Lorenzo Ghiberti  (Florença, 1378 - Florença, 1 de dezembro de 1455) foi um escultor italiano renascentista. Escultor e fundidor em metal italiano nascido em Pelago, que conseguiu impor, sobre as influências góticas, os novos postulados estéticos inspirados no mundo clássico que caracterizariam a arte renascentista do período  Quattrocento  (1400-1499) e cuja principal obra foi lavrar as monumentais portas de bronze do batistério de Florença.
Lorenzo Ghiberti Formou-se na oficina do ouvires florentino Bartolo di Michele e deixou temporariamente Florença para trabalhar em Pesaro, como pintor de Sigismondo  Malatesta. Regressou a Florença para se candidatar à execução da segunda porta do batistério daquela cidade (1401). O tema escolhido foi o sacrifício de Isaac, e venceu a concorrência com artistas do porte de Filippo Brunrlleschi, preservado no Museo Nazionale de Firenze. O trabalho em bronze, caracterizado por mostrar cenas bíblicas com poucos personagens, durou mais de 20 anos (1403-1424), e após terminado foi considerado tão impressionante que ele recebeu também a encomenda da terceira porta do batistério de Florença. Esta obra prima ficou tão bela que mais tarde Michelangelo achou-a digna de ser a Porta do Paraíso.
Lorenzo Ghiberti Além dessas monumentais obras, esculpiu as estátuas de São João Batista, São Mateus e Santo Estevão para Or San Michele, os relevos da pia batismal de Siena e peças de ourivesaria, hoje desaparecidas. Parou de esculpir (1452) e morreu em Florença, deixando uma autobiografia intitulada  I commentari . Ele acompanhou o princípio do Renascimento na sua cidade nativa como um escultor em bronze, da mesma maneira que Masaccio na arte de pintar e Brunelleschi em arquitetura. Em termos gerais, por definição o Renascimento foi um movimento artístico, científico e literário que floresceu na Europa no período correspondente entre à Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, do século XIII ao XVI, com o berço na Itália e tendo em Florença e Roma como seus dois centros mais importantes. Dentre suas inovações mais importantes está o desenvolvimento da perspectiva com ponto de fuga, usada desde então largamente na arte para criar a ilusão de profundidade e distância, e, cronologicamente, pode ser dividido em quatro períodos:  Duocento  (1200-1299),  Trecento  (1300-1399),  Quattrocento  (1400-1499) e  Cinquecento  (1500-1599).
Painel da Porta do Paraíso
Porta do Paraíso
Porta do Paraíso
Jacopo della Quercia  (1374 - 1438) foi o mais conhecido escultor de Siena (Itália) durante o Renascimento. Foi contemporâneo de Brunellesch, Ghiberti e Donatello. É considerado o precursor de Michelângelo. A Expulsão do Paraíso Terrestre – Bolonha H.U.A, vol.II, pag 132 (renuncia o naturalismo renascentista) Potência do relevo clássico Coerência entre o fundo natural e o drama humano Vigor anatômico, considerado 60 anos depois por Michelângelo.
Tomb of Ilaria Carreta , 1408-1413, Catedral de San Martino, Lucca
Rhea Sylvan , Fonte Gaia, 1414-19, Siena
Virtue , Fonte Gaia, 1414-19, Siena
Criação de Adão, Fonte Gaia
Donato di Niccoló di Betto Bardi , chamado  Donatello  (Florença, c.1386 - 13 de dezembro de 1466) foi um escultor italiano. Trabalhou em Florença, Prato, Siena e Pádua, recorrendo a várias técnicas (tuttotondo,baixo-relevo, stiacciato), e materiais (mármore, bronze, madeira). Separou -se definitivamente do gótico retomando e superando a arte grega e romana,seja formalmente, seja estilisticamente. Muito particular foi sua capacidade de sugerir humanidade e introspecção em suas obras
DONATELLO O jovem Donatello começa como polidor de caixilhos na oficina de Ghilberti.em Pádua concretiza-se a evolução estalística de Donatello. Monumento Equestre à Guattamellata H.U.V., vol. II, pag.134 Exprime a angústia do viver humano A calma compostura de Guattamellata (Pádua) Intensa expressividade de apixão Símbolo da concepção humana da Renascença Representa o homem consciente de seu destino humano mergulhado nas luzes e sombras de sua jornada terrenal. O tom heróico não é concepção de classicismo, mas de solicidão ativa. Em Florença no público Bronzeo de São Lourenço, o acento dramático se exaspera na confluência das linhas quebradas, aplicadas às figuras de gestos trágicos, de roupagens movimentadas pelo vento e semblantes alucinados. De relevos muitos pronunciados, ostentam acentos expressionistas, os baixos relevos são material confluente, instável. As mãos sobressaem vindo à Luz, os olhos afundam-se nas órbitas. São os naos da Madalena descarnada do Batistério; da madalena mergulhada na prece sem esperança.
