SlideShare uma empresa Scribd logo
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira


Os atomistas na Grécia antiga

      A teoria atomista foi desenvolvida no século V a.C. por Leucipo de

Mileto e pelo seu discípulo Demócrito de Abdera que conciliou as constantes

mudanças postuladas por Heráclito com a unidade e imutabilidade do ser

propostas por Parménides


      Demócrito postulava que a realidade se compõe de partículas

indivisíveis ou "átomos" de natureza idêntica e do vácuo ou não-ente e que

estes existem desde a eternidade em mútua interacção dando origem ao

movimento.


      Segundo Demócrito, os átomos por si só apresentam as propriedades

de tamanho, forma, impenetrabilidade e movimento, dando lugar, por meio

de choques entre si, a corpos visíveis. Além disso, ao contrário dos corpos

macroscópicos, os átomos não podem interpenetrar-se nem dividir-se, sendo

as mudanças observadas em certos fenómenos químicos e físicos atribuídas

pelos atomistas gregos a associações e dissociações de átomos. Nesse

sentido, o sabor salgado dos alimentos era explicado pela disposição

irregular de átomos grandes e pontiagudos.




                                                                         5
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira


O modelo de Dalton

       O professor da universidade inglesa New College de

Manchester, John Dalton (1766 - 1844) foi o criador da

primeira teoria atómica moderna na passagem do século

XVIII para o século XIX.


       Dalton é bastante lembrado pela famosa Lei de

Dalton, a lei das pressões parciais e pelo daltonismo, o nome que se dá à

incapacidade de distinguir as cores, assunto que ele estudou e mal de que

sofria.


       Em 1803 Dalton publicou o trabalho “Absorption of Gases by Water

and Other Liquids”, (Absorção de gases pela água e outros líquidos), neste

delineou os princípios de seu modelo atómico.


       Segundo Dalton:


   •   Átomos de elementos diferentes possuem propriedades diferentes

       entre si.

   •   Átomos de um mesmo elemento possuem propriedades iguais e de

       peso invariável.

   •   Átomos são partículas reais, indivisíveis e descontínuas formadoras

       da matéria.

   •   Nas reacções químicas, os átomos permanecem inalterados.

   •   Na formação dos compostos, os átomos entram em proporções

       numéricas fixas 1:1, 1:2, 1:3, 2:3, 2:5 ,etc.

   •   O peso total de um composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos

       elementos que o constituem.



                                                                        6
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira




Em 1808, Dalton propôs a teoria do modelo atómico, onde o átomo é uma

minúscula esfera maciça, impenetrável, indestrutível e indivisível. Todos os

átomos de um mesmo elemento químico são idênticos. O seu modelo atómico

foi apelidado de "modelo atómico da bola de bilhar".




                                                 Modelo Atómico de Bola de

Bilhar




         Em 1810 foi publicada a obra New System of Chemical Philosophy

(Novo sistema de filosofia química), nesse trabalho, haviam teses que

provavam suas observações, como a lei das pressões parciais, chamada de

Lei de Dalton, entre outras relativas à constituição da matéria.




                                                                          7
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira




O modelo de Thomson

        Em 1897, Joseph John Thomson formulou a

teoria segundo a qual a matéria, independente das

suas propriedades, contém partículas de massa

muito menores que o átomo do hidrogênio.

Inicialmente denominou-as de corpúsculos, depois

conhecidas como electrões.


        A   demonstração       deu-se   ao    comprovar   a existência     daqueles

corpúsculos nos raios catódicos disparados na ampola de crookes (um tubo

que continha vácuo) depois da passagem da corrente eléctrica. Através de

suas experiências, Thomson concluiu que a matéria era formada por um

modelo atómico diferente do modelo atómico de Dalton: uma esfera de

carga    positiva   continha    corpúsculos     (electrões)   de   carga   negativa

distribuídos uniformemente à semelhança de um pudim de passas.


O "modelo atómico do pudim com passas", substituiu então ao "modelo da

bola de bilhar", mas não eliminou totalmente as deduções de Dalton, apenas

foram acrescentadas mais informações. Grande parte das teorias de

Thomsom está na sua obra “Conduction of Electricity Through Gases”

(1903; Condução de electricidade através dos gases).




                                             Modelo Atómico de Pudim de Passas

                                                                                 8
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira


O modelo de Rutherford

        Ernest Rutherford (1871 - 1937) foi premiado

com o Prêmio Nobel da Química em 1908 pelas suas

investigações sobre a desintegração dos elementos e

a química das substâncias radioactivas. Dirigiu o

Laboratório Cavendish desde 1919 até à sua morte.

Pode dizer-se que Rutherford foi o fundador da

Física Nuclear. Distinguiu os raios alfa e beta e introduziu o conceito de

núcleo atómico.


        Bombardeando uma chapa metálica com partículas alfa, Rutherford

percebeu que apenas uma pequena fracção dessas sofria desvio de

trajectória, com isto concluiu que as partículas que não se desviavam não

encontravam no metal obstáculo que causasse a deflexão de sua trajectória.

Desta forma criou um modelo atómico no qual os electrões giravam em torno

do núcleo atómico, que considerou a região central do átomo onde havia a

maior parte da massa atómica.


O modelo se baseava em órbitas electrónicas, isto é comparáveis à um

sistema planetário, Rutherford chegou à conclusão que a maior parte do

átomo     se   encontra    vazia,   estando

praticamente a totalidade de sua massa no

núcleo, este sendo em torno de dez mil

vezes menor que o átomo.



            Modelo Planetário do Átomo




                                                                        9
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira


O modelo de Bohr

      A teoria orbital de Rutherford encontrou uma

dificuldade teórica resolvida por Niels Bohr: no

momento em que temos uma carga eléctrica negativa

composta pelos electrões girando ao redor de um

núcleo de carga positiva, este movimento gera uma

perda de energia devido a emissão de radiação

constante. Num dado momento, os electrões deveriam se aproximar do

núcleo num movimento em espiral até cair sobre ele.


      Em 1911, Niels Bohr publicou uma tese que demonstrava o

comportamento electrónico dos metais. Na mesma época, foi trabalhar com

Ernest Rutherford em Manchester, Inglaterra. Lá obteve os dados precisos

do modelo atómico, que iriam lhe ajudar posteriormente.


      Em 1913, observando as dificuldades do modelo de Rutherford, Bohr

intensificou as suas pesquisas visando uma solução teórica.


      Em 1916, Niels Bohr retornou para Copenhague para actuar como

professor de física. Continuando as suas pesquisas sobre o modelo atómico

de Rutherford.


      Em 1920, nomeado director do Instituto de Física Teórica, Bohr

acabou desenvolvendo um modelo atómico que unificava a teoria atómica de

Rutherford e a teoria da mecânica quântica de Max Planck.




                                                                      10
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira




      A sua teoria consistia que ao girar em torno de um núcleo central, os

electrões deveriam girar em órbitas específicas com níveis energéticos bem

definidos. Que poderia haver a emissão ou absorção de pacotes discretos

de energia chamados de quanta ao mudar de órbita.




      Realizando estudos nos elementos químicos com mais de dois

electrões, concluiu que se tratava de uma organização bem definida em

camadas. Descobriu ainda que as propriedades químicas dos elementos eram

determinadas pela camada mais externa.


      Bohr expôs o princípio da complementaridade, segundo o qual um

fenómeno físico deve ser observado a partir de dois pontos de vista

diferentes e não excludentes. Observou que existiam contradições onde

poderia haver o comportamento de onda e de partícula dos electrões,

dependendo do ponto de vista.


      Essa teoria acabou por se transformar na hipótese proposta por Louis

Broglie (Louis Victor Pierre Raymond, sétimo duque de Broglie) onde todo

corpúsculo atómico pode comportar-se de duas formas, como onda e como

partícula.




                                                                         11
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira




O modelo atómico actual

      Erwin Schrodinger, Louis Victor de Broglie e Werner Heisenberg,

reunindo os conhecimentos de seus predecessores e contemporâneos,

acabaram por desenvolver uma nova teoria do modelo atómico, além de

postular uma nova visão, chamada de mecânica ondulatória.


      Fundamentada na hipótese proposta por Broglie onde todo corpúsculo

atómico pode comportar-se como onda e como partícula, Heisenberg, em

1925, postulou o princípio da incerteza.


      A ideia de órbita electrónica acabou por ficar desordenada, sendo

substituída pelo conceito de probabilidade de se encontrar num instante

qualquer um dado electrão numa determinada região do espaço.


   O átomo deixou de ser indivisível como acreditavam filósofos gregos

antigos. O modelo atómico portanto, passou a constituir-se na verdade, de

uma estrutura complexa.




                                                                      12
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira




•   É sabido que os electrões possuem carga negativa, massa muito

    pequena e que se movem em órbitas ao redor do núcleo atómico.




•   O núcleo atómico é situado no centro do átomo e constituído por

    protões que são partículas de carga positiva, cuja massa é

    aproximadamente 1.837 vezes superior a massa do electrão, e por

    neutrões, partículas sem carga e com massa ligeiramente superior à

    dos protões.




•   O átomo é electricamente neutro, por possuir números iguais de

    electrões e protões.




•   O número de protões no átomo chama-se número atómico, este valor

    é utilizado para estabelecer o lugar de um determinado elemento na

    tabela periódica.




•   A tabela periódica é uma ordenação sistemática dos elementos

    químicos conhecidos.




                                                                    13
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira

•   Cada elemento caracteriza-se por possuir um número de electrões

    que se distribuem nos diferentes níveis de energia do átomo

    correspondente.




•   Os níveis energéticos ou camadas, são denominados pelos símbolos K,

    L, M, N, O, P e Q.




•   Cada camada possui uma quantidade fixa de electrões. A camada mais

    próxima do núcleo K, comporta somente dois electrões; a camada L,

    imediatamente posterior, oito, e assim sucessivamente.




•   Os electrões da última camada (mais afastados do núcleo) são

    responsáveis pelo comportamento químico do elemento, por isso são

    denominados electrões de valência.




•   O número de massa é equivalente à soma do número de protões e

    neutrões presentes no núcleo.




•   O átomo pode perder electrões, carregando-se positivamente, é

    chamado de ião positivo (catião).




                                                                    14
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira

•   Ao receber electrões, o átomo torna-se negativo, sendo chamado ião

    negativo (anião).




•   O deslocamento dos electrões provoca uma corrente eléctrica, que dá

    origem a todos os fenómenos relacionados à electricidade e ao

    magnetismo.