Tumba de Pope John XXIII  (Baldassare Coscia), 1424-27, Baptistery, Florence
Estátua equestre do  Gattamelata , em Pádua
Cópia do  Davi  de Donatello
 
Masaccio  (Nasceu em 21 de dezembro de 1401 e faleceu em 1428) foi o primeiro grande pintor do Quattrocento na Renascença Italiana. Seus afrescos são monumentos ao Humanismo e introduzem uma plasticidade nunca antes vista na pintura. Foi o primeiro grande pintor italiano depois de Giotto e o primeiro mestre da Renascença italiana. Masaccio entendeu o que Giotto iniciara no fim da Idade Média e tornou essa compreensão acessível a todos. Começou a trabalhar ainda quando Gentile da Fabriano, artista do Gótico Internacional, estava em Florença. Morreu aos 27 anos, mas sua obra é madura. Masaccio é uma versão de  Tommaso  (Tommaso Grandão), que foi criada para distingui-lo de seu principal colaborador, Masolino. Apesar de sua breve carreira, ele afetou profundamente a obra de outros artistas. Foi um dos primeiros a usar a perspectiva científica na pintura. Também se afastou da pintura gótica e da elaborada ornamentação de Gentile da Fabriano, voltando-se para um estilo mais naturalista e real.
San Paulo Sant'Andrea
A Expulsão do Paraíso , antes e depois da restauração.
Fra Angelico Giovanni da Fiesole , nascido  Guido di Pietro Trosini , mais conhecido como  Fra Angelico , (Vicchio di Mugello, 1387 — Roma, 18 de Fevereiro de 1455) foi um pintor italiano, considerado o artista mais importante da península na época do Gótico Tardio ao início do Renascimento. É também chamado  Beato Angelico ,  fra Giovanni  ou  fra Giovanni da Fiesole  ( fra  é italiano para  frei ) por ter ingressado no convento dominicano de Fiesole, em 1407. Guido di Pietro, ou Guidolino "da Pietro" (i.e., filho de Pietro), porém, foi seu nome de batismo.
Anunciação , 1437-1446, Florença
Adoração dos Reis Magos (National Gallery, Washington, DC.)
Paolo Uccello  (1397, Florença - 10 de Dezembro de 1475, Florença) foi um pintor italiano. Uccello fez parte do  Quattrocento  do Renascimento, destacando-se por sua maestria nas pinturas em perspectiva e pela impressão de relevo que deu à pintura, recorrendo para isso ao claro-escuro ( chiaroescuro ). Era obcecado pela perspectiva e passava noites tentando entender o Ponto de fuga. Usava-a para criar uma sensação de profundidade em suas obras e não para narrar histórias. Paolo trabalhou na tradição do Gótico Internacional e enfatizou a cor ao invés do clássico realismo.
A Caçada na Floresta
Criação de Adão e dos Animais
Piero Della Francesca  (1416-1492) foi um pintor e matemático italiano do  Quattrocento , nome dado à segunda fase do movimento Renascentista italiano. Tal qual os grandes mestres de seu tempo, Piero primou sempre pela criatividade em relação ao passado medieval, apresentando técnicas e temáticas inovadoras como, por exemplo, o uso da tela e da pintura a óleo, o retrato, a representação da natureza, o nu, e, sobremaneira, a perspectiva e a criação do volume.
Ressurreição de Cristo
Baptismo de Cristo
Ridolfo Ghirlandaio  ou  Ghirlandajo  (1483 - 1561) foi um pintor italiano do Renascimento, que trabalhou principalmente em Florença. Era filho de Domenico Ghirlandaio. Nasceu em Florença. Foi criado por seu tio, Davide Ghirlandaio, também pintor. Estudou com Fra Bartolomeo. Suas obras entre as datas de 1504 e 1508 são marcadas pelas influências de Fra Bartolomeo e Rafael, de quem era amigo. Em Florença, tornou-se um conhecido pintor de altares, afrescos e retratos. Era famoso pela execução de pinturas de grandes cenas para ocasiões públicas, como o casamento de Giuliano de' Medici e a entrada do Papa Leão X na cidade, em 1515. A partir de 1527, seu trabalhou entrou em declínio, mas já nesse tempo tinha acumulado uma grande fortuna para sua família de quinze filhos. Seus filhos se tornaram comerciantes na França e em Ferrara. Na velhice, foi acometido com gota. Ghirlandaio executou muitos altares, com a ajuda de seu aluno favorito, Michele Tosini ( Michele di Ridolfo ). Outros alunos foram Mariano da Pescia e Carlo Portelli da Loro.
Adoração dos Pastores
Andrea Mantegna  (Vicenza c.1431 - Mântua, 13 de setembro de 1506) foi um pintor e gravador do Renascimento na Itália. Foi o primeiro grande artista da Itália setentrional. Seus trabalhos principais foram de cunho religioso. Um dos primeiros e mais destacados foi uma série de afrescos sobre a vida de São Tiago e São Cristóvão, realizados para a capela Ovetari, na igreja dos Eremitani (1456) que, lamentavelmente, foram seriamente danificados durante a Segunda Guerra Mundial.
A corte dos Gonzaga , cena do  Quarto dos esposos
Lamentação sobre o Cristo Morto

Quatrocentismo

  • 1.
    Baseada na prosperidadecomunal rural e urbana as cidades do Centro Setentrional da Itália foram as primeiras a prosperar gerando um tipo de homem desligado da civilização feudal: “Burguês”
  • 2.
    ARQUITETURA Filippe BrunelleschiRompimento com o Gótico Abóboda umbela (guarda-chuva) Cúpula de Santa Maria Del-Flores, etc. Leon Batista Alberti Premissas bruneleschiniana sem rompimento com o gótico Arquitetura Roma (escassa) Amadeo/L. Laurara/B. Rosseti ESCULTURA L. Ghiberti Jacopo Della Quércia Donatello Bernardo Rosselino Disidério Settigano Antonio Pallaillo Andrea Verrochio   PINTURA Massaccio Fra Angélico Paolo Ucello Andrea Del Castagno Filippo Lippi Domênico Veneziano Piero Della Francesca Sandro Botticelli Girlandajo Andrea Mantegana Antonello Messina Giovani Bellini
  • 3.
    Intercâmbio / Manufaturas/ Iniciativas financeiras empresariais / Aventuras / Jogos Políticos / Pujança e riqueza / Gostos requintados / Cultura. Constituíram ruptura total com a rede de condicionamento e limites que restringiam o homem feudal. Banqueiros, Papas, Condottiere ou estadistas, Protagonistas da Renascença italiana, ousavam aspirar o poder, conquistá-los e ostentá-los. Transformação gradativa desde os fins da Idade Média.
  • 4.
    A evocação dopassado, Roma e Grécia ressurge trazendo o mundo clássico como um mito que renasce, e que não pode renascer sem sufocar a experiência itálica, adquirida no Cristianismo.
  • 5.
    O ENTROSAMENTO Doesteticismo Neo-platônico com o naturalismo Aristotélicos Da interpretação da fé Cristã com as exigências ainda não extintas do rigorismo religioso Do desenvolvimento da matemática com o conhecimento de novos países Dos artifícios mágicos para dominar a natureza com as grandes obras destinadas a sujeitá-las realmente à vontade do homem
  • 6.