•   No núcleo do átomo existem duas forças de interacção a chamada

    interacção nuclear forte, responsável pela coesão do núcleo, e a

    interacção    nuclear   fraca,    ou    força    forte     e   força    fraca

    respectivamente.




•   As   forças    de   interacção      nuclear      são     responsáveis    pelo

    comportamento do átomo quase na sua totalidade.




•   As propriedades físico-químicas de um determinado elemento são

    predominantemente       dadas    pela   sua     configuração    electrónica,

    principalmente pela estrutura da última camada, ou camada de

    valência.




                                                                              15
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira

•   As propriedades que são atribuídas aos elementos na tabela, se

    repetem ciclicamente, por isso denominou-se como tabela periódica

    dos elementos.




•   Os isótopos são átomos de um mesmo elemento com mesmo número

    de protões, mas quantidades diferentes de neutrões.




•   Os isótonos são átomos que possuem o mesmo número de neutrões




•   Os Isóbaros são átomos que possuem o número de massa




                                                                    16
Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira

•   Através da radioactividade alguns átomos atuam como emissores de radiação
    nuclear,   esta    constituem   a   base   do   uso   da   energia   atómica.




                                                                              17

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Resumo conceitos fundamentais e teorias atomicas
Resumo   conceitos fundamentais e teorias atomicasResumo   conceitos fundamentais e teorias atomicas
Resumo conceitos fundamentais e teorias atomicas
Profª Alda Ernestina
 
Evolução modelo atómico
Evolução modelo atómicoEvolução modelo atómico
Evolução modelo atómico
Pedro Oliveira
 
Evolução atomica 2015
Evolução atomica 2015Evolução atomica 2015
Evolução atomica 2015
Enio Silva De Lima
 
Lista 5 2014
Lista 5   2014Lista 5   2014
Lista 5 2014
profNICODEMOS
 
Modelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGRO
Modelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGROModelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGRO
Modelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGRO
Waldir Montenegro
 
Aula 1 e 2
Aula 1 e 2Aula 1 e 2
Aula 1 e 2
Leonardo Carneiro
 
A importância da teoria atômica de dalton até hoje
A importância da teoria atômica de dalton até hojeA importância da teoria atômica de dalton até hoje
A importância da teoria atômica de dalton até hoje
Raimunda Cavalcante
 
Slides evolução do modelo atômico
Slides  evolução do modelo atômicoSlides  evolução do modelo atômico
Slides evolução do modelo atômico
elismarafernandes
 
Evolução dos modelos atómicos
Evolução dos modelos atómicosEvolução dos modelos atómicos
Evolução dos modelos atómicos
Patrícia Morais
 
Modelo AtôMico De Dalton E Thomson
Modelo AtôMico De Dalton E ThomsonModelo AtôMico De Dalton E Thomson
Modelo AtôMico De Dalton E Thomson
guestddc80fe
 
Modelos atômicos 1
Modelos atômicos 1Modelos atômicos 1
Modelos atômicos 1
vania2012
 
Estrutura atômica
Estrutura atômica Estrutura atômica
Estrutura atômica
ProfªThaiza Montine
 
Teoria atômica
Teoria atômicaTeoria atômica
Teoria atômica
arthemispandora
 
Modelos atômicos
Modelos atômicosModelos atômicos
Modelos atômicos
Marilena Meira
 
Evolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicosEvolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicos
ProfessorWaldecirDaQuimica
 
Os principais modelos atômicos (física)
Os principais modelos atômicos (física)Os principais modelos atômicos (física)
Os principais modelos atômicos (física)
Victor Said
 
Modelos atômicos dalton thomson rutherford e balm
Modelos atômicos dalton thomson rutherford e balmModelos atômicos dalton thomson rutherford e balm
Modelos atômicos dalton thomson rutherford e balm
Maresha Vaz Sansaloni
 
Apresentação modelos atômicos elenice
Apresentação modelos atômicos  eleniceApresentação modelos atômicos  elenice
Apresentação modelos atômicos elenice
EEB Paulo Bauer
 
Modelos atômicos
Modelos atômicosModelos atômicos
HistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicos
HistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicosHistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicos
HistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicos
Claysson Xavier
 

Mais procurados (20)

Resumo conceitos fundamentais e teorias atomicas
Resumo   conceitos fundamentais e teorias atomicasResumo   conceitos fundamentais e teorias atomicas
Resumo conceitos fundamentais e teorias atomicas
 
Evolução modelo atómico
Evolução modelo atómicoEvolução modelo atómico
Evolução modelo atómico
 
Evolução atomica 2015
Evolução atomica 2015Evolução atomica 2015
Evolução atomica 2015
 
Lista 5 2014
Lista 5   2014Lista 5   2014
Lista 5 2014
 
Modelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGRO
Modelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGROModelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGRO
Modelos Atômicos -CSSA 2014.PROF: WALDIR MONTENEGRO
 
Aula 1 e 2
Aula 1 e 2Aula 1 e 2
Aula 1 e 2
 
A importância da teoria atômica de dalton até hoje
A importância da teoria atômica de dalton até hojeA importância da teoria atômica de dalton até hoje
A importância da teoria atômica de dalton até hoje
 
Slides evolução do modelo atômico
Slides  evolução do modelo atômicoSlides  evolução do modelo atômico
Slides evolução do modelo atômico
 
Evolução dos modelos atómicos
Evolução dos modelos atómicosEvolução dos modelos atómicos
Evolução dos modelos atómicos
 