    Dos problemas deestética artística com o nascer de uma técnica política concebida como arte Foi o contexto fértil e multiforme da cultura renascentista, matriz da cultura moderna. A Itália primeiro país a entrar na espiral ascendente da sociedade moderna. Entretanto, a Itália não revela capacidade de conseguir uma unidade estatal capaz de atingir estruturas adequadas para uma nova sociedade. As requintadas cortes quatrocentistas e seus hábeis equilíbrios a artifícios políticos impedem o nascimento do estado Moderno na Itália. O descobrimento da América em 1492, o deslocamento das vias de tráfego rumo ao Atlântico. A Europa cujos países já constituídos em Estados Nacionais, ricos e fortalecidos, torna a Itália uma presa esplêndida e fácil, disputada entre a França e Espanha e entre a França e os Hasburgos. Saqueada percorrida por mercenários, teatro das grandes batalhas sangrentas da Europa, (a desastrosa pinhagem de Roma), privados de fontes de renda a Itália se viu rapidamente empobrecida.
  • 7.
    A derrocada políticae econômica da Itália A ruptura da unidade religiosa da Europa A atmosfera sufocante da Contra-Reforma proposta pela igreja, fazem com que as sociedades e a cultura moderna, nascidas na Itália não concluam seu próprio desenvolvimento. Entretanto é altíssima a função das artes “A Renascença”, é uma criação grande e original que tudo renova. Conquista de novas formas e novos estilos.
  • 8.
  • 9.
    Filippo Brunelleschi (1377-1446) Começou a vida como ourives e foi, posteriormente, um arquiteto, o pioneiro desta arte na Renascença. Escultura retratando Brunelleschi
  • 10.
    Filippo Brunelleschi Arquiteturade Brunelleschi nasce completa, absoluta e liberta da experiência gótica, a originalidade dessa arquitetura era: Na criação do vazio espacial interior, por onde se formam: a medida da luz a severa técnica murária a contribuição decorativa Na implantação das Pilastras, ordenadoras de impulso e contra impulso Na evidência na parte exterior de nítidos volumes, paralelepipédicos, imerso no espaço envolvente, livres de efeitos de policromia comuns nas experiências florentinas. São obras arquitetônicas de um equilíbrio íntimo transfigurado em ordem espiritual, feita de razão e poesia.
  • 11.
    Filippo Brunelleschi Seuclassicismo não é nostalgia de experiências do passado é medida do homem novo, nascido de cultura moral e religiosa renovadas pelo humanismo florentino, de caráter literário e filosófico. Foi o amor pela pesquisa científica que o levou a experimentar a perspectiva linear, destinadas a embasar as artes figurativas até o final do século IXX. Sentido arquitetônico é florentino. Concepção prismática do batistério de São João. Tendência para a abstração Românico Florentina e Bizantina. Técnica: Duas réguas de cálculos, demonstrativas das réguas para a exata concepção de um edifício Experiência arquitetônica no ambiente florentino que determinou também a escultura e a pintura com uma nova concepção espacial unitária, enquadrada no esquema perspectivo.
  • 12.
    Filippo Brunelleschi Muitassão as obras de Brunelleschi diretas e indiretas (entre1418 a 1428). Na Sacristia velha em São Lorenço toma o quadrado por módulo e o cubo como referência espacial. As superfícies internas com pilares e arquitraves se concluem na abóboda em forma de umbrela (guarda-chuva) denominada por Brunalleschi como abóboda em crista. A cúpula de Santa Maria Del Fiore – Florença Capela dos Loucos - exterior e corte transversal Capela dos Loucos – interior
  • 13.
    Filippo Brunelleschi Dohospital dos inocentes resta, o sereno e vibrante pórtico de colunas esguias floridas como estrelas no topo da escadaria, o estender suave dos arcos, a estática arquitrave severa Em 1418 – São Lourenço Basílica Santo Espírito – interior H.U.A, Vol.II, pag. 129 Santo Espírito – planta retangular H.U.A, Vol.II, pag. 128 Palácio de Pitti Brunelleschi abre estradas infinitas para a arquitetura e sua medida geométrica e espiritual permanece.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Interior de SantoEspirito Spedale degli Innocenti
  • 18.