Modelo AtôMico De Dalton E Thomson
Modelo AtôMico De Dalton E ThomsonModelo AtôMico De Dalton E Thomson
Modelo AtôMico De Dalton E Thomson
 
Modelos atômicos 1
Modelos atômicos 1Modelos atômicos 1
Modelos atômicos 1
 
Estrutura atômica
Estrutura atômica Estrutura atômica
Estrutura atômica
 
Teoria atômica
Teoria atômicaTeoria atômica
Teoria atômica
 
Modelos atômicos
Modelos atômicosModelos atômicos
Modelos atômicos
 
Evolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicosEvolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicos
 
Os principais modelos atômicos (física)
Os principais modelos atômicos (física)Os principais modelos atômicos (física)
Os principais modelos atômicos (física)
 
Modelos atômicos dalton thomson rutherford e balm
Modelos atômicos dalton thomson rutherford e balmModelos atômicos dalton thomson rutherford e balm
Modelos atômicos dalton thomson rutherford e balm
 
Apresentação modelos atômicos elenice
Apresentação modelos atômicos  eleniceApresentação modelos atômicos  elenice
Apresentação modelos atômicos elenice
 
Modelos atômicos
Modelos atômicosModelos atômicos
Modelos atômicos
 
HistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicos
HistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicosHistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicos
HistóRia Da QuíMica E Modelos AtôMicos
 

Destaque

Resumo teorico
Resumo teoricoResumo teorico
Resumo teorico
Inês Mota
 
Exercícios de química sbts pura e mistura
Exercícios de química sbts pura e misturaExercícios de química sbts pura e mistura
Exercícios de química sbts pura e mistura
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
 
Gabarito luciana - segunda avaliação
Gabarito   luciana - segunda avaliaçãoGabarito   luciana - segunda avaliação
Gabarito luciana - segunda avaliação
professoraludmila
 
Gabarito da segunda avaliação
Gabarito da segunda avaliaçãoGabarito da segunda avaliação
Gabarito da segunda avaliação
professoraludmila
 
Química resumos
Química resumosQuímica resumos
Química resumos
Paula Ribeiro
 
Apostila exerc-cios de qu-mica geral
Apostila   exerc-cios de qu-mica geralApostila   exerc-cios de qu-mica geral
Apostila exerc-cios de qu-mica geral
Jefferson David Souza
 
Teoria corpuscular da matéria
Teoria corpuscular da matériaTeoria corpuscular da matéria
Teoria corpuscular da matéria
Deby Machado
 
Resumo CN 8º ano - Ecossistemas
Resumo CN 8º ano - EcossistemasResumo CN 8º ano - Ecossistemas
Resumo CN 8º ano - Ecossistemas
Inês Mota
 
Natureza corpuscular materia (1)
Natureza corpuscular materia (1)Natureza corpuscular materia (1)
Natureza corpuscular materia (1)
Ana Garcez
 
Exercicios.teoriacorpuscular
Exercicios.teoriacorpuscularExercicios.teoriacorpuscular
Exercicios.teoriacorpuscular
Luis Torre
 
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3
Fisica-Quimica
 
Ti inf2 out2012_fq_3_ceb
Ti inf2 out2012_fq_3_cebTi inf2 out2012_fq_3_ceb
Ti inf2 out2012_fq_3_ceb
Fisica-Quimica
 
Matriz 2-maio
Matriz 2-maioMatriz 2-maio
Matriz 2-maio
Fisica-Quimica
 
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2
Fisica-Quimica
 
Matriz 28-maio
Matriz 28-maioMatriz 28-maio
Matriz 28-maio
Fisica-Quimica
 
Exercícios Resolvidos Quimica
Exercícios Resolvidos QuimicaExercícios Resolvidos Quimica
Exercícios Resolvidos Quimica
Luiz Fabiano
 
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismoGuião trabalhos 9º ano eletromagnetismo
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo
Fisica-Quimica
 
7 8-exercicios
7 8-exercicios7 8-exercicios
7 8-exercicios
Fisica-Quimica
 
Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2
Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2
Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2
Paula Ribeiro
 
Exercícios de Físico-Química - 8º Ano
Exercícios de Físico-Química - 8º AnoExercícios de Físico-Química - 8º Ano
Exercícios de Físico-Química - 8º Ano
Vera Sezões
 

Destaque (20)

Resumo teorico
Resumo teoricoResumo teorico
Resumo teorico
 
Exercícios de química sbts pura e mistura
Exercícios de química sbts pura e misturaExercícios de química sbts pura e mistura
Exercícios de química sbts pura e mistura
 
Gabarito luciana - segunda avaliação
Gabarito   luciana - segunda avaliaçãoGabarito   luciana - segunda avaliação
Gabarito luciana - segunda avaliação
 
Gabarito da segunda avaliação
Gabarito da segunda avaliaçãoGabarito da segunda avaliação
Gabarito da segunda avaliação
 
Química resumos
Química resumosQuímica resumos
Química resumos
 
Apostila exerc-cios de qu-mica geral
Apostila   exerc-cios de qu-mica geralApostila   exerc-cios de qu-mica geral
Apostila exerc-cios de qu-mica geral
 
Teoria corpuscular da matéria
Teoria corpuscular da matériaTeoria corpuscular da matéria
Teoria corpuscular da matéria
 
Resumo CN 8º ano - Ecossistemas
Resumo CN 8º ano - EcossistemasResumo CN 8º ano - Ecossistemas
Resumo CN 8º ano - Ecossistemas
 
Natureza corpuscular materia (1)
Natureza corpuscular materia (1)Natureza corpuscular materia (1)
Natureza corpuscular materia (1)
 
Exercicios.teoriacorpuscular
Exercicios.teoriacorpuscularExercicios.teoriacorpuscular
Exercicios.teoriacorpuscular
 
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo3
 
Ti inf2 out2012_fq_3_ceb
Ti inf2 out2012_fq_3_cebTi inf2 out2012_fq_3_ceb
Ti inf2 out2012_fq_3_ceb
 
Matriz 2-maio
Matriz 2-maioMatriz 2-maio
Matriz 2-maio
 
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo2
 
Matriz 28-maio
Matriz 28-maioMatriz 28-maio
Matriz 28-maio
 
Exercícios Resolvidos Quimica
Exercícios Resolvidos QuimicaExercícios Resolvidos Quimica
Exercícios Resolvidos Quimica
 
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismoGuião trabalhos 9º ano eletromagnetismo
Guião trabalhos 9º ano eletromagnetismo
 
7 8-exercicios
7 8-exercicios7 8-exercicios
7 8-exercicios
 
Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2
Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2
Ficha de preparação para o teste de cfq 8º ano2
 
Exercícios de Físico-Química - 8º Ano
Exercícios de Físico-Química - 8º AnoExercícios de Físico-Química - 8º Ano
Exercícios de Físico-Química - 8º Ano
 

Semelhante a Evolução do modelo atómico

Evolução do Modelo Atómico
Evolução do Modelo AtómicoEvolução do Modelo Atómico
Evolução do Modelo Atómico
713773
 
Leis ponderais e modelos atômicos
Leis ponderais e modelos atômicosLeis ponderais e modelos atômicos
Leis ponderais e modelos atômicos
Roberta Almeida
 
Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)
Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)
Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)
Escola Secundária Carlos Amarante - Braga - Portugal
 
Modelos atõmicos
Modelos atõmicosModelos atõmicos
Modelos atõmicos
Katharina Fernandes
 
Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1
Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1
Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1
Marivane Biazus
 
2. a constituição da matéria átomo
2. a constituição da matéria   átomo2. a constituição da matéria   átomo
2. a constituição da matéria átomo
karlinha soares
 
Historia da-energia-nuclear
Historia da-energia-nuclearHistoria da-energia-nuclear
Historia da-energia-nuclear
Samantha Monteiro
 
Aula Modelo Atômico - Professor Henrique
Aula Modelo Atômico - Professor HenriqueAula Modelo Atômico - Professor Henrique
Aula Modelo Atômico - Professor Henrique
MarianaMartinsR
 
Evolução do átomo
Evolução do átomoEvolução do átomo
Evolução do átomo
Erlenmeyer
 
Modelos atômicos
Modelos atômicosModelos atômicos
Modelos atômicos
Lara Lídia
 
Modelos
 Modelos Modelos
Quimica_1EM
Quimica_1EMQuimica_1EM
Quimica_1EM
comiest
 
Física - Modelos Atômicos
Física - Modelos Atômicos Física - Modelos Atômicos
Física - Modelos Atômicos
Vania Lima "Somos Físicos"
 
Modelo atômico
Modelo atômicoModelo atômico
Modelo atômico
Davi Gonçalves Valério
 
Aula atomistica
Aula atomisticaAula atomistica
Aula atomistica
Aula atomisticaAula atomistica
Aula atomistica
MrciodePaula2
 
Estrutura Atomica Coc 2010
Estrutura Atomica Coc 2010Estrutura Atomica Coc 2010
Estrutura Atomica Coc 2010
Coc2010
 
Guião
GuiãoGuião
Guião
franciscaf
 
Evolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicosEvolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicos
Marivane Biazus
 
Física - Calorimetria
Física - CalorimetriaFísica - Calorimetria
Física - Calorimetria
Vania Lima "Somos Físicos"
 

Semelhante a Evolução do modelo atómico (20)

Evolução do Modelo Atómico
Evolução do Modelo AtómicoEvolução do Modelo Atómico
Evolução do Modelo Atómico
 
Leis ponderais e modelos atômicos
Leis ponderais e modelos atômicosLeis ponderais e modelos atômicos
Leis ponderais e modelos atômicos
 
Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)
Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)
Química - Modelos Atômicos - (dupla Luíza Lira e Manuela Pessoa Amorim)
 
Modelos atõmicos
Modelos atõmicosModelos atõmicos
Modelos atõmicos
 
Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1
Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1
Tópicos de Mecânica Quântica - Capítulo 1
 
2. a constituição da matéria átomo
2. a constituição da matéria   átomo2. a constituição da matéria   átomo
2. a constituição da matéria átomo
 
Historia da-energia-nuclear
Historia da-energia-nuclearHistoria da-energia-nuclear
Historia da-energia-nuclear
 
Aula Modelo Atômico - Professor Henrique
Aula Modelo Atômico - Professor HenriqueAula Modelo Atômico - Professor Henrique
Aula Modelo Atômico - Professor Henrique
 