    Leon Battista Alberti (Genova, 18 de Fevereiro de 1404 — Roma, 20 de Abril de 1472) foi um arquiteto e teórico de arte: um humanista italiano, ao estilo do ideal renascentista e filósofo da arquitetura e do urbanismo, pintor, músico e escultor. Sua vida é descrita em Vite , de Giorgio Vasari. Personificou o ideal renascentista do « uomo universale », ou seja, o letrado humanista capaz em numerosos campos de atividade. Battista Alberti
  • 19.
    Leon Battista AlbertiEvolui na adoção da forma clássica como soluções adicionais às obras góticas. Medidas e valores romano imperiais Conceito de monumentalidade Aceitação das premissas brunelleschinianas Respeito às formas do passado (que restaurou) Esse arquiteto acha-s impregnado do espírito heróico e jovem da arquitetura florentina do século XV.
  • 20.
    Leon Battista AlbertiTemplo Malatestiano – exterior H.U.A, vol.II, pag 130 Nostalgias dos arcos triunfais Romanos em Rimini Reevoca pilastras nos flancos e arcos do Aqueduto de Flávio Palácio Recellai – ressalvos horizontais (com base Brunelleschi) H.U.A, v.II, pag 131
  • 21.
    Basílica de Santa Maria Novella
  • 22.
    Coluna da Basilicade Santa Maria Novella
  • 23.
  • 24.
    O primeiro atooficial da escultura Italiana do séc.XV. Edital de concurso para a segunda porta em bronze do Batistério de Florença Brunelleschi Jacopo Delle Quércia L. Ghilberti Vence o último pelo estilo gótico florido bem à gosto dos conservadores florentinos.
  • 25.
    Lorenzo Ghiberti (Florença, 1378 - Florença, 1 de dezembro de 1455) foi um escultor italiano renascentista. Escultor e fundidor em metal italiano nascido em Pelago, que conseguiu impor, sobre as influências góticas, os novos postulados estéticos inspirados no mundo clássico que caracterizariam a arte renascentista do período Quattrocento (1400-1499) e cuja principal obra foi lavrar as monumentais portas de bronze do batistério de Florença.
  • 26.
    Lorenzo Ghiberti Formou-sena oficina do ouvires florentino Bartolo di Michele e deixou temporariamente Florença para trabalhar em Pesaro, como pintor de Sigismondo Malatesta. Regressou a Florença para se candidatar à execução da segunda porta do batistério daquela cidade (1401). O tema escolhido foi o sacrifício de Isaac, e venceu a concorrência com artistas do porte de Filippo Brunrlleschi, preservado no Museo Nazionale de Firenze. O trabalho em bronze, caracterizado por mostrar cenas bíblicas com poucos personagens, durou mais de 20 anos (1403-1424), e após terminado foi considerado tão impressionante que ele recebeu também a encomenda da terceira porta do batistério de Florença. Esta obra prima ficou tão bela que mais tarde Michelangelo achou-a digna de ser a Porta do Paraíso.
  • 27.
    Lorenzo Ghiberti Alémdessas monumentais obras, esculpiu as estátuas de São João Batista, São Mateus e Santo Estevão para Or San Michele, os relevos da pia batismal de Siena e peças de ourivesaria, hoje desaparecidas. Parou de esculpir (1452) e morreu em Florença, deixando uma autobiografia intitulada I commentari . Ele acompanhou o princípio do Renascimento na sua cidade nativa como um escultor em bronze, da mesma maneira que Masaccio na arte de pintar e Brunelleschi em arquitetura. Em termos gerais, por definição o Renascimento foi um movimento artístico, científico e literário que floresceu na Europa no período correspondente entre à Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, do século XIII ao XVI, com o berço na Itália e tendo em Florença e Roma como seus dois centros mais importantes. Dentre suas inovações mais importantes está o desenvolvimento da perspectiva com ponto de fuga, usada desde então largamente na arte para criar a ilusão de profundidade e distância, e, cronologicamente, pode ser dividido em quatro períodos: Duocento (1200-1299), Trecento (1300-1399), Quattrocento (1400-1499) e Cinquecento (1500-1599).