Evolução do átomo
Evolução do átomoEvolução do átomo
Evolução do átomo
 
Modelos atômicos
Modelos atômicosModelos atômicos
Modelos atômicos
 
Modelos
 Modelos Modelos
Modelos
 
Quimica_1EM
Quimica_1EMQuimica_1EM
Quimica_1EM
 
Física - Modelos Atômicos
Física - Modelos Atômicos Física - Modelos Atômicos
Física - Modelos Atômicos
 
Modelo atômico
Modelo atômicoModelo atômico
Modelo atômico
 
Aula atomistica
Aula atomisticaAula atomistica
Aula atomistica
 
Aula atomistica
Aula atomisticaAula atomistica
Aula atomistica
 
Estrutura Atomica Coc 2010
Estrutura Atomica Coc 2010Estrutura Atomica Coc 2010
Estrutura Atomica Coc 2010
 
Guião
GuiãoGuião
Guião
 
Evolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicosEvolução dos modelos atômicos
Evolução dos modelos atômicos
 
Física - Calorimetria
Física - CalorimetriaFísica - Calorimetria
Física - Calorimetria
 

Mais de Inês Mota

Ciclo de vida do Musgo
Ciclo de vida do MusgoCiclo de vida do Musgo
Ciclo de vida do Musgo
Inês Mota
 
Reino plantae
Reino plantae Reino plantae
Reino plantae
Inês Mota
 
Murcia.docx
Murcia.docxMurcia.docx
Murcia.docx
Inês Mota
 
Os planetas do sistema solar
Os planetas do sistema solar Os planetas do sistema solar
Os planetas do sistema solar
Inês Mota
 
Reacção xanto
Reacção xantoReacção xanto
Reacção xanto
Inês Mota
 
Murcia
MurciaMurcia
Murcia
Inês Mota
 
Resumo 2º teste
Resumo 2º testeResumo 2º teste
Resumo 2º teste
Inês Mota
 
Ensaio pobreza
Ensaio pobrezaEnsaio pobreza
Ensaio pobreza
Inês Mota
 
Uni
UniUni
The mobile phone
The mobile phoneThe mobile phone
The mobile phone
Inês Mota
 
Resumo teorico electricidade
Resumo teorico electricidadeResumo teorico electricidade
Resumo teorico electricidade
Inês Mota
 
Relatório experimental
Relatório experimentalRelatório experimental
Relatório experimental
Inês Mota
 
Segurança rodoviaria
Segurança rodoviariaSegurança rodoviaria
Segurança rodoviaria
Inês Mota
 
Electricidade
ElectricidadeElectricidade
Electricidade
Inês Mota
 
Habitos de Vida Prejudiciais
Habitos de Vida PrejudiciaisHabitos de Vida Prejudiciais
Habitos de Vida Prejudiciais
Inês Mota
 
Adição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomiosAdição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomios
Inês Mota
 
Monómios e polinómios
Monómios e polinómiosMonómios e polinómios
Monómios e polinómios
Inês Mota
 
Adição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomiosAdição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomios
Inês Mota
 
Fórmula do quadrado do binómio
Fórmula do quadrado do binómioFórmula do quadrado do binómio
Fórmula do quadrado do binómio
Inês Mota
 
Monómios e polinómios
Monómios e polinómiosMonómios e polinómios
Monómios e polinómios
Inês Mota
 

Mais de Inês Mota (20)

Ciclo de vida do Musgo
Ciclo de vida do MusgoCiclo de vida do Musgo
Ciclo de vida do Musgo
 
Reino plantae
Reino plantae Reino plantae
Reino plantae
 
Murcia.docx
Murcia.docxMurcia.docx
Murcia.docx
 
Os planetas do sistema solar
Os planetas do sistema solar Os planetas do sistema solar
Os planetas do sistema solar
 
Reacção xanto
Reacção xantoReacção xanto
Reacção xanto
 
Murcia
MurciaMurcia
Murcia
 
Resumo 2º teste
Resumo 2º testeResumo 2º teste
Resumo 2º teste
 
Ensaio pobreza
Ensaio pobrezaEnsaio pobreza
Ensaio pobreza
 
Uni
UniUni
Uni
 
The mobile phone
The mobile phoneThe mobile phone
The mobile phone
 
Resumo teorico electricidade
Resumo teorico electricidadeResumo teorico electricidade
Resumo teorico electricidade
 
Relatório experimental
Relatório experimentalRelatório experimental
Relatório experimental
 
Segurança rodoviaria
Segurança rodoviariaSegurança rodoviaria
Segurança rodoviaria
 
Electricidade
ElectricidadeElectricidade
Electricidade
 
Habitos de Vida Prejudiciais
Habitos de Vida PrejudiciaisHabitos de Vida Prejudiciais
Habitos de Vida Prejudiciais
 
Adição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomiosAdição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomios
 
Monómios e polinómios
Monómios e polinómiosMonómios e polinómios
Monómios e polinómios
 
Adição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomiosAdição algébrica de monomios e polinomios
Adição algébrica de monomios e polinomios
 
Fórmula do quadrado do binómio
Fórmula do quadrado do binómioFórmula do quadrado do binómio
Fórmula do quadrado do binómio
 
Monómios e polinómios
Monómios e polinómiosMonómios e polinómios
Monómios e polinómios
 

Evolução do modelo atómico

  • 1. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira Os atomistas na Grécia antiga A teoria atomista foi desenvolvida no século V a.C. por Leucipo de Mileto e pelo seu discípulo Demócrito de Abdera que conciliou as constantes mudanças postuladas por Heráclito com a unidade e imutabilidade do ser propostas por Parménides Demócrito postulava que a realidade se compõe de partículas indivisíveis ou "átomos" de natureza idêntica e do vácuo ou não-ente e que estes existem desde a eternidade em mútua interacção dando origem ao movimento. Segundo Demócrito, os átomos por si só apresentam as propriedades de tamanho, forma, impenetrabilidade e movimento, dando lugar, por meio de choques entre si, a corpos visíveis. Além disso, ao contrário dos corpos macroscópicos, os átomos não podem interpenetrar-se nem dividir-se, sendo as mudanças observadas em certos fenómenos químicos e físicos atribuídas pelos atomistas gregos a associações e dissociações de átomos. Nesse sentido, o sabor salgado dos alimentos era explicado pela disposição irregular de átomos grandes e pontiagudos. 5
  • 2. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira O modelo de Dalton O professor da universidade inglesa New College de Manchester, John Dalton (1766 - 1844) foi o criador da primeira teoria atómica moderna na passagem do século XVIII para o século XIX. Dalton é bastante lembrado pela famosa Lei de Dalton, a lei das pressões parciais e pelo daltonismo, o nome que se dá à incapacidade de distinguir as cores, assunto que ele estudou e mal de que sofria. Em 1803 Dalton publicou o trabalho “Absorption of Gases by Water and Other Liquids”, (Absorção de gases pela água e outros líquidos), neste delineou os princípios de seu modelo atómico. Segundo Dalton: • Átomos de elementos diferentes possuem propriedades diferentes entre si. • Átomos de um mesmo elemento possuem propriedades iguais e de peso invariável. • Átomos são partículas reais, indivisíveis e descontínuas formadoras da matéria. • Nas reacções químicas, os átomos permanecem inalterados. • Na formação dos compostos, os átomos entram em proporções numéricas fixas 1:1, 1:2, 1:3, 2:3, 2:5 ,etc. • O peso total de um composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos elementos que o constituem. 6
  • 3. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira Em 1808, Dalton propôs a teoria do modelo atómico, onde o átomo é uma minúscula esfera maciça, impenetrável, indestrutível e indivisível. Todos os átomos de um mesmo elemento químico são idênticos. O seu modelo atómico foi apelidado de "modelo atómico da bola de bilhar". Modelo Atómico de Bola de Bilhar Em 1810 foi publicada a obra New System of Chemical Philosophy (Novo sistema de filosofia química), nesse trabalho, haviam teses que provavam suas observações, como a lei das pressões parciais, chamada de Lei de Dalton, entre outras relativas à constituição da matéria. 7
  • 4. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira O modelo de Thomson Em 1897, Joseph John Thomson formulou a teoria segundo a qual a matéria, independente das suas propriedades, contém partículas de massa muito menores que o átomo do hidrogênio. Inicialmente denominou-as de corpúsculos, depois conhecidas como electrões. A demonstração deu-se ao comprovar a existência daqueles corpúsculos nos raios catódicos disparados na ampola de crookes (um tubo que continha vácuo) depois da passagem da corrente eléctrica. Através de suas experiências, Thomson concluiu que a matéria era formada por um modelo atómico diferente do modelo atómico de Dalton: uma esfera de carga positiva continha corpúsculos (electrões) de carga negativa distribuídos uniformemente à semelhança de um pudim de passas. O "modelo atómico do pudim com passas", substituiu então ao "modelo da bola de bilhar", mas não eliminou totalmente as deduções de Dalton, apenas foram acrescentadas mais informações. Grande parte das teorias de Thomsom está na sua obra “Conduction of Electricity Through Gases” (1903; Condução de electricidade através dos gases). Modelo Atómico de Pudim de Passas 8
  • 5. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira O modelo de Rutherford Ernest Rutherford (1871 - 1937) foi premiado com o Prêmio Nobel da Química em 1908 pelas suas investigações sobre a desintegração dos elementos e a química das substâncias radioactivas. Dirigiu o Laboratório Cavendish desde 1919 até à sua morte. Pode dizer-se que Rutherford foi o fundador da Física Nuclear. Distinguiu os raios alfa e beta e introduziu o conceito de núcleo atómico. Bombardeando uma chapa metálica com partículas alfa, Rutherford percebeu que apenas uma pequena fracção dessas sofria desvio de trajectória, com isto concluiu que as partículas que não se desviavam não encontravam no metal obstáculo que causasse a deflexão de sua trajectória. Desta forma criou um modelo atómico no qual os electrões giravam em torno do núcleo atómico, que considerou a região central do átomo onde havia a maior parte da massa atómica. O modelo se baseava em órbitas electrónicas, isto é comparáveis à um sistema planetário, Rutherford chegou à conclusão que a maior parte do átomo se encontra vazia, estando praticamente a totalidade de sua massa no núcleo, este sendo em torno de dez mil vezes menor que o átomo. Modelo Planetário do Átomo 9