  • 28.
    Painel da Portado Paraíso
  • 29.
  • 30.
  • 31.
    Jacopo della Quercia (1374 - 1438) foi o mais conhecido escultor de Siena (Itália) durante o Renascimento. Foi contemporâneo de Brunellesch, Ghiberti e Donatello. É considerado o precursor de Michelângelo. A Expulsão do Paraíso Terrestre – Bolonha H.U.A, vol.II, pag 132 (renuncia o naturalismo renascentista) Potência do relevo clássico Coerência entre o fundo natural e o drama humano Vigor anatômico, considerado 60 anos depois por Michelângelo.
  • 32.
    Tomb of IlariaCarreta , 1408-1413, Catedral de San Martino, Lucca
  • 33.
    Rhea Sylvan ,Fonte Gaia, 1414-19, Siena
  • 34.
    Virtue , FonteGaia, 1414-19, Siena
  • 35.
  • 36.
    Donato di Niccolódi Betto Bardi , chamado Donatello (Florença, c.1386 - 13 de dezembro de 1466) foi um escultor italiano. Trabalhou em Florença, Prato, Siena e Pádua, recorrendo a várias técnicas (tuttotondo,baixo-relevo, stiacciato), e materiais (mármore, bronze, madeira). Separou -se definitivamente do gótico retomando e superando a arte grega e romana,seja formalmente, seja estilisticamente. Muito particular foi sua capacidade de sugerir humanidade e introspecção em suas obras
  • 37.
    DONATELLO O jovemDonatello começa como polidor de caixilhos na oficina de Ghilberti.em Pádua concretiza-se a evolução estalística de Donatello. Monumento Equestre à Guattamellata H.U.V., vol. II, pag.134 Exprime a angústia do viver humano A calma compostura de Guattamellata (Pádua) Intensa expressividade de apixão Símbolo da concepção humana da Renascença Representa o homem consciente de seu destino humano mergulhado nas luzes e sombras de sua jornada terrenal. O tom heróico não é concepção de classicismo, mas de solicidão ativa. Em Florença no público Bronzeo de São Lourenço, o acento dramático se exaspera na confluência das linhas quebradas, aplicadas às figuras de gestos trágicos, de roupagens movimentadas pelo vento e semblantes alucinados. De relevos muitos pronunciados, ostentam acentos expressionistas, os baixos relevos são material confluente, instável. As mãos sobressaem vindo à Luz, os olhos afundam-se nas órbitas. São os naos da Madalena descarnada do Batistério; da madalena mergulhada na prece sem esperança.
  • 38.
    Tumba de PopeJohn XXIII (Baldassare Coscia), 1424-27, Baptistery, Florence
  • 39.
    Estátua equestre do Gattamelata , em Pádua
  • 40.
    Cópia do Davi de Donatello
  • 41.
  • 42.
    Masaccio (Nasceuem 21 de dezembro de 1401 e faleceu em 1428) foi o primeiro grande pintor do Quattrocento na Renascença Italiana. Seus afrescos são monumentos ao Humanismo e introduzem uma plasticidade nunca antes vista na pintura. Foi o primeiro grande pintor italiano depois de Giotto e o primeiro mestre da Renascença italiana. Masaccio entendeu o que Giotto iniciara no fim da Idade Média e tornou essa compreensão acessível a todos. Começou a trabalhar ainda quando Gentile da Fabriano, artista do Gótico Internacional, estava em Florença. Morreu aos 27 anos, mas sua obra é madura. Masaccio é uma versão de Tommaso (Tommaso Grandão), que foi criada para distingui-lo de seu principal colaborador, Masolino. Apesar de sua breve carreira, ele afetou profundamente a obra de outros artistas. Foi um dos primeiros a usar a perspectiva científica na pintura. Também se afastou da pintura gótica e da elaborada ornamentação de Gentile da Fabriano, voltando-se para um estilo mais naturalista e real.