  • 6. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira O modelo de Bohr A teoria orbital de Rutherford encontrou uma dificuldade teórica resolvida por Niels Bohr: no momento em que temos uma carga eléctrica negativa composta pelos electrões girando ao redor de um núcleo de carga positiva, este movimento gera uma perda de energia devido a emissão de radiação constante. Num dado momento, os electrões deveriam se aproximar do núcleo num movimento em espiral até cair sobre ele. Em 1911, Niels Bohr publicou uma tese que demonstrava o comportamento electrónico dos metais. Na mesma época, foi trabalhar com Ernest Rutherford em Manchester, Inglaterra. Lá obteve os dados precisos do modelo atómico, que iriam lhe ajudar posteriormente. Em 1913, observando as dificuldades do modelo de Rutherford, Bohr intensificou as suas pesquisas visando uma solução teórica. Em 1916, Niels Bohr retornou para Copenhague para actuar como professor de física. Continuando as suas pesquisas sobre o modelo atómico de Rutherford. Em 1920, nomeado director do Instituto de Física Teórica, Bohr acabou desenvolvendo um modelo atómico que unificava a teoria atómica de Rutherford e a teoria da mecânica quântica de Max Planck. 10
  • 7. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira A sua teoria consistia que ao girar em torno de um núcleo central, os electrões deveriam girar em órbitas específicas com níveis energéticos bem definidos. Que poderia haver a emissão ou absorção de pacotes discretos de energia chamados de quanta ao mudar de órbita. Realizando estudos nos elementos químicos com mais de dois electrões, concluiu que se tratava de uma organização bem definida em camadas. Descobriu ainda que as propriedades químicas dos elementos eram determinadas pela camada mais externa. Bohr expôs o princípio da complementaridade, segundo o qual um fenómeno físico deve ser observado a partir de dois pontos de vista diferentes e não excludentes. Observou que existiam contradições onde poderia haver o comportamento de onda e de partícula dos electrões, dependendo do ponto de vista. Essa teoria acabou por se transformar na hipótese proposta por Louis Broglie (Louis Victor Pierre Raymond, sétimo duque de Broglie) onde todo corpúsculo atómico pode comportar-se de duas formas, como onda e como partícula. 11
  • 8. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira O modelo atómico actual Erwin Schrodinger, Louis Victor de Broglie e Werner Heisenberg, reunindo os conhecimentos de seus predecessores e contemporâneos, acabaram por desenvolver uma nova teoria do modelo atómico, além de postular uma nova visão, chamada de mecânica ondulatória. Fundamentada na hipótese proposta por Broglie onde todo corpúsculo atómico pode comportar-se como onda e como partícula, Heisenberg, em 1925, postulou o princípio da incerteza. A ideia de órbita electrónica acabou por ficar desordenada, sendo substituída pelo conceito de probabilidade de se encontrar num instante qualquer um dado electrão numa determinada região do espaço. O átomo deixou de ser indivisível como acreditavam filósofos gregos antigos. O modelo atómico portanto, passou a constituir-se na verdade, de uma estrutura complexa. 12
  • 9. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira • É sabido que os electrões possuem carga negativa, massa muito pequena e que se movem em órbitas ao redor do núcleo atómico. • O núcleo atómico é situado no centro do átomo e constituído por protões que são partículas de carga positiva, cuja massa é aproximadamente 1.837 vezes superior a massa do electrão, e por neutrões, partículas sem carga e com massa ligeiramente superior à dos protões. • O átomo é electricamente neutro, por possuir números iguais de electrões e protões. • O número de protões no átomo chama-se número atómico, este valor é utilizado para estabelecer o lugar de um determinado elemento na tabela periódica. • A tabela periódica é uma ordenação sistemática dos elementos químicos conhecidos. 13
  • 10. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira • Cada elemento caracteriza-se por possuir um número de electrões que se distribuem nos diferentes níveis de energia do átomo correspondente. • Os níveis energéticos ou camadas, são denominados pelos símbolos K, L, M, N, O, P e Q. • Cada camada possui uma quantidade fixa de electrões. A camada mais próxima do núcleo K, comporta somente dois electrões; a camada L, imediatamente posterior, oito, e assim sucessivamente. • Os electrões da última camada (mais afastados do núcleo) são responsáveis pelo comportamento químico do elemento, por isso são denominados electrões de valência. • O número de massa é equivalente à soma do número de protões e neutrões presentes no núcleo. • O átomo pode perder electrões, carregando-se positivamente, é chamado de ião positivo (catião). 14
  • 11. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira • Ao receber electrões, o átomo torna-se negativo, sendo chamado ião negativo (anião). • O deslocamento dos electrões provoca uma corrente eléctrica, que dá origem a todos os fenómenos relacionados à electricidade e ao magnetismo. • No núcleo do átomo existem duas forças de interacção a chamada interacção nuclear forte, responsável pela coesão do núcleo, e a interacção nuclear fraca, ou força forte e força fraca respectivamente. • As forças de interacção nuclear são responsáveis pelo comportamento do átomo quase na sua totalidade. • As propriedades físico-químicas de um determinado elemento são predominantemente dadas pela sua configuração electrónica, principalmente pela estrutura da última camada, ou camada de valência. 15
  • 12. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira • As propriedades que são atribuídas aos elementos na tabela, se repetem ciclicamente, por isso denominou-se como tabela periódica dos elementos. • Os isótopos são átomos de um mesmo elemento com mesmo número de protões, mas quantidades diferentes de neutrões. • Os isótonos são átomos que possuem o mesmo número de neutrões • Os Isóbaros são átomos que possuem o número de massa 16
  • 13. Escola E.B 2,3 de Paços de Ferreira • Através da radioactividade alguns átomos atuam como emissores de radiação nuclear, esta constituem a base do uso da energia atómica. 17