  • 43.
  • 44.
    A Expulsão doParaíso , antes e depois da restauração.
  • 45.
    Fra Angelico Giovannida Fiesole , nascido Guido di Pietro Trosini , mais conhecido como Fra Angelico , (Vicchio di Mugello, 1387 — Roma, 18 de Fevereiro de 1455) foi um pintor italiano, considerado o artista mais importante da península na época do Gótico Tardio ao início do Renascimento. É também chamado Beato Angelico , fra Giovanni ou fra Giovanni da Fiesole ( fra é italiano para frei ) por ter ingressado no convento dominicano de Fiesole, em 1407. Guido di Pietro, ou Guidolino "da Pietro" (i.e., filho de Pietro), porém, foi seu nome de batismo.
  • 46.
  • 47.
    Adoração dos ReisMagos (National Gallery, Washington, DC.)
  • 48.
    Paolo Uccello (1397, Florença - 10 de Dezembro de 1475, Florença) foi um pintor italiano. Uccello fez parte do Quattrocento do Renascimento, destacando-se por sua maestria nas pinturas em perspectiva e pela impressão de relevo que deu à pintura, recorrendo para isso ao claro-escuro ( chiaroescuro ). Era obcecado pela perspectiva e passava noites tentando entender o Ponto de fuga. Usava-a para criar uma sensação de profundidade em suas obras e não para narrar histórias. Paolo trabalhou na tradição do Gótico Internacional e enfatizou a cor ao invés do clássico realismo.
  • 49.
    A Caçada naFloresta
  • 50.
    Criação de Adãoe dos Animais
  • 51.
    Piero Della Francesca (1416-1492) foi um pintor e matemático italiano do Quattrocento , nome dado à segunda fase do movimento Renascentista italiano. Tal qual os grandes mestres de seu tempo, Piero primou sempre pela criatividade em relação ao passado medieval, apresentando técnicas e temáticas inovadoras como, por exemplo, o uso da tela e da pintura a óleo, o retrato, a representação da natureza, o nu, e, sobremaneira, a perspectiva e a criação do volume.
  • 52.
  • 53.
  • 54.
    Ridolfo Ghirlandaio ou Ghirlandajo (1483 - 1561) foi um pintor italiano do Renascimento, que trabalhou principalmente em Florença. Era filho de Domenico Ghirlandaio. Nasceu em Florença. Foi criado por seu tio, Davide Ghirlandaio, também pintor. Estudou com Fra Bartolomeo. Suas obras entre as datas de 1504 e 1508 são marcadas pelas influências de Fra Bartolomeo e Rafael, de quem era amigo. Em Florença, tornou-se um conhecido pintor de altares, afrescos e retratos. Era famoso pela execução de pinturas de grandes cenas para ocasiões públicas, como o casamento de Giuliano de' Medici e a entrada do Papa Leão X na cidade, em 1515. A partir de 1527, seu trabalhou entrou em declínio, mas já nesse tempo tinha acumulado uma grande fortuna para sua família de quinze filhos. Seus filhos se tornaram comerciantes na França e em Ferrara. Na velhice, foi acometido com gota. Ghirlandaio executou muitos altares, com a ajuda de seu aluno favorito, Michele Tosini ( Michele di Ridolfo ). Outros alunos foram Mariano da Pescia e Carlo Portelli da Loro.
  • 55.
  • 56.
    Andrea Mantegna (Vicenza c.1431 - Mântua, 13 de setembro de 1506) foi um pintor e gravador do Renascimento na Itália. Foi o primeiro grande artista da Itália setentrional. Seus trabalhos principais foram de cunho religioso. Um dos primeiros e mais destacados foi uma série de afrescos sobre a vida de São Tiago e São Cristóvão, realizados para a capela Ovetari, na igreja dos Eremitani (1456) que, lamentavelmente, foram seriamente danificados durante a Segunda Guerra Mundial.
  • 57.
    A corte dosGonzaga , cena do Quarto dos esposos
  • 58.